ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM À MULHERES VÍTIMAS DO CÂNCER DO COLO DE ÚTERO: UMA REVISÃO INTEGRATIVA

REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/cl10202510121240


Edileni Lima do Monte1
Jaqueline Claudia Jesus de Souza2
Maria Frrancisca Basto Serra3
Enzo Kaique da Silva Lopes4


RESUMO

O objetivo deste estudo é destacar as estratégias e intervenções adotadas pela enfermagem na assistência a mulheres diagnosticadas com câncer do colo do útero, além de avaliar seu impacto na qualidade de vida das pacientes. A metodologia utilizada foi uma revisão integrativa da literatura, abrangendo a análise de artigos científicos relevantes ao tema. Os resultados indicam que a assistência de enfermagem desempenha um papel crucial, desde a prevenção até os cuidados paliativos. As intervenções incluem educação em saúde, suporte emocional e manejo de sintomas, que se mostraram eficazes na melhoria da qualidade de vida das pacientes. Conclusivamente, a pesquisa reafirma a importância da abordagem humanizada e integral na assistência de enfermagem, evidenciando a necessidade de capacitação contínua dos profissionais e a implementação de políticas públicas que ampliem o acesso a cuidados adequados. A atuação da enfermagem não apenas melhora os desfechos clínicos, mas também promove um cuidado mais digno e respeitoso às mulheres acometidas por esta doença.

Palavras-chave: Câncer Cervical. Neoplasias. Cuidados de Enfermagem.

ABSTRACT

The objective of this study is to highlight the strategies and interventions adopted by nursing in the care of women diagnosed with cervical cancer, as well as to assess their impact on the patients’ quality of life. The methodology employed was an integrative literature review, encompassing the analysis of relevant scientific articles on the subject. The results indicate that nursing assistance plays a crucial role, from prevention to palliative care. Interventions include health education, emotional support, and symptom management, which have proven effective in improving the patients’ quality of life. In conclusion, the research reaffirms the importance of a humanized and comprehensive approach in nursing care, emphasizing the need for ongoing professional training and the implementation of public policies that enhance access to appropriate care. The nursing role not only improves clinical outcomes but also promotes a more dignified and respectful care for women affected by this disease.

Keywords: Cervical Cancer. Neoplasms. Nursing Care.

1. INTRODUÇÃO

O câncer do colo do útero é uma das neoplasias mais prevalentes entre as mulheres em todo o mundo, sendo um importante problema de saúde pública. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), essa doença representa uma das principais causas de morbimortalidade feminina, especialmente em regiões de menor desenvolvimento socioeconômico, onde o acesso à prevenção e ao tratamento é limitado. Sua incidência está intimamente relacionada à infecção pelo Papilomavírus Humano (HPV), sendo prevenível por meio de rastreamento regular e vacinação (Dias et al., 2021).

Além do impacto físico da doença, o diagnóstico e o tratamento do câncer do colo do útero afetam significativamente a qualidade de vida das pacientes, desencadeando impactos psicológicos, sociais e emocionais. O estigma, a ansiedade e o medo associados à doença são desafios enfrentados por muitas mulheres, exigindo uma abordagem de cuidado humanizado e integral. Nesse contexto, a assistência de enfermagem desempenha um papel essencial ao longo de todo o percurso da paciente, desde a prevenção até o tratamento paliativo (Vieira et al., 2022).

Diante da alta incidência do câncer de colo do útero e de seu impacto na qualidade de vida das pacientes, a assistência de enfermagem tem papel crucial na promoção do cuidado integral (Freitas; Silveira; Azevedo, 2021). No entanto, “quais são as principais estratégias e intervenções adotadas pela enfermagem na assistência a mulheres diagnosticadas com câncer de colo do útero, e como essas práticas influenciam os desfechos clínicos e a qualidade de vida das pacientes?”.

Diante desse questionamento, considera-se que as estratégias de assistência de enfermagem baseadas na educação em saúde, suporte emocional e intervenções direcionadas ao bem-estar físico das pacientes podem contribuir positivamente para a melhoria da qualidade de vida e dos desfechos clínicos. Além disso, espera-se que o acompanhamento multiprofissional e as abordagens individualizadas favoreçam um cuidado mais humanizado e eficiente.

O presente estudo tem como objetivo geral destacar as estratégias e intervenções adotadas pela enfermagem na assistência a mulheres com câncer de colo do útero. Especificamente, busca-se identificar as práticas de prevenção e diagnóstico precoce, compreender o impacto das intervenções de enfermagem na qualidade de vida das pacientes e avaliar o papel do suporte emocional e educativo no processo terapêutico.

A relevância deste estudo reside na necessidade de aprimorar as práticas de enfermagem voltadas ao cuidado de mulheres acometidas pelo câncer do colo do útero, visando melhorar a qualidade da assistência e promover melhores desfechos clínicos. Além disso, ao evidenciar a importância do papel da enfermagem na abordagem integral dessas pacientes, este estudo pode contribuir para a formulação de diretrizes e políticas públicas que fortaleçam o suporte oferecido a essa população.

2. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA

2.1. CÂNCER DO COLO DO ÚTERO: FATORES DE RISCO E IMPACTOS NA SAÚDE DA MULHER

O câncer do colo do útero é uma das principais causas de mortalidade por neoplasias entre as mulheres, especialmente em regiões de baixo e médio desenvolvimento socioeconômico. Estima-se que, anualmente, milhares de novos casos sejam diagnosticados globalmente, refletindo desafios na prevenção e no tratamento dessa enfermidade (Oliveira; Donda, 2024).

No Brasil, o Instituto Nacional do Câncer (INCA) aponta o câncer do colo do útero como o terceiro tipo de câncer mais frequente entre as mulheres, ficando atrás apenas do câncer de mama e colorretal. A alta incidência está associada à carência de programas efetivos de rastreamento e à baixa adesão aos esquemas de vacinação contra o HPV (Alves et al., 2023).

Os principais fatores de risco para o desenvolvimento do câncer do colo do útero incluem a infecção pelo HPV, especialmente pelos subtipos 16 e 18, considerados oncogênicos. Outros fatores relevantes são o início precoce da atividade sexual, múltiplos parceiros sexuais, tabagismo, uso prolongado de contraceptivos hormonais e imunossupressão. A infecção pelo HPV é extremamente comum, mas a maioria das mulheres infectadas eliminam o vírus espontaneamente. No entanto, em alguns casos, a infecção persiste e pode levar à formação de lesões precursoras do câncer (Araújo; Araújo, 2022).

O impacto do câncer do colo do útero na saúde das mulheres é significativo, não apenas pelos sintomas físicos, mas também pelos aspectos emocionais e sociais envolvidos. Fisicamente, a doença pode causar sangramentos irregulares, dor pélvica, dispareunia e, em estágios avançados, comprometimento de órgãos adjacentes (Johnson et al., 2019).

