ATRIBUIÇÕES DO ASSISTENTE SOCIAL NA ATENÇÃO BÁSICA EM SAÚDE: ANÁLISE ESTATÍSTICA E CONTEXTUAL NO MUNICÍPIO DE ESPIGÃO D’OESTE – RO

REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/ni10202510261333


Adizia de Góes Bacry1
Ilton Moraes2
Gisele Pascoal3
José Henrique Nascimento Souza Junior4


Resumo

O presente estudo tem como objetivo analisar as atribuições do assistente social na Atenção Básica em Saúde no município de Espigão D’Oeste, Rondônia, associando fundamentos teóricos e evidências empíricas obtidas por meio de registros de produção profissional. A pesquisa articula a compreensão qualitativa do papel do Serviço Social no Sistema Único de Saúde (SUS) com a análise estatística descritiva de dados reais, identificando padrões de atuação, distribuição por gênero e variações de carga de trabalho entre diferentes profissionais. Foram utilizados dados de duas bases distintas, obtidos por registros internos, e integrados em tabelas e gráficos para visualização dos resultados. A análise revelou disparidades relevantes na carga de trabalho e na proporção de atendimentos por gênero, evidenciando a necessidade de planejamento estratégico de recursos humanos e de fortalecimento das políticas públicas que valorizem o papel do assistente social na rede de atenção primária

Palavras-chave: Serviço Social; Atenção Primária; Saúde Pública; Estatística em Saúde; SUS.

Abstract

This study aims to analyze the attributions of social workers in Primary Health Care in the municipality of Espigão D’Oeste, Rondônia, combining theoretical foundations and empirical evidence obtained through professional production records. The research articulates a qualitative understanding of the role of Social Work in the Brazilian Unified Health System (SUS) with descriptive statistical analysis of real data, identifying performance patterns, gender distribution, and workload variations among different professionals. Data from two distinct sources were used, obtained from internal records, and integrated into tables and graphs to visualize the results. The analysis revealed relevant disparities in workload and the proportion of services by gender, highlighting the need for strategic human resource planning and strengthening public policies that value the role of social workers in the primary care network (CFESS, 2010).

Keywords: Social Work; Primary Care; Public Health; Health Statistics; SUS.

1. Introdução

O Serviço Social no Brasil desempenha um papel fundamental na garantia de direitos e na promoção da justiça social, sendo uma profissão que articula conhecimentos técnicos, éticos e políticos com práticas voltadas para a transformação social. No contexto da saúde pública, e especialmente na Atenção Básica, o assistente social atua como elo estratégico entre usuários, equipe multiprofissional e políticas públicas, identificando e intervindo nas demandas sociais que impactam diretamente o processo saúde-doença (IAMAMOTO, 2008).

A criação do Sistema Único de Saúde (SUS), pela Constituição Federal de 1988 e regulamentado pelas Leis nº 8.080/1990 e nº 8.142/1990, representou um marco para a ampliação e democratização do acesso aos serviços de saúde. Com base nos princípios da universalidade, integralidade e equidade, o SUS estrutura-se em diferentes níveis de atenção, sendo a Atenção Básica considerada a porta de entrada preferencial e responsável pela organização da rede de cuidados. Nesse nível, o trabalho do assistente social ganha relevância ao lidar com os determinantes sociais da saúde, articulando ações intersetoriais e fortalecendo a cidadania (BRASIL, 2017; BRASIL, 1990).

No município de Espigão D’Oeste, Rondônia, a atuação do assistente social apresenta especificidades relacionadas às características socioeconômicas, culturais e territoriais da região. Com uma população de cerca de 29 mil habitantes, distribuída entre áreas urbanas, rurais e comunidades indígenas, o município enfrenta desafios que vão desde dificuldades de acesso a serviços especializados até barreiras geográficas e limitações de recursos humanos e materiais. A rede de atenção local conta com seis Unidades Básicas de Saúde (UBS) e um Centro de Atenção Psicossocial (CAPS), que atuam de forma articulada na prestação de serviços à população (IBGE, 2022).

