ANÁLISE DO MEL DE ABELHAS AFRICANIZADAS (APIS MELLIFERA, L. 1758) COMERCIALIZADO NO PLANO PILOTO – BRASÍLIA, DISTRITO FEDERAL

ANALYSIS OF HONEY FROM AFRICANIZED HONEYBEES (APIS MELLIFERA, L. 1758) COMERCIALIZED IN PLANO PILOTO – BRASÍLIA, FEDERAL DISTRICT

REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/ra10202512032112


Marcelino Champagnat Boaventura1
Luciana Ruggeri Menezes Gotardo2
Denise de Lima Belisario3
Lídia Maria Ruv Carelli Barreto4


Resumo

O mel, único adoçante natural, é apreciado por seu sabor e muito utilizado por seus efeitos terapeúticos, rico em carboidratos é objeto de adulteração por motivações econômicas com açúcares de várias origens. Com o objetivo de identificar a pureza e qualidade dos méis comercializados na região central de Brasília DF (Plano Piloto) e comparar méis produzidos no DF com méis produzidos em outros estados inspecionados e não inspecionados foi realizado esse estudo. Para análise foram adquiridas amostras no comércio e feiras livres. Foi determinada a cor das amostras, realizado testes qualitativos (Lund, Fiehe e lugol), medidas de pH e umidade.  Os méis produzidos no Distrito Federal inspecionados e não inspecionados e os méis inspecionados de outros estados foram aprovados em todos os testes de pureza (Lund e lugol) e qualidade (Fiehe). Os testes de qualidade e pureza dos méis sem inspeção oriundos de outros estados demonstrou que 18,2% desses méis foram adulterados. Méis adulterados testaram positivo (8,2% do total) para reação de Fiehe (HMF elevado). Amostras com pH fora do limite (3,3 a 4,6) representaram 54,5% do total. Médias do pH dos méis não inspecionados produzidos no DF e dos méis inspecionados de outros estados diferiu estatisticamente da média dos méis não inspecionados de outros estados (t = 0,05) indicando que esses méis têm problemas de deterioração. A umidade acima de 20% representou 18% dos méis. Os resultados confirmam a pureza e qualidade dos méis produzidos no DF inspecionados e não inspecionados. As floradas da região do DF e as condições climáticas favoráveis evidenciam a singularidade de diversos méis da região o que demonstra a importância do mel produzido localmente.

Palavras-chave: Apis, mel, adulteração, Brasília-DF.

ABSTRACT

Honey, the only natural sweetener, is appreciated for its flavor and widely used for its therapeutic effects, rich in carbohydrates and is the object of adulteration for economic reasons with sugars of various origins. This study was carried out to identify the purity and quality of the honeys sold in the central region of Brasília, DF (Plano Piloto) and to compare honeys produced in the Federal District with honeys produced in other inspected and non-inspected states. For analysis, samples were purchased in commerce and street markets. The color of the samples was determined; qualitative tests were performed (Lund, Fiehe and lugol), pH, and humidity measurements.  The honeys produced in the Federal District were inspected and not inspected, and the honeys inspected from other states were approved in all purity (Lund and Lugol) and quality (Fiehe) tests. The quality and purity tests of the honeys without inspection from other states showed that 18.2% of these honeys were adulterated. Adulterated honeys tested positive (8.2% of the total) for Fiehe reaction (elevated HMF). Samples with pH outside the limit (3.3 to 4.6) represented 54.5% of the total. Mean pH of the uninspected honeys produced in the Federal District and of the inspected honeys from other states differed statistically from the mean of the uninspected honeys from other states (t = 0.05) indicating that these honeys have deterioration problems. Humidity above 20% represented 18% of the honey. The results confirm the purity and quality of the honey produced in the DF, inspected, and not inspected. The flowering of the DF region and the favorable climatic conditions show the uniqueness of several honeys in the region, which demonstrates the importance of locally produced honey.

Keywords: Apis, honey, adulteration, Brasília city-Federal District

INTRODUÇÃO

O mel produzido pelas abelhas eussociais é o único adoçante natural consumido desde tempos imemoriais, sendo muito apreciado por seu sabor e muito utilizado por seus efeitos terapêuticos e medicinais (NUNES et al., 2021). A apicultura, criação racional das abelhas da espécie Apis mellifera L. 1758, viabilizou a sua produção em grandes quantidades resultando na formação de redes de comércio que têm grande importância econômica, sendo o mel atualmente uma importante comodity no comércio internacional. 

A composição do mel é complexa, rico em carboidratos e outras substâncias como ácidos orgânicos, aminoácidos, proteínas, minerais, vitaminas, lipídios, compostos aromáticos, flavonoides, pigmentos, ceras, grãos de pólen, diversas enzimas e outros fitoquímicos que lhe confere diferentes propriedades físico-químicas (ALMEIDAMURADIAN et al., 2020, KATAOKA et al., 2024). O vai e vem das abelhas nas suas visitas à uma variedade de espécies de vegetais para coleta de néctar dá ao mel características próprias (MRAČEVIĆ et al., 2020), com variadas propriedades físicoquímicas e organolépticas que resultam nas diferentes escolhas dos consumidores por méis de sabores, cores e aromas diversos (VASCONCELOS et al., 2021). Em seu clássico “O Livro do Mel” a Dra. Eva Crane (1983) nos informa que nos méis do mundo já foram encontradas mais de 180 substâncias diferentes, entretanto, esse número já deve ter sido superado por descobertas mais recentes.

Embora, méis produzidos em diferentes partes do globo possuam enormes diferenças, em especial, em seu sabor, aroma, cor, resultado da diversidade das flores visitadas pelas abelhas, verifica-se que os principais açúcares do mel são sempre os mesmos o que permite a definição de parâmetros de qualidade válidos para o mundo inteiro (CRANE, 1990). Entretanto, mesmo que os açúcares dos méis sejam sempre os mesmos (frutose, glicose e sacarose), na literatura especializada observa-se uma infinidade de métodos de análise com diferentes objetivos (ALMEIDA-MURADIAN et al., 2020), sendo muito relevantes, por exemplo, estudos sobre contaminantes do mel com resíduos de antibióticos e agrotóxicos (SCRIPCA et al.; 2021, MORARIU et al., 2024) e aqueles que procuram verificar a qualidade e a pureza do mel.

FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA  

O preço do mel é muito superior a outros alimentos ricos em carboidratos produzidos a partir da extração de açúcares de plantas e, por essa razão, por motivação econômica, é um produto com muitas falsificações e adulterações (BRAR et al., 2024). A adulteração econômica do mel pode ser realizada por diluição ou substituição do mel por xaropes de açúcar ou outras substâncias ricas em açúcares, pela alimentação intensiva das abelhas com açúcares para aumentar a produção de mel, por rótulos com informações inverídicas com objetivo conquistar o consumidor, como por exemplo a indicação da origem floral enganosa e por falsa identificação do mel quanto ao verdadeiro país de origem (LIMM et al., 2023).

