ASSESSMENT OF RISK OF FALLS IN ELDERLY USERS OF CRAS IN A MUNICIPALITY IN VALE DO PIANCÓ
REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/cl10202511101304
Maria Euzarene Guimarães Sobrinha1
José Cidelino Neto2
Maria Euzarene Guimarães3
Társila Natália Simões de Sousa Medeiros4
Nair Serafim Missiano5
Sara Raquel da Silva Sousa6
Orientadora: Prof. Me. Aline Guimarães Carvalho7
Resumo
O envelhecimento é um fenômeno fisiológico natural presente em todos os seres vivos. Atualmente, observa-se um aumento na expectativa de vida global, mas essa longevidade nem sempre corresponde a um envelhecimento saudável, pois o processo pode estar associado a diversas patologias. O objetivo é identificar os riscos de quedas em usuários de um centro de referência de assistência social do Vale do Piancó. Tratou-se de uma pesquisa de campo, com uma abordagem quantitativa e qualitativa. De finalidade exploratória, com coleta de dados através de levantamento, com 17 idosos usuários do CRAS localizado em um Município do Vale do Piancó. A coleta de dados foi com aplicação de questionário sociodemográfico e através da Escala de Tinetti. Os dados da amostra foram analisados, tabulados e graficados utilizando o software Microsoft Excel e o software Statistical Package for the Social SciencesSPSS. A amostra contou com 17 idosos, em sua maioria mulheres (94%), de 76 a 80 anos (41%), casados e analfabetos (53%), com renda de um salário mínimo (65%) e prevalência de doenças crônicas e uso de medicamentos (76%). Conclui-se que o processo de envelhecimento, embora natural, traz alterações fisiológicas e funcionais que podem comprometer a autonomia e aumentar o risco de quedas. A identificação precoce desses riscos é essencial para a promoção da saúde, prevenção de acidentes e manutenção da qualidade de vida dos idosos.
Palavras-chave: Envelhecimento. Idosos. Acidentes por quedas. Fisioterapia.
ABSTRACT
Aging is a natural physiological phenomenon present in all living beings. Currently, there is an increase in global life expectancy, but this longevity does not always correspond to healthy aging, as the process may be associated with various pathologies. The objective is to identify the risks of falls in users of a social assistance reference center in the Vale do Piancó region. This was a field research study with a quantitative and qualitative approach. It was exploratory in nature, with data collected through a survey of 17 elderly users of the CRAS (Social Assistance Reference Center) located in a municipality in the Vale do Piancó region. Data collection involved the application of a sociodemographic questionnaire and the Tinetti Scale. The sample data were analyzed, tabulated, and graphed using Microsoft Excel and the Statistical Package for the Social Sciences (SPSS) software. The sample consisted of 17 elderly individuals, mostly women (94%), aged 76 to 80 years (41%), married and illiterate (53%), with an income of one minimum wage (65%) and a prevalence of chronic diseases and medication use (76%). It is concluded that the aging process, although natural, brings physiological and functional changes that can compromise autonomy and increase the risk of falls. Early identification of these risks is essential for promoting health, preventing accidents, and maintaining the quality of life of the elderly.
Keywords: Aging. Elderly. Fall accidents. Physiotherapy.
1. INTRODUÇÃO
O envelhecimento é um fenômeno fisiológico natural presente em todos os seres vivos. Atualmente, observa-se um aumento na expectativa de vida global, mas essa longevidade nem sempre corresponde a um envelhecimento saudável, pois o processo pode estar associado a diversas patologias. Dessa forma, envelhecer com qualidade tem se tornado cada vez mais desafiador, influenciado por fatores econômicos, culturais, sociais e familiares, o que pode tornar essa fase da vida mais ou menos agradável, dependendo de como ela foi vivida (Santos; Hobold; Bortoloti, 2025).
No processo de envelhecimento, é fundamental distinguir entre senescência e senilidade. A senescência refere-se ao envelhecimento natural, marcado pelas alterações fisiológicas do organismo (Melo, 2025). Em contraste, a senilidade é o processo de envelhecimento ligado a várias mudanças resultantes de doenças crônicas, como hipertensão, diabetes, doenças cardíacas, pulmonares, renais e neurológicas, além de comportamentos prejudiciais adquiridos ao longo da vida (Dias; Biscacio; Santos, 2024). A principal distinção entre ambas é que, no primeiro processo, o idoso experimenta uma diminuição gradual da vitalidade dos órgãos e sistemas sem a presença de qualquer doença. No entanto, no segundo processo, as doenças afetam o idoso como resultado dessas perdas, em conjunto com vários outros fatores (Santos, 2025).
