EDUCAÇÃO FÍSICA NA EJA: ESCASSEZ DE PROFISSIONAIS E SEUS DESAFIOS PARA A PROMOÇÃO DA ATIVIDADE FÍSICA PARA DIFERENTES PÚBLICOS

PHYSICAL EDUCATION IN EJA: SHORTAGE OF PROFESSIONALS AND ITS CHALLENGES FOR PROMOTING PHYSICAL ACTIVITY FOR DIFFERENT AUDIENCES

REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/ma10202510180754


Fernanda Leitão Pinto
Renata Araújo de lima
Orientador(a): Prof. M.E Eva Vilma Alves


Resumo  

Este estudo, baseado em revisão bibliográfica qualitativa, investigou os principais desafios enfrentados pelos profissionais de Educação Física na Educação de Jovens e Adultos (EJA). O objetivo foi analisar de que forma a escassez de professores e a baixa oferta/incentivo a atividades físicas influenciam a modalidade. Entre os tópicos abordados estão a falta de apoio institucional e os benefícios da prática para a saúde e inclusão social. Os resultados confirmam que os desafios principalmente a formação docente precária e a escassez de apoio reduzem o potencial emancipador da disciplina. A conclusão válida a hipótese de que a capacitação contínua e os investimentos em infraestrutura são cruciais para superar a escassez e garantir atividades físicas eficazes e transformadoras. A pesquisa, portanto, reforça a necessidade de políticas públicas para valorizar a Educação Física na EJA, assegurando a educação integral e o bem-estar dos alunos. 

Palavras-chave: EJA, Atividade Física, Promoção de Saúde, Escassez de Profissionais 

1 INTRODUÇÃO  

A educação física é um componente curricular obrigatório em todas as modalidades de ensino. Nessa modalidade (EJA) é fundamental para a saúde e bem estar dos alunos, nesse caso, a formação e a capacitação dos profissionais é crucial para garantir estratégias de ensino adequados. 

A educação de jovens e adultos (EJA) é uma modalidade de ensino, com objetivo de promover a conclusão dos ensinos fundamental e médio. De acordo com a LDB ( Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional), em seus artigos 37 e 38, trata da EJA, definindo-a como modalidade de ensino destinada àqueles que não tiveram acesso ou continuidade nos estudos na idade própria, ela também estabelece a oferta de educação de forma gratuita e oportunidades educacionais apropriadas às características e necessidades dos alunos. 

Deste modo, essa pesquisa irá pontuar a falta de profissionais de educação física e a promoção de atividade física. A pesquisa foca nos principais problemas encontrados, seja por falta de contratação de profissionais, divergência na idade dos alunos, pela falta de infraestrutura e recursos. Será focado também na atuação dos profissionais para a promoção de saúde e bem estar desse público para atrair benefícios em suas experiências individuais tanto para o aluno quanto para o profissional docente. 

A principal questão levantada neste estudo é: quais os principais desafios dos profissionais de educação física para a promoção de atividade física e superar a escassez de formação de profissionais? A hipótese parte de que a formação e contratação dos profissionais de educação física, junto com a melhoria da infraestrutura e recursos, podem ajudar a superar a escassez de profissionais e promover uma atividade física eficaz para essa modalidade de ensino. 

2 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA OU REVISÃO DA LITERATURA 

2.1 A EDUCAÇÃO FÍSICA COMO COMPONENTE CURRICULAR NO EJA 

A Educação de Jovens e Adultos (EJA) é uma modalidade garantida pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (Lei nº 9.394/1996), destinada a assegurar o direito à escolarização para sujeitos que não tiveram acesso à educação básica em idade regular. Nesse contexto, a Educação Física desempenha papel essencial, não apenas na promoção da saúde, mas também no fortalecimento da autoestima, socialização e qualidade de vida dos estudantes. A Base Nacional Comum Curricular (BNCC), em suas diretrizes, reforça a importância da disciplina como componente curricular obrigatório, destacando a relevância das práticas corporais para a construção da cidadania, o fortalecimento da autonomia e o exercício crítico da participação social(BRASIL,2017).  

