ABORDAGEM CLÍNICO TERAPÊUTICA DA ESOFAGITE EOSINOFÍLICA: UMA REVISÃO SISTEMÁTICA 

REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/fa10202512150014


Renan Mesquita Rodrigues Silva1
Amanda Alves Fecury2


RESUMO 

A esofagite eosinofílica (EoE) é uma doença inflamatória crônica do esôfago caracterizada pelo acúmulo anormal de eosinófilos na mucosa esofágica e por manifestações clínicas que incluem disfagia, impactação alimentar e dor torácica. Nos últimos anos, avanços importantes têm sido alcançados na compreensão de sua fisiopatologia, diagnóstico e manejo terapêutico, especialmente após o estabelecimento de critérios diagnósticos internacionais unificados, que contribuíram para maior precisão na identificação da doença. Este estudo realizou uma revisão sistemática da literatura com o objetivo de analisar as abordagens clínico-terapêuticas utilizadas no tratamento da EoE, considerando desde estratégias tradicionais, como dietas de eliminação e corticosteroides tópicos, até terapias emergentes, incluindo biológicos direcionados a vias imunológicas específicas. Foram selecionados artigos científicos, diretrizes clínicas, meta-análises e estudos experimentais que abordam a epidemiologia, evolução natural, características endoscópicas, marcadores diagnósticos e eficácia terapêutica. Os resultados indicam que o manejo da EoE continua em evolução, com crescente reconhecimento do papel dos marcadores imunológicos, padrões histológicos e endótipos na definição de tratamentos personalizados. As evidências mostram que terapias biológicas têm apresentado resultados promissores para casos refratários, enquanto as dietas orientadas e o uso de corticosteróides tópicos permanecem como pilares eficazes do tratamento inicial. Conclui-se que a integração entre diagnóstico preciso, acompanhamento longitudinal e terapias individualizadas é essencial para o controle da doença e prevenção de complicações estruturais, como estenoses e fibrose esofágica. 

Palavras-chave: esofagite eosinofílica; inflamação eosinofílica; disfagia; terapias biológicas; corticosteróides tópicos; revisão sistemática. 

1 INTRODUÇÃO  

A esofagite eosinofílica (EoE) consolidou-se, nas últimas duas décadas, como uma doença inflamatória crônica imunomediada, caracterizada pelo acúmulo anormal de eosinófilos na mucosa esofágica e pela presença de sintomas relacionados à disfunção esofágica. Inicialmente descrita como uma condição rara, estudos epidemiológicos mais recentes evidenciam aumento contínuo de sua prevalência, sugerindo que se trata de uma doença tanto emergente quanto historicamente subdiagnosticada, o que amplia a relevância de estudos clínicos e terapêuticos (PARK, 2014; DELLON; HIRANO, 2018). A expansão do conhecimento sobre a doença inclui avanços diagnósticos, padrões histopatológicos e novas abordagens terapêuticas, motivando revisões sistemáticas que sintetizem a literatura científica atual. 

Nesse cenário, destaca-se a importância de consensos diagnósticos internacionais que padronizam critérios e reduzem variações entre profissionais e serviços de saúde. A conferência AGREE, conduzida por Dellon et al. (2018), estabeleceu parâmetros robustos que orientam o diagnóstico na prática clínica e em estudos científicos, reforçando a necessidade de integrar critérios endoscópicos, histopatológicos e clínicos. Tais avanços facilitaram a diferenciação da EoE de outras condições com manifestações semelhantes, como refluxo gastroesofágico e disfagia funcional. 

Ainda assim, a heterogeneidade dos sintomas, a falta de biomarcadores amplamente validados e a diversidade de respostas terapêuticas tornam o manejo da EoE complexo. Pesquisas recentes evidenciam ainda que a doença envolve distintos endótipos e fenótipos, influenciando tanto o prognóstico quanto as respostas às terapias farmacológicas, dietéticas e endoscópicas (BARBOSA, 2024; PAGOTO et al., 2024). Essa complexidade exige revisões atualizadas que reúnam evidências clínicas e terapêuticas. 