As modificações fisiológicas inerentes ao processo de envelhecimento ocorrem de forma natural nos idosos. Destaca-se que a perda de equilíbrio pode ser resultado da redução da acuidade visual, do aumento da sensibilidade à luz e da fixação instável do olhar. Entre as patologias mais significativas estão aquelas de natureza cardiovascular, neurológica, osteomuscular, geniturinária, psiquiátrica, sensorial e endócrina (Sena et al., 2024).
As quedas são uma das principais causas de internação e mortalidade de pessoas idosas em todo o mundo. Dessa forma, apresentam grande importância no cenário populacional, por acometerem um número representativo de idosos. Pesquisas apontam que cerca de 30% dos idosos caem todos os anos, e esse número se intensifica em contextos institucionais (Diniz et al., 2024; Silva; Martins, 2024).
As quedas em idosos geralmente resultam da combinação de múltiplos fatores de risco, intrínsecos e extrínsecos, sendo difícil atribuí-las a um único elemento ou causa. Entre os fatores intrínsecos, destacam-se: diminuição da força muscular dos membros inferiores, déficit de equilíbrio, tonturas, uso de medicações psicotrópicas, déficits cognitivos, visuais e/ou auditivos, hipotensão postural, distúrbios da marcha, doenças crônicas, imobilidade e incapacidade funcional para realizar atividades diárias (Queiroz; Raimundo; Lima, 2024). Já os fatores extrínsecos estão relacionados ao ambiente inseguro, mal planejado ou construído, e incluem barreiras arquitetônicas que aumentam o risco de quedas, como pisos escorregadios, tapetes soltos, escadas sem corrimão, iluminação inadequada, interruptores em locais pouco acessíveis, móveis inadequados ou mal posicionados e calçados impróprios (Sofiatti et al., 2021).
A sarcopenia é uma condição comum no envelhecimento, caracterizada pela perda progressiva de massa e força muscular. Ela está associada a fatores como desnutrição proteica, redução da síntese de proteínas, inflamação crônica e inatividade física. Suas consequências afetam diretamente a qualidade de vida do idoso, pois reduzem a mobilidade, aumentam o risco de quedas, internações hospitalares e contribuem para a perda de autonomia e independência funcional (Anjos et al., 2025).
O risco de quedas está relacionado à maior chance de ocorrência em pessoas idosas com mais de 60 anos e com diagnóstico de quatro ou mais condições médicas anteriores. As quedas podem desencadear diversas consequências para os idosos, incluindo a redução da mobilidade e o surgimento de medo de novas quedas, o que pode levar à ansiedade e depressão. Dessa forma, o risco de ocorrer um novo episódio aumenta (Dias et al., 2023).
As consequências graves, nesse contexto, envolvem fraturas, lesões cutâneas e limitações nas atividades diárias, impactando negativamente a qualidade de vida do idoso e aumentando o risco de institucionalização precoce, internações e mortalidade (Batista et al., 2025).
O presente estudo teve como objetivo identificar os riscos de quedas em usuários de um centro de referência de assistência social do Vale do Piancó, bem como traçar o perfil sociodemográfico dos participantes da pesquisa, analisar o equilíbrio estático e dinâmico através da escala de Tinetti, investigar através da marcha suas alterações biomecânicas de acordo com as fases de apoio e balanço e estimar a probabilidade de quedas nos idosos.
2. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA
2.1 ENVELHECIMENTO
2.1.1 Conceito
O envelhecimento é um processo natural, progressivo e dinâmico que ocorre ao longo da vida, resultando em diversas alterações no corpo humano (Cunha et al., 2019). Envolve mudanças biológicas, fisiológicas e funcionais, como a redução da vitalidade e das capacidades sensoriais e motoras, que afetam diretamente o equilíbrio e a autonomia do idoso (Ruwer et al., 2005).
Além dos aspectos físicos, o envelhecimento também abrange dimensões sociais, psicológicas e culturais, tornando o indivíduo mais suscetível a doenças e limitações funcionais (Souza et al., 2017).
Esse processo reduz a independência funcional, aumenta a dependência de cuidados e pode comprometer a qualidade de vida (Camarano, 2021; Spirduso, 2005). Biologicamente, decorre de alterações moleculares e celulares que promovem declínio progressivo dos órgãos e sistemas corporais (Maruo, 2016), tornando o idoso mais vulnerável a incidentes e enfermidades (Papaleo, 2002).
