DIVERSIFICAÇÃO AGRÍCOLA E TRANSIÇÃO DE CULTURAS ALIMENTARES PARA CULTURAS  COMERCIAIS ENTRE 2020 E 2024 NO DISTRITO DE MARÍNGUE 

AGRO-INDUSTRIALIZATION IN THE ZAMBEZI REGION. AGRICULTURAL DIVERSIFICATION AND THE TRANSITION FROM FOOD CROPS TO COMMERCIAL  CROPS BETWEEN 2020 AND 2024 IN MARÍNGUE DISTRICT 

REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/ch10202601261711


Nelson Maculino Simone1


Resumo

O presente estudo analisa a dinâmica produtiva agrícola no distrito de Maríngue entre 2020 e 2024, com ênfase  na transição das culturas alimentares (cereais) para culturas comerciais (oleaginosas). Foram utilizados dados de  produção de 16.575 agricultores numa área total de 228.601 hectares, aplicando-se métodos de estatística  descritiva, índices de concentração (Shannon-Weaver e Herfindahl-Hirschman) e regressão múltipla. Os  resultados evidenciam um crescimento estável e previsível da produção de cereais (+24%), contrastando com o  aumento expressivo das oleaginosas (+145%), o que indica uma clara tendência de diversificação agrícola. O  coeficiente de determinação ajustado (R²ₐⱼ = 0,82) confirma a adequação do modelo, enquanto o teste t-Student  revela significância estatística das variáveis precipitação, preço de mercado e área cultivada (p < 0,05). As análises  sugerem que a agricultura local está em processo de transição estrutural, evoluindo de um modelo de subsistência  para um sistema de produção mais competitivo e orientado ao mercado, mas sem comprometer a produção de  cereais-base alimentar, como não obstante. conclui-se que a diversificação agrícola contribui simultaneamente  para a sustentabilidade agrária e para a competitividade regional, desde que acompanhada de políticas públicas  que assegurem estabilidade produtiva e resiliência socioeconómica. 

Palavras-chave: Diversificação agrícola; sustentabilidade agrária; competitividade.

Abstract

This study examines the agricultural production dynamics in Maríngue District  from 2020 to 2024, with a focus on the transition from staple food crops (cereals)  to commercial crops (oilseeds). Production data from 16,575 farmers across  228,601 hectares were analyzed using descriptive statistics, concentration indices  (Shannon-Weaver and Herfindahl-Hirschman), and multiple regression modelling.  Results indicate stable and predictable growth in cereal production (+24%),  contrasted with a substantial increase in oilseed production (+145%), revealing a  clear trend toward agricultural diversification. The adjusted coefficient of determination (R²ₐⱼ = 0.82) confirms the adequacy of  the regression model, while the t-Student test shows statistical significance for  precipitation, market price, and cultivated area (p < 0.05). Overall, findings  suggest that the local agricultural sector is undergoing a structural transition— from a subsistence-based system to a more competitive and market-oriented  production model—without jeopardizing staple food availability. The study  concludes that agricultural diversification simultaneously enhances agrarian  sustainability and regional competitiveness, provided it is supported by public  policies that ensure productive stability and socioeconomic resilience. 

Keywords: Agricultural diversification; agrarian sustainability; competitiveness.

1. INTRODUÇÃO  

A agricultura constitui a base da  economia e da segurança alimentar no  distrito de Maríngue, província de  Sofala, onde a maioria da população  depende diretamente da atividade agrícola para a sua subsistência e  rendimento familiar. Entre 2020 e 2024,  o sector agrícola local tem demonstrado  sinais de transformação gradual,  marcada pela coexistência de sistemas de  produção tradicionais — centrados em  cereais como o milho e a mapira — e  pela emergência de culturas comerciais,  com destaque para o gergelim e outras  oleaginosas. Esta mudança reflete o  esforço crescente de diversificação  produtiva e de inserção dos produtores  em mercados mais competitivos,  alinhando-se com as metas nacionais de  desenvolvimento rural sustentável. 

A finalidade geral deste trabalho é  analisar a diversificação agrícola e a  transição de culturas alimentares para  culturas comerciais no distrito de  Maríngue, com o intuito de compreender  de que forma a cultura de gergelim,  sendo a mais rentável pode influenciar  negativamente na produção de cereias,  causando assim bolsas de fome,  identificar os fatores que influenciam a  produção e avaliar os impactos dessa  transformação na sustentabilidade  agrária. O objetivo principal do estudo  consiste em comparar a evolução da  produção de cereais e oleaginosas entre  2020 e 2024, procurando verificar se o  processo agrícola em curso representa  uma diversificação efetiva ou uma  concentração produtiva em determinadas  culturas de maior valor económico. A  escolha deste tema justifica-se pela  relevância económica e social da  agricultura de Maríngue e pela  necessidade de compreender as  mudanças estruturais que têm ocorrido  no sistema produtivo local. O rápido  crescimento da produção de oleaginosas,  aliado à estabilidade dos cereais, sugere  uma reconfiguração do padrão agrícola,  cuja análise quantitativa é essencial para  apoiar políticas públicas de  diversificação, sustentabilidade e  competitividade agrária. 

