ABORDAGENS TERAPÊUTICAS NO TRATAMENTO DA ESTOMATITE AFTOSA RECORRENTE: REVISÃO INTEGRATIVA DA LITERATURA

REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/fa10202510312225


Letícia Sacoman Von Dentz
Gabriela Buttini Machado
Orientador: Alexandre Kraemer


RESUMO

A Estomatite Aftosa Recorrente (EAR) é uma das doenças ulcerativas mais comuns da mucosa bucal, caracterizada por episódios dolorosos e recorrentes que comprometem significativamente a qualidade de vida dos pacientes. Apesar de sua alta prevalência, sua etiologia permanece incerta e multifatorial, o que dificulta a padronização de um tratamento eficaz e definitivo. Diante disso, este estudo teve como objetivo identificar e descrever as principais abordagens terapêuticas empregadas no manejo clínico da EAR, analisando sua efetividade segundo a literatura científica. Foi realizada uma revisão integrativa da literatura, fundamentada na estratégia PRISMA, por meio de busca na Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), utilizando os descritores “estomatite aftosa” AND “terapêutica”. Após aplicação dos critérios de inclusão e exclusão, onze artigos foram selecionados. Os estudos analisados demonstraram bons resultados com o uso de terapias alternativas e naturais, como própolis, calêndula, óleos ozonizados, laserterapia e acupuntura, que promoveram alívio rápido da dor, aceleração da cicatrização e mínima ocorrência de efeitos adversos. Conclui-se que essas terapias se apresentam como alternativas seguras e promissoras, devendo ser consideradas como complemento aos tratamentos convencionais e integradas à prática clínica baseada em evidências.

Palavras-chave: Estomatite aftosa recorrente. Terapias alternativas. Laserterapia. Própolis. Revisão integrativa.

ABSTRACT

Recurrent Aphthous Stomatitis (RAS) is among the most prevalent ulcerative disorders of the oral mucosa, characterized by painful and recurrent episodes that significantly impact patients’ quality of life. Despite its high frequency, the etiology of RAS remains unclear and multifactorial, making it difficult to establish a standardized and definitive treatment protocol. This study aimed to identify and describe the main therapeutic approaches used in the clinical management of RAS, assessing their effectiveness based on scientific evidence. An integrative literature review was conducted following the PRISMA strategy through a search in the Virtual Health Library (BVS) using the descriptors “recurrent aphthous stomatitis” AND “therapy.” After applying inclusion and exclusion criteria, eleven studies were selected. The analyzed evidence revealed favorable outcomes with alternative and natural therapies such as propolis, calendula, ozonized oils, low-level laser therapy, and acupuncture, which resulted in faster pain relief, improved healing, and minimal adverse effects. It is concluded that these therapies represent safe and promising alternatives and should be considered complementary to conventional treatments within an evidence-based clinical practice.

Keywords: Recurrent aphthous stomatitis. Alternative therapies. Laser therapy. Propolis. Integrative review.

1 INTRODUÇÃO

Estomatite aftosa recorrente (EAR) é uma condição inflamatória oral de natureza multifatorial, caracterizada por lesões ulceradas dolorosas que se manifestam periodicamente na mucosa bucal. Com prevalência elevada, acomete 20% da população geral, especialmente em adultos jovens e adolescentes, a EAR compromete a qualidade de vida, interferindo em funções básicas como alimentação, fala e higiene oral. (Pensin et al., 2009).

A estomatite aftosa recorrente apresenta-se clinicamente sob três formas principais: minor, major e herpetiforme, que se distinguem pelo tamanho, número e duração das lesões. (KIGNEL, 2020).

O tipo minor é o mais prevalente, correspondendo a cerca de 80 a 90% dos casos. Caracteriza-se por úlceras pequenas, de formato oval ou arredondado com contorno bem definido, halo eritematoso e centro amarelado deprimido, geralmente medindo menos de 10 mm de diâmetro e com duração média de 7 a 14 dias.

Essas lesões acometem preferencialmente mucosas não queratinizadas, como a mucosa labial, jugal e o assoalho bucal. Já o tipo major, também denominado afta de Sutton, ocorre em aproximadamente 7 a 10% dos pacientes e se manifesta por úlceras maiores que 10 mm, de curso mais prolongado, podendo persistir por até seis semanas e frequentemente deixando cicatriz após a cicatrização. Essas lesões são mais comuns no palato mole e na mucosa labial.

Por sua vez, o tipo herpetiforme é o menos frequente e se caracteriza pela presença de numerosas úlceras pequenas, variando de 1 a 3 mm de diâmetro, que podem surgir em grande número — entre 10 e 100 — e, ocasionalmente, coalescer, formando áreas ulceradas mais extensas. Sua duração costuma ser inferior a 10 dias.(KIGNEL, 2020)

Apesar de ser uma afecção comum na prática odontológica e médica, sua etiologia ainda não está completamente elucidada, refletindo na variedade de propostas terapêuticas disponíveis na literatura.

