REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/pa10202511091220
Bruna Ferreira Passos1; Gisleine Daniela Villca Condori1; Iara Pereira da Silva1; Orientador Silvana Flora de Melo2; Coorientador Kathleen Melchior Altruda3; Coordenadora Jamila Fabiana Costa4
RESUMO
Introdução: O Acidente Vascular Encefálico (AVE) é uma condição neurológica grave que se apresenta de forma súbita, comprometendo a circulação cerebral e gerando repercussões físicas, cognitivas e emocionais importantes. Considerado uma das principais emergências médicas em todo o mundo, pode ocorrer tanto por obstrução de vasos (AVE isquêmico) quanto por ruptura vascular (AVE hemorrágico). Objetivo: Reunir e analisar criticamente evidências científicas sobre o cuidado de enfermagem no contexto do AVE em pacientes jovens, grupo que apresenta especificidades clínicas e sociais distintas em comparação à população idosa. Metodologia: Foram realizadas buscas nas bases SciELO, LILACS e PUBMED/MEDLINE, bem como em periódicos de enfermagem, incluindo artigos publicados entre 2016 e 2025. A análise dos dados permitiu identificar evidências, lacunas e estratégias voltadas à melhoria da prática assistencial. Discussão: Nesse cenário, a enfermagem exerce papel essencial e multifacetado, desde a identificação precoce dos sinais de alerta até a condução de cuidados que abrangem o manejo clínico imediato, a reabilitação e a reinserção social. A atuação do enfermeiro envolve vigilância contínua, prevenção de complicações, administração criteriosa de terapias, apoio emocional e orientação educativa, sempre com a participação ativa da família no processo. Além disso, destacam-se os avanços terapêuticos, como a trombólise intravenosa e a trombectomia mecânica, ambas exigindo preparo técnico e monitorização rigorosa pela equipe. A integração multiprofissional, incluindo fisioterapia, fonoaudiologia e terapia ocupacional, mostrou-se decisiva para favorecer uma recuperação precoce e mais completa. Por fim, a revisão reforça a importância do suporte psicossocial e familiar, que não apenas auxilia na adesão ao tratamento, mas também promove motivação, resiliência e melhor qualidade de vida. Conclusão: Conclui-se que o AVE em jovens constitui um evento complexo e desafiador, que ultrapassa a dimensão biológica e exige da enfermagem práticas baseadas em ciência, humanização e interdisciplinaridade. Nesse contexto, o cuidado de enfermagem se revela determinante para reduzir complicações, favorecer autonomia e apoiar a reinserção plena do paciente em sua vida social, profissional e familiar.
Palavras-chave: Acidente Vascular Encefálico; Enfermagem; Jovens; Reabilitação; Cuidado Humanizado.
1. INTRODUÇÃO
O Acidente Vascular Encefálico (AVE) constitui uma das mais graves emergências médicas, representando a segunda principal causa de morte e a terceira de incapacidade no mundo (GARCÍA TERRIZA, 2023). O AVE caracteriza-se por um déficit neurológico súbito decorrente da interrupção do fluxo sanguíneo cerebral, podendo ser classificado em isquêmico, quando há obstrução vascular, ou hemorrágico, quando ocorre ruptura de um vaso (CABRAL, 2017). Essa interrupção compromete a oxigenação do tecido encefálico, levando à morte neuronal e ao surgimento de déficits motores, cognitivos e funcionais de intensidade variável.
Sob uma perspectiva ampliada da saúde pública, essa condição neurológica transcende a concepção de uma condição clínica isolada, pois reflete um problema de saúde pública global, responsável por expressiva carga de incapacidade, dependência e custos socioeconômicos elevados (VAZ, 2020). A magnitude desse agravo é reforçada pela Organização Mundial da Saúde (MINISTÉRIO DA SAÚDE, 2022), que estima que, a cada quatro minutos, uma pessoa sofre um evento cerebrovascular em algum país do continente americano. No Brasil, a situação é igualmente alarmante, com cerca de 400 mil novos casos anuais, dos quais uma parcela significativa resulta em sequelas permanentes (MINISTÉRIO DA SAÚDE, 2023).
