CONSTRUÇÃO CIVIL E DESLIZAMENTOS: A IMPORTÂNCIA DO GEORREFERENCIAMENTO COM O USO DA FERRAMENTA TECNOLÓGICA QGIS PARA MAPEAMENTO DE ÁREAS DE RISCO NA ZONA LESTE DE MANAUS – AM

REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/ra10202510310258


Stephany Nicol Rojas Rodriguez1
Prof. Dr. Antonio Estanislau Sanches2


RESUMO 

A construção civil desempenha um papel fundamental no desenvolvimento urbano, porém, também pode gerar impactos significativos ao meio ambiente. Diante disso, este artigo tem como objetivo discutir a importância do georreferenciamento, por meio do uso da ferramenta tecnológica QGIS, aplicado à construção civil, com foco na zona leste de Manaus-AM. Metodologicamente, trata-se de uma pesquisa qualitativa, de caráter bibliográfico e de campo, realizada na zona leste de Manaus, região em constante expansão urbana, marcada por demandas relacionadas à infraestrutura e aos serviços públicos. Como resultados, observou-se a ocorrência de fatores de risco, como deslizamentos de solo, associados tanto a condições climáticas quanto à ocupação de áreas inadequadas e sem planejamento prévio. Além de que, pode-se evidenciar que o georreferenciamento, aliado ao uso do QGIS, configura-se como uma ferramenta tecnológica essencial para o planejamento territorial e a mitigação dos impactos ambientais decorrentes da construção civil. 

Palavras-chave: Construção civil; Mapeamento de áreas de risco; Deslizamento; Georreferenciamento – QGIS; Zona leste de Manaus-AM. 

INTRODUÇÃO 

A área de engenharia civil, enfrenta desafios relacionados ao planejamento e gestão. Conforme as demandas e necessidades da sociedade ocorrem, cuidados devem ser tomados no que se refere ao meio ambiente e aos impactos que são gerados, pois esses impactos acabam prejudicando a qualidade de vida dos indivíduos, alterando o ambiente natural. 

Desta forma, os impactos ambientais são causados pela ausência do planejamento adequado na engenharia civil, por esse fato ser contínuo profissionais buscam alternativas para reduzir ou eliminar, impactos ambientais na realização de construções e serviços. Todos esses danos, também possuem relação com crescimento desordenado das cidades, que ainda se encontram em expansão em seu território. (Lacerda, 2023). 

A necessidade da população de obter moradia própria, ainda é uma questão que vem sendo analisada no país, isso porque na maioria das vezes são observadas construção de casas em locais isolados, ou em áreas de risco e desabamento, próximas a igarapés, sem saneamento ou serviços que ajudem no funcionamento adequado dessas cidades. (Lacerda, 2023) 

Algumas das obras que são realizadas sem acompanhamento de profissionais e sem planejamento estruturado, prosseguem devido a necessidades de seus titulares. Alguns prejuízos ambientais são detectados como desmatamento, erosão, deslizamentos, queima de resíduos, impermeabilização do solo, aquecimento global dentre outros. 

O georreferenciamento, é o campo de estudo que possui como objetivo determinar as coordenadas geográficas, as dimensões e outros dados sobre a superfície do solo ou terreno. Este processo é fundamental, obrigatório para que imóveis sejam identificados e regularizados. (Oliveira, 2020). 

Na atualidade existem diversas ferramentas metodológicas para coordenadas geográficas como o QGIS, que se caracteriza por ser um software de Sistema de Informação Geográfica. (França, 2022). 

Neste sentido, inquietou-se em saber de que maneira o uso da ferramenta tecnológica QGIS, aplicado à construção civil, pode possibilitar a identificação e mapeamento de áreas de risco de deslizamentos na zona leste de Manaus, demonstrando como o QGIS pode contribuir para o planejamento urbano e a prevenção de desastres ambientais. Teve como objetivo geral evidenciar a aplicabilidade da ferramenta tecnológica QGIS, como recurso acessível para a prevenção de deslizamentos, em complemento à identificação de pontos críticos realizada in loco e à proposição de alternativas construtivas de contenção. Como objetivos específicos, propôs-se a explorar as potencialidades do software, realizar o mapeamento com base em dados geográficos e ambientais, compreender o contexto histórico do georreferenciamento e conceitos relacionados com a ferramenta tecnológica QGIS, identificar os impactos ambientais, em um perímetro urbano, na zona leste de Manaus – AM, e avaliar a contribuição da ferramenta para ações de planejamento e mitigação de impactos ambientais. A zona leste de Manaus-AM, em específico tem enfrentado desafios ambientais devido a esse crescimento urbano que encontra-se desordenado sem planejamento na infraestrutura. Esse crescimento promove impactos ambientais, precisando de uma demanda acentuada de serviços. 

