ATUAÇÃO FISIOTERAPÊUTICA NO DESENVOLVIMENTO NEUROMOTOR DE CRIANÇAS NASCIDAS COM ATÉ 37 SEMANAS: REVISÃO DE LITERATURA

PHYSIOTHERAPEUTIC INTERVENTION IN THE NEUROMOTOR DEVELOPMENT OF CHILDREN BORN AT OR BEFORE 37 WEEKS: A LITERATURE REVIEW

REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/ra10202511070839


Fabiola Chaves Lima¹
Emanuela Rânely Maciel Nagai Hachtwell¹
Raiany Maia Rabelo¹
Thaiana Bezerra Duarte²


Resumo

Introdução: Considera-se como prematuro, todo bebê vivo com nascimento que anteceda a trigésima sétima semana de gestação, podendo ocorrer tanto por um trabalho de parto espontâneo como por hábitos de vida da gestante, assim desencadeando déficits no desenvolvimento da criança que podem ocorrer no período intraplacentário bem como após o nascimento, cabendo então à fisioterapia auxiliar o progresso infantil como um processo ininterrupto no aperfeiçoamento das capacidades motoras, sendo os primeiros anos de vida o período de maior adaptação e aquisição dessas competências. Portanto a fisioterapia se torna inerente na reversão desse quadro, prevenindo sequelas a longo prazo. Objetivo: Avaliar o desenvolvimento de crianças nascidas prematuras, analisando os possíveis atrasos motores e cognitivos, levando em consideração a intervenção da fisioterapia que estimule o desenvolvimento funcional da criança. Materiais e métodos:  Trata-se de uma revisão de literatura. A busca dos artigos foi realizada nas bases de dados PubMed, Lilacs, Periódicos CAPES e Scielo de junho de 2025 a outubro de 2025. Foram utilizadas as palavras-chave tanto em inglês como em português “infant premature”, “physical therapy”, “Prematuridade”, “fisioterapia”, “Mechanical Tests”, “Avaliação neonatal”, “Brief Psychiatric Rating Scale”, “Escalas de avaliação da criança”, “Fisioterapia” e “Physicaltherapy”. Resultados: Foram encontrados 71 artigos do tipo ensaios clínicos para análise nas bases de dados, que envolviam crianças prematuras com transtorno de genes, distúrbios metabólicos, terapias assistidas e revisões sistemáticas. Conclusão: No estudo pode-se observar que os principais déficits motores encontrados nas crianças com nascimento prematuro, foram a hipotonia (principalmente cervical), atrasos motores e dificuldade cognitiva, sendo a estimulação precoce, a principal conduta fisioterapêutica encontrada, que deve ser realizada por um profissional e sequenciada pelos pais ou cuidadores que o acompanham em casa.

Palavras-chave: Prematuridade. Fisioterapia. Avaliação. Desenvolvimento. Estímulos neuromotores.

Abstract

Introduction: A newborn is considered premature when birth occurs before the thirty-seventh week of gestation. This may result from spontaneous labor or maternal lifestyle habits, potentially triggering developmental deficits that can arise during the intrauterine period as well as after birth. In this context, physical therapy plays a crucial role in supporting infant development as a continuous process aimed at enhancing motor skills, with the early years of life being the most critical for adaptation and acquisition of these abilities. Therefore, physical therapy becomes essential in reversing such conditions and preventing long-term sequelae. Objective: To evaluate the development of children born prematurely, analyzing potential motor and cognitive delays, while considering the role of physical therapy in stimulating the child’s functional development. Materials and Methods: This study is a literature review. The article search was conducted in the PubMed, Lilacs, CAPES Journals, and Scielo databases from June 2025 to October 2025. Keywords used in both English and Portuguese included: “infant premature,” “physical therapy,” “Prematuridade,” “fisioterapia,” “Mechanical Tests,” “Avaliação neonatal,” “Brief Psychiatric Rating Scale,” “Escalas de avaliação da criança,” “Fisioterapia,” and “Physicaltherapy.” Results: A total of 71 clinical trial articles were found for analysis in the databases, involving premature children with genetic disorders, metabolic disturbances, assisted therapies, and systematic reviews. Conclusion: The study revealed that the main motor deficits observed in children born prematurely were hypotonia (especially cervical), motor delays, and cognitive difficulties. Early stimulation emerged as the primary physical therapy approach, which should be administered by a professional and continued at home by parents or caregivers.

