NURSING PERFORMANCE IN PATIENT SAFETY IN INTENSIVE CARE UNIT
REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/ch10202509261911
Ayani Duarte Guerino
Lookyanny Rosa França dos Santos
Talita Rodrigues Alves
Orientador: Luís Carlos Leone Junior*
Resumo
Analisar a atuação da enfermagem na promoção da segurança do paciente em unidades de terapia intensiva (UTI), considerando práticas assistenciais e gerenciais que contribuem para a redução de riscos e eventos adversos.
Trata-se de uma síntese baseada em estudos recentes da literatura científica sobre segurança do paciente em UTI, destacando evidências relacionadas ao papel da equipe de enfermagem, às estratégias de prevenção de erros e à importância da cultura organizacional.
Identificou-se que a enfermagem desempenha papel central na vigilância contínua do estado clínico do paciente, na administração segura de medicamentos, no manejo de dispositivos invasivos e na prevenção de complicações, como infecções relacionadas à assistência, quedas e lesões por pressão. A utilização de protocolos assistenciais, checklists e boas práticas de comunicação multiprofissional mostrou-se eficaz na redução de eventos adversos. A implementação de treinamentos regulares e ações educativas fortalece o conhecimento técnico-científico da equipe, enquanto a liderança do enfermeiro contribui para a organização do trabalho, a tomada de decisões rápidas em situações críticas e o incentivo à notificação de incidentes sem caráter punitivo. Tais práticas favorecem o fortalecimento da cultura de segurança, reduzindo a sobrecarga laboral e promovendo assistência de qualidade.
Conclui-se que a atuação da enfermagem na UTI é determinante para a efetividade das estratégias de segurança do paciente. O investimento em capacitação profissional, protocolos institucionais e no desenvolvimento de uma cultura sólida é fundamental para a qualidade de assistência e a minimização de riscos em ambientes críticos de cuidado.
Palavras-chave: Enfermagem. Segurança do Paciente. Evento Adverso. Unidade de terapia Intensiva. Educação continuada.
1 INTRODUÇÃO
A segurança do paciente consolidou-se, nas últimas décadas, como um dos principais indicadores de qualidade nos serviços de saúde, especialmente em contextos de alta complexidade, como as unidades de terapia intensiva (UTIs). No Brasil, a criação do Programa Nacional de Segurança do Paciente (PNSP), em 2013, representou um marco para a sistematização de práticas assistenciais seguras, ao estabelecer diretrizes voltadas à prevenção de incidentes, à promoção da cultura de segurança e ao fortalecimento da participação do paciente em seu próprio cuidado (BRASIL, 2014).
Apesar dos avanços proporcionados pelo PNSP, a realidade das instituições hospitalares ainda apresenta desafios significativos para a consolidação de uma cultura de segurança efetiva. Pesquisa realizada em UTIs brasileiras apontou que a cultura de segurança é percebida como aceitável, porém com fragilidades importantes em dimensões como a resposta não punitiva ao erro, a comunicação sobre falhas e a adequação do dimensionamento da equipe de enfermagem, aspectos que impactam diretamente na prevenção de eventos adversos (SANTIAGO; TURRINI, 2015; RODRIGUES et al., 2022).
Nesse cenário, a enfermagem assume papel central, uma vez que está diretamente envolvida no cuidado contínuo ao paciente crítico. Estudos indicam que a atuação da equipe de enfermagem é determinante para a promoção da segurança, seja pela execução de práticas assistenciais seguras, pela vigilância constante ou pela adesão a protocolos padronizados. A utilização de checklists e bundles tem se mostrado eficaz na redução de falhas e de infecções relacionadas à assistência à saúde, enquanto a educação permanente fortalece a adesão às práticas seguras e aumenta a percepção de risco entre os profissionais (PRONOVOST et al., 2006; KEARNEY et al., 2023; NAZÁRIO et al, 2025).
