CARCINOMA DE CÉLULAS ESCAMOSAS DE LÁBIO INFERIOR DIAGNOSTICADO EM ESTÁGIO TARDIO: RELATO DE CASO COM ÊNFASE NOS ASPECTOS CLINICOPATOLÓGICOS, PROCESSO DE DIAGNÓSTICO E ABORDAGEM TERAPÊUTICA

REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/cl10202511301721


Cátia Barros Alves1
Marlon João dos Santos Lima2
Luiz Arthur Barbosa da Silva3


RESUMO

O carcinoma de células escamosas de lábio (CCEL) é uma das lesões malignas mais frequentes da região oral e maxilofacial, correspondendo a 23,6%-30% de todos cânceres orais e 12% de todos os cânceres da região de cabeça e pescoço. A lesão tem relação direta com a fotocarcinogênese associada principalmente à radiação UVB do sol. Acomete predominantemente indivíduos do sexo masculino, de pele clara, a partir da 6ª década de vida. O lábio inferior aparece como o local predominantemente afetado e, na grande maioria dos casos, esta neoplasia é precedida pela desordem oral potencialmente maligna denominada queilite actínica. O diagnóstico da lesão é realizado a partir da realização de biópsia seguida de exame histopatológico. O CCEL, geralmente, apresenta uma elevada taxa de cura quando diagnosticados em estágios iniciais, com taxas de sobrevida em 5 anos que chegam a 80-90%. O objetivo deste trabalho é relatar um caso de CEL com ênfase em seus aspectos clinicopatológicos, no processo de diagnóstico da doença e abordagem terapêutica. Destaca-se a importância do Cirurgião-Dentista como peça fundamental no processo de rastreamento, diagnóstico e prevenção desta neoplasia maligna.

Palavras-chave: Neoplasia labial, carcinoma de células escamosas, Fatores de risco, tratamento

INTRODUÇÃO

O carcinoma de células escamosas de lábio (CCEL) é uma neoplasia maligna que se origina do epitélio de revestimento do vermelhão do lábio, que marca a transição entre a pele da face e a cavidade oral (Curioso et al., 2024). Representa de 23,6%-30% de todas as neoplasias malignas orais e, geralmente, desenvolvem-se a partir da desordem potencialmente maligna denominada queilite actínica (Cebotari et al., 2025).

O CCEL é causado, principalmente, por mutações resultantes da exposição crônica e desprotegida à radiação ultravioleta (UV) do sol. Como fatores contribuintes adicionais podem ser citados, tabagismo, consumo de álcool, predisposição genética e estado  de imunocomprometimento (Curioso et al., 2024). 

A população predominantemente afetada pelo CCEL é composta por homens, com idades entre sexta e sétima décadas de vida, caracterizados por fenótipos de pele clara e que vivem em regiões tropicais sob exposição excessiva à radiação ultravioleta do sol (UV) (Curioso et al., 2024). 

O lábio inferior é a área mais comumente afetada, representando cerca de 90% dos casos de CCEL, enquanto, aproximadamente, 7% dos pacientes desenvolvem as lesões no lábio superior e 3% na comissura labial (Curioso et al., 2024). Os sinais clínicos iniciais de CEL podem incluir crostas ou ulcerações assintomáticas que podem ser equivalentes às observadas na queilite actínica. Em estágios avançados, uma úlcera exsudativa dolorosa pode ocorrer, coberta de escamas e crostas, com bordas endurecidas e uma base infiltrada que não cicatriza (Silva et al., 2020). Felizmente, a incidência de metástase associadas ao CCEL é relativamente baixa, variando entre 5% e 37% dos casos e está bem estabelecido que o câncer de lábio geralmente tem melhores taxas de sobrevivência do que os cânceres intraorais.

A ressecção total da neoplasia é considerada o tratamento para a maioria dos casos (Biasoli et al., 2016). O local de fácil visualização das lesões além de favorecer o diagnóstico precoce, facilita o acesso e a determinação de margens cirúrgicas seguras, o que possibilita baixos índices de recidiva e elevadas taxas de cura (Biasoli et al., 2016; Strieder et al. 2017). 

