REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/cl10202510241802
Darlene Costa Machado1
Elisangela da Silva Araújo Moraes2
Eulália Araújo da Silva3
Juliana Sousa de Carvalho4
Raiane Sousa da Silva5
Orientador: Pedro Henrique Rodrigues Alencar6
Resumo: O aleitamento materno é reconhecido como a forma mais completa e natural de nutrição para o recém-nascido, sendo essencial para seu crescimento saudável, fortalecimento imunológico e vínculo afetivo com a mãe. Contudo, diversos fatores físicos, emocionais e sociais podem interferir na adesão e continuidade dessa prática, especialmente durante o puerpério imediato, período em que a mulher vivencia intensas transformações hormonais e psicológicas. Nesse contexto, a atuação da enfermagem torna-se indispensável, uma vez que o enfermeiro exerce funções que vão desde a orientação técnica sobre a pega e o posicionamento corretos até o suporte emocional e a identificação precoce de intercorrências que possam comprometer a amamentação. O objetivo deste estudo foi analisar a atuação da enfermagem na promoção do aleitamento materno durante o puerpério imediato, destacando sua importância na prevenção de complicações e na construção de vínculos saudáveis entre mãe e bebê. Para tanto, realizou-se uma pesquisa de abordagem qualitativa e exploratória, com levantamento de artigos publicados entre 2019 e 2025 nas bases SciELO, PubMed e LILACS, dos quais 12 estudos compuseram a amostra final após a aplicação dos critérios de inclusão e exclusão. Os resultados evidenciaram que a assistência de enfermagem é determinante para o êxito do aleitamento, especialmente quando pautada na escuta ativa, na educação em saúde e na construção de uma relação de confiança com a puérpera. Além disso, foram identificados desafios como a falta de capacitação contínua dos profissionais, a sobrecarga de trabalho e a carência de protocolos assistenciais específicos para o acompanhamento da lactação. Conclui-se que o enfermeiro desempenha papel essencial e insubstituível na promoção do aleitamento materno, sendo imprescindível o investimento em educação permanente, práticas humanizadas e políticas públicas que fortaleçam o cuidado integral à mulher e à criança no período pós-parto.
Palavras-chave: Aleitamento materno. Papel da Enfermagem. Puerpério imediato.
Abstract: Breastfeeding is recognized as the most complete and natural form of nutrition for newborns, being essential for healthy growth, immune strengthening, and the emotional bond between mother and child. However, various physical, emotional, and social factors can interfere with the adherence to and continuity of this practice, especially during the immediate postpartum period, when women experience intense hormonal and psychological changes. In this context, nursing care becomes indispensable, as nurses perform functions ranging from technical guidance on proper latch and positioning to emotional support and the early identification of complications that may compromise breastfeeding. The objective of this study was to analyze the role of nursing in promoting breastfeeding during the immediate postpartum period, highlighting its importance in preventing complications and fostering healthy bonds between mother and baby. To this end, a qualitative and exploratory study was conducted through a review of articles published between 2019 and 2025 in the SciELO, PubMed, and LILACS databases, from which 12 studies composed the final sample after applying inclusion and exclusion criteria. The results showed that nursing care is crucial for breastfeeding success, especially when based on active listening, health education, and the establishment of a trusting relationship with the puerperal woman. In addition, challenges were identified, such as the lack of continuous professional training, work overload, and the absence of specific care protocols for lactation follow-up. It is concluded that nurses play an essential and irreplaceable role in promoting breastfeeding, making it imperative to invest in continuing education, humanized practices, and public policies that strengthen comprehensive care for women and children during the postpartum period.
Keywords: Breastfeeding. Nursing role. Immediate postpartum.
1. INTRODUÇÃO
O aleitamento materno é amplamente reconhecido como a forma mais adequada e natural de nutrição infantil, sendo fundamental para o crescimento e o desenvolvimento saudável do recém-nascido. A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda a amamentação exclusiva até o sexto mês de vida e sua continuidade, de forma complementar, até pelo menos os dois anos ou mais (Nóbrega et al, 2022).
Para tanto, essa prática proporciona inúmeros benefícios, como fortalecimento do sistema imunológico do bebê, prevenção de doenças respiratórias e gastrointestinais, além de favorecer o vínculo afetivo entre mãe e filho. Para a mulher, amamentar contribui para a involução uterina, reduz o risco de hemorragias pós-parto e diminui a incidência de câncer de mama e ovário (Santos; Silva; Lima, 2024).
Apesar de seus benefícios amplamente comprovados, o ato de amamentar tem enfrentado diversos desafios nas últimas décadas. Mudanças socioculturais, a crescente inserção da mulher no mercado de trabalho e a influência de fórmulas artificiais são fatores que interferem na manutenção do aleitamento exclusivo. Essas transformações tornaram necessária a criação e o fortalecimento de políticas públicas, como a Iniciativa Hospital Amigo da Criança e a Estratégia Amamenta e Alimenta Brasil, que visam promover e proteger a amamentação. Nesse contexto, o papel da enfermagem se destaca como essencial, especialmente durante o puerpério imediato, período em que a mulher vivencia intensas mudanças físicas, hormonais e emocionais (Bitencourt; Soratto, 2020).
O puerpério imediato, que se estende das primeiras horas até o décimo dia após o parto, é um momento de grandes adaptações fisiológicas e psicológicas, podendo interferir no início e na continuidade da lactação. As principais dificuldades enfrentadas pelas puérperas incluem dor mamária, fissuras nos mamilos, ingurgitamento, pega incorreta e insegurança quanto à produção de leite. Quando essas intercorrências não são devidamente identificadas e manejadas, podem resultar no desmame precoce, comprometendo a nutrição infantil e o fortalecimento do vínculo materno-infantil (Barreto et al., 2023).
Nesse cenário, a enfermagem desempenha papel essencial na promoção e manutenção do aleitamento materno, atuando na prevenção de complicações, no esclarecimento de dúvidas e no acolhimento das demandas emocionais das puérperas. A assistência deve ser pautada na escuta ativa, no olhar humanizado e em ações educativas que reforcem a autoconfiança da mãe. Ao orientar sobre a pega correta, as posições de amamentação e o manejo das mamas, o enfermeiro contribui significativamente para a continuidade da amamentação e para o fortalecimento do vínculo entre mãe e bebê (Pereira; Silva, 2021).
De acordo com Souza; Souza; Apolinário (2023), o sucesso do aleitamento materno não depende apenas das condições físicas da mulher, mas também da qualidade do suporte profissional recebido durante a internação e no acompanhamento domiciliar. O apoio empático e contínuo da equipe de enfermagem, aliado à valorização das experiências maternas, é fundamental para prevenir o desmame precoce e promover uma vivência positiva da amamentação. Assim, o enfermeiro deve atuar como facilitador e educador em saúde, garantindo um cuidado integral que contemple as dimensões biológicas, emocionais e sociais desse processo.
Conforme ressalta Santos et al. (2024), o acompanhamento prestado pela equipe de enfermagem é decisivo para o êxito da amamentação, devendo iniciar-se ainda no pré-natal e estender-se até o pós-parto, de modo a oferecer suporte contínuo e informações baseadas em evidências. O fortalecimento dessas ações é essencial para reduzir as taxas de desmame e consolidar uma cultura de incentivo à amamentação exclusiva.
