BREVE REVISÃO SOBRE O ESTUDO QUÍMICO E BIOLÓGICA DA AMORA (MORUS NIGRA)

REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/ra10202511241232


Caroline Gomes Coelho Nascimento1,2
Leandro da Silva Nascimento3


RESUMO

A amoreira é uma das frutas subutilizadas com alta perecibilidade. As várias espécies de amoreira são caracterizadas por suas cores naturais como preto, branco e vermelho. Essas frutas são fontes ricas do pigmento natural antocianina, além de conter quantidades substanciais de vitaminas e minerais. A amoreira preta contém uma grande quantidade de fitoquímicos, particularmente flavonoides (antocianina) e fenólicos (ácido gálico, ácido clorogênico, ácido caféico, quercetina e rutina). Esses compostos são responsáveis por seus efeitos farmacológicos, incluindo atividade antioxidante, hiperglicemia e propriedades antiinflamatórias. Várias pesquisas foram conduzidas em diferentes técnicas de extração para separar compostos bioativos da amoreira. Vários componentes das Morus também possuem potentes nutracêuticas (compostos bioativos que podem ser usados para suprir as necessidades do organismo), levando a uma ampla gama de ensaios clínicos para identificar suas propriedades benéficas. A presente revisão concentra-se na literatura mais recente sobre composição nutricional e perfil fitoquímico de espécies distintas de amoreiras, incluindo seus frutos, sementes e folhas. Além disso, investiga o processo de extração de compostos bioativos de amoras e investiga seus usos potenciais em farmacologia, bem como no desenvolvimento de alimentos funcionais ou nutracêuticos.

Palavras-chave: Amora; Tratamento; Fitoquímica; Identificação; Morus nigra.

1 INTRODUÇÃO

A amoreira pertence ao gênero Morus e é classificada na família moraceae. A amoreira é considerada originária da área de fronteira da região indo-chinesa (Krishna et al., 2020). Este gênero é amplamente distribuído na Ásia, África, Europa, América do Sul e do Norte e amplamente observado no Himalaia (Zafar et al., 2013). Três tipos diferentes de amoreira são conhecidos principalmente devido à sua cor natural como amoreira preta, branca e vermelha, localmente chamada de “shahtut, chinni e tut” no norte da Índia (Thakur et al., 2016). A amoreira é uma planta decídua de rápido desenvolvimento e pode crescer sob condições climáticas variáveis, de tropical a temperado. Em países em desenvolvimento, particularmente na China, Japão e Índia, o cultivo é direcionado para melhorar a folhagem, que é útil na criação do bicho-da-seda (Bombyx mori L.). Os 3 tipos de espécies de amoreira encontrados são a amoreira vermelha (Morus rubra L.), a amoreira preta (Morus nigra L.) e a amoreira branca (Morus alba L.). As espécies geralmente amadurecem no final de março e estão prontas para a colheita em abril e maio (Jan et al., 2021; Krishna et al., 2020). A maioria das espécies de amoreira é a fonte mais rica de antioxidantes naturais, incluindo ácido ascórbico (vitamina C), antocianinas, aspectos polifenólicos e outros nutrientes, além de seu uso como medicamento convencional (Lochynska, 2015). Além disso, é uma boa fonte de carboidratos, fibras, minerais, riboflavina, ácido nicotínico e ácidos graxos essenciais (Thakur et al., 2016; Zafar et al., 2013).