A etiopatogenia da EAR é bastante controversa e, provavelmente, múltiplos fatores atuam na causa dessa doença. Diversos agentes têm sido investigados, tais como distúrbios hematológicos, transtornos nervosos (ansiedade e estresse), infecções, traumas, xerostomia, predisposição genética, hipersensibilidade, condições autoimunes, doenças sistêmicas, síndrome de Behçet, síndrome de Reiter, Estomatite aftosa enteropática sensível ao glúten, entre outros.

Contudo, a ausência de um marcador diagnóstico específico e de um protocolo terapêutico único torna o tratamento um desafio para cirurgiões-dentistas, médicos e demais profissionais da saúde.

Além disso, uma abordagem terapêutica curativa ainda não existe, sendo o tratamento paliativo, ou seja, que atua apenas no controle dos sintomas. Na prática clínica, observa-se uma diversidade de intervenções propostas para o controle da EAR, essa variedade reflete tanto a busca por tratamentos mais eficazes quanto a necessidade de individualização da conduta clínica. (Giacomini et al., 2010).

Diante da ausência de um protocolo clínico padronizado e consensual, diversos estudos têm buscado identificar alternativas terapêuticas, incluindo o uso de medicamentos anti-inflamatórios, corticoides, imunomoduladores, fitoterápicos, laserterapia e técnicas complementares como a acupuntura. Nesse contexto levanta-se a questão: Quais são as terapias descritas na literatura científica para o tratamento da Estomatite aftosa recorrente e quais são suas principais características clínicas e terapêuticas? Tornando relevante organizar e descrever as abordagens utilizadas para o tratamento da EAR com base nas evidências científicas disponíveis.

Este trabalho visa descrever, identificar e entender as diferentes terapias utilizadas para o tratamento da EAR e a eficácia descrita na literatura através de uma revisão integrativa da literatura. Contribuindo para o aprimoramento da conduta clínica baseada em evidências.

2 MATERIAIS E MÉTODOS

Esse estudo tem como metodologia a revisão integrativa da literatura, a seleção dos estudos seguiu a estratégia PRISMA (Preferred Reporting Items for Systematic Reviews and Meta-Analyses), adaptada para uma revisão integrativa com critérios explícitos de inclusão e exclusão. A busca foi realizada pelo motor de buscas da BVS (Biblioteca Virtual em Saúde), utilizando descritores obtidos no DeCS (Descritores em Ciências da Saúde) relacionados à Estomatite Aftosa Recorrente (EAR). Considerando estudos publicados em todos os idiomas, sem delimitação temporal. O algoritmo utilizado foi: “Estomatite aftosa” AND terapêutica.

Foram identificados inicialmente 30 artigos, dos quais dois estudos duplicados foram removidos, resultando em 28 registros para triagem. Os 28 artigos foram submetidos à leitura dos resumos e análise de elegibilidade, segundo os seguintes critérios de exclusão: foco em doenças distintas da EAR (como líquen plano, lúpus, ou outras condições que não abordassem diretamente a Estomatite aftosa recorrente), ausência de relevância para os objetivos da revisão ou duplicidade de conteúdo.

Após essa etapa, 11 estudos foram excluídos por não atenderem aos critérios de inclusão. E seis foram excluídos por indisponibilidade de acesso ao conteúdo completo (como links quebrados ou artigos não localizados). Permaneceram, portanto, 11 estudos considerados pertinentes para compor a revisão. Esses artigos abordam fatores etiológicos da EAR, aspectos clínicos, impactos na qualidade de vida dos pacientes e diferentes abordagens terapêuticas, incluindo intervenções tópicas, suporte nutricional e terapias complementares.

Todas as etapas da triagem foram registradas em planilha própria, com identificação dos autores, títulos, ano de publicação, fonte, link de acesso, status de inclusão ou exclusão e respectivas justificativas. Essa sistematização contribui para a transparência metodológica e reprodutibilidade da revisão. A figura em anexo (Figura 1) mostra o diagrama prisma para melhor compreensão da seleção dos estudos

Figura 1 – Diagrama Prisma

As autoras
3 RESULTADOS E DISCUSSÃO
3.1 Resultados

Esta revisão integrativa reuniu estudos que analisam diferentes formas de tratamento da estomatite aftosa recorrente (EAR), incluindo abordagens medicamentosas tradicionais e terapias alternativas. As pesquisas apresentaram distintas metodologias, tamanhos amostrais e protocolos clínicos, o que permitiu compreender de maneira mais ampla a eficácia das intervenções e suas possibilidades de aplicação na prática odontológica.

Nos últimos anos, nota-se um avanço significativo nas terapias baseadas em produtos naturais e técnicas não invasivas, como o uso de própolis, calêndula, óleos ozonizados, acupuntura e laser de baixa potência. Na maioria dos estudos, essas intervenções demonstraram redução mais rápida da dor, aceleração no processo de cicatrização e melhora perceptível na qualidade de vida dos pacientes. Além disso, apresentaram boa aceitação clínica e poucos efeitos adversos, configurando-se como opções seguras e eficazes frente aos tratamentos convencionais, que frequentemente envolvem anti-inflamatórios, antibióticos ou corticoides tópicos.