2.1.2 Tipos
Segundo Santos et al. (2009) o processo de envelhecimento, que inclui uma variedade de alterações físicas, cognitivas e emocionais ao longo da vida, pode se manifestar de duas formas: senescência ou senilidade.
A senescência, também chamada de envelhecimento saudável, é um processo progressivo, inescapável e inalterável ligado à idade. Este fenômeno progressivo causa desgaste orgânico e mudanças nos aspectos culturais, sociais e emocionais, que se manifestam em diferentes etapas cronológicas (Ciosak et al., 2011).
A senilidade é o processo de envelhecimento ligado a mudanças decorrentes desse processo de enfermidades crônicas, tais como a hipertensão, o diabetes mellitus ou o ataque cardíaco. Tais circunstâncias caracterizam um idoso como senil, pois determinam incapacidades funcionais que indicam ausência de autonomia e podem resultar em sua morte (Camargos; Lehnen; Cortinaz, 2019).
2.1.3 Processos fisiológicos
O envelhecimento é um processo natural e inevitável, caracterizado por alterações fisiológicas, estruturais e funcionais que ocorrem ao longo da vida (Fechine; Trompieri, 2012). A partir dos 30 anos, inicia-se um declínio gradual das funções corporais, com diferenças entre os gêneros e impacto nos sistemas cardiovascular, urinário, nervoso e cognitivo (Santos; Bianchi, 2014). Esse processo envolve perda de massa e força muscular, alterações hormonais e neuronais, levando à sarcopenia e maior risco de quedas (Roth et al., 2000; Dhillon; Hasni, 2017).
Entre as principais modificações fisiológicas estão a redução da estatura, da elasticidade da pele e da massa muscular, além de alterações sensoriais que comprometem a audição, visão, olfato e paladar (Costa et al., 2005). No sistema cardiovascular, observa-se diminuição da capacidade de esforço, da frequência cardíaca máxima e aumento da pressão arterial (Fechine; Trompieri, 2012). Já no sistema respiratório, há rigidez torácica, menor elasticidade pulmonar e redução da capacidade ventilatória (Pegorari; Ruas; Patrizzi 2013; Freitas et al., 2010).
O trato gastrointestinal apresenta diminuição da motilidade e da superfície absortiva, predispondo à disbiose (Conrado et al., 2018). No sistema musculoesquelético, destacam-se a atrofia, a perda de amplitude dos movimentos e alterações na marcha e no equilíbrio (Ralston, 2010; Brasil, 2006; Horak, 2006). O sistema urinário sofre redução da função renal e da capacidade de concentração da urina (Costa et al., 2005).
No sistema nervoso central, ocorrem diminuição do fluxo sanguíneo, da massa cerebral e dos neurotransmissores, embora a plasticidade cerebral seja preservada (Fonseca et al., 2010). Por fim, o sistema reprodutivo sofre alterações hormonais e anatômicas, com atrofia dos tecidos e mudanças nas funções sexuais, mas sem perda total da capacidade reprodutiva (Eliopoulos, 2011).
2.2 QUEDAS
2.2.1 Riscos de quedas
As quedas em pessoas idosas representam um importante problema de saúde pública, com impacto físico, psicológico e socioeconômico significativo (Carvalho; Luckow; Siqueira, 2011). Diversos fatores influenciam esse risco, como idade, sexo, nível de escolaridade, renda e condições de moradia, sendo mais prevalentes em mulheres com menor escolaridade e insatisfação pessoal (Kim et al., 2020).
O equilíbrio corporal depende da integração entre os sistemas proprioceptivo, vestibular e visual, essenciais para a manutenção da postura e da funcionalidade (Teixeira et al., 2015). No envelhecimento, alterações fisiológicas e funcionais comprometem esses sistemas, aumentando o risco de quedas por fatores intrínsecos como perda de força muscular, alterações posturais e uso de medicamentos e extrínsecos, como obstáculos ambientais e pisos inadequados (Morley et al., 2013; Schiaveto, 2008; Freire, 2020).
Esses episódios são comuns e caracterizam-se como deslocamentos não intencionais do corpo para uma posição inferior, sem correção em tempo hábil (Gomes et al., 2014; Menezes; Bachion, 2008). As consequências podem variar de lesões leves a graves, incluindo fraturas e morte, além de impacto psicológico, como o medo de cair, que reduz a autonomia e a qualidade de vida (Thiem et al., 2014; Peeters et al., 2015; Nascimento; Paiva; Tavares, 2017).
