REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/ni10202510121301
Rebeca Leal Martins; Iangla Araújo de Melo Damasceno (orientadora); Ana Lúcia Roselino (coorientadora); Emille Macedo da Silva; Gabriel de Oliveira Gratão; João Vitor Sousa Alves; Matheus Henrique Turmena; Giovana Caroline Martins Santos; Kamilly Santos Coradi
1. RESUMO
Introdução: A ostomia, procedimento cirúrgico que exterioriza parte do sistema digestório, impacta aspectos físicos, psicológicos e sociais dos pacientes. Com base nisso, o estudo aborda a qualidade de vida de pacientes ostomizados pós-câncer colorretal em Araguaína-TO. Materiais e métodos: A pesquisa, de abordagem quantitativa e exploratória, de corte transversal, foi realizada no Ambulatório da UNACON, com amostra de 17 pacientes. Utilizou-se o questionário composto por duas partes. A primeira é um instrumento psico-sócio-demográfico e a segunda o WHOQOL-bref, específico de avaliação de QV. Resultados: Os resultados indicaram que 52,9% dos pacientes avaliaram sua qualidade de vida como “boa”, enquanto 47,1% consideraram “nem ruim/nem boa”. A esse respeito, domínio físico, a dor e a dependência de tratamento médico foram os principais desafios. No psicológico, sentimentos negativos como ansiedade e depressão foram frequentes. Outrossim, os domínios sociais e ambientais apresentaram percepções positivas, com 94,1% satisfeitos com suas relações pessoais e 88,2% com condições de moradia e acesso à saúde. Conclusão: Conclui-se que, apesar das limitações impostas pela ostomia, o apoio social e familiar contribui para uma melhor adaptação. Recomenda-se intervenções multidisciplinares, como suporte psicológico e programas de reabilitação, além de políticas públicas para assistência social, visando melhorar a qualidade de vida desses pacientes.
Palavras chave: Câncer colorretal. Qualidade de vida. Colostomia.
2. INTRODUÇÃO
A ostomia (ou estomia) consiste em um procedimento cirúrgico que tem como objetivo exteriorizar parte do sistema respiratório, digestório e urinário, criando uma abertura artificial (orifício) entre órgãos internos e o meio externo (BRASIL, 2009). Esse procedimento pode ser decorrente de vários motivos, como trauma, patologias e outras condições em que a ostomização é um recurso de manutenção da vida. Esse processo de exteriorização pode ser feito de forma temporária ou definitiva, o que pode impactar diretamente a vida do operado.
Nesse aspecto, ao realizar a ostomia, o paciente se encontra sobre uma nova perspectiva de vida, com novos desafios físicos, sociais, espirituais, psicológicos, nutricionais e fisiopatológicos, levando à uma perturbação de sentimentos e emoções relacionados ao tratamento, reabilitação e à adaptação ao novo estilo de vida. Nesse viés, essas características individuais devem ser avaliadas e consideradas no seu contexto familiar, cultural, religioso, comunitário, sociais, econômicos, de escolaridade, entre outros (SILVA, et al., 2017).
Em outro âmbito, conforme Anttolini (2010, p. 290)“a presença do câncer altera, indubitavelmente, todos os aspectos da vida do indivíduo e pode acarretar profundas alterações no modo de viver habitual, conforme o comprometimento da capacidade e habilidade para execução de atividades de rotina”. Outrossim, a terapia oncológica, principalmente a quimioterapia e a radioterapia, tem a capacidade de debilitar e vulnerabilizar o organismo com repercussões negativas sobre a qualidade de vida dos pacientes (ELMAN, 2007).
O câncer colorretal engloba os tumores que afetam o cólon (intestino grosso) e o reto. De acordo com Anttolini (2010), o câncer e outras patologias crônicas como doença de Chagas, doença de Crohn, que acometem o trato gastrointestinal são motivadores de indicação de colostomia na maioria dos pacientes atendidos pela especialidade de Colo-Proctologia. Nesse aspecto, conforme esse autor, ao se considerar as alterações promovidas pelo processo de colostomia como a perda do controle da eliminação de fezes e gases, pode-se desencadear o isolamento psicológico e social do paciente fundamentado em sentimentos negativos que permeiam as relações interpessoais.
Ao analisar essa perspectiva, levanta-se a hipótese de que a qualidade de vida (QV) é gravemente afetada em pacientes ostomizados decorrentes de câncer colorretal.
3. OBJETIVOS
3.1. Objetivo Geral
Analisar a qualidade de vida de pacientes ostomizados em Araguaína-TO devido ao câncer colorretal.
3.2. Objetivos específicos
– Avaliar perfil epidemiológico dos pacientes ostomizados;
– Analisar a qualidade de vida dos pacientes nos domínios físico, psicológico e sexual.
– realizar uma revisão de literatura com base na temática proposta no projeto.
