REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/cl10202511182156
Ednan Pinto de Araújo1
Eliene Fiqueiredo da Silva2
Hugo Costa Souza3
Jacilene Lopes Sá4
Jucirene Maria Lopes de Sousa5
Rita Maria Faustina Carvalho6
Orientadores: Pedro Henrique Rodrigues Alencar7
Sandeyvison Oliveira da Silva8
Resumo: A hanseníase é uma doença infectocontagiosa de significativa relevância para a saúde pública, marcada pelo potencial de causar incapacidades físicas e pelo forte estigma social que ainda acompanha os indivíduos acometidos. Apesar dos avanços no diagnóstico e no tratamento, persistem desafios relacionados à detecção tardia, à desinformação e às barreiras de acesso aos serviços de saúde. Nesse cenário, a enfermagem desempenha papel fundamental na prevenção, identificação precoce e acompanhamento contínuo dos casos, contribuindo para a interrupção da cadeia de transmissão e a promoção de um cuidado humanizado. O objetivo deste estudo foi analisar o papel do enfermeiro no manejo da hanseníase, destacando suas principais atribuições e estratégias de intervenção. Trata-se de uma pesquisa de abordagem qualitativa e natureza exploratória, realizada por meio de revisão bibliográfica com base em artigos publicados entre 2021 e 2025 nas plataformas SciELO, LILACS e Google Acadêmico. Após a aplicação dos critérios de inclusão e exclusão, 10 estudos compuseram a amostra final. Os resultados indicaram que o enfermeiro atua de forma decisiva na realização do exame dermatoneurológico, na vigilância de contatos, na orientação sobre sinais e sintomas e no desenvolvimento de ações educativas voltadas à redução do estigma e ao fortalecimento da adesão ao tratamento. Entretanto, foram identificados desafios como a carência de capacitação continuada, limitações estruturais nos serviços e barreiras socioculturais que dificultam o diagnóstico precoce. Conclui-se que a enfermagem exerce papel indispensável no enfrentamento da hanseníase, sendo essencial para a promoção de um cuidado ético, humanizado e orientado para a prevenção de incapacidades e a melhoria da qualidade de vida dos pacientes.
Palavras-chave: Hanseníase. Enfermagem. Atenção Primária. Educação em saúde.
Abstract: Leprosy is an infectious disease of significant relevance to public health, marked by its potential to cause physical disabilities and by the strong social stigma that still affects those diagnosed with it. Despite advances in diagnosis and treatment, challenges persist regarding late detection, misinformation, and barriers to accessing healthcare services. In this context, nursing plays a fundamental role in prevention, early identification, and continuous follow-up of cases, contributing to the interruption of the transmission chain and the promotion of humanized care. The objective of this study was to analyze the role of nurses in the management of leprosy, highlighting their main responsibilities and intervention strategies. This is a qualitative, exploratory research conducted through a literature review based on articles published between 2021 and 2025 on the SciELO, LILACS, and Google Scholar platforms. After applying inclusion and exclusion criteria, 10 studies composed the final sample. The results indicated that nurses play a decisive role in performing the dermatoneurological examination, monitoring contacts, providing guidance on signs and symptoms, and developing educational actions aimed at reducing stigma and strengthening treatment adherence. However, challenges were identified, such as the lack of ongoing training, structural limitations within health services, and sociocultural barriers that hinder early diagnosis. It is concluded that nursing plays an indispensable role in confronting leprosy, being essential for promoting ethical, humanized care focused on preventing disabilities and improving patients’ quality of life.
Keywords: Leprosy. Nursing. Primary Care. Health Education.
1. INTRODUÇÃO
A hanseníase continua sendo um desafio para a saúde pública, especialmente em regiões onde fatores socioeconômicos, barreiras culturais e limitações no acesso aos serviços dificultam a detecção precoce e o tratamento oportuno. Trata-se de uma doença infectocontagiosa crônica, causada pelo Mycobacterium leprae, que acomete pele e nervos periféricos, podendo gerar incapacidades quando não tratada a tempo. Além dos aspectos clínicos, a hanseníase carrega forte estigma histórico, marcado por interpretações equivocadas e associação à marginalização social, influenciando o comportamento das pessoas afetadas (Magalhães et al., 2021).
Santana et al. (2022) apontam que, embora o conhecimento sobre a doença tenha evoluído, elementos discriminatórios persistem, dificultando a identificação dos sintomas, a adesão ao tratamento e contribuindo para diagnósticos tardios, especialmente em populações mais vulneráveis. Esse legado reforça desigualdades históricas e evidencia a necessidade de práticas assistenciais humanizadas, efetivas e sensíveis às múltiplas dimensões sociais do processo de adoecimento.
