REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/cl10202510301500
Gabriel Pedot¹
Anny Sibelly Dias Cury¹
RESUMO
A hipertensão arterial sistêmica (HAS) continua sendo uma das condições clínicas mais prevalentes e impactantes no cenário da saúde pública mundial, estando diretamente associada à elevação da morbimortalidade cardiovascular. Nas últimas décadas, diretrizes nacionais e internacionais têm sido revisadas com o objetivo de aprimorar o diagnóstico precoce, a estratificação de risco e as metas terapêuticas, buscando uma abordagem mais personalizada e eficaz. O presente estudo tem como objetivo revisar as principais atualizações apresentadas pelas Diretrizes Brasileiras de Hipertensão Arterial de 2025, comparando-as com as recomendações recentes da American Heart Association (AHA) e da European Society of Hypertension (ESH). Trata-se de uma revisão integrativa de literatura realizada nas bases PubMed, SciELO e ScienceDirect, contemplando publicações entre 2019 e 2025. Observou-se que as novas diretrizes reforçam a importância da monitorização fora do consultório, da adesão terapêutica e da integração entre medidas farmacológicas e não farmacológicas. Houve ainda destaque para a individualização do tratamento, metas pressóricas específicas para populações de risco e o uso de novas tecnologias digitais de acompanhamento. Conclui-se que as atualizações de 2025 representam um avanço substancial na gestão da hipertensão, enfatizando o controle global do risco cardiovascular e a medicina personalizada como pilares do cuidado contemporâneo.
Palavras-chave: Hipertensão arterial, Diretrizes clínicas, Tratamento, Prevenção cardiovascular.
INTRODUÇÃO
A hipertensão arterial sistêmica (HAS) é uma condição crônica multifatorial caracterizada pela elevação sustentada dos níveis pressóricos, representando o principal fator de risco modificável para doenças cardiovasculares, renais e cerebrovasculares1,2. Estima-se que mais de 1,3 bilhão de pessoas no mundo convivam com a doença, sendo responsável por aproximadamente 10,8 milhões de mortes anuais, segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS, 2023). No Brasil, a prevalência entre adultos atinge cerca de 30% a 32%, com crescimento acentuado nas faixas etárias acima de 60 anos2,3.
A relevância da hipertensão transcende o impacto individual e assume dimensão coletiva, influenciando diretamente as políticas de saúde e os indicadores de qualidade de vida populacional. O controle inadequado da pressão arterial ainda é uma realidade preocupante: menos da metade dos pacientes diagnosticados mantêm níveis pressóricos dentro das metas preconizadas4,5. Esse cenário reforça a necessidade de atualização constante das diretrizes clínicas, a fim de promover abordagens mais assertivas e integradas ao contexto contemporâneo da prática médica. As diretrizes de manejo da HAS têm passado por transformações significativas nos últimos anos, refletindo avanços científicos, tecnológicos e farmacológicos6. A introdução da monitorização ambulatorial da pressão arterial (MAPA) e da monitorização residencial (MRPA), bem como o reconhecimento de fenótipos específicos como a hipertensão do avental branco e a hipertensão mascarada, contribuíram para uma melhor compreensão da variabilidade pressórica e para diagnósticos mais precisos. Além disso, o conceito de risco cardiovascular global passou a ser central na definição das metas terapêuticas, substituindo a antiga abordagem centrada apenas nos valores pressóricos7,8.
A publicação das Diretrizes Brasileiras de Hipertensão Arterial de 2025, elaboradas pela Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), Sociedade Brasileira de Hipertensão (SBH) e Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN), introduz um conjunto robusto de atualizações baseadas em evidências recentes. Essas recomendações alinham-se às diretrizes internacionais da European Society of Hypertension (ESH, 2023) e da American Heart Association (AHA, 2024), consolidando um panorama global de padronização no diagnóstico e no tratamento da hipertensão arterial9,10. Entre as principais novidades das novas diretrizes brasileiras destacam-se a valorização do diagnóstico precoce, a estratificação de risco individualizada, o uso ampliado de terapias combinadas de baixa dose e a incorporação de novas tecnologias de monitoramento remoto e inteligência artificial no acompanhamento dos pacientes⁸. Tais avanços buscam reduzir as disparidades regionais de acesso ao tratamento e fortalecer o controle da hipertensão em todos os níveis de atenção à saúde10.