Dessa forma, o presente estudo tem como objetivo geral analisar a atuação da enfermagem na promoção do aleitamento materno durante o puerpério imediato, destacando sua importância na prevenção de complicações e na construção de vínculos saudáveis entre mãe e bebê. Bem como, o artigo em questão também tem como objetivos específicos identificar os principais desafios enfrentados pelas puérperas durante o puerpério imediato que interferem na prática do aleitamento materno, descrever as estratégias assistenciais adotadas pelos profissionais de enfermagem para promover, proteger e apoiar o aleitamento materno nesse período, Discutir os desafios e as necessidades de capacitação contínua dos profissionais de enfermagem para uma assistência efetiva e humanizada à puérpera. A partir desse propósito, busca-se responder à seguinte questão: “De que maneira a assistência de enfermagem contribui para o êxito do aleitamento materno no puerpério imediato e quais estratégias podem favorecer a adesão à amamentação exclusiva?”
Este estudo se justifica pela relevância de evidenciar o papel da enfermagem no fortalecimento da amamentação, uma vez que o enfermeiro, ao integrar conhecimento técnico, empatia e educação em saúde, torna-se um agente transformador na realidade materno-infantil. Ao abordar essa temática, pretende-se ampliar o debate científico sobre o cuidado no pós-parto e valorizar a formação contínua dos profissionais, visando a uma assistência cada vez mais humanizada, resolutiva e alinhada às necessidades das puérperas e de seus filhos.
2. REFERENCIAL TEÓRICO
2.1 As dificuldades enfrentadas pelas puérperas e a atuação da enfermagem no puerpério imediato
O puerpério imediato é um período de profundas transformações físicas e emocionais, no qual a mulher precisa de atenção contínua e suporte para lidar com os desafios da maternidade. Dentre os principais aspectos a serem considerados nesse momento, destaca-se a amamentação, prática que, embora natural, pode ser permeada por dificuldades e inseguranças. A atuação da enfermagem nesse contexto torna-se crucial para garantir não apenas o início precoce da amamentação, mas também sua manutenção e qualidade (Santos; Silva; Lima, 2024).
Durante o puerpério imediato, é comum que as puérperas enfrentem dificuldades que interferem negativamente no processo de amamentação. As queixas mais recorrentes incluem dor mamária, fissuras nos mamilos, mastite, ingurgitamento, dificuldade de pega correta e percepção de produção insuficiente de leite. (Bitencourt; Soratto, 2020).
Santos, Silva e Lima (2024) explicam que essas situações podem levar à frustração, insegurança e, em muitos casos, ao desmame precoce. A atuação inadequada ou ausente dos profissionais de saúde nesse momento contribui para a perpetuação dessas dificuldades, evidenciando a importância de um cuidado especializado, acolhedor e contínuo.
Para tanto, a assistência de enfermagem deve ser direcionada à educação em saúde, com a oferta de informações claras sobre a importância do aleitamento materno exclusivo até os seis meses de vida, bem como sobre a técnica correta de amamentar, incluindo o posicionamento do bebê, a pega adequada e a frequência das mamadas (Santos; Silva; Lima, 2024).
No entanto, muitas puérperas relatam ter recebido orientações contraditórias, superficiais ou insuficientes durante a internação hospitalar, o que evidencia a necessidade urgente de aprimorar a comunicação, a escuta ativa e a prática educativa dos profissionais de enfermagem no cuidado ao binômio mãe-bebê (Bitencourt; Soratto, 2020).
Conforme apontam Bitencourt e Soratto (2020), a construção de uma relação terapêutica favorece o acolhimento das inseguranças da mulher, criando um espaço seguro para que ela possa expressar suas dúvidas e medos. Esse tipo de relação permite que o enfermeiro atue como educador e facilitador no processo de amamentação, promovendo a autonomia materna e reduzindo a ansiedade frequentemente associada à inexperiência com o ato de amamentar (Bitencourt; Soratto, 2020).
A abordagem da enfermagem no puerpério imediato deve ir além da técnica e envolver um olhar sensível e integral sobre a mulher e o recém-nascido. As visitas domiciliares realizadas pelos profissionais de enfermagem logo após a alta hospitalar são estratégias eficazes para garantir o acompanhamento contínuo da amamentação, permitindo a identificação precoce de possíveis intercorrências e a intervenção oportuna. Assim, o cuidado deve considerar os aspectos culturais, sociais e emocionais da puérpera, respeitando suas crenças e individualidades (Barreto; Ferreira; Botelho, 2023).
Para tanto, Santos, Silva e Lima (2024). argumentam que a insegurança quanto à capacidade de nutrir o filho também se apresenta como um obstáculo significativo. Muitas mulheres, principalmente as primíparas, expressam dúvidas sobre a qualidade do leite, sobre o comportamento do bebê durante a mamada e sobre sinais de fome ou saciedade.
No entanto, conforme Coelho e Marques (2022), além de favorecer a saúde e o desenvolvimento do recém-nascido, o aleitamento materno também proporciona importantes benefícios à mãe, entre eles a proteção contra enfermidades como a diabetes mellitus gestacional e a anemia no período pós-parto.
Nesse sentido, o enfermeiro tem a responsabilidade de desmistificar mitos e fornecer informações baseadas em evidências científicas, encorajando a mulher e reforçando sua confiança no processo. Outro ponto relevante é a ansiedade materna, que pode interferir na autoeficácia da mulher para amamentar. (Bitencourt; Soratto, 2020).
Segundo Barreto, Ferreira e Botelho (2023), puérperas com altos níveis de ansiedade apresentam menor confiança em sua capacidade de alimentar o bebê com sucesso, o que pode afetar negativamente a manutenção do aleitamento materno exclusivo Dessa forma, a enfermagem deve estar preparada para identificar sinais de sofrimento psíquico e intervir de maneira empática, garantindo não apenas o suporte técnico, mas também o emocional.
A capacitação contínua dos profissionais de enfermagem é essencial para uma assistência de qualidade. A formação deve abranger aspectos clínicos do manejo da amamentação, técnicas de aconselhamento, estratégias de comunicação eficaz e conhecimentos sobre os determinantes sociais e emocionais que influenciam o aleitamento materno. Um enfermeiro bem preparado é capaz de identificar rapidamente dificuldades como má pega ou ingurgitamento mamário e orientar medidas eficazes para resolvê-las, prevenindo complicações mais graves (Bitencourt; Soratto, 2020).
Dessa forma, tem-se por certo que a atuação da enfermagem no puerpério imediato é decisiva para o sucesso do aleitamento materno. A sensibilidade, o conhecimento técnico e a capacidade de estabelecer um vínculo de confiança com a puérpera são elementos que qualificam o cuidado e favorecem a continuidade da amamentação. (Santos; Silva; Lima, 2024).
Para além do exposto, Santos, Silva e Lima (2024) também afirma que, diante das múltiplas dificuldades enfrentadas pelas mulheres nessa fase, o enfermeiro assume o papel de educador, facilitador e cuidador, contribuindo significativamente para a saúde materno-infantil e para a valorização do aleitamento como prática essencial à vida.
