LYMPHATIC DRAINAGE IN POST-OPERATIVE BREAST CANCER PATIENTS: HOW PHYSICAL THERAPY WORKS IN THESE CASES
REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/ra10202511272242
Danielli Frazão Ribeiro
Evellyn Valda da Silva Lima
Keyla Andreoli
Maria Izabel Evaristo Vianna1
Orientador: Prof. Gustavo Souza da Silva2
Resumo: O câncer de mama é a neoplasia mais comum e de maior incidência entre as mulheres, tornando-se um problema mundial de saúde pública, devido a alta taxa de mortalidade. O tratamento do câncer de mama é baseado na extensão da doença. A escolha da abordagem cirúrgica e axilar depende de vários fatores. Na área de oncologia mamária, a fisioterapia atua desde a preparação do paciente para a cirurgia até a reabilitação funcional no pós-cirúrgico. O objetivo do trabalho é mostrar como a drenagem linfática manual pode ser importante e essencial a pacientes recém mastectomizadas. Este artigo trata-se de uma revisão bibliográfica sistemática, com busca em bases de dados usando as palavras-chave. Após discussão dos autores escolhidos, foi concluído que A associação da drenagem linfática com outras intervenções fisioterapêuticas e o suporte psicológico compõe uma abordagem multidisciplinar essencial para a reabilitação integral.
Palavras-chave: drenagem linfática; câncer de mama, fisioterapia.
Abstract: Breast cancer is the most common and most prevalent neoplasm among women, becoming a global public health problem due to its high mortality rate. Breast cancer treatment is based on the extent of the disease. The choice of surgical and axillary approach depends on several factors. In the area of breast oncology, physiotherapy plays a role from preparing the patient for surgery to functional rehabilitation in the postoperative period. The aim of this work is to show how manual lymphatic drainage can be important and essential for recently mastectomized patients. This article is a systematic literature review, with a search in databases using keywords. After discussing the chosen authors, it was concluded that the association of lymphatic drainage with other physiotherapeutic interventions and psychological support constitutes an essential multidisciplinary approach for comprehensive rehabilitation. Keywords: lymphatic drainage; breast cancer, physiotherapy.
1 INTRODUÇÃO
O câncer de mama é a neoplasia mais comum e de maior incidência entre as mulheres, apresentando altas taxas de mortalidade na população feminina, tornando-se um problema mundial de saúde pública. Segundo O INCA (Instituto Nacional de Câncer) estima que serão registrados 73.610 novos casos de câncer de mama no Brasil em 2025, sendo a doença que mais afeta mulheres no país. Esta é uma doença de evolução lenta ou desenvolvimento rápido que depende da duração de renovação celular e outras peculiaridades biológicas de progressão, além de ser complexa e heterogênea, uma vez que as células cancerígenas invadem o tecido normal e disseminam-se para outros locais do corpo (MARQUES et al., 2015).
O tratamento do câncer de mama é baseado na extensão da doença. A escolha da abordagem cirúrgica e axilar depende do tamanho e da localização do tumor, do tamanho da mama, entre outros fatores. A linfonodectomia (LFN) axilar é a abordagem padrão em mulheres com linfonodos axilares supostamente envolvidos e tem como principal objetivo estabelecer o estadiamento correto para definir o tratamento complementar mais adequado, além de, em determinados casos, otimizar o controle regional da doença (SANTOS, 2016)
A fisioterapia é uma ciência da saúde que estuda, previne e trata os distúrbios cinéticos funcionais intercorrentes em órgãos e sistemas do corpo humano, gerados por alterações genéticas, por traumas e por doenças adquiridas. Na área de oncologia mamária, a fisioterapia atua desde a preparação do paciente para a cirurgia até a reabilitação funcional no pós-cirúrgico (Santos, 2016). Indica-se o encaminhamento das pacientes a fisioterapia na fase precoce da mastectomia, mesmo quando não há nenhuma morbidade estabelecida, tal intervenção é capaz de prevenir e minimizar o aparecimento do linfedema (ALMEIDA e MONTEIRO, 2020).
