APLICAÇÃO DA TOXINA BOTULÍNICA TIPO A NA REABILITAÇÃO ESTÉTICA E FUNCIONAL DE PACIENTE COM PARALISIA FACIAL PERIFÉRICA: UMA REVISÃO DE ESCOPO

APPLICATION OF BOTULINUM TOXIN TYPE A IN THE ESTHETIC AND FUNCTIONAL REHABILITATION OF PATIENTS WITH PERIPHERAL FACIAL PARALYSIS: A SCOPING REVIEW

REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/cl10202511241900


Alexsandra Tavares de Almeida1
Amanda Delamari Alves Pamplona2
Bárbara Maiara da Silva Trindade3
Gabriella Gomes Sampaio4
Gabriely Rodrigues Coelho5
Juliana Gonçalves de Sousa6
Marcelly Cristina Gouveia Ferro7
Altair Vallinoto Klautau8
Carla Dourado Leão9


RESUMO 

A paralisia facial periférica (PFP) é uma condição neurológica caracterizada por comprometimento motor e assimetria facial, afetando diretamente a estética e a qualidade de vida. A toxina botulínica tipo A (TBA) tem sido amplamente utilizada na reabilitação estética e funcional desses pacientes por promover relaxamento muscular seletivo e reduzir sincinesias. Este estudo trata-se de uma revisão de escopo, conduzida conforme as diretrizes do PRISMA-ScR, com o objetivo de analisar os efeitos da aplicação da TBA no tratamento das assimetrias faciais decorrentes da PFP. As buscas foram realizadas nas bases Cochrane, LILACS/BVS, PubMed, SciELO e ScienceDirect, incluindo publicações de 2015 a 2025. Foram selecionados oito estudos que abordaram a TBA em contextos estéticos e funcionais, isoladamente ou associada à fisioterapia, biofeedback, ácido hialurônico e reeducação neuromuscular. Os resultados indicaram melhora significativa da simetria facial, redução da espasticidade e aprimoramento funcional, com altos índices de satisfação e efeitos adversos leves e transitórios. A associação entre TBA e terapias fisioterapêuticas potencializou os ganhos clínicos, promovendo reequilíbrio muscular e melhor adaptação psicossocial. Apesar da heterogeneidade nos protocolos, a TBA destacou-se como uma alternativa segura e eficaz para o manejo das sequelas da PFP. Conclui-se que a intervenção com toxina botulínica tipo A é uma ferramenta terapêutica relevante na reabilitação estética e funcional, devendo ser aplicada de forma individualizada e integrada ao tratamento fisioterapêutico.

Palavras-chave: Paralisia Facial, Toxina Botulínica Tipo A, Reabilitação.

1. INTRODUÇÃO 

A paralisia facial (PF) é definida como uma lesão, parcial ou total, do sétimo par de nervos cranianos, que pode ser classificada como paralisia facial central ou periférica (PFP), dependendo da localização da lesão nervosa. A prevalência global é estimada entre 15 e 30 casos por 100.000 habitantes anualmente, sendo a paralisia facial periférica responsável pela maioria dos casos. A PFP pode ser desencadeada por diversas etiologias, incluindo causadas por lesão do VII par craniano (Cruz, Sulzbach & Torres, 2021; Megiolaro et al., 2024).  

A paralisia de Bell destaca-se como a forma mais comum de paralisia facial periférica (PFP), é geralmente idiopática, mas está associada à reativação do vírus herpes simples tipo 1 (HSV-1). Como consequência a PFP, gera sequelas sensoriais e motoras. Entre essas, os déficits motores são mais relevantes clinicamente, pois comprometem a expressão facial. A limitação nas expressões impacta significativamente a vida social e emocional afetando diretamente a qualidade de vida dos pacientes (Silva et al., 2022). 