A técnica dessa ferramenta permite a coleta e análise de dados geográficos que pode ser extremamente importante para compreender os impactos ambientais da construção civil e ajudar a desenvolver estratégias para possíveis intervenções. 

Portanto a utilização da ferramenta tecnológica promove a criação de mapas, análises espaciais que mostram áreas de riscos e também resultam nas intervenções contra impactos ambientais. 

A escolha do tema Construção civil e deslizamentos: A importância do georreferenciamento com o uso da ferramenta tecnológica Qgis para mapeamento de áreas de risco na zona leste de Manaus – AM, justifica-se pela relevância de estudar os impactos ambientais da construção civil em uma região que apresenta constante crescimento urbano. Além disso, a pesquisa busca destacar a importância do uso de tecnologias como o QGIS para o monitoramento e prevenção de deslizamentos. 

Os bairros da zona leste de Manaus-AM, em sua amplitude, precisam que as demandas de serviços e infraestrutura estejam procedentes com esses estímulos de crescimento, caso o contrário terão suas consequências refletidas no funcionamento da cidade, em questões que influenciam a qualidade de vida dos moradores e prejuízos ao meio ambiente, no que tange a sustentabilidade. 

A partir dessas relevâncias, a pesquisa busca contribuir para a conscientização sobre os impactos ambientais gerados pela construção civil, visando promover o desenvolvimento da sustentabilidade na região mediante ao uso da ferramenta tecnológica QGIS. Portanto, as soluções inovadoras estimulam o desenvolvimento de estratégias, ajudando a mitigar os impactos ambientais da construção civil. 

METODOLOGIA 

Trata-se de uma pesquisa qualitativa, descritiva exploratória, Marconi (2022). Neste propósito a pesquisa investigou as causas dos impactos negativos da construção civil, buscando como intervenção os estudos do georreferenciamento e seu desempenho de mapeamento de locais de riscos em áreas de alguns bairros e ruas da zona leste de Manaus-AM, com foco na construção civil e nos impactos ambientais gerados por essa atividade. 

A pesquisa, aplica-se ao estudo de caso, com o objetivo de coletar dados relevantes ao tema do intitulado artigo: Construção Civil e Deslizamentos: a importância do georreferenciamento com o uso da ferramenta tecnológica QGIS para mapeamento de áreas de risco na Zona Leste de Manaus – Am. A pesquisa, possibilitou a análise do mapeamento de risco (CPRM/2019), visitas in loco e registros fotográficos dos locais escolhidos para o estudo. Essa pesquisa, foi realizada por meio da revisão de literatura sobre a construção civil e impactos ambientais e o estudo da ferramenta de georreferenciamento, foram fundamentais para dar continuidade a abordagem específica deste trabalho, Marconi (2022). Para análise de dados espaciais e criação de mapas, foi utilizada a ferramenta QGIS, também para análise qualitativa realizada na pesquisa a campo (Marconi, 2022). 

Figura 1. Fluxograma da Metodologia. 

REVISÃO DE LITERATURA 

A HISTÓRIA DO GEORREFERÊNCIAMENTO NO BRASIL 

Conforme a história, as explorações e as descobertas dos continentes, por civilizações, se alienavam ao uso dos mapas, esse objeto tornou-se essencial para esse fato, ser lembrado até os dias atuais, conforme descreve Oliveira (1988) ‘‘nestes mapas feitos pelos Campônios é possível observar com detalhe suas atividades agropastoris e a organização social camponesa.’’ 

Os mapas refletiam a vida em sociedade, as formas de organização das cidades, mostrando detalhes das atividades no campo. Neste sentido, ‘‘A utilidade dos mapas desde os povos primitivos é inquestionável, sendo provável que os desenhos de mapas sejam mais antigos que a própria arte de escrever.’’ (RAISZ, 1948). 

Os mapas se tornaram fundamentais, na ocupação do solo, orientação espacial, assim como na percepção de localizações durante muito tempo, com avanço do conhecimento, o homem buscou desenvolver técnicas e objetos para atender suas necessidades e ajudar as demandas na vida em comunidade. 