Para tanto, mesmo com avanços na Atenção Primária e em políticas de vigilância, os desafios ainda são significativos e demandam abordagens articuladas. Dessa forma Oliveira et al. (2024) observam que a efetividade do cuidado depende da capacidade dos serviços em operacionalizar protocolos, assegurar acolhimento qualificado, promover acompanhamento contínuo e integrar ações educativas. A carência de capacitação, a sobrecarga profissional e a fragmentação do cuidado dificultam a consolidação de práticas integrais e verdadeiramente resolutivas.
Nesse contexto, a atuação das equipes de saúde, especialmente da enfermagem, torna-se essencial para a identificação precoce, vigilância dos contatos e prevenção de incapacidades. Segundo Pereira et al. (2024), o enfermeiro desempenha papel central ao integrar educação em saúde, acompanhamento terapêutico e apoio emocional, contribuindo para fortalecer vínculos.
O diagnóstico e o início da terapêutica são momentos críticos, marcados por medo e insegurança. Castro et al. (2025) destacam que a ausência de informação clara agrava esse cenário, podendo gerar abandono do tratamento e piora clínica. Por outro lado, acolhimento e orientações adequadas favorecem a adesão e minimizam impactos na vida cotidiana.
Aspectos como desconhecimento sobre transmissão, falta de apoio social e escassez de ações educativas dificultam o controle da hanseníase. Olini, Silva e Weiss (2023) ressaltam que tais fatores refletem fragilidades estruturais e culturais que exigem intervenções integradas. A falta de estratégias permanentes de educação e comunicação contribui para a manutenção de preconceitos e impede avanços epidemiológicos.
As desigualdades sociais também ampliam a vulnerabilidade à doença. Manda, Fernandes e Costa (2021) evidenciam que pobreza, baixa escolaridade e moradias precárias influenciam o acesso ao tratamento e sua continuidade. Esses elementos se somam a desafios relacionados à autonomia do paciente e ao direito à informação, que, quando negligenciados, aumentam o abandono terapêutico (Santos et al., 2021).
Dessa forma, o enfrentamento da hanseníase demanda ações multidimensionais, envolvendo estratégias clínicas, educativas e comunitárias que garantam respostas mais amplas e eficazes. Oliveira et al. (2024) reforçam a necessidade de qualificação permanente das equipes, reorganização dos fluxos assistenciais, fortalecimento das ações de vigilância, diagnóstico precoce e integração contínua entre os diferentes níveis de atenção.
Nesse contexto, esta pesquisa almeja analisar evidências científicas sobre a hanseníase, considerando seus aspectos epidemiológicos, clínicos e assistenciais, com foco na atuação das equipes de saúde no contexto da Atenção Primária. Busca-se identificar enfoques investigativos recentes, descrever ações profissionais, discutir lacunas dos serviços existentes e contribuir para a ampliação de reflexões que qualifiquem o cuidado ofertado à população.
Diante disso, o presente estudo ressalta a relevância de compreender a hanseníase para além do campo biológico, reconhecendo suas dimensões sociais, culturais e históricas que moldam suas manifestações. Ao destacar contribuições da literatura, pretende-se ampliar o debate acadêmico, fortalecer políticas públicas voltadas ao manejo e controle da doença e incentivar novas pesquisas que aprofundem esse cenário complexo.
2. REVISÃO DA LITERATURA
2 1. Conceito e historicidade da Hanseníase
A hanseníase, ao longo da história, configurou-se como uma das doenças de maior impacto social e simbólico, ultrapassando o campo biomédico e influenciando profundamente aspectos culturais, religiosos e institucionais das sociedades. Desde registros em civilizações antigas, como Índia, Egito e China, a enfermidade foi cercada de interpretações moralizantes e crenças equivocadas, muitas vezes associada à impureza, castigo divino ou transmissibilidade absoluta, o que contribuiu para práticas de estigmatização e isolamento compulsório (Olini; Silva; Weiss, 2023).
Segundo exposto por Magalhães et al. (2021), esse legado histórico moldou a percepção coletiva sobre a doença e gerou desafios persistentes no enfrentamento do preconceito, inclusive após o avanço do conhecimento científico que estabeleceu sua etiologia, mecanismos de transmissão e possibilidades terapêuticas eficazes.
Ao longo dos séculos, a compreensão da hanseníase evoluiu paralelamente ao desenvolvimento das ciências médicas e das políticas de saúde pública. A identificação do Mycobacterium leprae por Gerhard Armauer Hansen, em 1873, marcou um ponto de inflexão ao deslocar o entendimento da doença de um fenômeno místico para uma condição infecciosa passível de investigação científica (Castro et al. 2025).