2.2 Estratégias Assistenciais para a atuação da enfermagem na promoção do aleitamento materno durante o puerpério imediato
O aleitamento materno exclusivo nos primeiros seis meses de vida é amplamente reconhecido como uma prática essencial para a promoção da saúde do recém-nascido, garantindo nutrição adequada, proteção imunológica e fortalecimento do vínculo materno-infantil. No entanto, apesar das evidências científicas que sustentam seus benefícios, o desmame precoce ainda constitui uma realidade preocupante no cenário da saúde pública. Nesse contexto, a atuação da enfermagem no puerpério imediato assume papel fundamental para o sucesso da amamentação. (Lopes, et al 2020).
Dessa forma, segundo exposto por Santos e Oliveira (2024), compreende-se que o aleitamento materno traz vantagens não apenas para o bebê, mas também para a saúde materna. A continuidade da amamentação por um período igual ou superior a um ano está associada à diminuição do risco de ocorrência de doenças como diabetes e câncer de mama, ovário e endométrio. Além disso, o leite materno, por ser rico em nutrientes e imunoglobulinas, contribui para o fortalecimento do sistema imunológico da criança, auxiliando na prevenção de infecções e enfermidades crônicas, bem como favorecendo um crescimento e ganho de peso adequados.
O puerpério imediato, compreendido nas primeiras 24 horas após o parto, configura-se como um período crítico para o estabelecimento da amamentação. Durante essa fase, ocorrem as primeiras interações entre mãe e recém-nascido, além de transformações fisiológicas e emocionais intensas. Nesse sentido, o enfermeiro tem a responsabilidade de intervir de maneira sistemática, utilizando estratégias que visem à promoção, proteção e apoio ao aleitamento materno. (Nóbrega et al, 2022).
Uma das intervenções mais relevantes é o estímulo ao contato pele a pele entre mãe e bebê logo após o nascimento. Essa prática favorece a liberação de ocitocina, promove o vínculo afetivo e estimula o reflexo de sucção, facilitando o início precoce da amamentação. Embora tal conduta esteja preconizada por iniciativas como a Estratégia Hospital Amigo da Criança, sua implementação ainda enfrenta barreiras, especialmente em casos de parto cesáreo, em que fatores como efeitos anestésicos e limitações posturais dificultam a amamentação imediata. (Nóbrega et al, 2022).
Diante desses desafios, Moraes et al (2021) expõem que a enfermagem recorre a abordagens individualizadas que consideram as necessidades específicas de cada puérpera. A escuta qualificada e o acolhimento tornam-se instrumentos essenciais para identificar medos, inseguranças e dúvidas, permitindo ao profissional orientar quanto às técnicas de pega correta, posições confortáveis de amamentação e manejo de intercorrências como fissuras mamilares e ingurgitamento.
Além disso, Lopes et al (2020) traz um destaque na educação em saúde, que deve ser iniciada ainda durante o pré-natal e intensificada no puerpério imediato. Informações claras e baseadas em evidências sobre os benefícios do leite materno, os riscos do uso de fórmulas artificiais e a relevância da amamentação em livre demanda contribuem para o empoderamento da mulher e para a desconstrução de mitos e crenças infundadas, frequentemente perpetuadas por familiares e redes de apoio.
A presença constante do enfermeiro nos ambientes de alojamento conjunto favorece o monitoramento contínuo das dificuldades enfrentadas pela puérpera. Nessa perspectiva, a assistência de enfermagem deve incluir visitas regulares, avaliação da técnica de amamentação, apoio emocional e educativo, evitando a introdução precoce de fórmulas lácteas que podem comprometer a manutenção do aleitamento materno exclusivo. (Nunes; Albuquerque, 2020).
Outro aspecto relevante refere-se à construção da autoconfiança materna. A mulher que se sente apoiada e bem orientada tem maior probabilidade de perseverar na prática da amamentação, mesmo diante de dificuldades iniciais. O enfermeiro, nesse processo, atua como facilitador, promovendo a autonomia da puérpera e reconhecendo-a como protagonista do cuidado ao recém-nascido. (Nunes; Albuquerque, 2020).
Para tanto, de acordo com o exposto por Moraes et al (2021),
Nesse contexto, é importante que o enfermeiro, em suas consultas que antecedem o período puerperal, oriente toda mulher sobre que vai acontecer, exponha para elas, desde o dia do parto até os dias em que elas estarão sozinhas para realizar os cuidados com o filho. Deve ser incentivado o autocuidado, desde os mais simples aos mais complexos (2021, p. 15).
Entretanto, Lopes et al (2020) explica que a efetividade dessas estratégias está condicionada a fatores institucionais e organizacionais. A escassez de profissionais, a sobrecarga de trabalho e a ausência de capacitação contínua podem comprometer a qualidade da assistência, resultando em orientações superficiais ou, em alguns casos, na completa ausência de apoio à amamentação. Mesmo profissionais experientes reconhecem limitações em sua prática cotidiana, evidenciando a necessidade de investimentos estruturais e educacionais para fortalecer o cuidado no pós-parto imediato. (Nunes; Albuquerque, 2020).
2.2.1 Sistematização do cuidado de enfermagem na amamentação com base em classificações NANDA, NOC e NIC.
Além das estratégias educativas e do suporte emocional à puérpera, destaca-se a importância da aplicação das taxonomias NANDA, NOC e NIC como ferramentas fundamentais para a sistematização do cuidado de enfermagem nesse contexto.
Através da NANDA-I, o enfermeiro pode identificar diagnósticos como “amamentação ineficaz” ou “disposição para amamentação aprimorada”, que possibilitam o reconhecimento das necessidades individuais e emocionais da mulher no puerpério imediato, favorecendo intervenções mais direcionadas e humanizadas.
Com base nesses diagnósticos, são estabelecidos resultados esperados pela NOC, como “comportamento de amamentação” e “conhecimento sobre amamentação”, permitindo o acompanhamento contínuo da evolução clínica, do aprendizado da puérpera e da eficácia das intervenções realizadas pela equipe de enfermagem.
A NIC, por sua vez, propõe intervenções como “apoio à amamentação”, “educação sobre o aleitamento materno” e “promoção do vínculo mãe-bebê”, favorecendo o início precoce e a continuidade da prática de forma segura e humanizada. O uso integrado dessas classificações não apenas orienta a tomada de decisão clínica, como também fortalece a qualidade do cuidado prestado, assegurando maior eficácia na assistência à amamentação e promovendo desfechos positivos na saúde materno-infantil.
Para tanto, Nunes e Albuquerque (2020) explicam que a enfermagem exerce papel central na promoção do aleitamento materno durante o puerpério imediato, sendo responsável por ações educativas, suporte técnico e acolhimento emocional. A implementação de estratégias baseadas em evidências, aliadas a uma escuta sensível e a uma atuação interdisciplinar, é essencial para garantir que mais mulheres tenham uma experiência positiva com a amamentação e que mais crianças se beneficiem do leite materno como alimento exclusivo e ideal nos primeiros meses de vida.
Ademais, segundo Lustosa e Lima (2020), a atuação da enfermagem consiste em assegurar a prática do aleitamento materno exclusivo por meio de ações de promoção, proteção e prevenção. Esse papel vai além da transmissão de informações, envolvendo também a implementação de estratégias que incluam a gestante e sua família durante o pré-natal, o parto e o pós-parto, de modo a favorecer condições adequadas para a amamentação.