Keywords: Prematurity. Physical Therapy. Assessment. Development. Neuromotor Stimulation.

1  INTRODUÇÃO

Entende-se que o nascimento prematuro pode acarretar atraso no desenvolvimento da criança, levando em consideração que há causas multifatoriais, como condições pré-existentes na saúde da mãe, hábitos de vida, algum acontecimento fora do padrão durante a gestação, ou até mesmo causas implícitas à prematuridade. Consoante a isso, é relevante ressaltar que algumas complicações gestacionais como a pré-eclâmpsia, infecções urinárias por repetição ou intrauterinas, restrição do crescimento fetal ou um deslocamento prematuro da placenta, são aditivos de uma complicação gestacional. Ademais, alguns hábitos de vida como etilismo, hipertensão arterial (HA), diabetes e/ou tabagismo, são inerentes na precocidade de um trabalho de parto (Araújo et al., 2024). 

Conforme dados da Organização Mundial da Saúde, considera-se prematuro, todo bebê vivo com nascimento que anteceda a trigésima sétima semana de gestação. Dessa forma, classificados em subcategorias de acordo com as semanas gestacionais, onde de 32 a 37 semanas é considerado prematuro tardio, de 28 a 32 semanas é considerado muito prematuro e menos de 28 semanas, é considerado como prematuro extremo. Além disso, o nascimento prematuro pode ocorrer tanto por um trabalho de parto espontâneo antecipado ou por indicação médica devido às condições da mãe ou do bebê. Fica claro, portanto, que a depender do grau prematuro da criança, os déficits no desenvolvimento podem ser mais severos ou menos severos (Organização Mundial da Saúde, 2023).

Destarte a isso, o progresso infantil é um processo ininterrupto no aperfeiçoamento das capacidades motoras, sendo os primeiros anos da vida o período de maior adaptação e aquisição dessas competências. Todavia, o prematuro tem maior probabilidade de manifestar um desenvolvimento neuropsicomotor prejudicado devido a atrasos na evolução de capacidades cognitivas e neurológicas, distúrbios de comportamento e dificuldade de interação social, enfrentando riscos a partir de sequelas do neurodesenvolvimento. Dessa maneira, o avanço dos prematuros integra fatores biológicos e ambientais que de forma unificada atuam no cérebro imaturo nos primeiros anos de vida, que há um forte aprendizado de novas informações e habilidades (Silva et al., 2024; Monteiro et al., 2020).

A posteriori, o nascimento prematuro e o manejo invasivo da terapia intensiva neonatal aumentam os riscos de doenças crônicas ao longo da vida, ainda que os avanços e cuidados tenham aumentado a sobrevida dos bebês prematuros, as doenças crônicas ainda, relacionamse principalmente à suspensão precoce do crescimento intrauterino, com maior relevância nos sistemas respiratório, nervoso, cardiovascular, digestório e endócrino. Posto que, o sistema cardiovascular seja um dos primeiros a se formar, há uma notável associação entre a prematuridade e as malformações do coração e dos grandes vasos (Silva et al., 2024).

Adicionalmente, inúmeros testes podem ser utilizados de forma quanti-qualitativa no desenvolvimento infantil. Dentre eles, a Alberta Infant Motor Scale (AIMS), um instrumento de observação da criança, que avalia o desempenho motor de recém-nascidos a termo e prétermo, da 38° semana de idade gestacional até 18 meses de idade corrigida, permitindo averiguar movimentação espontânea e habilidades motoras. Outrossim, o teste de Denver II, é um teste de rastreamento de riscos de desenvolvimento da criança, sendo um dos mais utilizados na análise do desenvolvimento infantil de 0 a 6 anos (Minetto; Vicenti; Jesus, 2023; Delgado et al., 2020).