Observou-se ainda que a resposta terapêutica da EAR é influenciada por fatores imunológicos, hematológicos e nutricionais, reforçando a importância de uma abordagem individualizada. Protocolos integrativos, que considerem as condições gerais do paciente e associem terapias convencionais a métodos complementares, tendem a alcançar resultados mais consistentes e duradouros.

Conforme apresentado na Tabela 1, a seguir, estão reunidos os principais estudos incluídos nesta revisão, descrevendo o tipo de estudo, metodologia adotada e resultados observados, de modo a evidenciar a diversidade de condutas terapêuticas e seus efeitos clínicos no manejo da estomatite aftosa recorrente.

Tabela 1 – Resultados

Autores/anoTipo de estudoTipo de abordagemResultados
Arceo et al. (2019)
Ensaio clínico terapêutico fase IIb
102 pacientes diagnosticados clinicamente com estomatite aftosa foram distribuídos em dois grupos: o experimental, tratado com propomel, e o controle, que recebeu clorexidina 0,2% associada à vitaminoterapia. A dor foi avaliada por escala analógica visual e a cicatrização por exame clínico em diferentes intervalos (24h, 72h, 5, 7 e 10 dias).
Na avaliação da dor pela escala analógica visual, constatou-se que após 24 horas, alguns pacientes ainda apresentavam dor intensa em ambos os grupos, porém em menor frequência no experimental. Após 3 dias, todos os pacientes do grupo tratado com propomel estavam sem dor, enquanto no grupo controle ainda persistiam casos de dor leve. Em relação à cicatrização, já nas primeiras 24 horas mais de 70% dos pacientes do grupo experimental mostravam sinais de reparo parcial, valor superior ao do grupo controle (64,7%). No quinto dia, observou-se cicatrização completa em 98% dos pacientes tratados com propomel, contra 90,2% no grupo controle. O propomel acelerou tanto o alívio da dor quanto a
cicatrização das lesões, sendo superior ao tratamento convencional, apresentando boa aceitação clínica, sem registro de efeitos adversos relevantes.
Observou-se predominância de pacientes do sexo feminino (60%) entre 15 a 24 anos de idade (33,3%). O grupo tratado com gel de calêndula a 1%, o alívio da dor foi registrado em Pacientes com estomatite aftosa recorrente, divididos entre tratamento
Brito Júnior et al. (2021)Revisão narrativa descritiva e exploratóriaAplicação tópica da ozonioterapia, especialmente na forma de óleos ozonizadosTem se mostrado eficaz no tratamento de infecções locais e na aceleração da reparação tecidual, o que a torna uma alternativa
promissora para diversas condições que afetam a pele e a cavidade oral. A adoção mais ampla dessa terapia exige respaldo científico e alinhamento com tecnologias disponíveis no mercado. Assim, ainda são necessários novos estudos que esclareçam com precisão seus mecanismos de ação e estabeleçam protocolos adequados de aplicação.
Costa e Castro (2013)Revisão da literaturaAnti-inflamatórios, antibióticos e anestésicos, medicamentos com propriedades naturais e homeopáticos, soluções orais para bochecho com anestésico benzocaína, antibióticos minociclina 0,2% e tetraciclina 0,25%,1,27 ou o ácido lático 5%; quercetina; ácido hialurônico 0,2%. Os extratos aquosos da casca do Mangue-vermelho (Rizophora mangle) e do extrato de alcaçuz, além da própolis. Os medicamentos sistêmicos mais utilizados no tratamento da EAR com manifestações severas ainda são a talidomida, dapsone e colchicinaApesar dessa inúmera quantidade de opções de tratamento tópico, os anti-inflamatórios são os mais utilizados, por ser mais confortável. O tratamento sistêmico produz ocorrência de efeitos colaterais diversos, como: dor abdominal, náusea, fadiga, diarreia,
vertigem, letargia, cefaleia, hemólise, icterícia e decréscimo no nível de hemoglobina, porém e apresentarem propriedades anti-inflamatórias e imunológicas capazes de atuar na redução e na prevenção do desenvolvimento das lesões
Donoso Martínez et al. (2018)Revisão da literaturaIdentificar evidências científicas que respaldassem o uso do laser de baixa potência como alternativa terapêutica em patologias de tecidos moles da cavidade oral em pacientes pediátricosOs estudos analisados mostraram que o laser de baixa potência
(LLLT) apresenta efeitos positivos no manejo das úlceras aftosas recorrentes. Entre as variáveis avaliadas estavam: dor, dificuldade de alimentação e higiene oral, tamanho da lesão e tempo de cicatrização. Em comparação ao
tratamento convencional, o laser promoveu redução significativa da dor já a partir do terceiro dia, além de acelerar o processo de cicatrização.
Giacomini et al. (2010)Estudo observacional, retrospectivo, do tipo caso-controle.Perfil hematológico e concentrações séricas de ferro, ácido fólico e