A amoreira contém componentes de alto valor agregado, como antocianinas, fenóis, flavonoides e outros compostos bioativos que podem ser usados como ingredientes funcionais em nutracêuticos (Hao et al., 2022). Há vários efeitos protetores à saúde relatados de fenólicos isolados de diferentes espécies de amoreira (Morus alba, Morus nigra, Morus multicalis, Morus laevigata, Morus atropurpurea, Morus rubra), como efeitos antioxidantes, antidiabéticos, antiinflamatórios, redutores de colesterol e antiproliferativos (Turan et al., 2017). Os compostos fenólicos presentes na amoreira são ácido gálico, ácido clorogênico, ácido cafeico, rutina, catequina, ácido siringico, ácido p-cumárico, ácido ferúlico, ácido o-cumárico, ácido protocatecuico e quercetina (Skrovankova et al., 2022). Antocianinas, um flavonoide amplamente presente na amoreira, responsável pela cor natural, bem como pelas propriedades antioxidantes da fruta. Além de dar cor, as antocianinas possuem propriedades farmacológicas conhecidas e características específicas de melhoria da saúde, como atividades antiinflamatórias, antioxidantes e anticancerígenas, e melhoram doenças crônicas (Rohela et al., 2020). 

Além disso, a amoreira é conhecida por proteger contra danos ao fígado, fortalecer as articulações, facilitar a liberação de urina e diminuir o estresse sanguíneo. As principais antocianinas relatadas na fruta da amoreira são cianidina-3-o-glicosídeo, cianidina-3-orutinosídeo e pelargonidina-3-glicosídeo (Kim e Lee, 2020). Devido a vários fitoquímicos como flavonoides e fenólicos, a amoreira é conhecida por ter propriedades laxantes, hipoglicêmicas, expectorantes, anti-helmínticas e eméticas (Negro et al., 2019). O conhecimento sobre a composição e o conteúdo material da amoreira é útil para a exploração de alimentos incorporados à amoreira (Jan et al., 2021).

As amoreiras são altamente perecíveis, podendo estragar em 3–4 dias em condições de temperatura ambiente, portanto, para utilização adequada, vários produtos de valor agregado, como xaropes, polpas, geleias, compotas, vinhos e entre outros, podem ser preparados para exploração da cultura em escala industrial, portanto, devido aos seus vários fitoconstituintes e propriedades farmacológicas, as revisões atuais visam revelar a variação composicional entre várias espécies de amoreira, sementes e folhas para sua exploração em nível industrial (Jan et al., 2021).

2 MATERIAL E MÉTODOS

Para essa pesquisa, realizamos um levantamento bibliográfico sobre a Amora Negra, e foram utilizadas as bases de dados Scielo, SciFinder, Science Direct, Scopus, Web of Science entre outras. A pesquisa foi realizada utilizando-se as palavras-chaves: “amora”, “tratamento”, “fitoquímica”, “identificação” e “Morus nigra”.

3 RESULTADOS E DISCUSSÃO

3.1 COMPOSIÇÃO QUÍMICA E FITOQUÍMICA DA AMOREIRA

A semente de amoreira é uma parte comestível da amoreira que consiste em maior valor nutritivo, incluindo proteínas, carboidratos e minerais. As sementes são tradicionalmente usadas para tratar infecções microbianas, mas nenhuma prova científica está disponível a esse respeito (Shukla et al., 2015). As folhas de amoreira também são uma boa fonte de nutrientes e compostos bioativos. Pacientes com diabetes consomem folhas de amoreira como um suplemento anti-hiperglicêmico (Banu et al., 2015).

A semente de amoreira, que é uma parte comestível do fruto da amoreira, é uma fonte valiosa de proteína (18,039-21,58%), carboidratos (43,17-68,14%) e cinzas totais (3,5-6,05%). Entre as diferentes espécies de amoreira, o maior teor de proteína (21,58%) e cinzas (6,05%) foram relatados na amoreira branca, enquanto carboidratos mais elevados (68,145%) foram relatados na amoreira preta (Shukla et al., 2015). Além das sementes, as folhas de várias espécies também são boas fontes de proteína (20,94–37,36%), minerais (14,78%) e fibras (3,6– 16,61 g/100 g), além de conter carboidratos (3,1–3,7%). Entre as diferentes espécies de amoreira, o maior teor de proteína (37,36%), fibra (16,61 g/100 g) e minerais (14,78%) são relatados como presentes na amoreira branca, assim como os maiores carboidratos (3,7%) foram relatados como presentes na amoreira preta (Yu et al., 2018). No entanto, além disso, as folhas também contêm boa quantidade de umidade e vários outros constituintes, como nitrogênio, cobre, ferro, manganês entre outros metais. Ackah et al. (2022) relataram que as mudanças na metilação do DNA aumentam a reprodução da amoreira para adaptação a uma ampla gama de ambientes no futuro.