Dessa forma, compreender a atuação da enfermagem na segurança do paciente em UTIs, sob a perspectiva das diretrizes do PNSP e dos desafios relacionados à cultura organizacional, ao dimensionamento de pessoal e à capacitação profissional, torna-se essencial para a redução de riscos e a melhoria contínua da qualidade da assistência.
2 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA OU REVISÃO DA LITERATURA
1. Segurança do paciente e políticas públicas no Brasil
A segurança do paciente consolidou-se como um dos pilares da qualidade em saúde, recebendo atenção crescente em políticas públicas. No Brasil, a criação do Programa Nacional de Segurança do Paciente (PNSP), em 2013, foi um marco para a institucionalização de estratégias de prevenção de incidentes. O documento de referência do programa estabelece quatro eixos estratégicos: práticas assistenciais seguras, envolvimento do paciente, inserção do tema na formação profissional e incentivo à pesquisa (BRASIL, 2014).
Nas unidades de terapia intensiva (UTIs), onde se concentram pacientes críticos e uso de tecnologias complexas, a aplicação das diretrizes do PNSP é ainda mais relevante. Medidas como a identificação correta do paciente, a prevenção de infecções relacionadas à assistência e a segurança no uso de medicamentos são fundamentais para reduzir riscos (BRASIL, 2014).
2. Cultura de segurança em UTIs
A efetividade das políticas de segurança depende diretamente da consolidação de uma cultura organizacional voltada à segurança do paciente, definida como o conjunto de valores, práticas e atitudes que priorizam a prevenção de danos. Em estudo realizado em UTIs brasileiras, verificou-se que a percepção dos profissionais sobre a cultura de segurança foi apenas “aceitável”, com fragilidades importantes em aspectos como a comunicação sobre erros, a resposta não punitiva a falhas e o dimensionamento de pessoal (SANTIAGO; TURRINI, 2015).
Essas limitações impactam diretamente a qualidade da assistência, já que a subnotificação de incidentes compromete a possibilidade de aprendizado organizacional e de aprimoramento dos processos assistenciais (SANTIAGO; TURRINI, 2015).
3. Contribuições da enfermagem e uso de ferramentas seguras
A equipe de enfermagem tem papel estratégico na segurança do paciente, devido à sua presença contínua junto ao paciente crítico. Estudos apontam que a atuação da enfermagem na adesão a protocolos, no monitoramento constante e no uso de ferramentas de comunicação — como checklists — está diretamente associada à redução de riscos (KEARNEY et al., 2023).
Adicionalmente, pesquisas clássicas demonstram que intervenções multiprofissionais baseadas em protocolos estruturados e lideradas pela enfermagem, como a prevenção de infecções de corrente sanguínea relacionadas a cateteres, podem reduzir significativamente eventos adversos graves (PRONOVOST et al., 2006).
A educação permanente em saúde é considerada um dos pilares para a consolidação da cultura de segurança do paciente, sobretudo em unidades de terapia intensiva. Estudos apontam que treinamentos periódicos e estratégias de capacitação favorecem a adesão da equipe de enfermagem a protocolos assistenciais, promovem a comunicação efetiva e reduzem a ocorrência de incidentes adversos. A educação permanente está diretamente associada à melhoria da qualidade assistencial, ao fortalecimento da cultura de segurança e ao aumento da notificação de eventos adversos, possibilitando o aprendizado organizacional e a implementação de práticas seguras. (NAZÁRIO et al., 2025).
Outro fator essencial é a educação continuada. A realização de treinamentos periódicos fortalece a adesão a práticas seguras e melhora o desempenho da equipe, impactando positivamente nos indicadores de segurança (SILVA et al. 2021).
4. Eventos adversos e dimensionamento da equipe
Apesar dos avanços, a realidade das UTIs brasileiras ainda apresenta índices preocupantes de eventos adversos, como quedas, lesões por pressão, extubações não planejadas, perda de acesso venoso e infecções associadas à assistência. Estudo recente identificou que tais eventos estão diretamente relacionados ao déficit no dimensionamento da equipe de enfermagem, variando entre 20% e 30% de inadequação conforme o Nursing Activities Score (NAS) (RODRIGUES et al., 2022).