4. JUSTIFICATIVA
A International Ostomy Association (IOA) realiza a projeção de que existe uma pessoa com estomia para cada 1.000 habitantes em países com um bom nível de assistência médica, podendo ser inferior nos países menos desenvolvidos. Nessa perspectiva, estima-se para o Brasil que havia mais de 207 mil pessoas com estomias no ano de 2018. Ressalta-se que esta estimativa foi calculada considerando-se as estomias de eliminação (BRASIL, 2019). No entanto, existem poucos dados e pesquisas sobre essa população, em especial, que avaliem a qualidade de vida de pacientes ostomizados pós C.A. colorretal. Dessa maneira, o propósito da pesquisa é compreender a respeito da qualidade de vida de pacientes submetidos a ostomização decorrente do câncer colorretal no município de Araguaína – TO, podendo assim, realizar uma análise e descrição sobre tal assunto.
Além disso, as alterações na qualidade de vida dos pacientes que passaram pelo processo de ostomia não se restringem apenas a nível fisiológico, mas também, a nível psicológico, social e emocional. Nesse viés, caracterizar essas modificações promovidas pela ostomia é imprescindível para promover políticas de saúde que visem a redução das repercussões negativas do processo de ostomização na qualidade de vida dessa população.
Outrossim, a discriminação dos principais pontos elencados pelos pacientes da pesquisa, pode colaborar para o aprimoramento metodológico e de manutenção e cuidados. Tudo isso com o fito de resguardar a autonomia e diminuir os impactos do processo de ostomia na qualidade de vida desses pacientes.
5. MATERIAIS E MÉTODOS
Trata-se de um estudo descritivo, de abordagem quantitativa, exploratória, de corte transversal, com foco na análise e avaliação da qualidade de vida. O estudo foi desenvolvido no Ambulatório da Unidade de Alta Complexidade em Oncologia (UNACON), em Araguaína – TO, município localizado a 382,5 km da capital Palmas – TO, com população de 150.484 habitantes, conforme censo realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em julho de 2010.
O projeto foi submetido e aprovado pela Comissão de Ética de Pesquisa em Seres Humanos do Centro Universitário Presidente Antônio Carlos (UNITPAC) (CAAE 77948824.0.0000.0014), bem como pelo Núcleo de Ensino e Pesquisa do Hospital Regional de Araguaína. Todas as etapas da pesquisa seguiram os princípios éticos previstos na Resolução nº 466/2012, do Conselho Nacional de Saúde (CNS), assegurando o respeito, a autonomia, o sigilo e a privacidade dos participantes, sendo garantido que a recusa ou desistência não acarretaria quaisquer danos ou prejuízos ao tratamento.
A população do estudo compreendeu todos os pacientes submetidos à ostomização devido ao câncer colorretal na cidade de Araguaína – TO. Considerando a dificuldade de acesso e a reduzida disponibilidade desses pacientes, optou-se por uma amostragem não probabilística, por conveniência, que resultou em um total de 17 participantes. Inicialmente, estimou-se que seria possível incluir aproximadamente 20 participantes, com base em dados prévios sobre o volume de atendimentos na unidade. No entanto, esse número não foi alcançado devido à indisponibilidade de alguns pacientes no período da coleta. Reconhece-se que a amostragem por conveniência constitui uma limitação metodológica, restringindo a possibilidade de generalização dos resultados.
A seleção dos participantes atendeu aos seguintes critérios de inclusão: pacientes com idade igual ou superior a 18 anos, de ambos os sexos, residentes no Estado do Tocantins, atendidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS) na UNACON do Hospital Regional de Araguaína, no período de agosto a novembro de 2024, e portadores de ostomia devido ao câncer colorretal há, no mínimo, duas semanas, considerando que o instrumento utilizado avalia aspectos das duas últimas semanas de vida do indivíduo. Foram excluídos pacientes com diagnóstico médico de condições que comprometessem significativamente a capacidade cognitiva, como demências, transtornos psiquiátricos graves ou outros quadros que pudessem interferir na compreensão e interpretação das perguntas.
A coleta de dados foi realizada por meio de entrevistas individuais, conduzidas por graduandos da 43ª turma do Curso de Medicina do Centro Universitário Presidente Antônio Carlos (UNITPAC). As entrevistas ocorreram em ambiente ambulatorial, antes das consultas médicas. Previamente à participação, os pacientes foram informados sobre os objetivos da pesquisa, as garantias de sigilo e confidencialidade dos dados, e o caráter voluntário da participação, sendo solicitado o consentimento formal por meio da assinatura do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE).
O cronograma total da pesquisa compreendeu o período de agosto de 2024 a julho de 2025, vinculado ao Projeto de Bolsa de Iniciação Científica (PROBIC) da UNITPAC. A coleta de dados, especificamente, foi realizada entre agosto e novembro de 2024. Os resultados obtidos serão utilizados para elaboração de artigo científico, assegurando o anonimato e a confidencialidade das informações.