Psicologicamente, o diagnóstico pode levar a estresse, depressão e ansiedade, afetando diretamente a qualidade de vida do paciente. Além disso, o estigma da doença e o impacto nas relações interpessoais e na sexualidade tornam o suporte emocional fundamental durante o tratamento (Kessler, 2017).

A prevenção primária, por meio da vacinação contra o HPV, e a prevenção secundária, através da realização periódica do exame de Papanicolau, são as principais estratégias para reduzir a incidência e a mortalidade por essa neoplasia. Contudo, ainda existem barreiras no acesso a esses serviços, o que reforça a necessidade de políticas públicas mais eficazes e de maior engajamento dos profissionais de saúde na promoção de campanhas educativas (Ertem; Hazar, 2022).

Estudos indicam que a detecção precoce do câncer do colo do útero pode aumentar significativamente as chances de sucesso no tratamento. Em estágios iniciais, a doença pode ser tratada por meio de procedimentos minimamente invasivos, como a conização ou a histerectomia em casos mais avançados. No entanto, em estágios mais tardios, os tratamentos envolvem radioterapia e quimioterapia, que podem causar efeitos colaterais severos, como fadiga, náuseas, infertilidade e comprometimento da função imunológica (Yahya et al., 2024; Araújo; Araújo, 2022; Freitas; Silveira; Azevedo, 2021).

Além dos aspectos médicos, é fundamental considerar os impactos psicossociais da doença. Mulheres diagnosticadas com câncer do colo do útero frequentemente enfrentam dificuldades emocionais e sociais, que incluem perda de autoestima, preocupações com a fertilidade e alterações na vida sexual. O suporte familiar e a assistência multiprofissional, incluindo o apoio de enfermeiros, psicólogos e assistentes sociais, são essenciais para minimizar esses impactos (Han et al., 2021).

A enfermagem desempenha um papel fundamental tanto na prevenção quanto no tratamento do câncer do colo do útero. A orientação sobre os fatores de risco, a importância do rastreamento e da vacinação contra o HPV são ações cruciais para reduzir a incidência da doença. No contexto do tratamento, a enfermagem atua no manejo dos efeitos adversos, na educação das pacientes sobre os cuidados pós-tratamento e na promoção do bem-estar integral (Fang et al., 2024).

A abordagem humanizada, que leva em consideração as necessidades físicas e emocionais das pacientes, é um diferencial na assistência de qualidade. O envolvimento da enfermagem e de outros profissionais da saúde pode ser determinante para a melhoria dos desfechos clínicos e para a qualidade de vida das mulheres acometidas pela doença. Além disso, é necessário um esforço conjunto entre governos, instituições de saúde e sociedade para ampliar o acesso à prevenção, ao diagnóstico precoce e ao tratamento eficaz do câncer do colo do útero (Ci; Ne, 2016).

2.2. ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM NO CUIDADO INTEGRAL À MULHER COM CÂNCER DO COLO DO ÚTERO

A assistência de enfermagem desempenha um papel essencial no cuidado integral às mulheres diagnosticadas com câncer do colo do útero. Desde a prevenção até os cuidados paliativos, a enfermagem é fundamental para promover uma abordagem humanizada e multidimensional, que considere não apenas os aspectos biológicos da doença, mas também os impactos emocionais, psicológicos e sociais que acompanham o diagnóstico e o tratamento (Kashyap et al., 2019).

Dessa forma, a atuação da enfermagem vai além da execução de procedimentos técnicos, abrangendo a educação em saúde, o suporte emocional e a reabilitação da paciente ao longo de todo o processo terapêutico. A fase do diagnóstico representa um momento crítico na jornada da paciente, sendo marcada por dúvidas, incertezas e angústias (Rocha; Cruz; Oliveira, 2019).

A enfermagem tem um papel essencial na identificação precoce da doença, principalmente por meio da educação em saúde e do incentivo à realização do exame Papanicolau. Esse exame, que detecta lesões precursoras do câncer, é uma estratégia fundamental para reduzir a mortalidade da doença, mas ainda enfrenta desafios como a baixa adesão de algumas populações (Ingrit, 2019).

Dessa maneira, a enfermagem atua na conscientização das mulheres sobre a importância da prevenção, fornecendo informações claras e acessíveis para reduzir o medo e os tabus associados ao exame ginecológico. Além disso, após a confirmação do diagnóstico, a assistência de enfermagem deve ser centrada no acolhimento da paciente, garantindo que ela compreenda sua condição e as etapas subsequentes do tratamento (Corvera-Carhuapuma; Cabanillas-Chavez; Morales-García, 2024).

Muitas mulheres reagem ao diagnóstico com sentimentos de choque e desesperança, o que pode comprometer sua adesão às terapias recomendadas. O enfermeiro, como profissional que tem contato direto e contínuo com a paciente, deve fornecer apoio emocional e esclarecer dúvidas sobre o prognóstico e os tratamentos disponíveis, facilitando a comunicação entre a equipe multiprofissional e a paciente (Vishwakarma et al., 2018).

No que se refere ao tratamento, a assistência de enfermagem se desdobra em diferentes frentes. Para as pacientes que necessitam de cirurgia, como a histerectomia, o enfermeiro desempenha um papel crucial no preparo pré-operatório e no acompanhamento pós-cirúrgico (Cohen et al., 2019).

Antes da cirurgia, é responsabilidade da enfermagem preparar a paciente, garantindo que ela receba orientações sobre os cuidados necessários e as possíveis complicações do procedimento. Já no pós-operatório, a equipe de enfermagem monitora sinais vitais, gerencia a dor, previne infecções e oferece suporte para a adaptação às mudanças corporais, especialmente em casos em que a retirada do útero impacta a autoimagem e a vida sexual da paciente (Oliveira; Donda, 2024).

Quando o tratamento inclui radioterapia e quimioterapia, a assistência de enfermagem se intensifica na gestão dos efeitos adversos desses procedimentos. A radioterapia pode causar irritação na mucosa vaginal, fadiga e alterações intestinais, enquanto a quimioterapia frequentemente provoca náuseas, vômitos, queda de cabelo e imunossupressão (Alves et al., 2023).

O enfermeiro tem um papel fundamental na orientação sobre medidas para minimizar esses efeitos colaterais, promovendo estratégias como hidratação adequada, alimentação balanceada e controle da dor. Além disso, a enfermagem monitora possíveis complicações, como infecções oportunistas, que podem colocar a vida do paciente em risco (Dias et al., 2021).

Outro aspecto essencial da assistência de enfermagem no cuidado integral à mulher com câncer do colo do útero é o suporte psicossocial. O impacto emocional do diagnóstico e do tratamento pode levar a quadros de ansiedade e depressão, interferindo na qualidade de vida da paciente. O enfermeiro deve estar atento a esses sinais, incentivando a expressão dos sentimentos e promovendo um ambiente de escuta ativa (Vieira et al., 2022).

