COMPARAÇÃO ENTRE TÉCNICAS DE OBTURAÇÃO ENDODÔNTICA: CONE ÚNICO VS CONDENSAÇÃO LATERAL

REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/pa10202510190958


Sarah Oliveira Cortes1
Guilherme Sales de Souza2


Resumo

A endodontia tem como principal objetivo a prevenção, diagnóstico e tratamento de patologias da polpa dentária, proporcionando um local compatível para que o organismo realize reparos no tecido periapical em busca do retorno da função do dente afetado. A obturação dos canais radiculares é uma entrada fundamental do tratamento, buscando trazer a vedação tridimensional do sistema de prevenindo a reinfecção. Este estudo trata-se de uma revisão bibliográfica que tem como objetivo avaliar e comparar as técnicas mais utilizadas na pratica clinica que são a de condensação lateral e cone único. Foi realizada uma busca nas bases de dados PubMed, SciELO e Google acadêmico no período de 2011 a 2024 utilizando as palavras chave: Endodontia. Obturação endodôntica . Cone único. Condensação lateral. Por meio da revisão de literatura observou-se que ambas as técnicas apresentam vantagens e limitações, a escolha da técnica pelo profissional deve levar em consideração fatores como tipo de cimento, anatomia do canal e a experiencia do profissional.

Palavras-chave: Endodontia. Obturação Endodôntica. Condensação Lateral. Cone único.

1 INTRODUÇÃO

O avanço da tecnologia e aperfeiçoamento dos tratamentos endodônticos vem trazendo uma melhor qualidade na instrumentação manual, e um maior conhecimento de novas técnicas que trazem uma melhor assepsia e desinfeção durante o tratamento endodôntico. Quando o canal é devidamente instrumentado, há a correta descontaminação e obturação as taxas de sucesso podem chegar a 90%. O cenário atual desse tratamento é resultado das inúmeras evoluções e aperfeiçoamento da área (SOUZA; et al,2018).

Os materiais obturadores de alta qualidade devem possuir propriedades físico-químicas que garantem o selamento e preenchimento adequado, dever ser biocompatível a fim de evitar danos aos tecidos periapicais, também deve apresentar radiopacidade, insolúvel aos fluidos bucais e de fácil manuseio (ALMEIDA,2019)

O sucesso do tratamento endodôntico é alcançado por meio de selamento ideal proporcionado pelos materiais obturadores. Os materiais mais utilizados atualmente são os cones de guta-percha, associados ao cimento endodôntico. Os cones de guta-percha são responsáveis por manter o canal insolúvel e estabilidade dimensional e devido não se aderirem de forma adequada a parede é necessária a associação com o cimento endodôntico que selam o espaço do canal radicular (COSTA,2024).

A obturação do sistema de canais radiculares e de suma importância para s obter o sucesso do tratamento endodôntico, dentre as inúmeras técnicas existentes, a técnica de condensação é a mais utilizada, esta pode ser aplicada em diversas situações clinicas, para a realização dessa técnica são utilizados os cones de guta-percha padrões com associação ao cimento endodôntico (NABESHIMA,2011).

A técnica de cone único é amplamente utilizada em casos de canais radiculares com anatomia mais simples, pois oferece uma opção rápida, prática e eficiente na obturação. Quando se trata de canais com anatomia mais complexas essa técnica pode não garantir selamento tridimensional completo, podendo comprometer a vedação apical e o sucesso do tratamento endodôntico a longo prazo (MENDONÇA; COELHO,2024).

O presente trabalho foi elaborado com o objetivo de trazer uma análise entre as técnicas de obturação sendo a técnica de condensação lateral e a técnica de cone único tendo como base evidencias cientificas, evidenciando as vantagens e desvantagens de cada uma das técnicas.

2 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA OU REVISÃO DA LITERATURA

2.1 ENDODONTIA

A endodontia tem como principal objetivo a prevenção diagnóstico e tratamento das patologias da polpa dentária, promovendo um local compatível para que o organismo realize os reparos necessários no tecido periapical na busca do retorno da função do dente afetado. O tratamento endodôntico é realizado na maioria dos dentes onde é feita a desinfecção e limpeza do canal radicular selando e impedindo a reentrada de bactérias. (ENDO,2016).

