O PAPEL DA ENFERMAGEM NA PREVENÇÃO DA EPISIOTOMIA E NA PROMOÇÃO DE UM PARTO HUMANIZADO: REVISÃO INTEGRATIVA

REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/ch10202510261325


Ana Beatriz Lopes Bezerra
Halix Clara Pereira da Silva
Orientadora: Profa. Me. Rafaela Seixas Ivo
Coorientadora: Profa. Me. Elisângela de Andrade Aoyama


Resumo

A episiotomia, inicialmente introduzida como prática preventiva contra lacerações graves, ainda é realizada de forma frequente no Brasil, em desacordo com a recomendação da Organização Mundial da Saúde de que sua taxa não ultrapasse 10% dos partos. Este estudo teve como objetivo analisar, por meio de uma revisão integrativa, as contribuições da enfermagem na prevenção da episiotomia e na promoção de um parto humanizado. Foram selecionados 11 estudos publicados entre 2020 e 2025 que abordaram práticas obstétricas, fatores associados ao trauma perineal, violência obstétrica, uso de tecnologias não farmacológicas e a autonomia da mulher no processo de parturição. Os resultados evidenciaram que a presença do enfermeiro obstetra está associada à redução da episiotomia, ao respeito às escolhas maternas, à adoção de métodos de cuidado humanizados e à menor ocorrência de eventos adversos obstétricos e neonatais. Destacou-se ainda a relevância da educação em saúde, visto que muitas gestantes desconhecem riscos, benefícios e alternativas ao procedimento, o que limita a tomada de decisão informada. Conclui-se que a enfermagem possui papel estratégico na consolidação de práticas humanizadas e baseadas em evidências, fortalecendo a autonomia feminina e promovendo um parto mais seguro, acolhedor e centrado na mulher.

Palavras-chave: Episiotomia; Assistência de Enfermagem; Parto. 

Abstract

Episiotomy, initially introduced as a preventive practice against severe lacerations, is still frequently performed in Brazil, contrary to the World Health Organization’s recommendation that its rate not exceed 10% of births. This study aimed to analyze, through an integrative review, the contributions of nursing in preventing episiotomy and promoting a humanized birth. Eleven studies published between 2020 and 2025 were selected, addressing obstetric practices, factors associated with perineal trauma, obstetric violence, the use of non-pharmacological technologies, and women’s autonomy in the birthing process. The results showed that the presence of an obstetric nurse is associated with a reduction in episiotomy rates, respect for maternal choices, the adoption of humanized care methods, and a lower incidence of obstetric and neonatal adverse events. The importance of health education was also highlighted, as many pregnant women are unaware of the risks, benefits, and alternatives to the procedure, which limits informed decision-making. The conclusion is that nursing plays a strategic role in consolidating humane and evidence-based practices, strengthening female autonomy and promoting a safer, more welcoming, and woman-centered birth.

Keywords: Episiotomy; Nursing Care; Parturition.

1 INTRODUÇÃO

O processo de episiotomia foi introduzida no século XVIII para prevenir lacerações graves e minimizar traumas em partos instrumentais, tornou-se prática padrão nos hospitais ao longo do século XX. No entanto, pesquisas a partir da década de 1990 questionaram sua eficácia, indicando que o procedimento pode aumentar o risco de lacerações e estar associado a complicações como dor perineal prolongada, infecção, dispareunia e disfunção sexual (Pereira et al., 2024). Além disso, de ser considerada uma forma de violência obstétrica, sendo amplamente utilizada em alguns países para garantir partos vaginais sem complicações, especialmente na segunda metade do século XX (Aguiar et al., 2020).

A episiotomia é um procedimento onde se realiza uma incisão que amplia o canal vaginal até o períneo, que atinge as estruturas que são responsáveis pela sustentação de órgãos e pode ter relações com o clitóris, como vasos sanguíneos, músculos, tendões, e estruturas do períneo. A possibilidade da perda do controle urinário, fecal e da sensibilidade, assim como dispareunia e prolapso de órgãos pode ser causado pela lesão provocada (Reis et al., 2024).

A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda que a taxa de episiotomia não ultrapasse 10% nos partos. A qual apresenta 56 recomendações organizadas, incluindo a recomendação de evitar a realização rotineira ou excessiva desse procedimento. Apesar disso, no Brasil, as taxas de episiotomia permanecem elevadas, especialmente em hospitais privados, onde podem ultrapassar 50%. No sistema público, os índices são menores, mas ainda preocupantes, girando em torno de 30%. Em contraste, países como Suécia e Reino Unido apresentam taxas inferiores a 10%, evidenciando a eficácia de diretrizes que desencorajam o uso indiscriminado da episiotomia (Aguiar et al., 2020).