A pergunta de partida que serviu de eixo  estruturante da pesquisa foi “A  agricultura do distrito de Maríngue está  efetivamente a diversificar-se entre  2020 e 2024, ou observa-se uma nova  concentração produtiva em torno das  oleaginosas?” Reconhecem-se como  limitações do estudo O uso de dados  agregados distritais, que não captam  variações intra-regionais; A ausência de  variáveis socioeconómicas (como nível  tecnológico ou acesso a crédito), a curta  série temporal (cinco anos), que limita  inferências de longo prazo. Mas apesar  dessas limitações, os métodos aplicados  mostraram-se adequados para analisar  tendências estruturais e confirmar a  hipótese de diversificação e transição  agrícola em Maríngue 

Parte-se da hipótese de que a agricultura  de Maríngue apresenta uma trajetória de  diversificação produtiva, refletida na  expansão das oleaginosas e na  manutenção estável das culturas  alimentares básicas, configurando uma  transição equilibrada entre subsistência e  mercado. 

O estudo baseia-se em dados de  produção agrícola anuais (2020–2024),  envolvendo 16 575 agricultores e uma  área produtiva de 228 601 hectares.  Foram aplicadas técnicas de estatística  descritiva e inferencial, incluindo: Índices de diversificação de Shannon-Weaver e Herfindahl-Hirschman (HHI)  para avaliar o grau de concentração  produtiva; Modelos de regressão  múltipla para identificar os  determinantes da produção agrícola  (precipitação, preços, área e apoio  técnico); Teste t-Student para validação  das hipóteses de significância; Cálculo  dos coeficientes de determinação (R² e  R² ajustado) para aferir a robustez do  modelo. Os resultados. Os resultados  apontam para uma tendência de  diversificação agrícola no distrito de  Maríngue. Enquanto os cereais  registaram um crescimento estável de  cerca de 24% no período, as oleaginosas  cresceram 145%, com destaque para o  gergelim. O modelo de regressão  múltipla apresentou R² ajustado de 0,82 confirmando a qualidade do ajuste, e o  teste t-Student revelou significância  estatística das variáveis precipitação,  preços de mercado e área cultivada (p <  0,05). Esses resultados sustentam a  hipótese de que o distrito está a passar de  um modelo agrícola de subsistência para  um sistema produtivo comercialmente orientado, reforçando a importância da  diversificação agrícola como via de  sustentabilidade e competitividade. 

Da relevância do estudo, a diversificação  agrícola é amplamente reconhecida  como um instrumento estratégico de  resiliência socioeconómica, permitindo  reduzir riscos climáticos e de mercado  (Ellis, 2000; FAO, 2021; Barrett et al.,  2022). No contexto de Maríngue, onde a  agricultura de subsistência predomina,  compreender esta transição é  fundamental para avaliar a  sustentabilidade agrária e a  competitividade regional. Trabalhos  anteriores (Tamele, 2019; Mbanze,  2020) destacam que a introdução de  oleaginosas, como o gergelim, tem  contribuído para aumentar o rendimento  familiar e integrar os pequenos  agricultores nas cadeias de valor  exportadoras, ainda que persistam  limitações técnicas e de mercado. Em  forma de conclusão assim, este artigo  procura contribuir para o entendimento  empírico do processo de diversificação  agrícola em Moçambique oferecendo  uma análise estatística aplicada e  recomendações práticas para a  formulação de políticas agrárias mais  inclusivas e sustentáveis, com foco na  realidade de Maríngue. 

2. Revisão da Literatura  

Este capítulo tem como objetivo de  introduzir os conceitos que servirão de  arcabouços teóricos , que sustentarão  este estudo , onde estes divide-se 3  subsecções 2.1 Diversificação Agrícola ,  2.2 sustentabilidade 2.3  Competitividade. Onde nos final  tiraremos ilações e pontos de intercepções dos conceitos.  

2.1 Diversificação agricola 

A diversificação agrícola é entendida  como o processo pelo qual os  agricultores passam de um sistema  produtivo centrado em poucas culturas  de subsistência para um modelo mais  variado e integrado, que combina  culturas alimentares, comerciais e  atividades não agrícolas. Segundo Ellis  (2000, p. 15), a diversificação é uma  “estratégia de adaptação rural que visa  reduzir riscos e melhorar o rendimento  através da combinação de diferentes  fontes de produção e mercado”. Já  Pingali e Rosegrant (1995, p. 78) afirmam que a diversificação ocorre em  resposta às mudanças tecnológicas e de mercado, sendo impulsionada pela  urbanização, pelo aumento da renda e  pela abertura comercial. Para Barrett et  al. (2001, p. 14), a diversificação é  também uma resposta à incerteza  ambiental e à instabilidade de preços,  funcionando como um mecanismo de  resiliência frente a choques externos. 

Os três autores convergem na ideia de  que a diversificação é uma estratégia de  redução de risco e de aumento de  rendimento, embora apresentem ênfases  distintas. Ellis destaca o aspecto social e  de subsistência, enquanto Pingali e  Rosegrant focam a dinâmica de mercadoe Barrett et al. abordam o contexto  ecológico e institucional. Em conjunto,  estas perspectivas sugerem que a  diversificação agrícola não se limita à  introdução de novas culturas, mas  envolve também mudanças estruturais  na gestão produtiva, no uso do solo e nas  decisões económicas dos produtores. 

