OVERVIEW OF PUBLICATIONS OF ARTICLES ON CIVIL PROTECTION AND DEFENSE IN TECHNICAL-SCIENTIFIC FIRE DEPARTMENT SERVICE JOURNALS (2015–2024)
REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/ni10202508292047
Ricardo Torrezani de Oliveira1
Orientador: Dr. Danilo Arnaldo Briskievicz2
Resumo: Este estudo analisou a produção nacional brasileira sobre proteção e defesa civil publicada, entre 2015 e 2024, em periódicos técnico-científicos mantidos por Corpos de Bombeiros Militares. A pesquisa de caráter exploratório e bibliográfico identificou e caracterizou as revistas que atendiam aos critérios de inclusão, bem como os artigos pertinentes à temática, utilizando a palavra-chave “defesa civil” com frequência mínima de 20 ocorrências no texto. Foram analisadas três revistas: Flammae, Ignis e Vigiles, totalizando 463 publicações, das quais apenas 30 (6,48%) atenderam aos critérios. Os resultados indicaram irregularidade temporal na publicação sobre o tema, com concentração em anos específicos, predominância de autoria coletiva, forte participação de autores militares e concentração geográfica associada à sede editorial, exceto na Flammae, que apresentou maior diversidade regional. As publicações abordaram principalmente gestão de riscos e desastres, fortalecimento das coordenadorias municipais de proteção e defesa civil, uso de tecnologias aplicadas e integração com políticas ambientais. Entre as limitações, destacam-se o uso de um único descritor para seleção das produções e a ausência de padronização nas informações editoriais. Concluiu-se que a temática, embora estratégica, ainda é pouco explorada nesses periódicos, sendo necessários esforços para ampliar sua visibilidade e fomentar a interdisciplinaridade.
Palavras-chave: proteção e defesa civil; gestão de risco de desastres; produção científica; corpo de bombeiros; revistas técnico-científicas
Abstract: This study analyzed the Brazilian national production on civil protection and defense published between 2015 and 2024 in technical-scientific journals maintained by Brazilian Military Fire Departments. The research, exploratory and bibliographic in nature, identified and characterized the journals meeting the inclusion criteria, as well as the articles related to the topic, using the keyword “civil defense” with a minimum frequency of 20 occurrences in the text. Three journals were analyzed: Flammae, Ignis, and Vigiles, totaling 463 publications, of which only 30 (6.48%) met the criteria. The results revealed a temporal irregularity in publications on the subject, with concentration in specific years, predominance of collective authorship, strong participation of military authors, and geographic concentration linked to the editorial headquarters, except for Flammae, which showed greater regional diversity. The publications mainly addressed disaster risk management, strengthening municipal civil protection and defense coordinators, use of applied technologies, and integration with environmental policies. Limitations include the use of a single descriptor for selection and the lack of standardization in editorial information. It was concluded that, although strategic, the topic is still underexplored in these journals, and efforts are needed to increase its visibility and foster interdisciplinarity.
Keywords: civil protection and defense; disaster risk management; scientific production; military fire departments; technical-scientific journals.
1 INTRODUÇÃO
O Brasil apresenta elevada suscetibilidade a desastres naturais e antrópicos em função de suas dimensões continentais, diversidade climática e desigualdades socioeconômicas. Fenômenos como enchentes, deslizamentos, secas, incêndios florestais e tempestades severas afetam amplamente a população, a infraestrutura social e os ecossistemas, sendo agravados pelo processo de urbanização e pela ocupação irregular de áreas de risco. As mudanças climáticas intensificam a frequência e a magnitude desses eventos, ampliando a vulnerabilidade das cidades, sobretudo em contextos de baixa resiliência urbana (BANCO MUNDIAL, 2020; PEREIRA; MIRANDA, 2023).
Nesse cenário, relatórios e estudos apontam que a maior probabilidade de ocorrência de desastres no país está diretamente associada ao aquecimento global, exigindo a adoção de políticas e metodologias específicas para análise e gestão de riscos, como previsto na NBR ISO 37.123/2021 e no Marco de Sendai para a Redução do Risco de Desastres (ONU, 2015, 2022; ABNT, 2021; PEREIRA; MIRANDA, 2023).