Assim, o enfermeiro tem o dever de observar e compreender todo o processo do aleitamento materno considerando os aspectos sociais, culturais e familiares envolvidos. A partir desse entendimento, deve oferecer suporte integral à mãe, ao bebê e aos demais familiares. É fundamental que o profissional estabeleça uma relação de confiança com o público, promovendo a conscientização sobre a importância de adotar práticas saudáveis de amamentação e esclarecendo, de forma clara e acessível, os benefícios do aleitamento materno exclusivo. Além disso, deve demonstrar como esse processo ocorre, com o propósito de reduzir o desmame precoce e fortalecer os cuidados direcionados às necessidades apresentadas pelas gestantes (Santos; Leite, 2021).
Dessa forma, para facilitar a visualização e compreensão da aplicação prática das taxonomias NANDA, NOC e NIC no contexto da amamentação. A seguinte tabela a seguir sintetiza os principais diagnósticos, resultados esperados e intervenções de enfermagem, bem como suas respectivas contribuições para a qualificação do cuidado prestado à puérpera.
Tabela 01: Aplicação das taxonomias NANDA, NOC e NIC na sistematização do cuidado à amamentação.
| CLASSIFICAÇÃO | ELEMENTOS APLICADOS | OBJETIVO/CONTRIBUIÇÃO |
| NANDA-I | – Amamentação ineficaz – Disposição para amamentação aprimorada | Identificação de diagnósticos de enfermagem que reconhecem necessidades específicas da puérpera (Nunes; Albuquerque, 2020). |
| NOC | – Comportamento de amamentação – Conhecimento sobre amamentação | Estabelecimento de resultados esperados que permitem monitorar a evolução clínica e o aprendizado da mulher (Souza, 2021). |
| NIC | – Apoio à amamentação – Educação sobre o aleitamento materno – Promoção do vínculo mãe-bebê | Definição de intervenções de enfermagem que promovem uma prática segura, precoce e humanizada da amamentação (Nunes; Albuquerque, 2020). |
| ABORDAGEM GERAL | – Estratégias educativas – Suporte técnico e emocional – Escuta sensível e atuação interdisciplinar | Melhoria da experiência da puérpera e promoção do aleitamento materno como prática ideal e exclusiva (Cassiano; Abel, 2024). |
Fonte: Autoria própria (2025)
2.3 A Importância da Assistência de Enfermagem na Adesão e Manutenção do Aleitamento Materno Exclusivo até o Sexto Mês de Vida
Percebe-se que o aleitamento materno oferece inúmeros benefícios à saúde infantil, sendo essencial para o desenvolvimento físico, mental e para a expressão do pleno potencial genético da criança. Ressalta-se, ainda, que esse processo deve ocorrer com o acompanhamento de profissionais de saúde, especialmente médicos e enfermeiros, uma vez que a atuação qualificada e contínua desses especialistas é fundamental para atender às demandas relacionadas à amamentação da mãe. (Souza, Souza; Apolinário, 2023).
Nesse sentido, a amamentação exclusiva até o sexto mês de vida é uma prática essencial para garantir o crescimento saudável e o desenvolvimento integral do recém-nascido.
Reconhecida pela Organização Mundial da Saúde como a forma ideal de nutrição para os primeiros meses de vida, essa prática oferece inúmeros benefícios fisiológicos, imunológicos, emocionais e sociais, tanto para o bebê quanto para a mãe. No entanto, apesar do seu reconhecido valor, muitas mulheres enfrentam desafios que dificultam sua adesão e manutenção. Nesse cenário, a assistência de enfermagem surge como um elemento fundamental para apoiar, orientar e empoderar a mulher nesse processo, contribuindo significativamente para o sucesso da amamentação exclusiva (Cassiano; Abel, 2024).
Desde o pré-natal, a presença do enfermeiro é determinante para iniciar uma rede de apoio sólida. O vínculo estabelecido entre a gestante e o profissional de enfermagem facilita a criação de um espaço de confiança e troca de informações. Nesse contexto, o enfermeiro tem a oportunidade de apresentar os benefícios do aleitamento exclusivo, desfazer mitos e preparar a mulher para os desafios que poderão surgir. Dessa forma, é possível afirmar que as mulheres bem orientadas durante o pré-natal têm maior probabilidade de iniciar e manter a amamentação até o sexto mês de vida do bebê (Silva; Branquinho; Morais, 2021).
No puerpério imediato, esse apoio torna-se ainda mais crucial. A primeira hora de vida do bebê, conhecida como “hora ouro”, é um momento sensível e simbólico para o início da amamentação. A presença ativa do enfermeiro nesse instante é indispensável, pois ele atua garantindo que o contato pele a pele entre mãe e bebê ocorra de forma segura, promove a primeira mamada e oferece suporte técnico para que a mãe compreenda a pega correta e a posição adequada. Esse início precoce tem sido associado à maior duração do aleitamento exclusivo, uma vez que estabelece um padrão inicial de confiança e competência materna (Cassiano; Abel, 2024).
As visitas domiciliares e os atendimentos pós-alta hospitalar também são estratégias fundamentais utilizadas pela enfermagem para garantir a continuidade do aleitamento. Esses momentos permitem que o profissional avalie o estado de saúde da puérpera e do recém-nascido, identifique precocemente intercorrências como dor, fissuras mamilares, mastite ou ingurgitamento mamário, e ofereça intervenções oportunas. Ao atuar prontamente diante desses desafios, o enfermeiro evita que tais complicações evoluam e levem ao desmame precoce, favorecendo a manutenção do aleitamento exclusivo (Souza, 2021).
Segundo exposto por Silva, Branquinho e Morais (2021), além do suporte técnico, a enfermagem tem um papel relevante no acolhimento emocional da mulher. A insegurança sobre a própria capacidade de nutrir o bebê, as dúvidas sobre a qualidade do leite, o medo de não estar suprindo as necessidades do filho, são sentimentos frequentes, especialmente entre mães de primeira viagem.
O enfermeiro, ao oferecer uma escuta qualificada e um olhar empático, contribui para o fortalecimento da autoconfiança da mulher, reduzindo a ansiedade e promovendo a autoeficácia na amamentação. Essa dimensão emocional do cuidado é tão importante quanto a técnica, pois mães que se sentem apoiadas emocionalmente tendem a manter o aleitamento por mais tempo (Silva; Branquinho; Morais, 2021).
Dessa forma, segundo exposto por Santos e Leite (2021, p. 02),
O profissional enfermeiro tem a responsabilidade de observar e interpretar toda a técnica do alactamento materno no âmbito social, cultural e familiar. Doravante desse entendimento, fornecer todos os cuidados a mãe, o filho e seus familiares. É necessário encontrar maneiras de se relacionar com as pessoas e fazê-las compreender a relevância da adoção de práticas saudáveis de aleitamento materno e explicar de forma cabal a importância do aleitamento materno exclusivo, exemplificando e evidenciando como funciona todo esse processo a fim de diminuir os ensejos do desmame precoce e fortalecer os cuidados a começar das necessidades exibidas pelas gestantes.