Instrumento:
Utilizou-se um questionário estruturado, composto por duas partes. A primeira consistiu em um instrumento psicossociodemográfico, com informações relativas ao sexo, faixa etária, estado civil, moradia, grau de escolaridade, renda familiar, número de filhos e histórico de doenças, visando à caracterização da amostra.
A segunda parte foi composta pelo instrumento genérico de avaliação da qualidade de vida — WHOQOL-bref — desenvolvido pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e adaptado para a cultura brasileira pelo centro WHOQOL, sob a coordenação de Fleck et al. (1999, 2000).
Os dados obtidos foram organizados e tabulados em planilhas do software Microsoft Excel, analisados por meio de estatística descritiva, com cálculo de frequências absolutas e relativas para as variáveis sociodemográficas e medidas de tendência central (média) para os domínios do WHOQOL-bref.
6. REFERENCIAL TEÓRICO
6.1. Qualidade de vida
Segundo Minayo, Hartz e Buss (2000), a qualidade de vida é uma noção humana sobre a satisfação nas diversas áreas da vida e, por esse motivo, pode abranger diversos significados. Em especial, na área médica, o termo é usado para designar o movimento em que, a partir de situações de lesões físicas ou biológicas, se oferecem indicações técnicas de melhorias nas condições de vida do enfermo. Ou seja, aborda a qualidade como uma melhoria na função vital de uma pessoa com lesão física ou biológica.
O termo qualidade de vida trouxe consigo uma distinção entre as diferenças individuais de cada paciente e a conduta terapêutica adotada por profissionais da saúde, uma vez que já tenha sido utilizada de forma limitada para inspecionar o diagnóstico e tratamento esperando-se um resultado sobre a morbimortalidade dos pacientes. Entretanto tem sido tomada uma nova vertente, onde as condutas têm sido avaliadas diante do bem-estar individual, de acordo com os parâmetros de satisfação física, mental e emocional de cada paciente. (PASCHOAL, 2000).
Conforme descrito por Zozaya (1985), uma doença crônica é aquela que se caracteriza por ser duradoura, resultar em incapacidade residual, causar alterações patológicas irreversíveis e demandar reabilitação ou cuidados prolongados. Consequentemente, os pacientes crônicos necessitam de acompanhamento médico contínuo devido à natureza não curável da doença.
A definição de doença crônica, segundo Azevedo et al. (2013), é a alteração de um ou mais dos seguintes fatores em relação a uma patologia: permanência, presença de incapacidade residual, mudança patológica não reversível no sistema corporal, necessidade de treinamento especial do paciente para a reabilitação e previsão de um longo período de supervisão, observação e cuidados. Partindo disso, a qualidade de vida de pacientes com doenças crônicas pode se relacionar com fatores que as alteram direto ou indiretamente.
Ainda se relacionado a isso, alguns fatores alteram a avaliação da qualidade de vida em saúde de pacientes com doenças crônicas em que se enquadram principalmente sexo; idade, hábitos prejudiciais à saúde (fumo e consumo de álcool) estado civil e pobreza. Assim é notório que vários fatores vão intervir de forma significativa na qualidade de vida, visto que existem fatores podem modificar tanto a doença crônica quanto a qualidade de vida. (AZEVEDO et al. 2013)
Durante a reabilitação física de pacientes colostomizados a maioria muda seu estilo de vida. A presença de um dispositivo acoplado sobre o abdômen como um corpo estranho revela um impacto que na maioria das vezes denota um sentimento de inferioridade causando um efeito social de indiferença interpessoal, trazendo uma cascata de comprometimentos emocionais e psicológicos (Moraes & Balbino & Souza, 2016).
Pacientes submetidos a cirurgias são expostos a diversos problemas e após isso podem resultar na vivência de cenários que influenciam em sua rotina, como em pacientes colostomizados que lidam com a mudança no aspecto físico devido às modificações fisiológicas, bem como a necessidade de adaptações para sua nova condição. Dentre essas condições nota-se marcante a interferência de odores por questões da nova fisiologia, o que repercute na vida social do paciente trazendo dificuldade na realização de tarefas diárias e consequentemente gerando um isolamento (GEMELLI; ZAGO, 2002).
Além disso, a inserção da ostomia na vida do paciente, requer alguns cuidados para fornecer conforto e segurança, a qual necessita de aceitação e adaptação que podem gerar sentimentos conflituosos e preocupações que vão interferir nas áreas fisiológica, psicológica e social do indivíduo ostomizado. (BARBUTTI et al. 2008).