No campo terapêutico, observa-se rápida evolução, especialmente com o surgimento de terapias biológicas direcionadas e técnicas endoscópicas mais eficazes. A literatura moderna tem ampliado as discussões sobre tratamentos individualizados e escalonados, demonstrando que o manejo ideal envolve abordagem multidisciplinar e avaliação contínua da resposta clínica e histológica (HIRANO et al., 2024; BEVERIDGE; FALK, 2020). Assim, torna-se imprescindível a organização de revisões sistemáticas que integrem as múltiplas possibilidades terapêuticas. 

Diante do crescimento do número de estudos e da necessidade de consolidação das evidências, este trabalho se propõe a sintetizar o conhecimento científico sobre a abordagem clínico-terapêutica da EoE, destacando avanços, limitações e desafios presentes na atualidade. A revisão sistemática aqui apresentada pretende contribuir para a prática clínica, o ensino e a pesquisa em gastroenterologia, alergologia e imunologia. 

O estudo tem como objetivo geral revisar de forma sistemática as principais abordagens diagnósticas, clínicas e terapêuticas da esofagite eosinofílica, destacando avanços, desafios e perspectivas atuais. Especificamente, busca identificar os critérios diagnósticos descritos na literatura, analisar as características clínicas, epidemiológicas e fisiopatológicas da doença e avaliar as intervenções terapêuticas mais utilizadas, incluindo medicamentos, dietas e métodos endoscópicos. 

2 METODOLOGIA 

Este estudo foi desenvolvido por meio de uma revisão sistemática da literatura, seguindo critérios rigorosos de busca, seleção e análise de publicações científicas sobre esofagite eosinofílica. A pesquisa foi conduzida nas bases PubMed, Scielo, Google Scholar, Web of Science e Scopus, utilizando descritores como “eosinophilic esophagitis”, “clinical treatment”, “therapeutics”, “diagnosis”, “biological therapy” e seus equivalentes em português. Foram incluídos estudos publicados entre 2012 e 2025, contemplando artigos originais, revisões, consensos clínicos, dissertações e teses relevantes para o tema. A seleção seguiu critérios de elegibilidade baseados na clareza metodológica e pertinência ao escopo clínico terapêutico. 

Após a busca inicial, títulos e resumos foram avaliados de forma independente e estudos duplicados foram excluídos. Em seguida, os artigos completos foram lidos na íntegra, permitindo a identificação dos que apresentavam dados clínicos, epidemiológicos ou terapêuticos consistentes. Foram priorizados estudos que abordassem critérios diagnósticos, estratégias terapêuticas, respostas clínicas e avanços terapêuticos. As informações coletadas foram organizadas em matrizes comparativas que permitiram síntese narrativa dos achados, conforme recomendações internacionais para revisões sistemáticas. A análise priorizou qualidade metodológica, coerência interna e relevância clínica. 

3 RESULTADOS E DISCUSSÃO  

Para organizar e sintetizar as evidências disponíveis sobre a esofagite eosinofílica, torna-se fundamental mapear os principais estudos que compõem a base científica utilizada nesta revisão. A literatura apresenta grande diversidade de abordagens, abrangendo desde atualizações conceituais, diretrizes clínicas, estudos de epidemiologia e fisiopatologia, até pesquisas que investigam terapias emergentes e novos marcadores diagnósticos. Diante dessa variedade, a construção de uma tabela descritiva permite visualizar, de forma objetiva e comparativa, as contribuições de cada autor para o entendimento da doença, bem como identificar avanços, lacunas e tendências que orientam o manejo clínico atual. 

A sistematização das referências também facilita a compreensão da evolução histórica da esofagite eosinofílica como entidade clínica, especialmente após a consolidação dos critérios diagnósticos internacionais propostos por Dellon et al. (2018). Além disso, possibilita observar como diferentes estudos convergem ao reforçar o caráter inflamatório crônico da doença, sua associação com mecanismos imunológicos e alérgicos, e o papel indispensável da endoscopia e da análise histopatológica para o diagnóstico preciso. Trabalhos recentes também ampliam a discussão ao incorporar terapias biológicas e à busca por marcadores específicos, indicando caminhos promissores para o manejo de casos refratários. 