O exercício é, talvez, a mais importante técnica fisioterapêutica na prevenção e recuperação das complicações físicas após o câncer. A realização de exercícios fisioterapêuticos estimula a contração muscular, importante mecanismo de bombeamento para drenagem linfática e venosa, cria novas vias para a drenagem linfática supraclavicular e adapta o sistema linfático através da linfangiogênese podendo diminuir o risco de desenvolvimento do linfedema. Além disso, exercícios que melhoram a amplitude de movimento e força muscular encorajam o uso diário do membro superior nas atividades de vida diárias (SANTOS, 2016)
A drenagem linfática manual (DLM) é uma técnica de movimentos finos, suaves, superficiais, tendo como direção centrípeta de proximal para distal. Tem como função a evacuação de toxinas e restos metabólicos, drenando os líquidos excedentes das células. Os movimentos devem ser lentos, delicados e rítmicos, reproduzindo o bombeamento fisiológico, evitando, assim, o rompimento dos vasos (COUTINHO et al., 2021). A DLM terá de acompanhar a direção da circulação sanguínea e do fluxo linfático, começando pela região proximal e logo em seguida pela distal. Isso consiste no conceito de que é imprescindível esvaziar antes de retornar novos líquidos, pois, do inverso, se congestionaria ainda mais um sistema já cheio (PRADO, et al., 2020)
Para um tratamento de pós-operatório adequado para cada caso, devem ser avaliados quais os tecidos envolvidos e profundidade atingida, o motivo pelo qual o paciente buscou a cirurgia, estágio da cicatrização, o tipo de tratamento que será aplicado, bem como sua duração e frequência de realização, avaliando possíveis riscos e individualidades do paciente, para obtenção de bons resultados. A aplicação no pós-operatório faz com que se canalize o edema a um gânglio próximo a lesão, para não haver encharcamento da cicatriz e aumento de edema, haja vista que dependendo da cirurgia e a sua localização onde terá uma secção, vasos são lesionados, prejudicando a eliminação dos líquidos em demasia (COUTINHO et al., 2021).
O objetivo central da drenagem linfática nas pacientes que se submeteram a mastectomia é devolver à normalidade a circulação linfática de forma eficaz em função da ocorrência de obstrução linfática após tratamento do câncer da mama que ativa os mecanismos compensatórios, a fim de evitar a instalação do edema, sendo eles: circulação colateral por dilatação dos coletores remanescentes; dilatação dos vasos pré-coletores, conduzindo a linfa a regiões íntegras; neo-anastomoses linfáticas ou venosas; aumento da capacidade de transporte por incremento do trabalho das válvulas e dos linfangions; estímulo do mecanismo celular, produzindo na região edemaciada um aumento da pinocitose e um acúmulo de macrófagos que atuam na proteólise extra linfática (PRADO et al., 2020)
O efeito de protocolo fisioterapêutico na reabilitação de membros superiores em mulheres pós-mastectomia radical resultará na independência das mulheres mastectomizadas no que se diz respeito às funcionalidades de membros superiores que são comprometidas por conta do procedimento cirúrgico. A fisioterapia, quando implementada precocemente, especialmente nos primeiros dias após a cirurgia, apresenta resultados benéficos para os pacientes e encoraja o retorno antecipado às atividades de vida diária (AZEVEDO et al., 2025)
Baseado nisso, o objetivo do trabalho é mostrar como a drenagem linfática manual pode ser importante e essencial a pacientes recém mastectomizadas, e como as mulheres recém operadas podem se beneficiar desse importante protocolo fisioterapêutico
2 METODOLOGIA
Este artigo trata-se de uma revisão bibliográfica sistemática, cujo método de pesquisa foi descritivo e exploratório em relação aos objetivos, contendo questões referentes à fonte, palavras-chave, com a finalidade de analisar os dados a respeito do estudo do tema decidido. A metodologia envolve pesquisas baseada em outros artigos acadêmicos que já abordaram o assunto, com experiências ligadas diretamente ao tema pesquisado.
Buscas na literatura nas bases de dados: SciELO, Biblioteca Virtual da Saúde (BVS), Researchgate, PubMed e Google Acadêmico, usando o tema drenagem linfática em pacientes mastectomizadas. A realização da pesquisa foi baseada nas seguintes palavras-chave: “drenagem linfática”; “câncer de mama”, “fisioterapia”, “lymphatic drainage”; “breast cancer”, “physiotherapy”.
Critérios de exclusão: homens, quaisquer protocolos de fisioterapia que não envolvam drenagem linfática, outros tipos de câncer, diagnósticos não confirmados e para a base técnica, artigos anteriores a 2015 e publicações sem caráter científico.