Infelizmente, dentre as fraudes alimentares mais comuns no mundo temos em destaque o mel, azeite de oliva extravirgem e o leite. A fraude alimentar se caracteriza pelo ato de enganar o consumidor para obtenção de lucros maiores por meio da adição, substituição ou falsificação de alimentos e da colocação de informações incorretas nos rótulos dos produtos (EVERSTINE et al., 2024). Essa atividade ilegal e imoral dependendo das circunstâncias se traduz em risco para a saúde e pode levar a pessoa a óbito (OLIVEIRA et. al., 2021). Fakhlaei et al. (2020) descreve as principais fontes de açúcares utilizadas nas adulterações como o açúcar de cana (GEANă et al., 2020), açúcar de beterraba, de várias espécies de palmas, de arroz (CÁRDENAS-ESCUDERO et al., 2023), xaropes de milho (TRUONG et al., 2021), de glicose, de sacarose, de açúcares invertidos (RACHINENI et al., 2022; BRAR et al., 2024), e por fim, o xarope de inulina (chicória).  Muito além da fraude e imoralidade os danos à saúde provocados por méis adulterados são significativos, pois afetam principalmente rins e fígado e exames toxicológicos indicam que diabetes e doenças renais são as consequências mais comuns pelo consumo de mel adulterado (FAKHLAEI et al., (2020). No Brasil com suas dimensões continentais não é diferente, nosso clima favorável e flora nativa diversificada com uma infinidade de méis diferentes, com aromas, cores e sabores muito peculiares, tem méis com características físicas e organolépticas próprias que facilitam a falsificação e adulteração do mel (ALBUQUERQUE et al., 2021).

Com efeito, o mel brasileiro é reconhecido internacionalmente por sua pureza e qualidade, pois as abelhas africanizadas cultivadas no Brasil são mais adaptadas ao clima tropical, são mais produtivas e tolerantes a doenças e pragas (SILVA et al., 2023). Por causa das abelhas rústicas existentes no Brasil temos produtos livres de contaminação por antibióticos e outros químicos comumente utilizados na apicultura em outras países para o controle de pragas e doenças (TREVISOL et al., 2022; MARQUELE-OLIVEIRA et al., 2017). Atualmente, o mel produzido na região nordeste do Brasil proveniente de plantas nativas, pela ausência de contaminação por agrotóxicos e outros resíduos é considerado mel orgânico o que agrega valor e aumenta a sua competitividade no mercado de exportação (LEITE et al., 2021). No mercado interno o mel orgânico vem ganhando cada vez mais espaço em decorrência da procura de alimentos mais saudáveis e naturais pelas pessoas (SANTOS et al., 2024). Nesse contexto, os apicultores do sul do estado da Bahia e norte de Minas Gerais, por exemplo, conseguiram o “selo” de indicação geográfica do mel de aroeira produzido regionalmente, forma de garantir ao consumidor a qualidade, sabor e efeitos terapêuticos do mel de aroeira (DEMIER et al., 2020; SANTOS et al., 2023). 

Entretanto, embora nosso mel tenha sua qualidade e pureza reconhecida também cresce no Brasil a adulteração e falsificação de mel com utilização, principalmente do açúcar de cana. Em anos recentes várias reportagens de jornais trazem resultados de operações conjuntas da polícia federal e fiscais do Ministério da Agricultura e Pecuária (BRASIL, 2021) que desmantelaram quadrilhas especializadas na adulteração e falsificação de mel. Na operação xarope II foram apreendidas 15 toneladas de méis adulterados com xarope de açúcar (AZEVEDO, 2024) e Novais et al. (2025) analisando méis apreendidos nessas operações, verificou que 65 das 75 amostras apreendidas estavam adulteradas com açúcar invertido de cana de açúcar e, além disso, observou que muitas amostras sequer tinham mel sendo compostas exclusivamente de açúcar. A falsificação de mel no Brasil possui desde grandes falsificadores até o falsário individual, pessoas vulneráveis desonestas que fabricam mel de açúcar para venda no denominado comércio formiguinha. Assim, verifica-se que apesar do mel brasileiro possuir boa reputação no exterior, no mercado interno ainda existe muitos problemas, devido ao número de fraudadores do produto gerando desconfiança do consumidor sobre a pureza e qualidade do mel.

Por outro lado, os importadores do mel brasileiro são exigentes quanto aos padrões de qualidade, com barreiras técnicas e sanitárias e com parâmetros físico-químicos que deverão ser observados para exportação (SILVA et al, 2023). A Instrução Normativa nº 11 do Ministério da Agricultura e Pecuária (BRASIL. MAPA, 2000) traz o Regulamento Técnico de Identidade e Qualidade (RTIQ) do mel no país e prevê que o mel não deve conter nenhuma substância estranha na sua composição original e há necessidade de atender uma série de padrões para demonstrar a sua pureza, ausência de deterioração e condições adequadas de colheita e armazenamento.As análises físico-químicos previstas no RETIQ (Instrução Normativa nº 11) exigem uma série análises físicoquímicas para demonstrar a qualidade do mel que também estão presentes no Codex

Alimentarius da FAO e em outras normas internacionais do Mercosul, Comunidade Europeia e Estados Unidos da América com diferenças pontuais.  A mesma fiscalização para produtos destinados à exportação é exigida para produtores nacionais e, portanto, é de se esperar que méis com selo de inspeção não possuam problemas em sua qualidade e pureza. Para pequenos e médios apicultores temos serviços de inspeções regionais e locais em estados e municípios; para o pequeno apicultor artesanal há o selo arte que contempla a possibilidade de comercialização do mel dentro da legalidade.  A integração dos serviços de inspeção é realizada pelo MAPA por meio do Sistema Brasileiro de Inspeção de Produtos de Origem Animal – SISBI-POA, do Sistema Unificado de Atenção à Sanidade Agropecuária – SUASA e do e-SISBI. Entretanto, apesar dos serviços de inspeção, é comum encontrarmos no mercado interno méis sem inspeção e sem garantias principalmente em pequenos comércios e feiras livres o que facilita a comercialização de méis adulterados. 

O mel do Distrito Federal teve a sua qualidade reconhecida pela Confederação Brasileira de Apicultura em vários congressos brasileiros (melhor mel do país em 1996, 2000, 2006, 2008, 2010 e 2023) e obteve premiações internacionais no 9º Encontro IberoAmericano em 2011 e no Congresso Mundial de Apicultura no ano de 2012. (APIMONDIA) angariou uma menção elogiosa pela sua qualidade.   

