ALONGAMENTOS PASSIVOS EM PACIENTES COM HIPERTONIA DECORRENTE DA MIELOPATIA CERVICAL ESPONDILÓTICA

PASSIVE STRETCHING IN PATIENTS WITH HYPERTONIA RESULTING FROM CERVICAL SPONDYLOTIC MYELOPATHY

REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/cl10202511172135


Brenda Silveira Domingos
Jennifer Ester Marques Almeida
Maria do Milagre de Jesus de Souza
Milena de Fátima Quirino de Almeida
Orientador: Prof. Dr. José Gabriel Werneck


RESUMO  

Introdução: A Mielopatia Cervical Espondilótica (MCE) é uma doença neurodegenerativa com etiologia multifatorial. Entre as alterações funcionais provocadas por esta doença, destaca-se a hipertonia, alteração essa que provoca o aumento do tônus muscular, prejudicando a mobilidade, o controle motor e a qualidade de vida, gerando limitações funcionais. Objetivo: Avaliar os benefícios dos alongamentos passivos para redução da hipertonia presente em indivíduos com Mielopatia Cervical Espondilótica. Revisão de literatura: Este trabalho é uma revisão de literatura, com pesquisas nas bases de dados PubMed, SciELO, BVS e CAPES, entre os anos de 2015 e 2025, nos idiomas português e inglês, com descritores AND e OR e com tema: fisioterapia como tratamento conservador nas disfunções de doenças neurodegenerativas como a MCE, abordando compressão medular, alongamentos passivos, força muscular, tetraplegia, paraparesia espástica, hipertonia e alteração de marcha. Foram excluídos artigos duplicados e sem o texto completo disponível gratuitamente na internet, e foram incluídos somente artigos originais, ensaios clínicos e séries de casos que abordassem o tema. Resultados: Foram encontrados, no total, 70 artigos nas plataformas de busca SciELO e PubMed entre 2015 e 2025, sendo selecionados 12 artigos para elaboração do estudo. Conclusão: O alongamento direcionado pelo fisioterapeuta de maneira prática pode ser capaz de aumentar a flexibilidade e reduzir o tônus, podendo auxiliar no tratamento clínico de diversas disfunções musculoesqueléticas, com o propósito de ampliar os ganhos e acelerar a reabilitação.

Palavras-chave: Mielopatia Espondilótica Cervical; Fisioterapia; Compressão Espinhal; Alongamentos Passivos; Elasticidade.

ABSTRACT

Introduction: Cervical Spondylotic Myelopathy (CSM) is a neurodegenerative disease with multifactorial etiology. Among the functional changes caused by this disease, hypertonia stands out a change that causes na increase in muscle tone, impairing mobility, motor control, and quality of life, generating functional limitations. Objective: To evaluate the benefits of passive stretching to reduce hypertonia present in individuals with Cervical Spondylotic Myelopathy. Literature Review: This work is a literature review, with searches in the databases PubMed, SciELO, VHL, and CAPES between the years 2015 and 2025, in Portuguese and English, using AND and OR descriptors, and focusing on the theme: physiotherapy as a conservative treatment for dysfunctions of neurodegenerative diseases such as CSM, addressing spinal cord compression, passive stretching, muscle strength, tetraplegia, spastic paraparesis, hypertonia, and gait changes. Duplicate articles and those without the full text freely available on the internet were excluded, and only original articles, clinical trials, and case series that addressed the topic were included. Results: A total of 70 articles were found in the search platforms SCIELO and PubMed between 2015 and 2025, and 12 articles were selected for the study. Conclusion: Stretching directed by the physiotherapist in a practical way can be capable of increasing flexibility and reducing tone, and may assist in the clinical treatment of various musculoskeletal dysfunctions, with the purpose of increasing gains and accelerating rehabilitation. 

Keywords: Cervical Spondylotic Myelopathy, physiotherapy, Spinal Compression; Passive Stretches; Spasticity.

1. INTRODUÇÃO  

A Mielopatia Cervical Espondilótica (MCE) é uma condição neurodegenerativa que possui múltiplas causas e, na maioria dos casos, está associada ao avanço da idade. Os sinais e sintomas dessa condição se manifestam de maneira insidiosa. Trata-se de uma estenose da medula espinhal, resultante da degeneração natural relacionada ao envelhecimento(1). A prevalência mínima de MCE tratada cirurgicamente é estimada em cerca de 1,6 por 100.000. Alternativas cirúrgicas são usadas como parte do tratamento desses pacientes, podendo ser a laminectomia descompressiva e a corpectomia cervical; ambas servem para descomprimir o canal medular. A MCE é a causa mais comum de lesão da ME em todo o mundo e é a causa mais comum de paraparesia ou tetraparesia não traumática em adultos(2-4).  

A progressão natural pode ocorrer em surtos de exacerbação dos sintomas, seguidos de estabilidade. Essas alterações estão ligadas aos ossos, ligamentos e discos, que atuam como ponto de gatilho para a degeneração progressiva da medula espinhal. Ocorre a compressão direta, podendo ser dinâmica ou estática, geralmente relacionada a danos circulatórios. Acredita-se que todo o processo de alteração espondilótica começa devido à desidratação do disco. Essas alterações biomecânicas nos discos têm como consequência a redução do espaço discal. Devido a isso, a desidratação do disco tende à herniação e, consequentemente, causa as neoformações nos corpos vertebrais, seguidas da compressão medular. Uma das consequências das alterações espondilóticas mais graves é o desenvolvimento de hipercifose. O quadro pode agravar ainda mais a compressão da medula e levar à perda da curvatura lordótica, gerando um aumento da pressão na direção anteroposterior(5).  

Geralmente, os homens com idades entre 50 e 70 anos são os mais impactados por essa doença, e os níveis espinhais mais afetados são de C5-C7(6). Por ter seu início insidioso, na maioria dos casos o diagnóstico pode ser tardio, mas, ainda assim, é tratável. Porém, seu prognóstico tende a ser reservado, pois tanto o tratamento cirúrgico quanto a fisioterapia servirão somente como manutenção ou até mesmo como paliativo, com o objetivo de estagnar o avanço da doença, focando sempre em proporcionar para esse paciente uma melhor qualidade de vida, mesmo que mínima. 

A MCE causa graves alterações funcionais. Seus sinais e sintomas variam de acordo com o nível da lesão, mas podem ser motores e até sensoriais, sendo eles: fraqueza muscular, alteração de marcha, parestesia em membros inferiores ou superiores, rigidez no pescoço, perda da coordenação motora fina, incontinência urinária ou intestinal, hipertonia e espasticidade. Hipertonia provoca o aumento do tônus muscular, prejudicando a mobilidade, o controle motor e a qualidade de vida dos pacientes, gerando limitações funcionais como rigidez muscular, dificuldade na marcha e redução da independência nas atividades de vida diária(7).  

O contexto local, nacional e internacional é influenciado pela taxa de envelhecimento da população, uma vez que se observa que uma das principais causas da mielopatia cervical espondilótica é a degeneração dos discos vertebrais, geralmente encontrada em indivíduos com mais de 30 anos. Contudo, por se tratar de uma condição rara, não existem dados específicos registrados. A MCE, sendo uma condição degenerativa, está ligada a distúrbios emocionais, como a depressão reativa, que pode surgir tanto em resposta à dor crônica quanto às limitações funcionais e de mobilidade que ela impõe. Isso pode incluir impactos na vida profissional, social e nas relações de amizade. Há evidências de uma correlação significativa entre a intensidade da dor cervical e os níveis de depressão(8-9).  

