ALIMENTAÇÃO E EQUILÍBRIO HORMONAL NA MULHER ADULTA COM SOP: UMA ABORDAGEM NUTRICIONAL PARA A SAÚDE FEMININA

NUTRITION AND HORMONAL BALANCE IN ADULT WOMEN WITH PCOS: A NUTRITIONAL APPROACH TO WOMEN’S HEALTH

REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/cs10202510122237


Aldelice Guimarães de Sousa1
Elizângela da Silva Alencar1
Juciene da Silva Borges1
Francisca Marta Nascimento de Oliveira Freitas2
Rosimar Honorato Lobo3


RESUMO  

A Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP) é caracterizada por disfunção hormonal, resistência à insulina e  alterações metabólicas que impactam a fertilidade, o ciclo menstrual e a qualidade de vida. Dessa forma, há  particularidades no diagnóstico e no tratamento que variam conforme o contexto em que o paciente se encontra.  Este trabalho tem como objetivo apresentar uma fundamentação teórica e conceitual sobre a terapia nutricional  para a saúde de mulheres com SOP, avaliando a eficiência nutricional utilizadas no tratamento da síndrome do  ovário policístico. Para responder às questões norteadores da pesquisa foram investigadas evidências científicas  atuais, por meio de artigos acadêmicos, livros recentes, protocolos, consensos e diretrizes. O diagnóstico  nutricional abrange uma gama de aspectos, habilidades clínicas e conhecimentos específicos relacionados a essa  condição: a história clínica e a condição atual do paciente, a avaliação do consumo alimentar, dados  antropométricos, análise da composição corporal, exames bioquímico. O que possibilitou a análise no processo de  diagnóstico nutricional de forma a oferecer suporte, permitindo a identificação de parâmetros que viabilizem a  elaboração de um plano de cuidado nutricional, com o intuito de promover um tratamento nutricional adequado  para pacientes diagnosticados com SOP.  

Palavras-chave: Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP), Alimentação, Equilíbrio hormonal, Nutrição.  

ABSTRACT  

Polycystic Ovary Syndrome (PCOS) is characterized by hormonal dysfunction, insulin resistance, and metabolic  changes that impact fertility, the menstrual cycle, and quality of life. Thus, there are particularities in diagnosis  and treatment that vary according to the context in which the patient finds themselves. This work aims to present  a theoretical and conceptual foundation on nutritional therapy for the health of women with PCOS, evaluating the  nutritional efficiency used in the treatment of polycystic ovary syndrome. To address the guiding questions of the  research, current scientific evidence was investigated through academic articles, recent books, protocols,  consensus, and guidelines. Nutritional diagnosis encompasses a range of aspects, clinical skills, and specific  knowledge related to this condition: the patient’s medical history and current condition, dietary intake assessment,  anthropometric data, body composition analysis, and biochemical tests. . What enabled the analysis in the  nutritional diagnosis process in order to provide support, allowing the identification of parameters that enable the  development of a nutrition care plan, with the aim of promoting adequate nutritional treatment for patients  diagnosed with PCOS.  

Keywords: Polycystic Ovary Syndrome (PCOS), Nutrition, Hormonal balance, Nutrition.

1. Introdução  

A Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP) caracteriza como a endocrinopatia mais  predominante entre mulheres em idade fértil, afetando aproximadamente 5% a 10% dessa  população. Trata-se de uma condição multifatorial, com manifestações reprodutivas, metabólicas  e endócrinas, caracterizada por heterogeneidade clínica e fisiopatológica. Entre os principais  mecanismos envolvidos destacam-se alterações na secreção do hormônio liberador de  gonadotrofinas (GnRH), hiperandrogenismo e resistência à insulina (Abreu et al., 2018).  

A SOP é caracterizada por alterações hormonais que resultam em distúrbios menstruais,  resistência à insulina e manifestações clínicas diversas, tais como acne, hirsutismo,  infertilidade, síndrome metabólica e risco aumentado para doenças cardiovasculares, diabetes  mellitus tipo 2 e neoplasias endometriais (Faria et al., 2012).  