Em estudo realizado no Rio de Janeiro, Lima e Nunes (2023) identificaram que os alunos da EJA percebem o corpo nas aulas de Educação Física de forma fragmentada, ressaltando a carência de práticas pedagógicas que valorizem as identidades corporais e as vivências desses estudantes. Essa limitação reforça a necessidade de propostas curriculares mais inclusivas e sensíveis ao contexto social. 

Questões de gênero também vêm sendo apontadas na literatura recente. Ribeiro (2024) mostra que, embora haja abertura para tratar gênero na EJA, muitas vezes o tema aparece de maneira indireta ou superficial. A Educação Física, nesse sentido, pode constituir-se como espaço privilegiado para promover igualdade e justiça social, desde que as práticas corporais estejam alinhadas a uma perspectiva crítica. 

Em outro estudo é abordado que além da falta de formação docente para esse público, existem outros fatores que dificultam o ensino por parte dos alunos, como a conciliação entre trabalho, família e estudos, o que impacta diretamente na frequência, no engajamento e na motivação durante as aulas. Os principais motivos dos jovens e adultos retornarem à sala de aula se deve, comumente, à dificuldade ao tentar se inserir no mercado de trabalho, a necessidade de  ter  autonomia  para  resolver  situações do  cotidiano,  outros,  pelo  sonho  de aprender  a  ler,  escrever  e  calcular que se dá muitas vezes em necessidades em começar a trabalhar cedo. (SANTOS. A. M. dos., & SANTOS. M. 2022). 

2.2 FALTA DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL PARA DOCENTES E COMO AFETA NO ENSINO PARA A MODALIDADE 

Em pesquisas recentes de Conceição & Silva, (2023) e Santana & Barbosa, (2024) apontam que a disciplina enfrenta entraves significativos, incluindo a falta de profissionais qualificados, precarização das condições de trabalho e ausência de políticas públicas específicas. Esses fatores contribuem para a diminuição da oferta da disciplina na EJA, privando os alunos de oportunidades de prática e reflexão corporal

Um dos principais desafios enfrentados pela Educação Física na EJA é a escassez de profissionais especializados para atuar nesse segmento, além de que professores de Educação Física que atuam na EJA não possuem formação específica para lidar com as particularidades desse público, o que compromete a qualidade do ensino e a efetividade das atividades propostas. Uma coisa é conhecer um assunto como mero usuário, e outra é analisar esse mesmo assunto como um professor que vai ensiná-lo. Neste segundo caso, é preciso identificar, entre outros aspectos, obstáculos epistemológicos, obstáculos didáticos, relação destes conteúdos com o mundo real, sua aplicação em outras disciplinas, sua inserção histórica. “Ignorar esses dois níveis de apropriação do conteúdo que devem estar presentes na formação do professor é um equívoco que precisa ser corrigido. (BRASIL, 2000, p.28). 

A formação de professores de Educação Física ainda apresenta lacunas significativas quando se trata da atuação na Educação de Jovens e Adultos (EJA). Estudos apontam que, de modo geral, os cursos de licenciatura não contemplam totalmente de forma consistente as exigências que esse público precisa, o que resulta em profissionais pouco preparados para lidar com a diversidade etária, social e cultural presente nessa modalidade de ensino. Tal ausência de formação adequada compromete a construção de metodologias pedagógicas significativas e limita a efetividade das atividades propostas, revelando a necessidade urgente de políticas de formação inicial e continuada voltadas à realidade da EJA (CARVALHO; CAMARGO, 2019). 

A falta de formação significativa para atuar na EJA compromete não apenas a dimensão pedagógica, mas também a existência real das aulas de Educação Física. Como destacam Meneses e Bastos (2025), a falta de preparo dos docentes muitas vezes restringe às práticas corporais e atividades repetitivas, sem associação com a realidade sociocultural dos alunos. Limitando a apropriação de conhecimento das experiências corporais e impede que a Educação Física se torne um espaço de independência, diálogo e valorização das vivências dos estudantes jovens e adultos. 