Assim, a tabela a seguir resume os principais autores, anos de publicação, títulos, objetivos e achados centrais de cada estudo analisado. Essa síntese serve como um instrumento de apoio para a leitura crítica e para a construção das seções posteriores desta revisão sistemática, permitindo integrar diferentes perspectivas e consolidar o estado atual do conhecimento sobre a abordagem clínico-terapêutica da esofagite eosinofílica. 

Autor(es) Ano TítuloObjetivos Principais Resultados
Dellon et al. 2018 Updated international consensus diagnostic criteria for eosinophilic esophagitis Atualizar e padronizar os critérios diagnósticos globais para EoE. Estabeleceu critérios clínicos, endoscópicos e histológicos unificados; reforçou ≥15 e os/campo e exclusão de causas secundárias. 
Park2014 An overview of eosinophilic esophagitis Apresentar uma visão geral da fisiopatologia, diagnóstico e tratamento da EoE. Reforçou EoE como doença 
imunoalérgica crônica; destacou sintomas, endoscopia típica e uso de esteróides tópicos. 
Salgado; Oliveira; 
Pereira 
2019 Esofagite eosinofílica: entidade clínica emergente ou subdiagnosticada? Investigar se a EoE é emergente ou subdiagnosticada no BrasilEvidenciou falta de conhecimento clínico e baixa suspeição diagnóstica como barreiras ao diagnóstico precoce. 
Canarias 2018 Esofagite eosinofílica (Dissertação) Revisar a literatura sobre diagnóstico e tratamento da EoE.Demonstrou aumento da prevalência e importância de biópsias esofágicas múltiplas. 
Barbosa 2024 Busca de marcadores 
imunohistoquímicos para diferentes endótipos de EoE 
Identificar marcadores imunohistoquímicos úteis para subtipar EoE.Novos marcadores mostraram 
potencial para diferenciar endótipos e orientar terapias futuras. 
Kestering et al. 2022 Esofagite eosinofílica: uma condição inflamatória crônica do esôfago Revisar fisiopatologia e manejo da EoE. Reforçou papel alérgico, 
necessidade de biópsias e eficácia das dietas e 
esteroides tópicos. 
Castro Filho 2021 Esofagite Eosinofílica: 
Atualização de Conceitos e Manejo Clínico 
Atualizar conceitos e estratégias terapêuticas. Detalhou opções terapêuticas: dieta,  esteroides tópicos, dilatação e controle de recidivas. 
Dellon & Hirano2018Epidemiology and natural history of eosinophilic esophagitis Descrever epidemiologia e curso natural da EoE. Mostrou aumento global da incidência e caráter crônicoprogressivo da doença.
Da Silva Veiga et al. 2017 Esofagite eosinofílica: um conceito em evolução? Revisar evolução dos conceitos 
diagnósticos e terapêuticos. 
Concluiu que definições e critérios diagnósticos seguem em atualização contínua. 
Schreiner et al. 2023 Tratamento de EoE suspeita e 
conhecida – Áustria 
Investigar condutas adotadas por médicos austríacos. Variabilidade terapêutica; alta utilização de esteróides tópicos e dietas. 
Klamt 2019 Ecoendoscopia no pré-operatório do adenocarcinoma esofágico Avaliar a acurácia da ecoendoscopia para estadiamento. Método altamente sensível, relevante para diagnóstico diferencial em doenças esofágicas. 
Souza et al.2019Peptídeo ligante à proteína catiônica de eosinófiloAvaliar biomarcadores  promissores para EoE. Peptídeo mostrou potencial diagnóstico e terapêutico na alergia e EoE. 
Da Silva 2022 Tradução e validade do Gugging Swallowing Screen Adaptar instrumento de avaliação da deglutição. Proposta validada, útil para diferenciar disfagias, incluindo as relacionadas à EoE. 
Wąsik & Małecka Wojciesko 2023 Esofagite eosinofílica – o que sabemos até agora? Revisar achados atuais sobre EoE. Destacou avanços terapêuticos e novas terapias biológicas. 
Kim et al. 2012 Prevalence and diagnostic utility of endoscopic features of EoE Avaliar acurácia dos achados endoscópicos. Identificou anéis, sulcos e exsudatos como achados mais sensíveis para diagnóstico. 
Hirano et al. 2024 Novel therapeutics for EoE Explorar novas terapias emergentes. Biológicos demonstraram grande potencial, como anti-IL-5 e antiIL-13. 
Salvatore 2022 Eosinophilic esophagitis: when pathologists make the difference Mostrar a relevância da patologia no diagnóstico. Destacou o papel crítico da biópsia e contagem padronizada de eosinófilos. 
Martins et al. 2022 Epidemiologia e tratamento da EoE Resumir dados epidemiológicos e terapêuticos. Reforçou aumento de casos e eficácia das dietas de exclusão. 
Pagoto et al. 2024 Fisiopatologia, diagnóstico e condutas terapêuticas Revisar mecanismos, diagnóstico e tratamento. Apresentou síntese atualizada sobre imunoalergia e terapias de primeira linha. 
Franco et al. 2025 Novas estratégias terapêuticas na EoE – revisão sistemática Avaliar novas terapias para EoE. Biológicos foram superiores ao tratamento convencional em casos refratários. 
Bracci et al. 2023 Características principais da EoE Descrever manifestações clínicas e endoscópicas. Anéis traqueais, 
estenoses e sulcos foram os achados mais prevalentes. 
Beveridge & Falk 2020 Novel therapeutic approaches to EoE Revisar terapias inovadoras. Promissores biológicos anti-IL-4, anti-IL-5 e anti-IL-13. 
Gonsalves & Aceves 2020 Diagnosis and treatment of EoE Apresentar diretrizes atualizadas sobre diagnóstico e manejo. Destacaram necessidade de abordagem multidisciplinar e terapias dietéticas eficazes. 
Dellon et al. 2013 ACG clinical guideline for 
diagnosis and 
management of EoE 
Criar diretriz oficial para diagnóstico e tratamento. Padronização dos critérios, recomendação de esteróides 
tópicos, dieta e dilatação. 
Conceitos Fundamentais da Esofagite Eosinofílica 