Outro ponto relevante está na atuação educativa da enfermagem. O enfermeiro é um educador em saúde por excelência, capaz de traduzir o conhecimento técnico-científico em orientações acessíveis e práticas para o dia a dia da puérpera. Isso inclui desde a explicação sobre a fisiologia do leite materno, suas fases e composição, até instruções sobre a oferta sob livre demanda, sinais de fome e saciedade do bebê, cuidados com as mamas e estratégias para lidar com o retorno ao trabalho sem abandonar a amamentação. A educação contínua é uma ferramenta poderosa para prevenir o desmame precoce, pois fornece autonomia à mulher para enfrentar os obstáculos que possam surgir (Cassiano; Abel, 2024).
Ademais, o enfermeiro também atua na articulação com outros serviços e profissionais da rede de atenção à saúde. Em casos que exigem apoio especializado, como dificuldades anatômicas da mama ou problemas psicológicos importantes, o encaminhamento ágil para bancos de leite humano, psicólogos ou pediatras é fundamental para garantir uma resposta rápida e eficaz às demandas da puérpera. Essa atuação em rede fortalece o cuidado integral e contribui para um acompanhamento contínuo e resolutivo (Souza, 2021).
Vale destacar ainda a importância das políticas públicas que embasam a prática da enfermagem nesse contexto. Estratégias como a Rede Cegonha, o Alojamento Conjunto e a Iniciativa Hospital Amigo da Criança reforçam a obrigatoriedade da promoção do aleitamento materno desde o nascimento. Cabe à enfermagem garantir a aplicação prática dessas diretrizes, assegurando que todas as mulheres recebam o cuidado necessário para iniciar e manter a amamentação de forma segura e satisfatória (Cassiano; Abel, 2024).
Portanto, os benefícios da assistência de enfermagem na adesão e manutenção da amamentação exclusiva até o sexto mês de vida do bebê são amplos e impactam diretamente na saúde materno-infantil. Por meio do apoio técnico, acolhimento emocional, educação em saúde e atuação em rede, o enfermeiro se consolida como agente facilitador no processo de amamentação, contribuindo para que mais mulheres consigam vivenciar essa experiência de forma plena e duradoura. O sucesso do aleitamento materno exclusivo não é responsabilidade apenas da mulher, mas resultado de um cuidado multiprofissional, onde a enfermagem ocupa um lugar de destaque e responsabilidade.
3. METODOLOGIA
O presente estudo caracteriza-se como uma pesquisa bibliográfica, de abordagem qualitativa, com caráter descritivo e exploratório, desenvolvida por meio de uma revisão integrativa da literatura. A abordagem qualitativa fundamenta-se na compreensão dos fenômenos e significados atribuídos pelos profissionais de enfermagem à promoção do aleitamento materno durante o puerpério imediato. O delineamento exploratório visa ampliar o entendimento sobre a temática, possibilitando identificar práticas, estratégias e desafios relacionados à assistência materno-infantil.
A pesquisa bibliográfica baseia-se no levantamento sistemático de produções científicas publicadas em livros, periódicos e bases de dados, possibilitando identificar, analisar e sintetizar o conhecimento existente. Conforme Gil (2002), esse tipo de estudo permite reunir referenciais teóricos pertinentes, reconhecer lacunas e subsidiar novas reflexões sobre o fenômeno investigado.
A coleta de dados foi realizada no primeiro semestre de 2025, nas bases SciELO, LILACS, PubMed e outras fontes complementares. Utilizaram-se os descritores “Aleitamento Materno”, “Puerpério Imediato”, “Enfermagem na Amamentação” e “Assistência de Enfermagem”, combinados com os operadores booleanos AND e OR, visando refinar e ampliar a precisão das buscas.
Foram identificadas 197 publicações. Os critérios de inclusão contemplaram estudos disponíveis na íntegra, de acesso livre, publicados entre 2019 e 2024, em português, inglês ou espanhol, que abordassem diretamente a atuação da enfermagem no incentivo ao aleitamento materno durante o puerpério imediato. Excluíram-se trabalhos duplicados, fora do recorte temporal, de acesso restrito ou sem relação direta com a temática, além de produções que não apresentaram rigor metodológico.
A seleção ocorreu em duas etapas: inicialmente, realizou-se a triagem de títulos e resumos, resultando em 47 estudos elegíveis; em seguida, efetuou-se a leitura integral dos textos, assegurando aderência aos critérios definidos. Ao final, 15 estudos atenderam plenamente aos parâmetros estabelecidos, compondo a amostra final desta revisão.
A análise dos estudos selecionados foi desenvolvida mediante exame crítico e interpretação integrativa do conteúdo, contemplando a identificação dos objetivos, métodos empregados e principais achados de cada pesquisa. Essa etapa possibilitou organizar o conhecimento produzido acerca da assistência de enfermagem voltada ao aleitamento materno no puerpério imediato, promovendo uma síntese das contribuições científicas existentes.
Além disso, o processo analítico favoreceu a compreensão das tendências atuais, a delimitação de lacunas teóricas e metodológicas e o estabelecimento de perspectivas futuras voltadas ao aprimoramento da prática profissional e à produção de novas evidências no campo da saúde materno-infantil.
4. RESULTADOS
Durante a coleta de dados, foram inicialmente localizados 197 estudos, distribuídos da seguinte forma: 95 na SciELO, 62 na PubMed e 40 na LILACS. Após a aplicação dos critérios de exclusão, 38 trabalhos foram removidos por duplicidade, 110 por não se enquadrarem no recorte temporal definido, 21 por não estarem disponíveis na íntegra e 13 por exigirem acesso pago. Assim, considerando os critérios de inclusão e exclusão, 15 estudos atenderam integralmente aos requisitos metodológicos e foram selecionados para compor a amostra final desta investigação, conforme apresentado na tabela a seguir.
Tabela 02: Seleção de estudos para discussão
NÚMERO DE ESTUDOS ENCONTRADOS: 197 ESTUDOS
| SciELO | PubMed | LILACS |
| 95 ESTUDOS | 62 ESTUDOS | 40 ESTUDOS |
CRITÉRIOS DE EXCLUSÃO
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NÚMERO DE ESTUDOS SELECIONADOS: 15 ESTUDOS
Fonte: autoria própria (2025)
Para tanto, a seguir, apresenta-se uma tabela contendo os estudos selecionados para esta pesquisa, organizados por autor e ano, título, objetivo geral e principais conclusões. Esta organização tem como finalidade proporcionar uma visão sistematizada das publicações, evidenciando os diferentes enfoques adotados pelos autores acerca da atuação da enfermagem no incentivo e na prática do aleitamento materno, bem como facilitando a análise comparativa dos achados científicos para a construção da revisão integrativa.
