A IMPORTÂNCIA DA ATIVIDADE FÍSICA PARA A SAÚDE MENTAL

REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/ra10202511241313


Andrson Batista de Andrade1
Maciel José da Silva2
Vágna Martins da Silva3
Orientador: Prof. Esp. Danilo Mendes de Figueiredo4


RESUMO

Este estudo teve como objetivo analisar a importância da prática regular de atividade física na promoção da saúde mental, considerando seus efeitos sobre a autoestima, a redução de sintomas de ansiedade e depressão e a melhoria da qualidade de vida. A relevância da investigação decorre do crescimento dos transtornos psicológicos na atualidade, que impõem desafios significativos à saúde pública e demandam estratégias acessíveis e eficazes de prevenção e manejo. A pesquisa foi conduzida por meio de uma revisão sistemática da literatura, realizada nas bases SciELO e PubMed, no período de 2015 a 2025, seguindo critérios de inclusão e exclusão previamente estabelecidos. Ao final do processo, 39 artigos atenderam aos requisitos metodológicos e compuseram o corpus de análise. Os resultados demonstraram benefícios consistentes da atividade física em diferentes grupos etários, evidenciando impacto positivo sobre o bem-estar emocional e o equilíbrio psicológico. A discussão enfatizou a interação entre fatores fisiológicos, como a liberação de neurotransmissores, e fatores sociais, como o fortalecimento de vínculos interpessoais, na potencialização dos efeitos da prática regular de exercícios. Conclui-se que a pergunta-problema foi plenamente respondida e que os objetivos específicos foram alcançados, reforçando a atividade física como estratégia essencial para a promoção da saúde integral. Recomenda-se que futuras pesquisas investiguem diferentes modalidades, intensidades e contextos de prática, com ênfase em delineamentos longitudinais e em grupos populacionais vulneráveis, a fim de ampliar a compreensão dos efeitos de longo prazo.

Palavras-chave: Atividade Física. Saúde Mental. Qualidade de Vida.

1 INTRODUÇÃO

A atividade física constitui-se como um dos pilares essenciais para a promoção da saúde integral, uma vez que seus efeitos ultrapassam a dimensão biológica e alcançam aspectos psicológicos e sociais do indivíduo. A prática regular de exercícios está associada à redução de sintomas de ansiedade e depressão, à melhora da disposição física e emocional e ao fortalecimento do bem-estar subjetivo. Esses efeitos decorrem, em grande parte, da liberação de neurotransmissores, como serotonina e endorfina, que atuam diretamente na regulação do humor e na mitigação de estados emocionais negativos (Liu; Ding; Wang, 2023).

Evidências científicas demonstram que indivíduos fisicamente ativos apresentam indicadores superiores de saúde mental quando comparados àqueles com hábitos sedentários. Essa diferença resulta tanto de adaptações fisiológicas decorrentes do exercício quanto da melhoria de fatores psicossociais, como autoestima, qualidade do sono e capacidade de enfrentamento do estresse. Em sentido oposto, níveis reduzidos de atividade física relacionam-se ao aumento da prevalência de quadros depressivos e ansiosos, reforçando a importância de estratégias que estimulem práticas corporais regulares (Assis et al., 2022).

Entre adolescentes e jovens, os efeitos da atividade física assumem relevância ainda maior, considerando-se as intensas demandas emocionais e pressões sociais características dessa etapa do desenvolvimento. A prática de exercícios contribui para a redução de sintomas de estresse e ansiedade, fortalece a autoestima e favorece a socialização. Pesquisas conduzidas no contexto brasileiro indicam que níveis adequados de atividade física reduzem significativamente indicadores de sofrimento psicológico, evidenciando seu papel preventivo na saúde mental juvenil (Rosa et al., 2023).

Em idosos, a atividade física atua como importante mecanismo de preservação da autonomia funcional, redução da ansiedade e melhora da qualidade do sono. Além disso, a participação em práticas corporais regulares favorece a socialização, reduz o isolamento e previne sentimentos de solidão. O sedentarismo, por sua vez, intensifica a vulnerabilidade emocional e compromete a percepção de qualidade de vida nessa população (Mariano; Graup, 2024).

Outro aspecto relevante refere-se ao impacto da atividade física no desenvolvimento da resiliência emocional. Estudos apontam que indivíduos fisicamente ativos apresentam maior capacidade de autorregulação emocional e percepção ampliada de bem-estar, resultado da interação entre os efeitos fisiológicos do exercício e as adaptações psicossociais promovidas pela prática regular (Liao; Huang; Lin, 2023).