A esofagite eosinofílica é reconhecida atualmente como uma doença inflamatória crônica imunomediada que acomete exclusivamente o esôfago e se caracteriza por uma infiltração significativa de eosinófilos na mucosa. A definição clínica e histológica da doença passou por diversas revisões até ser consolidada internacionalmente com a publicação dos critérios diagnósticos propostos por Dellon et al. (2018). O entendimento do processo inflamatório demonstra que a EoE não é apenas uma inflamação reativa, mas uma condição complexa que envolve interações entre predisposição genética, estímulos ambientais e hipersensibilidade alimentar. 

Nas primeiras descrições, acreditava-se que se tratava de um subtipo atípico de refluxo gastroesofágico; porém, estudos mais aprofundados evidenciaram mecanismos fisiopatológicos próprios e distintos. A obra de Park (2014) destaca que a doença envolve respostas imunológicas predominantemente do tipo Th2, com participação de citocinas como IL-4, IL5 e IL-13, responsáveis pelo recrutamento eosinofílico. Essa caracterização imunológica permitiu ampliar pesquisas em terapias biológicas, abrindo novas perspectivas de tratamento. 

Outra contribuição importante ao entendimento conceitual da EoE é apresentada por Salgado, Oliveira e Pereira (2019), que discutem se a condição deve ser considerada uma entidade emergente ou subdiagnosticada. As autoras defendem que a heterogeneidade dos sintomas, especialmente em adultos, contribui para que o diagnóstico seja retardado. Essa dificuldade clínica sustenta a necessidade de maior conscientização entre gastroenterologistas, alergistas e clínicos gerais. 

Além da definição imunológica e inflamatória, pesquisas recentes têm evidenciado a existência de diferentes fenótipos e endótipos da EoE, exigindo abordagens personalizadas. Barbosa (2024) aponta que a busca por marcadores imunohistoquímicos tem mostrado variações significativas entre pacientes, sugerindo a existência de subgrupos com evolução e resposta terapêutica distintas. Tais achados reforçam a importância da estratificação de pacientes em estudos clínicos. 