Entretanto, a avaliação da qualidade dos méis comercializados no DF realizada por Albuquerque et al. (2021) verificou que o mel sem inspeção vendido em feiras livres em sua maioria não atendiam os requisitos de qualidade e pureza, com exceção de uma amostra, resultado consistente com as conclusões de Rosa et al. (2024) que observou indícios de fraudes em 25% das amostras comercializadas em feiras livres localizadas em cidades satélites (bairros) do Distrito Federal e no mesmo sentido Souza et al. (2020)  verificou que a qualidade do mel in natura comercializado na tradicional feira do Guará (cidade satélite de Brasília) não atendia os requisitos da legislação quanto a umidade e presença de resíduos. Nesse contexto, se verifica uma inconsistência entre o que é comercializado e o produzido no Distrito Federal, principalmente no comércio informal, pois o mel dos apicultores do DF, associados da API-DF (Associação Apícola do Distrito Federal) e outros, foi premiado nacional e internacionalmente o que não condiz com o produto comercializado em feiras livres.

Com o objetivo de verificar a existência de adulterações do mel comercializado no Plano Piloto, Brasília DF, e comparar a qualidade de méis inspecionados e não inspecionados produzidos no Distrito Federal com méis de outros estados verificando se os méis do DF premiados nacional e internacionalmente são disponibilizados ao consumidor. Dessa forma, os órgãos governamentais terão dados empíricos para orientar políticas públicas de incentivo à apicultura e fomentar a adoção de boas práticas além de adotar estratégias de fiscalização do mel vendido no DF.  

METODOLOGIA

Para o estudo foram adquiridas aleatoriamente dez amostras de mel inspecionadas, sendo seis com SIF, quatro amostras compradas em três supermercados diferentes, uma em farmácia e a última numa pequena mercearia. Quatro amostras de mel inspecionado produzido no DF foram adquiridas na feira do CEASA – DF, sendo três amostras inspecionadas pela Diretoria de Inspeção de Produtos Animais e Vegetais – DIPOVA e uma inspecionada pelo Sistema de Inspeção Municipal da cidade de Luziânia – GO, cidade localizada na região metropolitana do DF.

 Na tabela 1 apresentamos a distribuição dos méis comercializados no Plano Piloto, região central de Brasília DF, discriminando méis inspecionados e não inspecionados produzidos em outros estados e no Distrito Federal.

Tabela 1 – Distribuição das amostras de méis inspecionadas e não inspecionadas produzidos no DF e em outros estados da federação comercializadas no Plano Piloto, Brasília, Distrito Federal.

Fonte: Elaboração dos autores

As amostras dos méis foram transladadas para o Laboratório do Instituto Federal de Educação de Brasília – IFB, sendo identificadas e numeradas para serem analisadas. 

Inicialmente foi determinada a cor das amostras por meio de uma paleta de cores de mel marca N.S. Color, produzida por Nutrisempre Laboratório de Produtos Naturais Ltda. Embora a determinação das cores fosse realizada utilizando-se a paleta de cores, havia uma indicação da equivalência com as cores da escala de Pfund.  Na tabela 2 são apresentadas as cores do mel conforme a escala de Pfund e mostrada a aparência aproximada de cada mel. 

Tabela 2 – Classificação das cores do mel segundo a escala de Pfund com a descrição da sua aparência. 

Modificado de Sereia et al. (2017). 

No laboratório do IFB foram realizadas medidas do pH e da umidade. A umidade foi medida com refratômetro de bolso, marca ATC e escala de 12 a 27%, enquanto as medidas de pH foram realizadas com pHmetro digital, marca DIGIMED-DM 21. As medidas foram realizadas em triplicata e utilizada a média das análises na verificação da qualidade do mel. As medidas foram analisadas utilizando de estatística descritiva e cálculos estatísticos básicos.

Para verificação da adulteração dos méis foram utilizados métodos qualitativos de Fiehe, Lund e lugol descritos nas Normas Analíticas do Instituto Adolfo Lutz (INSTITUTO ADOLFO LUTZ, 2008), na revogada Portaria nº 6, de 25 de julho de 1985 (BRASIL, 1985) e, também por Albuquerque et al. (2021). Os resultados obtidos foram analisados por métodos de estatística descritiva. As análises foram realizadas em triplicata.

Reação de Fiehe

Procedimento – Foi feita a pesagem de 5 g de amostra em um béquer de 50 ml. Em seguida foi adicionado 5 ml de éter e agitado.  A camada etérea foi transferida para um tudo de ensaio e deixada em repouso por 10 minutos. Então, foi adicionado 0,5 ml de solução clorídrica de resorcina. Todo o procedimento foi realizado em triplicata para cada amostra. 

Resultado – Na presença de açúcar comercial ou mel superaquecido a coloração da mistura será vermelha intensa, indicando a fraude ou estocagem inadequada. A presença da coloração escura indica que o mel tem péssima qualidade e a intensidade da cor vermelha é relacionada à quantidade de HMF (Hidroximetilfurfural), possivelmente acima de 200 mg/kg (LEAL et al., 2005; SCHLABITZ et al., 2010), enquanto o limite tolerável é de 60 mg/Kg como determina a IN nº 11/2017. 

Reação de lugol

Procedimento – Para cada amostra foi pesada 10 g em béquer de 50 ml e em seguida foi adicionado 20 ml de água destilada. A mistura foi homogeneizada com bastão de vidro e colocada em banho-maria com água fervente por 1 hora e em seguida as amostras foram deixadas em repouso por 1 hora à temperatura ambiente para resfriar. Em seguida foi adicionado 0,5 ml de lugol. Todo o procedimento foi realizado em triplicata para cada amostra. 

Resultado – O mel fraudado com dextrinas, amido hidrolisado, xaropes de milho e açúcar de cana reagirá com o lugol, resultando em uma coloração verde arroxeada até violeta, sendo que a intensidade da cor dependerá da quantidade e qualidade das dextrinas presentes na amostra fraudada.  Na ausência de fraudes o lugol não reagirá e a mistura mel/lugol ficará amarronzada com a cor semelhante ao lugol. Assim, a reação será positiva quando a mistura mel e lugol ficar arroxeada ou de cor violeta.

Reação de lund   

Procedimento – Pese, com precisão cerca de 2 g de mel, dissolver em 20 ml de água. Transfira para uma proveta graduada de 50 ml, adicione 5 ml de solução de ácido tânico a 5%. Adicione água até completar o volume de 40 ml. Agite para misturar totalmente. Deixe em repouso por 24 horas. Ler o volume do precipitado no fundo da proveta. 

Resultado – Na presença de mel puro, será formado um precipitado no fundo da proveta no intervalo de 0,6 a 3,0 ml. Na presença de mel adulterado, não haverá formação de precipitado ou excederá o volume máximo do referido intervalo.