Mesmo que a descompressão cirúrgica seja uma indicação clara para estenose de medula espinhal, não há dados suficientes para definir que a cirurgia seja a intervenção mais indicada para formas mais leves. Em ensaios clínicos relacionados ao tratamento conservador e à cirurgia, não se encontraram diferenças consideráveis em até 10 anos de acompanhamento(3).  

O trabalho tem o objetivo de avaliar a eficácia dos alongamentos passivos como alternativa de tratamento em pacientes com mielopatia cervical espondilótica. A alteração mais significativa dessa doença é a hipertonia, então os alongamentos são feitos com o objetivo de reduzir a hipertonia. A escolha do trabalho se justifica pela relevância clínica e social da doença, pois, devido à crescente do envelhecimento populacional, existe uma grande probabilidade de aumento na incidência, porque a mielopatia cervical espondilótica está fortemente relacionada ao envelhecimento, devido às alterações naturais que ocorrem na coluna vertebral.  

Embora existam avanços nos tratamentos cirúrgicos, a fisioterapia desempenha grande importância no tratamento conservador e pós-cirúrgico, o que resulta na necessidade de aprofundar o conhecimento sobre a hipertonia no paciente portador de mielopatia cervical espondilótica.  

2. OBJETIVOS  

2.1 OBJETIVO GERAL  

Avaliar os benefícios dos alongamentos passivos para redução da hipertonia presente em indivíduos com Mielopatia Cervical Espondilótica, através da revisão de literatura.  

2.2 OBJETIVOS ESPECÍFICOS  

A)Descrever as alterações musculoesqueléticas ocasionadas pela hipertonia;  
B) Discutir a eficácia do alongamento passivo para grupos musculares afetados pela hipertonia;  
C) Identificar os efeitos dos alongamentos passivos para melhora de marcha paraparética espástica;  
D) Analisar a melhora das atividades funcionais em pacientes com MCE durante e após a fisioterapia.   

3. MARCO TEÓRICO  

3.1 CONCEITO DE MIELOPATIA ESPONDILÓTICA CERVICAL  

A Mielopatia Espondilótica Cervical, também conhecida como MEC, é caracterizada pela estenose do canal cervical, ou seja, o estreitamento do canal cervical, que é a principal causa de disfunção na medula espinhal em adultos maiores de 50 anos, tendo o envelhecimento como o principal fator etiológico(1,2). A sua incidência e prevalência exatas não são bem conhecidas, mas é mais comum em homens do que em mulheres, com uma proporção que varia. O diagnóstico geralmente ocorre entre a quinta e sexta década de vida. Os segmentos da medula espinhal mais frequentemente afetados são C5, C6 e C7(6).  

A progressão da doença costuma ser lenta, apresentando uma redução gradual na função ou longos períodos de inatividade. As deficiências sensoriais relacionadas aos esfíncteres podem ser transitórias, enquanto as motoras tendem a ser persistentes e progressivas. Pacientes que recebem tratamento conservador frequentemente experienciam uma piora na capacidade de realizar atividades diárias, enquanto aqueles que se submetem à cirurgia geralmente apresentam melhoras nos sintomas neurológicos, na dor e na função geral(10)

Essa patologia apresenta várias alterações degenerativas, sendo elas: a degradação dos discos intervertebrais e articulações facetárias, alterações no alinhamento sagital, ossificação do ligamento longitudinal posterior e hipertrofia do ligamento amarelo, que são responsáveis pela redução do diâmetro do canal vertebral e a compressão da medula. A seguir, serão analisados alguns dados de um perfil clínico e epidemiológico das mielopatias não traumáticas(11):

Tabela 1: Grupo de comorbidades médicas e condições clínicas prévias Fonte: Pinto et al(6)

Tabela 2: Principais grupos etiológicos das mielopatias não traumáticas. Fonte: Pinto et al(6)

3.2 FISIOPATOLOGIA  

Dentre os vários mecanismos fisiopatológicos, originados em vários pontos da via do reflexo do estiramento, envolvendo os motoneurônios alfa, gama, interneurônios da medula espinhal e vias aferentes e eferentes, sobressai a teoria clássica do aumento do tônus, secundário à perda das influências inibitórias descendentes (via retículo-espinhal), como resultado de lesões comprometendo o trato córtico-espinhal (piramidal, agora melhor definido como vias mediadoras de influências supraespinhais sobre a medula espinhal). A perda da influência inibitória descendente resultará em aumento da excitabilidade dos neurônios fusimotores gama e dos motoneurônios alfa 1-5. Os principais neurotransmissores envolvidos no mecanismo do tônus muscular são: ácido gama-aminobutírico (GABA) e glicina (inibitórios), e glutamato (excitatório), além da noradrenalina, serotonina e de neuromoduladores como a adenosina e vários neuropeptídeos(12).  

Espondilose refere-se a alterações degenerativas que ocorrem na coluna vertebral, incluindo degeneração das articulações, discos intervertebrais, ligamentos e tecido conjuntivo da vértebra cervical. Existem três fatores fisiopatológicos importantes no desenvolvimento da Mielopatia Espondilótica Cervical: 1) mecânica estática; 2) mecânica dinâmica; e 3) isquemia medular(12).  

a) Mecânica estática: Redução mecânica estática do diâmetro do canal espinhal e condensação da medula espinhal. É devido ao envelhecimento dos discos intervertebrais e à consequente perda de altura devido à dessecação do disco.  
b) São produzidas calcificações que se projetam das bordas das superfícies dos corpos vertebrais, chamadas osteófitos, que produzem compressão dorsal e ventral da medula. Os sintomas se desenvolvem quando o canal espinhal se estreita em pelo menos 30%(12).  
c) Mecânica dinâmica: O movimento normal da coluna cervical pode agravar o dano à medula espinhal precipitado pela condensação estática mecânica direta. Durante a flexão, a medula espinhal se alonga e se estende sobre os osteófitos ventrais. Durante a extensão, o ligamento amarelo calcificado causa redução do espaço disponível para a medula espinhal(12).  
d) Isquemia da medula espinhal: A isquemia da medula espinhal provavelmente desempenha um papel no desenvolvimento do MCE. O mecanismo preciso da isquemia medular não é compreendido completamente, foi demonstrado apenas histologicamente, apresentado na figura 1 e 2.

Figura1: Mielopatia cervical espondilótica. Fonte: Canedo et al(12).

Figura 2: Localização da Mielopatia cervical espondilótica.
Fonte: Canedo et al(12)

Os órgãos tendinosos de Golgi, localizados nos tendões, são ativados quando o músculo é submetido a tensão, enviando sinais por fibras sensoriais que inibem os neurônios motores responsáveis pela contração muscular, por meio de neurônios intermediários inibitórios, ao mesmo tempo em que facilitam a ação dos músculos antagonistas por vias excitatórias. Esses sinais podem vir de diversas fontes, tanto periféricas quanto de centros nervosos superiores. Esse mecanismo está relacionado ao chamado “fenômeno do canivete”, caracterizado por uma resistência inicial aumentada durante o movimento passivo de uma articulação, que diminui repentinamente conforme o movimento se amplia. A resistência inicial se deve à hiperatividade do reflexo de estiramento, e acredita-se que os órgãos tendinosos de Golgi tenham papel fundamental na inibição súbita desse reflexo, contribuindo para o relaxamento muscular(38).  

3.3 CARACTERÍSTICAS  

A MCE se desenvolve de forma lenta e progressiva, manifestando-se com fraqueza assimétrica nos membros inferiores (paraparesia), dor lombar, incontinência urinária e disfunção erétil. Os sintomas neurológicos geralmente começam a aparecer por volta dos 40 anos. O comprometimento da marcha pode variar, e cerca de 26% dos pacientes acabam necessitando de cadeira de rodas(13).  