Portanto, os dados obtidos na literatura também indicam a ligeira variabilidade nos principais nutrientes das folhas e sementes da amoreira preta e branca, com seu maior potencial para enriquecer as necessidades de nutrientes dos alimentos, fornecendo boa quantidade de fibras, proteínas e elementos minerais essenciais.

3.2 COMPOSIÇÃO FITOQUÍMICA DA AMOREIRA

A amoreira contém componentes de alto valor agregado, como antocianinas, fenóis, flavonoides e outros compostos bioativos que podem ser usados como ingredientes funcionais em nutracêuticos (Wen et al., 2019). Há vários efeitos protetores à saúde relatados de fenólicos isolados de diferentes espécies de amoreira (Morus alba, Morus nigra, Morus multicalis, Morus laevigata, Morus atropurpurea, Morus rubra e Morus nigra), como efeitos antioxidantes, antidiabéticos, anti-inflamatórios, redutores de colesterol e antiproliferativos (Turan et al., 2017). As antocianinas são outro flavonoide amplamente presente na amoreira, responsável pela cor natural, bem como pelas propriedades antioxidantes da fruta. Além de dar cor, as antocianinas possuem propriedades farmacológicas conhecidas e características específicas de melhoria da saúde, como atividades anti-inflamatórias, antioxidantes e anticancerígenas, e melhoram doenças crônicas (Rohela et al., 2020). 

Os principais compostos fenólicos presentes na amoreira são ácido gálico, ácido clorogênico, ácido cafeico e rutina. A concentração desses compostos fenólicos na amoreira preta é observada na faixa de 0,164 – 38,5 mg/100 g, 1,778 – 90,8 mg/100 g, 0,094 – 14,84 mg/100 g e 0,820 – 97,2 mg/100 g, respectivamente. Por outro lado, a concentração desses compostos na amoreira branca é relatada como 0,165 – 0,215 mg/100 g, 0,103 – 2,667 mg/100 g, 0,094 – 0,134 mg/100 g e 0,128–3,882 mg/100 g, respectivamente, e na amoreira vermelha são relatados como 0,097–0,156 mg/100 g, 0,0,101 – 3,778 mg/100 g, 0,009 – 0,415 mg/100 g e 0,144 – 2,557 mg/100 g, respectivamente. De acordo com os estudos acima, pode-se observar que a concentração desses compostos fenólicos foi maior na amoreira preta em comparação com a amoreira branca e vermelha (Turan et al., 2017; Rohela et al., 2020). 

Além desses principais compostos fenólicos, a amoreira também contém catequina, ácido síngico, ácido p-cumárico, ácido ferúlico, ácido o-cumárico, ácido protocatecuico e quercetina em menor concentração (Skrovankova et al., 2022). As principais antocianinas relatadas na fruta da amoreira são cianidina-3-o-glicosídeo (c3g), cianidina-3-o-rutinosídeo (c3r) e pelargonidina-3-glicosídeo, em que a cianidina-3-o-glicosídeo apresentou um valor de 116,15– 959,56 mg/g na amoreira preta, seguido por 0,33–19,51 mg/g na amoreira branca, no caso de cianidina-3-o-rutinosídeo e pelargonidina-3-glicosídeo a amoreira preta apresentou o maior teor de 572,1 e 27,8 mg/g, enquanto a amoreira branca apresentou o menor valor de 0,18–8,65 e 0,04–0,51 mg/g. Existem também alguns outros conteúdos de antocianina que estão disponíveis em quantidades menores, como pelargonidina-3-O-rutinosídeo (Rohela et al., 2020; Kim e Lee, 2020).