Além disso, a condição pode resultar em complicações como problemas oftálmicos e, notavelmente, assimetria facial e sincinesia. Diante da complexidade e do impacto das sequelas motoras da PF, diversas abordagens terapêuticas são empregadas para a recuperação da função muscular, a minimização dos déficits e a melhoria da qualidade de vida. Dentre essas abordagens, o uso da toxina botulínica tipo A (TBA) tem se destacado como um recurso terapêutico valioso na reabilitação, especialmente para o tratamento das assimetrias faciais (Carré et al., 2024; Ragaban et al., 2024). 

A TBA atua promovendo um relaxamento muscular temporário e seletivo, o que é crucial para controlar os músculos hiperativos do lado não paralisado e as co-contrações involuntárias, favorecendo o reequilíbrio estético e funcional da face. Nesse contexto, a TBA surge como uma alternativa promissora para o tratamento de assimetrias faciais, atuando na modulação da atividade muscular e proporcionando um equilíbrio maior entre os lados da face (Talarico et al., 2022). 

No entanto, apesar do crescente uso da TBA na prática clínica, ainda há necessidade de estudos que investiguem de forma aprofundada sua eficácia, seus resultados a longo prazo e seus potenciais benefícios e limitações no contexto específico da correção de assimetrias faciais pós-PFP (Tavares et al., 2022). Assim, este estudo tem por objetivo analisar, por meio de uma revisão de escopo, os efeitos da aplicação da toxina botulínica no tratamento das assimetrias faciais decorrentes da paralisia facial periférica. 

2. REFERENCIAL TEÓRICO 

A paralisia facial periférica (PFP) é caracterizada pela disfunção do nervo facial (nervo craniano VII), que é responsável pela inervação dos músculos da expressão facial. Trata-se de uma condição neurológica relativamente comum, cuja principal manifestação clínica é a perda parcial ou total da mobilidade dos músculos da face, geralmente de forma unilateral (Falavigna et al., 2008).  

Nesse contexto, a forma idiopática da paralisia, conhecida como paralisia de Bell, é a mais prevalente e, apesar dos avanços científicos, sua etiologia ainda é desconhecida em muitos casos. A paralisia de Bell é a paralisia mais comum do sétimo nervo craniano, afetando de 15 a 40 em cada 100.000 pessoas anualmente e recorrendo em aproximadamente 10% dos casos (Hohman, Warner & Varacallo, 2025; Megiolaro et al., 2024).  

A etiologia da PFP é multifatorial, incluindo diversas causas como infecciosas, traumáticas, neoplásicas, vasculares e idiopáticas. Dentre os agentes infecciosos, destaca-se o vírus herpes simples tipo 1, que pode permanecer latente no gânglio geniculado e reativar-se em momentos de imunossupressão, causando inflamação e compressão do nervo facial (Falavigna et al., 2008; Megiolaro et al., 2024).  

Além disso, traumas craniofaciais, tumores na base do crânio, acidentes vasculares cerebrais (AVC) e doenças autoimunes também estão associados ao surgimento da PFP. Em contrapartida, um estudo multicêntrico realizado na King Abdulaziz Medical City identificou como fatores de risco relevantes o diabetes mellitus, a hipertensão arterial sistêmica e infecções do trato respiratório superior (Ragaban et al., 2024).  

Além da paralisia facial unilateral, a paralisia de Bell frequentemente envolve um pródromo de otalgia, e muitos pacientes relatam xeroftalmia ipsilateral, epífora, hiperacusia, obstrução nasal e disgeusia. A assimetria facial resultante pode causar disartria, incompetência oral e dificuldade na expressão emocional não verbal, levando a isolamento social e sofrimento emocional (Hohman, Warner & Varacallo, 2025). 

Clinicamente, a PFP se manifesta por assimetria facial evidente, com queda da pálpebra e do canto da boca no lado acometido, além de incapacidade de realizar movimentos voluntários como sorrir, franzir a testa ou fechar completamente os olhos. Outros sintomas incluem hipogeusia (redução do paladar), hiperacusia (sensibilidade exacerbada a sons) e diminuição da lacrimação (Falavigna et al., 2008). 