Caracterizada por disfunção ovariana (anovulação/oligomenorreia), hipertrofia  androgênica e alterações metabólicas como resistência à insulina e obesidade, a SOP é uma  condição multifatorial cuja etiologia envolve fatores genéticos, ambientais e de estilo de vida.  (Rosa, 2018)  

Tais irregularidades são associadas à síndrome metabólica, pois apresentam maior risco  para desencadear doenças cardíacas, outras condições como obesidade também estão  associadas à síndrome metabólica (Soares et al., 2018). Além dos impactos reprodutivos, a SOP  está associada a aumentos do risco de diabetes tipo 2, dislipidemias, hipertensão e,  consequentemente, morbidade cardiovascular, além de efeitos negativos na qualidade de vida,  autoimagem e bem-estar psicológico (Pereira et al., 2021)  

Diversos padrões alimentares têm sido investigados neste contexto, incluindo dietas de  baixo índice glicêmico, dietas com restrição de carboidratos, abordagens mediterrâneas,  padrões alimentares hipocalóricos e intervenções com micronutrientes (como vitamina D,  magnésio, selênio, cromo) e fitoquímicos com potencial modulador hormonal e metabólico  (Sander et al.,2011). O tratamento da SOP transcende os aspectos reprodutivos, abrangendo  também a prevenção e manejo de comorbidades associadas, como distúrbios metabólicos e  cardiovasculares (Santos et al., 2019).  

Nesse contexto, a avaliação da qualidade de vida relacionada à saúde constitui um  parâmetro essencial para mensurar a eficácia das intervenções terapêuticas, especialmente em  condições crônicas. Complicações associadas à SOP, como transtornos do humor, distúrbios  alimentares, dificuldades nas relações sociais e conjugais, além de disfunções sexuais,  impactam negativamente o bem-estar das pacientes. Em determinados casos, sintomas como infertilidade e irregularidades menstruais demonstram forte correlação com efeitos psicológicos  adversos, os quais, por vezes, se sobrepõem aos demais aspectos clínicos da síndrome  (Moghadam et al., 2018).  

A adoção de uma alimentação adequada representa uma estratégia fundamental no  manejo da SOP, favorecendo a regulação hormonal, a melhora da sensibilidade à insulina e a  manutenção do peso corporal dentro dos parâmetros recomendados (PHY, 2015).  

Conforme aponta Ligocka (2024), o sobrepeso e a obesidade não apenas contribuem  para o agravamento do quadro clínico, como também podem decorrer das alterações  metabólicas associadas à síndrome. A autora ressalta que uma dieta equilibrada, rica em  micronutrientes e com adequada modulação da ingestão de carboidratos, exerce impacto  positivo na atenuação dos sintomas e na qualidade de vida das mulheres acometidas.  

Frente a essa complexidade, intervenções baseadas na modificação do estilo de vida têm  sido amplamente recomendadas pela literatura científica como abordagem terapêutica de baixo  custo e sem efeitos adversos significativos. Tais intervenções incluem a reeducação alimentar,  a prática regular de atividades físicas e a redução do peso corporal. Quando introduzida de  maneira eficaz , essas medidas contribuem para a melhora da resistência à insulina, favorecem  o reequilíbrio hormonal e promovem o restabelecimento da ovulação, da fertilidade e da  regularidade do ciclo menstrual (Teede et al., 2018).  

A nutrição, portanto, exerce papel central na abordagem integrativa da SOP, sendo  capaz de influenciar diretamente a homeostase hormonal e metabólica (Santos, et al., 2019). A  ingestão de nutrientes específicos como ácidos graxos ômega-3, fibras, vitaminas e minerais,  está associada à redução de processos inflamatórios e à melhora do perfil hormonal, dessa  forma, a intervenção nutricional adequada não apenas contribui para o controle dos sintomas  clínicos da SOP, mas também promove a saúde integral da mulher, prevenindo complicações  futuras e elevando significativamente sua qualidade de vida (Marchesan e Spritzer, 2018).  

Este estudo tem por objetivo geral avaliar a eficiência nutricional utilizadas no  tratamento na síndrome do ovário policístico, tendo por objetivos específicos compreender a  composição nutricional das dietas de mulheres diagnosticadas com SOP, avaliar como a dieta  nutricional adequada pode ajudar na prevenção e tratamento de SOP e analisar as estratégias  nutricionais que auxiliam na manutenção na qualidade de vida das mulheres com SOP,  contribuindo para o controle dos sintomas. 