Atualmente, não há consenso sobre indicações definitivas para a episiotomia, sendo recomendada apenas em situações específicas, como sofrimento fetal, necessidade de acelerar o parto ou risco de lacerações extensas. A prática rotineira é desencorajada, pois pode trazer mais riscos do que benefícios. As Diretrizes da OMS reforçam que a decisão deve ser individualizada, baseada em uma avaliação criteriosa dos riscos e benefícios para cada parturiente. O tema ainda gera debates, destacando a importância de uma abordagem baseada em evidências para garantir a segurança e o bem-estar materno (Reis et al., 2024).

Possíveis complicações associadas à realização desse procedimento incluem hemorragia, edema, infecção, hematoma, dispareunia, fístulas retovaginais, necessidade de correção cirúrgica em decorrência de problemas de cicatrização, além de dor persistente no período pós-parto (Cardoso; Rocha, 2023). Sendo sancionada a Lei n° 7.461, de 28 de fevereiro de 2024, considera que qualquer ato que possa causar constrangimento, dor e/ou qualquer sofrimento seja ele físico ou psicológico à mulher durante o trabalho de parto ou pré-natal, incluindo recusa de atendimento e de procedimentos desnecessários ou a falta de informação da realização do mesmo e até mesmo o uso de medicamentos em excesso constitui como violência obstétrica (Brasil, 2024).

Apesar de a violência obstétrica ainda preocupar muitas gestantes, sobretudo diante da prática rotineira da episiotomia, o enfermeiro desempenha papel essencial na assistência ao parto humanizado, adotando cuidados que promovem segurança e minimizam traumas (Silva; Santos; Passos, 2022). Nesse cenário, a enfermagem utiliza práticas não farmacológicas para auxiliar no manejo da dor e proporcionar conforto, tornando a experiência do parto mais positiva. Entre essas estratégias destacam-se o ambiente acolhedor, a aromaterapia, a musicoterapia, as massagens e a presença de doula ou acompanhante de escolha da mulher. Tais métodos valorizam o parto normal e, quando aplicados de forma adequada, contribuem para o alívio da dor, redução de efeitos colaterais e fortalecimento da assistência humanizada (Silva et al., 2021). 

Diante do exposto, percebe-se a relevância de aprofundar o conhecimento acerca da atuação da enfermagem frente à episiotomia e sua relação com a humanização do parto, visto que práticas baseadas em evidências podem reduzir intervenções desnecessárias e promover maior autonomia e bem-estar à mulher. Nesse contexto, este estudo tem como objetivo revisar e sintetizar as evidências científicas sobre as contribuições da atuação da enfermagem na prevenção da episiotomia e na promoção do parto humanizado em mulheres em trabalho de parto. 

2 METODOLOGIA

A revisão integrativa é uma metodologia de pesquisa que reúne, analisa criticamente e sintetiza estudos já publicados sobre um tema, favorecendo uma compreensão ampla do conhecimento existente. Diferente de uma revisão narrativa, busca integrar resultados de pesquisas com diferentes abordagens, identificando avanços, lacunas e contradições na literatura. Ao avaliar a qualidade e a relevância dos estudos, a revisão integrativa oferece evidências consistentes que orientam a prática profissional e o desenvolvimento de novas investigações (Camargo et al., 2023). Além de embasar teoricamente trabalhos acadêmicos, contribui para evitar duplicações, direcionar pesquisas futuras e situar o estudo em um contexto científico mais amplo, evidenciando conexões com produções anteriores e seu papel no avanço do conhecimento (Sampaio et al., 2022).

Uma revisão integrativa pode ser organizada em seis etapas, que seriam elas: 
identificação do tema e seleção de pesquisa, estabelecimento de critérios de inclusão e exclusão, identificação dos estudos pré-selecionados, categorização dos estudos selecionados, análise e interpretação dos resultados e apresentação da síntese de conhecimento. Trata-se de uma metodologia específica que orienta de forma sistemática as etapas de uma pesquisa qualitativa. Associada a essas etapas pode-se encontrar a proposta de protocolo de pesquisa, por meio da qual o pesquisador delimita o tipo de estudo, define o tema e a questão norteadora, além de selecionar os descritores e as bases de dados que serão utilizadas (Rodrigues, Sachinsk, Martins, 2022).