A importância do assistente social nesse contexto reside em sua capacidade de compreender e intervir sobre questões que transcendem a dimensão clínica, como pobreza, desemprego, violência, exclusão social e desigualdade de acesso a direitos básicos. Por meio de práticas como acolhimento, escuta qualificada, elaboração de diagnósticos sociais, encaminhamentos e mediação de conflitos, o profissional contribui para o cuidado integral e humanizado, promovendo ações educativas e fortalecendo a autonomia dos indivíduos e famílias (CFESS, 2010; CAVALCANTE, 2013).

Além do contexto descritivo, este estudo inova ao integrar dados estatísticos de produção profissional obtidos em duas bases distintas, permitindo não apenas uma análise qualitativa do papel do assistente social, mas também a identificação de padrões e disparidades na distribuição de atendimentos. Essa abordagem mista — qualitativa e quantitativa — permite aprofundar a compreensão sobre o trabalho desenvolvido e suas implicações para a gestão e o planejamento em saúde (MARQUES, 2016).

Assim, o presente artigo tem como objetivos:

– Analisar as atribuições e práticas do assistente social na Atenção Básica de Espigão D’Oeste.

– Avaliar, por meio de análise estatística, a distribuição de atendimentos entre profissionais e por gênero.

– Discutir as implicações desses achados para a organização do trabalho multiprofissional e para as políticas públicas de saúde.

2. Metodologia

O presente estudo foi desenvolvido a partir de uma abordagem qualitativa e quantitativa, buscando compreender o papel do assistente social na Atenção Básica de Saúde do município de Espigão D’Oeste, aliando análise documental e bibliográfica com a interpretação estatística de dados reais de produção profissional. A abordagem qualitativa possibilitou a análise contextual, enquanto a quantitativa permitiu a identificação de padrões e disparidades na carga de trabalho entre diferentes profissionais (BARDIN, 2011).

A coleta de dados secundários foi realizada a partir de registros internos, provenientes de duas bases distintas que documentam o número de atendimentos realizados por profissionais do serviço social e correlatos, com discriminação por gênero dos usuários atendidos. Além disso, utilizou-se como fonte o conteúdo teórico constante no pré-projeto de artigo científico já elaborado para a Residência Multiprofissional em Saúde da Família de Espigão D’Oeste, fornecido pela autora responsável.

As imagens fornecidas continham tabelas com informações numéricas relativas ao número total de atendimentos por profissional e à distribuição por sexo. Essas informações foram transcritas manualmente para planilhas eletrônicas, garantindo precisão na conversão de dados e preservação da integridade das informações originais. Os dados foram posteriormente consolidados em um único banco para possibilitar cruzamentos e comparações.

A análise estatística foi conduzida inicialmente por meio de estatística descritiva, calculando frequências absolutas e relativas, além de proporções e comparações simples entre profissionais e entre gêneros. Para a apresentação visual, foram construídos gráficos de barras que representam tanto o volume total de atendimentos por profissional quanto a distribuição de gênero em cada base de dados. O processamento foi realizado utilizando a biblioteca pandas e a ferramenta matplotlib no ambiente Python.

Na etapa qualitativa, as informações obtidas foram interpretadas à luz do referencial teórico sobre a atuação do assistente social no Sistema Único de Saúde, com ênfase nos princípios da universalidade, integralidade e equidade, bem como nas especificidades da Política Nacional de Atenção Básica. Essa triangulação de métodos permitiu enriquecer a análise, articulando a realidade empírica com as diretrizes normativas e os fundamentos ético-políticos da profissão.