Esses achados reforçam que a qualidade da assistência e a segurança do paciente não dependem apenas de protocolos técnicos, mas também de condições de trabalho adequadas, especialmente em relação ao número de profissionais disponíveis e à carga de trabalho.
5. Integração entre políticas, cultura, práticas e condições de trabalho
A literatura evidencia que a segurança do paciente em UTIs resulta da interação entre:
● Políticas públicas e protocolos normativos, como o PNSP (BRASIL, 2014);
● Cultura de segurança, que pode fortalecer ou fragilizar práticas seguras (SANTIAGO; TURRINI, 2015);
● Atuação da enfermagem, educação continuada e ferramentas assistenciais, como checklists e treinamentos (KEARNEY et al., 2023; NAZÁRIO et al, 2025; PRONOVOST et al., 2006;SILVA et al. 2021 );
● Condições reais de trabalho, especialmente o dimensionamento adequado da equipe (RODRIGUES et al., 2022).
Portanto, o fortalecimento da segurança do paciente em UTIs exige uma abordagem sistêmica que vá além da adesão a protocolos, incluindo mudanças culturais, investimentos em capacitação profissional e adequação das condições de trabalho da enfermagem.
3 METODOLOGIA
Este estudo caracteriza-se como uma pesquisa qualitativa, exploratória e descritiva, cujo objetivo é analisar a atuação da enfermagem na promoção da segurança do paciente em unidades de terapia intensiva (UTIs), considerando as práticas assistenciais e gerenciais que contribuem para a redução de riscos e eventos adversos.
A pesquisa é exploratória, pois visa investigar um fenômeno pouco estudado em profundidade, especificamente a relação entre a enfermagem e a segurança do paciente em ambientes de alta complexidade. Além disso, é descritiva, pois busca caracterizar as práticas assistenciais adotadas pelas equipes de enfermagem e suas contribuições para a redução de riscos em UTIs.
A amostra do estudo é composta por artigos científicos, estudos de caso e relatórios institucionais publicados entre 2006 e 2025, selecionados com base na relevância para a temática da segurança do paciente em UTIs e no papel da enfermagem nesse contexto.
A escolha desses estudos foi realizada por meio de uma revisão integrativa da literatura, que permite reunir, analisar e sintetizar resultados de pesquisas sobre um determinado tema, oferecendo uma compreensão ampla do fenômeno investigado.
Critérios de inclusão
● Artigos publicados entre 2006 e 2025;
● Estudos que abordam a atuação da enfermagem em UTIs;
● Pesquisas que tratam de práticas de segurança do paciente, protocolos, educação continuada, gestão de riscos e eventos adversos em ambientes de terapia intensiva.
Critérios de exclusão
● Estudos que não tratam da atuação específica da enfermagem;
● Publicações que não abordam UTIs ou a segurança do paciente em contexto hospitalar;
● Estudos sem dados empíricos ou sem análise crítica.
Procedimentos de coleta
A busca foi realizada em bases de dados científicas como SciELO, PubMed, LILACS e Google Scholar.
Foram utilizados descritores como: “segurança do paciente”, “UTI”, “educação continuada”, “checklists” e “cultura de segurança”, combinados com operadores booleanos (AND, OR) para ampliar o alcance da pesquisa.
Os artigos foram inicialmente selecionados por título e resumo. Em seguida, os que atendiam aos critérios foram lidos na íntegra e incluídos na análise final.
Procedimentos de análise
Os dados foram tratados por análise de conteúdo, seguindo as etapas:
1. Leitura flutuante: compreensão inicial do material coletado;
2. Codificação: identificação de palavras-chave e conceitos relacionados às práticas de segurança do paciente;
3. Agrupamento em categorias: organização dos achados em eixos temáticos como “prevenção de infecções”, “uso de checklists”, “cultura de segurança” e “capacitação de enfermagem”;
4. Interpretação: discussão dos resultados à luz da literatura e das diretrizes sobre segurança do paciente.
Questões éticas
Por se tratar de uma pesquisa bibliográfica e documental, não foi necessário submeter o estudo a um Comitê de Ética em Pesquisa, uma vez que não houve coleta de dados com seres humanos. Todos os artigos foram devidamente referenciados conforme as normas éticas e de direitos autorais.