A dor cervical é um sintoma frequente na prática clínica, com a doença crônica degenerativa do disco sendo a causa mais comum. Essa condição geralmente resulta no estreitamento do canal vertebral, devido a fatores ósseos e disco-ligamentares. Em uma fração menor de casos, pode ocorrer compressão medular, levando a manifestações neurológicas. Essa complicação é séria e, em muitos casos, apresenta um caráter progressivo, necessitando de intervenção cirúrgica(13).  

O quadro clínico apresenta uma síndrome neurológica que avança de forma gradual, caracterizada pela síndrome piramidal do tipo paraparesia espástica, na qual a espasticidade predomina sobre a motricidade. Distúrbios da marcha podem ocorrer, acompanhados de claudicação intermitente indolor e alterações sensoriais. Inicialmente, há comprometimento das funções das mãos, resultando na perda de movimentos finos, como escrever, passar a linha pela agulha ou abotoar roupas. O exame físico também revela atrofia muscular nas mãos, conhecida como mão mielopática(13).  

3.4 COMPLICAÇÕES DA MIELOPATIA CERVICAL ESPONDILÓTICA  

A mielopatia cervical espondilótica é composta por uma série de sinais e sintomas que levam a alterações anatômicas e fisiológicas da coluna cervical. Os principais sintomas clínicos são caracterizados pela deterioração gradativa das funções da medula espinhal. Na maioria dos casos, a progressão natural da MCE ocorre em surtos de intensificação dos sintomas, seguidos por períodos de estabilidade. Os sintomas clínicos raramente melhoram; no entanto, de acordo com estudos comparativos de casos, observa-se que esse período de estabilidade não está presente e a condição do paciente declina de forma contínua e lenta. Por outro lado, num pequeno número de casos, a progressão pode ser aguda e rápida.  

Apesar de não haver uma causa bem definida para a MCE, acredita-se que alterações ósseas, ligamentares e discais são fatores relevantes para a degeneração progressiva da medula espinhal. Nota-se também que quase todos os indivíduos, por volta dos trinta anos de idade, apresentam degeneração microscópica dos discos intervertebrais. Acredita-se que todo processo de degeneração espondilótica inicia-se com a desidratação do disco vertebral(14).  

Essas alterações biomecânicas nos discos levam à redução do espaço entre eles e, isso, somado à tendência de formar uma hérnia a partir do disco desidratado, resulta em mudanças como a formação de novo tecido ósseo nos corpos vertebrais, o que geralmente acaba causando compressão da parte anterior da medula espinhal. Hipertrofia e calcificação do ligamento amarelo também ocorrem, contribuindo para a compressão da medula espinhal na região posterolateral. Esse fenômeno ocorre principalmente com o ligamento longitudinal posterior, intensificando ainda mais a compressão(14).  

O ligamento ossificado se transforma em uma massa espessa, que pode se manifestar em apenas um nível, de forma intermitente ou contínua. Nos casos mais severos, pode ocorrer a ossificação da dura-máter, o que pode resultar na formação de fístulas de líquido cefalorraquidiano. Paralelamente a esse processo, ocorre também hipertrofia e artrose das articulações facetárias das articulações intervertebrais, levando à estenose do canal vertebral(14).  

Em consequência de alterações espondilóticas mais avançadas, os pacientes frequentemente desenvolvem hipercifose, o que intensifica ainda mais a compressão da medula espinhal, além da perda da curvatura lordótica, o que aumenta a pressão na direção ântero-posterior(13,14). A espondilose também provoca hipermobilidade nos segmentos situados acima das áreas rígidas da medula espinhal, sendo mais uma causa de compressão da medula espinhal.  

Além disso, existe o fator genético, que resulta em um estreitamento congênito da medula espinhal, elevando as probabilidades de desenvolvimento da doença. Por fim, além do mencionado anteriormente, há também uma redução no fluxo sanguíneo, resultando em isquemia da medula espinhal. Essa redução pode afetar alguma fonte sanguínea significativa, como a drenagem venosa, o que provoca mielopatia neuroisquêmica, frequentemente ocorrendo na parte anterior da medula espinhal(14).  

Entretanto, a recuperação das funções da medula espinhal após a cirurgia depende do nível de degeneração da medula espinhal no momento do procedimento. Também existe o tratamento conservador, que é aplicado de acordo com as funções perdidas, visando tratá-las e prevenir o agravamento da compressão já existente. Devido à evolução, é crucial reavaliar a degeneração da medula espinhal a cada 6 a 12 meses(14).  

3.4.1 Curto Prazo  

As complicações a curto prazo são avaliadas de forma individual, de acordo com a sintomatologia de cada paciente, variando o grau de gravidade. As principais complicações a curto prazo são: Algia: normalmente caracterizadas como algia intensa na região do pescoço, que irradia para os membros adjacentes. Fraqueza muscular: a fraqueza em um ou mais membros é frequente, dificultando a execução de atividades cotidianas e comprometendo a mobilidade. Alterações sensoriais: sintomas como parestesia, disestesia ou hipoestesia podem ocorrer, afetando a percepção somática e a coordenação motora. Dificuldades motoras: dificuldades na coordenação e no equilíbrio podem ocasionar problemas na marcha, aumentando a probabilidade de quedas. Espasticidade: o aumento do tônus muscular e os espasmos podem afetar o controle motor, tornando mais difíceis os movimentos habituais. Fadiga: uma fadiga intensa pode se apresentar, prejudicando as atividades cotidianas e a qualidade de vida geral do paciente(5).  

3.4.2 Longo Prazo  

A MEC pode resultar em complicações a longo prazo por diversas razões, relacionadas à natureza da condição e ao impacto que ela tem no sistema nervoso(15)

Alguns exemplos dessas complicações:  

a) Déficits Neurológicos Persistentes: A compressão constante da medula espinhal pode ocasionar danos irreversíveis, levando a fraqueza muscular, diminuição da sensibilidade e dificuldades de coordenação. Comprometimento Funcional: Os pacientes muitas vezes enfrentam restrições em suas atividades cotidianas, como dificuldades para andar, subir escadas e executar tarefas que demandam agilidade.  

b) Deformidades posturais: Alterações na postura, como hipercifose e hiperlordose, podem se desenvolver devido à compensação muscular e à biomecânica alterada, levando a dor e desconforto adicionais.  

c) Espasticidade Crônica: A interrupção na transmissão dos sinais nervosos pode levar à espasticidade, que é caracterizada por tensão muscular e espasmos, comprometendo o controle motor e a capacidade de movimentação.  

d) Dificuldades Respiratórias: Em estágios mais avançados, a compressão da medula espinhal pode impactar os músculos que controlam a respiração, elevando o risco de complicações pulmonares, como infecções.  

e) Disfunções Bexiga e Intestinal: A MCE pode interferir no controle da bexiga e dos intestinos, resultando em problemas como incontinência urinária, retenção urinária e constipação.  

f) Aumento do Risco de Quedas: A fraqueza muscular, combinada com problemas de coordenação e equilíbrio, eleva o risco de quedas, que podem causar fraturas e outras lesões.  

g) Impacto Psicológico: As restrições físicas e a dor persistente podem resultar em questões de saúde mental, como depressão e ansiedade, impactando a qualidade de vida.  

h) Necessidade de Cuidados Contínuos: Conforme a condição avança, os pacientes podem necessitar de apoio extra, como fisioterapia, terapia ocupacional e ajuda nas atividades diárias, o que pode intensificar o ônus financeiro e emocional para a família.  