No contexto conceitual, Kestering et al. (2022) reforçam que a EoE deve ser entendida como uma doença em evolução, cuja compreensão histórica influenciou fortemente os métodos diagnósticos e terapêuticos modernos. A transformação da doença de entidade rara para uma das principais causas de disfagia em jovens adultos exemplifica essa evolução. A literatura aponta que essa mudança ocorreu principalmente a partir de avanços endoscópicos e histopatológicos. 

Por fim, a compreensão conceitual da EoE envolve não apenas a descrição de seus aspectos inflamatórios, mas também a interpretação de sua natureza crônica e recidivante. Castro Filho (2021) ressalta que a doença demanda monitoramento contínuo, uma vez que a ausência de tratamento adequado pode levar ao remodelamento esofágico e formação de estenoses. Assim, conhecer profundamente os conceitos fundamentais da EoE é requisito para compreender a complexidade das intervenções terapêuticas disponíveis. 

Aspectos Epidemiológicos da Esofagite Eosinofílica 

A epidemiologia da esofagite eosinofílica passou por mudanças importantes nas últimas décadas, refletindo significativa ampliação no número de diagnósticos. Estudos internacionais indicam aumento progressivo na incidência e prevalência, fato atribuído tanto à maior conscientização dos profissionais quanto ao aprimoramento das técnicas endoscópicas e histológicas (DELLON; HIRANO, 2018). A doença, antes considerada rara, é atualmente uma das principais causas de disfagia em adultos jovens e impacta diversas faixas etárias, incluindo crianças e adolescentes. Esses achados reforçam que a EoE é uma condição emergente na gastroenterologia moderna. 

A literatura sugere variações geográficas relevantes na ocorrência da doença, com maior prevalência registrada na América do Norte e Europa, enquanto regiões da Ásia e América Latina ainda apresentam subnotificação. Wąsik e Małecka-Wojciesko (2023) argumentam que a diferença entre continentes reflete desigualdades diagnósticas, uma vez que países com menor acesso a endoscopia tendem a registrar poucos casos. Além disso, há diferenças ambientais, alimentares e genéticas que influenciam a sensibilidade imunológica das populações. Assim, fatores geográficos e socioeconômicos também desempenham papel importante na epidemiologia da EoE. 

A incidência crescente da EoE é interpretada por alguns autores como consequência de uma mudança no estilo de vida contemporâneo, especialmente no que diz respeito às exposições alimentares e ambientais. Park (2014) aponta que a higienização excessiva, as modificações na microbiota humana e o aumento de doenças atópicas contribuem para maior sensibilidade alérgica. Essa hipótese é coerente com a alta associação entre EoE e outras condições atópicas como asma, dermatite atópica e rinite alérgica. Este padrão clínico reforça o caráter imunomediado da doença. 

Em relação ao perfil demográfico, observa-se predominância em indivíduos do sexo masculino, com proporção de até 3:1 em algumas populações, embora ainda não haja consenso sobre o motivo dessa diferença. Dellon e Hirano (2018) sugerem influência de fatores hormonais e expressão distinta de genes relacionados à inflamação, mas ressaltam que tais mecanismos ainda não são completamente compreendidos. Crianças e adultos podem apresentar manifestações clínicas distintas, o que também contribui para variações epidemiológicas significativas. Essa heterogeneidade amplia a necessidade de estudos longitudinais. 

Outro aspecto relevante diz respeito à evolução natural da doença, que tende a se cronificar quando não tratada adequadamente. A literatura demonstra que pacientes evoluem progressivamente com remodelamento tecidual, levando à formação de anéis e estenoses, especialmente em adultos (CASTRO FILHO, 2021). Tal evolução reforça a importância do diagnóstico precoce, especialmente em regiões onde o acesso à endoscopia ainda é limitado. O atraso no diagnóstico prejudica não apenas a qualidade de vida, mas também o prognóstico inflamatório e estrutural. 

Assim, compreender a epidemiologia da EoE é fundamental para identificar lacunas assistenciais e planejar estratégias terapêuticas e diagnósticas. As diferenças nas taxas de prevalência ao redor do mundo sugerem que muitos casos permanecem sem diagnóstico, principalmente em locais onde a doença ainda não é amplamente reconhecida pelos profissionais de saúde. A integração entre pesquisas epidemiológicas e estudos clínicos fortalece o entendimento global da doença e contribui para políticas mais eficazes de manejo e diagnóstico. 