2. Metodologia  

2.1 Tipo de estudo  

Essa investigação consiste em uma revisão integrativa da literatura de cunho qualitativo.  A revisão integrativa tem como objetivo determinar o conhecimento atual sobre uma temática  específica, pois é conduzida para identificar, analisar e sintetizar os resultados de estudos  independentes sobre o mesmo assunto (Silveira et al., 2018).  

A abordagem qualitativa o pesquisador não se preocupa com a representatividade  numérica nem com generalizações estatísticas, tendo como objetivo aprofundar a compreensão  dos fenômenos estudados, interpretando-os a partir das perspectivas dos próprios sujeitos que  participam da situação. (Guerra 2014, p.11),  

2.2 Coleta de dados  

Para a extração dos dados, a pesquisa foi realizada por meio de palavras-chave como  SOP, Terapia Nutricional e Saúde Feminina. As bases de dados consultadas foram: PubMed e  SciELO. Além disso, foram incluídos relatórios regionais referentes a estudos de caso  envolvendo mulheres. Como critérios de elegibilidade, foram selecionados artigos que abordam  a alimentação e o equilíbrio hormonal em mulheres adultas com SOP, considerando estudos  publicados no período de 2007 a 2025, para garantir a atualidade das informações, utilizando  como método a revisão integrativa da literatura de cunho qualitativo. E excluídas publicações  que não possuíam correlação com a temática proposta, bem como aquelas fora do período  estabelecido para a pesquisa.  

2.3 Análise de dados  

A seleção dos artigos científicos seguiu critérios rigorosos baseados na análise de títulos  e resumos, em consonância à temática abordada neste estudo. E, após a leitura dos resumos,  aplicando os critérios de elegibilidade, apenas 80 publicações foram selecionados, e em uma  próxima etapa, com a leitura completa dos trabalhos, 50 artigos de maior relevância associativa  com o tema escolhido foram selecionados para essa revisão, permitindo assim, o foco em  estudos que contribuíssem diretamente para o objetivo da pesquisa, garantindo a relevância e  qualidade dos dados analisados. 

Figura 1: Fluxograma Da Pesquisa: Alimentação e equilíbrio hormonal na mulher adulta com SOP:  Uma abordagem nutricional para a saúde feminina.

Fonte: Autoria própria (2025).

3 Resultados e discussão

3.1 Síndrome dos ovários policísticos (SOP)

Do ponto de vista clínico, a SOP manifesta-se por meio de ovários com morfologia  policística, anovulação persistente, sinais de hiperandrogenismo e alterações nos níveis de  gonadotrofinas. É comum a presença de distúrbios metabólicos associados, como obesidade,  diabetes mellitus tipo 2 e dislipidemias, fatores que frequentemente culminam em um quadro  de síndrome metabólica. O fenótipo da SOP é notoriamente variável, com início geralmente  observado após a puberdade (Andrade et al., 2016).  

A SOP pode ser categorizada em quatro fenótipos clínicos distintos, cada um com várias  implicações metabólicas e prognósticos a longo prazo: presença simultânea de  hiperandrogenismo, disfunção ovulatória e morfologia ovariana policística; hiperandrogenismo  combinado com disfunção ovulatória; hiperandrogenismo associado à morfologia ovariana  policística; e disfunção ovulatória relacionada à morfologia ovariana policística. A  identificação do fenótipo específico é essencial durante o processo diagnóstico e deve ser  realizada de maneira criteriosa pelos profissionais de saúde (Azziz, 2018).  

O diagnóstico da Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP) é fundamentado em critérios  estabelecidos por diferentes entidades, sendo o mais amplamente adotado na prática clínica o  da Conferência de Rotterdam, que exige a presença de pelo menos dois dos três critérios: hiperandrogenismo (clínico ou laboratorial), oligo/anovulação e morfologia micropolicística  dos ovários evidenciada por ultrassonografia; já o critério do NIH (2009) requer  obrigatoriamente hiperandrogenismo associado à anovulação crônica, enquanto a Androgen  Excess Society (2006) considera o hiperandrogenismo o componente principal, exigindo  também um dos critérios de Rotterdam. É importante destacar que o diagnóstico só pode ser  confirmado após a exclusão de outras condições que mimetizam os sintomas, como síndrome  de Cushing, hiperplasia adrenal congênita e tumores secretoras de andrógenos.  

