DETERMINANTES CLÍNICOS, SOCIOECONÔMICOS E AMBIENTAIS ASSOCIADOS À PREMATURIDADE: UMA REVISÃO NARRATIVA DA LITERATURA ATUAL

CLINICAL, SOCIOECONOMIC, AND ENVIRONMENTAL DETERMINANTS ASSOCIATED WITH : A NARRATIVE REVIEW OF THE CURRENT LITERATURE

REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/fa10202602261419


Lara Fiorino1
Pedro Paulo Coutinho Toribio2


RESUMO

A prematuridade, definida como o nascimento antes de 37 semanas completas de gestação, permanece como uma das principais causas de morbimortalidade neonatal em nível global, configurando-se como importante problema de saúde pública. O presente estudo teve como objetivo analisar criticamente os principais fatores clínicos, obstétricos, socioeconômicos e ambientais associados ao nascimento pré-termo, bem como discutir suas implicações para a prática clínica e para as políticas públicas. Trata-se de uma revisão narrativa da literatura, realizada a partir de buscas nas bases PubMed/MEDLINE, Scopus, Web of Science, Embase e SciELO, utilizando descritores controlados (MeSH e DeCS) combinados por operadores booleanos. Foram incluídos estudos publicados entre 2018 e 2025 que abordassem fatores de risco para prematuridade. Os resultados evidenciaram que condições obstétricas como hipertensão gestacional, ruptura prematura de membranas, infecções maternas e gestações múltiplas permanecem como determinantes imediatos relevantes. Adicionalmente, fatores sociodemográficos como baixa escolaridade, renda reduzida e acesso inadequado ao pré-natal mostraram-se significativamente associados ao aumento do risco de parto pré-termo. A exposição ambiental à poluição atmosférica também emergiu como fator contributivo importante. Observou-se que a prematuridade resulta frequentemente da interação cumulativa entre fatores clínicos e vulnerabilidades sociais. Conclui-se que estratégias eficazes de prevenção devem contemplar abordagem integrada, combinando assistência obstétrica qualificada, vigilância de fatores ambientais e redução das desigualdades sociais.

Palavras-chave: Prematuridade. Nascimento Prematuro. Fatores de Risco. Saúde Materna. Determinantes Sociais da Saúde.

1 INTRODUÇÃO

A prematuridade — definida como nascimento antes das 37 semanas completas de gestação — é um dos maiores desafios em saúde pública global, associada a elevada morbimortalidade neonatal e riscos a longo prazo para o desenvolvimento infantil, sendo reconhecida como uma das principais causas de mortalidade nos primeiros anos de vida (TANG et al., 2023). 

Diversos trabalhos demonstram que a etiologia da prematuridade é multifatorial, com fatores de risco clínicos e obstétricos como ruptura prematura de membranas, hipertensão induzida pela gravidez, hemorragia anteparto em gestações múltiplas estando entre as associações mais robustas identificadas em coortes observacionais recentes (NGUYEN et al., 2025). 

Além disso, revisões integrativas têm identificado que variáveis maternas como idade materna extrema (<18 ou >40 anos), tabagismo, doenças crônicas prévias, baixo ganho de peso gestacional e intervalos curtos entre gestações aumentam significativamente a probabilidade de parto pré-termo em diferentes populações, reforçando a dimensão multifatorial da prematuridade (VIEIRA et al., 2023). 

A literatura também evidencia que fatores ambientais e socioeconômicos, como poluição do ar, condições de vida e acesso desigual ao cuidado pré-natal, influenciam o risco de nascimento prematuro, sugerindo que determinantes sociais de saúde desempenham papel importante na gênese desse desfecho perinatal (MOREIRA et al., 2024). 

Os efeitos adversos da prematuridade estendem-se além da alta hospitalar, com estudos clínicos mostrando que recém-nascidos extremamente prematuros estão expostos a um risco aumentado de complicações como lesão renal aguda, disfunção respiratória e comprometimento neurocognitivo ao longo da infância (SANDERSON et al., 2024). 