Tabela 03: Estudos sobre a assistência de enfermagem ao aleitamento materno no puerpério imediato.
| AUTOR/ANO | TÍTULO | OBJETIVO GERAL | PRINCIPAIS CONCLUSÕES |
| BARRETO, Emília Lamenha Silva de Lima; FERREIRA, Glória Sthephane Bispo; BOTELHO, Rayane Martins. (2023) | Amamentação: os desafios apresentados pelas puérperas e as contribuições da enfermagem | Analisar as dificuldades encontradas pelas puérperas e as contribuições da enfermagem frente ao aleitamento materno. | A enfermagem tem papel crucial em educação em saúde que vai além do pré-natal, atentar-se para um aleitamento materno efetivo a ponto de providenciar medidas que ajudem as mães a manter essa rotina de ofertar o leite materno é de suma importância e uma medida urgente que deve ser reforçada diariamente. |
| BITENCOURT, Maria Bernadete da Silva Vitali; SORATTO, Maria Tereza. (2024) | O papel do enfermeiro frente às dificuldades na amamentação no puerpério | Identificar o papel do enfermeiro frente às dificuldades na amamentação no puerpério imediato e mediato | Considera-se imprescindível a capacitação do enfermeiro para possibilitar apoio técnico-prático-científico com técnicas de aconselhamento, observação e demonstração prática do manejo clínico da amamentação. |
| CASSIANO, Maria Luiza Ribeiro Mattos; ABEL, Thayná. (2024) | Prática da amamentação no puerpério imediato: assistência do enfermeiro | Descrever a assistência do enfermeiro na prática da amamentação no puerpério imediato. | É fundamental que o enfermeiro preste atendimento ao binômio no puerpério imediato para que a amamentação seja incentivada e apoiada desde o início da vida do bebê. |
| COELHO, Ana Paula Santos; MARQUES, Gabriela Cardoso Moreira. (2022) | Incentivo ao aleitamento materno no puerpério imediato: um relato de experiência | Relatar a experiência de uma acadêmica de enfermagem no desempenho de suas atividades de educação em saúde sobre o incentivo ao aleitamento materno | Ficou evidente que as práticas de educação em saúde são fundamentais para elaboração de estratégias que vise a promoção do aleitamento materno, a fim de superar deficiências e atender as necessidades da puérpera durante a amamentação. |
| LOPES, Ana Aline da Silva et al. (2020) | Percepção das puérperas acerca das orientações de enfermagem quanto ao aleitamento materno | Conhecer a percepção das puérperas acerca das orientações da equipe de enfermagem quanto ao aleitamento materno no pré-natal e pósparto imediato | A presença da equipe de enfermagem durante as consultas de pré-natal e sobretudo no pós-parto imediato é de extrema importância para o sucesso do processo de aleitar, visto que as orientações e intervenções dadas pelos profissionais de saúde são baseadas em evidências científicas, tornando assim, a gestantes e/ou puérperas seguras para darem continuidade a amamentação exclusiva |
| LUSTOSA, Evaldo; LIMA, Ronaldo Nunes. (2020) | Importância da enfermagem frente à assistência primária ao aleitamento materno exclusivo na atenção básica | Analisar a importância da enfermagem frente à assistência primária ao aleitamento materno | É papel do enfermeiro desmistificar toda e qualquer informação improcedente quanto o aleitamento e garantir a promoção da saúde ao binômio mãe-bebê. |
| MORAES, Beatriz Maria de. et al. (2022) | A assistência de enfermagem no período puerpério: intercorrências com o aleitamento materno | Entender a mulher na sua individualidade para que se possa fazer uso de articulações que a apoie no processo de amamentação e as possíveis intercorrências no puerpério | O tema abordado é a dificuldade na amamentação, seguido das alterações emocionais vivenciadas neste período. Observa-se então, que neste período a mulher tenha uma rede de apoio tanto familiar, como profissional, para prestar assistência na recuperação física e emocional. |
| NÓBREGA, Marcela S. et al. (2022) | Aleitamento materno no puerpério imediato: como enfermeiras vivenciam essa prática? | Compreender a percepção das enfermeiras sobre a vivência da assistência oferecida ao aleitamento materno no puerpério imediato | verifica-se que as enfermeiras apesar de terem prática e conhecimento, percebem que a assistência de enfermagem ainda se encontra deficitária. Com isso, faz-se necessário que ocorram mudanças no contexto desse estudo, no que tange ao estímulo da amamentação na primeira hora de vida, sendo de grande relevância envolver toda equipe de saúde para o fortalecimento e valorização dessa prática |
| NUNES, Geovanna Antonniely Pessoa; ALBUQUERQUE, Diego Filgueira. (2020) | Atuação da enfermagem frente ao aleitamento materno exclusivo | Analisar a atuação do enfermeiro frente ao aleitamento materno, apontar algumas considerações em torno do aleitamento materno exclusivo, sua importância, produção e funções | Apesar dos benefícios do aleitamento materno serem muitos, ainda ocorre o desmame precoce por diversos fatores, principalmente pela falta de conhecimentos das mulheres que vão vivenciar a prática da amamentação e a falta de incentivo no pós-parto imediato pelos enfermeiros. |
| SANTOS, Cláudia Gomes dos; SILVA, Débora Lustosa da; LIMA, Leane Castro. (2024) | Assistência de enfermagem na prática da amamentação no puerpério | Elucidar sobre como a equipe de enfermagem atua diante a prática da amamentação, trazendo à tona sua importância e seus benefícios | O enfermeiro desempenha um papel fundamental na promoção do aleitamento materno, e é essencial investir em capacitação e formação contínua desses profissionais para garantir uma assistência de qualidade às mulheres e bebês. |
| SANTOS, Dinalva de Almeida; LEITE, Cristina Limeira. (2021) | O papel do enfermeiro na orientação adequada da amamentação: uma revisão de literatura | Analisar o papel do enfermeiro quanto a questão da orientação para promoção de aleitamento de forma adequada e sem riscos para mãe e para o bebê. | A enfermagem se apresenta como de grande relevância na questão do apoio assistencial à mulher, dando início logo no pré-natal, parto e puerpério |
| SANTOS, Iranete Iva dos; OLIVEIRA, Ana Carolina Donda. (2024) | A importância do aleitamento materno | Analisar a importância do aleitamento materno na vida da mãe e criança | É essencial que os serviços de saúde estejam ativamente envolvidos na defesa e na promoção dessa prática para garantir o bem-estar físico e emocional das mães e de seus bebês. |
| SILVA, Gracielle Amorim; BRANQUINHO, Lourdes Moreira Gonçalves de; MORAIS, Valquíria das Graças Faria. (2022) | O papel do enfermeiro no aleitamento materno | Identificar as dificuldades enfrentadas pelas puérperas e pela equipe de enfermagem no pós-parto imediato em relação ao aleitamento materno | A respeito da assistência hospitalar durante o pré e pós parto quando feita por uma equipe de enfermagem qualificada, o sucesso na amamentação na primeira hora de vida como preconizado pelo Ministério da Saúde, tem uma alta taxa de prevalência, pois este profissional abordará a mãe dando-lhe segurança neste momento cheio de emoções, expectativas e medos. |
| SOUZA, Andressa Ferreira de; SOUZA, Vitória de Oliveira; APOLINÁRIO, Fabíola Vargas. (2023) | O papel do enfermeiro na consultoria de enfermagem em aleitamento materno | Apresentar uma revisão atualizada sobre o papel do enfermeiro como facilitador no processo do aleitamento materno como consultor | A assistência do profissional de enfermagem contribui para um processo mais facilitador do aleitamento materno. Dessa forma, o preparo e conhecimento desse profissional é essencial para oferecer bons suportes a cada especialidade e situações. |
| SOUZA, Raema Faria de. (2021) | A importância da assistência de enfermagem no puerpério imediato: estudo de caso | Aplicar e descrever a importância da assistência de enfermagem no puerpério imediato, dirigido a puérpera. | Através da assistência da enfermagem no puerpério imediato foi possível identificar as necessidades da puérpera, observando problemas que vão muito além do emocional, biológico e o social, visto que, a fase de gestar e cuidar de um recém-nascido contemplam a assistência de enfermagem de qualidade e diversos outros fatores, sendo capaz de acolher e definir intervenções de acordo com a necessidade da puérpera. |
Fonte: autoria própria (2025)
5. DISCUSSÃO
A análise dos estudos selecionados permite compreender que o aleitamento materno no puerpério imediato configura-se como uma prática essencial para a saúde materno-infantil, cujo sucesso está diretamente associado à qualidade do suporte oferecido pelos profissionais de enfermagem. Os resultados evidenciam que a enfermagem ocupa posição estratégica e indispensável na condução do cuidado, uma vez que sua atuação abrange não apenas aspectos técnicos e clínicos, mas também dimensões educativas, preventivas e humanizadoras (Lustosa; Lima, 2020).