A avaliação diagnóstica envolve sinais clínicos, exames laboratoriais e ultrassonografia,  e o tratamento é multidisciplinar, incluindo mudanças no estilo de vida, como dieta equilibrada  e prática regular de atividade física, além do uso de medicamentos para regular o ciclo  menstrual e controlar sintomas, como anticoncepcionais orais e fármacos que aumentam a  sensibilidade à insulina (Silveira et al.,2018) 

Apesar de se tratar de uma condição crônica, a SOP pode ser adequadamente manejada.  A adoção de estratégias terapêuticas eficazes permite o controle dos sintomas e a redução do  risco de complicações a longo prazo, incluindo infertilidade e doenças cardiovasculares. O  acompanhamento médico contínuo é indispensável para garantir a eficácia do tratamento e  preservar a saúde geral da mulher (Santos et al., 2020).  

3.2 A influência da alimentação nos sintomas da síndrome do ovário policístico.

A alimentação tem influência nos sintomas da SOP uma vez que pesquisas apontam que  mudanças no estilo de vida, como a adoção de hábitos alimentares inadequados e o  sedentarismo, têm contribuído significativamente para o aumento da incidência da SOP  (Campos et al., 2021).  

Nesse contexto, a alimentação exerce um papel central na gestão dos sintomas,  influenciando diretamente fatores como a resistência à insulina, o estado inflamatório e o  equilíbrio hormonal, aspectos frequentemente alterados nas pacientes com SOP. Mudanças no  estilo de vida, especialmente aquelas relacionadas à dieta e à prática de atividades físicas,  demonstram ter um impacto positivo substancial na qualidade de vida dessas mulheres.  (Campos et al., 2021).  

A SOP é uma condição tratável, e o diagnóstico precoce, aliado a intervenções  adequadas, é fundamental para prevenir complicações e promover bem-estar (Campos et al., 2021). Considerando que a dieta afeta diretamente parâmetros metabólicos e hormonais,  recomenda se a ingestão de alimentos ricos em fibras, como frutas, vegetais e grãos integrais,  que favorecem a sensibilidade à insulina e auxiliam no controle glicêmico (Calixto et al., 2012). 

Por outro lado, dietas compostas por açúcares refinados e carboidratos simples podem  agravar os sintomas da síndrome, contribuindo para o ganho de peso e para os desequilíbrios  hormonais (Marchesan e Spritzer, 2018).  

3.3 A eficiência nutricional no tratamento da síndrome do ovário policístico

Um plano alimentar adequado deve dar prioridade ao consumo de alimentos ricos em  fibras, como frutas, vegetais e grãos integrais, que ajudam na regulação glicêmica e melhoram  a sensibilidade à insulina. Diminuir carboidratos refinados e açúcares adicionados também é  essencial, uma vez que esses compostos podem agravar a resistência à insulina (Lima, 2022).  Além disso, a inclusão de gorduras saudáveis como aquelas presentes no abacate, nas  oleaginosas e no azeite de oliva contribui para a saúde cardiovascular e para o controle do peso  corporal.  

Estudos apontam ainda que a suplementação com nutrientes específicos, como vitamina  D, podem ter efeitos positivos em relação aos parâmetros metabólicos e a frequência  menstrual das portadoras (Wehr et al., 2011), além de ômega-3, pode trazer benefícios  adicionais. Para tanto, visitas periódicas em nutricionista é importante, visando à elaboração de  um plano alimentar individualizado, ajustado às necessidades de cada paciente (Amini et al., 2018).  

