COMO RESOLVER OS DESAFIOS DO CONTROLE DE ESTOQUE NA LOGÍSTICA INDUSTRIAL

REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/fa10202509261454


João Eduardo Silva Lundgren
Ricardo Jerônimo Pereira Rêgo Neto
Roque Cazé Bisneto
Victor Vinícius Madruga
Kevin Kelsch


RESUMO

Em um contexto de constante evolução, transformações aceleradas e competitividade nos mercados impulsionada por consumidores cada vez mais conscientes e exigentes, a logística industrial assume um papel estratégico fundamental para a sustentação e o desenvolvimento das cadeias produtivas modernas. Diversas áreas dentro da logística ganham, e entre elas destaca-se o controle de estoque, que se mostra como uma das funções mais críticas dentro da gestão logística. Ultrapassando a ideia simplista de armazenamento de produtos, ele está diretamente relacionado à eficiência operacional, à rentabilidade e à capacidade de resposta das organizações frente às demandas do mercado. Um inventário bem gerenciado permite que a empresa atenda prontamente aos pedidos, evite perdas, reduza desperdícios e minimize custos com armazenagem. Por outro lado, um controle ineficiente pode resultar em rupturas no fornecimento, atrasos nas entregas, excesso de mercadorias paradas e, consequentemente, prejuízos financeiros e perda de competitividade.

INTRODUÇÃO

O controle de estoque ocupa um lugar central na logística industrial moderna. Desde o início da Revolução Industrial, a capacidade de armazenar, organizar e distribuir insumos e produtos finais sempre foi determinante para a sobrevivência das empresas. Entretanto, no cenário contemporâneo marcado pela globalização, pela aceleração tecnológica e por consumidores mais exigentes, a gestão de estoques deixou de ser apenas uma atividade operacional e passou a representar um fator estratégico de competitividade. Diversos estudiosos ressaltam a importância do controle de estoques. Ballou (2006) destaca que a gestão eficiente pode representar até 50% da redução dos custos logísticos totais. Bowersox e Closs (2010) apontam que a visibilidade e a confiabilidade das informações são essenciais para minimizar incertezas. Já Moreira (2014) enfatiza que a administração de materiais e estoques é um diferencial competitivo em setores de produção em massa. Além disso, o conceito de Just in Time (JIT), desenvolvido no Japão, e a filosofia de Lean Manufacturing reforçam a ideia de estoques mínimos e produção enxuta como estratégias para redução de custos e maior eficiência. Este estudo utilizou uma abordagem exploratória e explicativa, com levantamento bibliográfico, análise qualitativa de processos industriais e observação direta em operações de empresas do setor. Foram identificados gargalos relacionados à previsão de demanda, integração de sistemas, falhas de comunicação entre setores e impacto da ausência de tecnologias de rastreamento em tempo real. Os principais desafios observados incluem: 1. Previsibilidade da demanda: oscilações de mercado dificultam o planejamento adequado. 2. Integração tecnológica: sistemas desatualizados e falta de ERPs modernos reduzem a confiabilidade das informações.
3. Custos de armazenagem: excesso de estoque gera despesas adicionais e risco de obsolescência. 4. Comunicação intersetorial: falhas entre produção, compras e distribuição comprometem o fluxo. 5. Sustentabilidade: o desperdício de materiais impacta não apenas os custos, mas também a imagem socioambiental da empresa. As soluções propostas incluem a adoção de tecnologias como RFID, IoT e Big Data, que permitem rastrear mercadorias em tempo real, bem como a implementação de modelos preditivos de demanda baseados em inteligência artificial. Além disso, o alinhamento com práticas de Supply Chain Management (SCM) fortalece a integração entre os elos da cadeia, reduzindo rupturas e melhorando a competitividade.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Conclui-se que o controle de estoques deixou de ser uma função meramente operacional para se tornar um pilar estratégico da logística industrial. A implementação de sistemas integrados, o uso de tecnologias emergentes e a adoção de metodologias colaborativas de gestão são fatores determinantes para garantir maior precisão, agilidade e sustentabilidade nos processos. Empresas que investem em modernização e integração de seus sistemas logísticos obtêm vantagens competitivas significativas: redução de custos, maior satisfação do cliente, otimização da produção e reputação fortalecida no mercado. Diante disso, recomenda-se que gestores industriais priorizem a digitalização e a automação de processos, bem como capacitem suas equipes para atuar em um ambiente cada vez mais orientado por dados.

PALAVRAS CHAVES

Estoque, Gestão e Logística

ÁREA

Logística

REFERÊNCIAS

BALLOU, Ronald H. Logística Empresarial: Transportes, Administração de Materiais e Distribuição Física. 5. ed. São Paulo: Atlas, 2006.

BOWERSOX, Donald J.; CLOSS, David J. Logística Empresarial: o processo de integração da cadeia de suprimento. São Paulo: Atlas, 2010.

MOREIRA, Daniel Augusto. Administração da Produção e Operações. São Paulo: Cengage Learning, 2014.