Estudos recentes apontam um crescimento expressivo da incidência de AVE entre indivíduos jovens. Entre 2005 e 2015, observou-se um aumento de 62% nos casos em pacientes com idade entre 20 e 45 anos (OLIVEIRA, 2020). Esse fenômeno rompe paradigmas tradicionais sobre o perfil epidemiológico da doença, impondo novos desafios ao diagnóstico precoce e à reabilitação funcional. Tal tendência é explicada por múltiplos fatores: predisposições genéticas, distúrbios de coagulação, uso de contraceptivos hormonais, tabagismo, sedentarismo, estresse crônico e condições socioeconômicas desfavoráveis (ZURITA, 2022; GARCÍA-TERRIZA, 2023).
Nesse contexto, o reconhecimento precoce dos sinais clínicos e a adoção de protocolos padronizados assumem papel decisivo no prognóstico. O protocolo FAST (Face, Arms, Speech, Time) representa uma ferramenta de triagem rápida e eficaz, permitindo à equipe de enfermagem identificar precocemente os sintomas e acionar o atendimento emergencial em tempo hábil (RODGERS, 2021). A literatura demonstra
que a aplicação correta do FAST nas primeiras horas após o início dos sintomas pode reduzir significativamente o risco de sequelas graves e mortalidade (OLIVEIRA, 2020). Diante desse cenário, surge a problemática: como a enfermagem pode contribuir para o reconhecimento precoce, o manejo adequado e a reabilitação de jovens acometidos por AVE, promovendo a redução de complicações e a melhoria da qualidade de vida?
A justificativa deste estudo fundamenta-se na crescente prevalência em faixas etárias produtivas e no impacto multidimensional dessa condição. O cuidado de enfermagem no contexto do AVE deve ser orientado por uma abordagem integral, que contemple a dimensão biológica, emocional e social do paciente, visando à reabilitação e reinserção funcional (SANTOS, 2020). Além de sua dimensão clínica, o evento repercute em perdas econômicas e sobrecarga familiar, exigindo estratégias interdisciplinares de cuidado contínuo e humanizado.
A atuação do enfermeiro é essencial na linha de cuidado, desde o reconhecimento dos sinais e sintomas, passando pelo suporte emergencial, até o acompanhamento pós-alta, garantindo continuidade e qualidade da assistência (SOUZA, 2021). Essa atuação, pautada em protocolos científicos e tomada de decisão baseada em evidências, contribui diretamente para a redução das taxas de mortalidade e melhora funcional dos pacientes.
Dessa forma, compreender o papel da enfermagem no cuidado ao jovem acometido é fundamental para subsidiar práticas assistenciais qualificadas, humanizadas e sustentáveis. Assim, o objetivo geral deste estudo é analisar o papel da enfermagem no cuidado a pacientes jovens acometidos por Acidente Vascular Encefálico, abrangendo o reconhecimento precoce, a intervenção na fase aguda e os cuidados de reabilitação.
2. OBJETIVO
Reunir e analisar criticamente evidências científicas sobre o cuidado de enfermagem no contexto do AVE em pacientes jovens, e quais intervenções baseadas em evidências são essenciais para prevenir complicações e reduzir sequelas. Além disso, compreender os impactos biopsicossociais do AVE possibilita ao enfermeiro promover a reintegração social e a melhoria da qualidade de vida, por meio de uma assistência integral e humanizado.
3. MATERIAIS E MÉTODOS
Esta pesquisa caracteriza-se como uma Revisão Integrativa da Literatura, abordagem metodológica que tem como objetivo reunir, analisar criticamente e sintetizar, de forma sistemática, os conhecimentos científicos já produzidos sobre determinado fenômeno. Esse método permite a combinação de estudos com diferentes delineamentos, proporcionando uma compreensão ampla e aprofundada acerca do tema investigado (WHITTEMORE; KNAFL, 2016). A revisão integrativa é amplamente utilizada nas ciências da saúde, pois favorece a incorporação de evidências na prática clínica, apoia o processo de tomada de decisão e contribui para a melhoria da qualidade da assistência de enfermagem (SOUZA; SILVA; CARVALHO;2016).
A busca foi realizada de forma sistemática, utilizando combinações de descritores controlados (DeCS/MeSH) e palavras-chave livres relacionadas aos termos Acidente Vascular Encefálico, Enfermagem, Assistência de Enfermagem, Pacientes Jovens e Intervenções.