Recomenda-se que mulheres com SOP busquem uma dieta balanceada, rica em frutas,  vegetais, leguminosas, grãos integrais, fibras, carnes magras e peixes. No caso de pacientes com  excesso de peso, é aconselhada a redução da ingestão calórica diária. Podendo ainda, evitar o  consumo de carboidratos simples, como massas, açúcares e bebidas açucaradas, a fim de  controlar os níveis de glicose e prevenir a hiperglicemia. A prática de atividades físicas  regulares, de 3 a 5 vezes por semana com duração mínima de 30 minutos, também é  recomendada, contribuindo para a melhora da sensibilidade à insulina. Entre as modalidades  sugeridas estão a caminhada, a natação e outras atividades aeróbicas (Marchesan e Spritzer,  2018).  

É necessário destacar que, tanto em mulheres eutróficas quanto mulheres com  obesidade, nota-se alterações na morfologia e na função do tecido adiposo, como a redução na  secreção de adiponectina, o que se relaciona fortemente com a resistência insulínica (Kokosar  et al., 2016).  

Mulheres com sobrepeso é um dos fatores da síndrome metabólica e está inteiramente  ligada ao aumento da resistência à insulina. Esta, por sua vez, desempenha papel relevante na patogênese da SOP, em conjunto com a disfunção das células beta pancreáticas, elevando o  risco de desenvolvimento do diabetes mellitus tipo 2 entre essas mulheres (Kumar et al., 2016).  Dessa forma, dietas voltadas à redução do peso corporal, por meio da diminuição da  ingestão energética, demonstram impacto positivo na função ovariana e no metabolismo,  favorecendo a retomada da ovulação e a redução do hiperandrogenismo. Torna-se, portanto,  essencial realizar uma avaliação nutricional completa das pacientes com SOP, a fim de  identificar seus padrões alimentares e traçar estratégias personalizadas de intervenção (Santos  et al., 2019).  

Tabela 1 – Suplementação nutricional para mulheres diagnosticadas com SOP

Fonte: Autoria própria (2025).

De acordo com os antioxidantes Heshmati et al., (2020) a curcumina possui propriedades  antioxidantes e anti-inflamatórias, o que resulta em benefícios à saúde, como redução do  estresse oxidativo, diminuição de marcadores inflamatórios. Por outro lado, Vargas et al.,  (2012) aponta que os ácidos graxos ômega-3 podem aumentar a hiperinsulinêmica, reduzir a secreção precoce de insulina e prejudicar a tolerância à glicose, portanto, a secreção precoce de  insulina é crucial para controlar picos de glicose pós-prandiais.  

Calcaterra et.al., (2021), enfatiza que as sementes e nozes que contêm ácido alfa linolênico de EPA e DHA, melhora o percursor a sensibilidade à insulina, pois essas  suplementações possui efeitos anti-inflamatório e antioxidantes. Ebrahimi (2017), destaca que  suplementos como Ômega-3, vitamina E (400 UI) e óleo de linhaça melhora significativa nos  perfis androgênicos e na resistência à insulina, o que sugere um potencial benefício conjunto  de nutrientes comuns e acessíveis para aspectos metabólicos e hormonais, o que pode abrir  portas para estratégias integrativas mais simples e pouco invasiva  

Nesta mesma perspectiva nutricional, Science Play (2021) e Karamali et al.,(2018)  destacam que alimentos como leite fermentado, iogurte, queijos, vegetais  fermentados(chucrute,alcachofrade), ajuda na absorção de nutriente, ricos em probioticos que  podem ajudar a melhorar a saúde intestinal e imunidade, portanto, esses microrganismos  ajudam a manter o equilíbrio da microbiota intestinal, o que facilita o funcionamento do sistema  digestivo e melhora na digestão e na absorção de nutrientes.  

Santos(2010), destaca a importância do suplemento Complexo B (B1, B2, B6), ácido  pantotênico e ácido nicotínico, que ajudam na produção de energia, manutenção do humor e  contribui para coagulação sanguínea saudável, portanto o uso de tais suplementos ajudam na  energia, no metabolismo e, na saúde neural e nos níveis de homocisteína, o que pode beneficiar  a saúde cardiovascular de modo indireto.  