Critérios de inclusão: pacientes mulheres com câncer mama, com diagnóstico confirmado, qualificadas para cirurgia, recém operadas, onlcologia como subespecialidade médicas da fisioterapia como tema principal, artigos que datam de 2015 a 2025 nos idiomas português e inglês.
A Figura (1) apresenta o fluxograma dos artigos escolhidos, dividido em subgrupos artigos para discussão, de referência e também os excluídos.
Figura 1: Fluxograma de resultados

Fonte: Autoras, 2025
3 RESULTADOS
A Tabela (1) mostra os autores escolhidos para a discussão do presente artigo.
Tabela 1: Autores selecionados para discussão
| AUTORES | DISCUSSÃO | CONCLUSÃO |
| SANTANA E MORAIS, 2023 | A fisioterapia é fundamental para o tratamento do paciente oncológico, pois está, intrinsecamente, relacionado com a capacidade funcional do paciente, já que visa restabelecer as funções que foram prejudicadas pela doença. Ao comparar técnicas aplicadas, a drenagem linfática manual conseguiu com mais eficácia a diminuição da perimetria do membro afetado. | A aplicabilidade dos recursos fisioterapêuticos, como drenagem linfática aliada a outros exercícios de mobilidade contribuíram para os seguintes benefícios: ganho de amplitude de movimento, melhora no desempenho funcional e diminuição da dor. |
| BERGMANN et al., 2021 | A fisioterapia nos pacientes oncológicos promove ações de prevenção, diagnóstico, recuperação e reabilitação durante todas as fases do tratamento do câncer, por meio da utilização de diversas técnicas, recursos e condutas fisioterapêuticas. Entre estas, a terapia manual vem sendo amplamente utilizada, principalmente por meio da drenagem linfática manual (DLM). | A DLM é uma conduta segura e com boa aceitação pelos pacientes. Mesmo com pouca evidência científica, tem sido amplamente utilizada e com resultados favoráveis na melhora dos sintomas associados ao tratamento oncológico, das características evolutivas do linfedema, da qualidade de vida e, como consequência, melhora do prognóstico dos pacientes oncológicos. |
| SILVA, 2022 | Para o trabalho da fisioterapia em pacientes que se submeteram ao procedimento de massagem que trabalha o sistema linfático, a drenagem linfática é um importante instrumento. Estimulando-o a trabalhar de forma rápida, promovendo o necessário movimento da linfa até os gânglios linfáticos para estimulá-los. | A drenagem linfática aplicada em pacientes mastectomizadas imprime melhores resultados para o tratamento, sendo uma técnica de fundamental importância na recuperação da circulação do sistema linfático e, na promoção do relaxamento do paciente. |
| JUNQUEIRA et al., 2024 | É preciso avaliar a eficácia das intervenções terapêuticas, incluindo drenagem linfática, atividades físicas e suporte psicológico, com o objetivo de promover uma recuperação mais completa e reduzir as limitações. A interação das abordagens integradas e seu papel fundamental na manutenção da saúde física e emocional das pacientes, e bem-estar em um contexto onde as demandas de reabilitação são necessárias. | As abordagens fisioterapêuticas e psicológicas contribuem significativamente para a melhoria da qualidade de vida das pacientes, demonstrando que a combinação de drenagem linfática, exercícios de mobilização e suporte psicológico permite uma recuperação física e emocional mais completa. |
Fonte: Autoria própria, 2025
4 DISCUSSÃO
Para Santana e Morais (2023), a fisioterapia tem papel essencial na recuperação de mulheres submetidas à cirurgia de câncer de mama, atuando na melhora da amplitude de movimento, redução da dor, controle do linfedema e recuperação funcional das atividades de vida diária. Nesse contexto, a reabilitação fisioterapêutica se mostra indispensável, utilizando recursos que visam restaurar a função do membro afetado e promover melhor qualidade de vida no pós-operatório.
Santana e Morais (2023) destacam que o uso de recursos manuais como a drenagem linfática manual apresenta resultados significativos na diminuição do edema e melhora da mobilidade do membro acometido. Essa técnica, quando associada a cuidados com a pele, compressão e exercícios miolinfocinéticos, potencializa o retorno linfático, reduzindo o acúmulo de líquidos e aliviando o desconforto causado pelo linfedema, o que contribui diretamente para uma recuperação mais rápida e eficaz, pois auxiliam no ganho de amplitude de movimento e na prevenção de rigidez articular.