Nessa conjuntura de crescente risco, a Defesa Civil desempenha papel central na prevenção, mitigação, preparação, resposta e recuperação frente a desastres, alinhando-se às diretrizes do Marco de Sendai e à Política Nacional de
Proteção e Defesa Civil (PNPDEC). Sua atuação inclui o mapeamento e monitoramento de áreas suscetíveis, a elaboração e atualização de planos de contingência, a coordenação de ações interinstitucionais e a capacitação das comunidades para adoção de medidas preventivas (BRASIL, 2012, 2020; MATOS; FREIRE, 2025).
A segurança pública prevista pela Constituição Federal de 1988 como dever do Estado e direito e responsabilidade de todos, constitui fundamento para a formulação de políticas e estratégias nacionais de proteção e defesa civil. Esse arcabouço jurídico foi fortalecido por leis e decretos específicos, que estabeleceram diretrizes para a prevenção e a resposta a desastres, bem como para a promoção da resiliência comunitária. Entre as atribuições constitucionais, destaca-se a competência conferida aos Corpos de Bombeiros Militares para a execução de ações de defesa civil, integrando o sistema de segurança pública e atuando de forma coordenada com demais órgãos e entidades (BRASIL, 2023).
No âmbito estadual, as constituições e legislações correlatas costumam atribuir aos Corpos de Bombeiros não apenas a execução, mas também a coordenação das atividades de proteção e defesa civil. Essa prerrogativa amplia o escopo de atuação das corporações, permitindo que assumam papel estratégico na articulação interinstitucional, no planejamento de ações preventivas, na gestão integrada de emergências e na mobilização de recursos humanos e materiais (ESPÍRITO SANTO, 2022; PARANÁ, 2024; MINAS GERAIS, 2025).
Diante desses desafios contemporâneos e a atribuição conferida aos Corpos de Bombeiros, a comunicação científica desempenha papel central na consolidação e no avanço do conhecimento, e as revistas técnico-científicas figuram como instrumentos estratégicos para esse processo. Mais do que veículos de registro, elas funcionam como plataformas de diálogo entre pesquisadores, profissionais e a sociedade, promovendo a circulação de ideias, resultados e inovações de forma acessível e ágil.
Conforme destaca Contel (2024), as publicações cumprem funções essenciais ao integrar a divulgação dos resultados de pesquisa, favorecer a interação entre especialistas e ampliar o alcance do saber científico a diferentes públicos, fortalecendo sua legitimidade social. Ao reunir estudos aplicados, análises críticas e experiências práticas, as revistas técnico-científicas contribuem para a construção de uma base de conhecimento interdisciplinar e de livre acesso, condição indispensável para enfrentar desafios complexos e fomentar uma cultura de prevenção, resiliência urbana e desenvolvimento sustentável.
Apesar da relevância crescente da temática de proteção e defesa civil no Brasil, verifica-se empiricamente uma lacuna expressiva na produção científica dedicada a essa área. Essa carência pode ser parcialmente atribuída à inexistência de uma área temática específica no sistema da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES). Por se tratar de um campo intrinsecamente multidisciplinar, as pesquisas acabam dispersas em áreas como Ciências Ambientais, Engenharia, Planejamento Urbano e Saúde Coletiva, sem um enquadramento institucional que favoreça a consolidação e a visibilidade da produção acadêmica (CAPES, 2023).
Considerando o panorama apresentado, este estudo tem como objetivo geral identificar e caracterizar a produção nacional sobre proteção e defesa civil publicada nos últimos dez anos em periódicos técnico-científicos especializados mantidos por Corpos de Bombeiros Militares. Como objetivos específicos, almeja-se identificar e caracterizar as revistas técnico-científicas nacionais brasileiras de bombeiros e as publicações realizadas por elas nos últimos dez anos, que guardem relação à temática abordada.
Parte-se da hipótese de que o número de publicações sobre a temática apresenta tendência de crescimento, em virtude de seu destaque e relevância no debate social contemporâneo. A pesquisa justifica-se pela relevância estratégica da área, frente aos desafios impostos pelas mudanças climáticas, à urbanização acelerada e à intensificação dos riscos ambientais.