Sendo assim, crianças com atraso no desenvolvimento motor, necessitam de um tratamento fisioterapêutico personalizado e humanizado, visando estimular e potencializar habilidades motoras, minimizando limitações e promovendo melhor independência. Assim, o desenvolvimento da criança além de complexo, envolve a conquista da capacidade motora logo nos primeiros meses de vida, e seja qual for o desvio nesse processo pode causar impactos negativos e particularidades em sua vida. Portanto, esse tratamento deve intervir precocemente na correção ou atenuar o atraso, proporcionando um desempenho harmonioso (Azevedo; Raimundo; Lima, 2023).

Destarte, a fisioterapia pediátrica se torna inerente na reversão desse quadro, prevenindo sequelas a longo prazo. Desse modo, é fundamental que a intervenção seja precoce e individualizada, trazendo exercícios de fortalecimento e estimulações sensoriais, como a estimulação sensório-motora, também nomeada como estimulação precoce, que por meio de estímulos sensoriais adaptados, otimiza o desenvolvimento neuropsicomotor do neonato levando ao crescimento funcional de habilidades motoras. Apesar de eficiente a técnica, faz-se necessário a participação familiar para otimizar os resultados do programa, assim proporcionando consistência e um tratamento contínuo, em face de oferecer aos prematuros o apoio emocional necessário (Teixeira; Parente, 2025).

Consoante a isso, recentes buscas na literatura científica, demonstram que a prematuridade, quando relacionada ao desenvolvimento neuromotor da criança, desencadeia uma série de déficits que podem ser levados até a vida adulta. Sendo pouca a relevância dada ao impacto social e individual, desencadeia-se uma alta nas taxas de morbimortalidade. Sendo assim, necessário o conhecimento e tipo de tratamento adequado, são fundamentais para uma evolução clínica desse público, levando em conta a necessidade de averiguar a disponibilidade de intervenções e qual a mais eficaz no meio, levando em consideração a idade cronológica e corrigida do prematuro que é imprescindível para analisar possíveis danos tanto neurológicos como motores desse público, fazendo assim uso das escalas de avaliação Alberta, APGAR e Denver para análise (Monteiro et al., 2020).

Desse modo, o objetivo do presente estudo foi avaliar o desenvolvimento de crianças nascidas prematura, analisando os possíveis atrasos motores e cognitivos, levando em consideração a intervenção da fisioterapia que estimule o desenvolvimento funcional da criança. 

2  MATERIAIS E MÉTODO

Trata-se de uma revisão de literatura. A busca dos artigos foram realizadas nas bases de dados PubMed, Lilacs, Periódicos CAPES e Scielo de julho de 2025 à agosto de 2025.

Foram utilizadas as palavras-chave tanto em inglês como em português “infant premature”, “physical therapy”, “Prematuridade”, “fisioterapia”, “Mechanical Tests”, “Avaliação neonatal”, “Brief Psychiatric Rating Scale”, “Escalas de avaliação da criança”, “Fisioterapia” e “Physicaltherapy”, com a seguinte estratégia de busca na Pubmed, Scielo e Lilacs: “infant premature and physicaltherapy”, “Motor Skills Disorders in Premature”, “Brief Psychiatric Rating Scale and premature”, e no periódicos CAPES: “fisioterapia associada a prematuridade”, “fisioterapia no desenvolvimento neuromotor”, “Escalas de avaliação da criança aplicada a criança prematura”

Os critérios de inclusão foram: ensaios clínicos, transversais, de coorte e observacionais, publicados de 2015 a 2025 em português, inglês ou espanhol, que englobem crianças nascidas até 38 semanas de gestação, crianças avaliadas até 18 meses, com atraso motor que tiverem estimulação precoce. Foram excluídos estudos não disponíveis na íntegra, bem como os que não trouxerem em seus desfechos a fisioterapia no desenvolvimento da criança, que não apresentarem intervenções pediátricas e aqueles cujo estudo apresente crianças com patologias associadas.