vitamina B12
A ulceração aftosa recorrente (UAR) é relacionada a fatores nutricionais,
hematológicos e imunológicos. Embora este estudo não tenha encontrado diferenças significativas nos parâmetros laboratoriais analisados, a deficiência de vitamina B12 é apontada na literatura como fator de risco relevante. Dessa forma, a investigação de hemograma, ferro, ácido fólico e, sobretudo, vitamina B12 é recomendada na avaliação de pacientes com UAR.
Rodríguez (2021)Estudo quase experimental80 pacientes, entre 19 e 59 anos, diagnosticados clinicamente com estomatite aftosa recorrente foram divididos em dois grupos: o grupo experimental, tratado com acupuntura, e o grupo controle, que recebeu o tratamento convencional.A estomatite aftosa recorrente apresentou maior prevalência em pacientes de 19 a 34 anos (77,5%) e no sexo feminino (80%). No grupo tratado com acupuntura, 95% alcançaram a cura até o sétimo dia, enquanto no grupo controle apenas 55% apresentaram cicatrização no mesmo período. Conclui-se que a acupuntura é efetiva no tratamento da estomatite aftosa recorrente, com um tempo menor de
resposta terapêutica que o tratamento convencional.
Saavedra e Jiménez (2005)Revisão narrativaAnalgésicos-antiinflamatorios; anestésicos locais solução gel; antibióticos; antisépticos; citoprotetores; astringentes químicos; corticoides; antihistamínicos; corticoides; antipalúdicos; imunossupressoresOs resultados do estudo indicam que a estomatite aftosa recorrente (EAR) é uma condição
multifatorial, com base imunológica alterada e influenciada por fatores desencadeantes como estresse, deficiências nutricionais, predisposição genética e infecções O diagnóstico é essencialmente clínico, e o tratamento busca
aliviar sintomas, reduzir a inflamação e prevenir recorrências
Pensin et al. (2009)Estudo pilotoPomada de própolis em orabase a 5% Para
controle negativo foi utilizada uma pasta em orabase
O período de cicatrização das lesões apresentou redução significativa com o uso da pomada. Antes da aplicação, a duração média das aftas variava entre 7 e 14 dias, passando para 2 a 5 dias após o tratamento. Os voluntários atribuíram um índice de dor de 0 a 10, sendo 0 ausência de dor e 10 o nível máximo. Verificou-se uma diminuição da dor média de 7,7 para 3,9 com a pomada de própolis.
No grupo placebo, em alguns casos também houve redução da dor, porém em menor intensidade quando comparado ao grupo tratado com própolis.
Hung et al. (2012)Estudo de corte transversalVimang® creme analgésico e
antiinflamatório
Mostrou resultados positivos, com redução significativa da dor durante a aplicação e desaparecimento mais rápido das lesões em comparação ao tratamento convencional. O estudo relatou eficácia em 95% dos pacientes, que apresentaram melhora acelerada, rápida retomada das atividades diárias e melhor qualidade de vida. Além disso, a maioria dos participantes demonstrou satisfação com a terapia, reforçando o potencial
do Vimang® como uma
alternativa natural, de baixo custo e fácil aplicação no manejo da EAR.
Tielves et al. (2013)Estudo caso-controleO grupo experimental, com 45 pacientes, recebeu laserterapia utilizando o equipamento
LASERMED 670 DL, com aplicação inicial de parâmetros analgésicos e anti-inflamatórios nos três primeiros dias, seguida de parâmetros cicatrizantes até completar sete dias. O grupo controle, também com 45 pacientes, foi tratado com tintura de própolis a 5%, administrada diariamente, associada a antissépticos bucais antes das refeições.
Quanto ao alívio da dor, 75,5% dos pacientes tratados com laser apresentaram desaparecimento completo dos sintomas, contra 35,5% no grupo tratado com própolis. Os participantes do grupo experimental também alcançaram melhora clínica em menor tempo, com grande parte necessitando apenas de uma sessão. Na avaliação da cicatrização, o desempenho do laser foi superior: 42 pacientes obtiveram cicatrização em até 7 dias, enquanto apenas 9 pacientes do grupo própolis atingiram o mesmo resultado. O estudo mostrou que a laserterapia foi mais eficaz que a própolis, proporcionando alívio da dor em poucos dias e cicatrização mais rápida, com a maioria dos pacientes recuperados em até uma semana. Esses resultados destacam o laser de baixa potência como uma opção
terapêutica eficiente e segura para a estomatite aftosa recorrente.
As autoras
3.2 Discussão

Observou-se que, apesar de não existir um protocolo terapêutico universalmente aceito, diferentes abordagens têm apresentado resultados promissores quanto à redução da dor, aceleração da cicatrização e melhora da qualidade de vida dos pacientes acometidos.

