NURSING CARE IN THE ADMINISTRATION OF VASOACTIVE DRUGS IN THE INTENSIVE CARE UNIT
REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/cl10202511131811
Sérgio Bruno dos Santos Silva
Hyllary Kendhally Moraes de Carvalho
Larissa Paiva de Oliveira
Elizabeth Cristina Ferreira Coimbra
Renata Cavalcante dos Santos
Robson Abreu Carvalho
Viviane Guimarães Sousa
Reyjane Oliveira Silva
Kethully Soares Vieira
Shelly Leão Ramos
Resumo
Objetivo: Identificar os cuidados de enfermagem na administração de drogas vasoativas na unidade de terapia intensiva. Metodologia: A presente pesquisa trata-se de uma revisão bibliográfica de natureza descritiva qualitativa, A pesquisa em questão foi executada em 5 etapas: delimitação do tema; recorte temporal; pesquisa bibliográfica; seleção dos estudos a partir dos critérios de inclusão e exclusão; análise e síntese dos resultados. Resultados: A administração de drogas vasoativas na unidade de terapia intensiva (UTI) é uma prática complexa que exige do enfermeiro conhecimento técnico, habilidade crítica e atenção constante, considerando os riscos potenciais e benefícios desses medicamentos. Considerações finais: Os cuidados de enfermagem na administração de drogas vasoativas na UTI representam um componente essencial para garantir a estabilidade hemodinâmica e a segurança do paciente crítico. Além da execução correta das técnicas, o trabalho do enfermeiro envolve tomada de decisão, antecipação de problemas e avaliação clínica constante. Esse papel ativo torna o profissional de enfermagem um pilar indispensável no cuidado intensivo, destacando a importância de valorizar e considerar sua atuação.
Palavras-chaves: Recém-nascido; Drogas vasoativa; Terapia intensiva; Medicamentos.
Abstract
Objective: To identify nursing care in the administration of vasoactive drugs in the intensive care unit. Methodology: This research is a qualitative descriptive literature review. The research in question was carried out in 5 stages: delimitation of the theme; time frame; bibliographic search; selection of studies based on the inclusion and exclusion criteria; analysis and synthesis of results. Results: The administration of vasoactive drugs in the intensive care unit (ICU) is a complex practice that requires technical knowledge, critical skills and constant attention from the nurse, considering the potential risks and benefits of these medications. Final considerations: Nursing care in the administration of vasoactive drugs in the ICU represents an essential component to ensure hemodynamic stability and safety of critically ill patients. In addition to the correct execution of techniques, the nurse’s work involves decision-making, anticipation of problems and constant clinical evaluation. This active role makes the nursing professional an indispensable pillar in intensive care, highlighting the importance of valuing and considering their performance.
Keywords: Newborn; Vasoactive drugs; Intensive Therapy; Medications.
1. Introdução
As drogas vasoativas (DVAs) são medicamentos amplamente utilizados em unidades de terapia intensiva (UTI) com o objetivo de promover o suporte hemodinâmico de pacientes em estado crítico. Esses medicamentos exercem efeitos diretos sobre os vasos sanguíneos e o coração, sendo essenciais no manejo de condições clínicas que comprometem a perfusão tecidual e a estabilidade circulatória (Bordanelli & Hangai, 2024).
O conceito de droga vasoativa abrange substâncias que atuam no tônus vascular e na contratilidade cardíaca, podendo causar vasoconstrição, vasodilatação ou alterações na frequência e força de contração do miocárdio. A escolha do medicamento adequado depende do quadro clínico do paciente e da resposta terapêutica desejada, exigindo uma avaliação minuciosa da condição hemodinâmica (Oliveira.,et al, 2023).
Os DVAs são indicados em diversas situações críticas, como choque séptico, choque cardiogênico, hipotensão refratária, insuficiência cardíaca grave e outras síndromes de baixo débito cardíaco. Nesses contextos, elas são utilizadas para restaurar a pressão arterial, melhorar a perfusão dos órgãos necessários e garantir a oxigenação adequada dos tecidos (Junior., et al, 2022).
Entre os principais medicamentos classificados como drogas vasoativas, destacam-se a noradrenalina, dopamina, dobutamina, adrenalina, vasopressina e milrinona. Cada uma dessas substâncias possui mecanismos de ação específicos, que devem ser considerados de acordo com as necessidades fisiológicas do paciente e os objetivos terapêuticos específicos (Bordanelli & Hangai, 2024).