Os artigos que foram localizados tiveram o título e o resumo analisados para a aplicação dos critérios de seleção, e os selecionados foram lidos na íntegra para a análise dos critérios de exclusão, que foram expressos em tabela de resultados.

3  RESULTADOS 

A seleção dos artigos incluídos nessa revisão se deu conforme o fluxograma descrito na figura 1. Através dos descritores utilizados nas bases de dados, foi encontrado o total de 71 artigos do tipo ensaios clínicos para análise nas bases de dados LILACS, PubMed, Scielo e periódicos CAPES. Foram excluídos 53 artigos devidos os seguintes critérios: estudos duplicados (n: 22), título e resumo (n: 41). Foram incluídos para leitura completa artigos, sendo excluídos da pesquisa aqueles que não relataram desfecho fisioterapêutico nos lactentes prematuros ou com idade superior a 18 meses, (n: 2). Em conclusão, foram incluídos 7 artigos nesta revisão.

Figura 1- Fluxograma do estudo

Os artigos incluídos nesta revisão, estão descritos de forma objetiva e suscinta com enfoque nos objetivos, metodologia e resultados na tabela 1.

Tabela 1 – Síntese dos estudos incluídos na revisão. 

Constatou-se que a prematuridade acarreta diversos comprometimentos nos lactentes, tendo como foco o desenvolvimento neuromotor. Assim, essa revisão contém uma média de 165,8 Recém-nascidos (RN) prematuros, com idade corrigida de 0 a 18 meses, tempo de internação (TI) de 30 a 60 dias, idade gestacional (IG) de 20 a 37 semanas, peso ao nascer em média 1.500 gramas, sendo avaliados em sua maioria pela Escala Motora Infantil Alberta (EMIA), seguindo a Escala neuromotora Amiel-Tison Neurological Assessment at term e Escalas Bayley. Além disso, mostrou-se efetivo atendimento fisioterapêutico de forma precoce, onde, quanto antes ocorrerem as intervenções, menos os riscos dos lactentes apresentarem atrasos em seu desenvolvimento. Ademais, as principais técnicas encontradas foram a de intervenção de estímulo precoce, incluindo estímulos sensoriais, táteis e proprioceptivos, bem como o método de Bobath. 

4  DISCUSSÃO

A amostra de revisão, mostrando a efetividade da fisioterapia no desenvolvimento funcional da criança, a qual segue como intervenção os marcos motores do lactente que estão em atraso, devendo assim, seguir a idade corrida do bebê, obedecendo o que pode ser conquistado e tornando a criança o mais funcional possível de acordo com as suas habilidades. Além disso, demostrou que crianças nascidas prematura, geralmente apresentam algum atraso de respostas motora e/ou cognitiva, seja esse visual, linguística ou específico de alguma área cerebral.

No estudo de Santos et al. (2021), a prematuridade inclui nascimento entre 22 e 37 semanas de gestação, implicando possíveis disfunções no desenvolvimento da criança, devido à imaturidade dos órgãos e sistemas, levando em consideração o grau de escolaridade e socioeconômico. Já para Silva, Morais e Neto (2023), o parto prematuro ocorre devido a diversos fatores, incluindo problemas na formação uterina, condições econômicas desfavoráveis, tabagismo, ruptura prévia da bolsa e multipariedade. Assim, devido a fragilidade corporal, os recém-nascidos podem apresentar perda de destreza ou até mesmo ausência de contração voluntária e hipotonia.

Ademais, RN prematuro com tempo de internação em unidade de terapia intensiva neonatal (UTIN) apresentam indicativo de delonga motora e uma das habilidades mais antecipadamente observáveis é do controle cervical. Assim, Dusing et al. (2020) buscaram proporcionar aos lactentes a oportunidade em praticar essas habilidades como: controle cervical, alcance, chutes e tempo de decúbito ventral, além de treinar os pais para incentivar o movimento autodirigido do bebê e variação de movimentos, associando estímulos visuais e manuais, que buscavam enriquecer habilidades sensório-emocionais. Conforme também, Israel et al. (2020), que destacaram a hipotonia muscular para todos os lactantes prematuros, já quanto às etapas motoras, a postura em decúbito dorsal com retirada para pegar objetos e o rolamento, para a maioria dos lactentes entre a idade de 4 a 7 meses de idade corrigida, estavam prejudicados, condizendo uma condição bastante prejudicial no desenvolvimento. 