Os tratamentos empregados para o manejo da estomatite aftosa recorrente (EAR) abrangeram desde terapias convencionais e intervenções físicas até terapias alternativas e fitoterápicas, com resultados variados quanto à redução da dor e aceleração da cicatrização. As abordagens naturais, físicas e farmacológicas demonstraram potencial clínico significativo

3.2.1 Abordagens medicamentosas alternativas

Entre os fitoterápicos e produtos naturais, a própolis destaca-se como uma das substâncias mais investigadas, apresentando resultados clínicos expressivos no tratamento da estomatite aftosa recorrente. No estudo de Arceo et al. (2019), 102 pacientes foram distribuídos em dois grupos: um tratado com Propomel, associação de própolis e mel, e outro com clorexidina 0,2% associada à vitaminoterapia. O grupo experimental apresentou alívio completo da dor em até 72 horas e cicatrização total das lesões em até cinco dias, enquanto no grupo controle ainda persistiam sintomas leves e menor taxa de reparo. Além disso, não foram observados efeitos adversos, evidenciando boa tolerabilidade clínica. Esses resultados sugerem que a combinação de mel e própolis potencializa os efeitos anti-inflamatórios, antimicrobianos e cicatrizantes desses compostos, tornando o Propomel uma alternativa eficaz e segura frente às terapias convencionais.

De forma semelhante, o estudo de Pensin et al. (2009) avaliou o uso de uma pomada de própolis a 5% em base de orabase no tratamento das ulcerações aftosas recorrentes, com uma amostra majoritariamente composta por mulheres jovens, em consonância com o perfil epidemiológico da doença. Entre os quinze participantes que concluíram o protocolo experimental, observou-se redução expressiva da dor, com o índice médio diminuindo de 7,7 para 3,9; além de uma redução significativa no tempo de cicatrização, de 7–14 dias para 2–5 dias após o início do tratamento. Cerca de 86,7% dos voluntários relataram intervalos mais longos entre os episódios recorrentes, indicando efeito preventivo. Não foram registrados eventos adversos relevantes, demonstrando boa tolerabilidade e segurança da formulação. Esses achados evidenciam a ação analgésica, anti-inflamatória e reparadora da própolis em orabase, consolidando-a como uma alternativa promissora e de baixo custo para o manejo da estomatite aftosa recorrente.

Além da própolis, outras plantas medicinais também têm se mostrado promissoras no manejo da estomatite aftosa recorrente. De maneira complementar, o gel de calêndula a 1% demonstrou eficácia significativa, promovendo melhora clínica em até 72 horas (Nuñez; Bertot; Montoya, 2021), evidenciando o valor das plantas medicinais como alternativas terapêuticas de baixo custo, eficazes e bem toleradas.

No estudo de Nuñez, Bertot e Montoya (2021), avaliou-se a eficácia terapêutica do gel de calêndula a 1% em pacientes diagnosticados com estomatite aftosa recorrente. A amostra foi composta majoritariamente por mulheres (60%), com maior concentração entre 15 e 24 anos (33,3%), evidenciando a predominância do sexo feminino entre os indivíduos acometidos pela doença. Nos pacientes tratados com o gel de calêndula, verificou-se alívio da dor nas primeiras 24 horas e cicatrização completa em aproximadamente 48 horas, com melhora clínica evidente em até 72 horas. Essa rápida resposta é atribuída à presença de flavonoides, taninos e ácidos fenólicos, compostos com propriedades anti-inflamatórias, analgésicas e cicatrizantes. Além da eficácia terapêutica, o estudo destacou boa aceitação e ausência de reações adversas, reforçando o potencial da calêndula como alternativa fitoterápica segura, acessível e eficaz.

Outros compostos de origem natural, como os extratos de mangue-vermelho (Rhizophora mangle) e alcaçuz, além de substâncias bioativas como quercetina e ácido hialurônico, também foram citados como recursos eficazes no manejo da EAR (Costa; Castro, 2013)

No estudo, Costa e Castro (2013) realizaram uma revisão da literatura sobre os fatores etiológicos e terapêuticos relacionados à estomatite aftosa recorrente, destacando a natureza multifatorial da doença e a ausência de uma terapêutica curativa definitiva. Os achados apontaram que os tratamentos tópicos são preferíveis aos sistêmicos, por apresentarem menor risco de efeitos adversos e boa eficácia clínica, sendo os produtos naturais, como própolis, quercetina, ácido hialurônico, extratos de alcaçuz e de manguevermelho, opções promissoras devido à ação anti-inflamatória e cicatrizante, aliadas ao baixo custo.

O uso do creme Vimang®, uma formulação fitoterápica de origem cubana obtida a partir do extrato da Mangifera indica L, com propriedades anti-inflamatórias e analgésicas. A pesquisa de Hung et al. (2012), de caráter transversal e descritivo, contou com 40 pacientes, distribuídos aleatoriamente entre o grupo experimental, tratado com o creme Vimang®, e o grupo controle, submetido ao tratamento convencional; o uso do Vimang® reduziu significativamente a dor durante os primeiros dias de aplicação e acelerou a cicatrização das lesões, proporcionando melhora clínica em 95% dos pacientes tratados. Além disso, o produto apresentou alta aceitação e ausência de efeitos adversos, indicando melhora acelerada da dor e rápida recuperação das funções orais.

