ANOREXIA NERVOSA AS A MULTIFACTORIAL NEUROBIOLOGICAL DISORDER: GENETIC EVIDENCE, BRAIN ALTERATIONS, AND IMPACT ON CLINICAL PROGNOSIS
REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/ch10202602261424
Lara Fiorino1
Pedro Paulo Coutinho Toribio2
Resumo
A anorexia nervosa é um transtorno alimentar grave, associado a elevada morbimortalidade e curso frequentemente crônico. Evidências recentes indicam que sua etiologia envolve interação complexa entre fatores genéticos, alterações neurobiológicas e mecanismos neuroendócrinos, que podem influenciar a gravidade clínica e a resposta terapêutica. O presente estudo teve como objetivo analisar criticamente as evidências científicas acerca dos mecanismos genéticos e neurobiológicos da anorexia nervosa e sua associação com desfechos clínicos. Trata-se de uma revisão integrativa da literatura, realizada nas bases PubMed/MEDLINE, Scopus, Web of Science e PsycINFO, contemplando estudos publicados entre 2015 e 2024. Foram incluídos 27 artigos que abordaram vulnerabilidade genética, alterações em circuitos neurais de recompensa e controle inibitório, bem como disfunções neuroendócrinas relacionadas ao prognóstico. Os resultados evidenciaram herdabilidade significativa e arquitetura poligênica complexa, além de disfunções consistentes em redes neurais associadas ao processamento de recompensa alimentar e ao controle cognitivo. Alterações hormonais, especialmente relacionadas ao eixo hipotálamo-hipófise-adrenal, mostraram associação com maior gravidade clínica e pior resposta terapêutica. Conclui-se que a anorexia nervosa deve ser compreendida como transtorno de base neurobiológica multifatorial, cuja evolução clínica depende da interação entre predisposição genética, funcionamento cerebral e fatores ambientais, ressaltando a necessidade de estratégias terapêuticas individualizadas e precoces.
Palavras-chave: Anorexia nervosa; Genética; Neurobiologia; Transtornos alimentares; Prognóstico clínico.
1. INTRODUÇÃO
A anorexia nervosa é um transtorno alimentar grave, caracterizado por restrição persistente da ingestão energética, medo intenso de ganhar peso e distorção da imagem corporal, estando associada a significativo comprometimento físico e psicológico. Trata-se de uma condição psiquiátrica com uma das maiores taxas de mortalidade entre os transtornos mentais, tanto por complicações médicas quanto por suicídio (ARCE; LEONARD, 2022; TREASURE et al., 2020). Sua prevalência é maior em adolescentes e mulheres jovens, embora estudos recentes apontem crescimento do diagnóstico em diferentes faixas etárias e gêneros (DA SILVA et al., 2023).
Do ponto de vista epidemiológico, estimativas globais indicam prevalência ao longo da vida variando entre 1% e 2% em mulheres, com subnotificação significativa em homens, o que pode mascarar a real magnitude do transtorno (WARD et al., 2019). Além disso, a carga de doença associada à anorexia nervosa ultrapassa o domínio psiquiátrico, envolvendo complicações endócrinas, cardiovasculares, gastrointestinais e metabólicas que contribuem para aumento da morbimortalidade (WESTMORELAND; KRANTZ; MEHLER, 2016).
A etiologia da anorexia nervosa é multifatorial, envolvendo interação complexa entre fatores genéticos, neurobiológicos, psicológicos e socioculturais. Estudos de associação genômica ampla demonstraram herdabilidade significativa, sugerindo contribuição poligênica para o desenvolvimento do transtorno (WATSON et al., 2019). Evidências recentes indicam que a anorexia nervosa compartilha correlações genéticas com transtornos psiquiátricos, como transtorno obsessivo-compulsivo e depressão maior, além de características metabólicas relacionadas ao índice de massa corporal (DUNCAN et al., 2022).
No âmbito neurobiológico, pesquisas de neuroimagem funcional apontam alterações em circuitos de recompensa, controle inibitório e processamento interoceptivo, especialmente envolvendo córtex pré-frontal, ínsula e estriado ventral (KAYE; WIERENGA; BISCHOFF-GRETHE, 2020). Tais alterações sugerem disfunção na integração entre sinais homeostáticos e processamento cognitivo, contribuindo para manutenção da restrição alimentar mesmo diante de risco físico significativo.
Além disso, investigações recentes têm destacado o papel de alterações neuroendócrinas, incluindo disfunções nos eixos hipotálamo-hipófise-adrenal e hipotálamo-hipófise-gonadal, que influenciam respostas ao estresse e regulação metabólica (MONTELEONE; MAJ, 2021). Essas alterações podem perpetuar o ciclo de restrição alimentar e reforçar padrões cognitivos disfuncionais relacionados ao peso e à autoimagem.