RESULTADOS E DISCUSSÃO

As médias resultantes das medidas da umidade e pH são apresentadas na tabela 2, juntamente com as cores dos méis. Na primeira coluna é discriminada a identificação de cada amostra inspecionada e não inspecionadas produzidas no DF e em outros estados. Nas colunas à direita das medidas da umidade e do pH de cada amostra é informado se a umidade está no limite ou acima da previsão da Instrução Normativa nº 11 – RTIQ (BRASIL. MAPA, 2000) e, para o pH se o resultado obtido se encontra no limite, acima ou abaixo do previsto para o intervalo do pH do mel nas Normas Analíticas do Instituto Adolfo Lutz (INSTITUTO ADOLFO LUTZ, 2008). 

Tabela 3 – Resultados da determinação das cores e das análises do teor de umidade e pH dos méis produzidos no DF e em outros estados da federação, inspecionados e sem inspeção, comercializados no Plano Piloto, Brasília, Distrito Federal.

Amostras: (SIF – AF) – com selo da inspeção federal (SIF); (INP – ASI) – com selo da inspeção municipal; (INP – ADF) – com selo de inspeção distrital (DIPOVA); (NI – NDF) – não inspecionada, produzida no Distrito Federal; (NI – NOU) – não inspecionada, produzida em outros estados da federação.  

Fonte: Elaboração dos autores

COR

A origem botânica do mel está diretamente relacionada com a cor do mel, aroma e sabor. A cor do mel varia muito, sendo observada a existência de méis muito escuros como o café e translúcidos como a água (CRANE, 1983). Méis mais escuros normalmente são mais ricos em minerais, têm sabor mais intenso, enquanto méis claros são pobres em minerais, mas de sabor suave, resultando em produtos com variadas propriedades nutricionais (KATAOKA et al., 2022). Diferenças nas cores do mel determinam a preferência dos consumidores por causa das características organolépticas, resultado das floradas visitadas pelas abelhas (CRANE, 1983). 

O aquecimento do mel e o armazenamento por longos períodos (mais de 2 anos, obs. pes.) levam ao escurecimento do mel e alteração da composição do mel com aumento de substâncias indesejadas como o HMF e desnaturação de enzimas presentes no mel mesmo após a colheita.  

Para efeito de avaliação das cores foram excluídas três amostras em processo inicial de cristalização, porquanto a cristalização altera a cor do mel causando o seu clareando. 

As cores das amostras variaram do extra branco ao extra âmbar, o que corrobora com as observações realizadas por Naves et al. (2023) no munícipio de Rio Verde, cidade goiana também do bioma cerrado e próxima à Brasília, em que foi observado méis com cores variando entre extra branco ao âmbar escuro.  A região dos cerrados tem grande variação na cor dos méis tendo em vista a diversidade de espécies de plantas e diferentes fontes de néctar para a coleta das abelhas. 

O mel comercializado na área central do Plano Piloto em sua maioria apresentou a cor âmbar claro com 42,1% do total, mas méis escuros (âmbar escuro) corresponderam a 26,3% das amostras, enquanto méis muito claros (branco e extra branco) representaram 31,6 % das amostras. O resultado demonstra um predomínio de cores claras (73,7%) o que vai ao encontro de vários estudos com méis do Brasil, como observou AQUINO et al. (2024) em análise de mel orgânico comercializado no país em que as amostras foram de cor branca e extra branca.

Em relação a cor dos méis inspecionados (SIF, DIPOVA e SIM), a cor âmbar claro foi metade das amostras (50%), que somadas a 20% de méis extra branco demonstra a predominância de cores claras, embora 10% das amostras inspecionadas sejam de mel escuro (âmbar escuro). Infelizmente, duas amostras dos méis inspecionados iniciaram o processo de cristalização, o que comprometeu a avaliação dessas amostras.

As cores dos méis produzidos no DF, com inspeção e sem, variaram do extra branco ao âmbar claro, demonstrando que méis colhidos na região são claros e, ainda podemos destacar que a cor extra branco (13,3%) foi observada somente em méis do Distrito Federal. A ocorrência de méis tão claros talvez possa ser explicada pela florada do cipó uva (Serjania aff lethalis St. Hil.), espécie que floresce no período seco do ano entre junho e setembro e que produz um mel claro de sabor suave (obs. pes.) Por outro lado, o mel mais escuro (âmbar escuro) dentre os produzidos no DF, sem inspeção, segundo informação do apicultor fora produzido a partir da florada do angico que é nome vulgar de muitas espécies de plantas da família Fabaceae (leguminosas). 

Os méis produzidos em outros estados sem inspeção também mostraram um predomínio de cores claras, sendo 42,9% de méis brancos, 14,3% âmbar claro, 14,3% âmbar e 28,6% de âmbar escuro do total das amostras. A avaliação das cores de méis produzidos em outros estados inspecionados foi prejudicada pelo início do processo de cristalização em 40% dessas amostras. 

MEDIDAS DO pH

Embora o pH não tenha previsão dentre às análises obrigatórias na IN nº 11/2000 (BRASIL, 2000), é considerada uma análise complementar e importante indicativo da deterioração do mel. O pH do mel deve estar compreendido no intervalo de 3,3 e 4,6, conforme previsto nas Normas Analíticas do Instituto Adolfo Lutz (2008) e na revogada Portaria nº 6 de 25 de julho de 1985 (BRASIL, 1985).

Na tabela 3 temos o número das amostras inspecionadas e não inspecionadas produzidas em outros estados e no DF, com a informação se a medida ficou abaixo, no limite ou acima do intervalo das nas Normas Analíticas do Instituto Adolfo Lutz (2008), entre 3,3 e 4,6. 

Embora o intervalo de 3,3 e 4,6 previsto nas Normas Analíticas do Instituto Adolfo Lutz (2008) seja o limite para verificar a deterioração do mel. Entretanto, o pH do mel é influenciado pela flora local, pelas características químicas do solo, pelo néctar das flores com diferentes concentrações de ácidos e de elementos como cálcio, sódio, potássio, dentre outros elementos presentes nos méis.  Assim, conforme as flores visitadas pelas abelhas e as condições ambientais do local onde é produzido o mel o pH pode variar como demonstra a revisão realizada por Silva et al. (2024a) que observou que méis de Apis mellifera variam normalmente entre 3,24 e 4,79, mas Sereia et al. (2017) ao descrever métodos para análise e avaliação da qualidade do mel afirma que o mel tem pH entre 3,5 e 5,5.  

Na tabela 4 temos as amostras dos méis distribuídas em méis inspecionados produzidos no DF (DIPOVA SIM) e em outros estados (SIF) e méis não inspecionados do DF (DF SEM INSP) e de outros estados (OUTROS), informando o número da amostra e se o pH ficou abaixo, no limite ou acima do intervalo previsto nas Normas Analíticas do Instituto Adolfo Lutz (2008).