Esses resultados sustentam o crescente interesse pelo uso de fitoterápicos e produtos naturais, não apenas como alternativas terapêuticas, mas também como estratégias adjuvantes ao tratamento convencional.

3.2.2 Abordagens medicamentosas tradicionais

As terapias convencionais descritas na literatura priorizam o controle sintomático e inflamatório das lesões. Os recursos alopáticos são empregados de forma paliativa, visando aliviar a dor, reduzir a severidade, a duração e a frequência das úlceras, além de restabelecer as funções orais normais. Para alcançar esses propósitos, são empregados tratamentos locais e sistêmicos, cuja escolha depende da gravidade e da frequência das manifestações clínicas. Analisando as diferentes formas de tratamento, observa-se que a terapêutica tópica é a mais indicada, por apresentar maior eficácia local, segurança e menor ocorrência de efeitos adversos. (Saavedra; Jiménez, 2005)

O tratamento local visa proporcionar alívio imediato dos sintomas, reduzir o tempo de cicatrização e evitar a sobreinfecção das úlceras. Nesse contexto, são comumente utilizados fármacos com propriedades analgésicas, anti-inflamatórias e anestésicas, aplicados na forma de soluções, géis, aerossóis ou enxaguantes bucais. Também podem ser empregados antibióticos e antissépticos tópicos, especialmente quando há risco de infecção secundária, além de agentes antimicóticos em casos de infecção fúngica associada. Substâncias citoprotetoras e cicatrizantes, como o sucralfato e derivados da carbenoxolona, são indicadas para proteger a mucosa lesionada e favorecer o processo de reparo tecidual.(Costa; Castro, 2013)

As soluções para bochecho, contendo anestésicos como benzocaína, antibióticos como minociclina 0,2% e tetraciclina 0,25% ou ainda ácido lático a 5%, demonstraram significativa redução dos sinais e sintomas da EAR, devido ao estímulo da secreção de fator de crescimento endotelial pelos queratinócitos. Outros agentes, como a quercetina e o ácido hialurônico a 0,2%, também apresentaram resultados positivos, reduzindo a dor e acelerando a cicatrização das lesões, considerados fármacos seguros, bem tolerados e eficazes. (Saavedra; Jiménez, 2005)

Em contrapartida, quando o tratamento tópico se mostra ineficiente ou diante de quadros severos, institui-se a terapia sistêmica. Apesar da eficácia clínica, esse tipo de abordagem está frequentemente associada a efeitos adversos como náusea, fadiga, diarreia, cefaleia, vertigem e distúrbios hematológicos.

Os fármacos mais utilizados incluem talidomida, dapsone e colchicina, reconhecidos por suas propriedades anti-inflamatórias e imunomoduladoras capazes de reduzir e prevenir o aparecimento das úlceras. No entanto, seu uso é limitado pela alta incidência de efeitos colaterais.

Ademais, outras opções terapêuticas, como a clofazimina e a prednisolona, têm demonstrado resultados mais satisfatórios, com menor ocorrência de reações gastrointestinais, neuropatias ou efeitos teratogênicos. Assim, quando administrados por períodos curtos, constituem uma alternativa viável e segura, proporcionando alívio sintomático e redução da inflamação, sem causar efeitos colaterais significativos. (Saavedra; Jiménez, 2005)

3.2.3 Terapias físicas

As terapias físicas e integrativas têm se mostrado cada vez mais relevantes no manejo da EAR por aliarem eficácia clínica, conforto e baixo risco de efeitos colaterais. Dentre essas modalidades, destacam-se a laserterapia de baixa potência, a acupuntura e a ozonioterapia, que atuam tanto na modulação da dor quanto na estimulação da regeneração tecidual.

A radiação do laser de baixa potência apresenta propriedades analgésicas, antiinflamatórias, bioestimulantes e reguladoras, além de favorecer o equilíbrio dos processos de troca iônica. Essa forma de radiação atua diretamente nos elementos locais envolvidos na inflamação, promovendo a normalização da microcirculação, das alterações metabólicas e da regeneração tecidual.

Simultaneamente, observa-se um efeito analgésico, já que o laser reduz a transmissão dos sinais de dor ao interferir nos impulsos elétricos locais e diminuir a atividade dos potenciais de ação nervosos na região tratada. (Tielves et al., 2013)

Dessa forma, a laserterapia de baixa potência (LLLT) tornou-se uma terapia proposta para a estomatite aftosa recorrente e a LLLT apresentou evidências consistentes de efetividade. Na revisão realizada por Donoso Martínez et al. (2018) foram avaliadas variáveis como dor, dificuldade para se alimentar, para escovar os dentes, tamanho da lesão e tempo de cicatrização, encontrou-se diferenças significativas entre os grupos tratados com laser de baixa potência e o grupo controle; o uso do laser promoveu alívio significativo da dor e aceleração do processo cicatricial, com resultados perceptíveis a partir do terceiro dia de aplicação.