Ainda de acordo com BARBUTTI et al.(2008), a qualidade de vida do paciente ostomizado se relaciona diretamente com o grau de bem estar e autonomia nas atividades diárias pós a realização da ostomia, ou seja, no grau de reabilitação do paciente. Essa reabilitação, se resume na aceitação, retorno nas atividades diárias e no cuidado e na higiene da ostomia, que só é possível com a presença de uma equipe de saúde interdisciplinar para promover o auxílio e o suporte necessário para a reintegração social.
Autonomia nas atividades físicas e bem estar são alguns dos objetivos que pacientes ostomizados almejam alcançar para obter qualidade de vida. A reabilitação é a principal meta a ser alcançada na assistência ao paciente colostomizado, onde o alvo é a inserção social do paciente, o condicionando a sua adaptação e convívio social (Associação Gaúcha de Ostomizados, 2006).
Uma das áreas mais afetadas que interfere na qualidade de vida em pacientes ostomizados é a vida sexual. Isso se dá, principalmente, em pessoas com ostomia recente ou que não possuem parceiros fixos, pois a presença da ostomia gera medo e insegurança em relação a aceitação ou não do parceiro, impactando diretamente na área psicológica e na qualidade de vida do paciente (REAL, 2017).
6.2. Colostomia
Segundo Rocha (2011), a colostomia se configura como uma cirurgia de exteriorização da parte interna do intestino grosso. Ela pode ser transitória ou definitiva, sendo classificada como em alça (a parte anterior da alça intestinal se exterioriza por completo e a parte posterior fica conectada) ou terminal (toda a .alça intestinal é seccionada e uma parte fica exteriorizada). Em suma, “A criação de ostomia é usada principalmente para o desvio fecal como uma opção de tratamento para doenças do cólon” (FONSECA, 2017, p. 231).
Há diversas causas que podem levar uma pessoa à confecção de uma colostomia. Segundo Rodrigues, Bicalho e Oliveira (2019), entre as indicações, destacam-se: obstrução intestinal, perfuração do cólon, trauma e fístula. O câncer colorretal pode se configurar como a terceira causa mais prevalente dentre as demais causas, devido seu potencial obstrutivo do trânsito intestinal (BIONDO-SIMÕES, 2000).
Quanto aos aspectos epidemiológicos das pessoas que possuem estomia, é desafiador organizar dados precisos devido à complexidade da saúde nesse contexto. Isso ocorre porque a estomia resulta de condições médicas ou lesões, em vez de serem uma causa ou diagnóstico em si. Entretanto, em 2016, de acordo com a International Ostomy Association (IOA), foi projetado para o Brasil, cerca de 170 mil indivíduos com estomia no país (SANTOS & SAWAIA, 2016).
Além disso, de acordo com as projeções do Instituto Nacional do Câncer (INCA), “O número estimado de casos novos de câncer de cólon e reto (ou câncer de intestino) para o Brasil, para cada ano do triênio de 2023 a 2025, é de 45.630 casos, correspondendo a um risco estimado de 21,10 casos por 100 mil habitantes, sendo 21.970 casos entre os homens e 23.660 casos entre as mulheres”, contribuindo, assim, para o aumento desse grupo de pacientes.
Por conta desses fatores, é extremamente importante que as ações de saúde pública levem em consideração essa questão, incluindo a provisão de novos equipamentos e recursos, especialmente no campo da assistência psicossocial. Ter uma estomia não afeta apenas o corpo fisicamente, mas também a mente e o bem-estar emocional. Portanto, o suporte psicossocial desempenha um papel fundamental na adaptação e na qualidade de vida tanto dos indivíduos quanto de suas famílias.
6.3. O câncer colorretal
O câncer colorretal é uma neoplasia maligna que acomete o intestino grosso (ceco, cólons ascendente, transverso, descendente e sigmoide) e/ ou reto. Ele se desenvolve a partir de mutações genéticas em lesões benignas (pólipos adenomatosos e serrilhados), configurando-se uma doença heterogênea. Desconsiderando os tumores de pele não melanoma, o câncer de colorretal ocupa a terceira posição entre os tipos de cânceres mais frequentes no Brasil (INCA, 2023). A incidência estimada para cada ano do triênio de 2023 a 2025, é de 45.630 casos. Na região norte, o risco estimado é de 7,05 por 100 mil habitantes para homens e 7,78 por 100 mil habitantes para mulheres. Em relação à mortalidade no Brasil, em 2020, ocorreram 20.245 óbitos por câncer colorretal, conforme INCA (2023).
O desenvolvimento de câncer colorretal está relacionado a diversos fatores de risco, tanto comportamentais como não comportamentais. Entre os não comportamentais estão: idade avançada, hereditariedade, sexo masculino, afrodescendentes, doenças inflamatórias intestinais e síndromes genéticas de predisposição ao câncer. Já os comportamentais, incluem: hábitos de vida (tabagismo, sedentarismo, dieta pobre em fibras, consumo de grandes quantidades de carne vermelha, alimentos embutidos e bebidas alcoólicas), obesidade e sedentarismo (PUCCI, Marcella; et al., 2022).