Fatores como confusão mental, déficits cognitivos e sensoriais, uso de medicamentos e condições clínicas crônicas também contribuem para o aumento do risco (Brasil, 2013; Gamage et al., 2019; Teixeira et al., 2019). Assim, compreender as causas multifatoriais das quedas é essencial para planejar ações preventivas e reabilitadoras eficazes (Smith et al., 2017). A prática regular de exercícios físicos surge como uma das principais estratégias para reduzir o risco e promover uma longevidade saudável (Sherrington et al., 2020).
2.2.2 Consequências
A ocorrência de quedas é uma das principais consequências do processo de envelhecimento, resultando em sérios impactos físicos, emocionais e sociais (Fang et al., 2012; Jagnoor et al., 2014). Essas quedas podem causar lesões, hospitalizações, perda funcional, institucionalização e até morte, além de gerar medo de novas quedas e redução da autonomia (Ferreti; Lunardi; Bruschi, 2013; Souza et al., 2019).
A perda da capacidade funcional compromete a realização das atividades básicas e instrumentais da vida diária, aumentando a dependência, a vulnerabilidade e o impacto negativo sobre a qualidade de vida do idoso (Fiedler, 2008).
Entre as consequências mais comuns das quedas estão fraturas, hematomas, hemorragias e óbitos, além de danos psicológicos que geram insegurança e isolamento social (Brasil, 2013; Mag et al., 2017). Quando a queda resulta em imobilidade prolongada, podem surgir complicações musculoesqueléticas, respiratórias e circulatórias, elevando os índices de morbimortalidade entre os idosos (Rossini et al., 2010; Garcia et al., 2006).
2.3 ESCALA DE AVALIAÇÃO
2.3.1 Escala de Tinetti
A Escala de Mary Tinetti, validada no Brasil, é um instrumento amplamente utilizado na avaliação do risco de quedas em idosos e pacientes com comprometimento do equilíbrio. O teste é dividido em dois domínios principais: equilíbrio e análise de marcha, permitindo uma análise detalhada da funcionalidade e estabilidade postural do indivíduo (Gomes GS, 2003).
Dessa forma, ela consiste em 16 itens, sendo 9 voltados para a avaliação do equilíbrio e 7 dedicados à análise da marcha (Gomes GS, 2003). Durante o processo de validação da escala, os pontos de corte que indicam um risco elevado de quedas foram definidos, variando de 0 a 28 pontos, onde escores mais baixos estão associados a maior risco de quedas (Tinetti Me, 1986).
Sendo assim, a Escala de Equilíbrio e Marcha de Tinetti contempla nove questões (Figura 1) específicas para avaliar o equilíbrio, incluindo equilíbrio sentado, capacidade de levantar-se, número de tentativas necessárias para se levantar, estabilidade em pé, teste dos três tempos, giros de 360° e controle ao sentar-se novamente. Além disso, sete questões adicionais avaliam a marcha, abrangendo o início da deambulação, a altura e extensão dos passos, simetria, continuidade do movimento, direção e distância entre os tornozelos durante o caminhar (Tinetti Me, 1986).
Figura 1- Escala de Tinetti: Teste de Equilíbrio

Fonte:https://www.scielo.br/j/rbme/a/48srZmWt93nBZjy45xBywqG/?lang=pt&format=pdf
O escore maior para a marcha é de 12 pontos (Figura 2), enquanto para o equilíbrio são 16 pontos, totalizando 28 pontos. Resultados abaixo de 19 pontos indicam uma habilidade física comprometida e, consequentemente, um risco aumentado de quedas (Scura De Munakomi S, 2022). Para cada item do teste a pontuação pode variar de 0 a 1 ou de 0 a 2 (Da Silva et al., 2008).
Figura 2- Escala de Tinetti: Teste de Marcha

Fonte:https://www.scielo.br/j/rbme/a/48srZmWt93nBZjy45xBywqG/?lang=pt&format=pdf
No entanto, para aprimorar o teste de equilíbrio estático, empregou-se o Teste de Romberg simples. Este envolve o paciente em pé, com os pés alinhados, braços ao longo do corpo e olhos abertos e fechados. Se o paciente apresentar desequilíbrio antes do tempo total, o teste é considerado positivo (Rosa Tsm, et al., 2017).