A utilização de DVAs requer monitoramento rigoroso e contínuo, dada a sua ação potente e o risco elevado de efeitos adversos. Por isso, seu uso é restrito a ambientes como UTI, onde há recursos para acompanhamento intensivo e intervenções imediatas em caso de complicações (Oliveira.,et al, 2023).
Essas drogas são, geralmente, administradas por via intravenosa contínua, preferencialmente por acesso venoso central, o que permite maior segurança na infusão e eficácia na ação farmacológica. A titulação das doses é feita de forma individualizada, com base na resposta clínica e em parâmetros hemodinâmicos avaliados constantemente (Nescente, Bertuci & Adami, 2023).
2. Método
A presente pesquisa trata-se de uma revisão bibliográfica de natureza descritiva qualitativa, tendo como questão norteadora: “Quais são os cuidados de enfermagem na administração de drogas vasoativas na unidade de terapia intensiva ?”. A pesquisa em questão foi executada em 5 etapas: delimitação do tema; recorte temporal; pesquisa bibliográfica; seleção dos estudos a partir dos critérios de inclusão e exclusão; análise e síntese dos resultados.
Para o direcionamento da revisão, foi feito um levantamento de dados pela Internet através do sítio da biblioteca virtual da saúde (BVS) por meio dos descritores: drogas vasoativas; cuidados de enfermagem; unidade de terapia intensiva, que foram previamente consultados no (DeSC) e combinados pelo termo booleano AND. Após a busca foram selecionados artigos indexados nas bases de dados da MEDLINE, PUBMED, LILACS gerando um total de 7 trabalhos utilizados para a composição do corpo teórico da pesquisa em questão.
Posterior ao processo de busca,a coleta das pesquisas utilizadas como base do presente trabalho, foi fundamentada nos seguintes critérios de inclusão: trabalhos publicados entre os anos de 2020 e 2025; análise dos títulos a fim de obter a confirmação da contemplação do eixo temático pesquisado; leitura na íntegra como forma de segunda confirmação da aplicabilidade dos estudos levantados no corpo teórico da pesquisa em questão. Como critério de exclusão, foram descartados aqueles documentos cujo e nem o resumo contemplasse o tema abordado neste trabalho, e pesquisas somente disponibilizadas na língua estrangeira e realizadas antes de 2020.
3. Resultados
| Autor/ano | Título | Metodologia |
| Bendinelli, P.C., Hangai, R.K (2024). | Estratégias para a promoção da segurança do paciente em unidades de terapia intensiva pediátrica: revisão integrativa | Revisão integrativa |
| Coelho, W.M., Brasileiro, M.E (2023). | Procedimento operacional Padrão para a Assistência de Enfermagem na Diluição e Administração de Drogas Vasoativas em Unidade de Terapia Intensiva | Revisão integrativa da literatura |
| Junior,V.A., Branco., A.L.G.C., Cavalcanti, A.L.M., Barros., B.S., Negreiros., F.S., Rosa.,I.F., Portela., L.P., Teixeira., L.N.A (2022). | Uso de drogas vasoativas no manejo do choque: uma revisão da literatura. | Revisão da literatura |
| Maciel, G.A., Vieira., I.C.A., Silva, T.S., SILVA, M.L.M.S., Maluf, D.F., Souza, J.G., Diotildes, I.S., Buso, A.V.L., Silva, P.T.L (2024). | Fisiologia e farmacologia das drogas vasoativas: o impacto no sistema cardiovascular de pacientes em estado crítico. | Revisão da literatura |
| Nescente, A.F.O., Bertuci, J.V.F., Adami, E.R (2023). | Além Da Prescrição: Como A Educação Em Saúde Pode Impactar No Uso Das Drogas | Revisão sistemática |
| Oliveira, C.B.S., Araújo, T.O., Dantas, J.T.S., Gomes, G.E.R., Nascimento, D.J.S., Silva, A.S (2023). | Cuidados de enfermagem na administração de drogas vasoativas em Unidade de Terapia Intensiva: uma revisão integrativa | Revisão integrativa da literatura |
| Souza, L.A., Consorti, A.H., Machado, N.L.M (2021). | Cuidados de enfermagem na administração de drogas vasoativas em pacientes internados na unidade de terapia intensiva | Revisão integrativa da literatura |
4. Discussões
A administração de drogas vasoativas na unidade de terapia intensiva (UTI) é uma prática complexa que exige do enfermeiro conhecimento técnico, habilidade crítica e atenção constante, considerando os riscos potenciais e benefícios desses medicamentos. As drogas vasoativas, como noradrenalina, dopamina, dobutamina e vasopressina, são utilizadas para sustentar a pressão arterial e melhorar a perfusão tecidual em pacientes críticos, frequentemente com choque séptico, cardiogênico ou distributivo. Nesse contexto, os cuidados de enfermagem são fundamentais para garantir segurança, eficácia e prevenção de complicações (Souza, Consorti & Machado,2021).