O pico de incidência do câncer colorretal ocorre entre os 60 e 70 anos de idade, antes dos 50 anos a incidência é menor que 20%. Tem-se que os homens são ligeiramente mais acometidos que as mulheres. No que tange a prevenção do câncer colorretal, além da modificação dietética e de hábitos de vida, há estudos que sugerem o ácido acetilsalicílico ou outros AINEs como efeito protetor, estudos demonstraram regressões por uso de alguns AINEs de pólipos em pacientes com PAF nos quais o reto foi mantido após colectomia (ROBBINS, 2016).
A sintomatologia irá depender da localização, extensão da área acometida e idade do paciente. Segundo Moura, 2020, os sintomas mais prevalentes, de uma forma geral, são dispneia, náusea, inapetência, constipação, diarreia, dor, fadiga, astenia e insônia. Os sintomas tendem a serem mais exacerbados em idades avançadas, devido ao acometimento de doenças crônicas e pensamentos do fim da vida.
Para a população em geral, sem antecedente pessoal ou familiar, o rastreio do CCR deve ser recomendado aos 50 anos e continuado até os 75 anos. Em indivíduos assintomáticos e sem histórico que indique risco aumentado para a doença, deve-se iniciar o rastreamento com a pesquisa de sangue oculto nas fezes anualmente, acompanhado pela retossigmoidoscopia a cada dois a cinco anos. Os pacientes com alteração desses exames, devem complementá-los com colonoscopia. Quando possível, esta também pode ser feita como um exame de rastreio inicial a cada 10 anos quando não há alterações (FERRARI C, 2016).
Dentre os exames de rastreio, o sangue oculto nas fezes é um dos mais solicitados uma vez que minimiza os gastos individuais ou públicos com medidas que englobam a prevenção secundária. Porém, faz-se necessário o uso de exames complementares para identificar a origem do sangramento. Com isso, o enema de duplo contraste é efetivo para visualização de pólipos, mas se houver necessidade de realizar biópsia ou retirada de lesão ele não se faz efetivo. Ademais, a colonoscopia é o meio mais adequado para rastreio e diagnóstico, todavia possui alto custo e possibilidade de complicações (DOS SANTOS F, 2021).
O tratamento pode variar de acordo com o grau de acometimento, localização, tipo. Quando indicado, os pólipos, dependendo do tamanho, devem ser retirados através da colonoscopia, por meio de excisão pela alça a frio ou biópsia de pinça, ressecamento por laço de polipectomia e cirurgia laparoscópica. A remoção das lesões deve incluir uma margem de mucosa normal, de modo que não fique nenhuma lesão polipoide ou não polipóide com potencial cancerígeno. Além disso, em pacientes com diagnóstico de câncer colorretal em estádio mais avançado, pode fazer-se necessário a realização da colostomia e/ou quimioterapia e/ou radioterapia (DOS SANTOS F, 2021).
O estadiamento do câncer é feito a partir da análise anatomopatológica da lesão retirada pela biópsia. Logo, classificar a amostra em estágios nada mais é que definir a gravidade da doença para a condução de um tratamento mais eficaz e adequado. Para isso, utiliza-se o sistema TNM do American Joint Comittee on Cancer, no qual a letra T refere-se a extensão do câncer em camadas (1-mucosa, 2-submucosa, 3-muscular própria, 4-subserosa e serosa), a letra N informa se o câncer se espalhou pelo sistema linfático (varia de 1 a 3, sendo que quanto maior o número, maior a quantidade de linfonodos acometidos) e a letra M que significa se há metástase ou não (se não utiliza-se o 0 e se sim utiliza-se o 1) (SOUZA GD, et al., 2018).
O tipo histológico dos cânceres colorretais mais incidente é o adenocarcinoma. Demais histologias como cânceres neuroendócrinos, carcinomas epidermoides, linfomas e sarcomas (incluindo GIST)” são raramente vistos. Esse tipo histológico deriva do epitélio colunar de revestimento da mucosa colorretal, sendo mais frequente em cólon sigmoide e acomete igualmente homens e mulheres (CECIL, 2015).
O adenocarcinoma contribui consideravelmente à morbidade e mortalidade em todo o mundo. A sua formação deriva de uma combinação de eventos moleculares heterogênea com anormalidades genéticas e epigenéticas. Existem duas vias genéticas distintas descritas, a via APC/b-catenina e a via de instabilidade de microssatélites. Ambas as vias envolvem o acúmulo gradual de mutações múltiplas, mas por mecanismos diferentes (ROBBINS, 2016).