A literatura também destaca a utilização da atividade física como intervenção complementar em tratamentos convencionais de transtornos mentais. A inclusão de exercícios aeróbicos supervisionados em protocolos terapêuticos potencializa os resultados clínicos ao promover melhorias na cognição, na flexibilidade mental e no funcionamento emocional. Essa combinação contribui para atenuar sintomas depressivos e ansiosos e para aumentar o engajamento dos pacientes em seus tratamentos (Dai et al., 2022).

A compreensão da saúde mental como componente indissociável da saúde integral reforça o papel do exercício físico como ferramenta preventiva e terapêutica. Essa perspectiva supera a visão restrita do exercício centrado apenas em estética ou desempenho e o reconhece como estratégia fundamental de promoção do bem-estar individual e coletivo (Cairo et al., 2024). Nesse contexto, políticas públicas que ampliem o acesso à prática de atividades físicas tornam-se essenciais, incluindo programas escolares, investimentos em espaços comunitários e incentivos em ambientes de trabalho, considerando que tais ações reduzem desigualdades e os impactos sobre os sistemas de saúde (Bicalho; Santos; Oliveira, 2024).

Diante desse panorama, a questão norteadora deste estudo consiste em identificar de que maneira a atividade física influencia positivamente a saúde mental, contribuindo para a prevenção e o controle de transtornos psicológicos. A relevância dessa investigação baseia-se no aumento expressivo de transtornos emocionais, especialmente ansiedade e depressão, que representam desafios crescentes à saúde pública. A atividade física, por seu caráter acessível e efetivo, destaca-se como estratégia fundamental para a promoção do bem-estar psicológico em diferentes faixas etárias e contextos sociais (Wang et al., 2022).

O objetivo geral deste estudo é analisar a importância da prática regular de atividade física para a promoção da saúde mental, considerando seus efeitos preventivos e seu potencial de manejo de transtornos psicológicos. Os objetivos específicos consistem em identificar os benefícios emocionais associados à prática de exercícios, examinar a influência dessa prática na redução de sintomas de ansiedade e depressão e avaliar como a atividade física contínua pode contribuir para a melhora da qualidade de vida e do equilíbrio psicológico dos indivíduos.

2 METODOLOGIA

O presente estudo foi desenvolvido como uma revisão sistemática da literatura, estruturada com o objetivo de assegurar transparência, reprodutibilidade e rigor metodológico. Adotou-se uma abordagem quali-quantitativa, com síntese narrativa dos resultados, em razão da heterogeneidade dos delineamentos, amostras e intervenções identificadas nos estudos selecionados. Todas as etapas, desde a formulação da pergunta de pesquisa até a definição dos critérios de elegibilidade, a busca nas bases de dados, a triagem, a extração e a análise das informações, foram conduzidas de forma padronizada, garantindo consistência e confiabilidade aos achados.

A pergunta norteadora estabelecida foi: “Como a prática de atividade física influencia a autoestima, os sintomas de ansiedade e depressão e a qualidade de vida?”. Foram incluídos estudos originais publicados entre 2014 e 2025, redigidos em português, espanhol ou inglês, que analisassem a relação entre atividade física e indicadores de saúde mental em adolescentes, adultos e idosos.

A busca bibliográfica foi realizada nas bases Scientific Electronic Library Online (SciELO) e PubMed, selecionadas pela relevância e abrangência nas áreas da Saúde e da Educação Física. Utilizaram-se descritores combinados por operadores booleanos, com a seguinte estratégia de busca: “atividade física” OR “exercício” AND “saúde mental” OR “ansiedade” OR “depressão” OR “qualidade de vida”. Foram aplicados filtros de idioma (português, inglês e espanhol), recorte temporal (2015– 2025) e tipo de publicação (artigos originais).

A busca resultou na identificação de 62 artigos na SciELO e 47 na PubMed, totalizando 109 publicações. Na etapa de triagem inicial, todos os estudos foram avaliados quanto à relevância temática e metodológica. Ao final dessa etapa, 70 artigos foram excluídos por apresentarem duplicidade ou por não atenderem aos critérios de inclusão, tais como ausência de metodologia científica, foco divergente do tema, inexistência de dados psicológicos, falta de instrumentos válidos de mensuração da saúde mental ou resultados inconclusivos sobre a relação entre atividade física e bem-estar emocional.

Após a aplicação de todos os critérios, 39 estudos foram incluídos na revisão sistemática, compondo o corpus final de análise. Não foram incorporadas publicações adicionais provenientes de outras fontes ou de buscas complementares, uma vez que as bases SciELO e PubMed atenderam de forma satisfatória às exigências da pesquisa.