Esse estudo busca também, ainda que de forma indireta, evidenciar a contribuição das corporações de bombeiros para a produção técnico-científica, fortalecendo a integração entre teoria e prática operacional. Ao concentrar-se em periódicos especializados da área, procura-se valorizar o conhecimento gerado no interior dessa comunidade profissional e fomentar a disseminação de práticas baseadas em evidências, capazes de contribuir para a construção de comunidades mais seguras e resilientes.
2 METODOLOGIA
A pesquisa classifica-se como exploratória quanto aos objetivos e bibliográfica quanto aos procedimentos. A coleta de dados bem como o tratamento analítico das informações foi realizada entre os meses de janeiro e julho de 2025.
2.1 Identificação e caracterização das revistas
Para identificar as revistas técnico-científicas de bombeiros a serem analisadas, utilizou-se as palavras-chave: “corpo de bombeiros” e “bombeiros” em plataformas de busca de artigos acadêmicos e no interior dos sites das revistas.
2.1.1 Bases de dados
As bases de dados utilizadas para a pesquisa foram:
a) Portal de Periódicos da CAPES;
b) Diretórios de Revistas: Directory of Open Access Journals (DOAJ) e Sistema Regional de Información en Línea para Revistas Científicas de América Latina (Latindex);
c) International Standard Serial Number Portal (ISSN Portal);
d) Sites oficiais dos corpos de bombeiros militares das 27 unidades federativas do Brasil.
A escolha dessas bases de dados justifica-se pela relevância, abrangência e credibilidade das fontes no contexto da pesquisa. O Portal de Periódicos da CAPES é reconhecido como uma das principais plataformas para acesso a publicações científicas de alta qualidade, garantindo acesso a conteúdo atualizado e revisado por pares. Os diretórios DOAJ e Latindexforam selecionados por sua ampla cobertura de revistas de acesso aberto e publicações técnico-científicas na América Latina, o que é essencial para a identificação de estudos regionais relacionados à proteção e defesa civil. O ISSN Portal foi incluído como uma ferramenta confiável para validar informações sobre publicações seriadas, assegurando a rastreabilidade e a originalidade das revistas analisadas.
Por fim, os sites oficiais dos corpos de bombeiros militares das 27 unidades federativas do Brasil foram utilizados para acessar informações específicas e complementares que poderiam não ser encontradas nas demais plataformas.
2.1.2 Critérios de inclusão
Revistas técnico-científicas nacionais brasileiras foram incluídas no estudo de corporações de bombeiros militares que possuíam pelo menos três edições publicadas, ofereciam acesso livre e gratuito ao seu conteúdo, independentemente da periodicidade ou do número de publicações e possuíam o número internacional normalizado para publicações seriadas (ISSN).
Essa escolha justifica-se pela necessidade de garantir a análise de revistas que apresentem continuidade mínima em suas publicações, refletindo maior maturidade editorial e relevância científica, características frequentemente ausentes em periódicos recém-criados. Ademais, a exigência de acesso livre e gratuito democratiza o conhecimento, assegurando a disponibilidade dos conteúdos para pesquisadores, profissionais e a sociedade em geral. A inclusão de revistas independentemente da periodicidade ou do volume de trabalhos publicados buscou ampliar a abrangência do estudo, valorizando a diversidade editorial no contexto nacional, sem renunciar a critérios reconhecidos internacionalmente, como a exigência do ISSN.
2.1.3 Caracterização das revistas
A partir da localização dos periódicos por meio da consulta às bases de dados, utilizando as palavras-chave, e aos sites oficiais das corporações, realizou-se a caracterização das revistas encontradas, incluindo informações como: nome da revista, órgão responsável, ISSN eletrônico, ano de lançamento (primeira edição), periodicidade, processo de avaliação por pares, política editorial, formatos aceitos, link de acesso, número de edições regulares, número de edições especiais, e áreas de concentração.
Após a identificação dos periódicos incluídos no estudo, realizou-se a tabulação e o registro de todos os manuscritos publicados entre 2015 e 2024.
Foram contabilizados “artigos” em quaisquer formatos, “estudos de caso” e “resenhas críticas”, ao passo que “atas de eventos” e “relatos de experiência” foram excluídos, conforme identificados em um dos periódicos.