3. METODOLOGIA
O estudo tratou-se de uma pesquisa, de campo, com uma abordagem quantitativa e qualitativa. De finalidade exploratória, com coleta de dados através de levantamento, com idosos usuários do Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) localizado em um município do Vale do Piancó.
A população foi formada por idosos usuários do CRAS e a amostragem foram constituídas por 17 voluntários que aceitarem fazer parte da pesquisa.
Como critérios de inclusão dos voluntários na pesquisa foi necessário como pré-requisito, ser idosos utentes do CRAS, contarem com mais de 60 anos, e de ambos os sexos, e terem assinado o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido – TCLE. Como critérios de exclusão estiveram os indivíduos com alterações cognitivas que limita a compreensão, que apresente outro domicílio, bem como idosos que apresentam baixa assiduidade.
A coleta de dados foi com a aplicação de questionário sociodemográfico elaborado pelas pesquisadoras e através da Escala de Tinetti, dessa forma, o investigador se deslocou ao local para obter informações.
Como análise opinativa, os dados da amostra foram analisados, tabulados e graficados utilizando o software Microsoft Excel e o software Statistical Package for the Social SciencesSPSS, versão 21.
A realização deste estudo considerou a Resolução nº 466/12 e n°510/16 do Conselho Nacional de Saúde que rege sobre a ética da pesquisa envolvendo seres humanos direta ou indiretamente, assegurando a garantia de que a privacidade do sujeito da pesquisa será preservada. Este projeto foi submetido ao Comitê de Ética em Pesquisa do Centro Universitário de Patos – UNIFIP. Após a concessão de sua aprovação, sob o parecer de número 7.376.042, todos sujeitos assinalaram ao TCLE aceitando participar da pesquisa para conseguir ter acesso ao questionário. A preservação da privacidade dos sujeitos foi garantida por meio do Termo de Compromisso do Pesquisador.
4. RESULTADOS E DISCUSSÕES
A Tabela 1 apresenta as características sociodemográficas dos 17 participantes da pesquisa. Observa-se predominância do sexo feminino entre os participantes, representando 94% da amostra. A faixa etária mais frequente foi de 76 a 80 anos, correspondendo a 41% dos entrevistados. Quanto ao estado civil, destaca-se o grupo de casados, com 53%. No que se refere à escolaridade, 53% dos participantes declararam-se analfabetos. Em relação à renda mensal, 65% afirmaram receber um salário mínimo. Ainda, verificou-se que 76% dos entrevistados relataram possuir doenças crônicas, e o mesmo percentual (76%) indicou fazer uso de medicamentos.
As doenças crônicas mais prevalentes foram hipertensão arterial, ansiedade e diabetes mellitus, seguidas de dislipidemia, hipertireoidismo, osteoporose, artrite, artrose e labirintite. Os principais fármacos citados incluem losartana, sinvastatina, hidroclorotiazida, metformina, AAS, captopril, Labirin, alendronato, rosuvastatina, Xigduo XR, Deller, amitriptilina e escitalopram, voltados principalmente ao controle de condições cardiovasculares, metabólicas, osteomusculares, vestibulares e psiquiátricas.
Tabela 1. Características sociodemográficas e de saúde

Fonte: Dados de Pesquisa (2025)
Os resultados deste estudo indicam um perfil de idosos de ambos os gêneros, com maior prevalência no feminino. Em contrapartida, Prado et al., (2022) avaliaram apenas idosos do sexo masculino em uma instituição, destacando que a composição da amostra pode variar significativamente dependendo do contexto estudado.
No que diz respeito à faixa etária, os achados se mostram semelhantes aos estudos de Pedral et al., (2015), nos quais predominam idosos acima de 70 anos. Em relação à escolaridade, observou-se que 53% dos participantes deste estudo declararam-se analfabetos, evidenciando uma predominância de baixa escolaridade na amostra. Esse achado corrobora com o estudo de Bayo et al. (2009), em que também foi identificado um índice elevado de analfabetismo entre os idosos avaliados. A baixa escolaridade pode dificultar a compreensão de orientações de autocuidado, a adesão a programas de prevenção de quedas e a participação em atividades de promoção da saúde, aumentando a vulnerabilidade funcional e cognitiva dos idosos.
Quanto às doenças crônicas, o presente estudo evidenciou três condições mais prevalentes: hipertensão arterial, diabetes mellitus e ansiedade. Esses achados vão ao encontro do estudo de Dias, Silva e Piazza (2016), que também apontaram elevada frequência dessas enfermidades na população analisada.