No caso do distrito de Maríngue, a  diversificação manifesta-se no aumento  da produção de oleaginosas (gergelim,  amendoim, soja) e na manutenção da  produção de cereais. Esta evolução  confirma o argumento de Hazell e Wood  (2008, p. 49) de que a diversificação em  países em desenvolvimento ocorre  quando os pequenos agricultores  percebem oportunidades comerciais,  sem abandonar a produção alimentar  básica. Assim, a diversificação agrícola  em Maríngue reflecte uma transição  gradual para sistemas produtivos mistos, que articulam a segurança alimentar com  a inserção no mercado, fortalecendo a  sustentabilidade económica local. 

2.2 Sustentabilidade Agraria 

A sustentabilidade agrária é um conceito  multifacetado que combina dimensões  ecológicas, económicas e sociais da  produção rural. Segundo Altieri (1995, p.  102), a agricultura sustentável é “aquela  que preserva os recursos naturais,  mantém a produtividade, reduz os  insumos externos e é socialmente justa e  economicamente viável”. De forma  complementar, Conway (1997, p. 35) define sustentabilidade como “a  capacidade dos sistemas agrícolas de  manter sua produtividade e utilidade ao  longo do tempo, diante de pressões  ambientais e socioeconómicas”. Já  Pretty (2008, p. 451) sublinha o caráter  dinâmico da sustentabilidade,  argumentando que ela resulta de  processos de inovação contínua que  equilibram eficiência, equidade e  conservação ambiental. 

Os autores convergem na noção de  manutenção da produtividade a longo  prazo, mas divergem quanto ao peso  atribuído às dimensões ecológica e  social. Altieri enfatiza a ecologia e a  justiça social, ao passo que Pretty dá  destaque à inovação tecnológica e  institucional como meios para alcançar  sustentabilidade. Conway propõe uma  visão integradora, ao ver a  sustentabilidade como resiliência  sistémica, ou seja, a capacidade de  adaptação dos sistemas agrícolas às  mudanças externas. 

Aplicado a Maríngue, o conceito de  sustentabilidade agrária ganha  relevância no contexto de variabilidade  climática e transição produtiva. A análise  dos dados (2020–2024) mostra que o  crescimento das oleaginosas, sobretudo  do gergelim, está associado a uma melhor utilização da terra e  diversificação de risco climático, corroborando o argumento de Altieri  (1995) sobre a importância da  biodiversidade agrícola para a  estabilidade produtiva. Contudo, a  sustentabilidade plena exige mais do que  diversidade de culturas — requer acesso  a tecnologias adequadas, extensão rural e  políticas de conservação de solos e água.  Assim, a sustentabilidade agrária em  Maríngue deve ser entendida como um  processo em construção, que depende  tanto da ação dos produtores como do  suporte institucional. 

2.3 Competitividade  

A competitividade1agrária refere-se à  capacidade dos sistemas agrícolas de  produzir bens de qualidade, a custos  sustentáveis e de forma eficiente,  garantindo inserção nos mercados  regionais e internacionais. Segundo  Porter (1990, p. 84), a competitividade  resulta da combinação entre  produtividade e inovação, e depende de  fatores estruturais como infraestrutura,  conhecimento e políticas públicas. Para  Krugman (1994, p. 31), a  competitividade não deve ser entendida  apenas como disputa de mercado, mas  como a capacidade de um país ou região  melhorar o bem-estar dos seus  produtores por meio de aumento de  eficiência e inovação. Latruffe (2010, p.  128) acrescenta que, na agricultura, a  competitividade envolve dimensões  específicas, incluindo acesso a recursos, gestão eficiente, qualidade do produto e  integração nas cadeias de valor. 

Estes autores convergem na ideia de que  a competitividade depende da  produtividade e inovação, mas divergem  quanto ao nível de análise: Porter  enfatiza o setor e o ambiente  empresarial; Krugman destaca a  macroeconomia e o bem-estar; Latruffe  foca o nível do produtor agrícola e das  cadeias agroindustriais. Essa  multiplicidade de abordagens reforça a  ideia de que a competitividade agrária é  um fenómeno sistémico, que depende da  interação entre fatores económicos,  tecnológicos e institucionais. 

No contexto de Maríngue, os resultados  empíricos mostram que o aumento da  produção de oleaginosas foi  acompanhado por melhor inserção em  mercados externos, sobretudo com o  gergelim. Isso confirma o argumento de  Porter (1990) sobre a importância da  inovação e da diferenciação para criar  vantagens competitivas locais. Contudo,  a falta de infraestrutura e de mecanismos  de crédito rural limita a consolidação  dessa competitividade. Assim, promover  a competitividade agrária em Maríngue  requer investimentos em mecanização,  logística, formação técnica e  associativismo, de modo a transformar o  potencial produtivo existente em  vantagem económica sustentável. 

A literatura demonstra que  diversificação agrícola, sustentabilidade  agrária e competitividade são conceitos  interligados que se reforçam mutuamente. Em conjunto, sustentam a  hipótese central deste estudo: que a  agricultura do distrito de Maríngue  encontra-se em processo de transição  estrutural, combinando maior  diversidade produtiva, resiliência  ecológica e integração em mercados  competitivos — elementos-chave para  um desenvolvimento agrícola  sustentável. 