Este trabalho tem o objetivo de relatar um caso de CCEL com ênfase nos aspectos clinicopatológicos, processo de diagnóstico da doença e abordagem terapêutica.

RELATO DE CASO

Paciente do sexo masculino, 81 anos, leucoderma, agricultor aposentado e ex-tabagista, sem comorbidades diagnosticadas, compareceu a um consultório odontológico em uma Unidade Básica de Saúde (UBS), com lesão persistente em lábio inferior, de evolução lenta e progressiva, com duração aproximada de 1 ano e 4 meses, de acordo com o paciente. Durante esse período, houve relato de dor local, comprometimento da fala e da alimentação, além de sangramentos ocasionais. 

Ao exame físico, observou-se lesão ulcerada, de bordas elevadas e endurecidas, com áreas de crostas, envolvendo toda a área do lábio inferior, com extensão para pele adjacente. A partir das características observadas e diante do perfil do paciente, foi estabelecida a hipótese de diagnóstico de CCEL (Figura 1 A-B). O paciente foi então encaminhado para realização de biópsia em um centro especializado, porém houve recusa inicial em seguir com a investigação clínica, pois havia a crença que a lesão teria regressão por meio do uso contínuo de plantas medicinais utilizadas de forma rotineira pela população na região onde ele reside. Além disso, o paciente mantinha a prática de automedicação com pomadas tópicas, cremes dermatológicos e fitoterápicos, mesmo diante da piora da lesão.

Após insistência e orientação contínua da equipe de saúde da família, que acompanhava o caso regularmente na UBS e realizava visitas domiciliares, o paciente aceitou ser submetido a uma biópsia incisional. A análise histopatológica do espécime removido revelou a presença de neoplasia maligna de linhagem epitelial, composta por ceratinócitos atípicos, infiltrando a derme em blocos sólidos e mal delimitados, com ceratinização e formação de pérolas córneas, além de infiltrado inflamatório mononuclear moderado, sendo confirmado o diagnóstico de CCEL (Figura 2 A-B).

Diante do resultado da biópsia, o paciente foi encaminhado a um centro de referência em Oncologia, com o objetivo de definir o estadiamento clínico, as possibilidades terapêuticas e a conduta multidisciplinar adequada. Foi indicada a ressecção total da lesão, entretanto, por limitações do serviço de saúde responsável pela abordagem terapêutica, houve o adiamento do procedimento. Durante esse período, houve uma progressão significativa da lesão, com crescimento rápido e agravamento dos sintomas. O paciente passou a relatar dor intensa, aumento do volume tumoral, intensificação da disfagia e dislalia, comprometendo de forma importante sua qualidade de vida. 

Após 10 meses do diagnóstico, o paciente foi submetido à ressecção da lesão associada a esvaziamento cervical (Figura 3). O resultado da biópsia do material cirúrgico ressecado confirmou ausência de neoplasia residual (margens cirúrgicas livres). Não foram identificados linfonodos metastáticos.

Durante 24 dias, no pós-operatório, foi utilizada sonda nasogástrica (Figura 3). Essa medida teve como objetivo assegurar o aporte calórico e nutricional adequado durante a fase inicial da recuperação, período crítico em que a deglutição e a mastigação estavam comprometidas. A escolha da dieta adequada é especialmente importante em idosos, pois contribui para a manutenção do estado nutricional, fator diretamente associado à melhora da cicatrização, redução do risco de infecções e desfechos mais favoráveis no pós-operatório.

A resposta inicial ao tratamento foi positiva, com redução progressiva dos sintomas dolorosos, ausência de sinais de infecção e boa adaptação ao novo padrão alimentar durante a transição do suporte enteral para a alimentação oral. A recuperação seguiu de forma satisfatória com melhora da mastigação e da fala, sendo retomadas, progressivamente, suas atividades cotidianas, dentro dos limites definidos pela equipe médica. 

Diante da boa resposta ao tratamento e do estado geral estável, houve a orientação para o acompanhamento trimestral, como parte do protocolo de proservação oncológica. Atualmente, o paciente encontra-se em acompanhamento há 2 anos, em bom estado geral, sem queixas clínicas, alimentando-se normalmente por via oral e com boa qualidade de vida.

