REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/ni10202510311936
Isabela Marcelino Maltezo
Catarina Soares Silveira
RESUMO
A hiperplasia fibrosa inflamatória, frequentemente observada em portadores de próteses totais de longa duração, sucede da associação entre fatores mecânicos locais e condições sistêmicas capazes de modificar a resposta dos tecidos orais. Entre essas condições, destacam-se o diabetes mellitus, a imunossupressão e a osteoporose, que, ao influenciarem a homeostase tecidual, podem predispor ao desenvolvimento da lesão. Investigar a correlação entre doenças sistêmicas diabetes mellitus, imunossupressão e osteoporose com a predisposição ao desenvolvimento de hiperplasia fibrosa em usuários de prótese total. Trata-se de um uma revisão de literatura com amostra de artigos, revistas odontológicas e demais periódicos retirados das bases de dados como Scielo, BVS, CAPES, Pubmed e google acadêmico, com a devida aplicação de descritores. Foram coletados dados clínicos de artigos, contemplando o tempo de uso da prótese, adaptação da prótese e a presença de hiperplasia fibrosa correlacionados ao histórico sistêmico. A suposição principal é que a presença de doenças sistêmicas está associada a maior prevalência de hiperplasia fibrosa inflamatória, sugerindo relação significativa entre condições sistêmicas e o desenvolvimento da lesão.
Palavras chaves: Hiperplasia Fibrosa; Próteses Totais; Diabetes Mellitus; Imunossupressão; Osteoporose.
ABSTRACT
Inflammatory fibrous hyperplasia, commonly observed in long-term complete denture wearers, results from the association between local mechanical factors and systemic conditions capable of modifying the response of oral tissues. Notable among these conditions are diabetes mellitus, immunosuppression, and osteoporosis, which, by influencing tissue homeostasis, can predispose to the development of the lesion. This study investigated the correlation between the systemic diseases diabetes mellitus, immunosuppression, and osteoporosis and the predisposition to the development of fibrous hvnerolosio in comolete denture wearers. This was a literature review with a sample of articles, dental journals, and other periodicals retrieved from databases such as Scielo, BVS, CAPES, PubMed, and Google Scholar, with the appropriate application of descriptors. Clinical data were collected from the articles, including length of denture use, denture adaptation, and the presence of fibrous hyperplasia, correlated with systemic history. The central hypothesis is that the presence of systemic diseases is associated with a higher prevalence of inflammatory fibrous hyperplasia, suggesting a significant relationship between systemic conditions and the development of the lesion.
Keywords: Fibrous Hyperplasia, Total Dentures, Diabetes Mellitus, Immunosuppression, Osteoporosis.
1 INTRODUÇÃO
As próteses dentárias têm como propósito reabilitar funções orais e estéticas em pacientes desdentados. No entanto, existem complicações que podem afetar a sua saúde bucal de maneira prejudicial, como a hiperplasia fibrosa decorrente de um trauma mecânico na mucosa causada por próteses antigas e inadequadamente adaptadas.
Apesar de frequentemente associada ao uso de próteses dentárias inadequadas, a hiperplasia fibrosa inflamatória pode também envolver outros fatores etiológicos, tais como: diastema, má higiene, arestas de dentes afiadas, procedimentos iatrogênicos profissionais, além de estar ligada a próteses dentárias inadequadas associadas a infecções fúngicas. As características clínicas assemelham-se a uma lesão de evolução lenta e assintomática, com consistência que varia de firme a flácida ao toque. Na maioria dos casos, são de base séssil e raramente pediculada. Podem ser exofíticas ou apresentar uma elevação claramente delineada. Ocasionalmente, a superfície lisa pode exibir ulceração. (2016, Souza)
A presença de agentes traumáticos e traumas persistentes e de longa duração são as causas para o surgimento dessas lesões. A utilização contínua de próteses dentárias leva ao desgaste das peças ao longo do tempo, resultando em bordas defeituosas e afiadas. Isso provoca um trauma mecânico constante na cavidade oral e estimula o desenvolvimento de tecido inflamatório na HFI, o que dificulta a comunicação do paciente e além de causar danos estéticos (Trindade, et al., 2018; Santos, et al., 2020; Bartolomeu, et al., 2021).