3.5 HISTÓRIA DO ALONGAMENTO  

A prática do alongamento tem raízes em antigas civilizações. Povos como os egípcios, gregos e romanos já compreendiam a relevância do alongamento para a saúde e o desempenho físico. Os gregos, em especial, davam grande importância à educação física, integrando exercícios de alongamento em suas rotinas para aprimorar a flexibilidade e evitar lesões.  

No século 19, o alongamento começou a receber mais destaque, especialmente com a evolução da ginástica e novas abordagens de treinamento físico. Figuras como Friedrich Ludwig Jahn, que defendia a ginástica na Alemanha, e a escola sueca de ginástica, que enfatizava a importância do alongamento e do condicionamento físico, tiveram um papel significativo nesse contexto.  

Com a chegada do século 20, o alongamento se tornou ainda mais popular, em parte devido ao surgimento de diversas modalidades esportivas e à crescente conscientização sobre sua função na prevenção de lesões(16).  

3.5.1 Alongamento  

O alongamento consiste em uma manobra onde é aplicada uma força maior que a resistência das estruturas, com o propósito de prevenir lesões, aumentar ou até mesmo manter o grau de amplitude de movimento presente no indivíduo. O alongamento é essencial para a mobilidade do corpo humano, permitindo com que haja movimentos de forma natural e saudável, permitindo aos indivíduos de realizarem suas atividades de vida diária com independência e melhor qualidade de vida. Os alongamentos favorecem, de forma indireta, a qualidade de vida e a saúde(17).  

Entre os diversos benefícios que o alongamento oferece, podemos destacar a redução do encurtamento, do desconforto causado por nódulos musculares, da rigidez e do risco de lesões nas articulações e músculos. Além disso, ele contribui para a correção de problemas posturais, aumenta a flexibilidade, melhora a coordenação, promove o relaxamento tanto muscular quanto mental e proporciona uma sensação de leveza e liberdade ao corpo. O alongamento também favorece a circulação sanguínea e previne esforços extras durante atividades laborais e esportivas(17).  

A fisioterapia tem como objetivo inibir a atividade reflexa patológica, buscando restaurar o tônus muscular e promover um movimento adequado. Para atingir essa inibição, é fundamental prevenir e combater os padrões de movimento e posturas que estão associados aos reflexos inadequados, utilizando posturas corretas e técnicas específicas que ajudem nesse processo.  

Com isso, a fisioterapia cria condições propícias para um melhor controle do tônus, auxiliando na realização dos movimentos e na adoção de posturas adequadas, além de oferecer estímulos que incentivam os padrões de movimento normais. Para evitar o padrão patológico, é importante entender como ele se manifesta, uma vez que isso pode variar conforme o tipo e a localização da lesão. O nível de hipertonia presente determinará a quantidade de inibição necessária. Ao inibir esses padrões, facilitamos o movimento normal que, por sua vez, ajuda a reduzir a espasticidade(18,19).  

3.5.2 Efeitos Fisiológicos dos Alongamentos Passivos  

A prática de alongamento muscular é uma técnica bastante comum, utilizada especialmente para melhorar a flexibilidade, tanto em pessoas saudáveis quanto em processos de reabilitação. Os exercícios de alongamento promovem um aumento na extensibilidade dos tecidos moles e ajudam a recuperar o comprimento dos músculos ao influenciar as características contráteis das fibras musculares, além de provocar mudanças viscoelásticas na unidade músculo-tendão. Estudos mostram que o alongamento gera efeitos imediatos, e uma única sessão realizada por pessoas saudáveis pode aprimorar tanto a flexibilidade muscular (que se refere à amplitude máxima passiva fisiológica) quanto a mobilidade nas articulações(17,20).  

Uma flexibilidade adequada nas articulações do quadril, joelho e tornozelo, por exemplo, tem um impacto significativo nos parâmetros da marcha, no controle postural e no equilíbrio, além de reduzir o risco de quedas. Portanto, é indicada a prática de exercícios de alongamento para preservar ou aumentar a função neuromuscular nas atividades cotidianas. Alongamentos passivos e ativos são eficazes no aumento da flexibilidade dos músculos. A escolha do melhor posicionamento pode determinar o momento no qual ocorre tensão máxima na musculatura. O alongamento eficaz, que realiza a tensão muscular máxima, irá restaurar o comprimento muscular e restabelecer a biomecânica normal do indivíduo. Espera-se, com isso, favorecer o bem-estar, reduzindo a incidência de patologias e suas repercussões em nível econômico, social e de qualidade de vida.  

Os efeitos dos alongamentos podem ser isolados de imediato e de longo prazo. Os efeitos imediatos resultam da flexibilização da unidade músculo-tendínea, enquanto os de longo prazo envolvem uma adaptação estrutural no músculo, com o aumento do número de sarcômeros em série, o que leva a um comprimento muscular maior. Esses efeitos podem persistir por algum tempo após a interrupção dos exercícios. Para que o alongamento produza aumentos permanentes (plásticos) no comprimento muscular, é necessário que a força de alongamento seja mantida por mais tempo. Além disso, o alongamento também estimula a produção de colágeno, permitindo ao músculo suportar maior estresse(21).  

Os fusos musculares contêm fibras chamadas intrafusais, que estão organizadas em paralelo com as fibras musculares extrafusais no ventre muscular. Essa disposição permite que um alongamento intenso do músculo seja detectado pelas terminações sensoriais localizadas na parte central do fuso. Essas terminações enviam sinais ao centro integrador na medula espinhal, aumentando a frequência dos impulsos nervosos através das vias aferentes. Em resposta a esse estímulo, os motoneurônios alfa provocam a contração do músculo agonista e inibem o músculo antagonista. Esse processo de retroalimentação é conhecido como reflexo de estiramento.  

Os alongamentos trazem diversos benefícios, como a prevenção ou eliminação do encurtamento músculo-tendíneo, a redução do risco de certos tipos de lesões musculares e articulares, o aumento do relaxamento muscular e a melhoria da circulação sanguínea. Além disso, são atrativos para uma melhor coordenação motora, evitam o uso de esforços adicionais tanto no trabalho quanto no esporte, diminuem a resistência tensiva dos músculos antagonistas e permitem uma utilização mais eficiente da força dos músculos agonistas.  

O alongamento também ajuda a aliviar a tensão muscular, promove maior simetria muscular e pode prevenir ou corrigir problemas posturais que deslocam o centro de gravidade, provocando compensações musculares. O alongamento passivo é um método no qual um músculo é gradualmente estendido até o ponto de conforto tolerável, envolvendo uma leve sensação de dor, e a posição é mantida nesse nível de extensão por um período de 15 a 120 segundos. O movimento lento visa reduzir a contração reflexa do músculo e a tensão que ocorreria com um alongamento mais rápido, enquanto a manutenção da posição promove o relaxamento do estresse muscular. A quantidade e duração da força aplicada durante o alongamento são fatores determinantes no grau de alongamento elástico ou plástico do tecido  conjuntivo(21-22).  

3.5.3 Indicações  

Os exercícios de alongamento trazem diversos benefícios, como a prevenção ou eliminação do encurtamento de músculos e tendões. Eles também ajudam a reduzir o risco de lesões musculares e articulares, promovem um maior relaxamento muscular e favorecem a circulação sanguínea. Além disso, contribuem para a coordenação motora e evitam esforços específicos durante atividades físicas e esportivas. O alongamento diminui a tensão nos músculos antagonistas, permitindo um uso mais eficiente da força dos músculos agonistas. Essa prática também ajuda a aliviar dores musculares e melhorar a simetria, além de prevenir ou corrigir problemas posturais que podem afetar o centro de gravidade, levando à adaptação muscular(22).  