Nesse sentido, a presença desses sinais pode comprometer significativamente a estética, a funcionalidade e a autoestima do paciente. Nomeada em homenagem a Sir Charles Bell, a paralisia de Bell é responsável por 38% a 83% dos casos de fraqueza facial. O tratamento da paralisia facial periférica varia conforme a etiologia, o tempo de instalação dos sintomas e a gravidade do quadro (Fernandes, Silva, 2022; Hohman, Warner & Varacallo, 2025). 

A reabilitação fisioterapêutica desempenha papel central na recuperação funcional, com intervenções que incluem eletroterapia, terapia manual, exercícios faciais e técnicas de facilitação neuromuscular proprioceptiva. Embora a eletroterapia seja frequentemente utilizada para promover a estimulação elétrica dos músculos afetados e prevenir a atrofia muscular, a literatura ainda apresenta divergências quanto à sua eficácia isolada (Silva et al., 2022; Cruz, Sulzbach & Torres, 2021). 

Ademais, no processo de recuperação da lesão, a orientação adequada dos exercícios é crucial para obter respostas positivas, e a fisioterapia se destaca no tratamento da paralisia facial, oferecendo diversos benefícios ao paciente, como a promoção da neuroplasticidade, restauração dos padrões faciais e da harmonia dos grupos musculares, além de melhorar a autoestima e os padrões estéticos (Santos, Silva, 2022; Tavares et al., 2018).  

Uma revisão sistemática e meta-análise sugere que a fisioterapia reduz a não recuperação em pacientes com paralisia facial periférica e melhora a pontuação do sistema de classificação facial de Sunnybrook, embora a certeza da evidência seja baixa. Outra revisão reforça os benefícios da terapia com exercícios faciais no início da recuperação e em casos crônicos (Nakano et al., 2023; Khan et al., 2022).  

A fisioterapia é um importante parâmetro de reabilitação não cirúrgica para prevenir ou melhorar deficiências decorrentes da paralisia facial, utilizando exercícios de alongamento, fortalecimento muscular específico e biofeedback. Outro recurso terapêutico que tem ganhado destaque nos últimos anos é a toxina botulínica (TB), especialmente em casos em que há sequelas motoras e assimetrias faciais persistentes (Nakano et al., 2023; Fernandes, 2024). 

A TB tem sido utilizada por cerca de 20 anos no tratamento de diversas desordens caracterizadas pelo aumento patológico da contração muscular ou espasmos. Em comparação com opções cirúrgicas, a toxina botulínica apresenta-se como uma alternativa menos invasiva, pois não requer internação e não deixa cicatrizes (Colhado, Boeing & Ortega, 2009; Fernandes, Silva, 2022).  

Nessa perspectiva, a TB atua bloqueando a liberação de acetilcolina nas junções neuromusculares, promovendo relaxamento muscular temporário e seletivo. Além disso, descrevem a TB como uma exotoxina produzida pela bactéria anaeróbia gram-positiva Clostridium botulinum, com oito subtipos distintos de neurotoxinas (tipos A, B, C1, C2, D, E, F e G), sendo a do tipo A (BTXA) a mais potente e amplamente utilizada (Talarico, et. al, 2022). 

A técnica proposta para a aplicação bilateral de TB demonstrou ser eficaz no controle do espasmo hemifacial e na prevenção da assimetria iatrogênica. No contexto da dor facial associada à paralisia, a TB também tem demonstrado benefícios. Observa-se sua aplicação segura e eficaz em diversas condições dolorosas, incluindo cefaleias e neuralgias, destacando seu potencial como alternativa terapêutica menos invasiva e de ação prolongada (Salles et al., 2015; Colhado et al. 2009). 