Em muitos casos, é necessário encaminhar a paciente para acompanhamento psicológico, garantindo que ela receba o suporte necessário para lidar com as transformações em sua vida. Além do suporte emocional, a enfermagem deve considerar os impactos sociais do câncer do colo do útero (Freitas; Silveira; Azevedo, 2021).

Muitas mulheres enfrentam dificuldades financeiras e problemas no ambiente familiar e profissional em decorrência da doença. Algumas podem perder o emprego ou encontrar barreiras para retomar suas atividades cotidianas devido ao impacto físico do tratamento. Nesse contexto, o enfermeiro pode atuar como facilitador no acesso a programas de assistência social e suporte jurídico, ajudando o paciente a enfrentar os desafios impostos pela doença de maneira mais equilibrada (Araújo; Araújo, 2022).

Nos casos em que o câncer do colo do útero atinge estágios avançados e o tratamento curativo se torna inviável, a enfermagem desempenha um papel essencial nos cuidados paliativos. O objetivo principal nessa fase é garantir conforto e qualidade de vida à paciente, aliviando sintomas como dor, dispneia e fadiga (Johnson et al., 2019).

A abordagem da enfermagem nos cuidados paliativos deve ser holística, envolvendo a gestão dos sintomas físicos, o suporte emocional e a assistência à família da paciente. A escuta sensível e a empatia são fundamentais para respeitar os desejos da mulher em relação ao seu tratamento e dignidade no final da vida (Kessler, 2017).

Além do cuidado direto com a paciente, a enfermagem também deve atuar na capacitação de familiares e cuidadores, fornecendo orientações sobre os cuidados básicos e a administração de medicamentos para alívio da dor. Muitas famílias se sentem despreparadas para lidar com um ente querido em estágio terminal, e o suporte da enfermagem pode ajudar a reduzir o sofrimento e garantir um acompanhamento mais humanizado (Ertem; Hazar, 2022).

A assistência de enfermagem à mulher com câncer do colo do útero deve ser pautada por uma abordagem integral, que considere não apenas os aspectos clínicos da doença, mas também os impactos emocionais, sociais e espirituais que acompanham essa jornada (Yahya et al., 2024).

Desde a prevenção até os cuidados paliativos, o enfermeiro tem um papel essencial na promoção da qualidade de vida da paciente, garantindo que ela receba um tratamento humanizado, digno e respeitoso. A educação em saúde, o acolhimento e a comunicação efetiva são pilares fundamentais para uma assistência de enfermagem eficaz, contribuindo para a redução da mortalidade e para o bem-estar das mulheres acometidas por essa enfermidade (Han et al., 2021).

2.3. O PAPEL DA ENFERMAGEM NA PROMOÇÃO DA QUALIDADE DE VIDA DAS PACIENTES

O câncer do colo do útero é uma das principais causas de mortalidade feminina no Brasil e no mundo, impactando significativamente a qualidade de vida das pacientes diagnosticadas. Diante disso, a enfermagem desempenha um papel fundamental na promoção do bem-estar físico, emocional e social dessas mulheres, atuando em diversas frentes do cuidado (Fang et al., 2024).

Desde a comunicação do diagnóstico até o suporte durante o tratamento e os cuidados paliativos, a assistência de enfermagem deve ser pautada em uma abordagem humanizada e integral. Dessa maneira, o enfermeiro não apenas auxilia na adesão ao tratamento, mas também contribui para a redução do sofrimento e para a melhoria da experiência do paciente ao longo de sua jornada (Ci; Ne, 2016).

A qualidade de vida de uma paciente com câncer do colo do útero é influenciada por uma série de fatores, incluindo os efeitos colaterais das terapias, o impacto emocional do diagnóstico e as mudanças na rotina diária. O enfermeiro, como profissional que mantém contato contínuo com a paciente, tem um papel essencial na identificação precoce de necessidades e na implementação de estratégias que minimizem esses impactos (Kashyap et al., 2019).

Entre as principais ações da enfermagem nesse contexto estão o manejo adequado dos sintomas, o suporte emocional e o incentivo ao autocuidado, promovendo maior autonomia e segurança à paciente. Um dos principais desafios enfrentados pelas mulheres em tratamento oncológico são os efeitos colaterais decorrentes da quimioterapia e da radioterapia (Rocha; Cruz; Oliveira, 2019).

A quimioterapia pode provocar sintomas como fadiga intensa, náuseas, vômitos, queda de cabelo e imunossupressão, enquanto a radioterapia pode causar irritação da mucosa vaginal, diarreia e dor pélvica. A equipe de enfermagem deve atuar ativamente na prevenção e no alívio desses sintomas, oferecendo orientações sobre nutrição adequada, hidratação, cuidados com a pele e administração correta de medicamentos sintomáticos (Ingrit, 2019).

Além disso, é essencial monitorar sinais de infecção, uma vez que a imunidade da paciente pode estar comprometida, aumentando o risco de complicações. Outro aspecto fundamental da assistência de enfermagem é o suporte emocional. O diagnóstico de câncer do colo do útero pode desencadear sentimentos de medo, tristeza e ansiedade, impactando negativamente o estado psicológico da paciente (Corvera-Carhuapuma; Cabanillas-Chavez; Morales-García, 2024).

Muitas mulheres enfrentam dificuldades para lidar com as mudanças corporais, como a perda da fertilidade após uma histerectomia ou as alterações na libido devido ao tratamento. O enfermeiro deve atuar como um agente facilitador da comunicação, incentivando a expressão dos sentimentos e fornecendo informações claras sobre cada etapa do processo terapêutico (Vishwakarma et al., 2018).

Além disso, quando necessário, o encaminhamento para acompanhamento psicológico pode ser uma estratégia importante para garantir um suporte mais especializado à paciente. A promoção do autocuidado também é um dos pilares para melhorar a qualidade de vida das pacientes. Mulheres diagnosticadas com câncer do colo do útero frequentemente enfrentam limitações físicas e emocionais que podem comprometer sua rotina diária (Cohen et al., 2019).

O enfermeiro tem um papel essencial na reabilitação desses pacientes, incentivando a prática de atividades físicas adequadas, o uso de estratégias de enfrentamento para lidar com o estresse e o engajamento em atividades que promovam bem-estar. O fortalecimento da autonomia e da autoestima é essencial para que essas mulheres retomem suas atividades cotidianas com mais segurança e confiança (Cohen et al., 2019).

Além do cuidado individual, a enfermagem também deve considerar os aspectos sociais que envolvem o diagnóstico e o tratamento do câncer do colo do útero. Muitas mulheres enfrentam dificuldades financeiras devido ao afastamento do trabalho ou à necessidade de deslocamento para realizar as terapias (Oliveira; Donda, 2024).