3. Metodologia 

O presente estudo caracteriza-se como  uma pesquisa quantitativa e descritivo explicativa, com abordagem dedutiva,  uma vez que parte de princípios teóricos  gerais sobre diversificação agrícola,  sustentabilidade e competitividade para  verificar empiricamente a sua  manifestação no contexto de Maríngue. 

A natureza quantitativa do trabalho  justifica-se pela utilização de dados  numéricos de produção agrícola,  submetidos a análises estatísticas  inferenciais (regressão múltipla, índices  de concentração e teste t-Student), que  permitiram quantificar relações e testar  hipóteses. 

Do ponto de vista temporal, trata-se de  uma pesquisa longitudinal, pois examina  a evolução das variáveis ao longo de  cinco anos (2020–2024). 

A investigação foi realizada no distrito  de Maríngue, província de Sofala, região  centro de Moçambique. 

O distrito possui uma população agrícola  estimada em 16.575 produtores,  distribuídos numa área produtiva total de  228.601 hectares, com predomínio de  culturas alimentares (milho, mapira,  mexoeira) e oleaginosas (gergelim,  amendoim, soja). 

A escolha desta área baseou-se na sua  relevância agrícola e na transição  observada de sistemas de subsistência  para produção comercial, alinhando-se  ao objetivo do estudo. Os dados  utilizados são secundários, obtidos a  partir de registos oficiais de produção  agrícola do distrito de Maríngue,  complementados com informações do  Serviço Distrital de Atividades  Económicas (SDAE) e relatórios do  Ministério da Agricultura e  Desenvolvimento Rural (MADER). As  variáveis recolhidas para o período de  2020 a 2024 incluem: Produção total por  tipo de cultura (cereais, leguminosas e  oleaginosas); Área cultivada total  (hectares); Precipitação média anual  (mm); Preços médios de mercado das  culturas principais (MZN/kg). 

A análise quantitativa foi conduzida em  três etapas: Análise descritiva – cálculo  das médias e variações anuais de  produção, representadas por gráficos de  barras e curvas de tendência normal para  cereais e oleaginosas. Índices de  diversificação – cálculo do índice de  Shannon-Weaver (H) e do índice de  Herfindahl-Hirschman (HHI), utilizados  para medir a diversidade e concentração  produtiva ao longo do tempo. Regressão  múltipla e teste de hipóteses – o modelo  de regressão foi aplicado para identificar  o impacto de fatores climáticos e  económicos na produção total. 

O teste t-Student foi utilizado para  verificar a significância dos coeficientes,  com nível de confiança de 95% (α =  0,05) e graus de liberdade (df = 4). 

A área de rejeição foi delimitada pelos  valores críticos t = ±2,776, conforme  ilustrado na curva de distribuição t. Coeficiente de determinação (R² e R²  ajustado) – utilizados para avaliar o poder explicativo e a robustez do  modelo, representando a proporção da  variância de Y explicada pelas variáveis independentes.; 

A seleção deste método quantitativo  baseou-se na necessidade de avaliar  empiricamente a relação entre variáveis  produtivas e económicas, fornecendo  evidências objetivas sobre a dinâmica  agrícola local. 

O uso combinado de índices de  diversificação, regressão múltipla e teste  t-Student permitiu uma abordagem  analítica e comparativa, validando  estatisticamente as conclusões sobre  sustentabilidade e competitividade  agrícola. Em síntese, a metodologia  adotada possibilitou uma análise  rigorosa, combinando estatística  aplicada e fundamentação teórica,  assegurando a validade científica e a  reprodutibilidade dos resultados  apresentados

4. Resultados e Discussões 

A presente secção tem como finalidade  apresentar, interpretar e discutir os  resultados obtidos a partir das análises  estatísticas e gráficas realizadas sobre a  produção agrícola no distrito de  Maríngue, no período de 2020 a 2024. 

Pretende-se, com isso, compreender as  tendências de diversificação e de  transição agrícola, comparando o  comportamento das culturas alimentares  (cereais) e das culturas comerciais  (oleaginosas) à luz dos fatores  económicos e climáticos identificados. 

O processo de análise foi conduzido em  conformidade com os objetivos do  estudo, que visam avaliar a evolução da  estrutura produtiva local, identificar  padrões de concentração e diversificação  e verificar a influência de variáveis  determinantes como a precipitação, os  preços de mercado e a área cultivada. 

A utilização de gráficos de barras  permite visualizar de forma clara as  tendências de crescimento e variação  inter-anual das diferentes categorias de  culturas. 

Enquanto os cereais representam a base  alimentar tradicional e ocupam a maior  parte da área produtiva, as oleaginosas  (particularmente o gergelim) refletem a  mudança estrutural em direção a culturas  de valor comercial mais elevado, um  indicador importante da  competitividade e integração de  mercado. 

Os resultados apresentados a seguir  articulam evidências quantitativas — expressas em médias, índices e curvas de  tendência — com uma interpretação  qualitativa fundamentada nas teorias de  diversificação agrícola, sustentabilidade  agrária e competitividade rural. Essa  integração entre análise estatística e  fundamentação teórica permite  compreender não apenas os números,  mas também as causas e implicações  socioeconómicas que moldam a  agricultura de Maríngue. 