Nesse viés o uso da TB no tratamento da paralisia de Bell tem sido objeto de pesquisas recentes. Em pacientes com sequelas tardias, a TB contribui significativamente para a melhora funcional e estética, com impactos positivos na qualidade de vida. Ademais, a avaliação individualizada, é imprescindível, a fim de definir pontos e doses adequadas para a aplicação, considerando a anatomia facial e os padrões de comprometimento muscular (Pecora, Shitara, 2021; Fernandes, Silva 2022; Fernandes, 2024). 

Para a maioria dos pacientes com sequelas de longa duração, tratar co-contrações involuntárias e espasticidade muscular é mais importante do que alcançar a simetria facial perfeita, sendo a toxina botulínica eficaz para esses objetivos. A atuação do fisioterapeuta é indispensável tanto na fase aguda quanto nas fases de reabilitação e tratamento das sequelas da PFP. (Carré et al., 2024). 

Outrossim, o conhecimento técnico do profissional sobre as técnicas de reabilitação é essencial para o restabelecimento das funções motoras faciais e para a adesão do paciente ao tratamento.  O fisioterapeuta também é responsável pela aplicação de recursos terapêuticos complementares, como a terapia miofuncional, biofeedback e técnicas de mobilização neural, além de atuar em conjunto com outros profissionais da saúde, como neurologistas e dermatologistas (Santos, Silva,2022). 

Portanto, um estudo de caso destacou a importância da intervenção fisioterapêutica precoce e individualizada na recuperação funcional de um paciente com PFP. Ademais, o relato demonstrou ganhos significativos na simetria facial e na capacidade funcional do paciente ao longo das sessões, reforçando a eficácia do tratamento interdisciplinar (Tavares et al.,2018). 

3. METODOLOGIA 

O presente estudo trata-se de uma revisão de escopo, conduzida de acordo com as diretrizes do PRISMA-ScR (Preferred Reporting Items for Systematic Reviews and Meta-Analyses extension for Scoping Reviews), uma ferramenta baseada em evidências que visa aprimorar a clareza, a transparência e a padronização na condução e no relato de revisões de escopo. A utilização dessa diretriz assegura que o processo de busca, seleção e síntese das evidências seja conduzido de maneira sistemática e documentada, permitindo a reprodutibilidade e a validade metodológica do estudo, a presente pesquisa tem como o número de registro DOI: 10.17605/OSF.IO/YCWEQ (Tricco et al., 2018). 

A questão norteadora desta revisão foi: “Quais os efeitos da aplicação da toxina botulínica no tratamento das assimetrias faciais decorrentes da paralisia facial periférica?”. Para a construção desta questão, utilizou-se a estratégia PICO: P como população (Adultos, Paralisia Facial) I como intervenção (utilização de TBA) e O como desfecho (descrever os efeitos da TBA). Neste estudo, o componente C (Comparação) não foi considerado, desta forma, não está descrito na questão norteadora. 

O processo de busca e seleção dos estudos foi realizado nas seguintes bases de dados eletrônicas: Cochrane, LILACS/BVS, PubMed, SciELO e ScienceDirect. As buscas foram realizadas utilizando uma combinação de descritores e palavras-chave com o uso do operador booleano AND. As seguintes combinações foram utilizadas: “Adultos AND Paralisia Hemifacial AND Toxina Botulínica Tipo A” em português e Botulinum Toxin, type A AND Rehabilitation” em inglês. 

O fluxograma PRISMA (figura 1) foi adaptado para ilustrar o processo de identificação, triagem, elegibilidade e inclusão dos estudos, detalhando o número de artigos identificados nas bases de dados, a quantidade de duplicatas removidas, os artigos excluídos e os motivos para a exclusão, e o número final de estudos incluídos na revisão. 