Os estudos de Santana e Morais (2023) indicam que as técnicas fisioterapêuticas, especialmente a drenagem linfática manual, são seguras, acessíveis e de grande aplicabilidade clínica. Além de promoverem benefícios físicos, também contribuem para o bem-estar emocional das pacientes, fortalecendo o vínculo terapêutico e o engajamento no processo de reabilitação. Dessa forma, a fisioterapia se consolida como parte fundamental do tratamento multidisciplinar no câncer de mama, sendo essencial a continuidade de pesquisas que explorem e aprimorem suas intervenções no pós-operatório.
Já para Bergmann e seus colaboradores (2021), a drenagem linfática manual (DLM) é amplamente reconhecida como uma técnica fisioterapêutica segura e eficaz no manejo de complicações decorrentes do tratamento oncológico, especialmente no câncer de mama. Embora as evidências científicas ainda não comprovem sua eficácia isolada na prevenção do linfedema, ela desempenha papel importante quando associada a outras condutas, como exercícios, cuidados com a pele e o uso de compressão elástica. Sua aplicação favorece o direcionamento do fluxo linfático para regiões não comprometidas, auxiliando na diminuição do acúmulo de líquidos e na prevenção de edemas. Além disso, promove maior adesão às orientações preventivas e contribui para o diagnóstico precoce do linfedema, sendo considerada uma abordagem complementar relevante na reabilitação oncológica.
Bergmann e seus colaboradores (2021), ainda explicam que no tratamento do linfedema já instalado, a DLM integra a terapia descongestiva complexa, padrão-ouro para essa condição. Embora alguns estudos indiquem que sua ausência não altera significativamente a redução volumétrica do membro, há consenso de que a técnica potencializa os efeitos da compressão e melhora sintomas como dor, sensação de peso e rigidez. Ademais, a DLM contribui para a melhora da qualidade de vida relacionada à saúde, aliviando desconfortos físicos, promovendo relaxamento e bem-estar emocional. Os pacientes submetidos a programas que incluem a DLM relatam melhora do sono, da funcionalidade e da disposição, além de redução de fibroses e inflamações cutâneas associadas ao acúmulo linfático.
De forma geral, para Bergmann e seus colaboradores (2021), a DLM mostra-se uma intervenção segura, de boa aceitação e com potencial para complementar o tratamento fisioterapêutico oncológico. Seus efeitos positivos abrangem não apenas o controle do linfedema, mas também a melhora da resposta imunológica, a diminuição da dor e a promoção do bem-estar físico e psicológico. Apesar da necessidade de mais estudos que comprovem sua eficácia isolada, a drenagem linfática manual representa uma estratégia valiosa dentro da fisioterapia oncológica, contribuindo para a recuperação funcional, o conforto e a qualidade de vida das pacientes.
Corroborando os estudos de Bergmann e seus colaboradores (2021), Silva (2022) diz que a drenagem linfática manual é uma técnica terapêutica de grande relevância no tratamento e na recuperação de pacientes submetidas à mastectomia, tendo como principal objetivo restabelecer a circulação linfática e prevenir complicações como o linfedema. Por meio de manobras suaves e rítmicas, o método direciona o fluxo linfático para áreas com gânglios preservados, favorecendo a eliminação de líquidos e toxinas, melhorando a oxigenação dos tecidos e promovendo uma recuperação mais rápida e eficaz. Além disso, pode ser iniciada nos primeiros dias do pós-operatório, respeitando os limites de dor da paciente e contribuindo para a preservação da mobilidade e da funcionalidade do membro afetado.
Silva (2022) fala que a técnica apresenta amplos benefícios terapêuticos, atuando não apenas na redução do edema, mas também na melhora da textura e elasticidade da pele, na diminuição de aderências cicatriciais e na restauração da sensibilidade fina. Esses efeitos contribuem significativamente para a melhora da amplitude de movimento, da capacidade funcional e do bem-estar físico e emocional das pacientes. A drenagem linfática também se destaca por ser um procedimento simples, de baixo custo, não invasivo e de fácil aplicação clínica, dependendo principalmente da habilidade e do conhecimento do fisioterapeuta para alcançar resultados satisfatórios.