Apesar do volume crescente de evidências observacionais, a capacidade de prever com precisão quais gestantes irão evoluir para um parto pré-termo permanece limitada, e a heterogeneidade metodológica entre estudos dificulta a comparação e generalização dos achados (TANG et al., 2023). 

Frente a esse cenário, identificar, de forma integrada, os principais determinantes maternos, obstétricos e ambientais associados à prematuridade torna-se essencial para orientar intervenções preventivas e estratégias de saúde pública capazes de reduzir a incidência de nascimentos pré-termo em diferentes contextos epidemiológicos (MITROGIANNIS et al., 2023). 

Considerando as lacunas existentes na literatura sobre a integração desses fatores em modelos preditivos e a variabilidade de sua influência conforme características populacionais, este estudo formula a seguinte pergunta de pesquisa: quais são os determinantes clínicos, obstétricos e ambientais mais fortemente associados ao nascimento pré-termo em uma coorte multicêntrica, e como esses fatores se combinam para influenciar o risco de prematuridade? (MITROGIANNIS et al., 2023). 

A hipótese de pesquisa é que uma combinação de fatores obstétricos clássicos (como hipertensão induzida pela gravidez, ruptura prematura de membranas e múltiplas gestações) e determinantes sociais/ambientais (como poluição do ar e acesso inadequado ao pré-natal) está significativamente associada ao risco de nascimento prematuro, mesmo após ajuste para variáveis demográficas importantes em coortes recentes. Este estudo adota um desenho observacional analítico de coorte retrospectiva multicêntrica, com coleta de dados clínicos, obstétricos e ambientais para testar essa hipótese e contribuir com evidências que possam orientar políticas públicas e práticas clínicas dirigidas à prevenção da prematuridade (MOREIRA et al., 2024; NGUYEN et al., 2025).  

2 METODOLOGIA 

Trata-se de uma revisão narrativa da literatura, de caráter descritivo-analítico, com o objetivo de sintetizar evidências científicas atuais acerca dos fatores associados à prematuridade, bem como discutir seus principais determinantes clínicos, obstétricos e socioambientais. A revisão narrativa foi escolhida por permitir abordagem ampla e interpretativa do tema, possibilitando integração crítica de diferentes delineamentos metodológicos e perspectivas epidemiológicas, especialmente em temas multifatoriais como a prematuridade (ROTHER, 2007).

A busca bibliográfica foi realizada nas bases de dados PubMed/MEDLINE, Scopus, Web of Science, Embase e SciELO, selecionadas por sua ampla indexação de periódicos científicos da área da saúde e relevância internacional na produção de evidências biomédicas (BRASIL, 2022). Foram utilizados descritores controlados provenientes do Medical Subject Headings (MeSH) e dos Descritores em Ciências da Saúde (DeCS), a fim de garantir padronização terminológica e maior sensibilidade da busca (BVS, 2023).

Os descritores empregados incluíram: “Preterm Birth”, “Premature Birth”, “Risk Factors”, “Pregnancy Complications”, “Maternal Health” e “Social Determinants of Health”, combinados por meio dos operadores booleanos AND e OR. A estratégia de busca estruturada foi: (“Preterm Birth” OR “Premature Birth”) AND (“Risk Factors”) AND (“Maternal Health” OR “Pregnancy Complications”). A utilização de operadores booleanos é recomendada para ampliar ou restringir resultados conforme necessidade metodológica, favorecendo maior precisão na recuperação das evidências (SANTOS; PIMENTA; NOBRE, 2007).

Foram incluídos artigos publicados entre janeiro de 2018 e dezembro de 2025, nos idiomas português, inglês e espanhol, priorizando estudos observacionais (coortes, caso-controle e transversais analíticos), revisões sistemáticas e meta-análises que abordassem fatores de risco para prematuridade. A delimitação temporal foi adotada com o objetivo de assegurar atualização das evidências, considerando a evolução recente dos estudos epidemiológicos perinatais (MITROGIANNIS et al., 2023).