No início da busca, foram identificados 648 estudos nas bases de dados eletrônicas. Desses, 384 foram excluídos por não atenderem os pré-requisitos básicos citados anteriormente, resultando em 264 estudos. Após filtragem de idioma e ano de publicação, 252 estudos foram excluídos, restando 14 estudos que após leitura do título, foram excluídos 2 estudos. Por conseguinte, 12 estudos restaram para leitura integral, dos quais 4 foram excluídos devido não estarem disponíveis para leitura completa de forma gratuita. Desta forma, ao término da análise, foram incluídos 8 estudos, conforme apresentado na figura 1.

Figura 1: fluxograma PRISMA

Fonte: Autoria própria 

Foram incluídos artigos nos idiomas português e inglês, que se apresentam como estudos clínicos randomizados, artigos de opinião, editoriais e meta-análise. Por outro lado, foram excluídos artigos com tempo de publicação anterior ao ano de 2015 e artigos duplicados. A primeira etapa consistiu na leitura dos títulos e resumos para triagem inicial.  

Na segunda etapa, os artigos pré-selecionados foram lidos na íntegra para verificar o atendimento aos critérios de inclusão e exclusão. Para cada estudo selecionado, os seguintes dados foram extraídos: autores/ano de publicação, tipo de estudo, método e resultados. A síntese dos dados foi realizada de forma descritiva, agrupando os achados mais relevantes em uma planilha Microsoft Excel®.  

4. RESULTADOS E DISCUSSÃO 

Os estudos analisados evidenciaram que a toxina botulínica tipo A (TBA) tem sido amplamente utilizada no tratamento das sequelas da PFP, apresentando resultados expressivos tanto na reabilitação funcional quanto na estética. Todos os autores observaram melhora significativa na simetria facial, redução das sincinesias e aumento da satisfação dos pacientes, reforçando o potencial terapêutico da TBA na restauração dos movimentos e na harmonia facial. Apesar das diferenças metodológicas entre os estudos como: formulação comercial, dose, músculos tratados e frequência das aplicações, a toxina botulínica tipo A foi unanimemente apontada como o padrão-ouro para o manejo das sequelas da PFP, demonstrando eficácia e segurança, com raros efeitos adversos leves e transitórios, conforme apresentado na tabela 1.

Tabela 1: Estudos selecionados para a amostra.