A inclusão de “artigos”, “estudos de caso” e “resenhas críticas” fundamenta-se no fato de esses formatos apresentarem contribuições mais relevantes para o avanço do conhecimento técnico e científico. Por outro lado, a exclusão de “atas de eventos” e “relatos de experiência” visa garantir maior rigor acadêmico, focalizando produções que ofereçam análises aprofundadas e revisões críticas, alinhadas aos objetivos do estudo.
A escolha do período amostral de dez anos visou garantir uma análise robusta e relevante das publicações científicas na área de proteção e defesa civil, permitindo capturar a evolução das pesquisas e dos periódicos ao longo dos anos.
2.2 Identificação e caracterização da produção sobre proteção e defesa civil
Inicialmente, previu-se a análise de títulos e resumos a partir de palavras-chave associadas ao escopo de proteção e defesa civil, como “desastres”, “enchentes” e “inundações”. Entretanto, diante do elevado volume de publicações e da dificuldade em identificar, na literatura, todas as palavras potencialmente pertinentes à temática, optou-se por adotar uma estratégia metodológica alternativa.
Assim, todas as produções foram submetidas a um filtro utilizando a palavra-chave “defesa civil”. Foram selecionados apenas os manuscritos que apresentaram 20 ou mais ocorrências desse termo. A frequência do termo foi analisada para identificar a centralidade temática nos estudos, com base na metodologia de análise de conteúdo que considera a repetição de termos como indicador de relevância semântica (BARDIN, 2015).
A definição do limite mínimo de 20 ocorrências do termo “defesa civil” como critério para seleção dos manuscritos baseou-se na busca por um equilíbrio entre rigor analítico e viabilidade operacional. Esse número permitiu assegurar que os documentos selecionados apresentassem uma frequência significativa do tema no conteúdo, indicando uma abordagem mais aprofundada e centralizada na temática de proteção e defesa civil.
Por outro lado, um valor mínimo muito elevado poderia reduzir excessivamente a amostra, comprometendo a abrangência do estudo, enquanto um valor mínimo muito baixo poderia incluir manuscritos com relevância superficial.
Assim, o critério de 20 ocorrências representou um parâmetro pragmático e justificado, adequado ao volume de dados disponível e aos objetivos de análise qualitativa do presente trabalho.
Foram contabilizadas as ocorrências da palavra-chave em todo o conteúdo dos documentos — abrangendo partes pré-textuais, textuais e pós-textuais — desde que pertinentes ao manuscrito. Embora a restrição da análise à seção textual pudesse proporcionar maior precisão no contexto acadêmico, tal procedimento demandaria esforço operacional excessivo, tornando-se inviável diante do volume expressivo de manuscritos encontrados.
Dessa forma, a consideração integral dos documentos assegura maior agilidade e abrangência na coleta de informações, sem comprometer os objetivos do estudo. As publicações com menos de 20 ocorrências foram excluídas.
2.2.1 Caracterização da produção
A caracterização da produção considerou:
a) quantidade de trabalhos publicados por ano/revista;
b) distribuição temporal dos trabalhos;
c) listagem das publicações dentro dos critérios do estudo;
d) autores com mais contribuições;
e) distribuição da produção pela localidade dos autores;
f) vínculo militar ou civil dos autores e sexo;
g) predominância de autoria individual ou coletiva,
Por fim, procedeu-se à elaboração de uma síntese integrativa dos estudos selecionados, construída a partir da leitura analítica dos resumos, com o objetivo de identificar tópicos recorrentes, áreas de convergência temática e tendências emergentes.
Pretendia-se incluir a análise da filiação institucional dos autores e da tipologia dos estudos (artigo, resenha crítica, estudo de caso). Entretanto, a ausência de registros e a falta de padronização na identificação dos formatos entre as revistas inviabilizaram essas análises.
2.3 Análise de dados
Para quantificar os resultados associados à palavra-chave “defesa civil”, empregou-se o mecanismo de busca do software Adobe Acrobat Reader. Os dados obtidos foram registrados em planilha eletrônica e posteriormente analisados, sendo apresentados na forma de tabelas, gráficos e/ou quadros na seção de Resultados e Discussão.
2.4 Aspectos éticos
Essa pesquisa utilizou exclusivamente informações de domínio público, não envolvendo seres humanos direta ou indiretamente. Dessa forma, sua submissão ao
Comitê de Ética em Pesquisa (CEP) não se fez necessária, em conformidade com a Resolução nº 510, de 7 de abril de 2016, do Conselho Nacional de Saúde (BRASIL, 2016).