Em comparação direta com a própolis, o laser demonstrou desempenho superior, alcançando completa remissão da dor em 75,5% dos pacientes e cicatrização total em até sete dias. Entre os pacientes tratados com laser que relataram eliminação da dor, a maioria apresentou remissão dos sintomas após apenas uma sessão (Tielves et al., 2013). Esses achados confirmam o papel do laser como uma ferramenta terapêutica segura, eficaz e de rápida resposta clínica no tratamento da EAR.

A acupuntura também demonstrou resultados expressivos. A acupuntura promove alívio da dor por meio da estimulação dos pontos com agulhas finas, que ativam o sistema de peptídeos opioides endógenos e estimulam a liberação de neurotransmissores como serotonina, encefalina e endorfina, bloqueando os estímulos dolorosos.

Além do efeito analgésico, essa terapia também possui ação homeostática, favorecendo a cicatrização das lesões; embora os estudos clínicos sobre o uso da acupuntura nessa condição apresentem resultados encorajadores, a quantidade de publicações disponíveis na literatura ainda é restrita. (Rodríguez, 2021)

No estudo de Rodríguez (2021), 95% dos pacientes tratados com acupuntura apresentaram cura ou desaparecimento total dos sintomas até o sétimo dia, taxa superior à observada no grupo de tratamento convencional que, em sete dias, atingiu a cura de 55% dos casos.

O ozônio é uma forma alotrópica triatômica do oxigênio (O), composta por três átomos organizados em uma estrutura cíclica. As soluções ozonizadas, especialmente os óleos, apresentam fácil aplicação e ampla versatilidade terapêutica. Entre os veículos mais utilizados para sua formulação, destacam-se os óleos de oliva e de girassol, devido à sua capacidade de estabilizar e potencializar os efeitos do ozônio.(Brito Júnior et al., 2021)

O óleo ozonizado apresenta múltiplos efeitos clínicos benéficos, incluindo ação antimicrobiana, imunomoduladora, analgésica, antioxidante, antipóxica, epigenética, vasodilatadora e bioestimulante. Dentre essas propriedades, destaca-se seu potente efeito oxidante, que promove a destruição de microrganismos e contribui para a cicatrização tecidual.

Na odontologia, o uso de óleos ozonizados acompanha os avanços terapêuticos e vem se mostrando uma alternativa promissora no manejo das lesões orais. Estudos relatam que o ozônio estimula a oxigenação tecidual, reduz a carga microbiana e favorece o reparo epitelial, especialmente em casos de estomatite aftosa recorrente. Contudo, ainda são necessários protocolos padronizados e estudos clínicos controlados que confirmem sua eficácia e segurança.(Brito Júnior et al., 2021)

Esses resultados sugerem que intervenções baseadas em estímulos físicos e fisiológicos podem modular a resposta inflamatória local e acelerar o processo de cicatrização, representando estratégias complementares eficazes no manejo da EAR.

Por fim, o estudo de Giacomini et al. (2010) reforça a importância da investigação de fatores nutricionais e hematológicos, como os níveis de ferro, ácido fólico e vitamina B12. Uma vez que deficiências desses elementos estão associadas ao aumento da suscetibilidade às úlceras aftosas. A correção desses fatores pode, portanto, atuar como medida preventiva e auxiliar no controle das recorrências.

4 CONCLUSÃO

A estomatite aftosa recorrente (EAR) configura-se como uma condição inflamatória oral de etiologia multifatorial, caracterizada por episódios recorrentes de úlceras dolorosas que comprometem significativamente a qualidade de vida dos pacientes. Apesar de ser amplamente estudada e frequente na prática odontológica, ainda não existe consenso sobre sua causa exata nem um protocolo terapêutico universalmente estabelecido. Essa diversidade etiológica, associada à multiplicidade de manifestações clínicas, torna o manejo da doença um desafio constante para os profissionais da saúde bucal.

Diante da ausência de um protocolo terapêutico padronizado e de um marcador diagnóstico específico, o tratamento da EAR permanece um desafio para a odontologia contemporânea. Essa lacuna científica e clínica motivou o desenvolvimento deste trabalho, cujo objetivo foi descrever, identificar e compreender as diferentes terapias utilizadas no tratamento da estomatite aftosa recorrente, bem como avaliar a eficácia relatada na literatura científica, por meio de uma revisão integrativa da literatura, contribuindo assim para o aprimoramento da prática clínica baseada em evidências.