O processo de identificação, triagem e inclusão dos artigos está apresentado no fluxograma metodológico (Figura 1), elaborado e adaptado conforme as diretrizes do PRISMA (Preferred Reporting Items for Systematic Reviews and Meta-Analyses), possibilitando a visualização clara das etapas percorridas até a seleção final dos estudos.

A extração dos dados foi realizada por meio de planilha padronizada contendo as seguintes variáveis: autores, ano de publicação, características da amostra, tipo de atividade física analisada, instrumentos psicológicos utilizados, principais resultados e limitações metodológicas apresentadas pelos estudos. A avaliação da qualidade dos artigos considerou a clareza do delineamento, a coerência entre objetivos, métodos e conclusões, bem como a adequação dos instrumentos empregados para a mensuração dos desfechos psicológicos.

Figura 1- Fluxograma da metodologia da etapa de seleção e inclusão dos estudos

Fonte: Elaboração própria

3 RESULTADOS E DISCUSSÃO

Evidências analisadas demonstram que a prática regular de atividade física promove efeitos significativos e consistentes sobre a saúde mental, desempenhando papel relevante tanto na prevenção quanto no tratamento de transtornos psicológicos. Dentre os principais resultados observados, destacam-se o fortalecimento da autoestima, a melhoria do equilíbrio emocional e a redução dos sintomas associados à ansiedade e à depressão. Tais benefícios foram verificados em diferentes faixas etárias adolescentes, adultos e idosos o que sustenta a compreensão de que o exercício físico deve ser considerado uma estratégia essencial e abrangente para a promoção do bem-estar psicológico e da qualidade de vida em todas as fases do desenvolvimento humano.

Adicionalmente, constatou-se que a prática de atividade física exerce influência integrada sobre fatores fisiológicos, sociais e psicológicos. A literatura aponta que a produção de neurotransmissores, como serotonina, dopamina e endorfina, constitui um dos mecanismos centrais para o equilíbrio emocional e a regulação do humor. Paralelamente, aspectos como a socialização, a manutenção da autonomia funcional e a motivação intrínseca demonstraram ser determinantes para a adesão e a continuidade da prática, potencializando seus efeitos positivos.

Dessa forma, os estudos revisados indicam que a atividade física não apenas contribui para a saúde mental em nível individual, mas também favorece a construção de contextos sociais mais saudáveis, colaborativos e integrados. A Tabela 1, apresentada a seguir, sintetiza os principais achados que evidenciam essa relação.

Tabela 1– Síntese dos resultados encontrados sobre a prática de atividade física e saúde mental