A pergunta norteadora foi elaborada com base na estratégia PICO (P – população, I – intervenção, C – comparação, O – desfecho), estruturada da seguinte forma: P – mulheres em trabalho de parto; I – contribuições da atuação da enfermagem; C – não se aplica a este estudo; O – prevenção da episiotomia e promoção do parto humanizado. Assim, formulou-se a seguinte questão: Quais são as contribuições da atuação da enfermagem na prevenção da episiotomia e na promoção de um parto humanizado em mulheres em trabalho de parto?

Para a construção desta revisão de literatura, realizou-se uma busca sistemática nas bases de dados LILACS (Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde), SciELO (Scientific Electronic Library Online), BDENF (Base de Dados de Enfermagem) e MEDLINE

(Medical Literature Analysis and Retrieval System Online) por meio da base de dados BVS. Foram utilizados os descritores “episiotomia”, “assistência de enfermagem” e “parto vaginal”, cujas combinações foram organizadas de modo a assegurar maior abrangência e precisão na recuperação das produções científicas pertinentes ao tema. A escolha dessas bases justifica-se por sua relevância e abrangência, uma vez que reúnem estudos nacionais e internacionais de grande impacto para a área da saúde, especialmente em enfermagem e obstetrícia.

Empregaram-se os descritores constantes nos Descritores em Ciências da Saúde (DeCS), como episiotomia, parto vaginal e mulheres, para orientar a pesquisa nas principais bases de dados científicas. Também foram incorporados descritores não controlados, definidos a partir de leituras preliminares e análises de publicações anteriores, garantindo maior abrangência na coleta das referências. A busca avançada considerou as particularidades de cada base, combinando os descritores por meio dos operadores booleanos AND e OR e cruzando os termos conforme a estratégia PICO, de modo a refinar a seleção e assegurar a pertinência dos artigos. Essa metodologia permitiu identificar estudos relevantes, assegurar rigor científico e consolidar o referencial teórico de forma consistente e abrangente.

Foram estabelecidos critérios de inclusão e exclusão para orientar a seleção dos artigos. Como critérios de inclusão, consideraram-se estudos publicados em português, inglês e espanhol, disponíveis na íntegra, relacionados às palavras-chave selecionadas e publicados entre os anos de 2020 e 2025, artigos originais, revisões sistemáticas, meta análise, bem como estudos qualitativos e quantitativos. Como critérios de exclusão, descartaram-se trabalhos duplicados, resumos simples e artigos que não apresentassem relevância para a questão norteadora.

3 REVISÃO DE LITERATURA 

Figura 1 – Fluxograma de identificação, seleção e inclusão de artigos, para a elaboração de pesquisa. Brasília, Distrito Federal, Brasil, 2025.

Fonte: Pesquisa Direta, (2025).

4 RESULTADOS 

Após análise das pesquisas identificadas nas bases de dados, foram selecionados para leitura 11 artigos, dos quais 10% (N=1) foram encontrados na MEDLINE, 10% (N=1) na Scielo, 30% (N=3) na BDENF e 50% (N=6) no LILACS. Observou-se que a quantidade de publicações foi maior no ano de 2020, com quatro artigos, seguida pelos anos de 2021, 2023 e 2024, cada um com dois estudos publicados e por fim 2022 com um artigo publicado. Constatou-se, ainda, que 80% dos artigos estavam publicados na língua portuguesa e 20% dos artigos estavam publicados na língua inglesa.

Gráfico 1 – representação de dados quanto ao ano dos artigos analisados

Fonte: Pesquisa Direta, (2025).

As pesquisas selecionadas contemplaram uma diversidade de temáticas relevantes para a área obstétrica, abrangendo desde as práticas obstétricas e seu impacto no bem-estar materno até a ocorrência de trauma perineal e os fatores a ele associados. Também foram identificados estudos que discutem as práticas de cuidado no período puerperal, a prevalência e os fatores relacionados à episiotomia, bem como aspectos da violência obstétrica e da autonomia da mulher no processo de parturição. Outras investigações abordaram eventos adversos obstétricos e neonatais, o uso de tecnologias de cuidado voltadas à assistência ao parto normal, a percepção das mulheres acerca da assistência recebida durante o parto e o nascimento, além dos fatores que influenciam o trauma perineal. Complementarmente, foram evidenciadas pesquisas que analisam o papel do enfermeiro na promoção do parto humanizado e os modelos colaborativos de assistência ao parto em instituições hospitalares privadas.