Relacionando todos os métodos de suplementação nutricional para mulheres com SOP,  ainda destaca-se a saúde hormonal, pois além de proporcionar uma qualidade de vida, mulheres  diagnosticas podem buscar uma nutrição adequada, Nogueira (2011) diz que microrganismo  vivos ajudam a microbiota intestinal, podendo ajudar mulheres diagnosticas com SOP, além  disso dieta normocalórica contribui na perda de peso como descreve Faghfoori et al., (2017),  portanto, uma dieta com déficit calórico pode ajudar na perda de peso e no equilíbrio hormonal,  como descreve Lim et al., (2019), que alimentos baixo calórico e intervenções terapêuticas,  podem trazer benefícios como promover melhorias expressivas na saúde hormonal, na  regularidade do ciclo menstrual e na diminuição dos riscos metabólicos.  

Por fim, a educação nutricional exerce papel fundamental nesse processo. Compreender  os rótulos dos alimentos, identificar os diferentes grupos nutricionais e reconhecer a  importância de uma dieta balanceada são habilidades que fortalecem a autonomia das pacientes,  permitindo escolhas alimentares mais conscientes e alinhadas à sua saúde e bem-estar  (Carvalho, 2018). 

4. Considerações finais  

Conclui-se que, a nutrição pode desempenhar um papel essencial no manejo dos  sintomas e na promoção do bem-estar geral da mulher adulta com SOP, pois entende-se que  essa síndrome reflete um desafio significativo para a saúde da mulher, afetando não apenas a  fertilidade, mas também o equilíbrio hormonal, metabólico e psicológico.  

Portanto, este estudo permitiu afirmar que a avaliação da eficiência nutricional no  tratamento da síndrome do ovário policístico (SOP) depende de uma compreensão abrangente  da composição dietética das dietas adotadas por mulheres diagnosticadas com SOP, bem como  da aplicação de estratégias nutricionais personalizadas.  

Ao analisar as dietas, verificou-se que padrões alimentares equilibrados, com ênfase  em ingestões adequadas de proteínas de qualidade, gorduras saudáveis, carboidratos de baixo  índice glicêmico e alta ingestão de fibras, tendem a favorecer a regulação metabólica e a  melhora da resistência à insulina, além disso, a adesão a intervenções nutricionais que  promovem controle de peso, melhoria do perfil lipídico e estabilização glicêmica tem impacto  direto na prevenção de complicações associadas e na melhoria da qualidade de vida.  

As estratégias nutricionais identificadas mostram-se relevantes tanto para a prevenção  quanto para o tratamento da SOP, com benefícios observáveis na regulação hormonal, na  diminuição de sintomas anormais (por exemplo, irregularidades menstruais, acne e oleosidade  da pele) e na promoção do bem-estar mental e físico.  

Desta forma, as estratégias nutricionais não devem ser vistas apenas como medidas de  perda de peso, mas como componentes integrados de um manejo multidisciplinar voltado à  melhoria da qualidade de vida. Sendo assim, se faz necessário avaliar a paciente com SOP como  um todo, levando em consideração que os acontecimentos biológicos, psicológicos, sociais e  ambientais são todos interdependentes, desta forma sendo necessário um olhar de vários  profissionais, como médico, nutricionista, educador físico e psicólogo (Rosa, 2018).  

 Em síntese, a nutrição emerge como um pilar essencial no manejo da SOP, com  potencial significativo de melhoria clínica e de bem-estar quando aliada a estratégias  individualizadas, acompanhadas por uma abordagem multidisciplinar, além disso, a nutrição  emerge como um pilar essencial no manejo da SOP, com potencial significativo de melhoria  clínica e de bem-estar quando aliada a estratégias individualizadas, acompanhadas por uma  abordagem multidisciplinar na busca pelo equilíbrio hormonal e pela saúde feminina em sua  totalidade. 

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1Graduandas do Curso de Bacharelado em Nutrição do Centro Universitário FAMETRO. E-mail:  aldenicecorreab@gmail.com, elizdao82@gmail.com, jucinutri22@gmail.com.
2Orientadora do TCC, Doutora em Biotecnologia pela Universidade Federal do Amazonas. Docente do Curso de  Bacharelado em Nutrição do Centro Universitário FAMETRO. E-mail: francisca.freitas@fametro.edu.br
3Co-orientador(a) do TCC, Especialista em Psicopedagogia pela Estácio. Docente do Curso de Bacharelado em  Nutrição do Centro Universitário FAMETRO. E-mail: rosimar.lobo@fametro.edu.br:  

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