Fisiopatologia da Esofagite Eosinofílica 

A fisiopatologia da esofagite eosinofílica envolve mecanismos imunológicos complexos, principalmente mediados por respostas Th2, que estimulam o recrutamento de eosinófilos para a mucosa esofágica. Park (2014) destaca que citocinas como IL-4, IL-5 e IL-13 desempenham papel central no processo inflamatório, promovendo hiperplasia epitelial e dano tecidual. Esse processo imunomediado resulta em disfunção da barreira mucosa e contribui para o remodelamento estrutural do esôfago. Assim, a compreensão imunológica da doença tornou-se base para terapias biológicas emergentes. 

Outro elemento essencial da fisiopatologia é a participação das proteínas catiônicas liberadas pelos eosinófilos após sua ativação. Souza et al. (2019) descrevem a relevância do peptídeo ligante à proteína catiônica de eosinófilo, que atua como marcador diagnóstico e potencial alvo terapêutico. Esse composto participa da destruição epitelial e na manutenção da inflamação crônica. A  persistência do processo inflamatório contribui para o espessamento da parede esofágica e aumento da resistência ao trânsito alimentar. Por isso, o remodelamento tecidual representa uma consequência relevante da fisiopatologia da EoE (Hirano et al., 2024).  

A alteração da barreira epitelial também desempenha papel importante na fisiopatogênese da doença. Estudos apontam que a diminuição na expressão de proteínas de junção, como filagrina e desmogleína, compromete a integridade da mucosa e facilita a penetração de antígenos alimentares. Hirano et al. (2024) destacam que terapias modernas buscam não apenas reduzir a inflamação, mas também restaurar a integridade da barreira esofágica. Essa visão amplia o escopo terapêutico e reforça a importância de estratégias que vão além do controle sintomático. 

A predisposição genética é outro fator central na compreensão da fisiopatologia da EoE. Pesquisas identificaram variantes em genes como TSLP e CAPN14, associados a maior ativação de vias inflamatórias e recrutamento eosinofílico. Barbosa (2024) observa que marcadores imunohistoquímicos variam entre os pacientes, o que indica a existência de endótipos distintos da doença. Essa heterogeneidade genética e imunológica reforça a necessidade de abordagens terapêuticas personalizadas. Os estudos sobre genômica têm ampliado as perspectivas para o futuro do tratamento. 

A microbiota também tem sido investigada como potencial moduladora da resposta inflamatória. Investigações recentes sugerem que alterações no microbioma esofágico podem influenciar a atividade imunológica e predispor indivíduos à inflamação crônica. Embora ainda em fase inicial, essa linha de estudo abre possibilidades terapêuticas relacionadas à modulação microbiana. Castro Filho (2021) destaca que a compreensão de fatores ambientais complementa os conhecimentos sobre predisposição genética, tornando a fisiopatologia da EoE multifatorial e dinâmica. 

Com base nesse conjunto de evidências, a fisiopatologia da EoE revela-se complexa e multifacetada, envolvendo interações entre genética, imunologia, microbiota e fatores ambientais. Essa compreensão detalhada embasa o desenvolvimento de novas intervenções terapêuticas, especialmente medicamentos biológicos que atuam diretamente nas vias inflamatórias Th2. Assim, o avanço no entendimento fisiopatológico contribui para tratamentos mais eficazes e maior precisão na estratificação dos pacientes, fortalecendo a prática clínica baseada em evidências. 

Critérios Diagnósticos e Achados Endoscópicos 

O diagnóstico da esofagite eosinofílica passou por importante padronização internacional, especialmente após a conferência AGREE, que redefiniu critérios clínicos e histológicos essenciais. Dellon et al. (2018) estabeleceram que o diagnóstico deve considerar a presença de 15 ou mais eosinófilos por campo de grande aumento na biópsia esofágica, associados a sintomas de disfunção esofágica. Essa padronização reduziu interpretações divergentes e tornou o diagnóstico mais acessível e uniforme. O uso adequado desses critérios é fundamental para distinguir a EoE de outras condições inflamatórias do esôfago. 