DISCUSSÃO

O carcinoma de células escamosas é a neoplasia maligna mais comum do lábio, seguido por carcinomas basocelulares e, menos comumente, adenocarcinomas decorrentes de glândulas salivares menores, melanomas, sarcomas e linfomas (Cebotari et al., 2025). Quase 95% dos casos de CCEL podem ser precedidos pela Queilite actínica, portanto, a transformação maligna da Queilite actínica é de fato uma preocupação de saúde pública (Silva et al., 2020).

A etiologia do CEL encontra-se dentro do espectro da fotocarcinogênese associado às neoplasias malignas de pele, cujo principal fator de risco é a radiação UV, especialmente do tipo UVB. O efeito mutagênico dos raios UVB acontece diretamente nas bases nucleotídicas, culminando no desenvolvimento de dímeros de pirimidina, locais de alta susceptibilidade para  mutações e lesões no DNA, como a mutação específica que representa a transição de uma citosina (C) em timina (T), amplamente conhecida como assinatura mutacional da luz UV (Lima, 2015; Ohman et al., 2015). Entretanto, aspectos sociodemográficos e de estilo de vida, imunossupressão e susceptibilidade genética individual também representam fatores de risco (Ohman et al., 2015). Portanto, trabalhadores que realizam suas atividades ao ar livre, como pescadores e agricultores, submetidos a longos períodos de exposição solar são vulneráveis ​​ao desenvolvimento do CEL. Como a melanina é uma proteção natural contra os raios ultravioleta, as pessoas de pele clara são as mais afetadas por esses distúrbios (Mello et al., 2019). O paciente deste relato, residiu na zona rural e exerceu atividades profissionais expostas ao ar livre e sem fotoproteção, na agricultura, ao longo da maior parte de sua vida.

Neste trabalho, relatamos um caso de um paciente do sexo masculino, de pele clara e com 81 anos de idade diagnosticado com CEL em lábio inferior. Esses achados corroboram com a literatura em relação ao perfil epidemiológico mais fortemente associado ao CEL. Ao realizarem uma análise das características demográficas e clinicopatológicas em 10 centros brasileiros de Patologia oral e maxilofacial, Silva et al. (2020), observaram que dos 850 casos de CEL, 79,3% acometeram homens, com média de idade de 57,8 anos, 91,3% eram leucodermas e 97,3% dos casos ocorreram no lábio inferior. De maneira similar, Biasoli et al. (2016), ao revisarem os registros dos últimos 25 anos de um centro de referência em câncer de cabeça e pescoço, identificaram que dos 144 casos de CEL, 81.25% dos pacientes eram homens, com média de idade de 60,21 anos, 93,05% dos indivíduos tinham pele clara e 85,41% dos casos foram diagnosticados no lábio inferior. Estes dados reforçam a importância de direcionar as medidas preventivas e de diagnóstico precoce a este público.

A localização do tumor, provavelmente, facilita sua identificação e, consequentemente, seu diagnóstico. Embora visíveis, essas lesões em estágio inicial são frequentemente negligenciadas devido à falta de sintomas na maioria dos casos (Mello et al. 2019). No presente relato, apresentamos um caso avançado de CEL, com extenso comprometimento da estrutura labial inferior e associado à dor, levando a consequências estéticas e funcionais, visto que a fala e alimentação do paciente estavam comprometidas. O paciente aqui descrito havia percebido a alteração há aproximadamente 1 ano e 4 meses. A resistência para realização da biópsia associada ao uso de produtos naturais e cremes dermatológicos, sem prescrição médica, atrasaram ainda mais o processo de diagnóstico e contribuíram com a piora do quadro clínico. 