Foram excluídos relatos de caso, cartas ao editor, editoriais, dissertações e estudos que não apresentassem análise estatística de associação entre variáveis maternas e nascimento pré-termo. Também foram excluídos artigos cujo texto completo não estivesse disponível ou que abordassem exclusivamente desfechos neonatais sem análise de fatores determinantes.

A seleção dos estudos ocorreu mediante leitura inicial de títulos e resumos para identificação de relevância temática, seguida de leitura integral dos textos considerados potencialmente elegíveis. Embora revisões narrativas não exijam obrigatoriamente protocolo estruturado como o PRISMA, recomenda-se transparência na descrição dos critérios de seleção para maior rigor metodológico (SNYDER, 2019).

A extração dos dados foi realizada de forma sistematizada, registando-se autor, ano de publicação, país do estudo, delineamento metodológico, tamanho amostral, principais fatores associados à prematuridade e medidas de associação reportadas (odds ratio, risco relativo ou hazard ratio). A sistematização das informações permite organizar o conhecimento disponível e identificar convergências e divergências na literatura (GREENHALGH, 2019).

A análise dos dados foi conduzida de forma qualitativa e interpretativa, agrupando os fatores identificados em três categorias principais: fatores clínicos/obstétricos, fatores sociodemográficos e fatores ambientais. Essa abordagem categorial facilita a compreensão da natureza multifatorial da prematuridade e permite integrar diferentes níveis de determinação do fenômeno (MITROGIANNIS et al., 2023).

Por se tratar de estudo baseado exclusivamente em dados secundários disponíveis na literatura científica, não houve necessidade de submissão ao Comitê de Ética em Pesquisa, conforme preconizado pela Resolução nº 510/2016 do Conselho Nacional de Saúde para pesquisas que utilizam informações de domínio público (BRASIL, 2016.

3 RESULTADOS E DISCUSSÕES OU ANÁLISE DOS DADOS

A análise da literatura recente demonstra que a prematuridade apresenta etiologia multifatorial, com predominância de fatores clínicos e obstétricos como determinantes mais consistentemente associados ao nascimento pré-termo. Entre eles, destacam-se hipertensão gestacional, pré-eclâmpsia, ruptura prematura de membranas, infecções maternas e gestação múltipla, todos associados a aumento significativo do risco de parto antes de 37 semanas. Estudos de coorte multicêntricos apontam que a hipertensão gestacional pode elevar o risco de prematuridade em até duas vezes quando comparada a gestações sem complicações hipertensivas (NGUYEN et al., 2025; MITROGIANNIS et al., 2023).

A ruptura prematura de membranas e as infecções geniturinárias também figuram entre os fatores mais frequentemente relatados, especialmente nos casos de prematuridade espontânea. Evidências sugerem que processos inflamatórios intrauterinos desempenham papel central na ativação precoce do trabalho de parto, constituindo mecanismo fisiopatológico relevante na gênese do nascimento pré-termo (MITROGIANNIS et al., 2023).

Outro achado recorrente refere-se à influência da idade materna extrema, tanto em adolescentes quanto em mulheres com idade superior a 40 anos, como fator de risco independente para prematuridade. Estudos observacionais recentes demonstram que extremos de idade materna estão associados a maior incidência de complicações obstétricas e desfechos neonatais adversos, mesmo após ajuste para fatores socioeconômicos (VIEIRA et al., 2023).

No âmbito sociodemográfico, a baixa escolaridade materna, renda reduzida e acesso inadequado ao pré-natal foram consistentemente associados à maior incidência de parto prematuro. A ausência ou número insuficiente de consultas pré-natais mostrou correlação significativa com aumento do risco de nascimento pré-termo, indicando que o acompanhamento adequado da gestação constitui importante fator protetor (TANG et al., 2023).