3.3 MÉTODOS DE EXTRAÇÃO

3.3.1 MÉTODO DE EXTRAÇÃO POR SOLVENTE

A extração por solvente é o método de extração convencional mais comumente usado em escala laboratorial. Neste processo, geralmente solventes orgânicos (etanol, metanol, hexano e acetona são usados no processo) estão removendo uma fração solúvel de um sólido insolúvel pelo processo de absorção do solvente através da matriz de partículas sólidas e liberação de compostos bioativos (Piasecka et al., 2022). Radojković et al. (2013) usaram extração por solvente para o composto fenólico de amoreira seca com 80% de etanol a 60 °C por 60 min e relataram a quantidade de composto fenólico como 15,38–18,43 mg GAE/100 g, além disso, eles também extraíram flavonoides e sacarídeos de amoreira seca com 60% de etanol a 60 °C por 40 min e relataram a quantidade de flavonoides como 7,74–12,33 mg/100 g.

3.3.2 EXTRAÇÃO POR MACERAÇÃO

O método de extração por maceração é um dos métodos simples convencionais para extração de componentes bioativos que utilizam grande volume de solventes para extração por imersão da amostra em temperatura ambiente com agitação ocasional.

3.4 PROPRIEDADES MEDICINAIS DA AMOREIRA

A amoreira tem diferentes propriedades medicinais. Há vários efeitos protetores à saúde relatados de fenólicos isolados de diferentes espécies de amoreira, como efeitos antioxidantes, antidiabéticos, anti-inflamatórios, redutores de colesterol e antiproliferativos (Turan et al., 2017). A antocianina presente na amoreira também possui propriedades farmacológicas conhecidas e características específicas de melhoria da saúde, como atividades antiinflamatórias, antioxidantes, anticâncer, antidiabéticas, antimicrobianas, antiobesidade e melhora de doenças crônicas (Rohela et al., 2020).

As folhas de amoreira contêm atividades farmacológicas como redução da hipertensão, glicemia, bacteriostática, antivírus e anti-hiperlipidêmica devido à presença de aminoácidos, vitaminas, quercetina, açúcares e microelementos. Elas também são utilizadas como agentes hipolipidêmicos (Afzal et al., 2021). A ingestão de amoreira mostra desenvolvimento significativo em diferentes doenças, incluindo hepatotoxicidade, hipertensão, obesidade, inflamação, úlceras, hiperglicemia, hiperlipidemia, comprometimento cognitivo e neurotoxicidade (Rohela et al., 2020). Hepatotoxicidade é a condição na qual o fígado é danificado ou infectado, enquanto hipertensão é a condição na qual a pressão arterial é mais alta do que a condição normal (Rohela et al., 2020; Afzal et al., 2021). Obesidade é o acúmulo anormal ou excessivo de gordura que apresenta risco à saúde. Doenças inflamatórias são aqueles tipos de doenças em que o sistema imunológico ataca os próprios tecidos do corpo (Afzal et al., 2021; Nascimento et al., 2021). Uma úlcera é uma condição médica com uma ferida aberta causada por uma ruptura na pele ou membrana mucosa que causa dor moderada a intensa (Rohela et al., 2020; Afzal et al., 2021). Hiperglicemia é o excesso de glicose na corrente sanguínea que causa diabetes. O comprometimento cognitivo é uma situação em que uma pessoa é incapaz de lembrar, aprender ou tomar decisões que afetam sua vida cotidiana (Turan et al., 2017). Neurotoxicidade é o dano que ocorre no sistema nervoso (Afzal et al., 2021).

3.5 AMOREIRA PARA O DESENVOLVIMENTO DE PRODUTOS COM VALOR AGREGADO

A amoreira, fruta rica em compostos bioativos, oferece um vasto potencial para o desenvolvimento de produtos com valor agregado. Diferentes variedades de amoreira, como a amoreira vermelha, preta e branca, apresentam características únicas que podem ser exploradas para criar uma gama de produtos inovadores. Dentre eles temos os produtos alimentícios como: suco, polpa, doces, geleias e barras de cereal; produtos cosméticos: cremes, loções, óleos essenciais e máscaras faciais; produtos farmacêuticos: suplementos nutricionais e medicamentos fitoterápicos para tratamento de doenças crônicas e produção de corantes.