A urbanização do Brasil apresenta especificidades marcantes desde o seu descobrimento, com a chegada e a exploração do território pelos portugueses no século XVI. 

‘‘A cidade representava para os colonizadores um símbolo da presença do Estado naquele local, onde era possível obter condições mínimas de sobrevivência em um ambiente ainda bastante inóspito.’’ (CORRÊA E VERGARA, 2004). 

Para os colonizadores, a cidade era o cartão de visita para o desenvolvimento e possibilidades a qualidade de vida. 

Na atualidade, o país demonstra uma realidade oposta, correlacionando ao passado. Então, com o avanço tecnológico e uso de ferramentas desse âmbito, para sanar defasagens no cotidiano, verifica-se uma mudança que se consolida integralmente com esse desenvolvimento oportuno. 

‘‘A cartografia ajudou a produzir o espaço social do desenvolvimento, sendo que os mapas são essencialmente uma linguagem do poder e não de contestação e a tecnologia da informação reforçou essa concentração do poder das mídias.’’ (ACSELRAD, 2008). 

Conforme o autor, os estudos cartográficos contribuíram para o desenvolvimento do espaço urbano, demonstrando sua funcionalidade e atributos de forma eficaz. 

Para Bucalen, 2019: 

Dada a importância das cidades em curso, o planeamento estratégico torna- se útil, através do qual se pode encontrar formas de gerir e unir as mais diversas entidades no espaço urbano. Essas entidades incluem poder público, setor privado, sociedade civil e qualquer outro setor localmente relevante, a fim de criar um futuro melhor para os governos municipais. (BUCALEN, 2019). 

De acordo com essa abordagem, é importante que as cidades em desenvolvimento, possuam o planejamento estratégico, para que possam trabalhar de forma integrada, composta por setores públicos distintos. 

Para intervir no crescimento acelerado das cidades, ajudar na organização do espaço, os estudos da tecnologia e seus avanços, oportunizaram o desenvolvimento de ferramentas tecnológicas para referências cartográficas. Esses estudos são conhecidos por geoprocessamento e georreferenciamento. 

Essa ciência pode atuar, nas tomadas de decisão, em questões relacionadas aos impactos da ação do homem no meio ambiente, e também nos resultados de impactos negativos por fenômenos naturais prejudiciais à qualidade de vida. 

Percebe-se que no Brasil, a ocupação do solo de forma inadequada, a transformação do ambiente natural, ocasionada pela construção civil, agravam-se de maneira exagerada as problemáticas, gerando insatisfação na sociedade. 

Para CORRÊA E VERGARA, 2004: 

É possível, deste modo, analisar a proporção e direção de expansão de uma cidade, por exemplo, bem como planejar a descentralização com o passar dos anos do centro comercial e alguns serviços de utilidade pública que também deverão ser oferecidos a outras áreas da cidade. Mediante todas essas questões, administrar um município se mostra uma tarefa complexa, de modo que é necessário integrar as ações tanto públicas como privadas de maneira que tenha resultados efetivos de forma satisfatória. (CORRÊA E VERGARA, 2004). 

Como enfatiza, a administração de um município pode ser complexa, mas com um planejamento estratégico adequado, pode-se integrar serviços, facilitando sua disponibilidade em outras cidades. Essas ações geram benefícios a sociedade e melhoram os resultados em relação a aplicação desses serviços no atendimento das demandas da sociedade. 

‘‘Desta maneira, as ferramentas do geoprocessamento quando aplicadas diretamente ao planejamento se mostra como processo e subsídio, ou seja, é a base mais importante para tomada de decisões para atender as necessidades das cidades.’’ (DUARTE, 2010). 

As tecnologias de georreferenciamento, mostram-se essenciais e configuram- se de forma positiva ao planejamento das cidades, contribuindo para crescimento ordenado. 

Conforme aborda, CORDOVEZ, 2002: 

A utilização de um SIG que permite o mapeamento de problemáticas de um centro urbano com informações físicas e precisas, tanto demográficas como geográficas topográficas ou de infraestrutura, leva a uma análise espacial que gera soluções mais eficientes do que as sugeridas pela análise de informações alfanuméricas. (CORDOVEZ, 2002). 

O uso dessas ferramentas, possibilita a detenção de problemáticas no âmbito urbano, mostrando dados precisos, gerando informações que são de fáceis interpretações, ajudando no planejamento integrado para resolver danos. 