Nesse mesmo sentido, Luz (2024) argumenta que a formação docente voltada para a EJA deve ser considerada, para além do domínio dos conteúdos técnicos teóricos, a diversidade etária, cultural e social dos estudantes. Em práticas de atividade física, isso significa construir propostas pedagógicas que possam conectar-se com as diferentes trajetórias corporais dos alunos desde aqueles que tiveram contato com práticas esportivas na juventude até os que vivenciaram longos períodos de afastamento escolar. Quando o professor não recebe esse preparo, corre o risco de propor atividades descontextualizadas, que podem gerar desmotivação e até exclusão dentro das aulas de Educação Física. 

Cicci Romero e Santos (2024) ressaltam que a formação de professores para a EJA tem sido historicamente descredibilizada e marginalizada, o que possuem impacto diretamente na qualidade das aulas de Educação Física. A ausência de estratégias formativas específicas leva muitos docentes a reproduzirem metodologias tradicionais, sem adequações às necessidades dos alunos trabalhadores, com rotinas exaustivas e pouca disponibilidade para práticas corporais intensas. Nesse contexto, a Educação Física deixa de cumprir seu papel de proporcionar experiências prazerosas, inclusivas e emancipatórias, tornando-se, em muitos casos, mais uma barreira do que um espaço de acolhimento no processo educativo. 

2.3 OS BENEFÍCIOS DAS PRÁTICAS DE EDUCAÇÃO FÍSICA NA PROMOÇÃO DE SAÚDE PARA O PÚBLICO EJA 

O estudo de Costa, Souza e Carvalho (2018) analisa a atuação de professores de Educação Física que trabalham na Educação de Jovens e Adultos (EJA), focado nas práticas voltadas à Promoção da Saúde. A pesquisa evidencia que muitos docentes compreendem a saúde a partir de um olhar  ligado ao estilo de vida saudável, priorizando fatores como atividade física, boa alimentação e prevenção de doenças. Embora tais aspectos sejam relevantes, é destacado pelos autores que essa visão tende a ser limitada, pois permanece frisada em um paradigma biológico e individual, deixando em segundo plano os determinantes sociais, culturais e políticos que influenciam diretamente a saúde dos alunos. 

As práticas pedagógicas descritas no estudo, em sua maioria, buscam conscientizar os estudantes sobre hábitos saudáveis e formas de prevenção, mas enfrentam obstáculos concretos relacionados ao contexto da EJA. Os alunos, em geral, chegam às aulas cansados devido à rotina de trabalho, responsabilidades familiares e condições socioeconômicas desfavoráveis, o que restringe ao aprendizado pelas propostas dos professores. Nesse sentido, o estudo chama atenção para a necessidade de metodologias mais dinâmicas, que articulem saúde e educação de forma crítica e conectada às realidades vividas pelos estudantes. Concluindo-se que o trabalho pedagógico na EJA, quando voltado à saúde, não deve ser restringido a recomendações de hábitos ou estilos de vida, mas sim considerar o contexto dos estudantes, suas histórias e condições objetivas. Nesse caminho, a Educação Física pode contribuir de forma mais significativa para a emancipação e para a melhoria da qualidade de vida dos alunos, desde que sustentada por uma formação crítica e transformadora do professor. (COSTA; SOUZA; CARVALHO, 2018). 

Santos (2022) torna evidente que a Educação Física escolar na EJA possui um papel estratégico na promoção de saúde e bem estar na qualidade de vida dos alunos, demonstrando que quando as aulas são programadas focando nas práticas corporais valorizando a diversidade e incentivam o estilo de vida mais ativo. Existe um reflexo positivo na motivação para a prática de atividades físicas fora do ambiente escolar e, não apenas na disposição física, consolidando a Educação Física como ferramenta de incentivo em adquirir hábitos saudáveis favorecendo o bem estar físico e psicológico dos alunos dessa modalidade. 