Para que se alcance uma amplitude de movimento adequada, é essencial que haja mobilidade e flexibilidade nos tecidos moles que envolvem as articulações, como músculos, tecido conectivo e pele, além da própria mobilidade articular. Cada um desses tecidos apresenta características específicas que influenciam sua capacidade de extensão(22).  

Quando são aplicados exercícios de alongamento a esses tecidos moles, fatores como a velocidade, a intensidade e a duração da força exercida irão impactar a resposta de cada tipo de tecido. Assim, as propriedades mecânicas dos músculos, juntamente com as características neurofisiológicas do tecido contrátil, desempenham um papel crucial no processo de alongamento dos tecidos moles(22).  

Os exercícios de alongamento são frequentemente empregados no ambiente clínico com o objetivo de melhorar a qualidade de vida dos pacientes, acelerando o tempo de tratamento e, consequentemente, favorecendo a alta dos indivíduos hospitalizados. No âmbito esportivo, esses exercícios são usados para aumentar a flexibilidade durante a preparação e a finalização de treinos e atividades, com foco no alongamento global e na reeducação postural(22).  

A mobilidade adequada dos tecidos e das articulações é crucial para a prevenção de lesões. Os principais tecidos moles que podem limitar a mobilidade articular incluem músculos, tecido conectivo e pele. O encurtamento é definido como uma perda da extensibilidade desses tecidos, levando a uma redução parcial no comprimento de uma unidade músculo-tendínea saudável, o que resulta em restrições na mobilidade articular(22).  

O alongamento é uma das técnicas mais comuns para promover o aumento da amplitude de movimento, embora ainda não haja um consenso sobre a frequência e a duração ideal de alongamento para alcançar o ganho de flexibilidade(22).  

3.5.4 Contraindicações  

Em geral, os diversos tipos de alongamentos não trazem malefícios ao tratamento; no entanto, podem apresentar algumas contraindicações, que podem ser absolutas ou relativas, dependendo da condição de cada paciente. É importante observar alguns cuidados para a execução dos alongamentos, como: aquecimento corporal antes da execução; manter a postura correta em cada alongamento; alongar igualmente os membros bilateralmente; não realizar em músculos lesionados; manter o ritmo respiratório normal durante a execução; realizar o alongamento com as repetições e tempo necessário em cada série, de acordo com a necessidade de cada paciente. Todos esses tópicos são importantes para um resultado satisfatório do alongamento terapêutico(20).  

3.5.4.1 Absolutas  

As contraindicações absolutas são aquelas que impedem o indivíduo de realizar o exercício, sendo totalmente evitada a prática do alongamento, pois poderão agravar as lesões ou causar novos problemas de saúde(23). Alguns exemplos destas contraindicações são:  

a) Fraturas: O alongamento realizado em uma área com fratura não consolidada pode piorar a condição e retardar a recuperação.  

b) Lesões musculares: Em caso de lesões musculares graves, como rupturas completas, o alongamento pode agravar a lesão e dificultar a cicatrização.  

c) Inflamação articular na fase aguda: Durante a fase aguda da inflamação, onde há presença de sinais flogísticos característicos, como a dor, o alongamento poderá intensificar os sintomas.  

d) Infecções locais: Na presença de infecções locais, como abscesso, o alongamento é contra-indicado, pois poderá agravar a infecção, causando dor intensa.  

e) Doenças vasculares: Pacientes que são acometidos por doenças vasculares, como Trombose Venosa Profunda (TVP), não devem realizar exercícios de alongamento, pois estes podem ocasionar o deslocamento do coágulo, causando uma Embolia Pulmonar. Nestes casos, portanto, o alongamento deve ser evitado, sendo necessário priorizar a recuperação adequada à condição atual antes de retomar a prática dos exercícios de alongamento terapêuticos.  

3.5.4.2 Relativas  

As contraindicações relativas são aquelas em que o alongamento pode ser realizado, porém de forma cautelosa e sob supervisão do profissional, pois podem ocasionar lesões subsequentes à condição atual em tratamento. Neste caso, o alongamento é necessário e benéfico; no entanto, é necessário o ajuste da intensidade e da técnica(24,25). Alguns exemplos destas contraindicações são:  

a) Lesões musculares e articulares recentes: O alongamento deve ser realizado com moderação, dentro dos limites articulares e sem causar dor.  

b) Condições inflamatórias crônicas: O alongamento é benéfico nesse caso, porém deve ser realizado suavemente e dentro dos limites da dor.  

c) Hiperflexibilidade: Pacientes com hiperflexibilidade devem realizar o exercício com cautela, pois o alongamento além do limite articular pode causar instabilidade articular, ocasionando lesões.  

d) Idosos com fragilidade muscular ou óssea: O alongamento deve ser realizado de forma cuidadosa, levando em consideração as fragilidades dos tecidos, evitando lesões em músculos e articulações vulneráveis.  

e) Pós-operatório tardio: Pacientes em pós-operatório de cirurgias musculoesqueléticas se beneficiam do alongamento para evitar contraturas ou a diminuição da amplitude de movimento articular. Porém, a amplitude de alongamento deve ser gradual, para que não ocasione lesões nos tecidos em cicatrização.  

f) Diabetes com neuropatia periférica: Pacientes acometidos de diabetes com neuropatia periférica possuem suas sensibilidades dolorosas diminuídas nas extremidades. É importante realizar o alongamento com movimentos suaves e monitorando qualquer desconforto.  

g) Osteoporose: Levando em consideração a fragilidade óssea, o alongamento deve ser feito de forma que não seja intenso, além dos limites articulares, e evitando sobrecarga nos ossos, para prevenir fraturas.  

Dessa forma, o alongamento deve ser realizado como parte da conduta fisioterapêutica; no entanto, deve ser adaptado para prevenir lesões, com intensidade leve, monitorado e supervisionado pelo profissional, para que a recuperação seja mais rápida e sem intercorrências.  

3.5.5 Formas de Alongamentos  

Há diversos tipos de exercícios de alongamento; dentre eles, encontram-se o alongamento balístico, o alongamento por Facilitação Neuromuscular Proprioceptiva (FNP) por meio do método contrair e relaxar, o alongamento estático e o dinâmico, sendo estes dois últimos os mais utilizados(26).  

O alongamento balístico consiste em movimentos vigorosos e rítmicos de uma parte do corpo, pelo alcance do movimento, visando alcançar o movimento para alongar o músculo ou grupo muscular específico(27). O alongamento por FNP, por meio do método contrair e relaxar, é uma técnica que combina contração e relaxamento da musculatura agonista e antagonista, ocorrendo contração resistida dos músculos a serem alongados, seguido de um relaxamento. É recomendada a permanência de 3 a 10 segundos na fase de contração(28).  

O alongamento dinâmico envolve a contração do grupo muscular antagonista do músculo-alvo, com movimentos controlados e suaves(29). Já no alongamento estático, consiste em alongar isoladamente determinada musculatura, mantendo-se na posição por algum tempo determinado, podendo ser entre 10 a 30 segundos, geralmente usado em clínicas de fisioterapia. Esse tipo de alongamento pode ser executado tanto de forma ativa quanto de forma passiva(2).  

No alongamento estático ativo, o indivíduo mantém uma posição de alongamento utilizando a musculatura antagonista para sustentar a posição, sem a necessidade de ajuda externa, seja de uma pessoa ou aparelho(28). Diferente do ativo, no alongamento estático passivo, o paciente é levado a uma posição alongada e passiva, sendo realizado com assistência externa, podendo ser alguém ou algum tipo de aparelho.  

A articulação é levada a uma amplitude máxima, devido à existência de uma pressão a mais no final da amplitude, que a move além da sua amplitude de movimento normal. Nesse tipo de alongamento, é necessário que os músculos estejam relaxados(28).