Assim, inicia-se a análise pela avaliação  da produção de cereais e oleaginosas,  destacando-se as mudanças estruturais observadas ao longo do período,  apresentadas graficamente na Figura 1  (gráfico de barras comparativo).

O gráfico de barras acima evidencia que,  durante o período analisado, houve uma  tendência crescente na produção total de  cereais, acompanhada de uma expansão  ainda mais acentuada das oleaginosas. 

Em 2020, a produção de cereais (54.624  ton) representava cerca de 90% da  produção total, enquanto as oleaginosas  (6.003ton) correspondiam a apenas 10%. 

Contudo, em 2024, os cereais  alcançaram 67.759 ton , e as oleaginosas  subiram para 14.700 ton, representando  agora 18% da produção total agrícola do  distrito. Esse comportamento demonstra  um movimento de diversificação  produtiva, em que a agricultura local  começa a reduzir a dependência  exclusiva das culturas alimentares e a  incorporar culturas de valor comercial  elevado, como o gergelim e o amendoim,  impulsionados pela demanda de  mercado e pela rentabilidade  exportadora. 

4. Análise Quantitativa dos Resultados 

4.1 Da evolução da produção e  diversidade agrícola (2020–2024) 

A observação dos dados evidencia que,  entre 2020 e 2024, a produção agrícola  de Maríngue apresentou crescimento  contínuo, tanto nas culturas alimentares  (cereais) quanto nas comerciais  (oleaginosas). A produção total de  cereais aumentou de 54.624 toneladas  em 2020 para 67.759 toneladas em 2024,  o que representa um acréscimo de 24%. 

Já as oleaginosas evoluíram de 6.003  toneladas para 14.700 toneladas, um  aumento de 144%, evidenciando forte  dinamismo produtivo e de mercado. 

Os resultados indicam tendência de  diversificação agrícola ao longo do  período, confirmando a hipótese de que  o distrito de Maríngue está a transitar de  uma agricultura de subsistência, centrada  nos cereais, para um sistema mais  diversificado e comercialmente  competitivo. O decréscimo do HHI e o  aumento do índice de Shannon refletem  ampliação da variedade de culturasprincipalmente pelo crescimento das  oleaginosas (gergelim e amendoim). 

4.2 Da análise de regressão múltipla 

A regressão múltipla aplicada ao  conjunto de dados de 2020–2024 teve  como variável dependente a produção  agrícola total (Y) e como variáveis  independentes a precipitação (X₁), preço  médio de mercado (X₂) e área cultivada  (X₃). A equação estimada foi: 

Y = 5,24 + 0,38X₁ + 0,42X₂ + 0,27X₃ 

O coeficiente de determinação múltipla  (R² = 0,85) indica que 85% da variação  da produção total é explicada por essas  três variáveis, e o R² ajustado (0,82) confirma a robustez do modelo. O teste t-Student, com nível de  significância de 5% (α = 0,05) e t crítico  = ±2,776, mostrou que todos os  coeficientes são estatisticamente  significativos (|t calculado| > t crítico),  confirmando a rejeição da hipótese nula  (H₀) de ausência de relação entre as  variáveis. 

Esses resultados sugerem que a produção  agrícola é sensível às condições  climáticas e ao contexto económico,  sendo positivamente influenciada pela  precipitação e pelos preços de mercado — o que reforça o papel do gergelim  como cultura de elevada elasticidade  económica. 

4.3 Interpretação do teste t e da área  

A seguir apresenta-se a análise  inferencial dos resultados obtidos  através da regressão múltipla, com base  na aplicação do teste t-Student. Este teste foi utilizado para avaliar a  significância estatística dos coeficientes  estimados e, consequentemente, validar  as hipóteses do estudo. O teste t-Student é apropriado para amostras pequenas (n  < 30) e visa determinar se os parâmetros  β₁, β₂ e β₃ do modelo de regressão  diferem significativamente de zero. 

Em termos práticos, o teste verifica se as  variáveis independentes — precipitação (X₁), preço médio (X₂) e área cultivada  (X₃) — têm efeito real sobre a produção  agrícola total (Y) no distrito de  Maríngue. 

A formulação das hipóteses foi  estruturada da seguinte forma: 

H0:βi=0 (as variáveis independentes não  influenciam a produção agrícola.  

H1:βi≠0(as variáveis independentes influenciam significativamente a produção  agrícola) 

Para um nível de confiança de 95% (α =  0,05) e graus de liberdade (df = 4), o  valor crítico de t é ±2,776. Assim, a regra de decisão é: 

• Se |t calculado| > 2,776 →  rejeita-se H₀ (a variável é  significativa); 

• Se |t calculado| ≤ 2,776 → não se  rejeita H₀ (a variável não é  significativa). 

Todos os valores de t calculado são  superiores ao t crítico (2,776), o que  conduz à rejeição da hipótese nula (H₀) para todas as variáveis analisadas. Dessa forma, confirma-se que as três  variáveis independentes exercem  influência estatisticamente significativa  sobre a produção agrícola total no  distrito de Maríngue.

4.3.1 Interpretação e narrativa  explicativa 

A interpretação dos resultados do teste t Student permite constatar que: 

A precipitação (X₁) apresenta o maior  valor de t (4,22), indicando que as  condições climáticas são o factor de  maior impacto sobre a variação da  produção agrícola. 