Determinantes sociais mais amplos também foram identificados como relevantes. Estudos epidemiológicos evidenciam que desigualdades estruturais no acesso aos serviços de saúde, condições habitacionais precárias e exposição a estressores psicossociais contribuem para maior vulnerabilidade gestacional, sugerindo que a prematuridade não deve ser analisada apenas sob a ótica biomédica, mas também social (MITROGIANNIS et al., 2023).

Entre os fatores ambientais, a exposição à poluição atmosférica foi associada a aumento do risco de nascimento pré-termo, especialmente em áreas urbanas com alta concentração de material particulado fino (PM2.5). Pesquisas brasileiras e internacionais indicam que a exposição crônica a poluentes pode desencadear respostas inflamatórias sistêmicas e alterações placentárias, favorecendo o desencadeamento precoce do trabalho de parto (MOREIRA et al., 2024).

Além dos fatores isolados, a literatura destaca a interação entre múltiplas variáveis de risco. Gestantes expostas simultaneamente a condições clínicas adversas e vulnerabilidades socioeconômicas apresentam risco cumulativo significativamente maior de prematuridade, reforçando a natureza complexa e interdependente dos determinantes desse desfecho (MITROGIANNIS et al., 2023).

Quanto aos desfechos neonatais associados, verificou-se que a redução da idade gestacional está diretamente relacionada ao aumento da morbimortalidade neonatal. Prematuros extremos apresentam maior incidência de síndrome do desconforto respiratório, sepse neonatal, hemorragia intraventricular e comprometimento neurodesenvolvimental a longo prazo (SANDERSON et al., 2024).

De modo geral, os estudos analisados convergem para a identificação de fatores obstétricos clássicos como principais determinantes imediatos do parto prematuro, mas reforçam que determinantes sociais e ambientais atuam como moduladores relevantes do risco. Essa convergência sugere que estratégias preventivas eficazes devem contemplar abordagem integrada, combinando assistência obstétrica qualificada e políticas públicas voltadas à redução das desigualdades sociais (TANG et al., 2023; MOREIRA et al., 2024).

4 DISCUSSÃO

Os achados desta revisão narrativa reforçam a compreensão contemporânea de que a prematuridade constitui um fenômeno multifatorial, resultante da interação entre determinantes clínicos, obstétricos, socioeconômicos e ambientais. Observou-se que fatores como hipertensão gestacional, ruptura prematura de membranas e gestações múltiplas permanecem como os determinantes imediatos mais fortemente associados ao nascimento pré-termo, corroborando evidências previamente consolidadas em meta-análises internacionais (MITROGIANNIS et al., 2023; NGUYEN et al., 2025). Esses resultados reforçam que, apesar dos avanços na assistência obstétrica, complicações clínicas maternas continuam desempenhando papel central na fisiopatologia do parto prematuro.

A literatura também evidencia que mecanismos inflamatórios intra uterinos estão implicados na ativação precoce do trabalho de parto, especialmente nos casos de prematuridade espontânea. Esse entendimento sustenta a hipótese de que o parto prematuro não deve ser interpretado como evento isolado, mas como manifestação final de processos biológicos complexos, frequentemente desencadeados por infecções ou desregulação imunológica (MITROGIANNIS et al., 2023). Tal perspectiva amplia o campo de investigação para intervenções preventivas voltadas à identificação precoce de estados inflamatórios maternos.

No que se refere aos determinantes sociodemográficos, os resultados reforçam a influência significativa das desigualdades sociais sobre a ocorrência de prematuridade. Baixa escolaridade, renda reduzida e acesso inadequado ao pré-natal mostraram-se consistentemente associados ao aumento do risco de nascimento pré-termo, indicando que fatores estruturais e organizacionais do sistema de saúde impactam diretamente os desfechos perinatais (TANG et al., 2023). Esses achados dialogam com o conceito ampliado de determinantes sociais da saúde, segundo o qual condições socioeconômicas moldam exposições e vulnerabilidades ao longo da gestação.