3 RESULTADOS E DISCUSSÕES
Nesta seção, apresentam-se os principais achados da pesquisa, organizados de forma a atender aos objetivos propostos. Os resultados são acompanhados de análises e interpretações que buscam relacioná-los ao referencial teórico e a estudos anteriores, destacando convergências, divergências e implicações para a área de proteção e defesa civil.
3.1 Identificação e caracterização das revistas
No Portal de Periódicos da CAPES e nos diretórios de revistas DOAJ e Latindex, não foram localizadas revistas ao se utilizar os termos “corpo de bombeiros” e “bombeiros”. Por outro lado, o ISSN Portal, base de dados de publicações seriadas, identificou uma revista: Ignis (sob gestão do Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina – CBMSC).
Na pesquisa nos sites oficiais das corporações de bombeiros militares, outras quatro revistas técnico-científicas foram encontradas: Flammae (Corpo de Bombeiros Militar de Pernambuco — CBMPE), Vigiles (Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais – CBMMG), Promptus (Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal — CBMDF) e Scintilla (Corpo de Bombeiros Militar do Mato Grosso — CBMMT).
No entanto, mesmo atendendo ao critério do ISSN, a Promptus lançou sua primeira edição apenas em 2024, e a Scintilla possui apenas duas edições, sendo uma em 2022, e uma em 2024. Por não atenderem ao critério de três edições da pesquisa, os periódicos mencionados não participaram das demais análises.
3.1.1 Caracterização das revistas Flammae, Ignis e Vigiles
O Quadro 1 apresenta as principais informações sobre as revistas incluídas na pesquisa, obtidas a partir de seus sites oficiais. Observa-se que a Flammae é a mais antiga entre elas, completando dez anos de atividade em 2025.
Quadro 1 – Informativo geral dos periódicos (2015–2024)


Verifica-se que o recorte temporal de dez anos possibilitou abranger integralmente os periódicos técnico-científicos de bombeiros que atendem aos critérios de inclusão definidos no estudo.
Observa-se variação significativa no número de edições regulares e especiais, o que pode influenciar a periodicidade de divulgação e a visibilidade científica. A adoção de políticas editoriais que não cobram taxas de publicação, aliada ao uso do sistema de avaliação duplo-cego, demonstra alinhamento com boas práticas editoriais e potencial para garantir maior qualidade e imparcialidade na seleção de manuscritos.
Nota-se, ainda, que Flammae e Vigiles possuem áreas de concentração específicas voltadas à defesa civil, enquanto a Ignis apresenta foco mais amplo, abrangendo temáticas como engenharia, administração pública e ciências ambientais.
A Tabela 1 apresenta o número total de edições, regulares e especiais, bem como o quantitativo de publicações no período analisado.
Tabela 1 – Edições e publicações (Pub.) entre 2015–2024

Nota: (-) indica a ausência de publicações naquele ano.
Observa-se que a revista Flammae tem ampliado progressivamente o número de edições ao longo do tempo, alcançando uma média de 30 publicações anuais, considerando todos os volumes.
A Ignis, por sua vez, alternou entre uma e duas edições por ano no período de 2016 a 2022, tendo suas atividades descontinuadas a partir de 2023.
Já a Vigiles mantém, desde seu lançamento em 2018, a regularidade de uma edição anual, com média de 10 trabalhos por edição.
No total, foram contabilizadas 463 publicações para análise.
