REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/dt10202512150825
Ana Cunha1; Sónia Miguel2; Cláudia Lopes3; Paulo Reisinho1; Tathiane Lopes1; Ana Pinela4; Lídia Correia5
Resumo
Introdução: Os acidentes vasculares cerebrais (AVC) são uma das três principais causas de anos de vida perdidos devido a mortalidade prematura. A maioria dos fatores de risco cardiovascular (FRCV), estão relacionados com o estilo de vida, sendo, portanto, modificáveis. Contudo, esta mudança exige motivação e consistência.
Metodologia: Foram realizados rastreios oportunísticos aos profissionais de um hospital central, através de um questionário sobre estado geral de saúde e de medições de tensão arterial (TA), glicemia e peso. O Serviço de Saúde Ocupacional (SSO) analisou os dados e definiu critérios para intervenção de acordo com a TA, Índice de Massa Corporal (IMC) e glicemia.
Resultados: Foram contabilizados 247 rastreios. Dos participantes, 27,5% tinham HTA, 6,5% diabetes mellitus e 31,2% dislipidemia. 61,1% tinham excesso de peso e 57,7% eram sedentários. O SSO interveio em 34 profissionais: 14 reuniram o critério do IMC, e foram encaminhados para consulta de nutrição, e 20 reuniram o critério da TA e foram seguidos semanalmente para vigilância de TA. Destes, 3 mantiveram valores de TA persistentemente elevados, tendo sido encaminhados ao Médico de Família, 6 modificaram hábitos de vida, com consequente normalização da TA e 5 mantiveram valores normotensionais ao longo deste período.
Discussão/Conclusão: Independentemente da estratégia de rastreio, a detecção precoce de FRCV pode despoletar mudanças comportamentais relacionados com o estilo de vida. Os SSO, pelas suas características e capacidade de intervenção estruturada, assumem um papel central na promoção de estilos de vida saudáveis e na criação de ambientes laborais promotores de saúde.
Palavras-chave: Fatores de risco cardiovascular. Rastreios oportunísticos. Mudança comportamental. Serviços de Saúde Ocupacional
Abstract
Introduction: Stroke is one of the three leading causes of years of life lost due to premature mortality. Most cardiovascular risk factors (CVRF) are lifestyle-related and therefore modifiable. However, such change requires motivation and consistency.
Methodology: Opportunistic screenings were conducted with professionals at a central hospital, using a general health questionnaire and measurements of blood pressure (BP), blood glucose, and weight. The Occupational Health Service (OHS) analysed the data and defined intervention criteria based on BP, Body Mass Index (BMI), and glucose levels.
Results: A total of 247 screenings were conducted. Among participants, 27.5% had hypertension, 6.5% had diabetes mellitus, and 31.2% had dyslipidaemia. Additionally, 61.1% were overweight and 57.7% were sedentary. The OHS intervened in 34 cases: 14 met the BMI criteria and were referred to a nutrition consultation, while 20 met the BP criteria and were monitored weekly. Of these, 3 maintained persistently high BP and were referred to their General Practitioner; 6 adopted lifestyle changes resulting in normalised BP; and 5 remained normotensive throughout the monitoring period.
Discussion/Conclusion: Regardless of the screening strategy used, early detection of CVRF can trigger behavioural changes related to lifestyle. Due to their structure and capacity for targeted intervention, OHS play a central role in promoting healthy lifestyles and fostering health-enhancing workplace environments.
Introdução
As doenças cardiovasculares são responsáveis pela maioria das mortes por doenças não transmissíveis, sendo que uma parte considerável dessas mortes (46%) ocorre em indivíduos no seu período de vida ativa (1,2). Os acidentes vasculares cerebrais (AVC) são uma das três principais causas de anos de vida perdidos devido a mortalidade prematura (3).
A maioria dos fatores de risco cardiovascular (FRCV), como o sedentarismo, a dislipidémia, a hipertensão arterial (HTA), a diabetes mellitus (DM), a obesidade, os hábitos tabágicos e o consumo de álcool, estão relacionados com o estilo de vida, e, portanto, são passíveis de modificação (4,5).