A partir desse marco, consolidaram-se novas abordagens de controle, vigilância e tratamento, que foram progressivamente aprimoradas com a incorporação da poliquimioterapia e com a reorganização das estratégias de atenção básica no século XX. Assim, a historicidade da hanseníase revela um percurso complexo, no qual transformações científicas, sociais e institucionais se articulam para redefinir as práticas de cuidado e o posicionamento da enfermidade no cenário da saúde pública contemporânea (Manda; Fernandes; Costa, 2021).
2.1.1 Conceituação, Etiologia e Transmissão
Conforme Magalhães et al. (2021), a hanseníase constitui uma doença infectocontagiosa de curso crônico, causada pelo Mycobacterium leprae, um bacilo intracelular de elevada especificidade por células de Schwann e tecidos periféricos. Historicamente reconhecida como uma das enfermidades mais antigas que acometem a humanidade, a hanseníase sempre esteve associada a estigmas culturais, representações equivocadas e práticas de isolamento compulsório, que deixaram marcas profundas nas intervenções em saúde pública e na percepção social acerca da doença. A compreensão de sua origem, de seus determinantes e de seus modos de transmissão constitui elemento fundamental para fortalecer as estratégias contemporâneas de vigilância e controle.
A etiologia da hanseníase está diretamente relacionada ao tropismo do M. leprae pelos nervos periféricos. Trata-se de um microrganismo de replicação extremamente lenta, cujas manifestações clínicas podem levar anos para se desenvolver plenamente. O período de incubação prolongado dificulta a identificação do momento exato da infecção e favorece a manutenção silenciosa da cadeia de transmissão (Magalhães et al. 2021).
Segundo Manda, Fernandes e Costa (2021), a transmissão ocorre predominantemente pelas vias aéreas superiores, mediante a inalada de gotículas eliminadas por indivíduos multibacilares não tratados, sendo o convívio prolongado o principal fator de risco epidemiológico. Essa dinâmica reforça a importância da busca ativa, do rastreamento de contatos e da identificação precoce de casos, uma vez que o tratamento adequado reduz drasticamente a transmissibilidade.
Castro et al. (2025) destacam que a hanseníase persiste como um problema de saúde pública no Brasil, que figura entre os países com maior número de casos novos anualmente. Tal panorama revela distribuição heterogênea entre as regiões e forte associação com determinantes sociais da saúde, como pobreza, baixa escolaridade, moradias inadequadas e dificuldades de acesso aos serviços de saúde.
Essas condições contribuem diretamente para a elevada ocorrência da doença em determinados territórios e reforçam a natureza multidimensional da hanseníase, que não pode ser compreendida apenas sob o ponto de vista biomédico. Ao final, a manutenção de elevados índices de transmissão evidencia a necessidade de estratégias integradas que envolvam vigilância epidemiológica, educação em saúde, acesso universal ao diagnóstico e acompanhamento multiprofissional de pacientes.
2.1.2 Manifestações clínicas e classificação da doença
As manifestações clínicas da hanseníase decorrem do tropismo do Mycobacterium leprae por nervos periféricos e pele, produzindo lesões dermatológicas associadas a alterações sensoriais, parestesias e perda progressiva da função motora quando não há intervenção precoce. Em sua fase inicial, as lesões cutâneas costumam ser discretas, hipocrômicas ou eritematosas, com redução da sensibilidade térmica, tátil e dolorosa; essa sutileza contribui para o atraso no reconhecimento e para o diagnóstico tardio em muitos pacientes (Olini; Silva; Weiss, 2023).
A classificação clínica tradicional distingue quatro formas principais: indeterminada, tuberculoide, dimorfa e virchowiana. A forma indeterminada costuma apresentar lesões únicas e pouco definidas; a tuberculoide manifesta poucas lesões bem demarcadas com resposta imunocelular intensa; a dimorfa configura um espectro intermediário com variabilidade de placas e nódulos; e a virchowiana corresponde à apresentação mais extensa e multibacilar, associada à maior potencial de transmissão. A identificação correta da forma clínica orienta a conduta terapêutica e a vigilância epidemiológica necessária (Magalhães et al., 2021).
As incapacidades decorrentes do acometimento neural incluem deformidades como mãos e pés em garra, úlceras plantares, lagoftalmo, alterações osteoarticulares e lesões oculares que podem culminar em perda visual. Essas sequelas resultam, em grande medida, do atraso no diagnóstico e da evolução inflamatória prolongada dos nervos, impactando de forma direta a autonomia, a inserção social e a qualidade de vida dos indivíduos afetados. A prevenção dessas complicações depende da detecção precoce, da avaliação neurológica sistemática e do acompanhamento clínico contínuo (Manda; Fernandes; Costa, 2021).