As pesquisas foram conduzidas nas bases de dados PubMed/MEDLINE, SciELO (Scientific Electronic Library Online), LILACS (Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde) e Google Acadêmico. Também foram consultados documentos institucionais de órgãos oficiais, como o Ministério da Saúde (MS), e o livro da NANDA Internacional (2021–2023), utilizado como referência complementar para fundamentar os diagnósticos de enfermagem presentes nos estudos analisados.
Foram incluídos artigos publicados entre janeiro de 2016 e outubro de 2025, com o objetivo de contemplar produções recentes e relevantes sobre a temática estudada. Os critérios de inclusão consideraram artigos disponíveis na íntegra, publicados em português, inglês ou espanhol, que abordassem a prática de enfermagem frente ao Acidente Vascular Encefálico em pacientes jovens, incluindo estudos de natureza qualitativa, quantitativa ou mista. Foram excluídas artigos duplicados, revisões não integrativas, publicações fora do período definido, estudos indisponíveis na íntegra ou que não contemplassem diretamente a questão norteadora da revisão. O processo de seleção dos estudos seguiu as etapas recomendadas pelo modelo PRISMA, sendo que a busca inicial resultou em 52 artigos. Após a remoção de duplicatas e leitura de títulos e resumos,
25 artigos foram excluídos por não atenderem aos critérios de inclusão. Os 27 artigos remanescentes foram lidos na íntegra, atendendo aos critérios estabelecidos, e, portanto, compuseram a amostra final da revisão. Para facilitar a análise comparativa, foi elaborada uma tabela síntese contendo informações de cada estudo, como título, autores, ano de publicação, objetivos, metodologia, principais resultados e conclusões. Essa organização possibilitou uma compreensão integrada das evidências científicas sobre a atuação da enfermagem frente ao Acidente Vascular Encefálico em pacientes jovens, permitindo a identificação de lacunas no conhecimento e subsidiando futuras práticas baseadas em evidências na área da saúde.
4. RESULTADOS








5. DISCUSSÃO
O Acidente Vascular Encefálico (AVE) é uma síndrome neurológica aguda caracterizada pelo comprometimento da circulação cerebral, resultando em lesão tecidual e déficit neurológico. Ele é tradicionalmente definido como um déficit neurológico decorrente de uma lesão focal aguda do sistema nervoso central de origem vascular, incluindo infarto cerebral, hemorragia intracerebral e hemorragia subaracnóidea (SACCO, 2013). Essa definição amplia o entendimento do AVE ao considerar tanto critérios clínicos quanto critérios baseados em imagem ou patologia, reforçando sua importância como uma das principais emergências médicas em nível mundial (KURIAKOSE; XIAO, 2021).
O evento cerebrovascular desencadeia uma cascata de alterações fisiopatológicas imediatas após a interrupção do fluxo sanguíneo cerebral ou a ruptura de um vaso. No caso da isquemia, há rápida depleção de oxigênio e nutrientes, resultando na diminuição da produção de adenosina trifosfato (ATP) e na falha das bombas iônicas, como a Na⁺/K⁺ ATPase. Esse desequilíbrio iônico provoca alterações intracelulares, ativação de processos inflamatórios, estresse oxidativo e morte celular por apoptose e necrose, iniciando um ciclo de dano progressivo no tecido cerebral.
A região central da lesão, denominada “core”, sofre dano irreversível em minutos, enquanto a área adjacente, conhecida como penumbra, mantém-se viável temporariamente, dependendo da perfusão colateral e da rapidez da intervenção terapêutica (MAJUMDER, 2024). Essa janela terapêutica é crucial, pois permite estratégias clínicas para limitar as sequelas e favorecer a recuperação funcional. A compreensão dessa dinâmica é essencial para a definição de protocolos de atendimento emergencial e manejo adequado do paciente com AVE.
Além disso, a barreira hematoencefálica (BHE) sofre comprometimento, permitin-do extravasamento de fluidos e a formação de edema vasogênico. A ativação de microglia e astrócitos resulta na liberação de citocinas inflamatórias, como IL-1, IL-6 e TNF-α, ampliando o dano cerebral e a disfunção neuronal (NEUROINFLAMAÇÃO NO ACIDENTE VASCULAR ENCEFÁLICO ISQUÊMICO E HEMORRÁGICO, 2023). Esse processo inflamatório contribui para o agravamento das lesões e para o aumento da morbimortalidade associada ao AVE, evidenciando a necessidade de intervenções rápidas e baseadas em evidências.