A via APC/b-catenina geralmente envolve a mutação do supressor de tumor APC no início do processo neoplásico. Sabe-se que ambas as cópias do gene APC devem ser funcionalmente inativadas, para que os adenomas se desenvolvam. De modo geral, a proteína APC se liga à degradação de b-catenina, quando há a perda da função da APC, a b-catenina se acumula e transloca para o núcleo, e assim, ativa a transcrição de genes, como os que codificam MYC e ciclina Dl, que promovem a proliferação (ROBBINS, 2016).
Em relação a via de instabilidade de microssatélites, nas pessoas com deficiência de reparo de DNA decorrente da perda de genes de reparo as mutações se acumulam em repetições microssatélites, quando esses microssatélites são de regiões de codificação ou promotoras de genes envolvidos na regulação do crescimento celular, como aquelas de codificação do receptor TGF-b tipo II, podem contribuir para o crescimento celular descontrolado (ROBBINS, 2016).
A polipose adenomatosa familiar (PAF) é caracterizada pelo surgimento de inúmeros adenomas colorretais. Ela é causada por mutações do gene de polipose adenomatosa coli (APC). A PAF pode ser considerada um fator predisponente do CCR, uma vez que, o adenocarcinoma colorretal se desenvolve em 100% dos pacientes com PAF não tratada. A colectomia profilática é a terapia-padrão para pessoas portadoras de mutações de APC, mas não impede que a pessoa desenvolva câncer em outras regiões (ROBBINS, 2016).
O câncer colorretal não polipose hereditário (CCNPH), também conhecido como síndrome de Lynch, ele é proveniente de mutações herdadas da linha germinativa em genes que codificam proteínas responsáveis pela detecção, excisão e reparo de erros que ocorrem durante a replicação do DNA, a maioria envolve MSB2 ou MLH1 (ROBBINS, 2016).
7. RESULTADOS ESPERADOS
O projeto de pesquisa proposto visa analisar a qualidade de vida de pacientes ostomizados em Araguaína, TO, devido ao câncer colorretal. O objetivo geral é compreender o impacto dessa condição na vida desses pacientes, enquanto os objetivos específicos direcionam o estudo para diferentes aspectos. Primeiramente, pretende-se traçar o perfil epidemiológico desses pacientes, investigando características como idade, gênero e tempo desde o diagnóstico. Em geral, pacientes ostomizados são mais frequentemente encontrados em grupos de idade mais avançada, devido à prevalência aumentada de condições como câncer colorretal e doenças inflamatórias intestinais nessa faixa etária. Quanto ao gênero, não há uma predominância clara, pois homens e mulheres podem ser afetados por condições que exigem uma ostomia. O perfil epidemiológico específico pode variar de acordo com a região geográfica e os fatores socioeconômicos e de acesso aos cuidados de saúde. Por exemplo, em áreas com acesso limitado aos serviços de saúde, pode haver uma maior prevalência de pacientes ostomizados devido a complicações não tratadas de condições intestinais.
Em seguida, será realizada uma análise abrangente da qualidade de vida, considerando os domínios físico, psicológico e sexual. No aspecto físico, podem enfrentar desafios como adaptação à bolsa de ostomia, cuidados com a pele ao redor do estoma e possíveis restrições nas atividades diárias. No plano psicológico, podem lidar com sentimentos de vergonha, ansiedade, depressão e preocupações com a imagem corporal e autoestima. No âmbito sexual, podem enfrentar dificuldades devido a mudanças na função sexual, autoconfiança e intimidade, além de preocupações com a aceitação do parceiro. Apesar dos desafios, muitos pacientes ostomizados encontram formas de adaptação e resiliência, buscando apoio emocional, informação e recursos para melhorar sua qualidade de vida em todos esses domínios. Além disso, a pesquisa buscará identificar fatores que possam influenciar a qualidade de vida, como o suporte social, complicações pós-operatórias e tempo desde a cirurgia de ostomia. Por meio de análises comparativas, serão exploradas possíveis disparidades na qualidade de vida entre diferentes grupos de pacientes, contribuindo para uma compreensão mais refinada dos desafios enfrentados por esses indivíduos.
Com base nos resultados obtidos, espera-se fornecer subsídios para o desenvolvimento de intervenções e políticas de saúde direcionadas a melhorar a qualidade de vida e o bem-estar desses pacientes ostomizados.
8. RISCOS E BENEFÍCIOS
Aplicar o questionário para os pacientes estomizados por câncer colorretal é necessário para compreender suas necessidades e dificuldades, mas envolve riscos que devem ser cuidadosamente considerados. A privacidade e a confidencialidade são preocupações fundamentais quando os pacientes partilham informações altamente sensíveis sobre a sua saúde e é incluído como um risco. Portanto, é de suma importância afirmar ao entrevistado que seus dados serão confidenciais, e suas respostas serão utilizadas somente e exclusivamente para fins acadêmicos, como especificado no TCLE.