A partir dessa seleção, procedeu-se à organização e descrição das informações referentes ao autor e ano de publicação, título do estudo, objetivos propostos e principais resultados evidenciados.

Quadro 1 – Descrição dos artigos selecionados para o estudo de revisão integrativa.

AUTOR/ ANOTÍTULOOBJETIVORESULTADOS ANALISADOSCONCLUSÃO
1- Alvares, A.S., et al, 2020Práticas obstétricas hospitalares e suas repercussões no bem-estar maternoAnalisar a associação das práticas assistenciais realizadas por profissionais obstétricos com os níveis de bem-estar/mal-estar materno. Método Estudo quantitativo, realizado em uma Unidade de Pré-Parto/Parto/ Pós-parto de um Hospital de Ensino com puérperas de parto normal.Foi realizada associação entre as práticas obstétricas e os níveis de bem-estar/mal-estar materno. Resultados Participaram 104 puérperas. As práticas obstétricas que trouxeram mal-estar as parturientes e que obtiveram significância estatística foram realização de amniotomia (p=0,018), realização de episiotomia (p=0,05), adoção de posições horizontalizadas no período expulsivo (p=0,04), a não utilização de tecnologias não invasivas de cuidado (p=0,029) e o não contato pele a pele mãe-filho (p=0,002). Para a maioria das mulheres, a presença de acompanhante favoreceu o bem-estar, mesmo não tendo uma associação significativamente estatística. Após a realização de regressão logística a não realização de amniotomia foi a única variável que se mostrou significância no bem-estar materno. Práticas obstétricas humanizadas têm maior potencial de promover bem-estar materno. Nota-se a importância da enfermeira obstétrica na realização de práticas que proporcionam maior bem-estar às parturientes.
2- Calegari, R.D.S, 2020Trauma perineal e seus fatores associados em partos assistidos por enfermeiros obstetras em um hospital SUSObjetivou-se avaliar ocorrência e fatores associados ao trauma perineal em partos assistidos por enfermeiro obstetra em um hospital do SUS.Estudo de prevalência retrospectivo, realizado com 738 puérperas entre janeiro e dezembro de 2018. Procedeu-se estatística descritiva, realizadas análises univariadas e bivariadas, e calculados intervalos de confiança de 95%. As variáveis que se associaram à integridade perineal foram idade igual ou superior a 20 anos e maior paridade prévia, havendo tendência no grupo que não realizou analgesia durante o trabalho de parto, e inversamente proporcional ao peso do recém-nascido.As lacerações espontâneas associaram-se com idade precoce em relação ao grupo de 20-35 anos, havendo tendência nas acima de 35 anos. A episiotomia não associou-se à nenhuma variável. O emprego de tecnologias obstétricas não invasivas pode estar relacionado à proteção contra trauma perineal. A assistência ao parto liderada por enfermeiro obstetra colabora para a redução de intervenções desnecessárias, contribuindo para uma assistência humanizada.
3- Castiglioni, C.M., et al, 2020Práticas de cuidado no puerpério desenvolvidas por enfermeiras em Estratégias de Saúde da FamíliaConhecer as práticas de cuidado desenvolvidas por enfermeiras de Estratégias de Saúde da Família para mulheres no puerpério.As consultas puerperais acontecem em torno de uma a duas vezes dentro de 30 dias e são realizadas, majoritariamente, pelas enfermeiras por meio do exame físico obstétrico, cuidados com a incisão da cesariana ou episiotomia, avaliação de aspectos emocionais e orientações sobre sexualidade, planejamento reprodutivo, amamentação, cuidados com o recém-nascido e vínculo entre mãe e bebê.As enfermeiras percebem a relevância das práticas do cuidado e suas principais características, pois reconhecem as alterações hormonais, emocionais e sociais do período e a importância da atuação de profissionais nessa fase cercada por transformações, adaptações e vulnerabilidade.