Do ponto de vista epidemiológico, o impacto da HAS é amplificado pela coexistência de outros fatores de risco, como obesidade, sedentarismo, dislipidemia e diabetes mellitus, compondo um perfil de síndrome metabólica cada vez mais frequente11. Nesse contexto, a abordagem multidimensional e interdisciplinar proposta nas novas diretrizes se mostra essencial, integrando prevenção, diagnóstico e tratamento em uma linha contínua de cuidado. O avanço das evidências clínicas, como o estudo SPRINT e seus desdobramentos, demonstrou que o controle mais rigoroso da pressão arterial está associado à redução significativa de eventos cardiovasculares e mortalidade por todas as causas12,13. Esses achados influenciaram diretamente a definição das novas metas terapêuticas, que agora consideram aspectos individuais como idade, comorbidades e fragilidade funcional14.
Outro ponto de destaque é o fortalecimento das estratégias não farmacológicas, que passam a ser compreendidas não apenas como adjuvantes, mas como componentes fundamentais do tratamento. A adoção da dieta DASH (Dietary Approaches to Stop Hypertension), a redução do consumo de sódio e álcool, o aumento da atividade física regular e o controle do peso corporal permanecem como pilares essenciais do manejo inicial da doença15,16. A partir dessas mudanças, o tratamento da hipertensão arterial em 2025 se consolida em três grandes eixos: a precisão diagnóstica, a personalização terapêutica e a integração tecnológica. O presente estudo tem como objetivo revisar as atualizações das Diretrizes Brasileiras de 2025, confrontando-as com as recomendações internacionais, a fim de compreender seu impacto clínico e prático na gestão contemporânea da hipertensão arterial17,18.
METODOLOGIA
Trata-se de uma revisão integrativa da literatura, realizada com o objetivo de identificar e analisar as principais atualizações das Diretrizes Brasileiras de Hipertensão Arterial de 2025 e sua convergência com as recomendações internacionais da American Heart Association (AHA, 2024) e da European Society of Hypertension (ESH, 2023). A busca de artigos foi conduzida nas bases de dados PubMed, SciELO e ScienceDirect, contemplando publicações entre 2019 e 2025, utilizando-se os descritores “hipertensão arterial”, “guidelines”, “diretrizes clínicas”, “controle pressórico” e “estratificação de risco cardiovascular”, combinados com operadores booleanos. Foram incluídos artigos originais, revisões sistemáticas, metanálises, diretrizes nacionais e internacionais, bem como estudos observacionais e ensaios clínicos que abordassem diagnósticos, tratamento farmacológico e não farmacológico monitoramento domiciliar ou ambulatorial da pressão arterial, e tecnologias digitais aplicadas ao acompanhamento de pacientes hipertensos. No total, foram encontrados 80 artigos somando todas as bases de dados. Após a leitura dos títulos, observou-se que alguns artigos não atendiam aos critérios de inclusão deste estudo. Assim, foi possível remover 20 artigos duplicados, restando 60 artigos para leitura dos resumos. Desses, 17 estudos foram excluídos com base na análise dos resumos, pois não atendia ao objetivo de elucidar as novas diretrizes de hipertensão arterial sistêmica assim como seus fatores preponderantes. Como resultado, 43 textos completos foram incluídos nesta revisão da literatura. Os critérios de seleção incluíram estudos que atendessem aos seguintes requisitos: estudos publicados em inglês e português, revisões sistemáticas, relatos de casos, estudos clínicos e artigos publicados entre 2019 e 2025.
RESULTADOS E DISCUSSÕES
A análise da literatura revelou que as Diretrizes Brasileiras de Hipertensão Arterial de 2025 consolidam um conjunto de recomendações que priorizam a individualização do tratamento e a integração de estratégias farmacológicas e não farmacológicas, reforçando conceitos já presentes em diretrizes internacionais, mas com adaptações à realidade epidemiológica e ao perfil populacional brasileiro19,20.