O diagnóstico da hanseníase é predominantemente clínico, fundamentado na identificação de lesões dermatoneurológicas e na avaliação dirigida da sensibilidade; exames complementares, como baciloscopia e biópsia, são utilizados quando há necessidade de confirmação. A poliquimioterapia, disponibilizada de forma universal pelo Sistema Único de Saúde, permanece como a intervenção terapêutica central, capaz de interromper a transmissibilidade e de reduzir a progressão para incapacidades, sobretudo quando instituída precocemente (Castro et al., 2025).
2.2. Papel do enfermeiro no tratamento da hanseníase
O papel do enfermeiro no cuidado às pessoas acometidas pela hanseníase constitui um eixo central das estratégias de controle, acompanhamento e prevenção de agravos, especialmente no âmbito da Atenção Primária à Saúde. A atuação desse profissional articula ações de educação em saúde, vigilância epidemiológica, manejo clínico, prevenção de incapacidades e apoio psicossocial, configurando-se como elemento indispensável para a integralidade do cuidado (Santana et al. 2022).
De acordo com Oliveira et al. (2024), a enfermagem ocupa posição estratégica na reorganização da assistência, por ser o profissional que mantém contato contínuo com o paciente, reconhece precocemente sinais de agravamento e conduz intervenções que repercutem diretamente na evolução clínica e na redução das complicações permanentes.
Sob essa perspectiva, o enfermeiro desempenha funções que ultrapassam a dimensão técnica do tratamento medicamentoso, englobando também a identificação de fatores de risco, a orientação sobre autocuidado, o monitoramento clínico sistemático e o fortalecimento do vínculo terapêutico. A hanseníase, por sua natureza crônica e estigmatizada, exige abordagens sensíveis às necessidades emocionais e sociais dos pacientes, de modo que a enfermagem se torna protagonista na construção de um cuidado humanizado e contínuo (Castro et al., 2025).
Como apontam Souza et al. (2024), a prática assistencial nesse contexto requer domínio clínico, preparo para lidar com manifestações neurológicas e dermatológicas, e capacidade de conduzir intervenções educativas capazes de promover autonomia, adesão ao tratamento e redução do estigma associado à doença.
Além disso, a literatura ressalta que a atuação do enfermeiro influencia diretamente a qualidade da vigilância epidemiológica. Pereira et al. (2024) enfatizam que o acompanhamento de casos, a investigação de contatos e a busca ativa de suspeitos são atividades que se fortalecem quando conduzidas pela enfermagem, sobretudo em regiões onde o acesso aos serviços de saúde é limitado. A presença do enfermeiro possibilita a detecção precoce de sinais e sintomas, evitando o avanço para incapacidades físicas e reduzindo a cadeia de transmissão. Dessa forma, o cuidado não se restringe ao indivíduo diagnosticado, mas se estende à comunidade, ao território e às redes sociais que o cercam.
Somado a isso, Santana et al. (2022) destacam que o envolvimento do enfermeiro na condução de programas educativos, visitas domiciliares, acompanhamento das reações hansênicas e orientações sobre prevenção de incapacidades fortalece a integralidade e a continuidade da assistência. O manejo adequado das reações e dos agravos neuropáticos requer habilidade técnica e tomada de decisão fundamentada, reforçando a importância de capacitações permanentes e da atualização profissional. Nessa perspectiva, a enfermagem atua como ponte entre o paciente, a equipe multiprofissional e o serviço de saúde, garantindo que o tratamento seja conduzido com segurança e eficácia.
A prática do enfermeiro também abrange a dimensão psicossocial do cuidado. Conforme discutido por Santos et al. (2021), muitos pacientes convivem com sentimentos de medo, vergonha e insegurança devido ao estigma profundamente associado à hanseníase. O enfermeiro, ao estabelecer um acolhimento sensível, contribui para o enfrentamento dessas barreiras emocionais, favorecendo a adesão ao tratamento, a assiduidade às consultas e o engajamento nas práticas de autocuidado. Esse suporte emocional é essencial para minimizar os efeitos do estigma, promover empoderamento e estimular o protagonismo do paciente em sua trajetória terapêutica.
Por fim, Santos et al. (2022) observam que o enfermeiro exerce papel determinante na organização do processo de trabalho das equipes de saúde, articulando ações de prevenção, diagnóstico e tratamento. A sistematização da assistência de enfermagem, a realização de exames dermatoneurológicos periódicos, o acompanhamento da poliquimioterapia e o monitoramento das incapacidades formam um conjunto de práticas que contribuem para o controle da doença e para a melhoria das condições de vida dos indivíduos afetados. Dessa forma, a atuação profissional da enfermagem se configura como eixo estruturante das políticas de enfrentamento da hanseníase no contexto da saúde pública brasileira.