4- Lucena, N.C., et al, 2023Prevalência de episiotomia em uma maternidade de referência em alto risco e seus fatores associados.Analisar a prática da episiotomia em uma maternidade de alto risco e seus fatores associados.Em 5,41% (18) das parturientes, realizou-se episiotomia; 66,67% (12) tinham histórico de síndrome hipertensiva na gestação; 55,56% (10) encontravam-se na faixa etária de 20-29 anos; das parturientes, 94,44% (17) pariram em posição litotômica; 94,44% (17) eram primíparas, sem acompanhante na hora do parto, 88,89% (16); e 66,11% (11) tiveram assistência prestada por profissional médico.Muitas são as barreiras a serem enfrentadas para promover e ressaltar o protagonismo da mulher durante o processo de parir, as informações trazidas por este estudo permitiram concluir a continuidade da prática da episiotomia. Com isso, espera-se que o estudo contribua para mudança, readequação e sensibilização das práticas obstétricas profissionais para que ocorra uma transformação desse cenário. 
5- Polavarapu, M., et al, 2024.Role of Obstetric Violence and Patient Choice: Factors Associated With Episiotomy.Analisar as diversas formas de violência obstétrica associadas à realização de uma episiotomia e à possibilidade de escolha em se submeter a uma episiotomia.  No geral, 21% das entrevistadas relataram ter sido submetidas a uma episiotomia, e 75% delas relataram não ter tido escolha em se submeter a esse procedimento. Após o ajuste para covariáveis, sentir-se pressionada a induzir o parto (aOR, 1,31; IC 95%, 1,28-1,35) e a usar analgesia epidural (aOR, 1,82; IC 95%, 1,77-1,88) aumentou as chances de se submeter a uma episiotomia. Ter uma parteira durante o parto reduziu significativamente as chances de uma episiotomia. As entrevistadas que indicaram ter sido tratadas com violência por profissionais de saúde tiveram 95% menos probabilidade de ter escolha em se submeter a uma episiotomia.  Este é o primeiro estudo a examinar outras formas de violência obstétrica como correlatos da episiotomia e da possibilidade de escolha. Medidas institucionais padronizadas contra a violência obstétrica, a capacidade das pacientes de tomar decisões autônomas por meio de consentimento informado e o envolvimento de parteiras podem reduzir procedimentos de parto clinicamente desnecessários e as complicações associadas.
6- Ribeiro, K.D.S.C, et al, 2024.Obstetric and neonatal adverse events and association with care models: a cohort study  Analisar a prevalência de práticas na atenção ao parto, eventos adversos obstétricos e neonatais e sua associação com modelos assistenciais em três serviços de saúde públicos.No serviço A, nenhuma mulher foi submetida à manobra de Kristeller, episiotomia, incentivos a puxos dirigidos ou mais de um toque vaginal por hora. Enquanto, no serviço C, 19,3%, 39,9%, 77,1% e 26,3% das mulheres foram submetidas a essas intervenções, respectivamente. Os eventos adversos ocorreram em 19,2% dos binômios. A ocorrência dos eventos adversos foi associada ao não uso do partograma (p=0,001; OR: 11,03; IC: 2,64-45,99) e episiotomia (p=0,042; OR: 1,72; IC: 1,02-2,91). A probabilidade média de apresentar algum evento adverso foi de 5% no serviço A, 21% no serviço B e 24% no serviço C.Os eventos adversos apresentaram menor probabilidade média de ocorrência no serviço com atuação exclusiva de enfermeiras obstetras, no qual se identificou maior aplicação das recomendações para assistência ao parto e nascimento.
7- Rocha, E.P.G.D., et al, 2021Tecnologias do cuidado na assistência ao parto normal: práticas de enfermeiros e médicos obstetras.Analisar as tecnologias do cuidado na assistência ao parto normal utilizadas por enfermeiros e médicos obstetras.Houve maior prevalência e associação da amamentação e livre escolha da posição nos partos assistidos por enfermeiro, e com métodos não farmacológicos para alívio da dor, episiotomia, ocitocina, ordens verbais e posição supina nos partos assistidos por profissional médico. No modelo final da regressão, permaneceram associadas aos partos auxiliados por enfermeiro as maiores chances de a mulher ter livre escolha na posição de parir, de não ser efetuada a episiotomia e não ser administrada ocitocina.Tecnologias do cuidado capazes de favorecer a autonomia da mulher e sua individualidade no parto normal foram associadas ao enfermeiro obstetra, oportunizando uma assistência respeitosa e segura(AU).