Tabela 4 – Distribuição das amostras conforme as medidas de pH, produzidas no Distrito Federal e em outros estados da federação inspecionadas e não inspecionadas comercializadas no Plano Piloto – Brasília, Distrito Federal  

Fonte: Elaboração dos autores

O mel é naturalmente ácido, característica que possibilita a preservação do mel, pois contribui para o controle de microrganismos indesejáveis e estabilidade do mel, facilitando o transporte e armazenamento porquanto há não necessidade de ficar sob refrigeração.  Entretanto um pH fora dos limites indicados, revela a deterioração e fermentação do mel (ROMANI et al., 2024) e, levam a aceleração da formação do HMF (MORAES et al., 2014).

Em nosso estudo o valor do pH variou entre 2,5 e 5,07, com média de 3,29, desvio padrão de 0,53, moda de 3,10, que demonstra que os méis analisados são muito ácidos, enquanto o coeficiente de variação igual a 7,54 indica uma baixa dispersão das medidas em relação à média observada.

Do total de vinte e duas amostras, mais da metade (54,5%) teve pH fora do limite, ou seja, não estão em conformidade com intervalo de referência (3,3 a 4,6). As medidas do pH ficaram abaixo do limite em metade das amostras (50%) e acima em 4,5% das amostras. Nesse contexto, temos que questionar se amostras estariam comprometidas e com risco de deterioração? Entretanto, o pH é influenciado pelas plantas visitadas pelas abelhas para coleta de néctar, pelos constituintes do solo e pela diversidade da flora apícola (CRANE, 1983; SEREIA et al., 2017) e, por isso, temos que avaliar o pH levando em conta as condições em que foram produzidos os méis e realizada a colheita.

Estudos pioneiros com méis comercializados com e sem inspeção no Distrito Federal foram realizados por Albuquerque et al. (2021) que observou o pH variando entre 2,81 e 4,27, com média de 3,80 ± 0,54.  Comparado os resultados observados pelo autor com os obtidos nesse estudo em que o pH dos méis ficaram no intervalo entre 2,5 e 5,07 e média 3,29 ± 0,53, verifica-se que os resultados mínimos se aproximam, enquanto o valor máximo observado em nosso estudo extrapola o limite máximo do pH para o mel.

Entretanto, o valor mínimo e a média são inferiores ao observado por Albuquerque et al. (2021) o demonstra que os méis analisados nesse estudo são mais ácidos.   

A média do pH dos méis inspecionados produzidos no DF foi muito ácida (3,18 ± 0,19), abaixo do limite, enquanto méis inspecionados importados para o DF foi de 3,36 ± 0,28, dentro do limite. Por outro lado, em méis sem inspeção produzidos no DF foi verificada a média de 3,85 ± 0,71, muito próxima à média de 3,86 ± 0,48 observada por Albuquerque et al. (2021) para méis inspecionados em seu estudo com méis comercializados no DF. Nesse contexto, méis sem inspeção do DF tiveram a maior média e a mais próxima do observado por Albuquerque et al. (2021). Por fim, méis importados para o DF, sem inspeção, tiveram a menor média dentre todas as amostras de 2,89 ± 0,29, sendo a única média abaixo de três, muito abaixo da média obtida por Albuquerque et al. (2021) para méis não inspecionado de 3,40 ± 0, 51.

Outras pesquisas conduzidas na região de cerrados na cidade goiana de Rio Verde, observou pH entre 1,7 e 3,5, com média de 2,92, resultados obtidos demonstram méis muito ácidos (NAVES et al., 2023), em outro sentido os resultados obtidos na cidade de Anápolis, também no estado de Goiás, região dos cerrados, em que o intervalo do pH observado ficou entre 3,98 e 4,34, com média de 4,12, mas em ambos os estudos não há informações sobre a inspeção e se foram amostras de méis da região ou apenas comercializadas nas referidas cidades. No estado de Tocantis, que possui áreas de transição cerrado e floresta amazônica, foi observado valor mínimo 3,4 e máximo de 4,2 (FINCO et al., 2010), dentro do limite do intervalo para o pH do mel, resultado semelhante ao obtido na cidade de Barreiras, estado da Bahia, com valores de pH entre 3,79 e 4,16 (SOUZA et al., 2021).

Infelizmente, a deficiência de estudos para região, como assinalada por Albuquerque et al. (2021) e Naves et al. (2023) não autoriza a discussão da forma como requerido e, ainda não observa a peculiaridade de méis produzidos localmente.

Por outro lado, a amostra de nº 11 apresentou pH acima do limite (5,07), mas dentro da normalidade para pH do mel, conforme informado por Sereia et al. (2017) que o pH do mel varia entre 3,5 e 5,5 em sua na descrição de métodos para análise e avaliação da qualidade do mel. Com efeito, cumpre observar que essa amostra em particular, embora sem inspeção, foi adquirida de apicultor do Distrito Federal. Além disso, essa amostra estava em adiantado processo de cristalização, por isso não foi possível a classificação da cor.  Outros parâmetros relativos a essa amostra são umidade de 18% e ausência de adulterações pelos testes qualitativos (Lugol, lund e fiehe). Assim, analisando a amostra, levando em consideração vários parâmetros, não houve nenhum indício que desabonasse a amostra, exceto a possibilidade de desenvolvimento de micro-organismos alcalinizantes.

A tabela 4 mostra os resultados das análises estatísticas das médias do pH dos méis inspecionados e não inspecionados produzidos no DF e fora do DF. Na comparação entre os pares de médias foi aplicado o teste t.

Tabela 5 – Médias das medidas de pH das amostras méis produzidos no Distrito Federal e em outros estados da federação inspecionados (SIF, DIPOVA e SIM) e sem inspeção comercializados na área central de Brasília DF (Plano Piloto).

Fonte: Elaboração dos autores

Os resultados na comparação entre médias do pH de méis produzidos em outros estados inspecionados e sem inspeção foram significativas pelo teste t (p < 0,05). Também diferiram significativamente pelo teste t (p < 0,05) méis sem inspeção produzidos em outros estados daqueles não inspecionados produzidos no DF. 

O pH foi a análise que teve o maior número de méis fora do limite aceitável, mas tendo em vista que a média dos méis não inspecionados produzidos em outros estados diferiu dos méis não inspecionados produzidos no DF e dos méis inspecionados produzidos em outros estados da federação, verifica-se um indicativo de que méis não inspecionados produzidos em outros estados possui média estatisticamente diferente das demais médias. Ademais, méis sem inspeção produzidos em outros estados tiveram a menor média dentre os méis analisados.