O preparo e a diluição de drogas vasoativas representam uma etapa crucial, uma vez que erros de dosagem ou diluição podem causar eventos adversos graves, como hipertensão extrema, arritmias ou necrose tecidual. O enfermeiro deve seguir as recomendações do fabricante, utilizar materiais adequados e garantir a rotulagem correta das seringas e bombas de infusão. Além disso, a infusão desses medicamentos deve ser realizada preferencialmente por acesso venoso central, o que exige atenção profissional quanto à permeabilidade do cateter, integridade do curativo e prevenção de infecções (Coelho & Brasileiro,2023).
Outro aspecto essencial é a monitoração contínua dos sinais específicos, parâmetros hemodinâmicos e perfusão periférica. O enfermeiro deve monitorar pressão arterial invasiva ou não invasiva, frequência cardíaca, diurética, nível de consciência e saturação periférica de oxigênio, avaliando constantemente a resposta do paciente à medicação. Alterações nesses parâmetros desabilitam a comunicação imediata com a equipe médica para ajustes na dose ou troca do vasoativo, garantindo a estabilidade clínica do paciente (Maciel., et al, 2024).
A titulação de drogas vasoativas é uma das responsabilidades mais sensíveis da enfermagem na UTI. Pequenas alterações na velocidade de infusão podem gerar mudanças hemodinâmicas significativas, sendo essencial que o enfermeiro esteja atento às prescrições, saiba identificar sinais de melhoria ou piora clínica e tenha agilidade para adaptar a bomba de infusão conforme a necessidade. Erros nesse processo podem comprometer a segurança do paciente, reforçando a importância de capacitação e experiência profissional (Nescente, Bertuci & Adami, 2023).
Os cuidados de enfermagem também incluem prevenção de complicações associadas, como isquemia periférica, necrose tecidual por extravasamento e alterações metabólicas. Isso envolve a inspeção frequente de extremidades, monitoramento de temperatura e coloração sistêmica, atenção ao dorso ou queixas do paciente, além de cuidados específicos com o local de inserção do cateter venoso central. Quando identificados precocemente, sinais de complicações podem evitar estágios graves e permitir intervenções rápidas (Oliveira.,et al, 2023).
Outro ponto relevante é a comunicação efetiva entre a equipe multiprofissional. O enfermeiro atua como o entre médicos, farmacêuticos e fisioterapeutas, garantindo que informações sobre doses, respostas clínicas e intercorrências sejam compartilhadas de forma clara e tempestiva. Essa integração é fundamental para decisões terapêuticas seguras e para o acompanhamento global do paciente crítico (Bordanelli & Hangai, 2024).
A utilização de protocolos institucionais baseados em evidências é uma ferramenta que potencializa a qualidade do cuidado. Protocolos de uso de drogas vasoativas padronizam condutas, minimizam erros e facilitam a tomada de decisão da equipe, além de garantir uniformidade nas práticas assistenciais. O enfermeiro tem papel ativo na elaboração, atualização e aplicação desses protocolos, reforçando sua função não apenas assistencial, mas também gerencial e educativa (Junior., et al, 2022).
Além do conhecimento técnico, a administração segura de drogas vasoativas exige do enfermeiro competências emocionais, como autocontrole, atenção plena e capacidade de trabalhar sob pressão. A rotina da UTI é marcada por situações críticas e imprevisíveis, e o profissional precisa manter a calma e a racionalidade para garantir que todas as etapas do cuidado sejam cumpridas com excelência, mesmo diante de emergências (Souza, Consorti & Machado,2021).
A educação continuada é outro elemento indispensável para manter uma equipe de enfermagem atualizada sobre novas evidências, tecnologias e diretrizes relacionadas ao uso de drogas vasoativas. Investir em treinamentos periódicos, simulações realísticas e discussão de casos clínicos fortalece a prática baseada em evidências e melhora os resultados clínicos dos pacientes. O apoio institucional nesse processo é fundamental para criar uma cultura de aprendizagem constante e valorização da qualidade assistencial (Coelho & Brasileiro,2023).