8- Rodrigues, D.P.A, et al., 2022Percepção de mulheres na assistência ao parto e nascimento: obstáculos para a humanização.Compreender a percepção das mulheres quanto à assistência recebida durante o parto e nascimento.As percepções das puérperas sobre a assistência ao parto recebida apontaram a utilização de intervenções, tais como manobras de pressão sobre o fundo uterino no período expulsivo – manobra de Kristeller, episiotomia e toque vaginal repetidos e sem consentimento. A utilização de rotinas institucionais, como a dieta zero, parto horizontal e desrespeito.Apesar do incentivo das políticas públicas de humanização, o modelo tecnocrático ainda se faz presente na assistência obstétrica ao parto. A humanização da assistência obstétrica requer mudanças de atitudes e paradigmas assistenciais, a fim de garantir respeito e direito à assistência de qualidade.
9- Rodrigues,K.J.D, et al, 2021Fatores intervenientes no comportamento da musculatura perineal em parturientes de centro de parto normalConhecer a frequência e os tipos de traumas perineais em partos vaginais, bem como verificar a associação da paridade, posição do parto e peso do recém-nascido com a situação perineal, após o nascimento.Dos 2.367 partos registrados, em 1.629 (68,7%) houve traumatismo perineal, sendo as lacerações de primeiro grau as mais prevalentes (43,9%). Nas primíparas e nos partos em posição litotômica e semi-sentada, constataram-se maiores percentuais de episiotomia (<0,0001). Quando o peso do recém-nascido era menor do que 2500 gramas, foi maior o percentual de períneo íntegro e, nos maiores de 4000 gramas, foi maior o percentual de lacerações de segundo grau (<0,0001).Houve influência das variáveis estudadas na situação do períneo após o nascimento. O trauma perineal continua a ser uma preocupação, devido à prevalência e às consequências futuras às mulheres. Conhecer os fatores que podem influenciar sua ocorrência é essencial para melhoria da assistência obstétrica.(AU)
10- Santana, D.P., et al, 2023.O papel do enfermeiro no parto humanizado: A visão das parturientesIdentificar e conhecer a visão das parturientes em relação ao papel do enfermeiro no parto humanizado.De acordo com os dados obtidos na pesquisa 14,28% das participantes reportaram que houve ameaça, foram impossibilitadas de caminhar, procurar posições mais confortáveis e aplicação de episiotomia, a presença do acompanhante foi impossibilitada em 28,6% das participantes. Os toques vaginais por diferentes pessoas aconteceram em 57,14% das participantes, 35,71% relataram o encaminhamento do bebê para sala de procedimentos sem nenhuma justificativa considerável.O papel do enfermeiro é de grande importância para preparar a mulher antes, durante e após o trabalho de parto com orientações sobre os seus direitos,o enfermeiro deve estar preparado constantemente para atender a sua comunidade. (AU)
11- Souza, F.C.D., 2020Avaliação da assistência colaborativa ao trabalho de parto e parto por enfermeiras em hospitais privados brasileiros.Avaliar a adequação da assistência ao trabalho de parto e parto vaginal por enfermeiras em hospitais privados brasileiros, atividade prevista no PPA. A análise incluiu 12 hospitais privados selecionados de forma intencional, dentre os 23 que receberam a intervenção PPA.Todas as análises bivariadas foram utilizadas o teste chi-quadrado para verificar diferenças entre proporções por meio do programa estatístico R versão 3.6.1 para amostras complexas. Foram entrevistadas 4.882 mulheres. Do total de mulheres com trabalho de parto, mais de 50% receberam assistência no modelo colaborativo e menos de 3% dos partos vaginais foram assistidos por enfermeiras. Foram avaliadas 29 práticas assistenciais. Todas as práticas benéficas, exceto oferta de dieta, posição no parto e não separação mãe-bebê na primeira hora de vida, apresentaram desempenho satisfatório. Dentre as práticas prejudiciais ou com uso excessivo/inadequado, enema, tricotomia e manobra de Kristeller apresentaram desempenho satisfatório; amniotomia, cardiotocografia e episiotomia desempenho intermediário; infusão intravenosa, cateterização venosa, analgesia, ocitocina e transferência de sala na hora do parto, insatisfatório.Os resultados sugerem avanços na adequação da assistência ao trabalho de parto e parto vaginal em hospitais privados submetidos à intervenção PPA, porém alguns aspectos devem ser aprimorados como a maior valorização do trabalho da enfermagem, em especial, na assistência ao parto vaginal.