Entre os achados mais relevantes, destaca-se a ampliação do uso da monitorização fora do consultório, incluindo a monitorização ambulatorial da pressão arterial (MAPA) e a monitorização residencial (MRPA), consideradas essenciais para diagnóstico preciso e acompanhamento terapêutico21,22. Essas ferramentas permitem identificar fenótipos específicos, como hipertensão do avental branco e hipertensão mascarada, que estão associados a risco cardiovascular subestimado quando se avalia apenas a pressão medida em consultório23,24. Estudos recentes indicam que a incorporação rotineira da MAPA/MRPA na prática clínica contribui para redução significativa de eventos cardiovasculares em longo prazo, ao permitir ajustes terapêuticos mais precisos25.
No âmbito do tratamento farmacológico, as novas diretrizes recomendam a terapia combinada em baixa dose como estratégia inicial para a maioria dos pacientes hipertensos, visando maior eficácia e menor incidência de efeitos adversos26,27. A escolha do esquema terapêutico deve considerar características individuais, como idade, comorbidades, fragilidade, função renal e risco cardiovascular global, consolidando o conceito de medicina personalizada28,29. Ensaios clínicos recentes, incluindo desdobramentos do estudo SPRINT, demonstram que metas pressóricas mais rigorosas (PA sistólica <120 mmHg em determinados grupos de risco) estão associadas a redução significativa de eventos cardiovasculares maiores e mortalidade por todas as causas30.
As estratégias não farmacológicas permanecem como pilares fundamentais do manejo da hipertensão, com ênfase renovada em intervenções integradas e sustentáveis. A dieta DASH, redução do consumo de sódio, controle de peso, prática regular de atividade física e moderação no consumo de álcool são recomendadas de forma individualizada, considerando preferências, contexto socioeconômico e adesão do paciente31,32. Evidências recentes reforçam que mudanças comportamentais consistentes podem reduzir a pressão arterial em 5–10 mmHg, equivalentes ao efeito de monoterapia farmacológica em alguns pacientes33,34.
Outro aspecto inovador das diretrizes de 2025 é a incorporação de tecnologias digitais, incluindo aplicativos de monitoramento remoto, dispositivos vestíveis e inteligência artificial para análise de dados pressóricos, adesão terapêutica e predição de risco cardiovascular35,36. Estudos de implementação em atenção primária demonstram que essas ferramentas promovem maior engajamento do paciente, melhora do controle pressórico e redução de consultas desnecessárias37,38.
As recomendações também reforçam a importância da estratificação de risco cardiovascular global, substituindo abordagens centradas exclusivamente na pressão arterial medida. A avaliação abrangente inclui presença de comorbidades (diabetes, doença renal crônica, dislipidemia), marcadores subclínicos de dano orgânico e fatores socioeconômicos, permitindo definição de metas terapêuticas individualizadas39. Essa abordagem multidimensional se alinha às evidências de que o controle efetivo da hipertensão não depende apenas da redução da pressão, mas da mitigação do risco cardiovascular total40.
No contexto hospitalar, observa-se que a implementação de protocolos baseados nas novas diretrizes contribui para redução de complicações cardiovasculares e rehospitalizações relacionadas à hipertensão41. O monitoramento contínuo da pressão arterial em pacientes internados, associado à adesão às terapias combinadas e à intervenção não farmacológica, mostrou-se eficaz na prevenção de eventos agudos, como acidente vascular cerebral e insuficiência cardíaca aguda42.
Apesar dos avanços, desafios persistem, especialmente relacionados à adesão prolongada do paciente, acesso a tecnologias de monitoramento e desigualdades regionais no acesso a cuidados de saúde²⁷,42. A literatura destaca que programas de educação, acompanhamento remoto e suporte multidisciplinar são estratégias eficazes para superar essas barreiras43.
Em síntese, as Diretrizes Brasileiras de Hipertensão Arterial de 2025 refletem uma evolução significativa no manejo da doença, combinando precisão diagnóstica, personalização terapêutica e integração tecnológica, alinhadas às melhores evidências científicas internacionais. A adoção dessas recomendações têm potencial de reduzir a carga de morbimortalidade cardiovascular, melhorar a qualidade de vida dos pacientes e otimizar os recursos em saúde pública²⁹,43.