Nesses casos, o enfermeiro pode atuar como um elo entre a paciente e os serviços de assistência social, facilitando o acesso a benefícios como auxílio-doença, transporte para tratamentos e suporte psicológico gratuito. O suporte à família também é essencial, uma vez que os cuidadores muitas vezes enfrentam desafios emocionais e estruturais ao acompanhar uma paciente oncológica (Alves et al., 2023).

Nos estágios mais avançados da doença, quando a cura já não é possível, a enfermagem assume um papel central nos cuidados paliativos. O objetivo nessa fase não é mais a erradicação do câncer, mas sim a promoção do conforto e da dignidade da paciente. A abordagem paliativa envolve o controle da dor, o manejo de sintomas como falta de ar e fadiga extrema, e o suporte psicossocial tanto para a paciente quanto para seus familiares (Dias et al., 2021).

A comunicação empática é essencial nesse contexto, garantindo que a paciente tenha conhecimento sobre suas opções terapêuticas e participe das decisões relacionadas ao seu cuidado. A espiritualidade e a ressignificação da experiência do adoecimento também devem ser consideradas no cuidado de enfermagem. Muitas pacientes encontram na fé e nas crenças religiosas um suporte importante para enfrentar os desafios do câncer (Vieira et al., 2022).

O enfermeiro deve respeitar e apoiar essas manifestações, garantindo um ambiente acolhedor e livre de julgamentos. A criação de espaços para diálogos sobre o fim da vida, os desejos da paciente e a valorização de sua história são práticas que contribuem significativamente para um desfecho mais humanizado e sereno (Freitas; Silveira; Azevedo, 2021).

A enfermagem oncológica exige uma abordagem interdisciplinar, envolvendo a colaboração com médicos, psicólogos, assistentes sociais e demais profissionais de saúde. O trabalho em equipe é essencial para garantir que todas as necessidades do paciente sejam atendidas de maneira integral, promovendo um tratamento mais eficiente e centrado na qualidade de vida (Araújo; Araújo, 2022).

A capacitação contínua dos enfermeiros também é um fator determinante para a qualidade da assistência, permitindo a atualização constante sobre novas terapias, estratégias de manejo de sintomas e avanços na oncologia. O papel da enfermagem na promoção da qualidade de vida das pacientes com câncer do colo do útero vai além da execução de procedimentos clínicos. O enfermeiro é um agente de cuidado integral, responsável por fornecer suporte físico, emocional e social às mulheres que enfrentam essa doença (Johnson et al., 2019).

A humanização da assistência, o acolhimento e a valorização da autonomia da paciente são aspectos fundamentais para que o tratamento seja conduzido de maneira mais leve e digna. Dessa forma, a atuação da enfermagem se torna um pilar essencial não apenas para a sobrevida das pacientes, mas também para que elas tenham uma melhor qualidade de vida, independentemente do estágio da doença (Kessler, 2017).

3. METODOLOGIA

3.1. CARACTERIZAÇÃO DO ESTUDO

Trata-se de um estudo exploratório, do tipo revisão de literatura integrativa (RIL), com abordagem qualitativa. Um estudo exploratório é aquele que tem como objetivo principal fornecer critérios sobre a situação ou problema do pesquisador e sua compreensão (Piovesan; Temporini, 1995). De acordo com Mendes, Silveira e Galvão (2008), a revisão integrativa é uma metodologia de pesquisa que permite o uso simultâneo de vários estudos publicados e possibilita conclusões gerais sobre uma determinada área de estudo.

Em consonância, uma pesquisa qualitativa preocupa-se com o nível de realidade que não pode ser quantificado; em outras palavras, trabalha com o mundo dos significados, das motivações, aspirações, crenças, valores e atitudes (Minayo, 2014).

3.2. PROCEDIMENTO METODOLÓGICO

Esta análise abrangente seguiu um processo dividido em seis fases: formulação da pergunta de pesquisa; seleção da amostra; classificação dos estudos; avaliação das pesquisas; interpretação dos resultados; e apresentação da revisão, conforme descrito abaixo:

  • Etapa 01: identificação do tema e seleção da hipótese ou questão de pesquisa;
  • Etapa 02: estabelecimento de critérios para inclusão e exclusão de estudos/amostragem ou busca na literatura;
  • Etapa 03: definição das informações a serem extraídas dos estudos selecionados/categorização dos estudos;
  • Etapa 04: avaliação dos estudos incluídos;
  • Etapa 05: interpretação dos resultados; e
  • Etapa 06: apresentação da revisão/síntese do conhecimento.

3.2.1. Elaboração da questão de pesquisa para o desenvolvimento da revisão integrativa

Na prática da medicina baseada em evidências, é recomendado que os problemas clínicos sejam analisados usando a estratégia PICO, que representa as iniciais de Paciente, Intervenção, Comparação e Outcome (resultado). Estes quatro elementos são cruciais para formular perguntas de pesquisa e realizar buscas bibliográficas.

A questão de pesquisa foi assim definida: “Quais são as principais estratégias e intervenções adotadas pela enfermagem na assistência a mulheres diagnosticadas com câncer de colo do útero, e como essas práticas influenciam os desfechos clínicos e a qualidade de vida das pacientes?”.

Neste estudo, a formulação da pergunta de pesquisa seguiu a estratégia PICO, conforme o Quadro 1 abaixo, que orientou a pesquisa ao focar nos pacientes (P), na intervenção (I) oferecida a eles, na possível comparação (C) com outras abordagens e nos resultados (O) esperados da assistência de enfermagem para as mulheres vítimas do câncer de colo de útero:

QUADRO 01 – Descrição dos componentes da estratégia PICO

ACRÔNIMODEFINIÇÃODESCRIÇÃO
PQuem é o grupo de interesse?Mulheres diagnosticadas com câncer do colo do útero.
IQual é a principal intervenção ou exposição a ser analisada?Assistência de enfermagem no cuidado integral, incluindo suporte físico, emocional e educativo.
CHá alguma alternativa a ser comparada?Pode-se comparar diferentes estratégias de assistência de enfermagem ou a ausência de intervenções estruturadas.
OQuais são os resultados esperados?Melhoria na qualidade de vida das pacientes, adesão ao tratamento e manejo dos sintomas físicos e emocionais.

3.2.2. Estabelecimento dos critérios de inclusão e exclusão de estudos

Nesta fase do artigo, optou-se por responder à pergunta de pesquisa realizando buscas online nas principais bases de dados comumente utilizadas na investigação da produção em saúde. Essas bases incluem:

Para encontrar os artigos nas bases de dados mencionadas, foi feita uma pesquisa inicial nos Descritores em Ciências da Saúde (DeCS). Identificou-se os termos que produziram o maior número de estudos relevantes e eles foram selecionados para esta revisão: “Cervix”; “Cervical Cancer”; e “Nursing Care”.