A análise dos estudos selecionados revelou não haver um tratamento curativo definitivo para a EAR, mas sim uma variedade de abordagens com resultados clínicos promissores. Entre as terapias farmacológicas convencionais, destacam-se os corticoides, anti-inflamatórios e imunomoduladores, empregados principalmente para o controle sintomático e inflamatório, embora associados a potenciais efeitos adversos quando utilizados sistemicamente.

Por outro lado, as terapias alternativas e fitoterápicas mostraram resultados expressivos, com destaque para o uso da própolis, mel, calêndula, mangue-vermelho e alcaçuz, que demonstraram propriedades anti-inflamatórias, analgésicas e cicatrizantes, além de boa tolerabilidade e baixo custo.

As terapias físicas e integrativas, como laserterapia de baixa potência, acupuntura e ozonioterapia, também evidenciaram eficácia significativa, promovendo alívio da dor, aceleração da cicatrização e melhora da qualidade de vida dos pacientes, com mínima ocorrência de efeitos adversos.

Esses achados reforçam que o manejo da EAR deve ser individualizado e multidimensional, combinando intervenções farmacológicas, naturais e integrativas conforme a gravidade do quadro clínico e a resposta do paciente.

Apesar dos avanços observados, ainda são necessárias pesquisas clínicas controladas e de longo prazo que consolidem a eficácia e segurança das terapias alternativas e integrativas, além da padronização de protocolos terapêuticos que possam orientar a prática clínica de forma mais uniforme. A investigação de fatores nutricionais e imunológicos associados à recorrência da doença também se apresenta como um campo promissor, podendo contribuir para estratégias preventivas mais eficazes.

Assim, estudos futuros devem buscar integrar diferentes abordagens terapêuticas sob uma perspectiva interdisciplinar. Visando não apenas o tratamento das lesões, mas também a redução da frequência das recidivas e a melhoria global da qualidade de vida dos pacientes acometidos por estomatite aftosa recorrente.

REFERÊNCIAS

ARCEO, A. J. et al. Eficacia y seguridad del propomiel en la estomatitis aftosa. Multimed, v. 23, n. 4, p. 656 – 669, ago. 2019.

BRITO JÚNIOR, A. A. de et al. Aplicação dos óleos ozonizados nos sistemas do corpo humano e cavidade oral. 2021. Disponível em: https://pesquisa:bvsalud:org/portal/ resource/pt/biblio-1406483. Acesso em: 25/09/2025.

COSTA, G. B. F.; CASTRO, J. F. L. Etiologia e tratamento da estomatite aftosa recorrente revisão de literatura. 2013. Disponível em: https://revistas:usp:br/rmrp/article/view/62322. Acesso em: 25/09/2025.

DONOSO MARTÍNEZ, F. A. et al. Aplicación del Láser de Baja Potencia (LLLT) en Pacientes Pediátricos: Revisión de Literatura a Propósito de una Serie de Casos. The International Journal of Odontostomatology, v. 12, n. 3, p. 269 – 273, set. 2018.

GIACOMINI, A. et al. Perfil hematológico e níveis de vitamina B12, ferro e ácido fólico de pacientes com ulceração aftosa recorrente. Revista da Faculdade de Odontologia Passo Fundo, v. 15, n. 1, p. 7 – 11, jan.-abr. 2010.

HUNG, A. M. R. et al. Eficacia de la crema Vimang® en el tratamiento de la estomatitis aftosa recurrente. MEDISAN, v. 16, n. 5, p. 710 – 716, mai. 2012.

KIGNEL, S. Estomatologia – Bases do Diagnóstico para o Clínico Geral. 3. ed. [S.l.]: Guanabara Koogan, 2020.

NUÑEZ, A. I. B.; BERTOT, M. M. T.; MONTOYA, A. M. Efectividad terapéutica de la jalea de caléndula al 1 % en pacientes con estomatitis aftosa recurrente. MEDISAN, v. 25, n. 3, p. 596 – 608, jun. 2021.

PENSIN, N. R. et al. EFEITO DE POMADA DE PRÓPOLIS EM ORABASE PARA TRATAMENTO DE ULCERAÇÕES AFTOSAS RECORRENTES – UM ESTUDO PILOTO. Arquivos de Ciências da Saúde da UNIPAR, v. 13, n. 3, p. 199 – 204, set.-dez. 2009.

RODRÍGUEZ, M. I. L. Efectividad de la acupuntura en el tratamiento de la estomatitis aftosa recurrente. Archivos del Hospital Universitario “General Calixto García”, v. 9, n. 2, p. 322 – 330, ago. 2021.

SAAVEDRA, J. A. P.; JIMÉNEZ, F. N. P. Estomatitis aftosa recurrente. Actualización. 2005. Disponível em: http://scielo:sld:cu/scielo:php script=sci_arttext&pid=S003475072005000100006 &lng=es&nrm=iso. Acesso em: 25/09/2025.

TIELVES, N. de la C. T. et al. Efectividad del tratamiento con radiación láser de baja potencia en la estomatitis aftosa recurrente. Revista de Ciencias Médicas, v. 17, n. 5, p. 40 – 50, set.out. 2013.