Contudo, a mudança de hábitos relacionados com o estilo de vida é um processo que exige motivação e consistência, e portanto, difícil de manter no tempo. Não existe evidência robusta sobre qual a melhor abordagem para a mudança de hábitos em indivíduos com FRCV(1). Concomitantemente, também falta maior evidência sobre qual o melhor método de rastreio de FRCV: oportunístico ou programado.(6)
O objetivo principal deste trabalho foi identificar profissionais de saúde com FRCV e definir um plano de intervenção para adoção de hábitos de vida mais saudáveis.
Como objetivo secundário, pretendeu-se avaliar a associação entre vários FRCV, com o intuito de identificar padrões que possam orientar estratégias de promoção da saúde e prevenção de doenças cardiovasculares.
Metodologia
No âmbito da efeméride do dia do AVC, foi realizado um estudo transversal, descritivo e analítico através da aplicação de um questionário sobre o estado geral de saúde e de medições de tensão arterial (TA), frequência cardíaca, glicemia e peso. Posteriormente, os dados recolhidos foram analisados pelo Serviço de Saúde Ocupacional (SSO). Foram definidos critérios para intervenção do SSO de acordo com a TA, Índice de Massa Corporal (IMC) e glicemia.
O critério da TA era cumprido se o trabalhador apresentasse história pessoal de HTA e uma medição de TA sistólica ≥ 140 mmHg e/ou diastólica ≥ 90 mmHg; se não apresentasse história pessoal de HTA e tivesse uma medição de TA sistólica ≥ 160 mmHg e/ou diastólica ≥ 100 mmHg; ou se, na ausência de história pessoal de HTA, apresentasse um IMC ≥ 30 acompanhado de uma medição de TA sistólica ≥ 140 mmHg e/ou diastólica ≥ 90 mmHg.
O critério da glicemia era cumprido se se verificasse uma glicemia ocasional superior a 200 mg/dl.
Por fim, o critério do IMC era cumprido se o trabalhador apresentasse um IMC ≥ 30, associado a história pessoal de HTA, diabetes mellitus (DM) e/ou dislipidemia.
Todos os profissionais que cumpriram um destes três critérios de intervenção foram aconselhados sobre hábitos de vida saudável. Para quem cumpriu o critério da TA, foi feita vigilância tensional semanal no SSO durante 4 meses. Para quem cumpriu o critério da glicemia ou IMC, foram dadas informações sobre o encaminhamento para consulta de nutrição. O encaminhamento para o médico de família foi ponderado individualmente.
Quem não reuniu nenhum critério manteve a vigilância periódica de saúde no SSO.
Os dados foram tratados através do software Statistical Package for Social Sciences (SPSS), versão 29. Foi feita uma análise estatística descritiva e aplicou-se o Teste do Qui-Quadrado e o Teste Exato de Fisher para avaliar a relação entre variáveis categóricas. Foi considerada uma significância estatística de 5%.
Resultados
Caracterização da amostra
Foram contabilizados 247 rastreios. A maioria (82%) era do sexo feminino, com uma idade compreendida entre 18 e 72 anos, com uma média de 47 anos. Quanto à categoria profissional, cerca de um terço (30,3%) era Assistente Operacional/Técnico Auxiliar de Saúde, 13% eram Enfermeiros e Assistentes Técnicos, 12,1% eram Técnicos Superiores de Diagnóstico e Terapêutica e 4,5% eram médicos. 27,1% pertenciam a outras categorias profissionais, tais como Técnicos Superiores e Técnicos Superiores de Saúde.
Em relação às variáveis apuradas através do questionário, 27,5% dos participantes tinham HTA, 6,5% tinham DM, 31,2% tinham dislipidemia e 36% tinham outras doenças. Quase metade (46,6%) dos profissionais tomava medicação cronicamente, sendo que destes, 54% tomava medicação para HTA, DM e/ou dislipidemia e os restantes para outras patologias, essencialmente do foro psiquiátrico e reumatológico. Em termos de hábitos de vida, a maioria (57,7%) tinha um estilo de vida sedentário e cerca de um quinto (20,9%) tinha hábitos tabágicos ativos.
Em relação aos resultados das medições, a TA sistólica variou entre 92 e 179 mmHg, com uma média de 126 mmHg e a TA diastólica variou entre 46 e 117 mmHg, com uma média de 75 mmHg. A glicemia máxima foi de 189 mg/dl. O peso variou entre os 41 kg e os 148 kg e o IMC entre 17,2 e 42,8 (Tabela 1).