Para, KLEINPAUL, 2005: 

Nesse contexto, os sistemas de informação geográfica (SIG) permitem o processamento e armazenamento de dados geográficos, integrando informações sobre a geometria e atributos dos dados georreferenciados à superfície terrestre e suas projeções cartográficas. (KLEINPAUL, 2005). 

Esses sistemas geram dados geográficos, com coordenadas conforme as atribuições em do espaço e suas características. 

De acordo com GUEDES, 2016: 

No âmbito da proteção ambiental, tal metodologia permite a criação de sistemas de informação geográfica como base para a tomada de decisões e, portanto, obter informações a fim de gerar respostas que atendam às necessidades do planejamento ambiental. (GUEDES, 2016). 

As ferramentas tecnológicas de georreferenciamento são absolutas, é importante conhecê-las, assim pode habilitar a gerência e a melhor compreensão dos dados estatísticos dispostos, de acordo com os mapeamentos e resultados. 

Conforme aborda, MOREIRA et al, 2015: 

Além disso, caracteriza-se como uma ferramenta alternativa para estudos, não apenas aplicados ao centro urbano especificamente, mas também as suas ramificações, dado que a partir da visão sinóptica, proporcionada pelas imagens de satélite, é possível obter compreensão da dinâmica da cobertura terrestre e o monitoramento das estações chuvosas e secas de uma localidade, o que permite subsidiar informações que possam auxiliar no planejamento urbano bem como na redução dos impactos e definição das estratégias de mitigação de eventos de secas(MOREIRA et. al, 2015). 

Como visto a utilização desse sistema, é fundamental, e é importante que seja integrado nos serviços que são oferecidos na sociedade, devendo fazer parte do planejamento estratégico das cidades. 

É possível observar as contribuições na mitigação de danos ocasionados pela construção civil em espaços inadequados, ocupação desordenada do solo, por conta de informações precisas, que colaboram para sustentabilidade e qualidade de vida da população. 

CONSTRUÇÃO CIVIL E IMPACTOS AMBIENTAIS 

A Engenharia Civil desempenha um papel crucial no âmbito da construção de cidades sustentáveis, por outro lado também pode ser responsabilizada por gerar impactos ambientais, por sequências de fatores negativos. 

Para DIAS, 1999: 

A construção civil é uma atividade executada com a finalidade às demandas básicas de moradia, prover instalações para o desenvolvimento de atividades produtivas e a implantação de equipamentos públicos para diferentes camadas sociais. (DIAS, 1999 p. 148). 

A área de construção civil, é fundamental para o aspectos socioeconômicos, pois atua nas necessidades das demandas dentro do cotidiano atual, atendendo as atividades independente das classes que existem na sociedade. 

Conforme aborda, JOHN, 2000: 

Sua função é a transformação do ambiente natural no ambiente construído, adequado ao desenvolvimento das mais diversas atividades. (JOHN, 2000 p. 5). 

Percebe-se que o desenvolvimento dessa área e sua atuação na sociedade, leva a transformação do ambiente natural para atender as necessidades da população. 

Conforme aborda, DIAS, 1999: 

As atividades da construção civil compreendem, basicamente, a criação, conservação e saneamento de assentamentos humanos requerendo solos edificáveis disponíveis, suprimento de materiais e de técnicas de construção. (DIAS, 1999). 

Essas atividades envolvem aspectos inerentes ao planejamento das cidades, com objetivo de suprir materiais, ajudar na gestão do espaço urbano e desenvolver técnicas na realização de serviços para ocupação do solo. 

Para KLEIN, 2002: 

A cadeia produtiva da indústria da construção civil é responsável por importantes impactos ambientais em todas as suas fases: extração de materiais e fabricação de elementos, projeto, construção, uso, operação e manutenção; e demolição. (KLEIN, 2002). 

O país possui uma forma típica no desempenho do trabalho na área de construção, que no desenrolar de suas demandas, é notória a ação do homem não só no espaço urbano, mas também na natureza, ocasionando praticamente em todas as regiões do Brasil, prejuízos ao ecossistema. 

Observa-se, que no momento atual esse ramo utiliza matérias primas não renováveis retiradas da natureza e os resíduos são encontrados em grande excesso nos canteiros de obra, além da poluição sonora, processamento de insumos e seu transporte. 