3.2 Identificação e caracterização da produção sobre proteção e defesa civil
A Tabela 2 detalha, por ano e por periódico, a quantidade de publicações voltadas à temática de proteção e defesa civil, com base no registro de 20 ou mais ocorrências da palavra-chave “defesa civil”. Chegou-se ao número de 30 publicações (ALVES; SOBRINHO; OLIVEIRA, 2024; ANJOS; FRANK; FERNANDES, 2021; BABEL JUNIOR; PARIZOTTO, 2016; BARROS, 2018; CAMPESTRINI; DA SILVA; BEBER, 2022; CARDOSO; DE OLIVEIRA, 2022; CASTRO, 2021; COSTA, 2022; DA SILVA; DE SOUZA, 2021; DA SILVA; GELAIN, 2022; DO AMARAL; DE OLIVEIRA, 2021; DOS SANTOS; DOS SANTOS, 2021; GUALBERTO; OLIVEIRA, 2017; HALFELD; DE OLIVEIRA, 2021; JAVUREK NUNES; DE SOUZA, 2022; LEÃO, 2021; LEÃO, 2022; LIMA; BODSTEIN, 2021; MARTINS, 2017; MENEZES, 2021; MENDONÇA; DIAS, 2016; MENDONÇA, 2017; PUGAS, 2021; ROCHA; VELLOSO, 2024; SANTOS; VILAS BOAS; REZENDE, 2019; SANTOS; CASTRO, 2022; SILVA, 2015; SILVA et al., 2021; SOUZA; ANDRADE, 2022; VEIGA JUNIOR; BIANCHI, 2018).
Tabela 2 – Publicações na temática de proteção e defesa civil por ano/revista

Nota: (-) indica a ausência de publicações naquele ano.
Evidencia-se que a Flammae concentra a maior parte das publicações relacionadas à temática, apresentando um número expressivo em 2021. Esse aumento súbito pode estar associado a maior visibilidade do tema na agenda pública, a eventos de grande impacto no país ou a possíveis chamadas temáticas realizadas pelo periódico.
A Ignis, por outro lado, apresenta participação pontual e irregular, com hiatos significativos e baixa frequência de publicações até a descontinuidade de suas atividades em 2023, sugerindo menor priorização editorial do assunto.
A Vigiles mantém produção modesta e intermitente, com aparição apenas em 2022, o que pode ser explicado por sua periodicidade anual e menor número de publicações total.
A variação observada entre os periódicos pode estar relacionada tanto à definição de suas áreas de concentração quanto à capacidade de atração de manuscritos sobre o tema.
Ressalta-se, ainda, que o uso exclusivo da palavra-chave “defesa civil” como critério de busca pode ter limitado a identificação de artigos relevantes que abordam a temática por meio de outras expressões ou termos correlatos, o que constitui uma limitação a ser considerada na interpretação dos resultados.
3.2.1 Distribuição temporal dos trabalhos
O Gráfico 1 apresenta a distribuição temporal das publicações considerando o conjunto das três revistas analisadas.
Gráfico 1 – Distribuição temporal dos trabalhos

Do total de 463 publicações, apenas 6,48% atendem aos critérios do estudo. Observa-se que não houve um crescimento contínuo das publicações na temática de defesa civil ao longo dos anos, sendo sua ocorrência marcada por certa irregularidade no período analisado, indo de encontro à hipótese preliminar da pesquisa. Destaca-se o ano de 2021, com 11 publicações (36,67%). Em seguida, vem o ano de 2022, com 8 (26,67%) publicações.
Outrossim, com base nos dados coletados, não foi possível identificar evidências que justifiquem essa distribuição temporal. A revista Flammae se sobressaiu na análise, concentrando a maior parte das produções, aproximadamente 63%.
3.2.2 Listagem das publicações
O Quadro 2 lista as publicações que foram selecionadas após a aplicação dos critérios de inclusão do estudo, ordenadas de forma decrescente com base no resultado da palavra-chave.
Quadro 2 – Lista de publicações dentro dos critérios do estudo
3.2.3 Autores com mais contribuições
Nas 30 produções analisadas, identificaram-se 58 autores distintos. O autor Marcos de Oliveira (CARDOSO; DE OLIVEIRA, 2022; DO AMARAL; DE OLIVEIRA, 2021; HALFELD; DE OLIVEIRA, 2021) destacou-se por participar de três trabalhos, todos publicados na Ignis (manuscritos 10, 14 e 20). Já os autores Ivânio Darmiton Coutinho de Mendonça (MENDONÇA; DIAS, 2016; MENDONÇA, 2017), Pedro Victor Dias Machado Zerbini Leão (LEÃO, 2021; LEÃO, 2022) e Fabiano de Souza (DA SILVA; DE SOUZA, 2021; JAVUREK NUNES; DE SOUZA, 2022) assinaram dois trabalhos cada, ambos publicados na Flammae. O autor Kleber Silveira de Castro (CASTRO, 2021; SANTOS; CASTRO, 2022) foi o único a publicar em dois periódicos distintos, sendo eles a Flammae e a Vigiles (manuscritos 24 e 25).