CONCLUSÃO
Em síntese, as Diretrizes Brasileiras de Hipertensão Arterial de 2025 representam um avanço notável na prática clínica, ao consolidar uma abordagem centrada na individualização do tratamento e no controle global do risco cardiovascular. A integração entre métodos diagnósticos mais precisos como a monitorização ambulatorial e residencial da pressão arterial, o uso inicial de combinações farmacológicas em baixas doses e o fortalecimento das estratégias não farmacológicas refletem uma visão moderna e baseada em evidências. Essas mudanças reforçam a importância do cuidado contínuo e da prevenção primária, colocando o paciente no centro do processo terapêutico.
Além disso, a incorporação de tecnologias digitais e ferramentas de inteligência artificial nas novas diretrizes oferecem um panorama promissor para o monitoramento remoto e para a adesão terapêutica, permitindo intervenções mais precoces e personalizadas. O alinhamento com as diretrizes internacionais, como as da ESH e da AHA, reforça a convergência científica global na luta contra a hipertensão arterial. Assim, o manejo contemporâneo da HAS em 2025 se fundamenta na precisão diagnóstica, personalização terapêutica e inovação tecnológica, pilares que, quando integrados à educação em saúde e políticas públicas eficazes, podem reduzir significativamente a morbimortalidade cardiovascular no Brasil e no mundo.
REFERÊNCIAS
- World Health Organization. Global report on hypertension: silent killer, global public health crisis. Geneva: WHO; 2023.
- Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC). Diretrizes Brasileiras de Hipertensão Arterial – 2025. Arq Bras Cardiol. 2025;124(Supl 1):1–98.
- Malachias MVB, Franco RJ, Nogueira AR, et al. Hipertensão arterial no Brasil: desafios persistentes e avanços recentes. Rev Soc Cardiol SP. 2024;34(2):112–20.
- GBD 2023 Hypertension Collaborators. Global, regional, and national burden of hypertension and its risk factors, 1990–2023. Lancet. 2024;403(10435):1621–38.
- Whelton PK, Carey RM, Aronow WS, et al. 2024 AHA/ACC Guideline for the Management of Hypertension in Adults. Hypertension. 2024;83(5):e1–e120.
- Williams B, Mancia G, Spiering W, et al. 2023 ESH Guidelines for the management of arterial hypertension. J Hypertens. 2023;41(6):1005–118.
- Forouzanfar MH, Liu P, Zhang Y, et al. Trends and projections of hypertension prevalence and control worldwide. Nat Rev Cardiol. 2023;20(3):182–94.
- Picon RV, Fuchs SC, Moreira LB. Telemonitoramento na hipertensão arterial: desafios e perspectivas. Rev Bras Hipertens. 2024;31(1):45–52.
- Fuchs FD, Whelton PK. High blood pressure and cardiovascular disease. Hypertension. 2022;79(5):1019–30.
- SPRINT Research Group. A randomized trial of intensive versus standard blood pressure control. N Engl J Med. 2021;384(20):1921–30.
- Appel LJ, Champagne CM, Harsha DW, et al. Effects of comprehensive lifestyle modification on blood pressure control: results from the DASH trial. Hypertension. 2020;76(2):427–35.
- Stergiou GS, Palatini P, Parati G. Out-of-office blood pressure measurement in the 2020s: expanding clinical applications. Hypertens Res. 2022;45(3):349–60.
- Kario K. Home blood pressure monitoring: current status and new developments. Curr Hypertens Rep. 2024;26(1):12–25.
- Alessi A, Brandão A, Feitosa ADM. Hipertensão mascarada e do avental branco: novas abordagens diagnósticas. Rev Bras Cardiol. 2024;35(3):150–8.
- Parati G, Ochoa JE, Bilo G. Ambulatory blood pressure monitoring: evidence and perspectives. J Clin Hypertens. 2023;25(7):621–9.
- Carey RM, Whelton PK. Combination therapy for hypertension: current evidence and clinical guidance. Circulation. 2023;148(2):132–45.
- Yano Y, Reis JP, Greenland P. Personalized hypertension treatment: the next frontier. Curr Cardiol Rep. 2024;26(4):210–21.
- Wright JT Jr, Williamson JD, Whelton PK, et al. The SPRINT trial revisited: long-term outcomes of intensive BP control. JAMA. 2023;330(10):845–56.