Como conclusão, Silva (2022) avalia que a drenagem linfática manual representa uma ferramenta essencial dentro da fisioterapia oncológica, auxiliando na prevenção de complicações pós-cirúrgicas, na manutenção da funcionalidade linfática e na melhora da qualidade de vida das mulheres mastectomizadas. Sua aplicação regular favorece não apenas o equilíbrio circulatório e imunológico, mas também o relaxamento e o conforto psicológico, fatores fundamentais para uma reabilitação integral. Assim, o uso da técnica reforça o papel do fisioterapeuta como agente indispensável na recuperação global e na reintegração das pacientes ao convívio social e às atividades diárias.
Os estudos de Junqueira e colaboradores (2024) evidenciam a importância da atenção especial ao linfedema, uma das complicações mais frequentes após a mastectomia e que afeta significativamente a qualidade de vida das pacientes. A drenagem linfática manual mostrou-se eficaz na redução do inchaço e da dor, além de melhorar a mobilidade e o conforto físico. Assim como Santana e Morais (2023) e Silva (2022), os autores concordam que a aplicação precoce e regular dessa técnica favorece o restabelecimento da circulação linfática e contribui para uma recuperação mais rápida e funcional. Quando associada a exercícios de fortalecimento e mobilidade, a drenagem potencializa os resultados, reduzindo desconfortos e otimizando o retorno às atividades diárias.
Segundo Junqueira e colaboradores (2024), durante o processo de reabilitação, a drenagem linfática também desempenha papel importante na prevenção de aderências cicatriciais e na melhora da sensibilidade da região afetada. As manobras suaves e rítmicas estimulam a circulação linfática e sanguínea, otimizando a eliminação de toxinas e resíduos metabólicos, além de favorecer a regeneração tecidual. A técnica é segura, de baixo custo e não invasiva, desde que aplicada por profissionais capacitados que respeitem os limites e condições de cada paciente. Quando associada a exercícios fisioterapêuticos de mobilidade e fortalecimento muscular, a drenagem potencializa os resultados funcionais, contribuindo para a recuperação da amplitude de movimento e para o retorno das atividades de vida diária.
Para Junqueira e colaboradores (2024), a conclusão acertada é de que a combinação da drenagem linfática manual com um acompanhamento fisioterapêutico e psicológico promove uma abordagem multidisciplinar essencial à reabilitação pós-mastectomia. Além de tratar os aspectos físicos, essa associação contribui para a melhora emocional, reduzindo a ansiedade e fortalecendo a autoestima. Assim, a drenagem linfática se consolida como uma técnica indispensável na fisioterapia oncológica, capaz de restaurar o equilíbrio do sistema linfático, aliviar sintomas e proporcionar às pacientes uma melhor qualidade de vida, tanto no aspecto físico quanto no emocional.
5 CONSIDERAÇÕES FINAIS
A drenagem linfática manual (DLM) destaca-se como uma técnica indispensável na fisioterapia oncológica, especialmente no cuidado de pacientes submetidas à mastectomia. Sua aplicação adequada e precoce contribui significativamente para o controle e prevenção do linfedema, reduzindo o acúmulo de líquidos, a dor e o desconforto associados ao pós-operatório. Além dos benefícios fisiológicos, a técnica favorece a melhora da oxigenação tecidual, acelera o processo de cicatrização, restaura a mobilidade do membro afetado e previne complicações como aderências e rigidez articular. Por ser um método seguro, não invasivo e de baixo custo, a drenagem linfática se torna uma ferramenta terapêutica eficaz e acessível dentro dos protocolos de reabilitação, promovendo resultados consistentes na recuperação funcional e na qualidade de vida das pacientes.
A associação da drenagem linfática com outras intervenções fisioterapêuticas e o suporte psicológico compõe uma abordagem multidisciplinar essencial para a reabilitação integral. Esse conjunto de estratégias atua não apenas na restauração da função linfática e motora, mas também na melhora do bem-estar emocional, reduzindo a ansiedade e fortalecendo a autoestima das mulheres no processo de recuperação. Dessa forma, a drenagem linfática manual, integrada ao plano terapêutico global, representa uma prática de grande relevância clínica, capaz de otimizar os resultados do tratamento, favorecer o retorno às atividades diárias e contribuir para uma reabilitação mais humanizada e completa.
REFERÊNCIAS
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1Acadêmicas do curso de Fisioterapia do Centro Universitário IBMR. E-mail: izavianna981@gmail.com Artigo apresentado como requisito parcial para a conclusão do curso de Graduação em Fisioterapia do IBMR. 2025. 2Orientador: Prof. Gustavo Souza da Silva, Fisioterapeuta.