4. METODOLOGIA  

Trata-se de um estudo de revisão bibliográfica, realizado como parte da formação do Curso de Graduação em Fisioterapia da Universidade Iguaçu, construído para identificar, na literatura científica nacional e internacional, o melhor método a ser utilizado na Fisioterapia na Mielopatia Cervical Espondilótica.  

A busca bibliográfica foi realizada entre o período de agosto de 2024 até dezembro de 2024, nas bases de dados da Capes, da Biblioteca Virtual em Saúde (SciELO) e PubMed. Os idiomas utilizados para seleção dos periódicos foram inglês e português, abrangendo artigos com datas de publicação entre janeiro de 2015 a junho de 2025.  

Para busca de periódicos, foram utilizados os descritores na língua inglesa com os termos: Cervical Spondylotic Myelopathy, Physiotherapy, Spinal Compression and Passive Stretches, e para a língua portuguesa: Mielopatia Espondilótica Cervical, Fisioterapia, Compressão Espinhal, Alongamentos Passivos e Espasticidade. Foram utilizados os operadores booleanos AND e OR, cruzando-se os descritores anteriormente relacionados nas bases de dados citadas: Cervical Spondylotic Myelopathy AND Physiotherapy AND Spinal Compression OR Passive Stretches AND  Spasticity.  

No estudo, foram incluídos artigos originais de revisão bibliográfica, ensaio clínico, caso-controle e série de casos que abordassem o tema.  

Foram excluídos os artigos duplicados na base de dados, aqueles com apenas exposição de resumo sem possibilidade de recuperação total do arquivo, estudos experimentais com animais e estudos de ensaios clínicos com número de pacientes inferior a 20 pacientes.  

5. RESULTADOS  

Foram encontrados o total de 60 artigos nas plataformas de buscas: SCIELO, PUBMED entre 2015 a 2025, dentro dos idiomas português e inglês. Conforme o quadro 1 abaixo: 

Quadro 1: Tipos de seleção realizada na escolha dos artigos.

Fonte: elaborado pelas autoras (2025).

Os 12 artigos selecionados e incluídos na pesquisa, obtiveram o nível de seleção baseado nas seguintes descrições do quadro 1 a seguir:  

Quadro 2: Resultados do Levantamento bibliográfico com autores e assuntos utilizados na pesquisa para a construção do TCC.

Fonte: Elaborado pelas autoras (2025)  

6. DISCUSSÃO  

A mielopatia cervical espondilótica é uma doença que pode provocar dor e rigidez no pescoço, além de outros sintomas. Ela acontece quando a medula espinal é comprimida na região do pescoço. As causas podem se alterar entre hérnia de disco, estenose (estreitamento) degenerativa do canal vertebral, osteoartrose, que provoca calcificações entre as vértebras. Dessa forma, os sintomas podem ser: dor no pescoço, que pode irradiar para a cabeça e para os braços; fraqueza nos braços; contrações involuntárias (espasmos) nos músculos das pernas; perda de flexibilidade do pescoço; formigamentos e adormecimento nos braços e mãos, entre outros(29).  

Montenegro et al.(30) relatam que a mielopatia está classificada dentro da síndrome de NMS com paraplegia ou quadriplegia. Paraplegia estabelece, principalmente, lesões na medula, porque seriam necessárias lesões bilaterais no cérebro ou grandes lesões no tronco encefálico para manifestações bilaterais. O mais comum é que lesões na medula provoquem mudanças sensitivas e motoras simultaneamente. A degeneração combinada da medula é o quadro resultante da deficiência de vitamina B12, em que ocorre acometimento isolado da sensibilidade tátil-proprioceptiva. Assim, a etiologia crônica: degenerativa (mielopatia cervical em pacientes idosos, degeneração espinocerebelar), metabólica (deficiência de B12), infecciosa (tabes dorsalis).  

Dentro disso, Saheb et al.(31) apontam que a complicação no pós-operatório com maior incidência nessa abordagem é a disfagia. Uma das complicações mais graves é a obstrução das vias aéreas, que pode ter diversas causas, como edema de vias aéreas superiores e hematoma pós-operatório. Em nosso estudo, a taxa de disfagia em pacientes submetidos à abordagem anterior totalizou 17,3%. Acredita-se que a disfagia esteja relacionada à extensão e à duração da retirada ou retração esofágica durante o procedimento cirúrgico, devido ao comprometimento do fluxo sanguíneo para a mucosa. Além disso, também se apresenta a hipertonia elástica, que está associada à espasticidade, a qual se configura por uma resistência tipo canivete “ponta e mola”, um aumento dos reflexos de contração e um aumento do tônus muscular global.  

Para Teixeira et al.(32), a descompressão do canal vertebral por via posterior, seguida de instrumentação para artrodese, seja suficiente para o tratamento apropriado dos pacientes com esta condição, é factível, mesmo na presença do impacto degenerativo dos elementos anterior e posterior da coluna cervical e perda da lordose deste segmento, implicando em uma taxa de complicações pós-operatórias reduzida, possivelmente em uma recuperação clínica mais precoce, devido à menor agressão cirúrgica em comparação à via cirúrgica por via combinada.  

Diante disso, Moraes et al.(33) defendem que o alongamento pode ser contra- indicado quando se existe uma limitação da mobilidade articular por bloqueio ósseo, presença de processo inflamatório ou infeccioso agudo ou recente, fraturas não consolidadas, hematomas ou traumas nos tecidos, entre outros estados não operados. Associado às dicas para um bom alongamento, no pós-operatório o tratamento fisioterapêutico se destaca: ser importante alongar até uma amplitude confortável, sem sentir dor; relaxar ao praticar os exercícios de alongamento; alongar lentamente; respeitar a manutenção do tempo de 30 segundos para cada alongamento e, por fim, manter a regularidade dos alongamentos, duas vezes por semana, para que a pessoa possa obter os benefícios do alongamento.  

Oliveira et al.(34), trouxeram a condução do tratamento feitos pelos seus estudos, constatando que a utilização do colar cervical por no mínimo 8 horas contínuas, durante 3 meses, diminuiu o tempo de uso ao longo do tratamento, combinado com repouso durante a realização de atividades em geral. Diante disso, as terapias passivas também foram realizadas para alívio da dor, como massagem e gelo na região cervical, aplicação de estimulação elétrica nervosa transcutânea (TENS) e ultrassom. Exercícios para fortalecimento e alongamento dos músculos do pescoço, ombros e membros superiores, bem como exercícios aeróbicos para melhorar o consumo de oxigênio do paciente, foram realizados. Nisso, os recursos e intervenções usados foram: fortalecimento muscular funcional, alongamento dos músculos que têm potencial para retração e daqueles que já retraíram, terapia respiratória preventiva e curativa, relaxamento de músculos espásticos ou tensos, alívio da dor, reeducação postural visando o controle da cabeça e do tronco, juntamente com o treino de equilíbrio. Notou-se também que os pacientes dos estudos apresentaram melhora no quadro, principalmente em membros superiores.  

Para Souza et al.(35), além das degenerações naturais do envelhecimento, a ausência de exercícios regulares também pode impactar as propriedades mecânicas do complexo músculo-tendão e a capacidade muscular de produzir força, provocando a hipertonia. Exercícios de alongamento, às vezes interligados a outros tipos de atividades, possibilitam aumento e manutenção da amplitude articular porque mudam as características viscoelásticas da musculatura e alteram seu comportamento em atividades dinâmicas. Diversos estudos tentaram verificar a influência de programas de exercícios de alongamento nas características viscoelásticas da musculatura ou na amplitude articular. Alguns deles demonstram que exercícios de alongamento aplicados de maneira aguda e crônica têm sido eficazes para modificar as propriedades musculares e a marcha em terreno plano.  