A ocorrência de quedas representa um relevante problema de saúde pública, especialmente entre grupos vulneráveis, como idosos e pessoas com doenças crônicas. Diante desse contexto, o presente estudo teve como objetivo identificar a frequência de episódios de queda ocorridos nos últimos 12 meses entre os 17 participantes da pesquisa.
Durante a pesquisa, os participantes foram questionados com as seguintes perguntas:
Qual local foi a queda e como ocorreu?
Uma vez foi dentro de casa, escorreu na água e a outra tropecei no batente da porta de casa (Código 1)
Foi na rede, ia me deitar e escorreguei no tapete que estava abaixo (Código 4)
Ia ao banheiro, tinha feito uma cirurgia e estava me recuperando, acabei escorregando em uma sandália que tinha lá (Código 7)
Teve um dia que foi na rua, ia andando e tropecei em uma pedra do calçamento e em outro dia foi em casa, no batente do muro (Código 12)
Quais foram as consequências da queda?
Meti minha cabeça no chão (Código 1)
Sofri uma pancada tão grande nos joelhos (Código 9)
Se arranhei todinha, minhas mãos, minhas pernas (Código 12)
Fraturei uma costela (Código 15)
O que você sabe como evitar quedas?
Não andar ligeiro; segurar nas coisas; usar sandálias baixas; não encerrar muito a casa; não colocar muitos tapetes na casa (Código 6)
Acender sempre as luzes de casa quando for andar; andar devagar; não ter muitos móveis pelo o meio da casa (Código 11)
Ter alguém quando eu for pra rua; não usar sandálias altas; não ficar passando pelo o meio da casa quando estiver lavando; andar com cuidado e devagar; subir as calçadas com cuidado (Código 12)
A tabela 2 apresenta a ocorrência de quedas entre os participantes da pesquisa nos últimos 12 meses. Observa-se que 59% dos entrevistados relataram não terem sofrido quedas nesse período, enquanto 41% afirmaram terem apresentado episódios de queda.
Tabela 2. Descrição de dados clínicos do questionário sociodemográfico, histórico de quedas

Fonte: Dados de pesquisa (2025)
Nas respostas obtidas no questionário sobre quedas, observou-se que a maioria dos idosos sofreu acidentes dentro do próprio domicílio, sendo os tropeços e escorregões os principais fatores desencadeantes. Esses achados corroboram com o estudo de Paiva, Lima e Barros (2021), que também evidencia o ambiente domiciliar como o local de maior ocorrência das quedas.
No que se refere à questão “Quais foram as consequências da queda?”, verificou-se que todos os participantes apresentaram algum tipo de repercussão, sendo as lesões e fraturas as mais frequentemente relatadas. Esses achados corroboram o estudo de Santos et al. (2022), que também apontam lesões e fraturas como as principais consequências das quedas em idosos. Diferentemente, o estudo de Soares e Veneziano (2022) diverge desses achados, destacando apenas as fraturas. Em contrapartida, o estudo de Carli et al., (2025) indica que a maioria dos avaliados não apresentou sequelas significativas, destacando-se apenas a presença de dor.
Em relação à pergunta “O que você sabe sobre como evitar quedas?”, os resultados do presente estudo são semelhantes aos de Oliveira et al., (2023) e Queiroz et al., (2020), que destacam orientações como: utilizar pisos antiderrapantes, fixar tapetes, adequar a iluminação, instalar barras de apoio e corrimãos próximos às escadas, além de manter áreas de circulação livres de obstáculos.
O índice obtido na atual pesquisa demonstra o histórico de quedas dos idosos no último ano, revelando que 59% relataram não ter sofrido quedas nesse período, enquanto 41% afirmaram episódios de queda. Resultados semelhantes foram encontrados no estudo de Larêdo (2013), em que 62% dos idosos também relataram não ter vivenciado quedas, contrastando com 38% que referiram episódios.
No que diz respeito à pontuação geral e classificação de risco, em relação à tabela 3 e tabela 4, podemos estabelecer a seguinte correlação: pontuação igual ou inferior a 18 (alto risco de quedas), entre 19 e 23 (risco moderado de queda), e igual ou superior a 24 (baixo risco de quedas).