AUTORES / ANOTIPO DE ESTUDOOBJETIVOSMÉTODOSRESULTADOS
(Patel et al., 
2018)
Estudo de 
coorte prospectivo
Avaliar os resultados de pacientes tratados com toxina botulínica no músculo bucinador em casos de sincinesia facial.Tratamento da musculatura facial com toxina botulínica, incluindo ciclos de tratamento com e sem injeções no  músculo bucinador. As injeções foram realizadas com um eletrodo de 
agulha hipodérmica descartável de 1,5 polegadas × calibre 27 com conector Luer Lock e uma diluição de 4 U/0,1 mL de BT. Dos 84 pacientes tratados com toxina botulínica para sincinesia facial, 23 foram incluídos no estudo (82,6% mulheres, média de 46 anos).
Todos apresentaram melhora pós-tratamento, com resultados significativamente melhores quando o músculo bucinador foi tratado (p = 0,004), sem diferença na duração do efeito (≈66 dias).
(Lee et al., 2015)Estudo prospectivoDesenvolver método para manter efeito do BoNT-A combinando 3 injeções espaçadas e exercícios de biofeedback com meio-espelho para sequelas faciais crônicas.17 pacientes com paralisia unilateral >1 ano;  3 injeções de BoNT-A em intervalos de 6–8 meses + exercício diário de half mirror por ~2 anos; avaliações funcionais e seguimentoMelhora duradoura da sincinesia facial ou movimento hipercinético e da assimetria facial relatada com regime combinado; Antes do tratamento, a pontuação média ± desvio padrão (DP) na escala de Sunnybrook (SB) era de 36,8 ± 8,76. Após a primeira injeção, a pontuação aumentou em 11,4. Após a segunda injeção, a pontuação aumentou em 14,6; e aumentou ainda mais para 15,6 após a terceira injeção. Efeitos mantidos a longo prazo segundo as medidas publicadas.
(Bonali et al., 2025) Relato de experiênciaDescrever experiência clínica e propor protocolo combinando neuromuscular retraining (NMR) e BoNT-A para reabilitação da paralisia facial. Incluiu pacientes com paralisia facial periférica crônica tratados com RM neuromuscular e pelo menos duas injeções de BoNT-A para sincinesia, sendo o grau de paralisia avaliado pelo sistema Sunnybrook antes e depois do tratamento. O estudo incluiu 140 pacientes com paralisia facial periférica de causas iatrogênicas (46%), idiopáticas (38%), infecciosas  (10%) e pós-traumáticas (5,3%), tratados com BTX-A (média 15,68 UI; tempo mediano 19,3 meses), Após duas injeções de BTX-A, a pontuação de Sunnybrook melhorou em uma média de 11,76 pontos e a pontuação de sincinesia diminuiu em 4,78 pontos (ambas estatisticamente significativas, p < 0,05). 
(D’Andrea et al., 2025) Ensaio clínico randomizado Avaliar a eficácia da intervenção combinada de BoNT-A e ácido hialurônico em pacientes com paralisia facial, comparando-a ao tratamento convencional com fisioterapia. Grupo controle recebeu terapia padrão e o grupo de terapia combinada recebeu BoNT-A e AH, avaliados pela Escala Sunnybrook,  Escala de Assimetria Facial Psicossocial e análise fotográfica. A terapia cognitivo comportamental melhorou significativamente a simetria facial e aspectos psicossociais em comparação ao controle, com aumento de 27 pontos no SFGS versus 3 no controle, redução de 16 pontos no EPAF versus aumento de 1 no controle, melhora nos sorrisos dinâmicos, ganhos funcionais evidentes aos 30 dias e contínuos por quatro meses, com apenas dois casos de efeitos transitórios em ingestão e mastigação. 
(Moraleda et al., 2020) Estudo de prospectivo Avaliar satisfação dos pacientes com sequelas de paralisia facial após tratamento com BoNT-A. Estudo prospectivo em pacientes com sequelas de paralisia facial periférica tratados com BoNT-A no Serviço de Medicina Física e Reabilitação, utilizando questionário para avaliar satisfação do paciente e percepção subjetiva de melhora. Após a infiltração, 95% dos pacientes sentiram-se bem ou muito bem. Mais de 80% notaram melhora na sensação de tensão na bochecha e no pescoço. Quase todos os pacientes repetiriam o tratamento, se proposto, e 100% recomendariam a infiltração de toxina botulínica a outros pacientes com paralisia facial. 
(Mandrini et al., 2016) Estudo de série de casos Investigar a melhora persistente da função facial com BoNT-A associada a treinamento facial com biofeedback em pacientes com síndrome de fasciculação posterior do assoalho pélvico. 27 pacientes foram avaliados com a versão italiana do Sunnybrook antes de cada sessão de BoNTA + biofeedback, comparando-se os escores iniciais com os compostos e parciais antes de cada tratamento. Observou-se uma melhora significativa nos escores compostos e parciais do SB até a quarta sessão. Considerando o escore parcial de “Simetria do Movimento Voluntário”, a principal melhora foi observada nos músculos da parte inferior da face. 
(Ibrahim et al., 2025) Revisão sistemática  Avaliar sistematicamente a eficácia das injeções de toxina botulínica no tratamento da paralisia facial. Uma revisão sistemática  seguindo as diretrizes PRISMA foi conduzida por meio de buscas em quatro bases de dados principais: PubMed, Cochrane,  Scopus e Embase.  A revisão sistemática analisou 20 estudos envolvendo 6.159 pacientes com paralisia facial, com idades entre 3 e 76 anos. Observou-se predominância do sexo feminino e uso predominante da Toxina Botulínica tipo A, em média de 16,5 unidades por aplicação. As injeções foram realizadas em diferentes músculos faciais, como orbicular dos olhos, zigomático e platisma, evidenciando a diversidade de abordagens terapêuticas utilizadas.
(De Sanctis Pecora; Shitara, 2021) Guia prático  Fornecer diretrizes práticas para uso de BoNT-A em paralisia facial. Revisão da literatura + experiência prática; recomendações baseadas na anatomia funcional e evidências. Fornece orientações práticas sobre seleção de músculos, dosagem e técnica; enfatiza personalização do plano e colaboração com reabilitação. Texto completo disponível em acesso aberto. 