UMIDADE

Na produção do mel as abelhas adicionam enzimas e desidratam o néctar colhido nas flores resultando um mel com baixa umidade que inibe juntamente com algumas enzimas o desenvolvimento de microrganismos e consequentemente permite o armazenamento do mel em temperaturas ambientes por longos períodos. O RTIQ que define a parâmetros físico-químicos para o mel em nosso país prevê que a umidade deverá ser abaixo de 20% para mel de mesa e de 23% para mel industrial.

A umidade do mel varia entre 13% e 25%, sendo importante parâmetro físicoquímico para avaliar a vida de prateleira do mel, pois méis com umidade acima de 18% possuem maior probabilidade de fermentação o que pode torná-lo impróprio para o consumo, mas méis com umidade abaixo de 15% tendem a cristalizar (ALMEIDAMURADIAN et al., 2020). O mel terá tendência a fermentar em locais com umidade relativa do ar de 18%, mas apenas quando a umidade é de 60% ou mais, pois devido a higroscopicidade do mel, há uma absorção de água do ambiente contribuindo para aumento da proporção de água no mel e possibilitando o desenvolvimento de leveduras tolerantes a altas concentrações de açúcares. Por outro lado, com umidade do ar menor que 60% o mel tem uma tendência a perder água para o ambiente (CRANE, 1983). Ora, Brasília é conhecida pela baixa umidade relativa do ar que chega a atingir 10% a 15% durante o período de seca, época de colheita de mel (maio e setembro). 

Dentre as avaliações físico-químicas da deterioração do mel, destaca-se a umidade acima de 20% e o aumento do HMF. Entretanto, a cristalização que, embora seja um processo natural do mel, que ocorre devido a precipitação da glicose responsável pela granulação do mel e formação de cristais microscópicos também pode contribuir para deterioração por favorecer a fermentação. Isso pode ocorrer quando o mel forma uma fase líquida, sobreposta a camada cristalizada. A fase líquida fica com a umidade acima do limite de 20%, rica em água, que estimula o desenvolvimento de leveduras osmofílicas causadoras da fermentação do mel e que produzem substâncias tóxicas prejudiciais à saúde tornando o mel impróprio para o consumo (MÜLLER et al., 2025). A cristalização é favorecida por temperaturas entre 10º e 20ºC (CRANE, 1983) e, também pela umidade abaixo de 15% (ALMEIDA-MURADIAN et al., 2020) e na maioria dos méis ocorre durante o armazenamento variando com tempo e decorrência das diversas floradas visitadas pelas abelhas.

Considerando a ocorrência da cristalização do mel, influenciada pelas baixas temperaturas neste ano, foram realizadas medidas da umidade somente em vinte amostras. Assim temos 20% das amostras sem avaliação da umidade. 

A umidade ficou acima do limite de 20% em 18,2% dos méis analisados e dentre esses méis 4,6% estavam entre os méis adulterados o que demostra que a mistura de açúcar, está predisposta a fermentação o que também é um problema de saúde pública. 

Os méis inspecionados produzidos em outros estados que estouraram os limites de umidade representam 9,6% das amostras e méis sem inspeção 4,6%. Por outro lado, nenhum mel inspecionado produzido no DF teve umidade acima de 20%. Então, ocorreram méis com umidade acima do limite de 20% nas amostras de outros estados, com e sem inspeção e em méis produzidos no DF sem inspeção, mas méis do DF inspecionados não ultrapassaram o limite de 20%.

Na tabela 2 estão distribuídas as amostras de mel com inspeção e não inspecionadas produzidas no DF e em outros estados, informando se a umidade está no limite normativo ou não.

Tabela 6 – Teor de umidade das amostras inspecionadas e sem inspeção produzidas no DF e importadas de outros estados comercializados no Plano Piloto, Brasília, Distrito Federal.

Fonte: Elaboração dos autores

Amostras com SIF em teoria não deveriam possuir umidade acima do limite, pois méis inspecionados têm obrigatoriamente que se enquadrar nos parâmetros de normativos da inspeção prevista no RTIQ, sendo submetidos durante a inspeção a rígidas análises físico-químicas. Entretanto, analisando essas amostras em conjunto com as medidas de pH, para verificar se tem indícios de fermentação, verifica-se que a amostra 1, com umidade de 20,5% e pH no limite aparentemente não há início de fermentação, pois o pH está no limite do aceitável, então essa amostra deveria ser submetida a uma desumidificação. Por outro lado, a amostra de nº 2 necessita ser avaliada com mais cuidado, pois tem a umidade de 20,9% e pH abaixo do limite. Essa avaliação, sendo apenas uma recomendação não tem previsão em normas, mas é um procedimento importante para análise conjunta dos parâmetros adotados pela norma, evitando a aplicação pura e simples de limites na desclassificação de méis.

Temos duas amostras sem inspeção uma produzida no DF (13) e outra importada de outro estado e não inspecionada (17), com 20,5% e 21% de umidade, respectivamente. Com a avaliação em conjunto da umidade e do pH a amostra 13 poderia ser submetida a uma desumidificação. Por outro lado, a amostra 17 testou negativo para reação de Lund e positiva para a reação de lugol, demostrando que é mel adulterado (falsificado) e com alta probabilidade de fermentação. 

 A amostra 13, por outro lado, foi adquirida diretamente de um apicultor amador na semana anterior as atividades de laboratório, pode ter sido influenciada por condições adversas durante a colheita como observado por Souza et al. (2022) na região de Ribeirão Preto (apiário chitão), em que se vislumbrou que a umidade em desconformidade poderia ser atribuída as práticas utilizadas durante a colheita e ao clima, sugerindo que o mel retirado em período chuvoso ou de favos com mel verde, sem umidade adequada podem acarretar a umidade fora do limite de 20%. 

Cabe uma observação sobre a avaliação conjunta em relação às amostras 7, 8 e 9 inspecionadas e produzidas no DF, pois todas apresentaram umidade inferior ao máximo permitido e, além disso tiveram a menor umidade dentre todas as amostras inspecionadas e sem inspeção, mas sem exceção todas apresentaram pH abaixo do limite. Acrescentese que a umidade dessas amostras foi de 16,5 %, tornando improvável a fermentação das amostras. Essas amostras conforme informações dos apicultores foram colhidas durante a floração do cipó-uva (Serjania aff lethalis St. Hil.) que em Minas Gerais também forneceu mel com baixa umidade, com teor de umidade de 17,5% (KATUOKA et al., 2024) sugerindo que o néctar dessa espécie fornece néctar muito ácido que possa influenciar no pH do mel.