A Tabela 3 apresenta os dados obtidos por meio da aplicação do teste de equilíbrio da Escala de Tinetti, realizado com 17 participantes. Essa escala é amplamente utilizada para avaliar o equilíbrio postural em idosos e identificar o risco de quedas.
Todos os participantes (100%) foram classificados como estáveis e seguros na posição sentada. No teste de levantar-se da cadeira, 14 participantes (82%) realizaram o movimento com o uso dos membros superiores para auxílio, enquanto 3 (18%) conseguiram levantar-se sem utilizá-los. Em relação ao número de tentativas para se levantar, 11 participantes (65%) executaram o movimento em uma única tentativa, e 6 (35%) precisaram de mais de uma tentativa.
Ao avaliar o equilíbrio de pé nos primeiros 5 segundos, 16 participantes (94%) se mantiveram estáveis sem uso de dispositivo de auxílio, e apenas 1 (6%) apresentou instabilidade, com cambaleio, oscilação do tronco e movimentação dos pés. Na manutenção do equilíbrio de pé por tempo prolongado, 15 participantes (88%) permaneceram com base diminuída e sem dispositivo de auxílio, enquanto 2 (12%) demonstraram instabilidade, com aumento da base de suporte.
No teste de desequilíbrio externo (empurrões leves no externo), 12 participantes (71%) apresentaram instabilidade, sendo necessário se agarrar para evitar a queda, e 5 (29%) mantiveram-se estáveis. Com os olhos fechados, 14 participantes (82%) demonstraram instabilidade, e apenas 3 (18%) permaneceram estáveis, evidenciando dependência do sistema visual para controle postural.
Durante a tarefa de girar 360°, 1 participante (6%) apresentou instabilidade severa, 6 (35%) realizaram passos descontínuos e 10 (59%) completaram a rotação com continuidade. Na tarefa de sentar-se, 13 participantes (76%) utilizaram os braços ou demonstraram movimentos inseguros, enquanto 4 (24%) apresentaram movimentos suaves e controlados.
A média geral de pontuação observada foi de 9 pontos, valor que indica alto comprometimento e risco elevado de quedas.
Tabela 3. Escala de Tinetti – Teste de Equilíbrio

Fonte: Dados de pesquisa (2025)
Ao comparar os dados da presente pesquisa com o estudo de Larêdo (2013), que também utilizou a Escala de Tinetti – Teste de Equilíbrio, observa-se convergência em algumas variáveis analisadas. No quesito equilíbrio em sedestação, ambos os estudos evidenciaram estabilidade (100% vs. 89%). Quanto à variável “levantar-se da cadeira”, a maioria dos idosos necessitou usar os membros superiores como apoio (82% vs. 78%). Em relação às tentativas para se levantar, a maioria conseguiu o movimento em uma única tentativa (65% vs. 77%). Já na rotação de 360º, parte dos participantes apresentou passos descontínuos (35% vs. 36%).
Na tabela 4, no item referente à iniciação da marcha, todos os 17 participantes (100%) iniciaram a marcha sem hesitação após o comando verbal, o que indica preservação da resposta motora inicial e bom comando neuromotor.
Quanto ao comprimento e altura dos passos, observou-se que 1 participante (6%) não conseguiu afastar completamente o pé direito do solo durante o balanceio, enquanto os outros 16 (94%) apresentaram afastamento completo. Em relação ao pé esquerdo, 2 participantes (12%) apresentaram dificuldade em elevar totalmente o pé, enquanto os demais 15 (88%) demonstraram desempenho adequado.
Na simetria dos passos, 5 participantes (29%) apresentaram desigualdade entre os passos das pernas direita e esquerda, e 12 (71%) mantiveram um padrão simétrico de passada, em ambas as pernas. A continuidade dos passos foi preservada em 13 participantes (76%), sendo que 4 (24%) apresentaram interrupções ou descontinuidades entre os passos.
No que se refere ao desvio em linha reta, 2 participantes (12%) exibiram desvio marcado durante a marcha, 14 (82%) apresentaram desvio leve a moderado e apenas 1 participante (6%) conseguiu caminhar em linha reta sem qualquer auxílio ou desvio aparente.
Durante a avaliação do tronco, 3 participantes (18%) apresentaram flexão lombar ou dos joelhos, ou afastaram os braços lateralmente para manutenção do equilíbrio. Os demais 14 (82%) mostraram padrão compatível com a presença de algum auxílio ou compensações discretas, porém sem grandes oscilações ou instabilidades do tronco.