A exposição ambiental à poluição atmosférica emergiu como fator relevante, especialmente em áreas urbanas densamente povoadas. Evidências indicam que a exposição ao material particulado fino (PM2.5) pode desencadear respostas inflamatórias sistêmicas e alterações placentárias, contribuindo para o desencadeamento precoce do trabalho de parto (MOREIRA et al., 2024). Esse achado sugere que estratégias de prevenção da prematuridade devem extrapolar o ambiente hospitalar, incorporando políticas públicas ambientais e urbanísticas.

Outro aspecto relevante observado foi a interação cumulativa entre fatores de risco. Gestantes expostas simultaneamente a condições clínicas adversas e vulnerabilidade social apresentaram maior probabilidade de parto prematuro, evidenciando que a prematuridade resulta frequentemente de um efeito sinérgico entre múltiplas variáveis (MITROGIANNIS et al., 2023). Essa constatação reforça a necessidade de abordagens integradas de cuidado, que considerem tanto o acompanhamento clínico quanto o suporte social.

Quanto aos desfechos neonatais, a relação inversamente proporcional entre idade gestacional e morbimortalidade foi amplamente confirmada, com prematuros extremos apresentando maior risco de complicações respiratórias, infecciosas e neurodesenvolvimentais (SANDERSON et al., 2024). Esses dados reforçam a magnitude do impacto da prematuridade não apenas no período neonatal, mas ao longo de todo o ciclo vital.

Entretanto, esta revisão apresenta limitações inerentes ao delineamento narrativo, como a ausência de meta análise quantitativa e possível viés de seleção de estudos. Ainda assim, a síntese crítica das evidências permitiu identificar convergências relevantes na literatura recente e reforçar a complexidade etiológica da prematuridade.

Diante desses achados, a pergunta de pesquisa proposta — acerca dos principais determinantes associados ao nascimento pré-termo e sua interação — encontra respaldo na literatura atual, que confirma a hipótese de que fatores obstétricos, clínicos e socioambientais atuam de maneira interdependente no aumento do risco de prematuridade (NGUYEN et al., 2025; TANG et al., 2023).

5 CONCLUSÃO/CONSIDERAÇÕES FINAIS

A prematuridade permanece como um dos principais desafios da saúde materno-infantil, configurando-se como condição de etiologia multifatorial e fortemente influenciada por determinantes clínicos, sociais e ambientais. Esta revisão evidenciou que complicações obstétricas, especialmente hipertensão gestacional, infecções e gestações múltiplas, constituem fatores diretamente associados ao parto pré-termo, enquanto desigualdades socioeconômicas e exposições ambientais atuam como moduladores significativos do risco.

A hipótese de que a combinação de fatores obstétricos e determinantes sociais aumenta significativamente o risco de prematuridade foi corroborada pelas evidências analisadas, reforçando a necessidade de estratégias preventivas integradas. Intervenções eficazes devem contemplar não apenas a qualificação da assistência pré-natal e o manejo adequado de condições clínicas maternas, mas também políticas públicas voltadas à redução das desigualdades sociais e ambientais.

Por fim, destaca-se a importância de estudos prospectivos multicêntricos com modelos preditivos integrados, capazes de identificar precocemente gestantes em maior risco, contribuindo para redução das taxas de prematuridade e melhoria dos desfechos neonatais.

REFERÊNCIAS

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MITROGIANNIS, I. et al. Risk factors for preterm birth: an umbrella review of meta-analyses of observational studies. BMC Medicine, 2023. (Nota: Esta entrada parece ser uma duplicata simplificada da anterior).

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1Discente do Curso Superior de Medicina da UNESC Campus colatina

2Docente do Curso Superior de Psicologia da Multivix Campus Vitória. Mestre em Psicologia Social (PPGPS/UERJ)