Para integrar os descritores nas várias estratégias de busca, foram planejadas quatro rodadas de combinação dos descritores mencionados anteriormente. O objetivo foi abranger o máximo possível da temática estudada. Utilizou-se o operador booleano AND para unir os descritores.

Foram inclusos nessa revisão os trabalhos científicos que apresentam critérios como: trabalhos científicos publicados nos últimos dez anos; arquivos que estejam indexados nas bases de dados selecionadas para esta análise, disponíveis na íntegra para leitura; trabalhos que abordem diretamente a temática central; e trabalhos científicos nos idiomas português e inglês.

Quanto aos critérios de exclusão, não foram selecionados: trabalhos disponíveis em outros idiomas; monografias; dissertações; teses; livros; capítulos de livros; resumos simples e/ou expandidos; publicações que não estavam disponíveis para acesso em texto completo; publicações disponíveis com link inacessível; cartas ao editor; trabalhos que não se relacionam com a abordagem temática e/ou que não possuem caráter científico.

Devido às particularidades de acesso de cada uma das três bases de dados escolhidas, adaptou-se às estratégias de busca para cada uma delas, mantendo como guia a questão de pesquisa e os critérios de inclusão estabelecidos. O levantamento de dados ocorreu nos meses de janeiro, fevereiro e março de 2025.

Inicialmente, os artigos foram selecionados com base na leitura dos títulos e resumos, buscando identificar aqueles que abordassem o panorama atual da assistência de enfermagem oferecida às mulheres vítimas do câncer de colo de útero. Quando houve dúvidas sobre o conteúdo do estudo, o artigo foi marcado para leitura completa, para decidir sobre sua inclusão ou exclusão. Ademais, foram realizados fichamentos de todos os estudos pré-selecionados. Além disso, foram examinadas as referências citadas em cada uma das fontes de dados selecionadas.

3.3. COMITÊ DE ÉTICA EM PESQUISA (CEP)

Não houve a necessidade de submeter este trabalho ao CEP, tendo em vista que esse tipo de revisão não necessita de apreciação ética em conformidade com a Resolução nº 466 do Conselho Nacional de Saúde (CNS).

Neste estudo foram respeitadas as ideias, conceitos e definições dos autores assegurando-os a autoria dos artigos pesquisados, utilizando citações e referências conforme as normas da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT)

4. RESULTADOS E DISCUSSÃO

Na primeira seção do levantamento bibliográfico, conforme identificado na Tabela 01, foram conjugados os seguintes descritores: Cervix and Cervical Cancer. Para melhor compreensão da amostra dos estudos selecionados, destaca-se os resultados encontrados em cada uma das bases de dados utilizadas.

No Google Acadêmico, na busca inicial, foram encontrados 647.000 estudos. Após a aplicação dos critérios de inclusão, foram selecionados apenas 70 trabalhos para a etapa do fichamento. Na SciELO, na busca inicial, foram encontrados 152 estudos. Após a aplicação dos critérios de inclusão, foram selecionados apenas 20 estudos. Na PubMed, na busca inicial, foram encontrados 8.984 estudos. Após a aplicação dos critérios de inclusão, foram selecionados apenas 45 trabalhos para a etapa do fichamento.

TABELA 01 – Descritores adotados na 1ª seção do levantamento bibliográfico

BASE DE DADOSDESCRITORESQUANTIDADE DE TRABALHOS ENCONTRADOSQUANTIDADE DE TRABALHOS SELECIONADOS PARA O FICHAMENTO
Google AcadêmicoCervix and Cervical Cancer647.00070
SciELOCervix and Cervical Cancer15220
PubMedCervix and Cervical Cancer8.98445

Na segunda seção do levantamento bibliográfico, conforme identificado na Tabela 02, foram conjugados os seguintes descritores: Cervix and Cervical Cancer and Nursing Care. Para melhor compreensão da amostra dos estudos selecionados, destaca-se os resultados encontrados em cada uma das bases de dados utilizadas.

No Google Acadêmico, na busca inicial, foram encontrados 57.000 estudos. Após a aplicação dos critérios de inclusão, foram selecionados apenas 30 trabalhos para a etapa do fichamento. Na SciELO, na busca inicial, foram encontrados três estudos. Após a aplicação dos critérios de inclusão, foram selecionados apenas dois estudos. Na PubMed não foram encontrados estudos na busca inicial.

TABELA 02 – Descritores adotados na 2ª seção do levantamento bibliográfico

BASE DE DADOSDESCRITORESQUANTIDADE DE TRABALHOS ENCONTRADOSQUANTIDADE DE TRABALHOS SELECIONADOS PARA O FICHAMENTO
Google AcadêmicoCervix and Cervical Cancer and Nursing Care57.00030
SciELOCervix and Cervical Cancer and Nursing Care32
PubMedCervix and Cervical Cancer and Nursing Care00

Ao final das seções do levantamento bibliográfico, chegou-se a um total de 713.139 estudos encontrados, sendo que após a identificação dos artigos duplicados e a exclusão destes, obteve-se um total de 708.348 artigos.

Após a leitura dos resumos e aplicação dos critérios de inclusão e exclusão, 167 estudos foram pré-selecionados para a elaboração dos fichamentos. Em seguida foi realizada uma leitura criteriosa dos fichamentos, dos quais selecionou-se apenas 18 trabalhos científicos para compor a amostra desta RIL, conforme apresentado na Figura 1 a seguir:

FIGURA 01 – Prisma: Preferred Reporting Items for Systematic Reviews and Meta­Analyses

4.1. CATEGORIZAÇÃO DOS ESTUDOS

Após a seleção das publicações, foi atribuído a cada uma um nível de evidência conforme o Quadro 2, de acordo com a qualidade de métodos adotados na produção de conhecimento e descritos na produção científica.

QUADRO 02 – Produções científicas: níveis de evidência

NÍVEL DE EVIDÊNCIATIPO DE EVIDÊNCIADESCRIÇÃO
IRevisão Sistemática ou MetanáliseEvidências oriundas de revisão sistemática ou metanálise de relevantes ensaios clínicos randomizados controlados ou provenientes de diretrizes clínicas baseadas em revisões sistemáticas de ensaios clínicos randomizados controlados.
IIEstudo randomizado controladoEvidências derivadas de pelo menos um ensaio clínico randomizado controlado bem delineado.
IIIEstudo controlado sem randomizaçãoEvidências obtidas de ensaios clínicos bem delineados sem randomização.
IVEstudo caso controle ou estudo de coorteEvidências provenientes de estudos de coorte e de caso-­controle bem delineados.
VRevisão sistemática de estudos qualitativos ou descritivosEvidências originárias de revisão sistemática de estudos descritivos e qualitativos.
VIEstudo qualitativo ou descritivoEvidências derivadas de um único estudo descritivo ou qualitativo.
VIIOpinião ou consensoEvidências oriundas de opiniões de autoridades e/ou relatório de comitês de especialistas.