O preço médio de mercado (X₂), com t  = 3,81, demonstra que a rentabilidade  económica atua como forte estímulo para  a expansão produtiva, sobretudo nas  culturas comerciais (gergelim e  amendoim). 

A área cultivada (X₃), com t = 3,55,  evidencia que a intensificação e uso  eficiente do solo também contribuem  significativamente para o aumento da  produção total. 

Esses resultados sugerem que a produção  agrícola de Maríngue é sensível tanto a fatores climáticos quanto económicos,  confirmando as hipóteses formuladas na  fase teórica. Do ponto de vista  inferencial, a rejeição de H₀ para todas as  variáveis reforça a validade estatística do  modelo de regressão e comprova que a  variação da produção agrícola não ocorre  ao acaso, mas resulta de determinantes  mensuráveis e previsíveis. 

4.3.2 Visualização gráfica e zona de  rejeição 

A Figura abaixo apresenta a curva de  distribuição t-Student, na qual se  destacam as áreas de aceitação e rejeição para α = 0,05 (5%). 

Os valores de t calculado encontram-se  fora da zona central (área de aceitação),  situando-se nas extremidades da curva, o  que confirma a rejeição da hipótese  nula e valida a significância estatística  das variáveis do modelo. 

Conclusão parcial da análise t 

Em síntese, o teste t-Student demonstrou  que: 

• As variáveis precipitação, preço  e área cultivada são  estatisticamente relevantes na  explicação da produção agrícola; 

• A hipótese alternativa (H₁) é  aceite para todas as variáveis; 

• O modelo apresenta alta  confiabilidade estatística e  sustenta a hipótese geral do  estudo: a agricultura de  Maríngue encontra-se em  processo de diversificação e  transição para sistemas  produtivos mais competitivos e  sustentáveis. 

5. Discussão dos resultados e  enquadramento teórico 

Os resultados empíricos corroboram as  abordagens de Ellis (2000), que  argumenta que a diversificação agrícola  é uma resposta racional dos produtores  às condições de risco climático e  incerteza de mercado.

De forma semelhante, Altieri(1995)  destaca que a sustentabilidade agrária  depende da capacidade dos sistemas  produtivos de adaptar-se e incorporar  múltiplas fontes de rendimento. 

Já Porter (1985) sustenta que a  competitividade no sector agrícola  decorre da diferenciação e  especialização produtiva orientada pela  demanda de mercado. No contexto de  Maríngue, a expansão das oleaginosas — especialmente o gergelim — confirma a  aplicação prática dessas teorias,  revelando uma transição económica e  estrutural. A agricultura local começa a  articular produtividade, sustentabilidade  e rentabilidade, indicando um avanço  significativo em direção à agricultura  comercial competitiva, sem abandonar a  base alimentar representada pelos  cereais. 

Neste caso podemos afirmar que A  precipitação (X₁) apresenta o maior valor  de t (4,22), indicando que as condições  climáticas são o fator de maior impacto  sobre a variação da produção agrícola. O  preço médio de mercado (X₂), com t =  3,81, demonstra que a rentabilidade  económica atua como forte estímulo  para a expansão produtiva, sobretudo  nas culturas comerciais (gergelim e  amendoim). A área cultivada (X₃), com t  = 3,55, evidencia que a intensificação e  uso eficiente do solo também contribuem  significativamente para o aumento da  produção total. Esses resultados sugerem  que a produção agrícola de Maríngue é  sensível tanto a fatores climáticos  quanto económicos, confirmando as  hipóteses formuladas na fase teórica. 

Do ponto de vista inferencial, a rejeição  de H₀ para todas as variáveis reforça a  validade estatística do modelo de  regressão e comprova que a variação da  produção agrícola não ocorre ao acaso,  mas resulta de determinantes  mensuráveis e previsíveis. 

6 . Conclusão e Recomendações 

6.1 Conclusões 

Os resultados deste estudo permitem  concluir que o distrito de Maríngue encontra-se num processo de transição  agrícola significativo, caracterizado pela  diversificação produtiva e pela  integração gradual de culturas  comerciais no sistema tradicional de  produção alimentar. A análise da  produção entre 2020 e 2024 evidenciou  um aumento de 24% nos cereais e de  144% nas oleaginosas, especialmente do  gergelim, o que confirma uma mudança  estrutural no perfil produtivo local. 

Os índices de Shannon-Weaver e  Herfindahl-Hirschman revelaram uma  redução progressiva da concentração  agrícola e um aumento constante da  diversidade de culturas, indicando que a  agricultura de Maríngue está a tornar-se  mais equilibrada e resiliente. Essa evolução é um indicador positivo de  sustentabilidade agrária, ao refletir maior  eficiência no uso dos recursos e  mitigação de riscos associados à  monocultura .A análise de regressão  múltipla confirmou que as variáveis  precipitação, preço médio de mercado e  área cultivada explicam conjuntamente  85% da variação total da produção  agrícola (R² = 0,85; R² ajustado = 0,82),  com nível de significância estatística p <  0,05 em todas as variáveis. O teste t Student demonstrou que esses fatores  têm impacto real e mensurável,  reforçando a relação entre condições climáticas, estímulos económicos e  expansão produtiva. 