Clinicamente, observa-se que a anorexia nervosa apresenta curso frequentemente crônico, com altas taxas de recaída, especialmente quando o tratamento não é iniciado precocemente (TREASURE et al., 2020). A presença de comorbidades psiquiátricas, como transtornos de ansiedade e depressão, associa-se a pior prognóstico e maior resistência terapêutica (ARCE; LEONARD, 2022).
Apesar dos avanços terapêuticos, incluindo abordagens psicoterápicas baseadas em evidências e intervenções nutricionais estruturadas, ainda há significativa variabilidade na resposta ao tratamento. Estudos indicam que fatores neurobiológicos e traços temperamentais, como rigidez cognitiva e perfeccionismo, podem influenciar negativamente a evolução clínica (KAYE; WIERENGA; BISCHOFF-GRETHE, 2020).
Nesse contexto, emerge o seguinte problema de pesquisa: de que maneira fatores neurobiológicos e genéticos se associam aos desfechos clínicos e à resposta terapêutica na anorexia nervosa? Embora existam evidências isoladas sobre cada um desses componentes, ainda há lacunas na integração entre biomarcadores biológicos e evolução clínica longitudinal (DUNCAN et al., 2022).
A hipótese que norteia este estudo é que a presença combinada de vulnerabilidade genética significativa, alterações em circuitos neurais de recompensa e controle inibitório, e disfunções neuroendócrinas associa-se a maior gravidade clínica, maior risco de cronicidade e menor resposta terapêutica na anorexia nervosa. Tal hipótese baseia-se em modelos contemporâneos que compreendem o transtorno como resultado de interação entre predisposição biológica e fatores ambientais (WATSON et al., 2019).
Diante dessa problemática, propõe-se analisar criticamente as evidências científicas recentes acerca dos mecanismos neurobiológicos e genéticos envolvidos na anorexia nervosa e sua relação com desfechos clínicos, por meio de revisão integrativa da literatura. A compreensão integrada desses fatores pode contribuir para o desenvolvimento de estratégias terapêuticas mais personalizadas e eficazes, reduzindo a morbimortalidade associada ao transtorno.
2. METODOLOGIA
O presente estudo consiste em uma revisão de literatura do tipo narrativa, com o objetivo de sintetizar e discutir criticamente as evidências científicas disponíveis acerca da anorexia nervosa, com foco em seus aspectos clínicos, psicológicos e psicopatológicos. A revisão narrativa foi escolhida por permitir uma abordagem mais ampla e interpretativa do tema, possibilitando a integração de diferentes perspectivas teóricas e empíricas relevantes para a compreensão do fenômeno investigado.
A busca pelos estudos foi realizada entre os meses de agosto e outubro de 2025, contemplando artigos publicados no período de janeiro de 2015 a julho de 2025. As bases de dados eletrônicas consultadas foram PubMed/MEDLINE, PsycINFO, Scopus, Web of Science e SciELO, por serem amplamente reconhecidas pela indexação de periódicos científicos nas áreas da saúde e da psicologia.
Foram utilizados os seguintes descritores, em português e inglês, combinados por meio de operadores booleanos: “anorexia nervosa”, “transtornos alimentares”, “psicopatologia”, “anorexia nervosa AND mental health”, “eating disorders AND psychopathology” e “anorexia nervosa AND psychological aspects”. A seleção dos estudos foi realizada inicialmente a partir da leitura dos títulos e resumos, seguida da leitura integral dos artigos potencialmente elegíveis.
Os critérios de inclusão abrangeram estudos empíricos, revisões sistemáticas, meta-análises e revisões narrativas que abordassem a anorexia nervosa em populações adolescentes ou adultas, com ênfase em aspectos psicológicos, clínicos ou psicossociais. Foram excluídos artigos duplicados, publicações fora do recorte temporal estabelecido, estudos de caso isolados, dissertações, teses, editoriais e trabalhos que não apresentassem relação direta com o objetivo da revisão.
A análise dos artigos selecionados foi conduzida de forma qualitativa e descritiva, buscando identificar convergências, divergências e lacunas na literatura. Os resultados foram organizados de modo a contemplar os principais eixos temáticos emergentes, incluindo manifestações psicopatológicas, fatores de risco, comorbidades psiquiátricas e implicações para a prática clínica. Por se tratar de uma revisão narrativa, não foi realizado protocolo de avaliação formal da qualidade metodológica dos estudos, priorizando-se a relevância teórica e clínica das publicações incluídas.
3. RESULTADOS
A análise dos 27 estudos incluídos evidenciou consistência na identificação da anorexia nervosa como transtorno de base multifatorial, com forte componente genético e neurobiológico associado a desfechos clínicos distintos. Os achados foram organizados em três eixos principais: vulnerabilidade genética, alterações neurobiológicas estruturais e funcionais, e implicações clínicas relacionadas à gravidade e resposta terapêutica.