Em conseguinte, Lawlor et al. (2018) expuseram que a mãe e o bebê, quando juntos após nascimento, uma série de eventos sensoriais, hormonais, fisiológicos, imunológicos e comportamentais se iniciam, auxiliando assim, um bom desenvolvimento neuromotor. Tal qual Lima (2021), afirma que durante o primeiro ano, o desenvolvimento cognitivo das crianças se caracteriza pelo desenvolvimento emocional, linguístico e motor, evidenciando o papel dos pais no uso dos múltiplos sentidos, como propriocepção e equilíbrio, onde cada capacidade oferecerá uma percepção diferente do mundo externo, permite o reconhecimento do ambiente pela criança. Assim, é de suma importância que os cuidadores da criança estejam preparados e orientados para os cuidados, auxiliando o bebê na contínua aprendizagem neuromotora. 

Em contrapartida, Silva et al. (2020), trazem a mortalidade no período neonatal, como um desafio, estando relacionado fortemente aos baixos escores de Apgar ao nascimento, prematuridade e baixo peso ao nascer, indicativo de maior uso dos serviços pré-natal e de cuidado neonatal, tendo durante a hospitalização, a presença de complicações de forma potencializada, aumentando o risco de morte. Sendo assim, faz-se necessário avaliar o lactente desde o nascimento até seu desenvolvimento funcional, que para Bresciani et al. (2020), a Escala Motora Infantil de Alberta (EMIA) é método indicado para avaliação do desempenho motor do lactente, sendo um teste observacional composto por 58 itens que realizam o detalhamento do comportamento motor em posições como: pronação, supinação, sedestação e ortostatismo, desde as manifestações primordiais do controle encefálico até adquirir a marcha independente.

Adicionalmente, a fisioterapia auxilia os possíveis déficits supracitados, atuando no aperfeiçoamento da criança desde o início de seu desenvolvimento extrauterino, onde, segundo Israel et al. (2020) estimular precocemente os lactentes, promove prevenção e/ou minimização de possíveis déficts motores, resultando no desenvolvimento dos prematuros. Para esses, é inerente um protocolo que envolva estimulação sensorial, tátil e proprioceptiva desde as sessões iniciais até atingir a estimulação das etapas motoras, à medida que os bebês evoluam e atinjam a idade corrigida necessária para se desenvolver motoramente. Assim como, Sousa (2018) considera que a prematuridade pode acarretar danos no desenvolvimento neuromotor, sendo a estimulação precoce, uma intervenção primordial, pois desenvolve funções comportamentais, cognitivas e motoras, considerando os cinco sentidos como facilitadores de habilidades neuromotoras. 

Assim, é fundamental que a fisioterapia em conjunto com a família possa possibilitar um ambiente com estímulos adequados para cada paciente, a fim de aumentar o potencial em aspectos motores, cognitivos, psíquicos e sociais. À vista disso, para Santos et al. (2022), as condutas devem fazer parte da rotina em um programa de estimulação precoce, que ocorrem tanto nas condutas montadas pelo profissional, como na participação direta da família, onde os pais e cuidadores precisam se sentir acolhidos, integrados e presentes no processo, sendo indispensável para um bom desempenho do paciente, com orientação e segurança nos cuidados e manuseios, ao posicionar adequadamente.

A presente revisão apresentou limitações de pesquisa devido o número de estudos serem escasso, quando se trata da prematuridade associada ao tratamento fisioterapêutico. Bem como, o fato de muitos estudos não evidenciarem condutas específicas de tratamento, omitindo muitas vezes a idade gestacional e idade corrigida dos participantes, sendo evidenciado em muitos apenas a média dos dados, outrossim muitos estudos associaram a prematuridade a doenças pré-existentes como paralisia cerebral, síndrome de down e outros. Todavia, foi possível avaliar e filtrar dados importantes que foram compilados neste estudo. 