5. Considerações finais
Os cuidados de enfermagem na administração de drogas vasoativas na UTI representam um componente essencial para garantir a estabilidade hemodinâmica e a segurança do paciente crítico. Além da execução correta das técnicas, o trabalho do enfermeiro envolve tomada de decisão, antecipação de problemas e avaliação clínica constante. Esse papel ativo torna o profissional de enfermagem um pilar indispensável no cuidado intensivo, destacando a importância de valorizar e considerar sua atuação.
O profundo conhecimento sobre farmacologia, diluições, vias de administração e monitoramento hemodinâmico é apenas uma parte das competências. O enfermeiro deve ser capaz de interpretar sinais clínicos e laboratoriais, identificar rapidamente alterações e colaborar de forma eficaz com a equipe multiprofissional. Essa integração entre saber técnico e julgamento clínico fortalece a qualidade da assistência e amplia a segurança do paciente.
Outro aspecto relevante é o papel preventivo que o enfermeiro exerce na redução de drogas associadas às vasoativas. Por meio de práticas seguras, inspeção rigorosa e manutenção de dispositivos, o profissional contribui diretamente para minimizar riscos como extravasamento, isquemia e infecções relacionadas ao cateter. Essa atuação proativa reforça a visão de que a enfermagem vai além das ordens médicas, assumindo protagonismo no cuidado.
As instituições de saúde têm a responsabilidade de fornecer condições adequadas para a atuação segura do enfermeiro, incluindo treinamentos, protocolos atualizados, equipamentos de segurança e dimensionamento correto das equipes. Sem essas bases estruturais, torna-se difícil manter padrões de excelência no uso de drogas vasoativas. Assim, as considerações finais não podem ignorar o papel das organizações em apoiar e sustentar a prática de qualidade na UTI.
Desse modo, é importante considerar que a administração de drogas vasoativas, embora centrada na estabilização fisiológica, também deve levar em consideração o aspecto humano do cuidado. O paciente crítico é um ser vulnerável, muitas vezes inconsciente, mas que merece ser tratado com dignidade e respeito. Incorporar práticas humanizadas, mesmo em contextos altamente tecnológicos, é um desafio ético para a enfermagem e deve ser um compromisso permanente das equipes que atuam em terapia intensiva.
6. Referências
Bendinelli, P.C., Hangai, R.K (2024). Estratégias para a promoção da segurança do paciente em unidades de terapia intensiva pediátrica: revisão integrativa. Rev. Adm.Saúde v.24, n.24. https://cqh.org.br/ojs-2.4.8/index.php/ras/article/view/380/564.
Coelho, W.M., Brasileiro, M.E (2023). Procedimento Operacional Padrão para a Assistência de Enfermagem na Diluição e Administração de Drogas Vasoativas em Unidade de Terapia Intensiva. EVPPUC GO V.49, P.1-9.
Junior,V.A., Branco., A.L.G.C., Cavalcanti, A.L.M., Barros., B.S., Negreiros., F.S., Rosa.,I.F., Portela., L.P., Teixeira., L.N.A (2022). Uso de drogas vasoativas no manejo do choque: uma revisão da literatura. Research, Society and Development, v.11, n.10. file:///C:/Users/Giuliana%20Andrade/Downloads/32453-Article-366840-1-10-20220726%20(1).pdf.
Maciel, G.A., Vieira., I.C.A., Silva, T.S., SILVA, M.L.M.S., Maluf, D.F., Souza, J.G., Diotildes, I.S., Buso, A.V.L., Silva, P.T.L (2024). Fisiologia e farmacologia das drogas vasoativas: o impacto no sistema cardiovascular de pacientes em estado crítico. https://periodicos.newsciencepubl.com/ans/article/view/1753.
Nescente, A.F.O., Bertuci, J.V.F., Adami, E.R (2023). Além Da Prescrição: Como A Educação Em Saúde Pode Impactar No Uso Das Drogas Vasoativas. Revista Professare, v.12, n.2. https://periodicos.uniarp.edu.br/index.php/professare/article/view/3054.
Oliveira, C.B.S., Araújo, T.O., Dantas, J.T.S., Gomes, G.E.R., Nascimento, D.J.S., Silva, A.S (2023). Cuidados de enfermagem na administração de drogas vasoativas em Unidade de Terapia Intensiva: uma revisão integrativa. Revista Cereus. https://ojs.unirg.edu.br/index.php/1/article/view/4453.
Souza, L.A., Consorti, A.H., Machado, N.L.M (2021). Cuidados de enfermagem na administração de drogas vasoativas em pacientes internados na unidade de terapia intensiva. Medicus v.3, n.2.https://www.cognitionis.inf.br/index.php/medicus/article/view/150.