No AVE isquêmico, a fisiologia cerebral gira em torno da obstrução arterial que impede o suprimento de sangue, resultando em hipóxia e ativação do metabolismo anaeróbico, com acúmulo de lactato e acidose intracelular. Esse ambiente favorece o excesso de excitotoxinas, como o glutamato, e o influxo excessivo de cálcio nos neurônios, levando à disfunção mitocondrial e à produção de espécies reativas de oxigênio (ROS). Esses mecanismos culminam na morte celular e na progressão da lesão cerebral. A região central do dano, conhecida como “core”, sofre necrose irreversível, enquanto a penumbra, embora metabolicamente comprometida, pode ser recuperável se a reperfusão ocorrer em tempo adequado. Esse conceito torna-se essencial para a intervenção terapêutica precoce, com o objetivo de limitar a extensão da lesão e preservar funções neurológicas, enfatizando a importância da identificação rápida e tratamento emergencial (MAJUMDER, 2024).
Já o AVE hemorrágico envolve não apenas o sangramento direto no parênquima cerebral ou no espaço subaracnóideo, mas também a lesão estrutural decorrente do efeito massa do hematoma. O aumento da pressão intracraniana e a compressão de vasos adjacentes podem gerar isquemia secundária, amplificando os danos neurológicos. Além disso, há ativação de vias tóxicas relacionadas à hemoglobina, ferro livre e trombina, associadas a resposta inflamatória exacerbada. A ruptura da barreira hematoencefálica (BHE), a formação de edema citotóxico e vasogênico e o comprometimento neuronal contribuem para a gravidade do quadro clínico. Esses mecanismos tornam o manejo clínico mais complexo e exigem monitorização rigorosa, incluindo medidas para controle da pressão intracraniana, prevenção de complicações e suporte hemodinâmico adequado (PATOGÊNESE MOLECULAR AVE, 2024).
Em indivíduos jovens, o perfil etiológico do AVE apresenta características multifatoriais, diferindo significativamente daquele observado em populações mais idosas. Embora hipertensão arterial, diabetes mellitus e dislipidemia continuem sendo preditores importantes, fatores não tradicionais têm papel relevante. Entre eles, destacam-se o uso de anticoncepcionais orais, enxaqueca com aura, forame oval patente, estados hipercoaguláveis, consumo de drogas recreativas e condições periparto ou pós-parto, os quais interagem complexamente com o perfil cardiovascular do paciente. Esses fatores exigem análise diferenciada e individualizada, considerando o contexto clínico e histórico médico, a fim de orientar estratégias preventivas e terapêuticas mais eficazes (SIC, 2025).
Portanto, alterações cardíacas estruturais, como defeitos congênitos ou adquiridos, arritmias e dissecções arteriais, apresentam associação significativa com a ocorrência de eventos cerebrovasculares em jovens. Frequentemente, essas condições atuam como catalisadores de desfechos neurológicos graves. A combinação de fatores de risco tradicionais e não tradicionais não apenas aumenta a probabilidade de ocorrência de AVE, mas também influencia diretamente a gravidade clínica e a extensão das sequelas, refletindo na recuperação funcional e na qualidade de vida do indivíduo. A identificação precoce desses fatores é crucial para prevenção primária e secundária, bem como para a elaboração de planos de cuidado individualizados, multidisciplinares e baseados em evidências (AMOAH, 2024; SIC, 2025).
A combinação de fatores de risco tradicionais e não tradicionais em jovens não apenas aumenta a probabilidade de ocorrência de eventos cerebrovasculares, mas também influencia diretamente a gravidade clínica e a extensão das sequelas (SIC, 2025). Esses eventos impactam significativamente a função motora, cognitiva, emocional e social, comprometendo a inserção no trabalho, a vida familiar e a participação comunitária. Estudos mostram que, apesar da maior plasticidade cerebral nesta faixa etária, limitações funcionais persistem, especialmente nos domínios de memória, atenção e processamento executivo, afetando a autonomia e a produtividade (EKKER, 2019).
Sobreviventes com menos de 55 anos frequentemente apresentam déficits cognitivos persistentes, sofrimento emocional e isolamento social, reduzindo significativamente a qualidade de vida e dificultando a reintegração em papéis profissionais e sociais (KUSEC, 2023). Assim, a presença de sintomas depressivos e ansiosos é mais prevalente em jovens, refletindo o impacto psicológico do evento em um período crítico de desenvolvimento pessoal e profissional, reforçando a necessidade de intervenções multidisciplinares que integrem reabilitação física, suporte psicológico e estratégias de reintegração social (AARNIO, 2021).