A endodontia pode ser definida como a especialidade odontológica voltada a patologias da polpa dentária e tecidos envoltos da raiz e seu tratamento, tendo como principal objetivo manter a função do dente no sistema estomatognático sem que haja prejuízos a saúde do paciente (ALVES,2020).

A evolução de técnicas para diagnóstico e tratamento permitiu uma maior precisão e eficácia no tratamento. Como tem-se o exemplo da tomografia de feixe cônico que permite o melhor planejamento do procedimento, pois possibilita a identificação de dificuldades anatômicas ou patologias sempre buscando a conservação de dentes naturais para promover uma cura regenerativa (BORGES,2020).

2.2 OBTURAÇÃO ENDODONTICA

Uma das etapas mais importantes do tratamento endodôntico é a obturação do sistema de canais radiculares, que tem como objetivo o preenchimento tridimensional e compacto o mais próximo possível da junção cemento – dentária, preenchendo os espaços antes ocupados por tecidos pulpares e favorecendo o processo de reparação dos tecidos. A complexidade anatômica do sistema de canais radiculares, aliada às limitações na instrumentação dos canais acessórios e laterais, impossibilita o desbridamento completo. Dessa forma, a obturação após a preparação biomecânica assume papel fundamental no tratamento endodôntico. (MARTINS et al, 2011)

A terapia endodôntica tem como objetivo limpeza, modelagem antissepsia e obturação do sistema dos canais radiculares, esses objetivos somente são alcançados através de etapas interdependentes que apresentam a mesma importância, o processo se inicia com o acesso adequado e finaliza no procedimento de conclusão da obturação sem falhas. Esse procedimento proporciona um ambiente desfavorável para a proliferação de microrganismos, suas etapas são realizadas com a associação de material obturador e o cimento endodôntico (ARAUJO,2014).

A obturação endodôntica pode ser definida como preenchimento de toda cavidade pulpar com materiais biocompatíveis, que são capazes de promover a vedação apical lateral e coronário dos cais radiculares, tendo como objetivos selar toda a extensão da cavidade endodôntica; prevenção a micro infiltração coronária e percolação de fluidos apicais; favorecimento do processo biológico de cicatrização dos tecidos periapicais a fim de impedir a passagem de microrganismos remanescentes. O procedimento é considerado satisfatório quando apresenta limite apical da obturação entre 1 e 2mm do ápice radiográfico (GODINHO; COELHO,2023).

2.3 MATERIAIS OBTURADORES

O sucesso do tratamento endodôntico é atribuído a três fatores interdependentes: desinfecção do canal, modelagem e pôr fim a obturação. Para alcançar o sucesso do tratamento os materiais são de suma importância como as demais etapas. Atualmente os materiais mais utilizados são a guta-percha que possui baixa adesão a parede é utilizada em associação com o cimento selador que realiza a união da guta percha ao dente (GREGA;SANTOS,2020).

Os materiais utilizados no tratamento endodôntico buscam suprir as seguintes características:

  • Não causar irritação aos tecidos periapicais;
  • Exercer efeito antimicrobiano;
  • Apresentar capacidade de selamento coronário;
  • Radiopacidade;
  • Fácil manipulação; inserção e remoção (se necessário);
  • Não promover alteração da coloração da coroa;
  • Ser estéril ou passível de esterilização.

2.3.1 GUTA PERCHA

Segundo O material mais utilizado como material de núcleo atualmente é a Guta-percha, esse material quando surgiu em 1847 era obtido através de arvores de látex, atualmente é feita de material sintético. Tem em sua composição óxido de zinco (60%); guta-percha (18 a 21%); radio pacificadores (1.5 a 17%) e o conjunto de resinas, ceras e corantes (1 a 4%) (SILVEIRA,2018). A guta-percha é amplamente utilizada por possuir as seguintes propriedades:

  • Biocompatíveis;
  • Bom preenchimento de irregularidades;
  • Possui radiopacidade;
  • Plasticidade;
  • Estabilidade dimensional;
  • Fácil remoção;
  • Estabilidade cromática.