5 DISCUSSÃO 

A episiotomia permanece como uma prática recorrente no contexto obstétrico brasileiro, refletindo um modelo de assistência centrado na intervenção e na padronização de condutas. Essa permanência indica a dificuldade de romper com práticas tradicionais e com uma cultura médica que, por muito tempo, considerou o parto um evento essencialmente técnico e de controle profissional. Essa visão interfere diretamente na autonomia feminina e na humanização do parto, pois transfere o controle do cuidado para terceiros, limitando a mulher em seu papel de protagonista do próprio corpo e parto.

Alvares et al. (2020) e Rodrigues et al. (2022) apontam que a episiotomia é amplamente praticada, sobretudo em hospitais privados, como reflexo de um modelo obstétrico intervencionista que negligencia a avaliação individual e a fisiologia natural do parto. Essa prática contribui para maior desconforto materno, elevação nas taxas de complicações perineais e prolongamento da recuperação, configurando uma forma de violência obstétrica ao desconsiderar a vontade e o consentimento da parturiente. 

Esse cenário revela que a adoção rotineira da episiotomia ainda é sustentada por paradigmas ultrapassados, que associam o controle técnico à segurança do parto. Contudo, essa crença se mostra contraditória diante das evidências científicas que comprovam os riscos e as consequências negativas da intervenção indiscriminada. O desafio atual reside em reorientar a assistência obstétrica para uma perspectiva que priorize a autonomia, o respeito e o cuidado centrado na mulher, substituindo a padronização pela avaliação criteriosa de cada caso. 

Pereira et al. (2024) destacam que a utilização da episiotomia sem critérios clínicos claros eleva o risco de trauma perineal, dispareunia e disfunção sexual, sem benefícios comprovados para a saúde materna. Já Reis et al. (2024) reforçam que sua indicação deve ocorrer apenas em situações específicas, como sofrimento fetal ou iminência de laceração grave, desde que precedida de consentimento informado e diálogo entre profissional e parturiente.

A análise desse debate revela a importância de superar práticas automáticas e de promover a reflexão crítica sobre os procedimentos obstétricos. O parto deve ser compreendido como um evento fisiológico e social, em que a mulher ocupa papel central e ativo. A superação da episiotomia de rotina exige o fortalecimento de políticas públicas, protocolos baseados em evidências e uma formação profissional que valorize o respeito, a escuta e o protagonismo feminino.

Calegari (2020) e Rocha et al. (2021) afirmam que a presença do enfermeiro obstetra é um fator protetivo contra intervenções desnecessárias, pois esse profissional promove o cuidado individualizado e o respeito às escolhas maternas, aplicando métodos não farmacológicos para o alívio da dor. A atuação do enfermeiro obstetra representa um avanço significativo na assistência ao parto, por integrar o cuidado técnico ao olhar humanizado e centrado na mulher.

A atuação da enfermagem representa uma mudança significativa no paradigma assistencial, uma vez que incorpora uma visão mais integral e humanizada do parto. O enfermeiro obstetra, ao priorizar o vínculo, o diálogo e a autonomia da gestante, contribui para a redução de práticas invasivas e para o fortalecimento da confiança da mulher em seu corpo e em sua capacidade de parir. No entanto, a transformação desse modelo não depende apenas da presença desse profissional, mas também da reestruturação das instituições de saúde e do envolvimento multiprofissional em prol de uma assistência ética e respeitosa.

Polavarapu et al. (2024) e Santana et al. (2023) enfatizam que o conhecimento limitado das gestantes sobre a episiotomia compromete a tomada de decisão informada, destacando a relevância da educação em saúde como ferramenta essencial de empoderamento feminino. A falta de informação adequada sobre o procedimento e suas consequências impede que a mulher exerça plenamente seu direito ao consentimento informado, tornando-a mais vulnerável a práticas intervencionistas desnecessárias. A educação em saúde, quando conduzida de forma clara e acessível, possibilita que a gestante compreenda melhor o processo do parto, reconheça seus direitos e participe ativamente das decisões relacionadas ao seu corpo e à sua experiência de parto. 

A educação pré-natal, quando conduzida de forma acessível e empática, amplia a compreensão das gestantes sobre seus direitos e sobre os procedimentos obstétricos, fortalecendo a autonomia e reduzindo o medo associado ao parto. O processo educativo permite que a mulher se reconheça como sujeito ativo, capaz de decidir sobre seu corpo e vivenciar o parto de maneira consciente. Além disso, o diálogo contínuo entre gestante e equipe multiprofissional favorece a construção de vínculos e de confiança, criando um ambiente mais acolhedor e menos medicalizado.