Além disso, o desconforto emocional é um risco real. Discutir questões relacionadas às estomias e ao câncer pode reabrir traumas emocionais e causar dor ao paciente. Nesse aspecto, o questionário foi elaborado de forma sensível e evitado perguntas que possam ser vistas como desnecessárias. O questionário também será apresentado em um formato compacto e direto, respeitando o tempo e a paciência dos entrevistados.
Visto as possibilidades de constrangimento que o objeto da entrevista pode causar, por abordar algumas perguntas sobre a qualidade de vida, o questionário será realizado pelo paciente de forma discreta e individualizado, sendo entregue e orientado a assinar o número correspondente para que responda de forma privativa, numa sala reservada especificamente para a entrevista, evitando também a exposição desnecessária do entrevistado. Àqueles que estiverem impossibilitados de responder sozinhos, será perguntado sobre a disponibilidade das perguntas serem feitas pelo pesquisador.
Por fim, a forma como o questionário é introduzido e administrado pode afetar a confiança que os pacientes têm nos profissionais de saúde. Será priorizada a transparência sobre os objetivos do questionário e feito um manejo cuidadoso das respostas, medidas essenciais para manter uma relação terapêutica positiva.
Quanto aos benefícios, a pesquisa tem o poder de fornecer insights precisos sobre a qualidade de vida desses pacientes, o que poderia ajudar a adaptar políticas de saúde e programas de apoio localmente. Nesse viés, permitiria também identificar as necessidades específicas desses pacientes, incluindo questões emocionais, sociais, físicas e financeiras, que poderiam ser abordadas de forma mais eficaz pelos profissionais de saúde e organizações de apoio.
É válido também mencionar que a pesquisa tem a capacidade de orientar a criação de programas de intervenção específicos para melhorar a qualidade de vida desses pacientes, seja através de suporte psicológico, programas de reabilitação física, grupos de apoio ou outras iniciativas. Ao destacar os desafios enfrentados pelos pacientes ostomizados, a pesquisa pode aumentar a conscientização pública sobre a condição e educar a comunidade sobre como oferecer apoio adequado a esses pacientes.
9. RESULTADOS
9.1 Características Psico-Sócio-Demográficas
A amostra foi composta por 17 pacientes ostomizados pós-câncer colorretal, com predominância do sexo masculino (64,7%, n=11) e faixa etária acima de 60 anos (58,8%, n=10). A maioria dos participantes eram casados (64,7%, n=11), com ensino fundamental incompleto (64,7%, n=11) e renda familiar entre 1-2 salários mínimos (82,4%, n=14). Quanto ao histórico de doenças, a hipertensão arterial sistêmica (HAS) foi a comorbidade mais frequente (52,9%, n=9), seguida por diabetes mellitus (11,8%, n=2) e câncer de estômago (11,8%, n=2).
9.2 Qualidade de vida autoavaliada
A maioria dos pacientes (52,9%, n=9) avaliou sua qualidade de vida como “boa”, enquanto 47,1% (n=8) a consideraram “nem ruim/nem boa”. Em relação à satisfação com a saúde, 47,1% (n=8) relataram estar “satisfeitos”, 23,5% (n=4) “nem satisfeitos/nem insatisfeitos” e 17,6% (n=3) “insatisfeitos”. Quanto aos sinais e sintomas, 35,3% (n=6) relataram dor física como um problema, e 52,9% (n=9) necessitam de tratamento médico para realizar atividades diárias. Sentimentos negativos, como mau humor, desespero, ansiedade e depressão, foram relatados “algumas vezes” por 64,7% (n=11) dos participantes.
Gráfico 1. Avaliação da qualidade de vida em pacientes colostomizados em vigência de câncer colorretal. Araguaína, 2025

Gráfico 2. Nível de satisfação com a sua saúde em pacientes colostomizados em vigência de câncer colorretal. Araguaína, 2025

9.3 Domínios do WHOQOL-BREF
– Domínio Físico: A pontuação média foi de 3,7, indicando uma percepção moderada da saúde física. Foram 7 itens avaliados. Pacientes com dor física e necessidade de tratamento médico apresentaram pontuações mais baixas.
– Domínio Psicológico: A pontuação média ficou em 3,5, refletindo uma percepção moderada da saúde psicológica. Foram 6 itens avaliados. Pacientes com sentimentos negativos frequentes tiveram pontuações mais baixas.
– Domínio de Relações Sociais: A pontuação média foi de 4, indicando uma percepção positiva das relações sociais. Foram 3 itens avaliados. maioria dos pacientes (94,1%, n=16) relatou satisfação com suas relações pessoais.
– Domínio do Meio Ambiente: A pontuação média foi de 4, refletindo uma percepção positiva do ambiente. Foram 8 itens avaliados. A maioria dos pacientes (88,2%, n=15) estava satisfeita com as condições de moradia e acesso aos serviços de saúde.