Do ponto de vista histopatológico, de acordo com El-Naggar et al. (2017), na classificação de tumores da cabeça e pescoço da OMS, o CEL demonstra cordões, ilhas ou lençóis de células escamosas malignas, que promovem rompimento da membrana basal e invadem o estroma de tecido conjuntivo. Tais células neoplásicas exibem uma diversidade de atipias, que inclui anisonucleose, anisocitose, hipercromatismo, graus variados de pleomorfismo celular e/ou nuclear, aumento do tamanho e número de nucléolos, figuras de mitoses típicas e/ou atípicas. A presença de disceratose (ceratinização individual das células) e pérolas de ceratina é variável. Com a progressão neoplásica, a invasão tumoral pode atingir estruturas adjacentes, infiltrando tecido adiposo, nervos, músculos, osso, vasos sanguíneos ou linfáticos. Estas características corroboram com os achados microscópicos dos espécimes da biópsia incisional, essencial ao diagnóstico, e da peça cirúrgica pós-ressecção da lesão.

O objetivo principal da reconstrução do lábio inferior é restaurar a competência oral e a integridade estética. As opções de tratamento dependem das características do tumor e podem incluir cirurgia ou radioterapia. A excisão cirúrgica requer um planejamento meticuloso para equilibrar a abordagem oncológica com a preservação funcional e estética. O tratamento cirúrgico abrangente geralmente inclui excisão de tumor de espessura total, dissecção de linfonodos e reconstrução. (Cebotari et al., 2025). A localização anatômica das lesões favorece a sua ressecção completa, sendo necessária, como neste caso, ampla excisão de pele, músculo e mucosa subjacente para possibilitar uma margem cirúrgica livre de doença (Biasoli et al. 2016). O paciente deste relato foi submetido à ressecção total da lesão e esvaziamento cervical. Diante das margens livres de tumor e da ausência de comprometimento linfonodal, tratamentos como radioterapia e quimioterapia não foram indicados.

Nos estágios iniciais do CEL, o risco de metástases linfonodais cervicais é de aproximadamente 8%, mas esse risco aumenta significativamente em casos avançados (Cebotari et al., 2025). Embora a dissecção eletiva do pescoço seja recomendada para envolvimento evidente do pescoço (clínico ou radiológico), seu papel no tratamento do pescoço com N0 permanece debatido (Biasoli et al. 2016, Cebotari et al., 2025). Apesar de diagnosticado e tratado em estágio avançado, após a análise histopatológica dos linfonodos removidos durante o esvaziamento cervical não foi identificado comprometimento metastático.

O CEL, geralmente, apresenta uma elevada taxa de cura quando diagnosticados em estágios iniciais, além de poucos episódios de recorrência local em comparação com outras cabeças e tumores do pescoço, incluindo o carcinoma de células escamosas intraorais. Em CCEL bem diferenciados, a taxa de sobrevida em 5 anos chega a 80-90% (Santos et al., 2014). O paciente segue em acompanhamento sem sinais de recidiva da lesão.

Comportamentos que podem reduzir o risco de problemas de pele e lábio associados à exposição solar incluem limitar ou reduzir a exposição ao sol entre 10:00 h e 16:00 h em áreas tropicais, utilizar roupas fotoprotetoras e chapéus de abas largas e usar corretamente o protetor solar. A negligência na fotoproteção pode ser reflexo da falta conhecimento entre os trabalhadores sobre os efeitos nocivos da radiação ultravioleta, exigindo intensificação das medidas preventivas para essa população (Lucena et al. 2014).

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Apesar de ter um comportamento biológico mais indolente em relação ao carcinoma de células escamosas intra oral, o CCEL precisa ser diagnosticado e tratado precocemente, para evitar mutilações que trarão danos estéticos e funcionais, bem como episódios de metástases que podem comprometer, consideravelmente, a sobrevida do paciente. Destaca-se a importância do Cirurgião-Dentista como peça fundamental no processo de rastreamento, diagnóstico e prevenção de lesões como CCEL. O paciente deste relato foi submetido à ressecção da lesão, associada à esvaziamento cervical e segue em acompanhamento oncológico.

REFERÊNCIAS

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1Acadêmica de Odontologia – Centro Universitário Mário Pontes Jucá. Orcid: https://orcid.org/0009-0004-0119-5089
2Acadêmico de Odontologia – Centro Universitário Mário Pontes Jucá. Orcid: https://orcid.org/0009-0001-6212-8136
3Professor de Patologia Oral do curso de Odontologia – Centro Universitário Mário Pontes Jucà. Orcid: ​​https://orcid.org/0000-0003-3390-6581