3.2.4 Localidade dos autores
A análise da distribuição da produção pela localidade institucional dos autores aponta a seguinte distribuição:
Gráfico 2 – Distribuição da produção pela localidade dos autores

Observa-se uma predominância dos estados de Santa Catarina (34,48%) e Rio de Janeiro (15,52%). Ao organizar os estados em regiões, o Sul se destaca com 23 publicações (39,66%), seguido do Sudeste, com 17 (29,31%).
Ao analisar a distribuição por revista, verifica-se que os dois artigos publicados na Vigiles contam com quatro autores provenientes de Minas Gerais, enquanto os nove artigos da Ignis reúnem dezoito autores, sendo dezesseis de Santa Catarina e dois do Paraná.
Esse panorama revela uma forte concentração de autores na região responsável pela edição de cada periódico. A única exceção a essa tendência é a Flammae, que, embora concentre todas as publicações oriundas de Pernambuco, apresenta também contribuições de autores da Bahia, Espírito Santo, Goiás, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Santa Catarina, São Paulo e Tocantins.
Essa diversidade geográfica indica maior alcance e capilaridade editorial, refletindo um potencial mais expressivo de integração nacional e de troca de experiências entre diferentes realidades regionais.
3.2.5 Vínculo funcional e sexo
O Gráfico 3 evidencia uma predominância marcante de autores militares estaduais, que representam 81,03% do total, enquanto apenas 11 autores são civis. Esse dado sugere que a produção científica na área de proteção e defesa civil permanece fortemente vinculada às corporações militares, possivelmente em função da centralização das competências técnicas e operacionais nesses órgãos, o que pode limitar a integração com universidades e centros de pesquisa civis.
Observa-se, ainda, um predomínio masculino expressivo (79,31%), reflexo de um cenário historicamente masculinizado nas corporações militares e em campos como segurança pública e gestão de desastres (BUSS, 2019). Esses resultados apontam para a necessidade de estratégias que incentivem a participação de autores civis e ampliem a diversidade de gênero na produção científica, fortalecendo a interdisciplinaridade e enriquecendo as perspectivas que fundamentam políticas e práticas na área.
Gráfico 3 – Classificação dos autores por sexo e perfil institucional

3.2.6 Autoria individual e coletiva
O Gráfico 3 demonstra um predomínio da autoria coletiva, com 20 dos 30 trabalhos sendo assinados por dois ou mais autores. Esse padrão é consistente com tendências observadas em diversas áreas científicas, nas quais a complexidade dos temas e a necessidade de diferentes expertises estimulam a produção em coautoria (FERREIRA; SERRA, 2015).
No contexto da proteção e defesa civil, essa predominância pode refletir tanto o caráter multidisciplinar da área — que envolve conhecimentos técnicos, operacionais e acadêmicos — quanto a estrutura organizacional das corporações militares e instituições parceiras, onde a elaboração de estudos frequentemente decorre de equipes de trabalho. Por outro lado, a presença de produções com autoria individual pode indicar esforços isolados de pesquisa ou relatos mais descritivos, possivelmente de natureza técnica ou experiencial.
Gráfico 4 – Classificação das produções por número de autores

3.2.7 Síntese dos estudos
A análise dos 30 trabalhos selecionados, por meio de seus resumos, evidencia um conjunto diversificado de abordagens e contextos relacionados à proteção e defesa civil no Brasil.
Os estudos convergem na ênfase à gestão de riscos como eixo estruturante, contemplando desde o planejamento estratégico até a execução de ações de resposta e recuperação.
De forma recorrente, identifica-se a preocupação com o fortalecimento institucional dos órgãos de defesa civil e com a integração interinstitucional, envolvendo diferentes esferas de governo, forças de segurança e comunidades.
A dimensão operacional é abordada tanto no preparo quanto na execução de respostas a eventos adversos, destacando-se a atuação do Corpo de Bombeiros Militar e a coordenação de recursos e esforços em situações críticas, como enchentes, movimentos de massa e rompimentos de barragens.
Paralelamente, diversos trabalhos ressaltam a importância da percepção comunitária e da participação social, associando-as à construção de resiliência e à efetividade das políticas de prevenção.