10. DISCUSSÕES
Este estudo de corte transversal nos proporciona uma análise quantitativa e qualitativa da qualidade de vida de 17 pacientes ostomizados após tratamento de câncer colorretal, destacando um equilíbrio entre a aceitação e os desafios pós doença . Os resultados indicam que, apesar das limitações impostas pela condição, 9 dos participantes classificaram sua qualidade de vida como “boa”, enquanto os demais (8) a consideraram “nem ruim/nem boa”. A ausência de avaliações nas categorias “ruim” ou “muito ruim” sugere uma notável capacidade de adaptação quanto às dificuldades impostas pela doença.
A análise dos domínios do WHOQOL-BREF oferece maior clareza sobre os fatores que influenciam na qualidade de vida destes pacientes. No domínio físico, com pontuações médias entre 3,5 e 4, observa-se uma percepção moderada da saúde física, influenciada negativamente pela presença de dor em 6 (35,3%) dos pacientes e pela dependência de tratamento médico em 9 (52,9%). Esses elementos nos mostram o impacto das demandas fisiológicas da ostomia. O domínio psicológico, com médias entre 3 e 4, revela uma vulnerabilidade significativa, principalmente associada à prevalência de sentimentos negativos, como ansiedade e depressão, referidos por 11 (64,7%) dos participantes. No entanto, os domínios de relações sociais e meio ambiente apresentam médias mais elevadas, situadas entre 3,5 e 4,5, evidenciando aspectos protetores: 16 (94,1%) dos pacientes expressaram satisfação com seus relacionamentos pessoais, e 15 (88,2%) avaliaram positivamente as condições de moradia e o acesso a serviços de saúde.
As características psico-sócio-demográficas da amostra melhoram essa percepção. A predominância de hipertensão arterial sistêmica (52,9%, n=9) e a idade avançada (58,8%, n=10 acima de 60 anos) agravam as limitações físicas, enquanto a baixa escolaridade (64,7%, n=11 com ensino fundamental incompleto) e a renda restrita (82,4%, n=14 com 1-2 salários mínimos) parecem exacerbar as dificuldades econômicas e psicossociais, possivelmente por restringirem o acesso a recursos de suporte. Por outro lado, o estado civil casado (64,7%, n=11) e a presença de uma estrutura familiar, referida pelo número de filhos, sustentam as pontuações elevadas no domínio de relações sociais, sugerindo que o apoio familiar e social atua como um fator chave para superar as adversidades enfrentadas.
Esses achados apontam para a necessidade de intervenções direcionadas. A gestão da dor e a redução da dependência médica demandam abordagens multidisciplinares, integrando estratégias de reabilitação física e analgesia eficaz. A elevada frequência de sentimentos negativos nos mostra a importância de suporte psicológico, especialmente voltado para o manejo da ansiedade e depressão. Além disso, o perfil educacional da amostra (11 com ensino fundamental incompleto) nos mostra a necessidade de programas de educação em saúde, como orientações acessíveis sobre o cuidado com a ostomia e a promoção de hábitos saudáveis, que poderiam fortalecer a autonomia dos pacientes, diminuindo a necessidade de serviços médicos. Para aqueles em situação de vulnerabilidade econômica, políticas de assistência social são igualmente fundamentais, garantindo acesso a insumos essenciais, como bolsas de ostomia, e a serviços de saúde suplementares.
11. CONCLUSÃO
Este estudo revelou que a maioria dos pacientes ostomizados pós-câncer colorretal avalia sua qualidade de vida como “boa” ou “nem ruim/nem boa”, principalmente devido à satisfação com as relações sociais. No entanto, desafios significativos foram identificados nos domínios físico e psicológico, substancialmente relacionados à dor crônica, associada a necessidade de acompanhamento médico e sentimentos negativos frequentes, como ansiedade e depressão.
As características psico-sócio-demográficas da amostra, como baixa renda familiar, baixa escolaridade e presença de comorbidades, influenciam negativamente a qualidade de vida, especialmente nos domínios físico e psicológico. Por outro lado, o apoio social e familiar se mostrou um fator protetor, contribuindo para pontuações mais altas no domínio de relações sociais.
Conclui-se, portanto, que o câncer e a ostomização não representam o fim da vida para esses pacientes, havendo uma possibilidade de alcançar uma melhor qualidade de vida a partir de envolvimento em atividades que possam ser proporcionado satisfação e motivação, permitindo à eles uma vida mais plena dentro das suas limitações.
Dessa forma, recomenda-se a implementação de intervenções multidisciplinares, incluindo suporte psicológico, programas de gerenciamento da dor e educação em saúde, visando melhorar a qualidade de vida global dos pacientes. Além disso, políticas públicas de assistência social podem ser necessárias para auxiliar pacientes de baixa renda a ter acesso a tratamentos e recursos essenciais. Essas medidas podem contribuir para reduzir as limitações físicas e emocionais identificadas, promovendo uma melhor adaptação à condição de ostomizado.
12. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
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