No estudo de Ayala et al.(36), durante cada sessão experimental, os participantes iniciaram completando um aquecimento padronizado de 5 min (ciclismo a 90 W para homens e 60 W para mulheres, a 60–70 rpm). A intervenção de alongamento (estático ou dinâmico) ou sem alongamento (controle) foi realizada imediatamente depois do aquecimento padronizado. A ordem das condições de alongamento (estático e dinâmico) e sem alongamento foi randomizada. No resultado, existem evidências de que o alongamento dinâmico é preferível ao alongamento estático como parte de um aquecimento direcionado à preparação para a atividade física, devido à possível melhora do desempenho muscular.  

Já na pesquisa realizada por Silva et al.(37), com duração de 10 semanas consecutivas, foi feita uma sessão por semana, com uma hora de duração. Em seguida, houve 8 semanas de intervalo. Ao término do intervalo, iniciou-se o segundo período da intervenção, realizando-se mais 10 sessões de atendimento. No início de cada sessão foram realizadas manobras preparatórias de alongamentos cervicais, pompagem, tração cervical e tração lombar. Notou-se, além da diminuição da inclinação de tronco, a redução dos valores angulares de extensão de quadril, indicando ganho quantitativo e qualitativo na performance da marcha.  

Contudo, Malone et al.(38) indicaram que tanto o protocolo de alongamento executado pelo fisioterapeuta quanto o orientado otimizam a flexibilidade. O alongamento é fundamental para um bom desempenho físico na realização de atividades de vida diária, e também na melhora do desempenho no meio desportivo. A ausência acarreta movimentação corporal incorreta e leva ao uso vicioso da estrutura anatômica, gerando estresse mecânico, fator para predisposição a lesões.  

7. CONCLUSÃO  

A abordagem fisioterapêutica mostrou-se eficaz na redução do tônus muscular, desempenhando um papel importante na melhoria da mobilidade e das funções motoras dos pacientes. A aplicação adequada e supervisionada de alongamentos pelo fisioterapeuta revelou-se capaz de aumentar significativamente a flexibilidade e o relaxamento muscular, diminuindo a rigidez e otimizando o desempenho nas atividades cotidianas.  

De modo geral, as análises realizadas possibilitaram compreender de forma ampla os efeitos das alterações musculoesqueléticas decorrentes da hipertonia, observou-se que o aumento do tônus muscular gera encurtamentos, rigidez e restrições de movimento, impactando negativamente a postura e a funcionalidade geral do paciente com MCE. Por outro lado, ao analisar os efeitos do alongamento passivo nos grupos musculares acometidos, constatou-se que essa abordagem é eficaz para promover o relaxamento muscular, prevenir deformidades, aumentar a extensibilidade dos tecidos e contribuir para um melhor controle motor.  

Além disso, os estudos analisados indicaram que tais exercícios contribuem significativamente para uma marcha mais estável. Isso se dá pelo aumento da amplitude de movimento e pela melhor coordenação dos membros inferiores, fatores essenciais para garantir a autonomia e a segurança do paciente. Além disso, ao observar a evolução das atividades funcionais durante e após o tratamento fisioterapêutico, verificou-se que a combinação de alongamentos com outras abordagens terapêuticas amplifica os resultados funcionais, promovendo maior independência e uma melhoria substancial na qualidade de vida de pessoas com mielopatia cervical espondilótica.  

Pode-se concluir que os alongamentos passivos representam uma abordagem terapêutica eficiente e segura para o manejo da hipertonia associada à MCE. Sua aplicação é válida tanto em protocolos de reabilitação quanto em estratégias preventivas, desde que realizados sob orientação e supervisão apropriadas de profissionais qualificados.  