2.3 Atribuições do enfermeiro na assistência ao paciente com hanseníase
As atribuições do enfermeiro na assistência ao paciente com hanseníase abrangem um conjunto de práticas clínicas, educativas e gerenciais que, integradas, sustentam a qualidade da atenção prestada. Segundo Oliveira et al. (2024), uma das funções primordiais consiste na realização da avaliação dermatoneurológica inicial e periódica, etapa que permite identificar lesões cutâneas, alterações de sensibilidade e sinais de comprometimento neural que demandam intervenção imediata. Essa avaliação sistemática orienta a conduta terapêutica e a vigilância das reações hansênicas, garantindo acompanhamento contínuo e seguro durante todo o tratamento.
A educação em saúde também figura entre as atribuições centrais da enfermagem. Souza et al. (2024) ressaltam que cabe ao enfermeiro orientar o paciente e seus familiares sobre a natureza da doença, a importância da adesão à poliquimioterapia, as medidas de autocuidado e as estratégias para a prevenção de incapacidades físicas. Essas orientações abrangem desde cuidados com a pele e extremidades, até o reconhecimento de sinais precoces de reações inflamatórias, fortalecendo a autonomia do paciente e reduzindo o risco de sequelas permanentes.
No campo da vigilância epidemiológica, Pereira et al. (2024) destacam que o enfermeiro é responsável pela investigação e acompanhamento dos contatos domiciliares e sociais, bem como pela condução da busca ativa em territórios prioritários. Ao identificar possíveis novos casos, o profissional contribui para reduzir a transmissão e romper cadeias epidemiológicas. Essa atuação exige sensibilidade para reconhecer vulnerabilidades e competências para articular ações intersetoriais e comunitárias.
Outra atribuição essencial diz respeito ao monitoramento clínico e ao manejo das complicações. Conforme Santana et al. (2022), o enfermeiro acompanha a resposta ao tratamento, verifica possíveis efeitos adversos, orienta sobre o uso correto da medicação e participa da condução das reações hansênicas, integrando-se às demais categorias da equipe multiprofissional. Seu papel é determinante para reduzir danos, prevenir incapacidades e assegurar o seguimento adequado durante todo o período terapêutico.
Para tanto, de acordo com Santos et al. (2022) evidenciam que o enfermeiro desempenha funções de apoio psicossocial, acolhendo dúvidas, medos e inseguranças dos pacientes, além de atuar na articulação de fluxos assistenciais, no registro sistematizado das informações e na organização do processo de trabalho da equipe. A escuta ativa, o fortalecimento do vínculo e a abordagem humanizada são componentes que conferem qualidade à assistência e contribuem para o enfrentamento do estigma social associado à hanseníase.
3. METODOLOGIA
Este estudo trata-se de uma revisão integrativa da literatura, método que possibilita reunir, analisar e sintetizar de forma sistemática conhecimentos já produzidos sobre determinado tema, permitindo ampla compreensão do fenômeno investigado e identificação de lacunas que possam orientar futuras pesquisas. Essa abordagem foi escolhida por oferecer uma visão abrangente sobre a assistência de enfermagem ao portador de hanseníase, contemplando aspectos clínicos, epidemiológicos e organizacionais do cuidado.
A construção da revisão seguiu as etapas metodológicas recomendadas para estudos dessa natureza: (1) identificação do problema de pesquisa; (2) definição dos critérios de inclusão e exclusão; (3) seleção dos estudos; (4) categorização das informações extraídas; (5) avaliação crítica do conteúdo; e (6) síntese dos resultados obtidos. A questão norteadora estabelecida foi: “Qual é o papel do enfermeiro na assistência ao paciente com hanseníase e quais são as principais estratégias adotadas na Atenção Primária à Saúde?”
A busca bibliográfica foi realizada nas bases SciELO, PubMed e LILACS, selecionadas por sua ampla cobertura em produções científicas da Saúde Coletiva e Enfermagem. Para orientar a pesquisa, utilizaram-se os seguintes descritores: hanseníase, enfermagem, atenção primária, cuidados de enfermagem, educação em saúde e vigilância em saúde, combinados com os operadores booleanos AND e OR para refinar os resultados.
Foram incluídos artigos publicados entre 2021 e 2025, em português, inglês ou espanhol, que abordavam diretamente a atuação da enfermagem no manejo, acompanhamento ou prevenção da hanseníase. Excluíram-se estudos repetidos, aqueles que não apresentavam relação direta com o objetivo da revisão, trabalhos indisponíveis na íntegra ou que exigiam pagamento para acesso, bem como artigos fora do recorte temporal definido.
Após a etapa de busca, obtiveram-se 132 estudos. Em seguida, aplicaram-se os critérios de elegibilidade, o que resultou na exclusão de estudos duplicados, fora da temática, incompletos ou inacessíveis. Assim, 10 artigos compuseram a amostra final, conforme descrito no fluxograma apresentado na Tabela 01.