Todos os procedimentos atenderam às normas éticas previstas na Resolução nº 466/2012 do Conselho Nacional de Saúde, garantindo que os dados utilizados fossem de acesso autorizado, provenientes de registros administrativos e sem identificação nominal de usuários ou informações sensíveis (BRASIL, 2012). Por se tratar de um estudo documental e estatístico com dados secundários, não foi necessária a submissão ao Comitê de Ética em Pesquisa, sendo mantida a confidencialidade e a segurança das informações.

3. Resultados

A consolidação das duas bases de dados provenientes dos registros internos permitiu organizar as informações em uma tabela unificada, integrando o volume total de atendimentos realizados por cada profissional e a distribuição desses atendimentos segundo o sexo dos usuários atendidos.

Tabela 1 – Dados consolidados dos atendimentos por profissional e gênero (Bases 1 e 2)

Fonte: Registros internos da Atenção Básica de Saúde de Espigão D’Oeste (2024).

Gráfico 1 – Volume total de atendimentos por profissional – Base 1

(imagem em barra mostrando maiores volumes para Gisele Pascoal e Rita de Cassia Araujo Peres)

Gráfico 2 – Volume total de atendimentos por profissional – Base 2

(imagem em barra mostrando maior volume para Gisele Pascoal e Ilton Moraes Machado Junior)

Gráfico 3 – Distribuição por sexo – Base 1

(barras agrupadas evidenciando que, na maioria dos casos, os atendimentos masculinos superam ou equilibram com os femininos, exceto para Rita de Cassia Araujo Peres)

Gráfico 4 – Distribuição por sexo – Base 2

(barras agrupadas mostrando variações menores entre masculino e feminino, mas com predominância feminina em alguns profissionais)

A análise da Base 1 revelou que Gisele Pascoal apresentou o maior volume de atendimentos (730), seguida por Rita de Cassia Araujo Peres (411) e Adizia de Goes Bacry (155). Essa diferença significativa pode estar relacionada à divisão territorial das equipes, à disponibilidade horária e à carga de trabalho atribuída a cada profissional.

Na Base 2, os maiores volumes foram registrados por Gisele Pascoal (300) e Ilton Moraes Machado Junior (277), seguidos de Adizia de Goes Bacry (200) e Rita de Cassia Araujo Peres (194). A presença de novos nomes nesta base pode indicar ajustes na composição das equipes ou redistribuição de responsabilidades entre os profissionais.

Quanto à distribuição por gênero na Base 1, observa-se que apenas Rita de Cassia Araujo Peres atendeu uma proporção significativamente maior de mulheres (290 contra 121 homens). Nos demais casos, houve maior equilíbrio ou leve predominância de atendimentos masculinos, como no caso de Gisele Pascoal (383 homens contra 347 mulheres).

Já na Base 2, houve predominância de atendimentos femininos para Adizia de Goes Bacry (135 mulheres contra 65 homens), Fabiana dos Santos Andrade (25 contra 13) e Ilton Moraes Machado Junior (177 contra 100). Essa mudança no perfil de gênero atendido pode refletir variações sazonais, ações específicas de saúde da mulher ou campanhas temáticas realizadas no período.

A comparação entre as duas bases evidencia que alguns profissionais mantêm volumes estáveis entre os períodos analisados, enquanto outros apresentam grandes variações, o que pode indicar mudanças no escopo de atuação, rotatividade de pessoal ou reorganização dos fluxos de atendimento.

4. Discussão

Os resultados obtidos demonstram uma variação expressiva na carga de atendimentos entre os diferentes profissionais analisados, evidenciando que fatores organizacionais, estruturais e até mesmo individuais podem influenciar diretamente a produtividade e a abrangência das ações do assistente social na Atenção Básica. A literatura indica que essas diferenças podem estar associadas não apenas à distribuição territorial e ao número de famílias sob responsabilidade de cada profissional, mas também à articulação intersetorial e ao perfil socioeconômico da população atendida.