A IMPORTÂNCIA DA FERRAMENTA TECNOLÓGICA QGIS NA ZONA LESTE DE MANAUS-AM 

Diante desse pressuposto, identificou-se os impactos relacionados à construção civil, possibilitando o estudo de uma proposta para a intervenção, com a utilização da ferramenta tecnológica de georreferenciamento QGIS Sistema de Informações Geográficas (SIG), para desempenhar o papel fundamental em áreas urbanas específicas da cidade. Desenvolvendo alternativas ou medidas paliativas de problemáticas existentes, atuando também no planejamento para prevenção. 

A zona leste de Manaus-AM, é composta por diversos bairros que incluem: Coroado, São José Operário, Colônia Antônio Aleixo, Tancredo Neves, Gilberto Mestrinho, Jorge Teixeira, Zumbi dos Palmares, Distrito Industrial II, Mauazinho, Armando Mendes, Puraquequara, entre outros bairros que fazem parte dessa região. 

Essa região da cidade enfrenta desafios ambientais que são reflexos da grande expansão urbana desordenada, que também está correlacionada a falta de planejamento adequado que envolve diversos fatores nos âmbitos da infraestrutura e do urbanismo.  

Os fatores no âmbito urbanístico, envolvem construções de loteamentos em áreas verdes ou de preservação, falta de gestão do solo, ausência da funcionalidade das diretrizes que regem o crescimento do espaço urbano entre outras peculiaridades. A cidade tem um relevo extenso, entre outros aspectos geográficos. 

‘‘Manaus apresenta como principal característica os interflúvios tabulares (platôs) os quais terminam em encostas côncavas, convexas a retilíneas.’’ (VIEIRA, 2008). Para o autor a cidade possui a presença de interflúvios que é um relevo segmentado, separando dois cursos de água ou dois vales. 

‘‘Dividiram a zona urbana de Manaus, quanto à suscetibilidade a problemas geotécnicos e a riscos geológicos, em “terras altas e firmes” e outro de “terras baixas e alagadiças.” (ANDRETTA, et. al 2012). 

Como abordado, as zonas urbanas da cidade estão propícias a impactos geotécnicos, isso porque o solo da cidade é caracterizado por agentes de riscos. 

Em alguns bairros da cidade, é possível identificar durante o período de chuvas intensas, representações negativas da ação do homem na natureza, destacando: deslizamentos, desabamentos de residências, enchentes e poluição por resíduos sólidos, que são expostos nas ruas, durante o percurso das águas pluviais nas vias urbanas. Conforme mostram as figuras abaixo: 

Figura 2.  Bairros da zona leste de Manaus – AM. 

Fonte: QGIS. Ano: 2025. 

Figura 3.  Bairros da zona leste de Manaus – AM, com áreas de riscos de deslizamentos. 

Fonte: QGIS. Ano: 2025. 

Figura 4. Bairros da zona leste de Manaus – AM, com graus de riscos de deslizamentos. 

Fonte: QGIS. Ano: 2025. 

As figuras 2, 3, 4, mostram por meio da ferramenta tecnológica QGIS, áreas dos bairros Novo Aleixo, Tancredo Neves, José Operário, Zumbi dos Palmares, Jorge Teixeira, Distrito Industrial II, Puraquequara, Gilberto Mestrinho, Colônia Antônio Aleixo, monitoradas pelo mapeamento da ferramenta tecnológica QGIS, na qual foi possível identificar riscos para deslizamentos. 

Percebeu-se que os deslizamentos, formam também buracos no solo, apresentando características de distintos tamanhos e profundidas e por vezes oferecem risco a população que residem ao redor desses locais afetados. Esses buracos no solo são conhecidos como voçorocas. 

‘‘Em Manaus, a perda da vegetação ocorre do platô em direção ao fundo de Vale e a consequência disso é o surgimento de fluxos superficiais mais intensos, capazes de provocar o surgimento de voçorocas.’’ (Vieira, 2008). 

A ausência de vegetação, em alguns lugares do espaço urbano, desenvolve a chamada erosão, que ocorre gradualmente pelas águas das chuvas que são intensas na cidade, esse fator também está relacionado a ausência de vegetação em áreas com inclinações ou descidas, resultantes da ação do homem, no desenvolvimento da construção civil em lugares sem planejamento adequado. 

Esses eventos são as principais causa da formação de voçorocas, que também são agravadas por drenagem inadequada e obras urbanas precárias. 