Os estudos selecionados foram analisados com base em leitura crítica e aprofundada, com destaque para características metodológicas, objetivos, contribuições e principais achados referentes às atribuições do enfermeiro no cuidado à hanseníase. Os dados coletados foram analisados, possibilitando assim, a construção de um panorama abrangente da assistência de enfermagem no contexto da hanseníase.
4. RESULTADOS
Por meio do processo sistemático de busca e triagem, foram inicialmente identificados 132 estudos, distribuídos entre as bases SciELO (74), PubMed (36) e LILACS (22). Em seguida, procedeu-se à aplicação rigorosa dos critérios de exclusão previamente estabelecidos, o que resultou na eliminação de 16 estudos por duplicidade, 75 por não se adequarem ao recorte temporal adotado, 7 por indisponibilidade do texto completo e 24 por exigirem pagamento para acesso. Após essas etapas de filtragem, 10 estudos permaneceram elegíveis e atenderam integralmente aos parâmetros metodológicos definidos, sendo, portanto, selecionados para compor a amostra final desta revisão, conforme apresentado na Tabela 01.
Tabela 01: Fluxograma sobre a seleção dos estudos pesquisados
ESTUDOS IDENTIFICADOS: 132 ARTIGOS
| SCIELO | PUBMED | LILACS |
| 74 artigos | 36 artigos | 22 artigos |
EXCLUÍDOS POR:
| Duplicidade: 16 artigos | Recorte temporal: 75 artigos | Indisponibilidade na íntegra: 07 artigos | Necessidade de pagamento: 24 artigos |
Fonte: autoria própria (2025)
ESTUDOS SELECIONADOS PARA ANÁLISE: 10 ARTIGOS
A seguir, apresenta-se a tabela que reúne os estudos incluídos na revisão integrativa, organizada pelas informações referentes ao autor e ano de publicação, título do artigo, objetivo e principais resultados identificados em cada pesquisa. Essa estruturação visa facilitar a compreensão do leitor acerca das contribuições de cada estudo, permitindo visualizar de forma clara os diferentes enfoques adotados, bem como subsidiar a análise comparativa e a síntese crítica dos achados apresentados.
Tabela 02 – Síntese dos artigos incluídos na revisão integrativa
| Nº | AUTOR/ANO | TÍTULO DO ARTIGO | OBJETIVO | PRINCIPAIS RESULTADOS |
| 01 | Castro et al. (2025) | Assistência de enfermagem na atenção primária ao paciente com hanseníase: relato de experiência | Relatar a experiência da enfermagem na atenção primária ao paciente com hanseníase. | Demonstra a importância das visitas domiciliares, do vínculo com a comunidade e da educação em saúde. |
| 02 | Magalhães et al. (2021) | O enfermeiro da atenção primária no acompanhamento e tratamento da hanseníase | Discutir a atuação do enfermeiro no acompanhamento e tratamento de pacientes com hanseníase. | Destaca a relevância do enfermeiro na adesão terapêutica e no monitoramento clínico contínuo. |
| 03 | Manda; Fernandes; Costa (2021) | Terapêuticas de enfermagem para pessoas com limitações decorrentes da hanseníase | Analisar terapêuticas de enfermagem para pessoas com limitações decorrentes da hanseníase. | Destaca o papel da enfermagem na reabilitação e prevenção de incapacidades. |
| 04 | Olini; Silva; Weiss (2023) | A importância da assistência de enfermagem no diagnóstico e tratamento da hanseníase na atenção básica | Destacar a importância da enfermagem no diagnóstico e tratamento da hanseníase. | Reforça o papel do enfermeiro no exame dermatoneurológico e na detecção precoce da doença. |
| 05 | Oliveira et al. (2024) | A assistência de enfermagem aos portadores de hanseníase assistidos pela atenção primária: revisão integrativa | Revisar a assistência de enfermagem aos portadores de hanseníase na atenção primária. | Mostra que estratégias educativas e ações integradas melhoram a adesão ao tratamento e a qualidade de vida dos pacientes. |
| 06 | Pereira et al. (2024) | A enfermagem no cuidado ao paciente portador de hanseníase multibacilar | Analisar a atuação da enfermagem no cuidado ao paciente com hanseníase multibacilar. | Ressalta a importância da avaliação clínica sistemática e do acompanhamento multiprofissional |
| 07 | Santana et al. (2022) | O papel do enfermeiro no controle da hanseníase na atenção básica | Analisar o papel do enfermeiro no controle da hanseníase na Atenção Básica | Enfatiza a importância do diagnóstico precoce, da prevenção de incapacidades e das ações educativas no combate ao estigma. |
| 08 | Santos et al. (2021) | Assistência de enfermagem domiciliar ao portador de hanseníase: um incentivo ao autocuidado | Apresentar estratégias de assistência domiciliar voltadas ao autocuidado em hanseníase. | Mostra que o acompanhamento domiciliar fortalece a autonomia do paciente e reduz complicações. |