Esses estudos abordam que a prática da Educação Física excede a barreira da sala de aula que, além de aprendizado, os alunos desenvolvem outros aspectos que beneficiam tanto a si quanto ao redor como as práticas de atividade física, autoestima, prevenção de saúde e etc. Que mesmo durante a rotina exaustiva do aluno, as metodologias do professor a fim que transmita conhecimento torne também mais interessantes com dinâmicas pedagógicas e metodologias diversas. 

3. METODOLOGIA 

Trata-se de uma pesquisa de abordagem qualitativa, desenvolvida por meio de revisão bibliográfica. Segundo Gil (2019), a pesquisa bibliográfica busca analisar e discutir o conhecimento já produzido, a partir de materiais previamente publicados em livros, artigos científicos, periódicos eletrônicos e documentos disponíveis em meio digital. 

Este estudo caracteriza-se como uma revisão bibliográfica de abordagem qualitativa, cujo objetivo é analisar e interpretar a produção científica relacionada ao tema “Educação Física na EJA: escassez de profissionais e seus desafios para a promoção da atividade física para diferentes públicos”. A pesquisa foi realizada a partir de fontes secundárias, incluindo artigos científicos, livros, dissertações e teses disponíveis em bases de dados como Scielo, Google Acadêmico e PubMed. 

Foram definidos critérios de inclusão nas publicações entre 2018 e 2025, em língua portuguesa, inglesa ou espanhola, disponíveis na íntegra e pertinentes ao tema. Critérios de exclusão incluíram textos duplicados, resumos sem conteúdo completo e publicações não relacionadas ao assunto. 

O processo de análise foi realizado de forma qualitativa e interpretativa, com base na leitura crítica e na organização dos conteúdos em categorias temáticas. Para sistematizar os achados, os estudos foram organizados em quadros e sínteses narrativas, de modo a permitir a comparação entre autores, destacar convergências e divergências, bem como identificar lacunas para futuras investigações. 

4.  RESULTADOS E DISCUSSÕES OU ANÁLISE DOS DADOS 

Tabela 1 – Fatores desafiadores e benéficos da Educação Física na modalidade EJA segundo revisões bibliográficas

CATEGORIA  AUTORES  PRINCIPAIS PONTOS 
FALTA DE FORMAÇÃO DOCENTE Carvalho & Camargo (2019); Luz (2024); Meneses & Bastos (2025); Cicci Romero & Santos (2024). Cursos de licenciatura não oferecem de forma consistente formação necessária para atender a diversidade etária e social da EJA; ausência de políticas de formação continuada; práticas pedagógicas pouco contextualizadas. 
OBSTÁCULOS ESTRUTURAIS E INSTITUCIONAIS Conceição & Silva (2023); Santana & Barbosa (2024); Moura (2023). Escassez de contratação e formação de profissionais; condições precárias de trabalho; ausência de políticas públicas específicas; baixa valorização da disciplina.  
BENEFÍCIOS DA PRÁTICA DE EDUCAÇÃO FÍSICA PARA SAÚDE Costa, Souza & Carvalho (2018); Santos (2022); Vidal et al. (2025). Aulas planejadas favorecendo a autoestima, socialização, bem-estar e motivação; incentivo a hábitos saudáveis; contribuições para qualidade de vida e emancipação dos alunos.  
EDUCAÇÃO FÍSICA COMO COMPONENTE CURRICULAR NA EJA BNCC (Brasil,2017); Lima e Nunes (2023) A presença da educação física na EJA vai além da promoção de saúde, representa um espaço de socialização, autoestima e cidadania. Porém a falta de propostas pedagógicas inclusivas limita a promoção de aulas e reduz o potencial emancipador da disciplina. 
NECESSIDADE DE POLÍTICAS PÚBLICAS E FORMAÇÃO CONTINUADA  Luz (2024) e Ribeiro (2024) O fortalecimento da educação física na EJA depende de ações governamentais que assegurem uma formação específica, infraestrutura adequada e reconhecimento do papel transformador do professor. 