Legenda: BoNT-A/BTX-A: Toxina Botulínica Tipo A. AH: Ácido Hialurônico. NMR: Neuromuscular Retraining, ou Retreinamento Neuromuscular. SB:Sistema Sunnybrook. SFGS: Escala de Gravidade da Sincinesia Facial. EPAF: Escala de Assimetria Facial Psicossocial).  

Grande parte dos trabalhos avaliou a TBA sob uma perspectiva estética e funcional simultaneamente, pois a reabilitação da simetria facial envolve tanto a restauração dos movimentos voluntários quanto a melhora da aparência facial. Estudos como os de Moraleda et al. (2020) e 

D’Andrea et al. (2025) destacam que o tratamento resultou em ganhos visíveis na harmonia facial e na percepção psicossocial dos pacientes, mostrando que o benefício estético está diretamente ligado à melhora funcional, reforçando o caráter multidimensional da intervenção. 

Além disso, vários autores associaram o uso da TBA a outras técnicas de reabilitação para potencializar os resultados. Protocolos combinados com fisioterapia, exercícios de biofeedback, reeducação neuromuscular e até o uso de ácido hialurônico demonstraram maior eficácia, especialmente em casos crônicos. Estudos como os de Lee et al. (2015), Mandrini et al. (2016) e Bonali et al. (2025) evidenciam que a combinação da TBA com métodos ativos de reabilitação contribui para uma melhora mais duradoura, favorecendo o reaprendizado motor e a simetria facial. 

A utilização da toxina botulínica tipo A (TBA) no tratamento de sequelas da paralisia facial periférica (PFP) mostra-se promissora sobretudo para redução de sincinesias e melhora da simetria facial. Estudos recentes demonstraram que, embora haja variabilidade nos protocolos (dose, local de injeção, intervalos), os resultados indicam melhora significativa nos escores de avaliação de sincinesia e sinais motores após tratamento com TBA (De Jongh et al., 2023). 

A TBA também desempenha papel relevante no aspecto estético e funcional das assimetrias faciais pós-PFP, influenciando de forma positiva a expressão facial, a interação social e a percepção da imagem corporal pelos pacientes. Um estudo prospectivo mostrou que, quatro semanas após infiltração com TBA, houve melhora significativa tanto na função muscular facial medida pela Sunnybrook Facial Grading System quanto no escore de qualidade de vida segundo o FaCE (Facial Clinimetric Evaluation) (Díaz-Aristizabal et al., 2023). 

A combinação da TBA com programas de reabilitação ativa — como treinamento neuromuscular, biofeedback e exercícios de reeducação facial — parece potencializar os ganhos clínicos. Conforme as recomendações do International Head and Neck Scientific Group (IHNSG), a TBA deve ser empregada em conjunto com terapia física especializada, uma vez que a toxina reduz o efeito de músculos hiperativos, facilitando o treino consciente dos músculos desejados (Guntinas-Lichius et al., 2022). 