REFERÊNCIAS  

  1. LOZORIO,A.R.;BORGES,M.;BATISTA J.J.L.; CHACOB;J.C; MACHADO,I.C.;  REZENDE, R.. Correlação clinica entre a mielopatia cervical e o índice de Torg. Acta Ortopédica Brasileira, v. 20, n.3, p.180–183, 2012  
  2. SILVA, A.R.; MELO, A.R.; NOGUEIRA,A.; TEIXEIRA,J.;NATAL,F.C..Quando a alteração do padrão de marcha revela uma patologia cervical: o desafio do diagnóstico.Revista Portuguesa De Medicina Geral E Familiar, v.36, n.1, p. 81-84, 2020.  
  3. BOOGAARTS, H. D.; BARTELS, R. H. Prevalence of cervical spondylotic myelopathy. European spine journal, v. 24, n..2, p. 139-41, 2015.  
  4. MELUZZI,A.; TARICCO,M.A.; BROCK,R.S.; DIAS,M.R.P.; NAKAGUAWA,G.; GUIRADO, V.M.P.; TEIXEIRA, M. J.. Fatores prognósticos associados ao tratamento cirúrgico da mielorradiculopatiaespondilóticacervical.Coluna/columna, v. 11, n. 1, p. 52–62, 2012.  
  5. OLIVEIRA,R.A; FARES,K; SCHIAVON,D; SOUZA,P.C; LUVIZUTTO, G.J; SOUZA, L.A.P. S. CERVICAL SPONDYLOTIC MYELOPATHY: CLINICAL CASES AND PHYSIOTHERAPY. Coluna/Coluna. v. 18, n. 1, p. 74-80, 2019.  
  6. PINTO,E.M; TEIXEIRA,A; FRADA,R; ATILANO,P; OLIVEIRA,F; MIRANDA,A. DEGENERATIVE CERVICAL MYELOPATHY: A REVIEW OF CURRENT  CONCEPTS. Coluna/Columna[Internet].v. 19, n. 4,p.302-307,2020.  
  7. SILVA,A.R.; MELO,A.R.; NOGUEIRA,A.; TEIXEIRA,J.; NATAL,F.C. Quando a alteração do padrão de marcha revela uma patologia cervical: o desafio do diagnóstico.Revista Portuguesa De Medicina Geral E Familiar, v. 36, n.1, p. 8184, 2020.  
  8. ALCOCER,F.G.;  GALLARDO,  M.J.A.;  MARTINEZ,  E.E.;  MEJIA,  R.D.; MARTINEZ, L.E.; ANDRADE, G.G.K.; WILLIAMS, Q.J. Association of depression and functional outcomes in patients treated surgically for cervical spondylotic myelopathy through an anterior approach. Cirugía y Cirujanos, v. 89, n. 5, p. 641646, 2021..  
  9. TEIXEIRA,K.O.; MORENO, L.E.M.; MATOS, T.D.; FLEURY, R.B.C.; COSTA, H.R.T.; DEFINO, H.L.A. Mielopatia cervical espondilótica: a abordagem combinada é necessária? Coluna/Columna, v. 20, n. 2, p. 78-83, 2021.  
  10. PINTO,W.B.V.DER. et al. Clinical and epidemiological profiles of non-traumatic myelopathies. Arquivos de Neuro-Psiquiatria, v. 74, n. 2, p. 161-165, fev. 2016.  
  11. CANEDO, M.O.I; ARAUCO, R.R. Mielopatía Cervical Espondilótica y su Estudio por Imágenes de Resonancia Magnética. Sociedad Chilena de Reumatología, v. 19, n. 1, p. 39-46, 2003.  
  12. SILVA, E.L.L; AZEVEDO, K. P.; SULZBACH, L. L.; BATISTA, E. L.; BRITO, K. A.  A.; SILVA, E. C.; SOBRAL, L. L.; DIAS, G. A. S. Manifestações neurológicas em pacientes com paraparesia espástica tropical/mielopatia associada ao HTLV-1  (PET/MAH). Revista CPAQV – Centro de Pesquisas Avançadas em Qualidade de Vida, v. 12, n. 1, p. 2, 2020.  
  13. SAHEB,R.L.C.; SOEIRA, T. P.; MORATELLI, L.; PONTES, M. D. S.; HERRERO, C. F. P. S. Early complications of surgical treatment of cervical spondylotic myelopathy. Acta Ortopédica Brasileira, v. 31, n. 4, p. e260397, 2023.  
  14. DÍAZ, Rafael González.; CIRUELLOS, Rafael Marti.; Traumatología y ortopedia. Raquis y ortopedia infantil. Barcelona,Elsevier, 2022.  
  15. SALGADO, A.S.I. Estudo clínico comparativo do aquecimento por eletroestimulação ou bicicleta estacionária como preparação ao alongamento muscular. São Paulo, Dissertação (Mestrado em Cirurgia Experimental): Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho – UNESP, 2012.  
  16. ALENCAR,T.A.M.; MATIAS, K. F. DE S. Princípios fisiológicos do aquecimento e alongamento muscular na atividade esportiva. Revista Brasileira de Medicina do Esporte, v. 16, n. 3, p. 230-234, 2010.  
  17. TEIVE, H. A. G.; ZONTA, M.; KUMAGAI, Y.. Tratamento da espasticidade: uma atualização. Arquivos de Neuro-Psiquiatria, v. 56, n. 4, p. 852–858, 1998.  
  18. SEGURA,D.C.A.; CRESPÃO, D. L.; DAROLT, M.; BELEDEL, S. A.; PICCIN, A. S.; PICININI, J. A. S. Análise do tratamento da espasticidade através da fisioterapia e da farmacologia – um estudo de caso. Arq. Ciênc. Saúde Unipar, Umuarama, v. 11, n. 3, p. 217-224, 2017.  
  19. PINHEIRO, I.M; GOÉS, A. L. B. Efeitos imediatos do alongamento em diferentes posicionamentos. Fisioterapia em Movimento, v. 23, n. 4, p. 593-603, 2010.  
  20. GAMA,H.S; YAMANISHI, J. N. Y.; GALLO, L. H.; VALDERRAMAS, S. R.; GOMES, A. R. S. Exercícios de alongamento: prescrição e efeitos na função musculoesquelética de adultos e idosos. Cadernos Brasileiros de Terapia Ocupacional, São Carlos, v. 26, n. 1, p. 187-206, 2018.  
  21. SCHIESS,M.; LIMA,M.. Efeitos de diferentes tempos de alongamento na flexibilidade de bailarinas. ConScientiae Saúde. v.14, n.3, p. 456-462,2015.  
  22. KOERICH,M.H.A.L.;PEIXOTO,L.S.;MACEDO,N.S.;SCHWERTNER,D.S.;SIQUE IRA,T. C.; o exercício alivia minha dor? Estudo qualitativo sobre as percepções de pacientes com dor lombar. Brazilian journal of pain, São paulo, v.6, n.3, p. 257262, 2023.  
  23. MARTINS M.I.S.; MEL, A.M.; SALVIANO, F.A.P.; COLLARES, P.M.C. ;SANTOS, C. S.;LOPES, V. V. M. Desenvolvimento de cartilha educativa sobre alongamento muscular na promoção da saúde do escolar. Brazilian Journal of Health Review, Curitiba, v. 3, n. 6, p.19293-19313, 2020.  
  24. MARTINS M.I.S.; MEL, A.M.; SALVIANO, F.A.P.; COLLARES,P.M.C.; SANTOS, C. S.; LOPES, V. V. M. Desenvolvimento de cartilha educativa sobre alongamento muscular na promoção da saúde do escolar. Brazilian Journal of Health Review, Curitiba, v. 3, n.6, p.19293-19313, 2020.  
  25. ESPINOZA, G.A; et al. Efeito agudo do alongamento estático e dinâmico sobre o desempenho e percepção do esforço no exercício de contra-resistência. MH Salud, Heredia, v. 18, n. 1, p. 1-18, 2021.  
  26. MORCELLI, M.H.; OLIVEIRA, J. M. C. A.; NAVEGA, M. T. Comparação do alongamento estático, balístico e contrair-relaxar nos músculos isquiotibiais. Fisioterapia e Pesquisa, v. 20, n. 3, p. 244-249, 2013.  
  27. FERREIRA, D.V ; FURTADO, T.C. Estudo comparativo entre o alongamento por FNP, método contrair-relaxar, e alongamento passivo no movimento de flexão de quadril em bailarinas. Revista Saúde Multidisciplinar – FAMA, Mineiros-GO, v. 4, p.  108-123, 2017.  
  28. BARBOSA, G.M.; DANTAS, G.A.F.; SILVA, B.R.; SOUZA, T.O.; VIEIRA, W.H.B. Programa de alongamento estático ou dinâmico não altera as respostas agudas do desempenho neuromuscular e funcional em indivíduos saudáveis: ensaio clínico randomizado controlado simples-cego. Revista Brasileira de Ciências do Esporte, v. 40, n. 4, p. 418-426, 2018.  
  29. MONTENEGRO, M. L. Grandes Síndromes Clínicas.1. ed. Salvador, BA: Editora Sanar, 2021.  
  30. SAHEB, R. L. C., SOEIRA, T. P., MORATELLI, L., PONTES, M. D. D. S., &  HERRERO, C. F. P. D. S. Complicações Precoces Do Tratamento Cirúrgico De Mielopatia Cervical Espondilótica. Acta Ortopédica Brasileira, v.31, p.e260397,2023.  
  31. TEIXEIRA, K. DE O., MORENO, LEM, MATOS, TD, FLEURY, RBC, COSTA, HRT, & DEFINO, HLA. Cervical Spondylotic Myelopathy: Is A Combined Approach Necessary?. Coluna / coluna , v.20, n. 2, p.78–83, 2021.  
  32. DE MORAES, M. A; SPINOSO, D. H; NAVEGA, M. T. Efetividade da realização de alongamento dos músculos isquiotibiais aplicado por meio de orientação fisioterapêutica. ConScientiae Saúde, v. 14, n. 2, p. 298-305, 2015.  
  33. SOUZA, R. M. DE ., KIRCHNER, B., & RODACKI, A. L. F.. Efeito agudo do alongamento na marcha de idosas em terreno inclinado. Fisioterapia Em Movimento, v.28, n. 2, p. 383–394, 2015.  
  34. AYALA, F., CROIX, M. D. S., DE BARANDA, P. S., & SANTONJA, F. Acute effects of two different stretching techniques on isokinetic strength and power. Revista Andaluza de Medicina del Deporte, v.8, n.3, p. 93-102, 2015.  
  35. SILVA FP DA, MARTINELLO M, MEDEIROS DL DE, SCHWERTNER DS, RIES  LGK. Reeducação postural global em um adulto com paralisia cerebral: um estudo de caso. Fisioter Pesqui [Internet]. v. 22, n.1, p. 90–6, 2015.  
  36. MALONE, A., MELDRUM, D., GLEESON, J., & BOLGER, C. Electromyographic Characteristics Of Gait Impairment In Cervical Spondylotic Myelopathy. European Spine Journal, v. 22, p. 2538-2544, 2015.  
  37. TANEDA, M.; POMPEU, J. E. Fisiologia e importância do órgão tendinoso de Golgi no controle motor normal. Revista Neurociências, v. 14, n. 1, p. 37-42, jan./mar. 2006.