Ribeiro et al. (2024) demonstram que serviços com atuação predominante de enfermeiros obstetras apresentam menores taxas de intervenções desnecessárias, maior satisfação materna e melhores resultados neonatais. Esses achados evidenciam o papel essencial da enfermagem obstétrica na promoção de práticas seguras e humanizadas, que respeitam o processo fisiológico do parto e priorizam o bem-estar da mulher e do recém-nascido. A presença do enfermeiro obstetra contribui para a criação de um ambiente de confiança e acolhimento, reduzindo o medo e a ansiedade da parturiente e fortalecendo o vínculo entre profissional e gestante. Além disso, a atuação desse profissional favorece a adoção de condutas baseadas em evidências científicas e no diálogo, reforçando o protagonismo feminino e a construção de uma assistência obstétrica mais ética, empática e centrada na mulher.

Esses achados reforçam a importância da enfermagem obstétrica na consolidação de um modelo assistencial mais humano e menos intervencionista. A presença desses profissionais contribui para uma abordagem que respeita o ritmo fisiológico do parto e as escolhas da mulher, promovendo um cuidado centrado na pessoa e não apenas na técnica. O fortalecimento da enfermagem obstétrica, aliado à educação das gestantes e à implementação de protocolos baseados em evidências, constitui um caminho promissor para a redução da episiotomia e de outras intervenções desnecessárias. 

Polavarapu et al. (2024) e Santana et al. (2023) destacam a carência de estudos que explorem a experiência das mulheres submetidas à episiotomia, especialmente em aspectos emocionais e culturais. Essa lacuna evidencia a necessidade de ampliar o olhar sobre a assistência obstétrica, incorporando abordagens que valorizem a experiência subjetiva das mulheres submetidas à episiotomia. 

É essencial que as pesquisas e práticas assistenciais considerem não apenas os aspectos técnicos do procedimento, mas também suas implicações emocionais, sociais e culturais. Compreender os sentimentos, expectativas e percepções das mulheres contribui para um cuidado mais sensível e centrado na pessoa. A transformação do modelo obstétrico, portanto, não se limita à redução de intervenções, mas requer uma mudança profunda de paradigma, pautada no respeito à autonomia, na escuta ativa e na promoção de um parto seguro, digno e verdadeiramente humanizado.

6 CONSIDERAÇÕES FINAIS

O presente estudo permitiu compreender que, apesar dos avanços nas políticas de humanização do parto, a episiotomia ainda é praticada de forma rotineira em muitas instituições, frequentemente sem o devido consentimento informado da parturiente. Essa realidade evidencia a necessidade de mudanças profundas nas práticas obstétricas, com foco no respeito aos direitos das mulheres e na redução de intervenções desnecessárias. 

Os resultados apontam que a atuação da enfermagem obstétrica exerce papel central na promoção de um parto mais seguro e humanizado. Profissionais de enfermagem, por meio de cuidados baseados em evidências e do uso de tecnologias não invasivas, contribuem para a prevenção da episiotomia, para a redução do trauma perineal e para a garantia de maior autonomia às mulheres durante o trabalho de parto. 

Recomenda-se que futuras pesquisas explorem essas percepções e estratégias educativas para ampliar a autonomia das gestantes no processo de parto. A inclusão de contextos internacionais e metodologias mistas pode fornecer uma compreensão mais completa dos impactos clínicos e subjetivos da episiotomia. Por fim, políticas de humanização e ações educativas dirigidas a gestantes e puérperas são essenciais para promover práticas obstétricas seguras, centradas na mulher e baseadas em evidências. 

Além disso, ficou evidente a importância da educação e da orientação pré-natal para ampliar o conhecimento das gestantes sobre seus direitos, os riscos e benefícios da episiotomia e as alternativas disponíveis. A presença do enfermeiro obstetra e de um acompanhante de escolha também se mostrou fator de proteção contra procedimentos desnecessários e violência obstétrica. 

Dessa forma, conclui-se que a enfermagem tem potencial estratégico para transformar o cenário do parto no Brasil, fortalecendo práticas humanizadas e promovendo a integralidade do cuidado. Novas pesquisas são recomendadas para ampliar a compreensão sobre os fatores institucionais e culturais que mantêm a alta prevalência da episiotomia, bem como para avaliar estratégias eficazes de sensibilização e capacitação dos profissionais de saúde.

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