A enfermagem desempenha função central e multidimensional no cuidado, atuando desde a identificação precoce dos sinais clínicos até o acompanhamento pós- hospitalar, com foco na prevenção de complicações, promoção da reabilitação e reintegração social. A avaliação precoce constitui um dos pilares da atuação de enfermagem, sendo o protocolo FAST (Face, Arms, Speech, Time) uma ferramenta amplamente utilizada para triagem rápida e eficaz. Este protocolo consiste na observação de quatro sinais clínicos essenciais: alterações faciais (Face), fraqueza ou assimetria nos membros superiores (Arms), alterações na fala (Speech) e registro do tempo de início dos sintomas (Time), permitindo que o enfermeiro identifique sinais de alerta de forma imediata e notifique a equipe médica para ativação de condutas emergenciais, como trombólise ou trombectomia mecânica (SAVER, 2016). A aplicação correta do FAST permite a detecção precoce de pacientes com alta probabilidade de AVE, reduzindo significativamente o tempo até a intervenção e aumentando as chances de recuperação funcional, destacando-se como prática baseada em evidências no cuidado de enfermagem.
Dentro do processo de cuidado ao paciente com Acidente Vascular Encefálico (AVE), alguns diagnósticos de enfermagem são frequentemente identificados, orientando intervenções específicas e individualizadas. Entre os principais destacam- se: (1) déficit de autocuidado para higiene e alimentação, relacionado à limitação motora e alterações da deglutição; (2) risco de aspiração, decorrente da disfagia e alterações do reflexo de deglutição; (3) déficit de mobilidade física, associado à hemiparesia e fadiga neurológica; (4) risco de lesão por pressão, proveniente da imobilidade e perfusão tecidual comprometida; e (5) sofrimento emocional ou ansiedade, relacionados à perda funcional, isolamento social e medo de recorrência (CAMICIA, 2021; BABKAIR, 2023).
As intervenções de enfermagem incluem auxílio nas atividades de vida diária, triagem de disfagia, posicionamento adequado, mobilização precoce, alternância de decúbito, profilaxia de trombose venosa profunda e suporte psicológico, com o objetivo de reduzir complicações, promover segurança e estimular a recuperação funcional do paciente.
Durante a fase aguda, a monitorização contínua do paciente torna-se essencial, utilizando escalas padronizadas como a Escala de Coma de Glasgow (ECG) e a Escala de Acidente Vascular Cerebral dos Institutos Nacionais de Saúde (NIHSS), permitindo acompanhar o nível de consciência, motricidade, reflexos pupilares e parâmetros vitais, fundamentais para identificar sinais de deterioração neurológica ou aumento da pressão intracraniana (POWERS, 2019). Protocolos preventivos complementares incluem manutenção das vias aéreas, prevenção de broncoaspiração por posicionamento adequado e aspiração traqueal, prevenção de úlceras por pressão por meio de mudança regular de decúbito, hidratação e cuidados com a pele, além de profilaxia de trombose venosa profunda por mobilização precoce, exercícios passivos e uso de meias de compressão graduada (AARNIO, 2021). Quanto à administração de medicamentos, seguem-se protocolos rigorosos para trombolíticos, anticoagulantes e anti-hipertensivos, monitorando parâmetros laboratoriais e efeitos adversos, garantindo segurança e eficácia terapêutica (SAVER, 2016).
A atuação interdisciplinar é fundamental na reabilitação funcional, envolvendo fisioterapia, terapia ocupacional e fonoaudiologia, promovendo exercícios motores, reabilitação cognitiva, treino funcional e autonomia nas atividades de vida diária (EKKER, 2019).
A intervenção imediata é determinante para reduzir morbimortalidade e sequelas. As diretrizes da Associação Americana do Coração (AMERICAN HEART ASSOCIATION, 2023) recomendam que os pacientes sejam atendidos em unidades especializadas, nas quais os cuidados integrados de reabilitação já iniciam precocemente. Estudos mostram que esse tipo de manejo organizado pode reduzir em até 25% o risco combinado de morte, dependência ou institucionalização quando comparado ao atendimento convencional (POWERS, 2018).