5  CONCLUSÃO

O presente estudo teve como finalidade verificar em outros achados científicos, os principais achados no que tange os déficits motores, cognitivos e neurológicos do bebê de 0 a 18 meses de idade corrigida. Bem como, condutas fisioterapêuticas para lactentes nascidos de forma prematura, sendo avaliadas pela Escala Motora Infantil Alberta (EMIA). 

Evidências apontam que, a intervenção da fisioterapia de forma precoce, aumenta as chances de um desenvolvimento que siga os marcos motores conforme as necessidades individuais do bebê, demostrando uma evolução neuromotoras nos lactentes que realizam acompanhamento precoce quando comparado àqueles que não receberam, ou que receberam de forma tardia. Entretanto, mais estudos que comprovem a atuação da fisioterapia nos lactentes evidenciando os atrasos motores mais comuns identificados, e que evidenciem as pontuações da EMIA ainda são escassos, sendo necessária a produção de mais ensaios clínicos, sistemáticos e randomizados. 

REFERÊNCIAS 

ANNY ESTHER DA HORA RANGEL SANTOS, IZAURA NATÁLIA VITORINO BITTI, JOVANNA ROSARIO REIS, ODILEY RIGOTTI. Incidência de crianças prematuras e as intervenções fisioterapêuticas. Revista científica RUMOS da informação, Brasil Espírito Santo, v. 3 n. 1. P. 298, jul. 2022. Disponível em: http://rumosdainformacao.ivc.br/index.php/rumosdainformacao/article/view/57. Acesso em: 22 de out de 2025.

AZEVEDO, G. de O.; RAIMUNDO, R. J. de S.; LIMA, K. O. de. A fisioterapia como estímulo em crianças com atraso no desenvolvimento motor. Revista JRG de Estudos Acadêmicos, Brasil, São Paulo, v. 7, n. 15, p. e151629, 2024. Disponível em: https://www.revistajrg.com/index.php/jrg/article/view/1629. Acesso em: 06 de abr. 2025.

CARDOSO ARAUJO, J.; FARIA MENDONÇA, L.; HENRIQUE COSTA, P.; HARUMI DE CASTRO SHIMASAKI, K.; BOTELHO MOREIRA, G.; DIVINO DE OLIVEIRA JÚNIOR, M.; MÁRIO DELAITI DE MELO, J.; GONÇALVES RODRIGUES, B.; ARAUJO XAVIER, G.; TEODORO FERRO FERREIRA, S.; KELLY DOS SANTOS DE CRISTO MACÊDO, D.; DE ARAÚJO COSTA, F.; DE SOUZA LOPES, R. EFEITOS DA PREMATURIDADE NO DESENVOLVIMENTO INFANTIL. Brazilian Journal of Implantology and Health Sciences, Amapá, v. 6, n. 5, p. 1135–1145, 2024. Disponível em: https://bjihs.emnuvens.com.br/bjihs/article/view/2116. Acesso em: 30 de mar. 2025. 

De Sousa, Anna Thays Leal. EFEITOS DA INTERVENÇÃO MOTORA PRECOCE NO DESENVOLVIMENTO MOTOR EM CRIANÇAS PREMATURAS: UMA REVISÃO DE LITERATURA. Repositório unileão. Juazeiro do Norte – CE, 2018. Disponível: https://unileao.edu.br/repositoriobibli/tcc/ANNA%20THAYS%20LEAL%20DE%20SOUSA. Acesso em: 20 de out. 2025.

DELGADO, Daiane Alves; MICHELON, Rita Cassiana; GERZSON, Laís Rodrigues; ALMEIDA, Carla Skilhan; ALEXANDRE, Maria da Graça Alexandre. Avaliação do desenvolvimento motor infantil e sua associação com a vulnerabilidade social.  Fisioterapia Pesquisa V.27, n.1, Jan-Mar 2020. Disponível em: https://www.scielo.br/j/fp/a/ VwhrhTc3VYStmN6P3hp63TP/?lang=pt. Acesso em: 05 de abr. 2025.