Nesse contexto, os achados endoscópicos tornaram-se ferramentas importantes para o diagnóstico precoce, embora não sejam isoladamente conclusivos. Kim et al. (2012) realizaram uma meta-análise que destacou a relevância de características como anéis esofágicos, estrias longitudinais, exsudatos esbranquiçados e edema mucoso, que apresentam alta especificidade para a EoE. Esses achados auxiliam na suspeita clínica, mas a confirmação diagnóstica depende obrigatoriamente da histologia. A interpretação combinada dos achados melhora significativamente a acurácia diagnóstica. 

A necessidade de múltiplas biópsias também é amplamente reconhecida, uma vez que a inflamação eosinofílica pode ser heterogênea ao longo do esôfago. Pagoto et al. (2024) reforçam que a coleta de amostras nos terços proximal e distal aumenta a sensibilidade diagnóstica. O número mínimo recomendado de biópsias é geralmente de seis, distribuídas em diferentes regiões. Isso permite melhor avaliação da extensão e atividade inflamatória. A adoção desse protocolo melhora a precisão com que a doença é reconhecida. 

Além da análise histopatológica tradicional, estudos recentes têm investigado marcadores imunohistoquímicos para aprimorar o diagnóstico. Barbosa (2024) destaca que a diferenciação entre endótipos da doença por meio de marcadores específicos pode melhorar tanto o diagnóstico quanto a personalização terapêutica. Esses marcadores incluem proteínas relacionadas à resposta Th2 e moléculas envolvidas na remodelação tecidual. Embora ainda não incorporados amplamente na prática clínica, representam avanço promissor na medicina de precisão. 

A endoscopia também desempenha papel importante na avaliação de complicações estruturais, como anéis fibrosos e estenoses. Castro Filho (2021) observa que tais alterações são mais comuns em pacientes com doença de longa evolução, sendo necessário monitoramento contínuo. A avaliação endoscópica permite identificar o momento adequado para intervenções como dilatação esofágica, quando indicada. Essa integração entre diagnóstico e acompanhamento melhora o manejo clínico da EoE. 

Considerando esses aspectos, o diagnóstico da EoE requer abordagem multidimensional que una critérios clínicos, endoscópicos e histológicos. A padronização promovida pelos consensos internacionais contribuiu significativamente para reduzir subdiagnósticos e promover uniformidade global. Entretanto, ainda há desafios relacionados à heterogeneidade clínica e à falta de biomarcadores universalmente validados. Assim, o diagnóstico da EoE permanece um campo em constante evolução, acompanhando os avanços científicos (DELLON; HIRANO, 2018). 

Abordagens Terapêuticas da Esofagite Eosinofílica 

O tratamento da esofagite eosinofílica tem evoluído significativamente nas últimas décadas, buscando controlar a inflamação, reduzir sintomas e prevenir alterações estruturais crônicas. As opções clássicas incluem dieta, medicamentos e intervenções endoscópicas, todas combinadas conforme a gravidade do quadro. Kestering et al. (2022) destacam que o tripé terapêutico conhecido como “dieta, drogas e dilatação” continua representando a base do manejo clínico. A escolha da abordagem depende da idade, da resposta individual e da presença de complicações como estenoses. Dessa forma, o tratamento requer avaliação contínua e individualizada. 

As dietas de eliminação são amplamente utilizadas e constituem uma das terapias mais eficazes, especialmente em crianças e adultos jovens. Pagoto et al. (2024) ressaltam que a dieta dos seis alimentos — que exclui leite, trigo, soja, ovo, nozes e frutos do mar — apresenta altas taxas de remissão histológica. No entanto, sua adesão pode ser difícil, demandando acompanhamento nutricional rigoroso. Versões simplificadas, como a dieta de dois alimentos, também têm se mostrado eficazes, reduzindo restrições sem comprometer resultados clínicos. Assim, estratégias nutricionais continuam sendo pilares terapêuticos importantes. 