Mesmo sendo um material amplamente utilizada a guta-percha apresenta baixa resistência, adesividade insatisfatória e deslocamento durante a compressão o que faz com que seja necessário o seu uso em conjunto com um cimento obturador a fim de garantir as ligações adequadas as paredes dentinárias do canal e evitar possíveis vazamentos (MARION et al.,2014).

A guta-percha é um material termoplástico amplamente utilizado na endodontia a fim de preencher e selar os canais radiculares após o tratamento de obturação. É um material insolúvel em água, maleável quando aquecido e permanece dentro do canal radicular sem causar irritação significativa nos tecidos periapicais, sendo segura para uso em tratamentos endodônticos. Mesmo sendo material padrão ouro para obturação, também apresenta a desvantagem de baixa aderência a dentina e retração após o resfriamento, sendo necessário o uso de cimentos endodônticos a fim de garantia a vedação adequada do canal (AGUIAR et al.,2021)

2.3.2 CIMENTOS ENDODONTICOS

Em busca de garantir um ambiente livre de microrganismos e possibilidade de prevenção ou tratamento das patologias pulpares e periapicais é de extrema importância realizar a obturação hermética dos canais radiculares. Para se alcançar o selamento necessário se torna indispensável o uso de um cimento endodôntico em conjunto com os cones de guta-percha. Os cimentos precisam ser o conjunto de propriedades físico químicas; biológicas e antimicrobianas, pois tem como função principal proporcionar a preenchimento das cavidades endodônticas vedando espaços irregulares e túbulos dentinários, ou seja, adentrar em todas as áreas que não puderam ser atingidos pelos instrumentais, trazendo um selamento radicular eficaz e adaptado (JUNIOR et al.,2020).

A principal função do cimento endodôntico é o preenchimento de espaços e irregularidades que a guta percha não alcança como os canais laterais, também realiza a união o cone principal aos cones acessórios e promove a adesão da guta-percha as paredes dentinárias pôr do meio do encaixe físico entre os materiais. Dentre as propriedades ideais os cimente deve possuir: radiopacidade; boa adesividade; fácil adesão e remoção, escoamento, tempo de trabalho suficiente, estabilidade cromática, insolubilidade aos fluidos teciduais, estabilidade dimensional, estimular o reparo tecidual, biocompatibilidade, reabsorção após extravasamento, atividade antimicrobiana e estimulo do reparo tecidual (FERNANDES et al.,2021).

Atualmente existem alguns tipos de cimentos de obturação são eles:

  • Óxido de zinco e eugeol;
  • Jidroxido de cálcio;
  • Resinosos;
  • Base de MTA;
  • Bioceramicos;
  • Silicone;
  • Iomero de vidro.

O cimento de óxido de zinco e eugenol é o mais comum até a atualidade pois possui custo baixo. Os avanços dos estudos e pesquisas também tem trazido outros cimentos que buscam aprimorar as propriedades dos já existentes, como é o cimento endodôntico bioceramico. Esse cimento tem demonstrado bons resultados pois possui excelentes propriedade físico-químicas, são biocompatíveis, antimicrobianos e tolerantes a umidade, em contrapartida apresentam dureza após o processo de presa causando dificuldades em casos de retratamento e possui alto custo econômico (METZKA et al,2023).

2.4 TECNICA DE CONDENSAÇÃO LATERAL

 Atualmente uma das técnicas mais conhecidas e utilizadas no mundo para obturação dos canais radiculares é a técnica de condensação lateral, pois é um método simples, acessível e confiável, e ao longo dos anos tem sido utilizada como técnica de parâmetro de comparação para o desenvolvimento e avaliação de outras técnicas de obturação. Seu objetivo é realizar uma obturação tridimensional dos canais radiculares, para isso utiliza como materiais cones de guta-percha associado a um cimento endodôntico adequado a fim de garantir o selamento hermético (GALEANDRO,2019).