A falta de habitação adequada em Manaus, leva a ocupações em áreas de encostas e margens de igarapés, frequentemente em Áreas de Proteção Permanente (APP). 

As ruas das seguintes ordens de cada bairro da Zona Leste de Manaus foram visitadas in loco para registros fotográficos e forma realizadas com auxílio do mapeamento na ferramenta tecnológica Qgis, mencionadas na tabela a seguir: 

Figura 5. Locais escolhidos de acordo com áreas de risco de deslizamento indicadas no mapa do Q-gis. 

Neste contexto, a Figura 5 apresenta os locais selecionados para a realização de visitas in loco e o consequente registro fotográfico, com o objetivo de comprovar a relevância do uso do software QGIS no estudo de áreas suscetíveis a deslizamentos. Na Figura 4, é possível observar pontos brancos localizados em regiões de risco, representadas pelas tonalidades em laranja, que indicam os locais escolhidos para a realização das visitas e para a obtenção dos registros fotográficos. 

Tabela 1. Ruas da zona leste de Manaus – AM em ordem de visita in loco, que apresentam riscos de deslizamentos. 

Fonte: Autor Próprio. Ano: 2025. 

Os ramais, avenidas e ruas nos bairros da zona leste de Manaus-AM apresentados na tabela, também apresentam riscos, pois estão restritas a locais que possui alto índice de deslizamento do solo. 

Esse risco pode ser identificado nas figuras abaixo: 

Figura 6. Ruas da zona leste de Manaus – AM, que apresentam riscos de deslizamentos: Ramal 7, Puraquequara. 

Fonte: Autor Próprio. Ano: 2025. 

Figura 7. Ruas da zona leste de Manaus – AM, que apresentam riscos de deslizamentos: Ramal Chico Mendes – Distrito II. 

Neste contexto, a Figura 7 apresenta uma área de risco identificada pela Defesa Civil, localizada no Ramal Chico Mendes – Distrito II. Na imagem, observa-se que as irregularidades do relevo, associadas à disposição das residências dos moradores da região, indicam uma suscetibilidade a deslizamentos de terra. Essa constatação está em conformidade com as informações obtidas por meio da análise dos dados geoespaciais no software QGIS. 

Figura 8. Ruas da zona leste de Manaus – AM, que apresentam riscos de deslizamentos: Rua Jatubu – Jorge Teixeira. 

Fonte: Autor Próprio. Ano: 2025. 

Figura 9. Ruas da zona leste de Manaus – AM, que apresentam riscos de deslizamentos: Rua Manacapuru – Tancredo Neves.

Figura 10. Ruas da zona leste de Manaus – AM, que apresentam riscos de deslizamentos: Rua Domingos Enéias de Frota – Gilberto Mestrinho.

Fonte: Autor Próprio. Ano: 2025. 

Figura 11. Ruas da zona leste de Manaus – AM, que apresentam riscos de deslizamentos: Rua Manoel Matias – Colônia Antônio Aleixo.

Fonte: Autor Próprio. Ano: 2025.

Figura 12. Ruas da zona leste de Manaus – AM, que apresentam riscos de deslizamentos: Estrada UTM 2– Mauazinho

Fonte: Autor Próprio. Ano: 2025. 

Figura 13.  Ruas da zona leste de Manaus – AM, que apresentam riscos de deslizamentos: Av. Rio Xeroá – Armando Mendes. 

Fonte: Autor Próprio. Ano: 2025. 

Figura 14. Ruas da zona leste de Manaus – AM, que apresentam riscos de deslizamentos: Rua 7 de Abril – Zumbi dos Palmares. 

Fonte: Autor Próprio. Ano: 2025.

Figura 15. Ruas da zona leste de Manaus – AM, que apresentam riscos de deslizamentos: Rua Paracuuba – José Operário.

Fonte: Autor Próprio. Ano: 2025. 

Figura 16. Ruas da zona leste de Manaus – AM, que apresentam riscos de deslizamentos: Beco Mauá – Coroado.

Fonte: Autor Próprio. Ano: 2025. 