Do ponto de vista teórico, os resultados  corroboram as teses de Ellis (2000) e  Altieri (1995), segundo as quais a  diversificação agrícola constitui uma  estratégia racional de adaptação e  sustentabilidade. Da mesma forma, o  modelo competitivo de Porter (1985) ajuda a interpretar a expansão do  gergelim como resposta à vantagem  comparativa e às oportunidades de  mercado internacional, evidenciando  uma agricultura em transição para a  competitividade comercial. Em síntese,  a agricultura de Maríngue demonstra  forte potencial de crescimento  sustentável, sustentado na  diversificação, integração de mercado e  aumento de eficiência produtiva. Contudo, a consolidação dessa  trajetória depende de apoio  institucional, inovação tecnológica e  políticas públicas adequadas para  garantir que a expansão produtiva se  mantenha sustentável, inclusiva e  equitativa. 

6.2 Recomendações  

Com base nas evidências empíricas e na  análise estatística, propõem-se as  seguintes recomendações estratégicas para fortalecer o processo de  diversificação e sustentabilidade  agrícola no distrito de Maríngue: 

6.2.1 Fortalecimento da base  productiva 

• Promover a rotação de culturas entre cereais e oleaginosas,  melhorando a fertilidade do solo  e reduzindo riscos de pragas. 

• Incentivar o uso de sementes  certificadas de alto rendimento e  tecnologias de agricultura de  conservação (plantio direto,  cobertura vegetal, maneio  integrado de pragas). 

6.2.2 Apoio técnico e capacitação 

• Reforçar os serviços de extensão  rural e capacitar os agricultores  em técnicas modernas de  produção e gestão agrícola. 

• Implementar programas de  assistência técnica contínua,  voltados especialmente para  produtores de gergelim e  amendoim. 

6.2.3 Desenvolvimento da cadeia de  valor 

• Estimular a criação de  cooperativas agrícolas e  associações de produtores,  fortalecendo a capacidade de  negociação. 

• Investir em infraestruturas de  pós-colheita (secagem,  armazenamento e transporte),  minimizando perdas e agregando  valor ao produto. 

• Facilitar o acesso a mercados  regionais e internacionais, com  certificações de qualidade e  comércio justo. 

6.2.4 Políticas públicas e apoio  financeiro 

• Criar linhas de crédito agrícola  acessíveis e seguros de produção para reduzir riscos económicos. 

• Integrar o gergelim e outras  oleaginosas nos planos distritais  e provinciais de desenvolvimento agrícola como culturas  estratégicas de exportação. 

6.2.5 Sustentabilidade e adaptação  climática 

• Desenvolver mapas  agroclimáticos locais para  orientar o calendário de plantio. 

• Promover sistemas de irrigação  eficiente em zonas de baixa  precipitação. 

• Monitorar continuamente os  impactos ambientais da expansão  agrícola, garantindo equilíbrio  entre produção e conservação. 

6.2.6 Investigação e inovação 

• Incentivar pesquisas agronómicas  locais sobre variedades de  gergelim e amendoim adaptadas  ao solo e clima de Maríngue. 

• Estimular parcerias  universidade–governo–comunidades, criando um  sistema contínuo de transferência  tecnológica. 

Considerações finais  

Os resultados alcançados demonstram  que a diversificação agrícola é o caminho  estratégico para a sustentabilidade e  competitividade rural em Maríngue. 

A transição de culturas alimentares para  culturas comerciais, especialmente a  expansão do gergelim, representa não  apenas uma mudança produtiva, mas  também um avanço socioeconómico com impacto direto no rendimento das  famílias e na economia local. 

Contudo, a consolidação dessa  transformação requer planeamento  integrado, políticas inclusivas e  investimentos sustentáveis, garantindo  que o crescimento económico se traduza  em melhor qualidade de vida, segurança  alimentar e equilíbrio ambiental. 

Assim, a experiência de Maríngue pode  servir de referência nacional e regional para políticas de desenvolvimento  agrícola orientadas pela diversificação,  sustentabilidade e competitividade.


1 Competividade na perpectiva de um Pais, O World  Economic Fórum( 2010) ela e definida como o grau em que  uma nacao pode, em condições de mercado , produzir bens e  serviços que vao de acordo com os testes de mercados  internacionail e simultaneamente expandir os rendimemtos  reias dos cidados ( Presidents Cpmission em Industrial  Competitiveness(1985) em Esterhuizen(2006). 
Na perpectiva empresarial , para Kennedy, et al(1997)  competitividade e a capacidade de criar valor através de  liderança de custos ou diferenciação de produtos(. Estes  autores consideram a capacidade sustentável de ganhar e  manter cota no mercado , tendo em conta a rentabilidade. 


7. Bibilografia 

Altieri, M. A. (1995). Agroecology: The  science of sustainable agriculture (2nd  ed.). Boulder, CO: Westview Press. 

Altieri, M. A. (2002). Agroecology: The  science of natural resource management  for poor farmers in marginal environments. Agriculture, Ecosystems  & Environment, 93(1–3), 1–24.  https://doi.org/10.1016/S0167- 8809(02)00085-3 

Brundtland, G. H. (1987). Our Common  Future. Oxford: Oxford University  Press. 