Adicionalmente, a melhoria da qualidade de vida (QV) dos pacientes com PFP tratada com TBA merece destaque. Um estudo francês com 88 pacientes de longa duração observou que, dentro de um mês após a injeção de TBA, a QV aumentou significativamente em diversos domínios da vida cotidiana, embora a melhora fosse menos pronunciada em pacientes de maior idade ou com duração mais longa da PFP (Amar et al., 2024). 

Por fim, apesar das evidências positivas, persistem importantes lacunas metodológicas que dificultam a padronização do tratamento com TBA na PFP. Há heterogeneidade significativa entre estudos com relação à dose, músculo injetado, intervalos de aplicação e avaliação de desfecho. Até que se estabeleçam protocolos bem definidos e ensaios randomizados de grande porte, a escolha deve ser individualizada, com documentação rigorosa das doses, locais de injeção e resposta terapêutica (Tavares et al., 2022). 

5. CONCLUSÃO 

O presente estudo permitiu constatar que a aplicação da toxina botulínica tipo A (TBA) representa um recurso terapêutico eficaz e seguro na reabilitação estética e funcional de pacientes acometidos por paralisia facial periférica (PFP). Os estudos analisados evidenciaram avanços significativos na simetria facial, na redução das sincinesias e na restauração dos movimentos voluntários, proporcionando melhorias expressivas na autoestima, na interação social e na qualidade de vida dos indivíduos afetados pela condição. 

Verificou-se que a associação da TBA com intervenções fisioterapêuticas potencializa os efeitos terapêuticos, favorecendo o reequilíbrio muscular e a recuperação funcional de forma mais duradoura. Essa abordagem integrada demonstra a importância da atuação interdisciplinar, em que a fisioterapia desempenha papel fundamental na consolidação dos resultados clínicos e estéticos alcançados. 

Os efeitos adversos relatados foram predominantemente leves e transitórios, o que reforça a segurança e a viabilidade do uso da toxina botulínica tipo A na prática clínica. Entretanto, a literatura ainda apresenta lacunas metodológicas quanto à padronização das doses, dos pontos de aplicação e da frequência das sessões, o que reforça a necessidade de estudos adicionais com metodologias mais uniformes e amostras ampliadas. 

Dessa forma, conclui-se que a toxina botulínica tipo A configura-se como um recurso relevante na reabilitação estética e funcional de pacientes com PFP, devendo ser aplicada de maneira individualizada e integrada às abordagens fisioterapêuticas. Essa conduta potencializa a recuperação motora e contribui para uma reabilitação mais completa, segura e alinhada às demandas funcionais e psicossociais dos pacientes. 

REFERÊNCIAS 

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1Discente do Curso Superior de Fisioterapia da Universidade da Amazônia – UNAMA Campus Gentil. E-mail: tavaresalexsandra08@gmail.com
2Discente do Curso Superior de Fisioterapia da Universidade da Amazônia – UNAMA Campus Gentil. E-mail: adpamplona@icloud.com
3Discente do curso Superior de Fisioterapia da Universidade da Amazônia – UNAMA campus Ananindeua. E-mail:barbaramaiaratrindade@gmail.com
4Discente do Curso Superior de Fisioterapia da Universidade da Amazônia – UNAMA
Campus Gentil. E-mail: gabigsamp14@gmail.com
5Fisioterapeuta formada pelo Centro Universitário da Amazônia – Uniesamaz. E-mail: grcoelho3@gmail.com
6Fisioterapeuta formada pela Universidade da Amazônia – UNAMA. E-mail: fisiojulianags@gmail.com
7Discente do Curso Superior de Fisioterapia da Universidade da Amazônia – UNAMA Campus Gentil. E-mail: marcellygouveia1234@gmail.com
8Docente do Curso Superior de Fisioterapia da Universidade da Amazônia – UNAMA Campus Gentil. E-mail: 170101290@prof.uninassau.edu.br
9Docente do Curso Superior de Fisioterapia da Universidade da Amazônia – UNAMA Campus Gentil. E-mail: carlaleao15@gmail.com