Pode-se então analisar nas figuras 5,6,7,8,9,10,11,12,13,14,15, 16, das ruas apresentadas anteriormente, que as residências ao redor dessas ruas, estão construídas sem o planejamento adequado, que respeitem as diretrizes da cidade. Verifica-se, ruas projetadas sem infraestrutura, ocupação em áreas sedimentares com solo declive, apresentando riscos iminentes. Para o Bispo, et al. 2011: 

Os Sistemas de Informação Geográfica (SIG) são ferramentas que permitem espacializar e analisar dados geográficos, sendo uma alternativa para o mapeamento de áreas de difícil acesso e com riscos ambientais, como em áreas com riscos de deslizamento. (Bispo, et al. 2011). 

Esses sistemas, que são ferramentas de monitoramento, que ajudam no mapeamento cartográfico de áreas de riscos, são fundamentais para que depois da amostra de resultados, com avaliação dos riscos, possa acontecer o planejamento adequado para organizar, gerenciar e atuar na prevenção de riscos ocasionados pela ação do homem na natureza. 

Os sistemas de georreferenciamento, possuem custo financeiro baixos e podem ser fundamentais na atuação, disponibilidade dos serviços de urbanização e infraestrutura pública, tratando problemas do crescimento territorial desordenado da cidade de Manaus-AM, para o bem comum da sustentabilidade. 

‘‘Geotecnologia e suas ramificações como o Geoprocessamento e Georreferenciamento, vêm disponibilizando cada vez mais ferramentas aplicáveis nesses processos e que possuem um custo relativamente baixo quando comparada às tecnologias passadas.’’ (Tancredi et al., 2012). 

Esses estudos tecnológicos, trazem perspectivas amplas, que podem ser aplicadas nos variados segmentos das demandas sociais, verificando problemáticas existentes, gerando dados, contribuindo para melhoria do desenvolvimento da vida em sociedade. 

‘‘Indicaram o mapeamento das zonas de risco como uma das soluções para o entendimento e previsão desses eventos, podendo minimizar suas consequências. (Silveira, et al. 2014). 

Conforme as abordagens desse estudo, procura-se minimizar danos ou impactos, com o uso dessas ferramentas tecnológicas de georreferenciamento. 

As mudanças ambientais e suas características, são monitoradas mediante a utilização das ferramentas de geoprocessamento atuais. O estudo se apresenta como uma ciência composta por técnicas que evoluíram gradativamente com o avanço da tecnologia. 

‘‘É uma ferramenta capaz não só de armazenar, quantifica e manipular dados georreferenciados, como também cruzar esses dados e tratá‐los estatisticamente.’’ (Fujaco et al., 2010). 

Conforme abordagem, a capacidade e a disponibilidade dessas ferramentas de georreferenciamento são vastas, sendo possível gerenciar os dados coletados, fazendo-lhes interpretações precisas. De acordo com Roque, et al. 2006 e Couto, 2012: 

O método que tem início com a obtenção de coordenadas de latitude e longitude nos pontos da imagem a ser georreferenciada, denominados como pontos de controle, sendo estes os locais físicos que apresentam um perfil de fácil identificação, como interseções de rios e estradas, represas, construções, morros, entre outros. (Roque et al. 2006 e COUTO, 2012). 

Verifica-se que é possível, por meio dessas ferramentas tecnológicas, o recebimento de coordenadas em pontos de imagens georreferenciadas, promovendo a fácil compreensão de lugares, construções, rios e outros elementos fundamentais, possíveis a serem analisados. 

‘‘O geoprocessamento é uma ferramenta que ganha cada vez mais espaço no cenário da perícia ambiental e vem sendo utilizada com êxito no controle e monitoramento ambiental, representando várias categorias de processamento de dados.’’ (Silva, 2003). 

Compreende-se, como as ferramentas tecnológicas de geoprocessamento promovem por meio da sua utilização, avanços significativos no âmbito do monitoramento e coleta e análise de dados ambientais. 

‘‘Utiliza de técnicas e conceitos oriundos da cartografia, topografia (altimetria e planimetria), sensoriamento remoto e o Sistema de Informações Geográficas).’’ (Veiga & Silva, 2004). 

É importante, compreender o uso das técnicas, o conhecimento dos conceitos adquiridos dos estudos cartográficos, para interpretar os dados que serão obtidos. 

De acordo com informações fornecidas pela Defesa Civil de Manaus (2025), a instituição atualmente utiliza o software QGIS em dois de seus setores principais: o Centro de Monitoramento e Alerta (CEMOA) e o Departamento de Prevenção e Engenharia (DPEN). A ferramenta é empregada para o mapeamento de áreas de risco e para a realização de avaliações técnicas, desempenhando papel essencial no planejamento e na prevenção de desastres. Inicialmente, o órgão fazia uso do software ArcGIS em computadores particulares; entretanto, devido à inexistência de autorização para instalação de programas não certificados nas estações institucionais, a chefia optou pela padronização do uso do QGIS, por ser um software livre e de código aberto. 