Fonte: baseado em Melnyk; Fineout-Overholt, 2005.

Atualmente, na literatura nacional, são mencionados diversos exemplos de ferramentas para coletar dados dos artigos incluídos na revisão. Para identificar esses artigos, adotou-se um instrumento de coleta de dados, o fichamento. Este instrumento abrange os seguintes aspectos:

  • Identificação do artigo original (título da publicação, título do periódico, base de dados indexada, autores, idioma, país, ano de publicação, instituição sede do estudo e tipo de publicação) ;
  • Objetivos ou questão de investigação;
  • Características metodológicas (análise do delineamento do estudo, amostra, técnica para coleta de dados e análise dos dados) ;
  • Resultados (descrição e análise crítica dos resultados e características definidoras encontradas) ;
  • Conclusões (descrição e análise crítica dos dados e nível de evidência em que o estudo se encontra).

4.2. AVALIAÇÃO DOS ESTUDOS

Em primeiro plano, com o objetivo de examinar a amostra desta revisão integrativa e fornece uma descrição detalhada dos estudos incluídos, é apresentado o Quadro 03, que resume os principais dados de cada estudo, utilizando as informações coletadas previamente. Em seguida, é realizada uma análise de cada estudo, abordando o seu conteúdo, a qualidade metodológica e a confiabilidade dos resultados obtidos.

Em relação ao ano de publicação, observa-se uma maior concentração de produção dos artigos nos últimos seis anos, destacando-se os anos de 2019 e 2024, com quatro estudos publicados e selecionados em cada ano sobre o tema; os anos de 2021 e 2022 com três estudos sobre o tema, cada um; e os anos de 2016, 2017, 2018 e 2023 com um estudo sobre o tema, cada um. Apenas os anos de 2015 e 2020 não apresentaram nenhuma publicação sobre o tema estudado.

Para a avaliação das evidências científicas, optou-se pela utilização do sistema de classificação da qualidade das evidências, aplicado aos dados metodológicos de cada estudo apresentados no Quadro 02.

Ademais, é preciso mencionar aqui que os artigos que abordam o panorama atual da assistência de Enfermagem oferecida às mulheres vítimas do câncer cervical, com um nível de evidência considerado forte, são importantes para fornecer uma base científica sólida para as práticas de cuidados de saúde e enfermagem.

QUADRO 03 – Síntese da amostra da revisão integrativa após as duas seções do levantamento bibliográfico

AUTOR/ANOTÍTULOOBJETIVOMETODOLOGIABASE DE DADOSEVIDÊNCIA
DIAS, Ernandes Gonçalves et al. 2021.Performance of the nurse in the prevention of cervical cancer in Health UnitsInvestigar a atuação do Enfermeiro na prevenção do câncer do colo de útero nas Unidades de Saúde da Atenção Básica do município de Espinosa, Minas Gerais.Estudo de campo descritivo, exploratório, de natureza qualitativa.Google AcadêmicoII
VIEIRA, Elidiane Andrade et al. 2022.Nurses’ performance in the early detection of uterine cervical cancer: integrative reviewIdentificar a atuação do enfermeiro na detecção precoce do câncer de colo uterino.Revisão integrativa da literatura.Google AcadêmicoVI
FREITAS, Andressa Silva; SILVEIRA, Esteffany Francisca dos Santos; AZEVEDO, Francisco Honeidy Carvalho. 2021.Cervical cancer and Nursing careAnalisar as evidências científicas sobre a assistência de enfermagem na prevenção, diagnóstico e tratamento do câncer de colo de útero.Revisão sistemática da literatura.Google AcadêmicoV
OLIVEIRA, Ketlyn Ribeiro de; DONDA, Ana Carolina. 2024.Nursing’s role in the prevention of cervical cancerRealizar uma revisão bibliográfica sobre a atuação da enfermagem na prevenção do câncer de colo de útero.Revisão de literatura narrativa.Google AcadêmicoVI
ALVES, Aline Braga Pereira et al. 2023.Prevenção e cuidado: enfermagem no câncer do colo de úteroAnalisar estudos científicos relacionados à assistência de enfermagem, abrangendo a prevenção e tratamento desse câncer.Revisão sistemática da literatura.Google AcadêmicoV
ARAÚJO, Mirele Cristina Hermínio de; ARAÚJO, Andrey Hudson Interaminense Mendes de. 2022.Nursing performance in cervical cancer in Brazil: integrative reviewRealizar um levantamento na literatura científica recente sobre a assistência do enfermeiro sobre as principais formas de prevenção, diagnóstico e tratamento do câncer de colo do útero.Revisão integrativa da literatura.Google AcadêmicoVI
FANG, Hui et al. 2024.Effectiveness of nursing care for cervical cancer patients undergoing chemotherapy: Systematic review and meta-analysisFornecer recomendações robustas e baseadas na evidência para otimização dos protocolos de cuidados de enfermagem, com o objetivo final de melhorar os resultados dos doentes.Revisão sistemática e Metanálise.PubMedI
ERTEM, Gül; HAZAR, Seda. 2022.Symptom Management and Nursing Care in Palliative Care of Cervical Cancer PatientsApresentar práticas de enfermagem relacionadas com a gestão dos sintomas e os cuidados em fim de vida dos doentes.Revisão de literatura narrativa.PubMedVI
YAHIA, Huda Mohammed et al. 2024.Cervical Cancers: An Updated Review for Nursing Intervention ProtocolsFornecer uma visão geral atualizada do câncer do colo do útero, centrando-se na etiologia, nos fatores de risco, nas intervenções de enfermagem e nas estratégias de cuidados a longo prazo para melhorar os resultados das pacientes e reduzir as disparidades.Revisão de literatura narrativa.PubMedVI
HAN, Dongfang et al. 2021.Effect of multidisciplinary collaborative continuous nursing on the psychological state and quality of life of patients with cervical cancerExplorar o efeito da enfermagem contínua colaborativa multidisciplinar no estado psicológico e na qualidade de vida de doentes com câncer do colo do útero.Estudo randomizado controlado.SciELOII
ROCHA, Camila Beatriz Alves da; CRUZ, Jakeline Weigert da; OLIVEIRA, Jânia Cristiane de Souza. 2019.Insecurity in cervical cancer controlling actions: the nurse’s role in the family health strategyAnalisar as ações de controle do câncer de colo uterino desenvolvidas pelo enfermeiro na Estratégia de Saúde da Família em um município da região sul de Mato Grosso.Pesquisa de campo exploratória, descritiva e com abordagem qualitativa.Google AcadêmicoII
INGRIT, Belet Lydia. 2019.The Application of Levine’s and Kolcaba’s Theories in the Nursing Care of Patients with the Third Stadium of Cervical CancerDescrever uma aplicação da Teoria de Enfermagem de Conservação de Levine e a Teoria do Conforto de Kolcaba numa paciente com o terceiro estágio do câncer do colo do útero.Relato de caso.Google AcadêmicoIII
CORVERA-CARHUAPUMA; Deny; CABANILLAS-CHAVEZ, María Teresa; MORALES-GARCÍA, Wilter. 2024.Nursing care in a patient with hysterectomy for cervical cancerDesenvolver cuidados de enfermagem integrais especializados e individualizados em doentes com câncer do colo do útero, baseados nas recomendações e intervenções da evidência científica.Estudo de caso clínico.Google AcadêmicoIII
VISHWAKARMA, Soniya et al. 2018.Knowledge, attitude and practices about cervical cancer screening among nursing staff in rural tertiary care centerDeterminar a informação de base sobre os conhecimentos relativos ao câncer do colo do útero e explorar a atitude e a prática do rastreio do Papanicolau.Estudo transversal.Google AcadêmicoII
JOHNSON, Cynae et al. 2019.Cervical Cancer: An Overview of Pathophysiology and ManagementFornecer uma visão geral da etiologia, prevenção, diagnóstico, tratamento e preocupações com a sobrevivência a longo prazo em torno do câncer cervical.Revisão de literatura narrativa.Google AcadêmicoVI
KESSLER, Theresa. 2017.Cervical Cancer: Prevention and Early DetectionRevisar métodos eficazes de prevenção que podem ser usados ​​para controlar a incidência de câncer cervical e estratégias de detecção que podem identificar as lesões pré-cancerígenas antes que se tornem câncer verdadeiro.Revisão de literatura narrativa.Google AcadêmicoVI
CI, Ali; NE, Makata. 2016.Cervical Cancer: A Health Limiting ConditionApresentar o conceito de câncer do colo do útero, o risco associado ao câncer do colo do útero, as estratégias de prevenção, os vários estádios deste carcinoma, as limitações associadas a esta patologia e, finalmente, referir as implicações de enfermagem implicações de enfermagem do câncer do colo do útero.Revisão de literatura narrativa.Google AcadêmicoVI
COHEN, Paul. 2019.Cervical cancerApresentar os principais dados epidemiológicos relacionados com o câncer cervical.Revisão de literatura narrativa.Google AcadêmicoVI