A trombólise é um componente crítico no AVE isquêmico agudo, utilizada para dissolver o coágulo que obstrui a circulação cerebral e restaurar perfusão (POWERS, 2018; SAVER, 2016). O principal agente é a alteplase recombinante, que converte plasminogênio em plasmina, degradando a fibrina do trombo (SAVER, 2016). Indica- se para pacientes com início dos sintomas até 4,5 horas, confirmados por neuroimagem e sem contraindicações, como hemorragia intracraniana ativa ou hipertensão grave (POWERS, 2018).
Os cuidados de enfermagem antes da trombólise incluem avaliação neurológica inicial (NIHSS), exames laboratoriais, glicemia capilar e monitoramento de sinais vitais (POWERS, 2018; ZHAO, 2024). Durante a infusão, administra-se 0,9 mg/kg (10% bolus inicial e 90% infusão contínua em 60 minutos), com monitorização contínua (POWERS, 2018). Após a trombólise, controla-se rigorosamente a pressão arterial (<180/105 mmHg), avaliam-se sinais de sangramento e evitam-se procedimentos invasivos nas primeiras 24 horas (POWERS, 2018; ZHAO, 2024). A integração com fisioterapia, terapia ocupacional e fonoaudiologia favorece a reabilitação precoce (EKKER, 2019). Além da trombólise, destaca-se a trombectomia mecânica, atualmente considerada padrão-ouro para casos de oclusão de grandes vasos. Ensaios clínicos multicêntricos, como DAWN e DEFUSE-3, demonstraram que esse procedimento pode ser realizado com eficácia dentro de uma janela estendida de até 16 a 24 horas em pacientes selecionados com base em critérios clínicos e radiológicos, aumentando significativamente a independência funcional (ALBERS, 2018; NOGUEIRA, 2018).
Ressalta-se que a combinação entre trombólise intravenosa e trombectomia oferece melhores resultados funcionais do que o uso isolado de qualquer uma dessas terapias (GOYAL, 2016). Nesse cenário, a enfermagem tem papel essencial no preparo e monitorização do paciente antes, durante e após o procedimento, garantindo estabilidade hemodinâmica, vigilância neurológica e suporte ventilatório quando necessário.
No manejo hemodinâmico, é essencial equilibrar a pressão arterial para garantir perfusão cerebral sem provocar lesão por reperfusão. Após terapias de reperfusão, como trombólise e trombectomia, recomenda-se a manutenção de metas pressóricas mais conservadoras, devido ao risco de hemorragia intracraniana (POWERS, 2021). O suporte ventilatório é outra medida crítica, principalmente em pacientes com rebaixamento do nível de consciência ou risco de aspiração. A intubação precoce deve ser considerada em situações de insuficiência respiratória ou alto risco de aspiração, garantindo normocapnia e oxigenação adequada (ZHAO, 2024).
Conclui-se, portanto, que é de extrema importância manter monitorização rigorosa da saturação periférica de oxigênio, manter a cabeceira elevada entre 30° e 45° e avaliar sinais de aspiração (POWERS, 2018). A prevenção da aspiração também se destaca, já que a disfagia é frequente após o AVE e pode levar ao desenvolvimento de pneumonia aspirativa, sendo um fator de risco presente em aproximadamente 50% dos pacientes, com mortalidade elevada e maior tempo de hospitalização (WU, 2022). Evidências científicas apontam que a triagem precoce da disfagia em pacientes com AVE agudo pode prevenir o desenvolvimento de pneumonia (WU, 2022). Nesse sentido, a equipe deve realizar triagem precoce de deglutição, adotando medidas preventivas como jejum até avaliação fonoaudiológica, elevação da cabeceira e higiene oral rigorosa, garantindo segurança e redução de complicações respiratórias. Complicações sistêmicas como edema cerebral, convulsões, febre e hiperglicemia devem ser prontamente reconhecidas, uma vez que tanto a hipertermia quanto a hiperglicemia estão associadas a piores desfechos clínicos, justificando a necessidade de protocolos institucionais para monitorização contínua e intervenção rápida (KUMAR, 2024). É de extrema importância realizar avaliação neurológica detalhada, com ênfase no nível de consciência, reflexos pupilares e força motora, cuja finalidade é detectar precocemente sinais de deterioração neurológica decorrentes do agravamento da pressão intracraniana (CHEREGATTI; AMORIM, 2010, citado em BARCELOS, 2017).