Em análise observa-se que a Educação Física é primordial para a promoção de benefícios sociais e individuais para cada aluno, além da conscientização da prática de hábitos saudáveis de cada um. Embora seja evidente os desafios para efetivar as práticas para essa modalidade devido a obstáculos para capacitação de profissionais e ausência de políticas públicas para planejamentos pedagógicos de metodologias para atender essa modalidade que possui uma necessidade de atenção. 

As revisões abordadas seguem visões semelhantes em diferentes pontos de vista sobre cada aspecto, sendo tantos desafiadores quanto benéficos para a modalidade, tais visões reflexivas para que haja uma atenção mais cuidadosa é necessária para esse público por ser diverso e exigir uma adoção de metodologias ativas e desenvolvimento de um planejamento sensível às vivências e saberes dos estudantes, transformando assim os desafios em oportunidades para práticas significativas e inclusivas. 

5. CONCLUSÃO/CONSIDERAÇÕES FINAIS 

Esta pesquisa, feita por meio de uma revisão bibliográfica qualitativa, investigou e analisou os principais desafios enfrentados pelos profissionais de Educação Física na modalidade (EJA), com destaque na promoção da atividade física e na superação da escassez na formação dos docentes. As descobertas confirmam a hipótese inicial, revelando que, uma formação inadequada, a falta de contratação de profissionais qualificados e a precariedade de infraestrutura e recursos representam entraves significativos para a realidade da disciplina nessa modalidade de ensino, como apontado por autores como Carvalho e Camargo (2019), Luz (2024) e Meneses e Bastos (2025).  

Por outro lado, os benefícios das práticas de Educação Física são evidentes e promissoras, e quando bem planejadas, as atividades promovem a autoestima, a socialização, hábitos saudáveis e a qualidade de vida. Isso reforça a hipótese deste estudo: a capacitação e contratação de profissionais qualificados, aliadas à melhoria de infraestrutura e recursos, podem superar a escassez de docentes e viabilizar uma promoção eficaz de atividade física na EJA, transformando a disciplina em um espaço de autonomia e inclusão. Estudos analisados indicam que aulas bem planejadas podem promover hábitos saudáveis, melhorar a qualidade de vida e contribuir para a emancipação dos alunos, considerando suas rotinas exaustivas de trabalho e família (Costa, Souza & Carvalho, 2018; Santos, 2022; Vidal et al., 2025). 

Em resposta à questão problema da pesquisa, os principais desafios residem na formação insuficiente do docente e na falta de apoio institucional, que comprometem a promoção útil da atividade física. Para superá-los, necessita a implementação de políticas educacionais que priorizem a capacitação inicial e continuada específica para a EJA, o investimento em infraestrutura adequada e a valorização profissional da Educação Física. Essas medidas não apenas atenderam às necessidades dos alunos, mas também desenvolveram as experiências pedagógicas dos docentes, alinhando-se aos objetivos de igualdade e inclusão social. Essa lacuna formativa agrava problemas institucionais, como a precarização das condições de trabalho e a falta de políticas públicas direcionadas, conforme destacado por Conceição e Silva (2023) e Santana e Barbosa (2024) 

Como limitações desta revisão, destaca-se a submissão de fontes secundárias publicadas entre 2018 e 2025, o que pode não capturar evoluções recentes em políticas públicas. Sugere-se, para investigações futuras, estudos de experiências com abordagens mistas, incluindo entrevistas com docentes e alunos da EJA, para aprofundar as práticas inovadoras e mensurar os impactos na saúde. Em resumo, a Educação Física na EJA representa uma oportunidade única de transformação social, desde que apoiada e fundamentada por ações concretas que superem as barreiras identificadas, garantindo o direito à educação integral e proporcionando o bem-estar de jovens e adultos 

6. REFERÊNCIAS 

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