Após a leitura minuciosa e a coleta dos dados dos trabalhos científicos incluídos na RIL, emergiram as seguintes categorias temáticas relacionadas ao objeto de estudo: “Intervenções de Enfermagem na Prevenção do Câncer do Colo de Útero e o Diagnóstico Precoce” e “O Papel da Enfermagem no Suporte Terapêutico e Qualidade de Vida”.

4.3. CATEGORIA I: INTERVENÇÕES DE ENFERMAGEM NA PREVENÇÃO DO CÂNCER DO COLO DE ÚTERO E O DIAGNÓSTICO PRECOCE

Ertem e Hazar (2022) apontam que a vacina contra o HPV é uma das medidas mais eficazes para prevenir a infecção pelos subtipos oncogênicos do vírus, especialmente quando administrada antes do início da vida sexual. Nesse sentido, a enfermagem tem um papel crucial na orientação sobre a importância da vacinação, esclarecendo dúvidas e desmistificando crenças que levam à hesitação vacinal.

De acordo com o estudo publicado por Yahia et al. (2024), os enfermeiros atuam na mobilização da comunidade, promovendo campanhas de vacinação em escolas e unidades básicas de saúde, visando ampliar a cobertura vacinal e reduzir a vulnerabilidade das mulheres ao HPV.

Outro aspecto essencial da prevenção primária é a educação em saúde. A equipe de enfermagem deve orientar as mulheres sobre os fatores de risco associados ao câncer do colo do útero, incluindo o tabagismo, múltiplos parceiros sexuais, início precoce da atividade sexual e a ausência de exames preventivos regulares (Yahya et al., 2024).

Conforme Han et al. (2021), o aconselhamento sobre o uso de preservativos e a importância da manutenção de hábitos saudáveis são fundamentais para reduzir a incidência da doença. As ações educativas podem ocorrer em diferentes espaços, como unidades de saúde, escolas e comunidades, garantindo que a informação chegue ao maior número possível de mulheres.

Segundo Fang et al. (2024), a prevenção secundária, por sua vez, está centrada no rastreamento precoce da doença por meio do exame citopatológico do colo do útero, popularmente conhecido como Papanicolau. Esse exame permite a detecção de alterações celulares antes que evoluam para um câncer invasivo, possibilitando a adoção de medidas terapêuticas precoces e eficazes.

A enfermagem desempenha um papel essencial nesse processo, desde a realização do exame até o acompanhamento dos resultados e a orientação das pacientes sobre condutas necessárias em casos de alterações celulares (Fang et al., 2024).

Um dos desafios enfrentados na prevenção secundária é a baixa adesão ao exame preventivo. Muitas mulheres deixam de realizá-lo por medo, vergonha ou desinformação. Além disso, fatores socioeconômicos, culturais e geográficos podem dificultar o acesso ao exame, especialmente em regiões com pouca cobertura de serviços de saúde (Ci; Ne, 2016).

Kashyap et al. (2019) afirmam que a enfermagem atua na sensibilização das pacientes, explicando a importância do exame e desmistificando tabus relacionados ao procedimento. Estratégias como a busca ativa de mulheres que não realizam o exame há mais de três anos, o acolhimento humanizado e o atendimento em horários flexíveis são medidas que favorecem a adesão ao rastreamento.

Além da realização do exame, os enfermeiros têm um papel fundamental na comunicação dos resultados e no encaminhamento adequado das pacientes com achados citológicos suspeitos. O suporte emocional e a orientação clara sobre os próximos passos são essenciais para garantir que a mulher siga o tratamento necessário. Nos casos em que há necessidade de exames complementares, como a colposcopia e a biópsia, a enfermagem pode atuar na mediação entre a paciente e a equipe médica, garantindo um fluxo ágil e eficaz na linha de cuidado (Rocha; Cruz; Oliveira, 2019).

Nessa perspectiva, o estudo de Ingrit (2019) dispõe que a atuação dos enfermeiros vai além da assistência técnica, envolvendo a promoção da saúde, a educação da população e o fortalecimento do vínculo entre as mulheres e os serviços de saúde. Para que essas ações sejam cada vez mais eficazes, é necessário investir em capacitação profissional, ampliação da cobertura vacinal e melhoria das estratégias de rastreamento, garantindo que todas as mulheres tenham acesso a um atendimento preventivo de qualidade.