A profilaxia de lesões por pressão deve ser garantida com mudança de decúbito a cada duas horas, uso de colchões especiais e inspeção diária da pele. Além disso, a equipe deve monitorar glicemia capilar e instituir medidas antipiréticas em casos de hipertermia, visto que tanto a hiperglicemia quanto a febre estão associadas a piores desfechos clínicos (KUMAR, 2024). Estratégias de segurança são adotadas para reduzir risco de acidentes, incluindo adequação do ambiente, supervisão durante a mobilização e utilização de dispositivos de proteção. No aspecto psicossocial, é fundamental oferecer apoio emocional, informações claras sobre o processo de recuperação e estimular a participação da família no cuidado (HERDMAN; KAMITSURU; LAMOUREUX, 2021).
As orientações de autocuidado devem incluir programas de autogestão clínica e reintegração social. Um estudo quase-experimental recente com 28 participantes demonstrou que o programa ‘ComVida: há vida após AVC’ promoveu melhorias significativas na autoeficácia, na função física, no estado emocional e na qualidade de vida de sobreviventes, apresentando diferença média significativa na autoeficácia de 10,04 pontos entre o início e 12 semanas (p < 0,001) (BRANCO; PEREIRA, 2025). O uso de tecnologias digitais, como aplicativos de monitoramento de saúde, também pode favorecer o engajamento dos pacientes. O apoio social familiar está diretamente relacionado à melhor recuperação funcional, menor incidência de depressão e maior adesão ao tratamento (TSOUNA-HADJIS, 2000). Em jovens, esse suporte deve se estender a amigos, ambientes acadêmicos e instituições de suporte psicossocial, contribuindo para a retomada da vida profissional e acadêmica (LI, 2025).
O enfoque educativo e humanizado no cuidado de enfermagem torna-se indispensável, fortalecendo a prevenção de complicações, estimulando a reabilitação e aprimorando a qualidade de vida. As intervenções educativas incluem uso adequado de medicamentos, estímulo de comportamentos saudáveis e detecção precoce de sinais de alerta, envolvendo família e cuidadores como parte ativa do processo (COSTA, 2024). O cuidado humanizado baseia-se no acolhimento, escuta ativa e respeito à singularidade do paciente, fortalecendo a confiança mútua e favorecendo a adesão terapêutica (SILVA; NETO; SANTOS, 2022).
Conclui-se que a integração entre educação em saúde e humanização reafirma o compromisso ético e social da enfermagem, promovendo autonomia, segurança e suporte integral ao indivíduo acometido por AVE (SILVA; OLIVEIRA; PEREIRA, 2022). O Acidente Vascular Encefálico é um evento neurológico grave que provoca alterações físicas, cognitivas e emocionais significativas, especialmente em indivíduos jovens, interferindo na autonomia, nas relações sociais e na vida profissional (EKKER, 2019; KUSEC, 2023). A complexidade da fisiopatologia, que varia entre AVE isquêmico e hemorrágico, reforça a importância de intervenções rápidas e baseadas em evidências, capazes de reduzir a extensão da lesão cerebral e preservar funções essenciais (MAJUMDER, 2024; PATOGÊNESE MOLECULAR DOS ACIDENTES VASCULARES ISQUÊMICOS E HEMORRÁGICOS, 2024).
A enfermagem exerce papel fundamental em todas as fases do cuidado, desde a identificação precoce dos sinais clínicos até a reabilitação e reintegração social. Diagnósticos de enfermagem, como déficit de autocuidado, risco de aspiração, déficit de mobilidade física, risco de lesão por pressão e sofrimento emocional, orientam intervenções direcionadas, garantindo segurança, humanização e qualidade na assistência (NANDA-I, 2021; WU, 2022; AARNIO, 2021; HERDMAN; KAMITSURU; LAMOUREUX, 2021).
A atuação educativa e o suporte familiar se mostram essenciais para promover adesão às terapias, prevenir complicações e favorecer a reintegração social, evidenciando que a recuperação vai além da esfera física e depende da rede de apoio e do engajamento do paciente (TSOUNA-HADJIS, 2000; LI, 2025; SILVA; OLIVEIRA; PEREIRA, 2022). Portanto, conclui-se que o cuidado de enfermagem, fundamentado em ciência, humanização e práticas baseadas em protocolos, se revela decisivo para melhorar a qualidade de vida, reduzir complicações e promover autonomia aos pacientes com AVE (SAVER, 2016; POWERS, 2018; EKKER, 2019). Essa abordagem integrada reforça o compromisso da equipe de saúde em oferecer assistência segura, individualizada e centrada no paciente, garantindo o melhor desfecho clínico possível e a reintegração social adequada.