Autor(es) / AnoPopulação EstudadaPrincipais AchadosImpacto sobre Saúde MentalTipo de Artigo
Aguiar et al., 2023Idosos durante a pandemiaPráticas de lazer associadas à adaptação emocionalRedução do estresse e aumento do bem-estarObservacional
Amaral et al., 2022AdolescentesAF regular associada a maior autoestimaReforço da autoimagem e confiançaTransversal
Assaife et al., 2024EscolaresPSE promoveu hábitos saudáveis e autocuidadoEstímulo à motivação e autoestimaQualitativo
Assis et al., 2022Adultos (Muay Thai)Praticantes apresentaram menor estresseDiminuição da ansiedade no isolamentoTransversal
Azevedo M.J. et al., 2024Adultos e idososAF reduziu sintomas de depressão e estresseProteção emocional e melhor humorObservacional
Azevedo S. et al., 2023Idosos (Pilates)AF melhorou autoestima e autoimagemAumento da autoconfiançaObservacional
Barbosa et al., 2024Idosos em academias ao ar livre12 semanas melhoraram força e QVVitalidade e bem-estar ampliadosEnsaio clínico
Bicalho et al., 2024UniversitáriosAF e estudo musical correlacionaram-se com menor depressãoRedução de sintomas depressivosTransversal
Bulguroglu & Bulguroglu, 2024GestantesPilates on-line reduziu medo do parto e melhorou humorDiminuição da ansiedade e equilíbrio emocionalECR (randomizado)
Cairo et al., 2024Adolescentes quilombolas e nãoDiferenças culturais na prática de AFMenor prevalência de sintomas depressivosEstudo populacional
Chin et al., 2022Idosos com insôniaExercício reduziu sintomas depressivosMelhora do sono e disposição mentalECR (randomizado)
Dai et al., 2022Pacientes com esquizofreniaExercício aumentou BDNF e desempenho cognitivoRedução do estresse e melhora cognitivaECR
Fernandes & Santos, 2023Universitários brasileirosAF reduziu sintomas de depressão e ansiedade durante pandemiaMelhora geral do bem-estarTransversal
Festas et al., 2023Idosos ativosAF aumentou força e equilíbrioAutonomia e bem-estar ampliadosObservacional
Furtado et al., 2023AdolescentesFatores sociais afetam níveis de AFInteração social elevou autoestimaObservacional
Herbert, 2002UniversitáriosProgramas de AF melhoraram saúde mental Aumento de bem-estar e engajamentoExperimental
Jaffer et al., 2023Adultos ruraisAF reduziu impacto psicológico da COVID-19Redução da ansiedade e isolamentoTransversal
Jesus et al., 2024Mulheres climatéricasAF associada à melhor QV e humorDiminuição de irritabilidade e ansiedadeObservacional
Liao et al., 2023UniversitáriosResiliência mediou relação entre AF e bem-estarMaior tranquilidade e autocontroleTransversal
Liu et al., 2023UniversitáriosAF reduziu ansiedade via resiliência psicológicaMenor vulnerabilidade emocionalExperimental
Loch et al., 2024Adultos brasileirosTodos os domínios de AF reduzem depressão“Todo movimento conta” na saúde mentalEstudo populacional
Mariano & Graup, 2024Dançarinos do SUSDança promoveu integração e autoestimaMelhora de humor e sociabilidadeObservacional
Miranda et al., 2022Gestantes de alto riscoAF associada à percepção positiva de saúdeRedução de estresse e melhor autoconfiançaObservacional
Miziara et al., 2023IdosasAumento da AF reduziu ansiedade e depressãoMelhora do bem- estar e vitalidadeTransversal
Moreira & Foschiera, 2022Servidores públicosAF elevou autoestima e reduziu estresseProteção emocional e satisfação no trabalhoTransversal
Ostolin & Dourado, 2025Adultos com baixa aptidão cardiorrespiratóriaPreferências em apps para incentivar AFApoio tecnológico ao autocuidadoObservacional
Porto et al., 2024Adolescentes da rede públicaAF reduziu comportamento sedentárioMaior socialização e autoestimaObservacional
Rosa et al., 2023Adolescentes escolaresAF associada a menor ansiedade e depressãoFator protetor de equilíbrio emocionalTransversal
Ruiz et al., 2024Escolares do ensino primárioEF estimulou integração social e bem-estarPrevenção de ansiedade e isolamentoObservacional
Sánchez et al., 2021IdososAF ligada à satisfação e vitalidadeMaior autoestima e bem-estarTransversal
San-Juan et al., 2024Pacientes com epilepsiaAF aumentou QV e reduziu ansiedadeBenefícios cognitivos e emocionaisTransversal
Santos, 2021Pacientes com depressãoExercício como auxiliar terapêuticoRedução de sintomas depressivosExperimental
Scaranni et al., 2023Trabalhadores home officeSedentarismo aumentou com trabalho remotoPiora no humor e saúde emocionalTransversal
Silva F. et al., 2024AdultosVariáveis sociais influenciam adesão à AFAF ligada a humor e autoconfiançaObservacional
Silva J. et al., 2020IdososAF associada à cognição e envelhecimento ativoVitalidade e autoestima ampliadasTransversal
Tokac et al., 2024Usuários do TwitterPercepções positivas sobre exercício e bem-estarEmoções positivas e motivaçãoAnálise de dados
UriaMinguito et al., 2022Gestantes saudáveisExercício online reduziu risco de diabetesEquilíbrio físico e psicológicoECR
Veloso et al., 2022Idosas comunitáriasAF reduziu isolamento e sintomas depressivosAumento da autoestima e vitalidadeObservacional
Wang et al., 2022Adultos com obesidadeAF e uso de mídia influenciam saúde mentalMelhora do bem-estar e autopercepçãoTransversal

Fonte: Elaboração própria

A prática de atividade física desempenha papel relevante na formação da autoestima, sobretudo durante a adolescência, fase em que a percepção da imagem corporal exerce grande influência no desenvolvimento emocional. Estudos indicam que indivíduos que mantêm rotina regular de exercícios apresentam melhor avaliação de si mesmos, fortalecendo a autoconfiança e ampliando a sensação de bem-estar.

Esse processo evidencia a importância da atividade física como ferramenta essencial para o equilíbrio psicológico, impactando positivamente a construção da autoimagem (Amaral et al., 2022).