A exploração das diferentes variedades de amoreira para o desenvolvimento de produtos com valor agregado (tecnologias sociais) não apenas gera oportunidades econômicas, mas também promove a sustentabilidade e o uso racional dos recursos naturais. A pesquisa e inovação contínua são fundamentais para desbloquear o verdadeiro potencial da amoreira e criar produtos que beneficiem a sociedade.

4 CONCLUSÃO

A amoreira é uma fruta subutilizada, rica em diversos compostos bioativos, incluindo: Compostos fenólicos (ácido gálico, quercetina e rutina), Flavonoides (antocianina), Vitaminas (A, C e K), Minerais (potássio, cálcio, fósforo, sódio e magnésio), Carboidratos e ácidos graxos

Devido à presença desses compostos bioativos, a amoreira apresenta valores nutracêuticos significativos. Para explorar adequadamente esses compostos, diversas técnicas de extração são empregadas, incluindo métodos convencionais e não convencionais, como extração ultrassônica e assistida por micro-ondas.

A amoreira possui propriedades antioxidantes, antidiabéticas, anti-inflamatórias e antimicrobianas devido à sua rica composição fitoquímica. Sua potencialidade funcional a torna uma excelente candidata para o desenvolvimento de produtos nutritivos, funcionais e nutracêuticos com potencial preventivo de doenças.

No entanto, observa-se que a literatura sobre a amoreira é limitada, e essa fruta é menos explorada em comparação com outras espécies. Além disso, os principais compostos bioativos presentes nas frutas não são adequadamente explorados.

REFERÊNCIAS

H. KRISHNA, D. SINGH, R.S. SINGH, L. KUMAR, B.D. SHARMA, P.L. SAROJ. Morphological and antioxidant characteristics of mulberry (Morus spp.) genotypes. J. Saudi Soc. Agric. Sci., 19(2) (2020), pp. 136-145.

M.S. ZAFAR, F. MUHAMMAD, I. JAVED, M. AKHTAR, T. KHALIQ, B. ASLAM, A. WAHEED, R. YASMIN, H. ZAFAR. White mulberry (Morus alba): a brief phytochemical and pharmacological evaluations account. Int. J. Agric. Biol., 15(3) (2013), pp. 612-620.

NASCIMENTO, L. S.; NOGUEIRA-SOUZA, P. D.; ROCHA-JUNIOR, J. R. S.; MONTEIROMACHADO, M.; STRAUCH, M. A.; PRADO, S. A. L.; MELO, P. A.; VEIGA-JUNIOR, V. F. Phytochemical composition, antisnake venom and antibacterial activities of ethanolic extract of Aegiphila integrifolia (Jacq) Moldenke leaves. Toxicon, Vol. 198, pp. 121-131.

N.S. THAKUR, H. HAMID, V. K JOSHI. Development of jelly from mulberry (Morus alba L.) and its quality evaluation during storage. Int. J. Food Ferment. Technol., 6(2) (2016), p. 317.

B. JAN, R. PARVEEN, S. ZAHIRUDDIN, M. U. KHAN, S. MOHAPATRA, S. AHMAD. Nutritional constituents of mulberry and their potential applications in food and pharmaceuticals: a review. Saudi J Biol Sci, 28(7) (2021), pp. 3909-3921.

LOCHYNSKA. Energy and nutritional properties of the white mulberry (Morus alba L.). Journal of Agricultural Science and Technology A. 5(9) (2015), pp. 709-716.

J. HAO, Y. GAO, J. XUE, Y. YANG, J. YIN, T. WU, M. ZHANG. Phytochemicals, pharmacological effects and molecular mechanisms of mulberry Foods. 11(2022), p. 1170.