A técnica de condensação lateral é a mais utilizada por sua fácil execução, permitindo um maior controle ao inserir o material obturador, reduzindo o risco de sobreobturação, ou seja, a saída do material obturador além do limite apical do canal radicular reduzindo assim o desconforto do paciente. Também apresenta estabilidade dimensional e pode ser removida com facilidade em casos de retratamento (GUINESI,2013)

A técnica de condensação lateral consiste inicialmente na preparação do canal radícula; após a preparação é selecionado o cone que será o cone principal, este cone terá o diâmetro igual ao da lima mais grossa a ser usada na extensão do comprimento do trabalho. Após a inserção do cone principal são colocados os condensadores laterais especialmente concebidos no canal até a zona mais próxima possível do ápice, e posteriormente o cone principal é compactado de forma lateral contra as paredes do canal. Quando o condensador lateral é retirado coloca-se o primeiro cone acessório no espaço deixado pelo condensador e compactado contra as paredes do canal radicular. Este mesmo procedimento será repetido até que não seja possível inserir mais cones acessórios. Logo após o total preenchimento o excesso de guta-percha e retirado do orifício do canal com o auxílio de um instrumento aquecido, e a compactação final da porção coronária é realizada com um condensador vertical até que o condensador atinja o terço cervical do canal (LEITE,2014).

Desenvolvida em 1914 por Callahan a técnica de condensação lateral é considerada a mais difundida e representa principal exemplo de método a frio da guta-percha. Dentre suas vantagens pode-se destacar o maior controle do extravasamento do material obturador pelo ápice, reduzindo assim a probabilidade de sobreobturação. Mas também apresenta limitações, como o tempo prolongado de execução, baixa homogeneidade do material obturador, falta de adaptação as paredes dos canais, formação de linha de cimento espessa e a possível presença de bolhas no cimento endodôntico, são fatores que podem comprometer o selamento apical e a qualidade da obturação (ARAUJO,2013).

2.5 TECNICA DE CONE ÚNICO

A técnica de cone único é um método de obturação a frio, desenvolvido nos anos 60 em decorrência da padronização dos instrumentos endodônticos e materiais obturadores. Essa técnica utiliza apenas um cone de guta-percha combinado com cimento endodôntico, ambos são selecionados de acordo com a conicidade e o diâmetro apical correspondente a última lima utilizada durante a instrumentação do canal garantindo a compatibilidade entre o cone e o preparo radicular (CARDOSO,2018).

Essa técnica é considerada simples, rápida e de boa reprodutibilidade pois possui propriedades como super elasticidade e memória de forma que mantem a centralização da lima no canal reduzindo o risco de desvios da anatomia original. E apesar dessas vantagens também possui algumas limitações como porosidade quando há um grande volume de cimento, contração e dissolução do cimento ao longo do tempo e menor adaptação do cone principal as paredes do canal das regiões media e coronal, principalmente em canais de morfologia irregular. Por apresentar um selamento pouco eficaz é necessário o uso de cimentos com boas propriedades físico-químicas buscando compensar suas limitações (DESONTINI;ABREU;RESENDE,2020).

O selamento eficaz do canal radicular tem como objetivo o preenchimento mais hermético possível dos condutos radiculares impedindo que os fluidos se desloquem, evitando o transporte de microrganismos e irritantes em direção a tecidos periapicais. Com a busca de uma técnica mais simples e eficiente que otimize o tempo de tratamento, tem-se a técnica de cone único associada a um selador que garanta uma boa fluidez e preenchimento do sistema de canais radiculares. Nesta técnica a espessura, uniformidade e distribuição do cimento endodôntico é fundamental, quanto menor a espessura da película do selador menor será a quantidade de espaços vazios e consequentemente maior a estabilidade e menor o risco de micro infiltração a longo prazo (PRADO et al, 2019).

3 METODOLOGIA

O presente estudo trata-se de uma revisão bibliográfica, onde artigos, livros, teses e trabalhos de conclusão de curso foram pesquisados com a acesso à internet. As buscam foram realizadas nos seguintes sites: PUBMED, Google acadêmico e SciELO utilizando as palavras chaves: Endodontia. Obturação endodôntica. Condensação lateral e Cone único. O período dos trabalhos pesquisados esteve limitado no período de publicação de 2011 a 2024, para a obtenção de arquivos mais recentes sobre o tema. Foi feito também uma busca na lista de referência dos artigos analisados no qual alguns artigos foram incluídos por apresentarem forte relevância. Foram inclusas na busca somente arquivos compreendidos dentro da temática Endodontia e Técnicas de obturação buscando textos completos que abordavam o tema. E foram excluídos da pesquisa todo e qualquer arquivo que estivesse fora da temática e período de pesquisa da presente revisão.