A literatura científica aponta que a prática de exercícios físicos contribui para amenizar sintomas depressivos, reforçando sua relevância como recurso auxiliar em intervenções de saúde mental. A diminuição da atividade corporal está relacionada ao aumento do risco de manifestação de transtornos emocionais, enquanto programas de exercícios oferecem alternativas viáveis de suporte terapêutico. Nesse sentido, a atividade física surge como meio eficaz para complementar abordagens tradicionais, desempenhando função importante na regulação emocional (Uria-Minguito et al., 2022).

Evidências apontam que programas estruturados de atividade física exercem papel significativo na melhora da saúde mental e do bem-estar, especialmente entre jovens adultos e universitários. A prática regular de exercícios promove redução dos sintomas de ansiedade e depressão, além de favorecer a construção de um estilo de vida mais saudável e equilibrado. Dessa forma, o engajamento em programas de exercício físico representa uma estratégia eficaz e acessível para o fortalecimento emocional e a prevenção de transtornos mentais (Herbert, 2022).

Entre a população idosa, a atividade física também se revela determinante para o fortalecimento da autoestima e da autoimagem. Além dos benefícios físicos, a prática promove ganhos psicossociais relevantes, elevando a qualidade de vida e favorecendo a aceitação pessoal. A adesão a programas de exercícios nessa faixa etária demonstra que a busca pelo bem-estar mental constitui uma motivação tão importante quanto os aspectos relacionados à saúde física, reforçando a relevância do tema (Azevedo et al., 2023).

Pesquisas recentes destacam ainda que, em contextos de maior pressão e sobrecarga, como ocorre em atividades profissionais, a atividade física atua como fator de proteção emocional. No caso de servidores públicos, a prática regular de exercícios está relacionada à melhora da qualidade de vida e ao fortalecimento da autoestima, mesmo diante de situações de elevado estresse. Assim, evidencia-se a importância da atividade física como componente essencial para lidar com demandas psicológicas em ambientes de trabalho (Moreira & Foschiera, 2022).

A literatura também associa a atividade física à elevação da autoestima entre adolescentes, reforçando a relevância de programas voltados a esse público.

Evidências indicam que práticas regulares favorecem a autopercepção positiva e ampliam o bem-estar emocional. Da mesma forma, estudos com indivíduos em tratamento de epilepsia mostram que a socialização decorrente da atividade física promove ganhos expressivos na autoestima, reforçando o potencial dos exercícios como recurso terapêutico (Furtado et al., 2023).

Outro estudo revela que a prática de exercícios não convencionais pode oferecer benefícios emocionais consistentes, reduzindo sintomas depressivos e fortalecendo o equilíbrio psicológico. Esse tipo de abordagem amplia as possibilidades de intervenção em saúde mental, mostrando que a atividade física, além de promover condicionamento físico, pode ser considerada uma forma alternativa de terapia, com efeitos positivos para o bem-estar geral (Azevedo et al., 2023).

Em idades mais precoces, a atividade física também contribui para a construção de relações sociais que sustentam uma autoimagem positiva. Durante a adolescência, momento de intensas mudanças emocionais, os exercícios auxiliam no fortalecimento das interações sociais, estimulando a autoconfiança e reduzindo a vulnerabilidade emocional. Nesse sentido, a prática regular é reconhecida como um dos pilares para o desenvolvimento saudável de jovens, sendo fundamental para a consolidação da autoestima (Porto et al., 2024).

O fortalecimento de redes de apoio social associadas à prática de atividade física representa outro fator determinante para o bem-estar. Evidências apontam que, quando vinculada a contextos de suporte emocional, a atividade física potencializa seus benefícios, oferecendo maior estabilidade psicológica e reduzindo os impactos de situações estressantes. Essa perspectiva reforça a necessidade de compreender a atividade física como parte de uma abordagem integrada de promoção da saúde mental (Uria-Minguito et al., 2022).

No âmbito profissional, intervenções que incentivam a prática de exercícios físicos mostram resultados relevantes para a saúde psicológica dos trabalhadores. Além de combater a inatividade, essas iniciativas contribuem para a criação de um ambiente mais positivo, com reflexos diretos no bem-estar emocional. A implementação de políticas voltadas para esse fim nos espaços laborais reforça a importância da atividade física como estratégia de cuidado coletivo, promovendo melhor qualidade de vida e satisfação no trabalho (Scaranni et al., 2023).

Pesquisas recentes têm indicado que a prática sistemática de exercícios físicos exerce efeitos consistentes na redução de sintomas relacionados à ansiedade e à depressão. Esses resultados decorrem de processos fisiológicos e psicológicos combinados, como a liberação de endorfinas, o fortalecimento da neuroplasticidade e o controle do estresse, os quais contribuem para maior equilíbrio emocional e qualidade de vida dos praticantes (Liu & Shi, 2023).