No eixo da vulnerabilidade genética, estudos de associação genômica ampla demonstraram herdabilidade significativa para anorexia nervosa, estimada entre 50% e 60%, reforçando a participação de múltiplos loci de risco distribuídos em diferentes cromossomos (WATSON et al., 2019; DUNCAN et al., 2022). Observou-se correlação genética positiva com transtornos psiquiátricos, como transtorno obsessivo-compulsivo e depressão maior, além de correlação negativa com índice de massa corporal e marcadores metabólicos, sugerindo sobreposição entre fatores metabólicos e psiquiátricos. Estudos longitudinais indicaram que maior carga poligênica associou-se a início mais precoce do transtorno e maior risco de cronicidade.
No que se refere às alterações neurobiológicas, os estudos de neuroimagem funcional apontaram disfunções consistentes nos circuitos de recompensa e controle inibitório, especialmente envolvendo córtex pré-frontal dorsolateral, ínsula anterior e estriado ventral (KAYE; WIERENGA; BISCHOFF-GRETHE, 2020). Observou-se hipoatividade em regiões associadas ao processamento de recompensa alimentar e hiperatividade em circuitos relacionados ao controle cognitivo, o que pode contribuir para manutenção da restrição alimentar mesmo diante de privação fisiológica.
Alterações estruturais também foram descritas, incluindo redução volumétrica transitória em substância cinzenta durante fases agudas de baixo peso, com parcial reversibilidade após reabilitação nutricional. Contudo, alguns estudos sugerem que determinadas alterações corticais podem persistir mesmo após recuperação ponderal, indicando possível traço neurobiológico prévio ao início clínico.
No eixo neuroendócrino, os estudos analisados identificaram alterações significativas nos níveis de leptina, grelina e cortisol, indicando desregulação dos eixos hipotálamo-hipófise-adrenal e hipotálamo-hipófise-gonadal (MONTELEONE; MAJ, 2021). Pacientes com níveis persistentemente elevados de cortisol apresentaram maior associação com sintomas ansiosos e pior resposta terapêutica. Além disso, alterações hormonais mostraram correlação com gravidade clínica e tempo de doença.
No âmbito clínico, verificou-se que pacientes com maior rigidez cognitiva, perfeccionismo elevado e comorbidades psiquiátricas apresentaram maior taxa de recaída e menor adesão ao tratamento (TREASURE; DUARTE; SCHMIDT, 2020). Estudos longitudinais indicaram que intervenções iniciadas precocemente associaram-se a melhores desfechos, especialmente quando combinadas com abordagem familiar estruturada.
Em relação à resposta terapêutica, observou-se que pacientes com menor carga genética de risco e menor comprometimento funcional em circuitos de recompensa apresentaram evolução clínica mais favorável. Por outro lado, maior disfunção em redes de controle cognitivo associou-se a resistência terapêutica, especialmente em quadros crônicos.
A síntese geral dos estudos revelou convergência na compreensão da anorexia nervosa como transtorno com base biológica significativa, no qual fatores genéticos interagem com alterações neurofuncionais e endócrinas, modulando gravidade e prognóstico. Entretanto, identificaram-se lacunas importantes, sobretudo na padronização de biomarcadores prognósticos e na integração entre dados genéticos e evolução longitudinal.
De modo consistente com a hipótese proposta, os achados sugerem que a combinação de vulnerabilidade genética elevada, disfunção em circuitos de recompensa e alterações neuroendócrinas associa-se a maior risco de cronicidade e menor resposta terapêutica. Ainda assim, os estudos ressaltam necessidade de investigações prospectivas que integrem biomarcadores biológicos, avaliação clínica padronizada e seguimento de longo prazo.
Assim, os resultados indicam que a anorexia nervosa deve ser compreendida como transtorno psiquiátrico de base neurobiológica complexa, cuja evolução clínica depende da interação dinâmica entre predisposição genética, funcionamento cerebral e fatores ambientais, reforçando a importância de abordagens terapêuticas personalizadas.
4. DISCUSSÃO
Os achados desta revisão integrativa corroboram a compreensão contemporânea da anorexia nervosa como um transtorno psiquiátrico de base multifatorial, com expressiva participação de fatores genéticos e neurobiológicos na determinação da gravidade clínica e da resposta terapêutica. A análise dos 27 estudos incluídos demonstrou convergência significativa entre vulnerabilidade genética, alterações em circuitos neurais de recompensa e controle inibitório, e desregulação neuroendócrina, sustentando a hipótese inicialmente proposta.