I. TURAN, S. DEMIR, K. KILINC, N. A. BURNAZ, S. O. YAMAN, K. AKBULUT, A. MENTESE, Y. ALIYAZICIOGLU, O. DEGER. Antiproliferative and apoptotic effect of morus nigra extract on human prostate cancer cells. Saudi Pharm. J., 25(2) (2017), pp. 241248.

S. SKROVANKOVA, S. ERCISLI, G. OZKAN, G. ILHAN, H. I. SAGBAS, N. KARATAS, T. JURIKOVA, J. MLCEK. Diversity of phytochemical and antioxidant characteristics of black mulberry (Morus nigra L.) fruits from Turkey. Antioxidants, 11(7) (2022), p. 1339.

G. K. ROHELA, P. SHUKLA, K. R. MUTTANNA, S. R CHOWDHURY. Mulberry (Morus spp.): an ideal plant for sustainable development. Trees For People, 2(4) (2020), Article 100011.

I. KIM, J. LEE. Variations in anthocyanin profiles and antioxidant activity of 12 genotypes of mulberry (Morus spp.) fruits and their changes during processing. Antioxidants, 9(3) (2020), p. 242.

C. NEGRO, A. APRILE, L. DE BELLIS, A. MICELI. Nutraceutical properties of mulberries grown in southern Italy (Apulia). Antioxidants, 8(7) (2019), p. 223.

K. SHUKLA, D. PAINULY, A. SHUKLA, V. KUMAR, J. SINGH, A. PORVAL, S. VATS. Physical evaluation, proximate analysis and antimicrobial activity of Morus nigra seeds. Int. J. Pharm. Pharm. Sci., 7(1) (2015), pp. 191-197.

BANU, N. R. JABIR, N. C. MANJUNATH. Reduction of post-prandial hyperglycemia by mulberry tea in type-2 diabetes patients. Saudi J. Biol. Sci., 22(1) (2015), pp. 32-36.

Y. YU, H. LI, B. ZHANG, J. WANG, X. SHI, J. HUANG. Nutritional and functional components of mulberry leaves from different varieties: evaluation of their potential as food materials. Int. J. Food Prop., 21(1) (2018), pp. 1495-1507.

M. ACKAH, L. GUO, S. LI, X. JIN, C. ASAKIYA, E. T. ABOAGYE, F. YUAN, M. WU, L. G. ESSOH, D. ADJIBOLOSOO. DNA methylation changes and its associated genes in mulberry (Morus alba L.) yu-711 response to drought stress using methylrad sequencing. Plants, 11 (2022), p. 190.

P. WEN, T. G. HU, R. J. LINHARDT, S. T. LIAO, H. WU, Y. X. ZOU. Mulberry: a review of bioactive compounds and advanced processing technology. Trends Food Sci. Technol., 83(2019), pp. 138-158.

I. PIASECKA, A. WIKTOR, A. GÓRSKA. Alternative methods of bioactive compounds and oils extraction from berry fruit by-products—A review. Appl. Sci., 12(2022), p. 1734.

M. RADOJKOVIC, Z. ZEKOVIC, S. JOKIC, S. VIDOVIC, Z. LEPOJEVIC, S. MILOSEVIC. Optimization of solid-liquid extraction of antioxidants from black mulberry leaves by response surface methodology. Food Technol. Biotechnol., 50(2) (2012), pp. 167-176.


1Professora de Física do Colégio de Aplicação, Universidade Federal de Roraima, Av. Cap. Ene Garcez, 2413, Paricarana
Campus, 69312-000, Boa Vista, Roraima, Brazil;
2Aluna do Curso de Biomedicina da Claretiano do Campus Boa Vista;
3Professor de Química do Colégio de Aplicação Universidade Federal de Roraima, Av. Cap. Ene Garcez, 2413, Paricarana Campus, 69312-000, Boa Vista, Roraima, Brazil.