Nesse sentido, Lopes et al. (2020) destacam que a presença contínua e atenta do enfermeiro junto à puérpera permite a identificação precoce de dificuldades como ingurgitamento, fissuras e problemas na pega, contribuindo significativamente para a implementação imediata de intervenções seguras e eficazes, capazes de reduzir complicações e promover melhores desfechos no aleitamento.
Sob essa perspectiva, Moraes et al. (2022) reforçam que as atribuições do enfermeiro extrapolam a orientação básica, incluindo responsabilidades que envolvem a observação criteriosa da mãe e do recém-nascido, o acompanhamento da evolução do ganho de peso, a realização de técnicas corretivas de pega e a promoção de práticas que fortaleçam o vínculo materno-infantil. Tal complexidade evidencia que a prática profissional demanda não apenas habilidade técnica, mas também julgamento clínico refinado, sustentado por conhecimento científico atualizado e pela aplicação da Sistematização da Assistência de Enfermagem (SAE).
Nóbrega et al. (2022) corroboram amplamente esse entendimento ao apontar que a SAE constitui ferramenta estratégica e indispensável para garantir não apenas a qualidade, mas também a segurança, a efetividade, a integralidade e a continuidade do cuidado, fortalecendo significativamente a prática profissional da enfermagem e promovendo melhores resultados em saúde materno-infantil.
Outro aspecto relevante a ser destacado diz respeito à dimensão educativa do cuidado, considerada um dos maiores desafios na promoção do aleitamento materno. Lustosa e Lima (2020) observam que a orientação adequada sobre técnicas de amamentação, benefícios do leite materno, sinais de fome e saciedade e cuidados com as mamas é essencial para prevenir o desmame precoce e favorecer a manutenção do aleitamento exclusivo.
Paralelamente, não se pode desconsiderar a dimensão psicossocial envolvida. Conforme Nunes e Albuquerque (2020), a insegurança materna, o medo de insuficiência de leite e a ansiedade emocional podem comprometer a adesão à amamentação. Nessa conjuntura, o enfermeiro deve adotar postura humanizada, pautada na escuta qualificada, no acolhimento e na orientação clara e empática, elementos fundamentais para o enfrentamento das dificuldades do puerpério imediato.
No âmbito da formação profissional, Moraes et al. (2022) identificaram lacunas significativas de conhecimento entre enfermeiros sobre práticas de aleitamento materno, reforçando a necessidade de investimentos permanentes em capacitação e educação continuada. A ausência de treinamentos específicos compromete a qualidade da assistência e limita a implementação de práticas baseadas em evidências.
Em consonância, Lopes et al. (2020) destacam a notável carência de estudos realizados no âmbito nacional sobre essa temática, situação que compromete a elaboração de protocolos de atuação clínica adequados às particularidades e necessidades da realidade brasileira. Tal lacuna reforça a urgência de estimular e ampliar a produção científica na área de enfermagem, de modo a fornecer subsídios sólidos para a prática profissional e contribuir para o desenvolvimento de estratégias mais eficazes e contextualizadas neste campo.
Dessa forma, a interdisciplinaridade desponta como fator determinante para o sucesso do aleitamento materno. Assim, Lustosa e Lima (2020) defendem que a atuação conjunta entre enfermagem, pediatria, obstetrícia, nutrição e psicologia contribui para um cuidado integral e efetivo, ampliando a adesão ao aleitamento exclusivo e promovendo a saúde materno-infantil.
Essa visão é compartilhada por Nóbrega et al. (2022), que alertam para a necessidade urgente de superar barreiras estruturais significativas, como a sobrecarga de trabalho e a escassez de recursos humanos e materiais, fatores que frequentemente dificultam a aplicação plena e qualificada da SAE, comprometendo a continuidade, a efetividade e a qualidade da assistência prestada.
Dessa forma, observa-se que a prática de enfermagem voltada à puérpera e ao recém-nascido exige um conjunto de competências técnicas, científicas e humanas que vão além do atendimento básico. É imprescindível que o enfermeiro atue como elo integrador da equipe multiprofissional, organizando as condutas assistenciais e garantindo tanto o suporte clínico quanto o acolhimento necessário para a promoção do aleitamento materno exclusivo e a recuperação integral da saúde da mãe e do bebê (Moraes et al., 2022; Nunes; Albuquerque, 2020).
6. CONSIDERAÇÕES FINAIS
O presente estudo acerca da atuação da enfermagem na promoção do aleitamento materno durante o puerpério imediato mostrou-se fundamental para compreender a complexidade desse processo, que envolve dimensões biológicas, emocionais e sociais da experiência materna. A partir da revisão bibliográfica, foi possível reunir evidências consistentes que demonstram a relevância do cuidado de enfermagem na orientação, no apoio emocional e na prevenção de complicações que possam interferir no início e na manutenção da amamentação. Dessa forma, os objetivos propostos foram plenamente alcançados, permitindo ampliar o entendimento sobre a temática e oferecer subsídios significativos para a prática profissional e acadêmica.
Constatou-se que o enfermeiro exerce papel estratégico não apenas no acompanhamento clínico da puérpera, mas também na educação em saúde, no estímulo à autoconfiança e na criação de um ambiente acolhedor e empático que favoreça a continuidade da amamentação. As intervenções identificadas abrangem desde o ensino da pega e posicionamento corretos, o manejo de intercorrências mamárias, até o suporte emocional diante das inseguranças maternas, sendo essas ações essenciais para o fortalecimento do vínculo mãe-bebê e para o sucesso do aleitamento exclusivo. Ressalta-se, ainda, a importância de uma assistência humanizada, contínua e interdisciplinar, que integre conhecimentos técnicos, científicos e afetivos, respeitando as singularidades de cada mulher e de seu contexto familiar.
Apesar dos avanços observados nas práticas assistenciais e nas políticas públicas de incentivo à amamentação, verificou-se que ainda existem desafios significativos, como a carência de capacitação permanente dos profissionais de saúde, a sobrecarga de trabalho nas maternidades e a necessidade de maior valorização do papel da enfermagem no acompanhamento pós-parto. Esses fatores evidenciam a urgência de investimentos em educação continuada, na criação de protocolos assistenciais específicos e no fortalecimento de estratégias de apoio às puérperas, assegurando uma assistência baseada em evidências e centrada nas necessidades maternas.