4.4. CATEGORIA II: O PAPEL DA ENFERMAGEM NO SUPORTE TERAPÊUTICO E QUALIDADE DE VIDA 

O diagnóstico de câncer do colo do útero traz consigo uma série de desafios físicos, emocionais e sociais para as mulheres acometidas pela doença. O tratamento, que pode incluir cirurgia, quimioterapia e radioterapia, impacta significativamente a qualidade de vida das pacientes, exigindo um suporte integral por parte da equipe de saúde (Corvera-Carhuapuma; Cabanillas-Chavez; Morales-García, 2024).

Um dos principais desafios enfrentados pelas pacientes é o impacto dos efeitos colaterais do tratamento oncológico. A quimioterapia e a radioterapia frequentemente causam náuseas, vômitos, fadiga, perda de apetite, mucosite e alterações no sistema imunológico, tornando a mulher mais vulnerável a infecções (Vishwakarma et al., 2018).

Conforme Cohen et al. (2019), a enfermagem tem um papel essencial no monitoramento desses efeitos, proporcionando orientações sobre como minimizá-los e garantindo o uso adequado de medicamentos sintomáticos prescritos. Além disso, os enfermeiros devem instruir os pacientes sobre a importância de uma alimentação equilibrada e da hidratação, bem como incentivar a adoção de hábitos que possam melhorar a disposição e reduzir o impacto dos sintomas adversos.

Outro aspecto fundamental da assistência de enfermagem é o manejo da dor. Muitas mulheres enfrentam dores intensas, seja devido ao avanço da doença ou aos procedimentos invasivos do tratamento. O enfermeiro atua na avaliação da intensidade e localização da dor, utilizando escalas apropriadas para garantir um controle eficaz. A administração de analgésicos e a implementação de terapias complementares, como fisioterapia, massagens e técnicas de relaxamento, são estratégias importantes para melhorar o bem-estar das pacientes (Cohen et al., 2019).

De acordo com Oliveira e Donda (2024), a enfermagem também tem um papel crucial no apoio emocional. O diagnóstico de câncer gera medo, ansiedade e, muitas vezes, depressão, afetando diretamente a autoestima e a percepção da mulher sobre seu próprio corpo. Muitas pacientes enfrentam dificuldades em lidar com as mudanças corporais causadas pelo tratamento, como a perda da fertilidade, ressecamento vaginal, fadiga e alterações na sexualidade.

O enfermeiro, ao oferecer uma escuta qualificada e um atendimento humanizado, ajuda a paciente a expressar suas angústias e a desenvolver mecanismos de enfrentamento. A inclusão da família nesse processo também é essencial, pois o suporte dos familiares pode ser um fator determinante para a adesão ao tratamento e para a recuperação da paciente (Alves et al., 2023).

Outro aspecto relevante da assistência de enfermagem é a educação em saúde. Muitas mulheres chegam ao tratamento com pouco conhecimento sobre a doença, seus estágios e os efeitos do tratamento. A enfermagem tem a responsabilidade de fornecer informações claras e acessíveis, garantindo que a paciente compreenda sua condição e as opções terapêuticas disponíveis. O empoderamento da mulher por meio da informação fortalece sua capacidade de tomar decisões sobre seu próprio tratamento, aumentando sua adesão às terapias indicadas e melhorando sua experiência durante o processo (Dias et al., 2021).

Além da fase ativa do tratamento, a enfermagem também desempenha um papel importante na reabilitação e nos cuidados paliativos. Para as pacientes que alcançam a remissão da doença, o acompanhamento contínuo é essencial para monitorar possíveis recidivas e promover a reintegração social (Vieira et al., 2022).

Já para aquelas em estágios avançados da doença, os cuidados paliativos tornam-se uma prioridade, com o objetivo de oferecer conforto, controle da dor e qualidade de vida nos momentos finais. Nesse contexto, o enfermeiro atua garantindo que a paciente receba uma assistência digna, respeitando seus desejos e promovendo um ambiente acolhedor para ela e seus familiares (Freitas; Silveira; Azevedo, 2021).

Ademais, Araújo e Araújo (2022) enfatizam que para que a assistência seja cada vez mais eficaz, é essencial investir na capacitação dos profissionais, ampliar o acesso a serviços especializados e fortalecer políticas de humanização do cuidado oncológico. Somente assim será possível garantir um atendimento integral, respeitoso e capaz de minimizar os impactos dessa doença tão desafiadora (Araújo; Araújo, 2022).

5. CONSIDERAÇÕES FINAIS

O estudo analisou a importância da assistência de Enfermagem às vítimas do câncer cervical e buscou responder às hipóteses previamente estabelecidas, confirmando que as estratégias de assistência de enfermagem baseadas na educação em saúde, suporte emocional e intervenções direcionadas ao bem-estar físico das pacientes contribuem positivamente para a melhoria da qualidade de vida e dos desfechos clínicos.

Os dados obtidos demonstraram que a Enfermagem desempenha um papel fundamental no suporte terapêutico, oferecendo assistência humanizada, manejo de sintomas e apoio emocional, garantindo que a mulher se sinta acolhida durante todo o processo de tratamento e reabilitação, evidenciando a relevância do tema e suas possíveis aplicações nos três níveis de atenção em saúde no Brasil.

Dessa forma, pode-se afirmar que os resultados corroboram estudos anteriores e reforçam a necessidade de aprofundamento na área, especialmente em relação ao fato de que o diagnóstico do câncer do colo do útero traz consigo uma série de desafios físicos, emocionais e sociais para as mulheres acometidas pela doença.

Além disso, algumas limitações foram observadas, como poucos estudos de campo que investiguem dados epidemiológicos e cuidados de enfermagem voltados às mulheres com diagnóstico de câncer cervical na região da Amazônia, o que ressalta a importância de abordagens metodológicas complementares para expandir a compreensão sobre o tema.

Considerando a complexidade da temática e suas implicações para o campo prático da Enfermagem, é essencial que novas pesquisas sejam realizadas, sobretudo estudos de campo que contemplem a realidade específica da região amazônica. As particularidades socioeconômicas, culturais e ambientais dessa região tornam imprescindível uma investigação mais detalhada, permitindo que futuras pesquisas contribuam para a formulação de estratégias mais eficazes e contextualizadas.

Por fim, este estudo buscou fornecer uma contribuição significativa para a área, destacando a importância do tema e incentivando novas investigações que possam ampliar as perspectivas teóricas e práticas. Acredita-se que a continuidade das pesquisas nesse campo possa gerar impactos positivos tanto no meio acadêmico quanto na sociedade, promovendo avanços relevantes e possibilitando a aplicação dos conhecimentos adquiridos em benefício da coletividade.

6. REFERÊNCIAS

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CI, A.; NE, M. Cervical Cancer: a health limiting condition. Gynecology & Obstetrics, v. 06, n. 05, p. 1-7, 2016. http://dx.doi.org/10.4172/2161-0932.1000378.

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