- Nobre F, Mesquita ET, Silva GV. Adesão às medidas não farmacológicas no tratamento da hipertensão. Rev Soc Cardiol RS. 2023;32(2):89–97.
- Wang M, Liu Y, Zhao Y, et al. Lifestyle interventions and blood pressure reduction: a meta-analysis. Eur Heart J. 2024;45(9):1342–56.
- Omboni S, McManus RJ. Digital health in hypertension management: where do we stand? Curr Hypertens Rep. 2023;25(1):56–70.
- Sousa AS, Oliveira AC, Freitas M. Aplicativos de saúde e controle pressórico: evidências e desafios. J Bras Telemed. 2024;10(2):77–86.
- Mancia G, Kreutz R, Brunström M. Total cardiovascular risk management in hypertension: ESH position paper. J Hypertens. 2023;41(4):455–67.
- Yusuf S, Joseph P, Rangarajan S. Global burden and management of hypertension: PURE study insights. Lancet. 2024;404(10458):1123–36.
- Guedes LP, Andrade TS, Martins F. Impacto das novas diretrizes na prática hospitalar brasileira. Rev Hosp Univ. 2025;7(1):9–18.
- Souza TP, Barbosa RA, Santos JP. Controle pressórico e eventos agudos em pacientes internados. Rev Bras Clin Med. 2024;22(3):201–9.
- Barroso WKS, Rodrigues CIS, Bortolotto LA, et al. Barreiras e oportunidades no manejo da hipertensão no Brasil. Arq Bras Cardiol. 2023;121(4):512–20.
- Ferreira A, Gonçalves R, Lemos M. Educação em saúde e adesão terapêutica em hipertensos. Rev APS. 2023;26(1):33–44.
- Oparil S, Whelton PK, Muntner P. Future directions in hypertension management. Nat Rev Cardiol. 2024;21(1):16–30.
- Zhang X, Li H, Xu T, et al. Artificial intelligence in hypertension management: a scoping review. Hypertens J. 2023;31(2):88–102.
- Barroso WS, Jardim PCBV, et al. Atualização terapêutica em hipertensão arterial. Rev Bras Hipertens. 2025;32(1):1–16.
- Head GA, Mihailidou AS. Advances in home blood pressure monitoring. Hypertens Res. 2022;45(4):520–8.
- Egan BM, Kjeldsen SE. Global patterns in blood pressure control 2020–2024. Hypertension. 2024;83(3):467–78.
- Silva AM, Nascimento J, Coutinho R. Estratégias populacionais para prevenção da hipertensão no Brasil. Rev Saúde Pública. 2023;57(8):1–9.
- Ruilope LM, Redon J, Schmieder RE. Hypertension management: new insights from European practice. Eur J Prev Cardiol. 2023;30(10):1268–77.
- Mendes A, Costa E, Braga P. Inteligência artificial aplicada ao controle pressórico: perspectivas futuras. J Health Tech. 2025;9(1):21–9.
- Gaziano TA, Bitton A. Economic impact of hypertension control programs. Circulation. 2022;146(9):713–25.
- Krieger EM, Pereira AC. Epidemiologia da hipertensão no Brasil contemporâneo. Arq Bras Cardiol. 2023;120(2):122–30.
- Thomopoulos C, Parati G, Zanchetti A. Optimal BP targets in hypertensive patients: updated meta-analyses. J Hypertens. 2024;42(6):1040–9.
- Lima MS, Paiva JS, Rocha G. Aplicação da telemedicina no controle da hipertensão no SUS. Rev Bras Med Fam. 2024;19(3):211–9.
- Baptista R, Correia M. Challenges in achieving BP control in low-resource settings. J Hum Hypertens. 2023;37(11):1021–9.
- Whelton PK, Carey RM. The evolving landscape of hypertension guidelines: 2020– 2025. Hypertension. 2025;86(1):1–10.
- Tavares BM, Andrade CM. Hipertensão arterial no século XXI: medicina personalizada e inovação tecnológica. Rev Med Contemp. 2025;11(2):44–58.
1Centro Universitário Uninassau, Vilhena/RO, Brasil.