| 09 | Santos et al. (2022) | Assistência da enfermagem no protocolo de diagnóstico da hanseníase na atenção básica | Discutir a assistência de enfermagem no protocolo diagnóstico da hanseníase. | Evidencia a importância da capacitação profissional para a identificação precoce dos casos. |
| 10 | Souza, et al (2024) | A assistência de enfermagem aos portadores de hanseníase assistidos pela atenção primária: revisão integrativa | Analisar como deve ser prestada a assistência de enfermagem aos portadores de hanseníase assistidos pela atenção primária | Os profissionais de enfermagem enfrentam muitas dificuldades no manejo da hanseníase, como dificuldades na adesão do paciente ao tratamento, na continuidade do tratamento medicamentoso e preconceitos sociais contra o tratamento. |
Fonte: autoria própria (2025)
5. DISCUSSÃO
A análise dos estudos incluídos na revisão integrativa evidencia um conjunto de convergências e pontos de tensão no que se refere à assistência de enfermagem no cuidado às pessoas acometidas pela hanseníase, especialmente no âmbito da Atenção Primária à Saúde. Embora os autores apresentem perspectivas complementares, observa-se que suas abordagens variam quanto à ênfase dada à prevenção de incapacidades, à vigilância epidemiológica, ao diagnóstico precoce e às ações educativas, revelando um campo complexo e multifacetado no qual a prática profissional se articula tanto a desafios estruturais quanto a avanços significativos.
De modo geral, Santana et al. (2022) e Magalhães et al. (2021) convergem ao destacar que o enfermeiro desempenha um papel central na identificação precoce da hanseníase, no acompanhamento sistemático dos pacientes e na prevenção de agravos. Esses autores evidenciam que a atuação qualificada da enfermagem representa um eixo estruturante para o controle da doença, sobretudo em territórios onde o diagnóstico tardio permanece como um problema recorrente. Para ambos, o exame dermatoneurológico e o monitoramento regular das manifestações clínicas constituem instrumentos essenciais para impedir a progressão das incapacidades físicas. Aspecto também reforçado por Olini, Silva e Weiss (2023).
Em perspectiva semelhante, Oliveira et al. (2024) enfatizam que intervenções educativas e estratégias de promoção do autocuidado ampliam a adesão terapêutica e melhoram a qualidade de vida dos pacientes, articulando a dimensão clínica à dimensão psicossocial do cuidado. Essa visão dialoga diretamente com Santos et al. (2021), que reconhecem valor significativo no acompanhamento domiciliar, sobretudo por possibilitar o fortalecimento do vínculo terapêutico e a redução do impacto emocional do estigma sobre o enfrentamento da doença. Entretanto, apesar da concordância geral quanto à importância da abordagem humanizada, alguns autores alertam para limites ainda presentes no cotidiano dos serviços, como insuficiência de capacitações e fragilidades nos fluxos de atendimento.
Por outro lado, Pereira et al. (2024) e Manda, Fernandes e Costa (2021) ampliam a discussão ao examinar o papel do enfermeiro na vigilância epidemiológica e na reabilitação de pacientes com sequelas. Para eles, a assistência vai além do tratamento medicamentoso e exige domínio técnico para conduzir investigação de contatos, busca ativa e identificação de sinais precoces de neuropatia. Esses autores demonstram que a enfermagem atua como elo entre o indivíduo e o território, articulando diretrizes da saúde pública às necessidades particulares de cada paciente. Contudo, seus achados também apontam dificuldades estruturais, como falta de recursos, sobrecarga de trabalho e lacunas na integração multiprofissional, fatores que podem comprometer a efetividade das ações.
A literatura também apresenta divergências quanto ao alcance real das estratégias implementadas. Enquanto Castro et al. (2025) evidenciam experiências exitosas nas visitas domiciliares, na criação de vínculos comunitários e no fortalecimento de práticas educativas, outros estudos indicam que resultados satisfatórios dependem de condições organizacionais favoráveis, formação contínua da equipe e acompanhamento sistemático de indicadores de saúde. Assim, embora haja consenso sobre a relevância do enfermeiro na condução do cuidado, há também reconhecimento de que a efetividade das ações não se materializa de maneira homogênea em todos os cenários.
Por fim, estudos como os de Santos et al. (2022) reforçam que a competência técnica e a capacidade de tomada de decisão são elementos indispensáveis para o manejo adequado das reações hansênicas e para a condução da poliquimioterapia com segurança. Entretanto, esses autores ponderam que muitos profissionais ainda enfrentam dificuldades relacionadas à falta de capacitação e à escassez de protocolos claros, o que evidencia a necessidade de investimentos permanentes em educação continuada.