6. CONCLUSÃO
O Acidente Vascular Encefálico (AVE) representa uma das mais graves emergências neurológicas e continua sendo um dos principais desafios para os sistemas de saúde em todo o mundo. Mais do que uma condição clínica, trata-se de um evento que altera profundamente a vida do indivíduo e de sua família, exigindo resposta imediata, acompanhamento contínuo e uma abordagem que vá além do tratamento médico. A análise deste tema permitiu compreender que o AVE não impacta apenas o corpo, mas também a mente, as emoções e as relações sociais, revelando a necessidade de um cuidado integral, que una ciência, técnica e sensibilidade humana.
A rapidez no diagnóstico e na intervenção emerge como um fator decisivo para o prognóstico do paciente. Cada minuto conta, e a atuação ágil das equipes de saúde pode significar a diferença entre a vida e a morte, entre a recuperação funcional e a incapacidade permanente. Nesse contexto, o papel da enfermagem é insubstituível. O enfermeiro, por estar em contato direto e constante com o paciente, torna-se o elo tque conecta o saber técnico à prática assistencial, desempenhando funções que vão desde o reconhecimento precoce dos sinais e sintomas até o acompanhamento da reabilitação após a alta hospitalar.
Durante a elaboração deste trabalho, tornou-se evidente que o cuidado de enfermagem no contexto do AVE deve ser pautado em três pilares fundamentais: conhecimento científico atualizado, prática baseada em evidências e postura humanizada. A aplicação rigorosa de protocolos clínicos e o domínio das técnicas de suporte ao paciente com déficit neurológico são essenciais para reduzir sequelas, prevenir complicações e favorecer a recuperação funcional. Entretanto, tão importante quanto a técnica é a dimensão humana do cuidado a escuta ativa, o respeito à individualidade e a empatia no trato com o paciente e seus familiares.
O processo de reabilitação após o AVE não se limita à restauração das funções motoras ou cognitivas. Ele envolve um processo complexo de reconstrução da autoestima, da autonomia e da identidade do paciente. O apoio emocional oferecido pela equipe de enfermagem, aliado à orientação adequada aos familiares, desempenha papel determinante na adaptação à nova realidade e na superação das limitações impostas pela doença. A família, por sua vez, deve ser vista como parte integrante do processo terapêutico, pois seu envolvimento contribui significativamente para a continuidade do tratamento e para o sucesso da reabilitação.
Outro aspecto relevante é o trabalho interdisciplinar. A atuação articulada entre enfermeiros, fisioterapeutas, fonoaudiólogos, psicólogos, médicos e assistentes sociais reforça a visão de um cuidado integral e centrado na pessoa. O vínculo terapêutico que se constrói entre paciente, equipe e família cria um ambiente de confiança e acolhimento, favorecendo não apenas a recuperação física, mas também a reconstrução emocional e social. Essa abordagem humanizada permite que o paciente se sinta valorizado em sua totalidade, não como portador de uma patologia, mas como um ser humano em processo de reabilitação e redescoberta.
Dessa forma, conclui-se que o compromisso ético e científico da enfermagem é essencial para garantir uma assistência segura, eficaz e humanizada ao paciente com AVE. O enfermeiro, ao unir técnica e compaixão, ciência e empatia, reafirma seu papel como pilar fundamental na promoção da vida, na preservação da dignidade e na recuperação daqueles que enfrentam as consequências dessa condição. A prática da enfermagem, quando orientada por princípios éticos e sustentada pelo conhecimento, transforma-se em um instrumento de esperança capaz de não apenas curar o corpo, mas também restaurar a confiança e o sentido de viver. Assim, cuidar do paciente acometido por AVE é, antes de tudo, um ato de humanidade e de compromisso com a vida.
7. REFERÊNCIAS
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1Discentes da Universidade Anhembi Morumbi
2Orientadora da Universidade Anhembi Morumbi
3Coorientadora da Universidade Anhembi Morumbi
4Enfermeira, Coordenadora da grande área dos cursos da saúde na Universidade Anhembi Morumbi