Fluxograma PRISMA
A seleção dos estudos será apresentada em fluxograma PRISMA, contemplando as etapas: ● Identificação: total de registros encontrados nas bases de dados;
● Triagem: exclusão de duplicatas e análise por título e resumo;
● Elegibilidade: leitura dos textos completos conforme os critérios;
● Inclusão: artigos finais que compuseram a amostra da revisão.

4 RESULTADOS E DISCUSSÕES OU ANÁLISE DOS DADOS
A análise dos artigos selecionados permitiu identificar diferentes dimensões relacionadas à segurança do paciente em Unidades de Terapia Intensiva (UTIs). A tabela abaixo sintetiza os principais achados:



Discussão
Portanto, os resultados convergem para a compreensão de que a segurança do paciente em UTIs depende da integração entre políticas públicas, cultura organizacional, capacitação profissional, ferramentas de padronização e adequação estrutural da equipe de enfermagem.
A análise dos estudos incluídos na revisão integrativa revelou diversas contribuições da equipe de enfermagem para a segurança do paciente em unidades de terapia intensiva (UTIs), especialmente no que diz respeito à implementação de práticas assistenciais seguras, ao fortalecimento da cultura organizacional e à superação de barreiras estruturais e culturais.
4.1 Programa Nacional da Segurança do Paciente
A pesquisa evidenciou que a formação continuada da equipe de enfermagem é essencial para garantir maior adesão aos protocolos de segurança, fortalecendo a cultura de segurança do paciente (SILVA et al., 2020). Além disso, verificou-se que a comunicação efetiva entre os profissionais da equipe multiprofissional constitui um fator decisivo para a redução de eventos adversos na UTI, sendo recomendado o uso de ferramentas como checklists e passagens de plantão padronizadas para favorecer o diálogo claro e estruturado (OLIVEIRA; SANTOS, 2019; BRASIL, 2014).
4.2 Cultura de Segurança do Paciente
Os estudos de Santiago e Turrini (2015) e Toledo et al. (2021) evidenciam que, embora haja reconhecimento da importância da cultura de segurança, ela ainda é percebida de forma limitada pelas equipes de enfermagem. A existência de uma cultura punitiva, o medo de retaliações e a baixa comunicação de erros dificultam o aprendizado organizacional e contribuem para a subnotificação de eventos adversos. Isso está em desacordo com as diretrizes do PNSP, que propõem uma abordagem não punitiva como essencial para o fortalecimento da segurança (BRASIL, 2014).
4.3 Práticas Assistenciais Seguras e Uso de Protocolos
A adoção de protocolos padronizados e checklists tem sido amplamente reconhecida como estratégia eficaz para reduzir riscos em unidades de terapia intensiva. Uma revisão de escopo conduzida por Erikson et al. (2023) destaca que checklists são comumente utilizados na UTI e apresentam resultados positivos em diversos desfechos clínicos e de processo de cuidado. Além disso, o projeto Keystone, liderado por Pronovost et al. (2006), demonstrou uma redução significativa nas taxas de infecção da corrente sanguínea relacionada a cateter venoso central (CRBSI) por meio da implementação de intervenções baseadas em evidências, incluindo bundles e checklists.
4.4 Educação Permanente e Capacitação
A necessidade de capacitação contínua da equipe de enfermagem também se destaca na literatura. Estudos mostram que programas de educação permanente aumentam a percepção de risco, aprimoram a tomada de decisão clínica e promovem maior adesão aos protocolos de segurança (SAKAMOTO et al., 2019; NAZÁRIO et al., 2025). Essas ações estão em consonância com os eixos estratégicos do PNSP, que incluem a inserção da segurança do paciente nos processos formativos e a promoção de práticas assistenciais seguras (BRASIL, 2014).