Segundo Alves e Gonçalves (2005) e Coelho, Sousa e Daré (2004), o aparecimento da lesão em próteses novas pode ocorrer em resposta à pressão exercida pelos bordos cortantes da prótese no vestíbulo anterior. Além da influência de próteses mal adaptadas no aparecimento dessa lesão, enquadram-se, como fatores etiológicos, diastemas, bordos cortantes de dentes, procedimentos iatrogênicos e higiene bucal inadequada (BASSI; VIEIRA; GABRIELLI, 1998; SANTOS; COSTA; SILVA NETO, 2004, FALCÃO et al., 2009.). O uso de próteses totais imediatas, através da reabsorção óssea da crista alveolar e da cicatrização do alvéolo, que ocorrem após o processo cirúrgico, pode provocar a desadaptação da prótese, ocasionado, assim, a hiperplasia fibrosa inflamatória (ALVES; GONÇALVES, 2005, FALCÃO et al., 2009).
A lesão apresenta as seguintes características histopatológigas: epitélio pavimentoso estratificado, que envolve tecido conjuntivo fibroso hiperplásico, com número elevado de fibras colágenas, apresentando também alto grau de células inflamatórias crônicas e quantidade variável de vasos sanguíneos, sendo que o epitélio pode ser ceratinizado ou não (BASSI; VIEIRA; GABRIELLI, 1998; COUTINHO; SANTOS, 1998, FALCÃO et al., 2009). De acordo com Neville e colaboradores (2004), áreas ulceradas não são incomuns nas fissuras entre as pregas. (NEVILLE et al., 2004). Tendo em vista a associação do uso de próteses mal adaptadas com a ocorrência de lesões orais, como a hiperplasia fibrosa inflamatória, está sob a responsabilidade do cirurgião-dentista diagnosticar o aparecimento de manifestações orais, assim como preveni-las, orientando os usuários de próteses sobre a sua adequada higienização e a necessidade da substituição (ALVES; GONÇALVES, 2005; SANTOS; COSTA; SILVA NETO, 2004, FALCÃO et al., 2009).
A hiperplasia fibrosa inflamatória é uma alteração frequente em usuários de próteses totais, geralmente associada ao uso prolongado e mal-adaptado desses dispositivos. Além dos fatores mecânicos locais, condições sistêmicas como diabetes mellitus, imunossupressão e osteoporose desempenham papel relevante na resposta tecidual, favorecendo o surgimento da lesão. E a predisposição ao desenvolvimento de hiperplasia fibrosa inflamatória em indivíduos usuários de prótese total.
2 MATERIAL E MÉTODOS
Trata-se de uma pesquisa aplicada, de natureza quantitativa e caráter observacional, voltada à identificação de possíveis associações entre variáveis sistêmicas e manifestações clínicas orais. O estudo busca agregar conhecimento útil para a prática odontológica, contribuindo para o entendimento de como doenças sistêmicas influenciam a resposta tecidual da mucosa bucal diante ao uso prolongado de próteses totais. O objetivo geral é investigar a correlação entre fatores sistêmicos como diabetes mellitus, imunossupressão e osteoporose e a predisposição ao desenvolvimento de hiperplasia fibrosa inflamatória em usuários de prótese total.
Como objetivos específicos, pretende-se:
1. Avaliar a frequência de hiperplasia fibrosa em usuários de prótese total com e sem doenças sistêmicas;
2. Analisar a influência do tempo de uso e da adaptação das próteses na ocorrência da lesão;
3. Verificar se há associação significativa entre cada condição sistêmica e a presença da hiperplasia fibrosa.
A abordagem utilizada é qualitativa, pois os dados obtidos serão analisados com intuito de elucidar as características e detalhes do problema, permitindo a mensuração de relações e correlações entre variáveis. O estudo também tem caráter analítico, uma vez que não se limita à descrição dos casos, mas busca compreender relações de causa e efeito entre os fatores sistêmicos e o desenvolvimento da lesão.