4 RESULTADOS E DISCUSSÕES

Obturações endodônticas ineficientes são um dos principais fatores associados ao insucesso da terapia endodôntica a longo prazo, há outros fatores que também podem contribuir, como o preparo químico mecânico inadequado e a persistência da contaminação por microrganismos. Do mesmo modo que o sucesso do tratamento não pode ser alcançado mesmo que haja a execução perfeita das etapas anteriores, mas o processo final não entregue um selamento e preenchimento o mais completo possível do sistema de canais. Clinicamente a qualidade da obturação endodôntica é diretamente relacionada a observação de uma imagem homogênea, compacta e sem espaços do material obturador. Assim o tratamento endodôntico busca empregar técnicas de obturação que possibilitem o preenchimento tridimensional eficaz (OLIVEIRA,2017).

Embora existam várias técnicas, até o momento nenhuma é totalmente eficaz, sendo técnica de condensação lateral a mais utilizada no procedimento de obturação dos canais radiculares. Com a constante evolução dos estudos na área tem se buscado técnicas mais rápidas neste âmbito a técnica de cone única ganhou destaque devido ao uso dos sistemas rotatórios de níquel-titanio que permitem uma melhor modelagem dos canais e a adaptação do material obturador. Em comparação as duas técnicas citadas a condensação lateral oferecem um bom controle do comprimento de trabalho, mas pode resultar em má compactação, espaços vazios e até fratura radicular. Na técnica de cone único o procedimento é mais simples e rápido apresentando um bom selamento do terço apical, mas depende em sua maior parte do cimento e formato do canal. O estudo mostra que nenhuma das duas técnicas oferecem a garantia de um selamento completo, a de cone único é considerada equivalente à de condensação lateral e uma boa alternativa, apresentando resultados semelhantes em canais ovais, mas um desempenho inferior em canais curvos (SANTAREM,2016).

Silva (2016) expos que diante das condições experimentais por meio da observação da infiltração apical, pode concluir que nenhum dos grupos das técnicas de obturação seja cone único ou condensação lateral foram completamente eficientes para evitar infiltrações apicais. A técnica de cone único com associação aos cones acessórios apresentou menor infiltração marginal da porção apical, em comparação a técnica de condensação lateral. Embora os valores médios de penetração do corante indiquem que o grupo da técnica do cone único apresentou menor infiltração apical em comparação ao grupo da condensação lateral, essas diferenças não foram estatisticamente significativas.

Em uma revisão sistemática Abrahao (2021) avaliou a influência de algumas técnicas obturadoras na em dentes de ex vivos, por meio do método de micro-CT. Em seu estudo concluiu que nenhuma técnica de obturação em dentes extraídos e avaliados foi capaz de dar origem a uma obturação livres de bolhas ou gaps. É importante destacar que o bom resultado do tratamento depende de vários fatores, sendo a técnica apenas um dos parâmetros considerados, também deve-se levar em consideração o limite apical da obturação, o cimento endodôntico utilizado, anatomia interna dos dentes do paciente, preparo, material de obturação, técnica de obturação utilizada como também a experiencia do profissional endodontista.

5 CONCLUSÃO/CONSIDERAÇÕES FINAIS

De acordo a com a literatura consultada a técnica de cone único representa uma técnica de execução mais rápida e fácil quando comparada a condensação lateral, entretanto sua eficácia está diretamente relacionada ao uso de instrumentos com conicidade adequada e de cimento obturador de alta qualidade, mas nenhuma das técnicas proporcionam um selamento apical totalmente eficaz sendo a técnica de condensação lateral equivalente a técnica de cone único.

REFERÊNCIAS

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1 Discente do Curso Superior de Odontologia FACULDADE METROPOLITANA DE RONDÔNIA – UNNESA e-mail: Sarahcortes884@gmail.com
2 Docente do Curso Superior de Odontologia FACULDADE METROPOLITANA DE RONDÔNIA – UNNESA Especialista em Saúde Coletiva e-mail: Guilherme.sales1@gmail.com