Entre estudantes universitários, foi observado que a atividade física atua de forma significativa na diminuição da ansiedade, sendo mediada por elementos como a presença de suporte social e a postura proativa do indivíduo. Nesse contexto, a interação entre exercícios e convivência em grupos demonstra-se essencial, já que o fortalecimento de redes de apoio amplia os impactos positivos da prática sobre a saúde mental (Wang et al., 2022). O papel do exercício em situações de maior vulnerabilidade revelaram que ele pode ser decisivo na redução de estresse e ansiedade. Nessas circunstâncias, a prática regular contribui para manter a percepção de bem-estar e para suavizar tensões emocionais, funcionando como um recurso eficaz de promoção da saúde mental diante de contextos adversos (Tokac et al., 2024).

Estudos nacionais evidenciam que o aumento do nível de atividade física contribui para a redução de sintomas de ansiedade e depressão em mulheres idosas, demonstrando efeitos positivos tanto no bem-estar psicológico quanto na saúde geral. A prática regular de exercícios mostrou-se eficaz para atenuar sintomas emocionais e favorecer a qualidade de vida, atuando como importante ferramenta de promoção da saúde mental na terceira idade. Esses resultados reforçam o potencial terapêutico das atividades físicas como estratégia preventiva e complementar ao cuidado integral (Miziara, Lemos & Alves, 2023).

No campo da neurociência, foi constatado que a atividade física estimula a elevação do fator neurotrófico derivado do cérebro (BDNF), essencial para a plasticidade neural e a adaptação cognitiva. Essa resposta biológica está diretamente associada à melhora dos sintomas depressivos e ansiosos, sendo ainda mais expressiva em atividades realizadas em grupo, que promovem engajamento e apoio social (Loch et al., 2024).

Outro ponto de destaque refere-se à relação entre ansiedade e depressão, identificada como um ciclo em que a primeira frequentemente desencadeia a segunda. A prática de exercícios físicos contribui para interromper essa interação negativa, reduzindo a sensibilidade aos sintomas ansiosos e evitando que evoluam para quadros depressivos mais graves, tornando-se uma ferramenta preventiva relevante (Chin et al., 2022).

Além disso, o exercício físico mostrou-se eficaz na modulação do eixo hipotálamo-hipófise-adrenal, sistema diretamente relacionado às respostas do organismo ao estresse. Essa regulação fisiológica não apenas diminui manifestações de ansiedade e depressão, como também promove estabilidade psicológica geral, tornando a prática corporal uma estratégia de saúde mental de amplo alcance (Santos, 2021).

A participação de profissionais de Educação Física em equipes multiprofissionais de saúde mental é vista como medida promissora, pois possibilita o monitoramento adequado dos exercícios. Esse acompanhamento favorece a adaptação de programas às necessidades individuais e garante maior adesão, otimizando os resultados terapêuticos e fortalecendo a prática como ferramenta de cuidado integrado (Assaife et al., 2024).

A literatura indica que a prática regular de exercícios em adultos associa-se a maior sensação de vitalidade, com atenuação de sintomas ansiosos e aprimoramento da capacidade de enfrentar pressões cotidianas. Tal efeito resulta da convergência entre mecanismos fisiológicos e dimensões sociais, configurando a atividade física como estratégia de autocuidado apta a sustentar o equilíbrio emocional de forma continuada ao longo do tempo (Silva et al., 2024).

No âmbito ocupacional, a implementação de pausas ativas e programas estruturados em ambientes de trabalho relaciona-se à diminuição de sinais de esgotamento mental. Tais iniciativas repercutem em produtividade superior e menor afastamento por motivos emocionais, evidenciando papel protetor da atividade física frente às demandas psicossociais inerentes ao cotidiano laboral (Scaranni et al., 2023).

A produção científica descreve que exercícios aeróbios de intensidade moderada contribuem para a regulação do cortisol, marcador central da resposta ao estresse. Essa modulação hormonal associa-se a menor vulnerabilidade a quadros ansiosos, reforçando o exercício como medida preventiva eficaz em situações de tensão recorrente e exigências adaptativas prolongadas (Chin et al., 2022).

Análises de acompanhamento em populações adultas mostram menor prevalência de depressão entre praticantes regulares quando comparados a indivíduos inativos. O achado sustenta a compreensão da atividade física não apenas como recurso terapêutico adjunto, mas também como estratégia de prevenção de amplo alcance em saúde coletiva e promoção do bem-estar psíquico (Loch et al., 2024). No contexto das doenças crônicas não transmissíveis, a prática sistemática revela benefícios integrados: melhora de parâmetros fisiológicos, redução de sintomas depressivos e maior aderência aos cuidados clínicos. Essa articulação corpo–mente amplia o potencial do exercício enquanto componente central de manejo e suporte à saúde mental em condições persistentes (Rosa et al., 2023).