Assim, a discussão revela que a atuação da enfermagem no cuidado à hanseníase constitui um processo dinâmico, que combina avanços importantes na detecção precoce, no manejo clínico e na educação em saúde, mas ainda encontra obstáculos vinculados à estrutura dos serviços, às condições socioeconômicas dos territórios e às lacunas de formação profissional. A literatura demonstra, de forma consistente, que a efetividade das ações depende de práticas integradas, abordagem interdisciplinar e fortalecimento contínuo da capacidade técnica das equipes. Nesse cenário, a enfermagem emerge não apenas como executora de procedimentos, mas como protagonista na reorganização da assistência, na redução do estigma e na construção de um cuidado humanizado, longitudinal e socialmente comprometido.
6. CONCLUSÃO
O presente estudo acerca da assistência de enfermagem no contexto da hanseníase evidenciou a relevância dessa temática no âmbito da saúde pública, destacando sua complexidade e as múltiplas dimensões que envolvem aspectos biológicos, sociais, culturais e assistenciais. Por meio da revisão bibliográfica, foi possível reunir evidências consistentes que demonstram o papel indispensável do enfermeiro na identificação precoce da doença, no acompanhamento terapêutico e na promoção de cuidados que visam prevenir incapacidades e reduzir o estigma historicamente associado à enfermidade. Dessa forma, os objetivos propostos foram plenamente alcançados, permitindo ampliar a compreensão sobre a hanseníase e oferecer subsídios teóricos e práticos para qualificar a assistência prestada aos indivíduos acometidos.
Constatou-se que o enfermeiro exerce papel estratégico não apenas na realização de procedimentos clínicos, mas também na educação em saúde, na escuta ativa e no acolhimento humanizado, atuando como mediador entre o paciente, a família e a equipe multiprofissional. Sua presença contínua no território e na Atenção Primária possibilita identificar sinais e sintomas iniciais, orientar quanto ao tratamento poliquimioterápico, conduzir ações preventivas e assegurar que o cuidado seja pautado pelo respeito, pela ética e pela integralidade. As intervenções de enfermagem evidenciadas na literatura incluem desde a orientação durante o processo diagnóstico, o monitoramento das reações hansênicas e o incentivo à adesão terapêutica até o acompanhamento longitudinal necessário para a prevenção de deformidades e para o fortalecimento da autonomia do paciente.
Apesar dos avanços observados nas políticas públicas e nas práticas assistenciais voltadas ao controle da hanseníase, ainda persistem desafios significativos, como a insuficiência de capacitações permanentes, a dificuldade de acesso aos serviços de saúde, o desconhecimento populacional sobre a doença e o estigma que ainda permeia a experiência dos usuários. Tais fatores reforçam a necessidade de ampliar investimentos em educação continuada, fortalecer as práticas baseadas em evidências e aprimorar os protocolos assistenciais que assegurem um cuidado digno, efetivo e inclusivo.
Ao sistematizar o conhecimento existente sobre a temática, este estudo contribui para a valorização da enfermagem como agente transformador no enfrentamento da hanseníase, reafirmando seu papel essencial na detecção precoce, no manejo clínico e na promoção da saúde. Além disso, oferece suporte teórico para o desenvolvimento de novas pesquisas e para a formulação de estratégias institucionais que busquem consolidar uma assistência mais humanizada, resolutiva e centrada nas necessidades dos pacientes.
Assim, a assistência de enfermagem no cuidado à hanseníase configura-se como elemento fundamental para a redução das incapacidades, para o fortalecimento da adesão terapêutica e para a proteção da dignidade dos indivíduos acometidos. Ao unir conhecimento técnico, sensibilidade, comprometimento ético e atuação educativa, o enfermeiro reafirma seu papel como defensor dos direitos dos usuários, promotor da inclusão social e protagonista na construção de uma prática assistencial baseada no respeito, na empatia e na valorização da vida.
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1Acadêmico do 8º período do curso de enfermagem pela Universidade Paulista.
2Acadêmico do 8º período do curso de enfermagem pela Universidade Paulista.
3Acadêmico do 8º período do curso de enfermagem pela Universidade Paulista.
4Acadêmico do 8º período do curso de enfermagem pela Universidade Paulista.
5Acadêmico do 8º período do curso de enfermagem pela Universidade Paulista.
6Acadêmico do 8º período do curso de enfermagem pela Universidade Paulista.
7Orientador, Professor do curso de enfermagem; especialista em hematologia clínica.
8Coorientador, Professor do curso de enfermagem; especialista em Enfermagem em UTI Adulto, Enfermagem do Trabalho, Planejamento e Gestão.