4.5 Padronização na Assistência ao Pacientes Críticos
O estudo de Kearney et al. (2023) evidencia que a utilização de checklists em unidades de terapia intensiva constitui uma estratégia relevante para a promoção da segurança do paciente. A padronização dos processos assistenciais contribui para minimizar a ocorrência de falhas e assegurar maior uniformidade nas condutas da equipe. Além disso, o uso do checklist favorece a comunicação entre os profissionais, aspecto essencial em um ambiente caracterizado pela alta complexidade e pelo trabalho multiprofissional. Dessa forma, pode-se considerar essa ferramenta como um recurso efetivo para fortalecer a adesão aos protocolos de segurança, reduzir incidentes adversos e promover uma prática assistencial mais segura e qualificada.
4.6 Dimensionamento de Pessoal e Carga de Trabalho
Um ponto crítico identificado foi a inadequação do dimensionamento da equipe de enfermagem, conforme descrito por Rodrigues et al. (2022). O estudo revelou que o déficit de pessoal impacta diretamente na ocorrência de eventos adversos, como lesões por pressão, quedas e infecções. A sobrecarga de trabalho compromete não apenas a execução segura das práticas assistenciais, mas também a capacidade da equipe de manter vigilância contínua sobre o paciente crítico.
Os resultados da revisão indicam que a atuação da enfermagem é decisiva para a segurança do paciente em UTIs, porém ainda enfrenta desafios significativos relacionados à cultura organizacional, carga de trabalho e capacitação. A adoção de protocolos, a educação continuada e o estímulo à cultura não punitiva são estratégias fundamentais para mitigar riscos e melhorar a qualidade da assistência. Esses achados reforçam que a promoção da segurança do paciente em UTIs exige um olhar sistêmico, que integre políticas públicas, cultura institucional e práticas profissionais da equipe de enfermagem.

1. Distribuição das Categorias Temáticas → mostra quais aspectos da segurança do paciente (infecções, checklists, cultura de segurança, capacitação) são mais abordados nos estudos.
2. Eventos Adversos em UTIs → representa a prevalência de eventos adversos mais comuns (lesão por pressão, IRAS, quedas, extubações, perda de acesso).
5 CONCLUSÃO/CONSIDERAÇÕES FINAIS
Os achados evidenciam que a enfermagem desempenha papel fundamental na promoção da segurança do paciente em Unidades de Terapia Intensiva (UTI). A atuação da equipe de enfermagem não se limita ao cuidado direto, mas inclui vigilância contínua, administração correta de medicamentos, prevenção de complicações e utilização de protocolos e checklists voltados à redução de falhas assistenciais.
Nesse contexto, a liderança exercida pelo enfermeiro configura-se como elemento estratégico para a consolidação da cultura de segurança do paciente, influenciando tanto o clima organizacional quanto a qualidade da assistência prestada. Estudos apontam que estilos de liderança transformacional, baseados em condutas exemplares, confiáveis e atenciosas, estão associados ao aumento do engajamento da equipe, redução de erros, maior satisfação profissional e melhores indicadores clínicos (FLORES et al., 2020).
Adicionalmente, a educação permanente em saúde surge como recurso indispensável para a manutenção e fortalecimento da cultura de segurança. Esse processo possibilita atualização contínua, qualificação técnico-científica e adesão às boas práticas assistenciais, consolidando um cuidado pautado em evidências. A literatura demonstra que a capacitação contínua dos profissionais favorece o desenvolvimento de competências e amplia a adesão a protocolos institucionais (SILVA et al., 2020).
Conclui-se, portanto, que investir na qualificação da equipe de enfermagem, no fortalecimento de protocolos assistenciais e na construção de uma cultura organizacional sólida, aliada a uma liderança efetiva, é essencial para minimizar riscos e assegurar um cuidado de qualidade ao paciente crítico em UTI.
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*Unisociesc/ Jaraguá do Sul
https://orcid.org/0000-0003-2863-8375
luisleonijunior@gmail.com