No caso da Base 1, observou-se que a profissional Gisele Pascoal concentrou o maior número absoluto de atendimentos (730), o que representa quase cinco vezes o volume registrado por Adizia de Goes Bacry (155). Essa discrepância pode indicar um cenário em que há concentração de demandas em determinadas áreas ou unidades, possivelmente devido a maior densidade populacional, presença de grupos vulneráveis ou ausência de recursos complementares. A análise crítica sugere que essa concentração pode impactar negativamente a qualidade do atendimento, visto que sobrecargas excessivas tendem a reduzir o tempo médio de atenção dedicada a cada usuário.

A Base 2 revela uma mudança relevante na composição dos profissionais e nos volumes atendidos, com destaque para a inserção de Ilton Moraes Machado Junior, que apresentou alto desempenho (277 atendimentos), e a presença de Fabiana dos Santos Andrade, com menor volume (38). Esse cenário pode refletir ajustes administrativos, substituições temporárias ou realocação de profissionais em resposta a demandas emergenciais ou programas específicos. É possível que a inclusão desses novos nomes também esteja relacionada à execução de campanhas sazonais ou de ações focadas em determinados grupos populacionais, como saúde da mulher, saúde mental ou prevenção de doenças crônicas.

Ao analisar a distribuição por gênero na Base 1, verificou-se que, com exceção de Rita de Cassia Araujo Peres, todos os profissionais atenderam um número igual ou superior de homens em relação às mulheres. Tal resultado destoa de achados de outros municípios brasileiros, onde a demanda feminina costuma ser predominante nos serviços de Atenção Básica, possivelmente devido à maior adesão das mulheres a práticas preventivas e consultas periódicas. Esse achado pode estar relacionado a especificidades locais, como a forte presença de trabalhadores do setor agrícola e madeireiro, majoritariamente masculino, que busca atendimento por demandas agudas ou acidentais.

Na Base 2, a situação se inverte parcialmente, com predominância de atendimentos femininos para a maioria dos profissionais, incluindo Ilton Moraes Machado Junior. Essa alteração pode refletir o impacto de políticas públicas de saúde da mulher, como campanhas de prevenção ao câncer de mama e colo do útero, frequentemente realizadas no segundo semestre do ano. É plausível também que fatores sazonais, como o calendário agrícola e o período de férias escolares, tenham influenciado o fluxo de procura por atendimento, alterando a composição de gênero nos registros.

A variação significativa no perfil de atendimentos entre as duas bases indica que a demanda sobre o assistente social não é estática, mas sim dinâmica e fortemente influenciada por fatores externos à própria prática profissional. Isso reforça a importância de gestores adotarem estratégias de planejamento flexível, capazes de redistribuir cargas de trabalho e otimizar a alocação de recursos humanos conforme as flutuações sazonais e territoriais da demanda.

Outro ponto relevante é que a concentração de altos volumes de atendimentos em poucos profissionais pode acarretar sobrecarga e risco de esgotamento, além de comprometer o acompanhamento longitudinal dos casos, essencial para o êxito das ações do Serviço Social. Estudos apontam que a continuidade do cuidado é um dos pilares para a eficácia das intervenções na Atenção Básica, e sua ruptura pode gerar efeitos adversos, como reincidência de problemas sociais e agravamento de situações de vulnerabilidade.

Por fim, a análise cruzada dos dados quantitativos e do contexto descrito no referencial teórico demonstra que a atuação do assistente social em Espigão D’Oeste precisa ser constantemente ajustada para garantir não apenas o cumprimento das metas quantitativas, mas, sobretudo, a qualidade do atendimento prestado. Isso passa pelo fortalecimento das ações intersetoriais, pela capacitação continuada das equipes e pela valorização da categoria profissional dentro das estruturas de gestão municipal de saúde.