A Tabela 2 mostra-nos a distribuição das classes de IMC.De referir que a maioria (61,1%) tinha excesso de peso ou obesidade.

O SSO interveio em 34 profissionais. O critério da TA foi cumprido por 20 profissionais e o critério do IMC por 14. Nenhum profissional cumpriu o critério da glicemia. Dos trabalhadores que cumpriram o critério da TA, 3 mantiveram valores de TA persistentemente elevados, tendo sido encaminhados para o médico de família para ajuste de medicação antihipertensora; 6 modificaram hábitos de vida, com consequente normalização da TA e 5 mantiveram valores normotensionais ao longo deste período, pelo que não houve necessidade de outras abordagens.
Relação entre as variáveis
Verificou-se uma relação estatisticamente significativa entre o sedentarismo e a história pessoal de HTA, a toma de medicação e o tabagismo ativo. Por outro lado, não foi possível estabelecer uma relação estatisticamente significativa entre o sedentarismo e a história pessoal de DM e de dislipidemia (Tabela 3).

Verificou-se uma relação estatisticamente significativa entre as várias classes de IMC e a história pessoal de HTA e toma de medicação. Houve uma tendência à significância estatística entre as várias classes de IMC e a história pessoal de DM. Não foi possível estabelecer uma relação estatisticamente significativa entre as várias classes de IMC e a história pessoal de dislipidemia (Tabela 4).

Discussão
Os resultados obtidos mostraram que mais de metade dos participantes tinha hábitos de vida sedentários e excesso de peso, e praticamente metade cumpria medicação cronicamente, sendo que nestes, a maioria era destinada ao controlo de patologias que interferem no Risco Cardiovascular (RCV). Importa referir que cerca de um quinto dos inquiridos tinha hábitos tabágicos ativos, o que constitui um fator de risco cardiovascular.
Verificou-se uma relação estatisticamente significativa entre o sedentarismo e a história pessoal de HTA, a toma de medicação e o tabagismo ativo. Foi também possível estabelecer uma associação entre as várias classes de IMC e a história pessoal de HTA e a toma de medicação. Houve ainda uma tendência à significância estatística entre as várias classes de IMC e a história pessoal de DM.
Por outro lado, não foi possível estabelecer uma relação estatisticamente significativa não só entre o sedentarismo e a história pessoal de DM e de dislipidemia, como também
entre as várias classes de IMC e a história pessoal de dislipidemia. Neste caso, a ausência de significância parece estar mais relacionada com a potência insuficiente para mostrar a associação do que com a ausência de relação.
Estas associações sugerem que, intervindo apenas num fator, se consegue influenciar vários em simultâneo. Apesar de as intervenções focadas apenas num fator serem eficazes em reduzir o RCV, as intervenções focadas na dieta e na prática de exercício físico em simultâneo são mais eficazes e custo-efetivas.(7,8)
Independentemente da estratégia de rastreio utilizada (em massa, dirigido a grupos de risco, ou oportunístico), a detecção precoce FRCV pode despoletar mudanças de comportamentos relacionados com o estilo de vida.(9) No entanto, uma detecção precoce nem sempre se traduz diretamente na redução da morbimortalidade por doenças cardiovasculares, apesar de faltar evidência em contextos específicos, como nos locais de trabalho ou em grupos na comunidade.(6)
A manutenção de novos hábitos de vida é frequentemente dificultada por vários fatores. Os processos de mudança comportamental são longos, sem resultados imediatos e, frequentemente, têm um acompanhamento insuficiente por parte de profissionais de saúde. Por outro lado, a conciliação entre a vida profissional e pessoal revela-se particularmente exigente e desafiante. Adicionalmente, a percepção do risco cardiovascular é complexa, o que prejudica a manutenção da motivação necessária, por dificultar a definição de objetivos concretos e a avaliação do progresso.