Com efeito, a comparação entre méis inspecionados com méis sem inspeção (adquiridos em feiras livres) realizada por Albuquerque et al. (2021) no Distrito Federal observou que 100% dos méis encontravam-se dentro do limite da legislação, resultado semelhante ao verificado no Mato Grosso do Sul (RAMBO et al., 2023) e em   Barreiras na Bahia (SOUZA et al.,2021). Por outro lado, também em estudo realizado no Distrito Federal na feira do Guará, talvez a mais tradicional feira livre da cidade, foi observado por Souza et al. (2020) a umidade fora dos padrões em 3,0% das amostras, resultado bem inferior ao observado nesse estudo em que 18,2 % dos méis analisados tiveram umidade acima do exigido pela norma. Vários outros estudos também observaram taxas altas de umidade acima do limite, como em Anápolis, com 25% das amostras (BARBOSA et al., 2021) e em Rio Verde, Goiás, com 10% dos méis (NAVES et al., 2023).  Por outro lado, em regiões com clima muito úmido como o Pará, méis adquiridos em feiras livres tiveram umidade acima do limite normativo em 30% das amostras (ARAÚJO et al., 2024).

TESTES QUALITATIVOS REAÇÃO DE LUND, DO LUGOL E DE FIEHE

As análises qualitativas do mel possibilitam verificar se a amostra analisada é verdadeiramente mel, pois pela reação de Lund  é possível verificar se há as substâncias albuminoides típicas do mel e pela reação do lugol é verificada se houve adulteração por adição de açúcar, enquanto pela reação de Fiehe é possível identificar se há presença de HMF em quantidades elevadas devido ao superaquecimento ou se o mel foi armazenado por um longo tempo.  

REAÇÃO DE LUND E DO LUGOL

Os resultados das análises qualitativas são apresentados na Tabela 6, lembrando que os parâmetros de referência para interpretação dos resultados são: 1. reação do Lugol positiva, presença de de açúcares no mel, cor violeta; 2. reação Lund, negativa, formação de precipitado fora do limite de 1,0 e 3,0 ml 3. reação de  Fiehe positiva na presença de HMF, cor vermelho intenso, mas dependendo das diferentes quantidades de HMF pode resultar em um gradiente de cores claras, sendo incolor (sem HMF na amostra), rosaclaro, vermelho-claro. 

Tabela 7 – Resultados das análises qualitativas (Reação de lugol, Fiehe e Lund) dos méis produzidos no DF e em outros estados da federação, inspecionados e sem inspeção, comercializados no Plano Piloto, Brasília, Distrito Federal.

Amostras: (SIF – AF) – com selo da inspeção federal (SIF); (INP – ASI) – com selo da inspeção municipal; (INP – ADF) – com selo de inspeção distrital (DIPOVA); (NI – NDF) – não inspecionada, produzida no Distrito Federal; (NI – NOU) – não inspecionada, produzida em outros estados da federação.

Fonte: Elaboração dos autores

Os resultados para reação do lugol foi positiva para 18,2% das amostras analisadas, todas de méis não inspecionados produzidas em outros estados. Na reação de Lund observamos, coincidentemente, as mesmas amostras com resultado negativo, sem a formação do precipitado entre 0,6 e 3,0 ml), típico do mel legítimo. Assim, as amostras de méis de nº 16, 17, 20 e 21 são méis adulterados (falsificados).

As amostras de mel adulteradas representam 57,14% do total de amostras sem inspeção de outros estados da federação, portanto se verifica pelos resultados uma proporção alarmante de méis adulterados que são identificados no próprio rótulo das embalagens como mel puro em afronta a boa-fé do consumidor. 

A amostra nº 20, importada, apresentou resultados preocupantes, pois além de ser reprovada nos testes de avaliação da adição açúcar, pureza e qualidade (Fiehe), teve o menor pH de todas as amostras, indicativo de contaminação por microrganismos e fermentação. Além disso o aroma e o sabor mostraram-se desagradáveis (obs. pes.). Não fosse suficiente, também foi a única amostra que se apresentava em embalagem reciclada – garrafa de ice 51.

Por outro lado, 100% dos méis produzidos no DF inspecionados e sem inspeção apresentaram resultado positivo para a reação de Lund e negativo para a reação de lugol. Assim, nenhum dos méis produzidos no DF demonstraram indícios de fraude, o que demonstra a pureza dos méis produzidos no DF. Reforçando as observações desse estudo sobre o mel do DF temos o resultado obtido por Rosa et al. (2024), que estudando amostras de mel de diversas regiões administrativas do DF para reação de Lund, teve 100% das amostras positivas. Entretanto, ao contrário do observado nesse estudo, 15,62% das amostras analisadas foram positivas para o teste do lugol, resultado que os autores(as) consideraram como um indicativo de fraude por adição de açúcares, 

Nos testes qualitativos realizados por Albuquerque et al. (2021) com méis sem inspeção no DF, teve 60% das amostras negativas para reação de Lund e 40% positivos para a reação de lugol, indicando que a maior parte das amostras não inspecionadas sequer era mel e com problemas de adulteração por adição de açúcares, mas infelizmente nenhuma informação sobre o local da produção foi fornecida.  

Pelos resultados desse estudo e de Albuquerque et al. (2021) verifica-se que a adulteração do mel não inspecionado é recorrente no Distrito Federal.  A adulteração do mel aparentemente é comum no mel comercializado no Brasil central como mostra os resultados obtidos na cidade de Rio Verde, GO, com reprovação de 10% das amostras na reação de Lund, enquanto no Mato Grosso do Sul 21,73% das amostras foram reativas ao lugol (RAMBO et al., 2023), embora o problema seja observado em outras regiões temos resultados alarmantes como no Sul no Paraná em que foi observado que 61,5% dos méis eram adulterados (ARAÚJO et al. 2024) 

REAÇÃO DE FIEHE

A reação de Fiehe é um importante recurso para verificação da presença de açúcar comercial, o superaquecimento ou armazenamento por longos períodos. Ela demonstra se houve formação de hidroximetilfurfural – HMF, produto cancerígeno e prejudicial à saúde. 

Na ausência total de HMF a reação será incolor, mas na presença de HMF resulta na cor vermelha escura, denominada vermelho intenso. Entretanto, cores intermediárias podem surgir indicando a presença de HMF, mas em quantidades menores, insuficientes para reagir e tornar a mistura vermelho-intenso. 

Os resultados para a reação de Fiehe, estão dispostos na Tabela 6 e a indicação das amostras conforme a origem encontra-se na Tabela 7. 

Tabela 8 – Distribuição das amostras conforme os resultados da reação de Fiehe de méis produzidos no Distrito Federal e em outros estados da federação inspecionados e sem inspeção comercializadas no Plano Piloto – Brasília, Distrito Federal.