No eixo genético, os estudos de associação genômica ampla confirmam que a anorexia nervosa apresenta herdabilidade elevada e arquitetura poligênica complexa (WATSON et al., 2019; DUNCAN et al., 2022). A identificação de correlações genéticas com transtornos psiquiátricos, como transtorno obsessivo-compulsivo e depressão maior, bem como com variáveis metabólicas, reforça a concepção de que o transtorno possui natureza metabólico-psiquiátrica híbrida. Esses achados ampliam a compreensão tradicional centrada exclusivamente em fatores socioculturais e psicológicos.
As alterações neurofuncionais identificadas nos estudos de neuroimagem sugerem desregulação consistente em circuitos de recompensa e controle cognitivo, particularmente envolvendo córtex pré-frontal dorsolateral, ínsula e estriado ventral (KAYE; WIERENGA; BISCHOFF-GRETHE, 2020). A hiperativação de regiões associadas ao controle inibitório, combinada à hipoatividade em áreas relacionadas ao processamento de recompensa alimentar, pode explicar a manutenção da restrição alimentar mesmo diante de risco físico significativo. Tal padrão neurofuncional sustenta modelos que descrevem a anorexia nervosa como transtorno de rigidez cognitiva e supercontrole comportamental.
No campo neuroendócrino, a disfunção dos eixos hipotálamo-hipófise-adrenal e hipotálamo-hipófise-gonadal observada nos estudos analisados (MONTELEONE; MAJ, 2021) evidencia que alterações hormonais não são apenas consequências do baixo peso, mas também potenciais moduladores do curso clínico. A associação entre níveis elevados de cortisol e pior prognóstico sugere que a resposta crônica ao estresse pode perpetuar o quadro psicopatológico e dificultar a recuperação.
A hipótese central deste estudo — de que a combinação entre vulnerabilidade genética, alterações em circuitos neurais e disfunções hormonais associa-se a maior gravidade e menor resposta terapêutica — encontra respaldo nos resultados sintetizados. Pacientes com maior carga poligênica e maior comprometimento funcional em redes de recompensa apresentaram maior risco de cronicidade e recaída, enquanto intervenções precoces demonstraram potencial atenuador desses desfechos (TREASURE; DUARTE; SCHMIDT, 2020).
Do ponto de vista clínico, esses achados reforçam a necessidade de abordagens terapêuticas integradas, que considerem não apenas aspectos nutricionais e psicoterápicos, mas também vulnerabilidades biológicas individuais. A ausência, contudo, de biomarcadores padronizados limita a aplicação prática imediata desses conhecimentos. A heterogeneidade metodológica dos estudos incluídos e a predominância de amostras femininas também constituem limitações relevantes identificadas nesta revisão.
Adicionalmente, observou-se lacuna na integração longitudinal entre marcadores genéticos e evolução clínica a longo prazo. A maioria dos estudos ainda apresenta delineamento transversal, o que dificulta estabelecer relações causais robustas entre alterações biológicas e prognóstico. Assim, futuras pesquisas devem priorizar modelos prospectivos e multicêntricos, com avaliação combinada de biomarcadores genéticos, hormonais e neurofuncionais.
Em síntese, os resultados desta revisão sustentam a concepção de que a anorexia nervosa transcende a dimensão exclusivamente psicossocial, configurando-se como transtorno psiquiátrico de base neurobiológica complexa. A integração entre predisposição genética, funcionamento cerebral e fatores ambientais parece desempenhar papel determinante na trajetória clínica, na gravidade sintomatológica e na resposta ao tratamento.
5. CONCLUSÃO/CONSIDERAÇÕES FINAIS
A presente revisão integrativa evidenciou que a anorexia nervosa constitui um transtorno de base multifatorial, no qual vulnerabilidade genética, alterações em circuitos neurais de recompensa e controle cognitivo, e disfunções neuroendócrinas interagem de maneira dinâmica, influenciando gravidade clínica, risco de cronicidade e resposta terapêutica.
Os achados confirmam a hipótese de que a presença combinada desses fatores biológicos associa-se a pior prognóstico e maior resistência ao tratamento, ressaltando a importância de estratégias terapêuticas precoces e individualizadas. Apesar dos avanços na identificação de marcadores genéticos e neurofuncionais, ainda há lacunas na padronização de biomarcadores prognósticos aplicáveis à prática clínica.
Dessa forma, conclui-se que a compreensão integrada dos mecanismos biológicos subjacentes à anorexia nervosa é fundamental para o desenvolvimento de intervenções mais eficazes, personalizadas e baseadas em evidências, com potencial para reduzir a morbimortalidade associada ao transtorno. Investigações futuras, especialmente com delineamentos longitudinais e abordagem translacional, são necessárias para consolidar a aplicabilidade clínica desses achados.
REFERÊNCIAS
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1Discente do Curso Superior de Medicina da UNESC Campus colatina
2Docente do Curso Superior de Psicologia da Multivix Campus Vitória. Mestre em Psicologia Social (PPGPS/UERJ)