3 RESULTADOS
Constatou-se que o tempo de uso da prótese e a qualidade da adaptação do aparelho exerceram papel relevante no aparecimento da lesão. Pacientes com próteses mais antigas, mal ajustadas ou utilizadas continuamente, inclusive durante o sono, apresentaram maior prevalência de alterações teciduais. Além disso, a higiene oral deficiente e a ausência de acompanhamento odontológico periódico foram fatores que potencializaram a resposta inflamatória e o agravamento das lesões.
Entre os fatores sistêmicos, o diabetes mellitus destacou-se como a condição mais frequentemente relacionada à hiperplasia fibrosa, possivelmente devido às alterações microvasculares e à resposta tecidual comprometida. Pacientes imunossuprimidos também apresentaram tendência a desenvolver lesões mais extensas e de cicatrização lenta, refletindo a redução da capacidade de reparo da mucosa oral. No caso da osteoporose, a relação observada pareceu estar ligada à diminuição da densidade óssea alveolar, o que prejudica a estabilidade e a adaptação das próteses, favorecendo o trauma crônico sobre os tecidos moles.
A análise conjunta dos resultados apontou para uma correlação positiva entre a presença de doenças sistêmicas e o desenvolvimento de hiperplasia fibrosa, sugerindo que essas condições podem atuar como fatores predisponentes, especialmente quando associadas a fatores locais, como má adaptação da prótese e higiene inadequada.
De modo geral, os achados indicam a importância de uma abordagem multidisciplinar no atendimento a usuários de prótese total, com ênfase na avaliação sistêmica prévia, controle de doenças crônicas e acompanhamento periódico, visando à prevenção de lesões inflamatórias e à promoção da saúde bucal e geral do paciente.
4 DISCUSSÃO
4.1 Fatores sistêmicos e a influência na resposta tecidual oral
A mucosa oral apresenta elevada capacidade de regeneração, porém, em condições de comprometimento sistêmico, essa resposta pode ser alterada. Diversas doenças sistêmicas interferem nos mecanismos de cicatrização e defesa tecidual, tornando o ambiente bucal mais suscetível a processos inflamatórios crônicos.
De acordo com Perić et al. (2024), condições metabólicas, imunológicas e ósseas desempenham papel fundamental na modulação da resposta inflamatória em pacientes usuários de prótese total, principalmente quando associadas a fatores locais como trauma mecânico e higiene deficiente.
O diabetes mellitus, uma das doenças crônicas mais prevalentes, causa alterações microvasculares e metabólicas que comprometem a oxigenação e a nutrição dos tecidos, retardando o processo de cicatrização e aumentando a suscetibilidade a infecções. Tsitou (2024) reforça que pacientes diabéticos apresentam maior incidência de estomatite protética e hiperplasias, decorrentes do controle glicêmico inadequado e da maior colonização microbiana.
Já a imunossupressão, seja farmacológica ou patológica, reduz a capacidade de resposta imune frente a microtraumas e infecções, permitindo a progressão de lesões benignas reacionais, como a hiperplasia fibrosa. Oliveira e Figueiredo (2021) destacam que a redução da atividade fagocitária e a menor produção de colágeno comprometem o reparo tecidual nesses pacientes.
Por sua vez, a osteoporose interfere na remodelação óssea e na estabilidade das próteses, o que potencializa o trauma mecânico sobre a mucosa e contribui para o surgimento de lesões crônicas. Lee et al. (2023) ressaltam que a perda de densidade óssea alveolar leva à instabilidade da prótese total, favorecendo o atrito constante e a inflamação persistente.
4.2 Correlação entre fatores sistêmicos e o desenvolvimento de hiperplasia fibrosa
A hiperplasia fibrosa inflamatória é uma lesão benigna de caráter reacional, geralmente provocada por trauma mecânico contínuo da borda de próteses totais mal adaptadas. No entanto, conforme demonstram os resultados obtidos nesta pesquisa, fatores sistêmicos exercem influência significativa sobre sua frequência e severidade.
A análise dos dados clínicos com as fontes teóricas evidencia que indivíduos com doenças sistêmicas apresentaram predisposição acentuada à formação da lesão, reforçando a hipótese de correlação entre condições gerais de saúde e a resposta inflamatória local.