Fonte: Elaboração dos autores

Inicialmente é necessário salientar que duas amostras produzidas em outros estados foram reagentes no teste de Fiehe, negativas no teste de Lund e positivas na reação de lugol. Provavelmente a amostra 16 foi aquecida durante o processo de adulteração/falsificação resultando na formação de HMF.  A amostra 20 se destacou em relação a todas as amostras, essa apresentou uma cor tão intensa que seu resultado se aproximou da cor preta. Essa amostra provavelmente foi superaquecida, com temperaturas altíssimas, com formação HMF em grandes quantidades. Por outro lado, as amostras 17 e 21, que também foram reprovadas no teste de Lund e lugol, tiveram resultado incolor e rosa-claro, respectivamente, resultado similar as amostras restantes do grupo de méis não inspeção produzidos fora do DF.

 As amostras positivas para o teste de Fiehe, reprovadas no teste de Lund e lugol, representaram 29% do total de amostras sem inspeção produzidas fora do DF.  Entretanto, quando considerada a amostra total temos 9%, valor inferior em 11 pontos percentuais ao obtido com méis sem inspeção por Albuquerque et al. (2021) no DF, mas aproximado do obtido para méis comercializados no DF em feiras livres de três regiões administrativas (Planaltina, Gama e Lago Norte) de 9,37% (ROSA et al., 2024). Considerando que esse teste avalia a segurança do consumidor, porquanto o consumo do HMF pode provocar problemas de saúde, sendo cancerígeno, verifica-se um problema de saúde pública.

Outras duas amostras (5 e 10) testaram positivo para reação de Fiehe,  mas com julgamento inconclusivo. A intensidade da cor vermelha não permitiu uma conclusão segura, pois a cor observada foi vermelho-claro. Muito embora consideradas positivas, esses méis foram inspecionados, sendo uma produzida no DF e a segunda produzida em outro estado da federação. As duas amostras representam individualmente 0,45% do total das amostras e 20% do total de méis inspecionados. Por outro lado, nenhuma amostra sem inspeção produzida no DF foi positiva para o teste de Fiehe,  questão que sobressai quando se verifica que uma amostra com SIF e uma amostra com inspeção regional testaram positivo, embora de forma inconclusiva, para reação de Fiehe. 

Aproximadamente dois terços dos méis analisados (72,2%) reprovaram em pelo menos uma análise, somente 27,3% dos méis analisados foram aprovados em todas as variáveis estudadas. Méis inspecionados aprovados em todas as análises de outros estados (SIF), 9,1% e do DF, 4,5%; enquanto méis não inspecionados produzidos no DF, 13,6%. Nenhum dos méis não inspecionados produzidos em outros estados obteve aprovação em todas as análises. 

Os resultados mostram que os méis produzidos em outros estados não inspecionados comercializados no plano piloto de Brasília são um problema de saúde pública, tendo em vista que 18,2% dos méis analisados foram negativos para reação de Lund e positivos para reação do lugol, ou seja, pela reação de Lund fica evidente que não é mel e pela reação de lugol mostra que há açúcar comercial nas amostras. Coincidentemente os méis negativos para reação de Lund são os mesmos que foram positivos para reação de lugol. Assim, não há como refutar que esses “méis” são resultado de uma adulteração (falsificação) feita de açúcar.

Além disso, metade dos méis falsificados, ou seja, que sequer são méis testaram positivo para reação de Fiehe o que indica que a mistura falsificada com açúcar sofreu superaquecimento e que o teor de HMF é elevado, substância cancerígena. 

Os méis inspecionados produzidos em outros estados e no DF, bem como os méis produzidos no DF sem inspeção não testaram positivo para reação de Lund, ou seja, são méis. Também foram negativos para reação de lugol, demonstrando que não houve adição de açucares e testaram negativo para reação de Fiehe. Assim, podemos concluir que não houve adulteração nesses méis por adição de açúcares e têm boa qualidade. 

CONCLUSÃO

A identificação da venda de méis adulterados demonstra a necessidade da atuação das autoridades públicas, pois as misturas de açúcar além de ilícitas causam prejuízos aos consumidores que são ludibriados e têm sua saúde prejudicada. Além disso, méis não inspecionados de outros estados tiveram os índices mais baixos de pH o que indício de deterioração.

Os méis inspecionados são puros e sem adulterações e apresentam boa qualidade, com poucas ressalvas, o que demonstra a importância da inspeção para proteção do consumidor. Méis inspecionados com SIF ou com inspeções locais não apresentaram problemas de qualidade, mesmo com limites para pH não atendidos, não tiveram médias baixas para o pH como os méis sem inspeção produzidos em outros estados. 

Méis produzidos no DF são legítimos, tenham sidos inspecionados ou não.   O mel produzido no DF tem qualidade e pureza como qualquer um dos méis inspecionados de outros estados, mas com a vantagem do mel do DF por manter seu frescor, com reduzida possibilidade de desnaturação de enzimas existentes no mel, o que exalta o sabor e mantém o aroma dependendo da florada em que foi realizada a colheita.  Comparados aos méis de outros estados possuem a vantagem de serem méis com características únicas, com sabores e aromas diferenciados ao contrário dos méis de grandes entrepostos que resultam de um blend de vários méis pela necessidade de se manter um padrão para comercialização. Assim, os méis comercializados no Plano Piloto produzidos no Distrito Federal confirmam a pureza e qualidade que levaram ao seu reconhecimento nacional e internacionalmente. 

Infelizmente ainda há produtores do DF que vendem méis sem inspeção, apesar de produzirem méis legítimos e de qualidade. Assim, há necessidade de programas de conscientização e incentivo a adoção da inspeção para “legalizar” esse mel. 

Nesse contexto, verifica-se a necessidade de aprimorar a valorização dos méis produzidos regionalmente os quais possuem características únicas resultado da flora diversificada e riqueza botânica de cada região do país. 

A verificação da qualidade dos méis comercializados em uma região deve ser acompanhada da avaliação dos méis produzidos localmente como forma de obter conclusões mais propositivas que possam orientar os apicultores e os elaboradores de políticas para o setor.

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1Discente do curso de pós-graduação em Apicultura e Meliponicultura – Universidade de Taubaté – UNITAU, Mestre em Ecologia – Universidade de Brasília. marcelino.boaventura@gmail.com.
2Docente do Instituto Federal de Educação de Brasília – IFB. Doutora em Engenharia de alimentos – Universidade de São Paulo, USP, Brasil.
3Docente do curso de Especialização em Apicultura e Meliponicultura. UNITAU. Mestra, Universidade de Taubaté – UNITAU; Doutoranda do Curso de Zootecnia da UNESP – Universidade Estadual Paulista – Campus de Botucatu, Brasil, profdeniseunitau@gmail.com.
4Dra Lídia Maria Ruv Carelli Barreto. Docente do curso de Especialização em Apicultura e Meliponicultura Universidade de Taubaté – UNITAU, lidiaunitau@gmail.com.