De facto, sabe-se que as mudanças do estilo de vida são mais eficazes quando são realizadas em grupo, quando há reforço constante por profissionais e outras pessoas que acompanham o processo, e quando há avaliação frequente dos resultados, incluindo as mudanças no RCV.(7) Efetivamente, a percepção de RCV e a sua comunicação são um trigger importante para estimular a adoção e manutenção de hábitos de vida saudáveis.(7)
Neste processo, é importante considerar o indivíduo de forma holística, pelo que se deve ter em conta a existência de patologias psiquiátricas não controladas e garantir a referenciação adequada destes casos para profissionais de saúde mental.(1,8,10)
Assim, os Serviços de Saúde Ocupacional (SSO), devido às suas características, podem assumir um papel importante neste processo, pela maior acessibilidade e proximidade com o trabalhador, capacidade de intervenção a nível individual e em grupo, vigilância periódica do estado de saúde dos trabalhadores, e experiência na comunicação de risco.(10)
A adoção de comportamentos saudáveis é fortemente condicionada por fatores ambientais, sendo o ambiente externo um determinante relevante na modulação de escolhas individuais. Nesse sentido, as intervenções de saúde pública revelam-se particularmente eficazes e custo-efetivas.(1,8) No entanto, considerando que o período laboral constitui uma parcela significativa do dia-a-dia dos indivíduos, os locais de trabalho devem, também, ser concebidos como espaços estratégicos para a promoção da saúde. Neste contexto, os SSO desempenham um papel ativo e basilar, devendo atuar em articulação com as restantes estruturas institucionais para implementar medidas que favoreçam ambientes organizacionais promotores de saúde.
Neste processo, a articulação entre os SSO e os cuidados de saúde primários é essencial para alinhar estratégias de intervenção e assegurar o seguimento clínico adequado dos indivíduos com patologias identificadas. Adicionalmente, os médicos de família, por conhecerem o contexto familiar e social dos indivíduos, conseguem atuar em determinantes de saúde diferentes.(11)
A principal limitação da nossa intervenção foi não ter sido aproveita a oportunidade para intervenção em grupo. Teria também sido interessante reavaliar os resultados ao fim de 1 ano, para perceber se as mudanças se mantiveram a médio prazo. No entanto, a vigilância de FRCV está incluída na vigilância periódica de saúde realizada no SSO. Devido ao desenho do estudo, os resultados podem ter sido influenciados quer por vieses de informação, como o viés da desejabilidade social, quer pelo viés de seleção. Ainda assim, é importante reconhecer que os indivíduos que aderem a este tipo de rastreios tendem a estar mais sensibilizados para a temática em questão e mais receptivos à informação e às recomendações recebidas. Esta predisposição traduz-se numa maior probabilidade de sucesso na adoção de mudanças comportamentais.
Estudos futuros poderão explorar o impacto de intervenções em grupo no local de trabalho, bem como a relação entre a literacia em saúde, a percepção de risco cardiovascular, e a adesão a mudanças comportamentais relacionadas com o estilo de vida.
Conclusões
Este estudo revelou uma elevada prevalência de fatores de risco cardiovascular modificáveis entre os participantes, com associações significativas entre sedentarismo, excesso de peso e patologias crónicas, como a HTA e a DM. Os resultados obtidos reforçam a importância da detecção precoce de fatores de risco cardiovascular como catalisador para mudanças de hábitos de vida, independentemente da estratégia de rastreio utilizada. A eficácia dessas mudanças depende da monitorização contínua e da comunicação clara do risco cardiovascular, sendo que as intervenções em grupo demonstram maior eficácia a longo prazo.
Os Serviços de Saúde Ocupacional, pelas suas características e capacidade de intervenção estruturada, tanto a nível individual como organizacional, assumem um papel central na promoção de estilos de vida saudáveis e na criação de ambientes laborais promotores de saúde.
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1Interna de Formação Especializada de Medicina do Trabalho da Unidade Local de Saúde de Almada-Seixal
2Enfermeira do Trabalho da Unidade Local de Saúde de Almada-Seixal
3Psicóloga Clínica responsável pela consulta de Psicologia do Serviço de Saúde Ocupacional da Unidade Local de Saúde de Almada-Seixal
4Interna de Formação Especializada de Medicina do Trabalho da Unidade Local de Saúde de Amadora-Sintra
5Médica do Trabalho da Unidade Local de Saúde de Almada-Seixal