Conway, G. R., & Barbier, E. B. (2013).  After the green revolution: Sustainable  agriculture for development. London,  UK: Routledge. 

Davis, J. H.; Goldberg, R. A. (1957). A  Concept of Agribusiness. Boston:  Harvard University Press. 

Drucker, P. F. (1985). Innovation and  entrepreneurship: Practice and  principles. New York: Harper & Row. 

Drucker, P. F. (1993). Innovation and  Entrepreneurship. New York: Harper  Business. 

Elkington, J. (1997). Cannibals with  forks: The triple bottom line of 21st  century business. Oxford: Capstone  Publishing. 

Ellis, F. (2000). Rural livelihoods and  diversity in developing countries. Oxford, UK: Oxford University Press. 

Ellis, F., & Biggs, S. (2001). Evolving  themes in rural development 1950s– 2000s. Development Policy Review. 

Ellis, F., & Freeman, H. A. (2004). Rural  livelihoods and poverty reduction  strategies in four African countries.  

Esser, K., Hillebrand, W., Messner, D.,  & Meyer-Stamer, J. (1996). Systemic  competitiveness: New governance  patterns for industrial development.  London: Frank Cass. 

Fajnzylber, F. (1988). Competitividad  Internacional. Santiago: CEPAL. 

FAO. (2022). FAOSTAT database:  Production, trade and food balance. Rome, Italy: Food and Agriculture  Organization of the United Nations. 

Gujarati, D. N., & Porter, D. C. (2009).  Basic econometrics (5th ed.). New  York, NY: McGraw-Hill Education. 

Hair, J. F., Black, W. C., Babin, B. J., &  Anderson, R. E. (2019). Multivariate  data analysis (8th ed.). Andover, UK:  Cengage Learning. 

Kleinknecht, A. (1990). Are There  Schumpeterian Waves of Innovations?  Cambridge Journal of Economics 

Krugman, P. (1994). Competitiveness: A  dangerous obsession. Foreign Affairs 

Lipton, M. (2009). Agricultural  Development: Farmers and Farm  Policies. London: Routledge. 

Lundvall, B. (1992). National systems of  innovation: Towards a theory of  innovation and interactive learning.  London: Pinter Publishers.

Meadows, D. H., Meadows, D. L.,  Randers, J., & Behrens, W. W. (1972).  The limits to growth. New York:  Universe Books. 

Miller, W. L. (1988). Innovation for  Business Growth. Cambridge: Ballinger  Publishing. 

Montgomery, D. C., & Runger, G. C.  (2018). Applied statistics and  probability for engineers (7th ed.).  Hoboken, NJ: Wiley. 

Mosca, J. (2012). Políticas Agrárias em  Moçambique: 1975–2010. Maputo:  Escolar Editora. 

____________(2014). Aspectos da  Competitividade e Transformação do  Sector Agrário em Moçambique. Escolar  Editora 

____________(2014). Desafios para o  Desenvolvimento Rural em  Moçambique. Maputo: Escolar Editora. 

____________(2016). Agricultura e  Segurança Alimentar em Moçambique.  Maputo: Escolar Editora. 

Porter, M. E. (1990). The competitive  advantage of nations. New York: Free  Press. 

Prahalad, C. K., & Hamel, G. (1990).  The core competence of the corporationHarvard Business Review

Pretty, J. (1995). Regenerating  agriculture: Policies and practice for  sustainability and self-reliance. London, UK: Earthscan. 

Sachs, I. (2002). Caminhos para o  desenvolvimento sustentável. Rio de  Janeiro: Garamond. 

Sadoulet, P., & de Janvry, A. (1995).  Quantitative Development Policy  Analysis. Baltimore: Johns Hopkins  University Press. 

Schumpeter, J. A. (1927). The Theory of  Economic Development. Cambridge:  Harvard University Press. 

Scoones, I. (1998). Sustainable rural  livelihoods: A framework for analysis. Brighton, UK: Institute of Development  Studies (IDS). 

SELEMANE, Thomas (2014) Aspectos  da Competitividade e Transformação do  Sector Agrário em Moçambique. Escolar  Editora 

Vala, S. (2010). Agroindústria e  Desenvolvimento Econômico em  Moçambique. Maputo: Editora Ndjira. 

_________(2015).Agroindustrialização  e desenvolvimento rural em  Moçambique: desafios e oportunidades.  Maputo: Ed. Universitária. 

Van der Ploeg, J. D. (2008). The New  Peasantries: Struggles for Autonomy  and Sustainability in an Era of Empire  and Globalization. London: Earthsca 

Veiga, J. E. (2010). Desenvolvimento  sustentável: O desafio do século XXI.  Rio de Janeiro: Garamond. 

World Bank. (2020). Agricultural  development: World development report  2020. Washington, DC: The World  Bank.


1Licenciado em economia e Gestão. Licenciado Em Direito. Pós-graduado em Planificação em  desenvolvimento Regional-Distrito. Mestrado em Contabilidade, Auditoria e  Gestão. Doutorando Estudos de  Desenvolvimento.
Escola dos Altos Estudos de Negócio.
nelsonmaculino@yahoo.com.br,
nelsonmaculinosimone@gamil.com

Rolar para cima