Relatos convergentes apontam que práticas de alongamento e modalidades de baixo impacto, a exemplo de yoga e pilates, favorecem a autorregulação emocional. A combinação entre controle respiratório, consciência corporal e movimento ritmado reduz tensões, atenua a ansiedade e promove sensação de bem-estar psicológico percebido (Azevedo et al., 2023). No ambiente escolar, programas de educação física com atividades coletivas relacionam-se à redução de sentimentos de isolamento e tristeza na adolescência. O engajamento grupal estimula cooperação e respeito, fortalece a autoconfiança e se integra à formação integral, posicionando a prática corporal como eixo educativo e psicossocial relevante (Rosa et al., 2023).

Em territórios socialmente vulneráveis, a inserção regular de práticas esportivas associa-se à diminuição de comportamentos de risco e ao fortalecimento da autoestima entre jovens. O acesso a oportunidades de movimento opera como fator de proteção, mitigando desigualdades, promovendo integração comunitária e ampliando repertórios de convivência (Cairo et al., 2024). Entre idosos institucionalizados, caminhadas supervisionadas relacionam-se a melhor qualidade do sono e à redução de sintomas depressivos. Mesmo diante de maior fragilidade, a adesão possível e segura às atividades físicas mostra-se determinante para manutenção do bem-estar emocional e para estímulo da autonomia cotidiana (Festas et al., 2023).

A utilização de espaços abertos, como praças e parques, potencializa ganhos psicológicos ao associar atividade corporal e contato com a natureza. Essa combinação favorece relaxamento adicional, amplia a sensação de restauração mental e contribui para maior estabilidade emocional em rotinas urbanas (UriaMinguito et al., 2022). O treinamento de força, quando realizado com regularidade, apresenta efeito protetor sobre a saúde psicológica. Além do incremento da capacidade funcional, observam-se aumento da autoconfiança, percepção corporal mais positiva e redução de sentimentos de inadequação, compondo um quadro favorável de equilíbrio mental (Barbosa et al., 2024).

Pesquisas recentes evidenciam que a prática regular de atividade física exerce impacto positivo na qualidade de vida, especialmente pela sua contribuição na prevenção de complicações metabólicas e psicológicas durante a gestação. Um estudo controlado randomizado demonstrou que gestantes que praticaram pilates online apresentaram melhor humor e menor medo do parto, indicando que o exercício físico atua como medida protetiva e promotora de equilíbrio emocional e físico. Assim, a atividade física se consolida como ferramenta terapêutica e preventiva fundamental na saúde feminina (Bulguroglu & Bulguroglu, 2024).

De forma mais ampla, estudos apontam que os exercícios aeróbios podem funcionar como uma espécie de antidepressivo natural, elevando os níveis de serotonina e fortalecendo a resistência aos efeitos do estresse. Esse mecanismo reforça a relação entre movimento corporal e saúde mental, considerando que áreas cerebrais ligadas à motricidade e às emoções atuam em conjunto no processo de regulação emocional. A prática regular, portanto, torna-se essencial não apenas para a manutenção do corpo, mas também para sustentar um estado mental equilibrado (Liu; Ding; Wang, 2023).

No caso da população idosa, verificou-se que manter-se fisicamente ativo está associado a ganhos em força, flexibilidade e equilíbrio, fatores diretamente relacionados à autonomia funcional. A ausência de atividade, por sua vez, potencializa riscos de fragilidade e quedas, comprometendo a qualidade de vida e aumentando a dependência. Os achados ressaltam a necessidade de estimular rotinas de exercícios entre idosos como medida preventiva, garantindo melhor saúde física e estabilidade psicológica (Festas et al., 2023).

A análise realizada com idosos que frequentam academias ao ar livre revelou que aqueles que praticam exercícios apresentam índices superiores de qualidade de vida em comparação aos sedentários. Esse resultado evidencia que tanto fatores intrínsecos, como motivação pessoal, quanto extrínsecos, como prazer e socialização, influenciam na adesão à prática. A combinação desses elementos contribui para manter a regularidade dos exercícios, favorecendo o bem-estar físico e mental (Barbosa et al., 2024)

Pesquisas posteriores confirmam que a prática de exercícios se relaciona ao envelhecimento ativo e ao fortalecimento da função cognitiva em idosos. Apesar de alguns trabalhos não identificarem relação direta entre atividade física e desempenho cognitivo, há consenso de que a prática auxilia no aumento da capacidade funcional.