LIMA, Bianca Paltian. Interação mãe-criança: impacto no desenvolvimento motor, cognitivo e de linguagem de crianças prematuras. LUME UFGV repositório. Rio Grande do Sul, 2021. Disponível em: https://lume.ufrgs.br/handle/10183/258656. Acesso em: 14 de out. de 2025 

MINETTO, Ariete Inês Minetto; VINCENTTI, Evelin; JESUS, Doglas de. ANÁLISE DO DESENVOLVIMENTO NEUROPSICOMOTOR ATRAVÉS DA ESCALA DE DENVER II NAS CRIANÇAS DO PAMIF. Open Journal Systems, Cánada, V. 14, n.1, fev. 2023. Disponível em: https://periodicos.unesc.net/ojs/index.php/Inovasaude/article/view/4330. Acesso em: 05 de abr. 2025.

Organização Mundial da Saúde. Nascimento prematuro, nov. 2023. Disponível em: https://www.who.int/es/news-room/fact-sheets/detail/preterm-birth. Data de acesso: 05 de abr. 2025.

PRADO, Ivanete Fernandes do; SILVA, Jamille Souza; GOMES Andresa Talita de Jesus Silva; SANTOS, Romiria Brito dos. Desenvolvimento infantil de recém-nascido prematuro. Revista Pró-UniverSUS. Rio de janeiro, V.15, n.2, p.34-39, jul. 2024. Disponível em: https://editora.univassouras.edu.br/index.php/RPU/article/view/4120/2403. Acesso em: 30 de mar. de 2025.

Silva RMM, Zilly A, Ferreira H, Pancieri L, Pina JC, Mello DF. Factors related to duration of hospitalization and death in premature newborns. Rev Esc Enferm USP. 2021;55:e03704. Disponível em: https://www.scielo.br/j/reeusp/a/dvLJw65r6CLCHfX54S7NTcN/?lang=pt. Acesso em: 06 de out. 2025.

SILVA, A.B.G.C.; FILHO, I.L. dos S.; VIEIRA, L.S.; SILVA, I.C; SILVA, I. DOS S.; GOMES, L.H.N.; FREITAS, B.A.C. de. Prematuridade e doenças crônicas não transmissíveis.  Revista Eletrônica Acervo Saúde, (ISSN 2178-2091) v. 24, n. 10, p. e17026, 13 out. 2024. Disponível em: ahttp://cervomais.com.br/index.php/saude/article/view/17026. Acesso em: 01 de abr. 2025. 

SILVA, Natália Jéssica Barra; DE MORAIS, Caio Ruben Regis; DA COSTA NETO, Joel Florêncio. Desenvolvimento do recém-nascido prematuro: revisão de suas possíveis complicações e atuação da fisioterapia. Bionorte, v. 12, n. 1, p. 316-325, 13 fev. 2023. Disponível em: http://revistas.funorte.edu.br/revistas/index.php/bionorte/article/view/464. Acesso em: 06 de out. 2025.

TEIXEIRA, Vitória Neíse Fontenele; PARENTE, Ana Virgínia Aragão Dantas. A ATUAÇÃO DA FISIOTERAPIA NO DESENVOLVIMENTO MOTOR E COGNITIVO DE NEONATOS PREMATUROS. Revista CPAQV – Centro de Pesquisas Avançadas em Qualidade de Vida, Campinas, v. 17, n. 1, p. 10, 2025. Acesso em: 5 abr. 2025.


1Discente do Curso de Fisioterapia do Centro Universitário do Norte – UNINORTE.
2Doutorado em Reabilitação e Desempenho Funcional, Docente do Curso de Fisioterapia do Centro Universitário do Norte – UNINORTE e do Curso de Medicina da Afya Faculdade de Ciências Médicas Itacoatiara. Endereço: Av. Joaquim Nabuco, 1365, Centro | Manaus | AM | CEP: 69020-030 | (92) 3212-5000.