Ainda segundo a Defesa Civil de Manaus (2025), os usuários que anteriormente utilizavam o ArcGIS reconhecem que este apresenta uma quantidade maior de ferramentas e recursos avançados. No entanto, afirmam que o QGIS atende plenamente às necessidades técnicas e operacionais da instituição, além de representar uma alternativa gratuita e de fácil utilização. Assim, é notório que o QGIS proporciona maior acessibilidade e eficiência no processamento de informações geográficas, justificando, portanto, sua adoção e consolidação no âmbito da Defesa Civil de Manaus. 

SOLUÇÕES ESTUDADAS PARA CONTENÇÃO 

Seis alternativas de contenção foram analisadas: 

1. Crib-Wall – Estrutura modular preenchida com brita ou terra. Boa drenagem e baixo custo. Como mostra a figura abaixo: 

Figura 17. Alternativa contenção: Crib-Wall. 

Fonte: arquivo da internet. Ano: 2025 

2. Gabião – Gaiolas de arame com pedras. Boa estabilidade e drenagem, mas difícil de implementar em Manaus-AM, por falta de pedreiras. Como mostra a figura abaixo: 

Figura 18. Alternativa contenção: Gabião. 

Fonte: arquivo da internet. Ano: 2025 

3. Estacas prancha – Estacas cravadas para formar cortinas. Construção rápida, mas com riscos de vibração em áreas frágeis. Como mostram as figuras abaixo: 

Fonte: arquivo da internet. Ano: 2025 

4. Parede diafragma – Painéis verticais de concreto. Alta eficiência, mas custo elevado e necessidade de grandes equipamentos. Como mostra a figura abaixo: 

Figura 21. Contenção: Parede diafragma. 

Fonte: arquivo da internet. Ano: 2025 

5. Muro de contraforte – Muro com suportes verticais. Boa capacidade estrutural, mas exige drenagem adequada e pode ser caro. Como mostra a figura abaixo: 

Figura 22. Contenção: Muro contraforte. 

Fonte: arquivo da internet. Ano: 2025 

6. Solo grampeado – Técnica de reforço do solo com barras metálicas. Flexível, adapta- se bem ao relevo local. Como mostram as figuras abaixo: 

Fonte: arquivo da internet. Ano: 2025 

CONSIDERAÇÕES FINAIS 

A pesquisa impulsionou-se para análise da atividade da construção civil na atualidade, que de fato não se relaciona apenas com o forte desenvolvimento urbano, mas também com os impactos significativos no meio ambiente. Para isso, foi realizado o estudo por meio do georreferenciamento, que possui como objetivo entender esses impactos e articular estratégias para mitigá-los. 

A ferramenta tecnológica QGIS, pode ser utilizada na criação de mapas, também para analisar o espaço, fomentando expectativas que ajudem na identificação das áreas de riscos, desenvolvendo estratégias para intervir em problemas ocasionados pela construção civil. 

Observou-se nos estudos da engenharia civil, que existe uma grande necessidade em reduzir os impactos ao meio ambiente. Para isso, é preciso que exista estímulo à capacitação profissional em georreferenciamento dos profissionais que atuam nessa área. Esses aspectos são fundamentais para que ocorra a garantia e eficácia da implementação desses estudos. 

Pode-se destacar ainda, que o monitoramento por meio da ferramenta de georreferenciamento contribuem para avaliação de problemas futuros que podem ser contínuos, passíveis a serem inibidos pelas intervenções providas das estratégias estabelecidas na utilização da tecnologia. O principal problema a ser combatido é a drenagem inadequada de águas pluviais e servidas. 

Crib Wall e Solo Grampeado, portanto, são as soluções mais viáveis para a cidade de Manaus-AM, devido à adaptabilidade e menor custo. O estudo reforça a importância do planejamento urbano e da gestão de risco para evitar novas ocorrências. 

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1Acadêmica do Curso de Engenharia Civil. Email: stephany.nicol.rojas@gmail.com.br
2Professor Orientador do Trabalho de Conclusão de Curso. Email: asanches@uea.edu.br