5. Conclusão

A análise realizada neste estudo permitiu compreender, de forma aprofundada, as atribuições e a prática do assistente social na Atenção Básica em Saúde do município de Espigão D’Oeste, integrando dados quantitativos sobre o volume de atendimentos e distribuição por gênero com o referencial teórico que fundamenta a profissão. O cruzamento dessas informações evidenciou não apenas as responsabilidades inerentes ao exercício profissional, mas também as dinâmicas que influenciam diretamente a carga de trabalho e a composição da demanda atendida (CFESS, 2010).

Os resultados demonstraram que há variações significativas entre os profissionais quanto ao número de atendimentos realizados, indicando que fatores como localização da unidade, perfil populacional do território e organização interna do serviço influenciam a distribuição da demanda. Essa constatação reforça a necessidade de compreender a atuação do assistente social não como algo homogêneo, mas como uma prática que se molda às especificidades de cada contexto, mantendo, contudo, seu compromisso com os princípios da universalidade, integralidade e equidade do SUS.

A análise da distribuição por gênero nas duas bases revelou mudanças no perfil dos usuários atendidos ao longo do período estudado, sugerindo a influência de políticas públicas específicas, sazonalidade e características socioculturais locais. Essa variação aponta para a importância do acompanhamento contínuo dos indicadores, de modo a ajustar as estratégias de atuação às mudanças na demanda, sem perder de vista a necessidade de manter um olhar integral para todos os grupos populacionais.

Além disso, a integração entre análise estatística e referencial teórico demonstrou que, apesar de variações pontuais, o papel do assistente social permanece essencial na mediação entre usuários e serviços, na defesa dos direitos sociais e na promoção do acesso equitativo aos recursos disponíveis. Essa centralidade justifica o fortalecimento constante da presença desse profissional nas equipes multiprofissionais da Atenção Básica, como estratégia para a efetivação das políticas públicas de saúde e para o enfrentamento das desigualdades sociais que impactam a qualidade de vida da população.

Em síntese, conclui-se que a atuação do assistente social em Espigão D’Oeste é marcada por um dinamismo que exige adaptação permanente às demandas emergentes, mas que preserva, de forma consistente, seu caráter interventivo e emancipador. Essa realidade reforça o entendimento de que o trabalho desse profissional não se limita a respostas pontuais e assistencialistas, mas se constitui como parte fundamental da estrutura do SUS, com potencial para contribuir de forma significativa na construção de um sistema de saúde mais justo, inclusivo e resolutivo.

6. Referências

– BARDIN, Laurence. Análise de conteúdo. São Paulo: Edições 70, 2011.

– BRASIL. Lei nº 8.080, de 19 de setembro de 1990. Diário Oficial da União, Brasília, 1990.

– BRASIL. Ministério da Saúde. Política Nacional de Atenção Básica. Brasília, 2017.

– CFESS – Conselho Federal de Serviço Social. Parâmetros para atuação de assistentes sociais na política de saúde. Brasília: CFESS, 2010.

– CAVALCANTI, Patrícia B. et al. A intersetorialidade enquanto estratégia profissional do serviço social na saúde. Barbarói, n. 39, p. 192-215, 2013.

– IAMAMOTO, Marilda Villela. Serviço social em tempo de capital fetiche. São Paulo: Cortez, 2008.

– IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Censo Demográfico 2022. Rio de Janeiro: IBGE, 2022.

– MARQUES, Glenda L. O Serviço Social no NASF: as condições de trabalho e demandas do exercício profissional. UFSC, 2016.


1Discente da Residência Multi-Profissional em Saúde da Família de Espigão do Oeste. E-mail:  :adizia.bacry@gmail.com

2Discente da Residência Multi-Profissional em Saúde da Família de Espigão do Oeste. E-mail: ilton.moraes@gmail.com

3Tutora  da Residência Multi-Profissional em Saúde da Família de Espigão do Oeste. E-mail: giseli3.kcoal@hotmail.com

4Coordenador Residência  Multi-Profissional em Saúde da Familia  de  Espigão do Oeste . E-mail: jr.fanorte@gmail.com