De modo geral, os estudos indicam que a proteção e defesa civil é compreendida como um campo multidimensional, no qual a articulação entre planejamento, gestão de riscos, resposta imediata e participação social constitui elemento central para a mitigação de impactos e a promoção de comunidades mais seguras.
Apesar da amplitude temática e da diversidade de contextos analisados, nota-se que grande parte dos estudos se concentra em experiências locais ou regionais, o que limita a generalização dos resultados e a construção de modelos aplicáveis em escala nacional.
Observa-se também uma predominância de abordagens descritivas, com menor incidência de investigações avaliativas ou de mensuração de resultados de políticas e ações implementadas.
Além disso, a participação comunitária, embora amplamente reconhecida como estratégica, ainda aparece mais como recomendação do que como prática consolidada. Tais lacunas indicam a necessidade de ampliar estudos comparativos, incorporar métricas de desempenho e aprofundar investigações sobre mecanismos efetivos de engajamento social na gestão de riscos e desastres.
Não obstante, infere-se que o conjunto dessas pesquisas tenha contribuído para o desenvolvimento e o aprimoramento de políticas públicas e institucionais, bem como para a consolidação de práticas e protocolos eficazes voltados à prevenção e à resposta a desastres.
4 CONCLUSÃO
Este estudo teve como objetivo geral identificar e caracterizar a produção nacional brasileira sobre proteção e defesa civil publicada, entre 2015 e 2024, em periódicos técnico-científicos mantidos por Corpos de Bombeiros Militares. Os objetivos específicos compreenderam a identificação e caracterização das revistas técnico-científicas nacionais de bombeiros e as publicações relacionadas à temática de proteção e defesa civil nesses periódicos no período delimitado.
Os resultados demonstraram que, no recorte temporal de dez anos, apenas três revistas atenderam aos critérios estabelecidos — Flammae, Ignis e Vigiles —, sendo que a Flammae apresentou a maior constância e volume de publicações relacionadas ao tema.
Apesar da hipótese inicial de que a produção na área apresentaria tendência crescente, verificou-se irregularidade temporal, com concentração de publicações em anos pontuais (2021 e 2022) e baixa representatividade do tema no conjunto das produções analisadas (6,48% do total).
Constatou-se, ainda, predominância de autoria coletiva, prevalência de autores militares e concentração geográfica associada à unidade federativa responsável pelo periódico, com exceção da Flammae, que apresentou maior diversidade regional.
Esses achados evidenciam que, embora a proteção e defesa civil seja temática central para a atuação dos Corpos de Bombeiros e para a gestão de riscos no país, ela ainda ocupa espaço limitado nas revistas técnico-científicas da categoria. Tal cenário sugere que barreiras institucionais, prioridades editoriais distintas e a ausência de um campo de avaliação específico na CAPES podem restringir a visibilidade e a consolidação dessa produção científica.
Entre as limitações deste estudo, destacam-se: o uso exclusivo da palavra-chave “defesa civil” como filtro para seleção da produção, o que pode ter excluído trabalhos relevantes que utilizaram termos correlatos; a ausência de padronização na identificação do formato dos manuscritos e das filiações institucionais dos autores, o que limitou análises complementares e a descontinuidade editorial de um dos periódicos, que restringiu a abrangência da amostra.
Como desdobramentos futuros, recomenda-se ampliar o espectro de busca, incorporando múltiplos descritores e estratégias de mineração de texto para identificar publicações convergentes com a temática, mesmo quando não utilizem a terminologia “defesa civil” de forma predominante. Sugere-se, ainda, investigar a produção em periódicos acadêmicos de outras áreas, com vistas a mapear o conhecimento multidisciplinar existente e fomentar a integração entre instituições civis e militares.
Em síntese, esse trabalho contribui para evidenciar a relevância estratégica da comunicação científica especializada como instrumento de consolidação do conhecimento e de apoio à formulação de políticas e práticas mais eficazes de proteção e defesa civil. A valorização das revistas técnico-científicas de bombeiros, associada a um esforço articulado de pesquisadores, gestores e editores, pode potencializar o papel do Brasil na construção de comunidades mais seguras, resilientes e preparadas para enfrentar os desafios impostos pelos desastres contemporâneos.
REFERÊNCIAS
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