Esse fator reduz a percepção de dependência e amplia o vigor físico, refletindo positivamente na autoestima e no equilíbrio psicológico (Silva et al., 2020).

Estudos recentes apontam ainda que a prática de exercícios está associada à melhora da percepção subjetiva de qualidade de vida. Isso se deve, em parte, à liberação de neurotransmissores, como endorfina e dopamina, responsáveis pela sensação de prazer e equilíbrio emocional. Essas substâncias desempenham papel crucial na regulação do humor e na prevenção de estados ansiosos ou depressivos, reforçando a importância da atividade física como recurso de promoção da saúde mental (Silva et al., 2024).

Entre mulheres, verificou-se que aquelas que se mantêm fisicamente ativas apresentam índices mais elevados de qualidade de vida em comparação às sedentárias. Esse benefício estende-se também ao ambiente coletivo, como nas Instituições de Longa Permanência para Idosos, onde a prática regular favorece a autonomia e reduz limitações funcionais. Assim, a atividade física demonstra ser um recurso transversal, capaz de promover saúde física, psicológica e social em diferentes contextos (Jesus et al., 2024).

Pesquisas recentes também alertam para a queda no nível de atividade física entre idosos durante o isolamento social, apontando os prejuízos que a redução de movimento gera na saúde mental. Programas voltados à reintrodução do exercício após períodos de inatividade têm se mostrado fundamentais para atenuar os efeitos negativos do sedentarismo. Além de prevenir doenças físicas, tais iniciativas contribuem para restabelecer o equilíbrio psicológico dos praticantes (Veloso et al., 2022).

A literatura recente demonstra que a prática regular de atividade física está diretamente associada à melhora da saúde mental, especialmente entre jovens universitários, que apresentam redução significativa dos níveis de estresse, ansiedade e sintomas depressivos quando mantêm um estilo de vida ativo. Esses resultados reforçam o papel do exercício como intervenção eficaz na promoção do bem-estar psicológico e da qualidade de vida, destacando a importância de políticas que incentivem a adesão a hábitos fisicamente ativos entre os estudantes (Fernandes & Santos, 2023).

Em síntese, os estudos analisados demonstram que o exercício físico atua de maneira multifatorial sobre a saúde mental, combinando mecanismos fisiológicos, psicológicos e sociais. Embora as abordagens variem entre autores alguns privilegiando a dimensão biológica, outros a psicossocial, há consenso quanto à eficácia da prática regular na redução de sintomas de ansiedade, depressão e estresse, bem como na promoção da autoestima e da qualidade de vida. Dessa forma, o exercício físico se consolida como intervenção fundamental para a saúde mental, tanto em nível individual quanto coletivo, configurando-se como estratégia preventiva e terapêutica de ampla aplicabilidade.

4 CONSIDERAÇÕES FINAIS  

Os resultados deste estudo demonstram de forma consistente que a prática regular de atividade física exerce influência significativa sobre a saúde mental, contribuindo para o fortalecimento da autoestima, a redução de sintomas de ansiedade e depressão e a melhora geral da qualidade de vida. A pergunta de pesquisa foi plenamente respondida, evidenciando que o exercício físico apresenta efeitos positivos em diferentes faixas etárias e contextos socioculturais.

O objetivo geral e os objetivos específicos foram alcançados ao identificar benefícios emocionais associados à prática de exercícios, ao verificar a relação entre atividade física e indicadores de ansiedade e depressão e ao avaliar o impacto dessa prática no equilíbrio psicológico dos indivíduos. Os achados reforçam a relevância da atividade física como estratégia acessível e eficaz para a promoção da saúde mental, especialmente no âmbito das políticas públicas de saúde, educação e lazer.

A revisão sistemática evidencia ainda a necessidade de ampliar o conhecimento científico sobre o tema. Recomenda-se o desenvolvimento de estudos longitudinais e ensaios clínicos controlados que permitam comparações entre diferentes modalidades e intensidades de exercício, bem como investigações focadas em grupos vulneráveis, como adolescentes, idosos e indivíduos com transtornos psicológicos diagnosticados. Tais abordagens poderão aprofundar a compreensão dos mecanismos associados aos benefícios observados e orientar intervenções mais precisas e efetivas no campo da saúde mental.

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1 202212086803 / Turma 9001
2 202202211532 / Turma 9001
3 202203572164 / Turma 9001
4 Orientador