Os achados obtidos nesta pesquisa se alinham com os de Biondo et al. (2024), que observaram maior ocorrência de hiperplasia fibrosa em pacientes portadores de doenças sistêmicas crônicas, particularmente em diabéticos com controle glicêmico instável. De forma semelhante, Ribeiro et al. (2022) destacam que o comprometimento do sistema imune e a hipersensibilidade tecidual em pacientes sistemicamente comprometidos agravam as reações inflamatórias da mucosa oral, aumentando o risco de lesões proliferativas benignas. Esses resultados sugerem que a presença de doenças sistêmicas não apenas favorece o surgimento da hiperplasia fibrosa, mas também interfere na sua evolução clínica e no processo de reparo tecidual após a remoção do agente causal.
Além dos fatores sistêmicos, verificou-se que elementos locais, como o tempo prolongado de uso da prótese, a má adaptação e a higiene deficiente, amplificam os efeitos das condições sistêmicas. O estudo de Perić et al. (2024) explica essa relação, demonstrando que a combinação de fatores locais e sistêmicos é determinante na etiopatogenia das lesões inflamatórias reacionais em mucosas protéticas.
4.3 Implicações clínicas e prevenção das lesões hiperplásicas
A identificação da correlação entre fatores sistêmicos e hiperplasia fibrosa apresenta implicações diretas na conduta clínica do cirurgião-dentista. O profissional deve reconhecer que o manejo do paciente portador de doenças sistêmicas exige acompanhamento multidisciplinar, visando não apenas à reabilitação protética, mas também ao controle das condições sistêmicas subjacentes.
A literatura aponta que o sucesso do tratamento e a prevenção de recidivas estão intimamente ligados à qualidade da adaptação protética e à manutenção da saúde geral. Ribeiro et al. (2022) recomendam o estabelecimento de protocolos de higiene específicos para usuários de prótese total, especialmente para diabéticos e imunossuprimidos, com orientações sobre remoção noturna da prótese, higienização com soluções antimicrobianas e revisões periódicas.
Além disso, Lee et al. (2023) sugerem que pacientes osteoporóticos devem receber próteses com maior estabilidade e suporte mucoso adequado, a fim de reduzir o trauma mecânico e a sobrecarga tecidual.
Portanto, a partir dos resultados analisados e das comparações com as fontes científicas consultadas, é possível afirmar que a avaliação sistêmica detalhada, o controle das doenças de base e a manutenção protética adequada são medidas essenciais para a prevenção da hiperplasia fibrosa inflamatória. Essa abordagem integrada reflete uma odontologia mais preventiva, humanizada e alinhada aos princípios da atenção integral à saúde.
5 CONSIDERAÇÕES FINAIS
A análise realizada diante aos estudos permitiu compreender que a hiperplasia fibrosa em usuários de prótese total não se delimita apenas à influência de fatores mecânicos locais, mas está intimamente relacionada às condições sistêmicas do paciente. Observou-se que alterações metabólicas, imunológicas e hormonais podem modificar significativamente a resposta dos tecidos orais, favorecendo a instalação e a progressão de processos hiperplásicos. Fatores como diabetes mellitus, imunossupressão, osteoporose e envelhecimento tecidual mostraram-se determinantes na predisposição à inflamação crônica e à reparação tecidual inadequada. Assim, a presença dessas condições sistêmicas potencializa o impacto de próteses mal adaptadas, transformando pequenos traumas repetitivos em estímulos persistentes que desencadeiam o crescimento fibroso reacional. Dessa forma, torna-se evidente a importância de uma abordagem clínica integrada, que considere o paciente em sua totalidade. O cirurgião-dentista deve não apenas avaliar o ajuste e a estabilidade da prótese, mas também investigar e controlar os fatores sistêmicos capazes de interferir na saúde bucal. Conclui-se que o sucesso no manejo e na prevenção da hiperplasia fibrosa depende de uma conduta multidisciplinar, pautada em diagnóstico preciso, acompanhamento médico e reabilitação protética adequada. A compreensão dessa correlação amplia o olhar do profissional e contribui para tratamentos mais eficazes e personalizados, promovendo saúde e qualidade de vida aos usuários de próteses totais.
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