Em relação à base de apoio durante a marcha, 10 participantes (59%) apresentaram afastamento visível dos calcanhares, indicando uma estratégia de compensação para aumentar a estabilidade, enquanto 7 (41%) mantiveram os calcanhares quase se tocando, refletindo um padrão de marcha mais estável e funcional.
A média geral obtida na pontuação da escala de marcha foi de 8 pontos, valor que indica risco alto de quedas.
Tabela 4. Escala de Tinetti – Teste de Marcha

Fonte: Dados de pesquisa (2025)
Ainda em comparação com Larêdo (2013), que utilizou a Escala de Tinetti – Teste de Marcha, observa-se que algumas variáveis apresentaram resultados semelhantes. Na iniciação da marcha, tanto no presente estudo quanto no de Larêdo (2013), a maioria não demonstrou hesitação (100% vs. 83%).
Na análise comparativa com Ferreira et al., (2023), observou-se que, na altura do passo com o pé direito, ambos os estudos apresentaram maior proporção de elevação completa (94% vs. 68%). Já para o pé esquerdo, houve diferença (14% vs. 32%). Quanto à simetria dos passos, verificou-se semelhança (71% vs. 57%). No percurso de 3 metros, os participantes apresentaram desvio marcado em proporções próximas (12% vs. 10%).
Por outro lado, em Larêdo (2013), algumas variáveis mostraram divergências. Em relação à base de apoio, no presente estudo 59% mantiveram os calcanhares afastados, enquanto na pesquisa de Larêdo (2013) a maioria (66%) apresentou calcanhares quase em contato.
Em analogia ao estudo de Santos et al., (2021), verifica-se semelhança quanto à média geral da Escala de Tinetti no domínio de equilíbrio (9 pontos em ambos). Entretanto, no domínio de marcha, identificou-se diferença: a presente pesquisa obteve média de 8 pontos, enquanto o estudo citado apresentou média de 11.
5. CONCLUSÃO
A amostra apresentou uma predominância de mulheres (94%), com baixa escolaridade (53% eram analfabetos), alta prevalência de doenças crônicas (76%) e uso constante de medicamentos (76%).A pesquisa mostrou que 41% dos idosos sofreram quedas no ano anterior, com médias de 9 pontos no equilíbrio com evidência no desequilíbrio com olhos fechados (82%) e 8 pontos na marcha com destaque para assimetria de passos (29%) e base de apoio aumentada (59%) na Escala de Tinetti, sinalizando um alto risco de novos incidentes. A utilização de instrumentos como a Escala de Tinetti mostrou-se essencial para identificar alterações no equilíbrio e na marcha, permitindo compreender melhor a vulnerabilidade dos idosos em relação ao risco de quedas.
Nesse contexto, a fisioterapia tem papel fundamental, pois, por meio de estratégias como fortalecimento muscular, treinamento do equilíbrio e reeducação da marcha, promove a prevenção de novos episódios, favorece a autonomia e contribui para a manutenção da independência funcional. Assim, a intervenção fisioterapêutica se consolida como uma importante aliada na melhoria da qualidade de vida da população idosa.
Evidencia-se, portanto, a imprescindibilidade da realização de investigações futuras com amostras mais abrangentes e em diferentes contextos socioculturais, de modo a aprofundar a compreensão dos determinantes do risco de quedas e fornecer subsídios consistentes para a formulação de políticas públicas que assegurem um envelhecimento saudável e socialmente sustentável.
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1Discente do Curso Superior de Bacharelado em Fisioterapia do Centro Universitário de Patos – UNIFIP. e-mail: mariasobrinha@fisio.fiponline.edu.br
2Fisioterapeuta. e-mail: cidelino.g@gmail.com
3Fisioterapeuta. e-mail: mariaeuzarene@hotmail.com
4Discente do Curso Superior de Bacharelado em Fisioterapia do Centro Universitário de Patos – UNIFIP. e-mail: tarsilamedeiros@fisio.fiponline.edu.br
5Discente do Curso Superior de Bacharelado em Fisioterapia do Centro Universitário de Patos – UNIFIP. e-mail: nairmissiano@fisio.fipomline.edu.br
6Discente do Curso Superior de Bacharelado em Fisioterapia do Centro Universitário de Patos – UNIFIP. e-mail: raquelsara2440@gmail.com
7Docente do Curso Superior de Bacharelado em Fisioterapia do Centro Universitário de Patos – UNIFIP. e-mail: alinecarvalho@fiponline.edu.br