Este estudo, ao sistematizar o conhecimento existente sobre a temática, contribui para a valorização da atuação do enfermeiro como agente promotor da saúde materno-infantil e reforça a importância da educação em saúde como ferramenta transformadora na consolidação do aleitamento materno. Além disso, oferece suporte teórico para futuras pesquisas que busquem aprofundar o tema e aprimorar a prática assistencial.
Assim, a assistência de enfermagem no puerpério imediato configura-se como elemento essencial para o êxito da amamentação e para a promoção de um cuidado integral e humanizado. Ao unir técnica, sensibilidade e conhecimento científico, o enfermeiro reafirma seu compromisso com a proteção da vida, o fortalecimento do vínculo afetivo entre mãe e filho e a promoção do bem-estar materno e infantil. Nesse sentido, a prática assistencial e a produção científica devem caminhar lado a lado, garantindo que as mulheres recebam um cuidado qualificado, seguro e acolhedor em todas as etapas do processo de amamentação.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
BITENCOURT, Maria Bernadete da Silva Vitali; SORATTO, Maria Tereza. O papel do enfermeiro frente às dificuldades na amamentação no puerpério. Universidade do Extremo Sul de Santa Catarina. 2024. Disponível em: https://periodicos.unesc.net/ojs/index.php/Inovasaude/article/view/6747. Acesso em: 10 mar. 2025.
CASSIANO, Maria Luiza Ribeiro Mattos; ABEL, Thayná. Prática da amamentação no puerpério imediato: assistência do enfermeiro. Universidade Vila Velha. 2024. Disponível em: https://repositorio.uvv.br/handle/123456789/1852. Acesso em: 12 mar. 2025.
COELHO, Ana Paula Santos; MARQUES, Gabriela Cardoso Moreira. Incentivo ao aleitamento materno no puerpério imediato: um relato de experiência. Universidade do Estado da Bahia. 2022. Disponível em: https://revistas.uneb.br/comciencia/article/view/17931. Acesso em: 22 set. 2025.
LUSTOSA, Evaldo; LIMA, Ronaldo Nunes. Importância da enfermagem frente à assistência primária ao aleitamento materno exclusivo na atenção básica. Revista Brasileira Interdisciplinar de Saúde. 2020. Disponível em: https://revista.rebis.com.br/index.php/revistarebis/article/view/156. Acesso em: 14 mar. 2025.
NÓBREGA, Marcela S. et al. Aleitamento materno no puerpério imediato: como enfermeiras vivenciam essa prática?. Universidade Federal de Alfenas-MG. 2022. Disponível em: https://josif.ifsuldeminas.edu.br/ojs/index.php/anais/article/view/444. Acesso em: 27 set. 2025.
SILVA, Gracielle Amorim; BRANQUINHO, Lourdes Moreira Gonçalves de; MORAIS, Valquíria das Graças Faria. O papel do enfermeiro no aleitamento materno. Revista Scientia Generalis. 2022. Disponível em: https://scientiageneralis.com.br/index.php/SG/article/view/281. Acesso em: 15 mar. 2025.
SANTOS, Cláudia Gomes dos; SILVA, Débora Lustosa da; LIMA, Leane Castro. Assistência de enfermagem na prática da amamentação no puerpério. Revista Ibero-Americana De Humanidades, Ciências E Educação. 2024. Disponível em: https://periodicorease.pro.br/rease/article/view/15990. Acesso em: 14 mar. 2025.
BARRETO, Emília Lamenha Silva de Lima; FERREIRA, Glória Sthephane Bispo; BOTELHO, Rayane Martins. Amamentação: os desafios apresentados pelas puérperas e as contribuições da enfermagem. Revista JRG de Estudos Acadêmicos. 2023. Disponível em: https://revistajrg.com/index.php/jrg/article/view/780. Acesso em: 22 abr. 2025.
MORAES, Beatriz Maria de. et al. A assistência de enfermagem no período puerpério: intercorrências com o aleitamento materno. Revista Ciências da Faculdade da Alta Paulista. 2022. Disponível em: https://revistas.fadap.br/ciencias/article/view/18. Acesso em: 06 out. 2025.
NUNES, Geovanna Antonniely Pessoa; ALBUQUERQUE, Diego Filgueira. Atuação da enfermagem frente ao aleitamento materno exclusivo. Centro Universitário do Rio Grande do Norte. 2020. Disponível em: https://repositorio.unirn.edu.br/jspui/handle/123456789/239. Acesso em: 20 abr. 2025.
LOPES, Ana Aline da Silva et al. Percepção das puérperas acerca das orientações de enfermagem quanto ao aleitamento materno. Brazilian Journal of Development,. 2020. Disponível em: https://ojs.brazilianjournals.com.br/ojs/index.php/BRJD/article/view/13810. Acesso em: 16 abr. 2025.
SANTOS, Dinalva de Almeida; LEITE, Cristina Limeira. O papel do enfermeiro na orientação adequada da amamentação: uma revisão de literatura. Revista Pesquisa, Sociedade e Desenvolvimento. 2021. Disponível em: https://rsdjournal.org/index.php/rsd/article/view/22655. Acesso em: 27 set. 2025.
SANTOS, Iranete Iva dos; OLIVEIRA, Ana Carolina Donda; A importância do aleitamento materno. Revista Saúde Dos Vales. 2024. Disponível em: https://rsv.ojsbr.com/rsv/article/view/2355. Acesso em: 04 out. 2025.
SOUZA, Andressa Ferreira de; SOUZA, Vitória de Oliveira; APOLINÁRIO, Fabíola Vargas. O papel do enfermeiro na consultoria de enfermagem em aleitamento materno. Revista Ibero-Americana de Humanidades, Ciências e Educação. 2023. Disponível em: https://periodicorease.pro.br/rease/article/view/11206. Acesso em: 02 out. 2025.
SOUZA, Raema Faria de. A importância da assistência de enfermagem no puerpério imediato: estudo de caso. Centro Universitário Faculdade de Ciências Gerenciais de Manhuaçu. 2021. Disponível em: https://www.pensaracademico.unifacig.edu.br/index.php/semiariocientifico/article/download/ 3753/2777/13346. Acesso em: 19 abr. 2025.
1Acadêmico(s) do 8º período do curso de do curso de enfermagem pela Universidade Paulista; darlenecosta013@gmail.com
2Acadêmico(s) do 8º período do curso de do curso de enfermagem pela Universidade Paulista; elizangelasilva1236@gmail.com
3Acadêmico(s) do 8º período do curso de do curso de enfermagem pela Universidade Paulista; eulaliia04@gmail.com
4Acadêmico(s) do 8º período do curso de do curso de enfermagem pela Universidade Paulista; lianacarvalho19@outlook.com
5Acadêmico(s) do 8º período do curso de do curso de enfermagem pela Universidade Paulista; jm4019327@gmail.com
6Orientador, Professor do curso de enfermagem; especialista em hematologia clínica; enfpedro.alencar@gmail.com