Os corticosteroides tópicos representam outra opção amplamente utilizada e cientificamente confirmada. Castro Filho (2021) afirma que fluticasona e budesonida administradas por via esofágica apresentam excelente resposta anti-inflamatória e baixo risco de efeitos sistêmicos. Esses medicamentos atuam diretamente na mucosa, reduzindo a infiltração eosinofílica e aliviando a disfagia. Contudo, recaídas podem ocorrer quando o tratamento é interrompido, reforçando a natureza crônica da doença. A manutenção terapêutica ainda é um desafio clínico relevante. 

Os inibidores de bomba de prótons (IBPs) também desempenham papel importante no manejo da EoE. Embora inicialmente utilizados apenas para excluir a antiga “esofagite eosinofílica responsiva a PPI”, estudos mostram que esses medicamentos possuem efeitos anti-inflamatórios independentes da acidez gástrica. Salgado, Oliveira e Pereira (2019) destacam que pacientes com resposta clínica e histológica aos IBPs devem ser considerados dentro do espectro da EoE, conforme definição atualizada. Essa evolução conceitual reforça o caráter complexo e multifatorial da doença. 

Alguns pacientes evoluem com estenoses significativas que exigem intervenção endoscópica. A dilatação esofágica é eficaz para melhorar o calibre esofágico e reduzir a disfagia, especialmente em quadros de remodelamento avançado. Martins et al. (2022) explicam que o procedimento é geralmente seguro quando realizado por profissionais experientes, embora possa causar dor transitória após a intervenção. A dilatação não trata a inflamação subjacente, sendo necessária combinação com terapia medicamentosa ou dietética. Essa abordagem é recomendada principalmente para casos refratários. 

Assim, as opções terapêuticas da EoE combinam intervenções nutricionais, farmacológicas e endoscópicas, permitindo manejo global do paciente. O sucesso terapêutico depende do diagnóstico precoce, adesão ao tratamento e acompanhamento longitudinal. Castro Filho (2021) reforça que a natureza crônica da doença exige estratégias contínuas, não eventuais. Dessa forma, a integração entre diferentes modalidades terapêuticas constitui o alicerce de um manejo eficaz e baseado em evidências. 

Novas Perspectivas Terapêuticas e Tratamentos Emergentes 

Os avanços na compreensão imunológica da EoE estimularam o desenvolvimento de terapias biológicas que atuam diretamente nas vias inflamatórias envolvidas na doença. Hirano et al. (2024) destacam que medicamentos anti-IL-5, anti-IL-13 e anti-TSLP representam importantes inovações na prática clínica. Esses fármacos bloqueiam mediadores essenciais do recrutamento eosinofílico, oferecendo alternativa eficaz para pacientes refratários às terapias convencionais. O uso crescente de biológicos marca uma nova era no tratamento da EoE, aproximando a especialidade da medicina personalizada. 

Entre os agentes mais promissores está o dupilumabe, anticorpo monoclonal que inibe IL-4 e IL-13, citocinas fundamentais na resposta inflamatória Th2. Beveridge e Falk (2020) relatam que estudos clínicos demonstram redução significativa da infiltração eosinofílica e melhoria de sintomas como disfagia. Essa terapia é especialmente relevante para pacientes com histórico de recidivas frequentes ou intolerância às terapias tradicionais. A boa tolerabilidade e o mecanismo direcionado reforçam seu papel emergente no manejo da doença. 

Outra linha de pesquisa em destaque envolve o uso de biomarcadores para identificar endótipos específicos da EoE e direcionar tratamentos personalizados. Barbosa (2024) explica que marcadores imunohistoquímicos permitem distinguir perfis inflamatórios distintos entre pacientes. Essa distinção é estratégica para prever resposta terapêutica e ajustar abordagens farmacológicas. O desenvolvimento de testes diagnósticos mais precisos tende a reduzir o tempo até a escolha terapêutica ideal, evitando tratamentos ineficazes. 

Além dos biológicos, estudos investigam terapias experimentais voltadas para modulação da barreira epitelial e do microbioma esofágico. Salvatore (2022) destaca que o papel dos patologistas é fundamental para identificar alterações celulares específicas que orientam novas intervenções. O fortalecimento da barreira epitelial tem se mostrado área promissora, com pesquisas sobre moléculas que recuperam proteínas estruturais da mucosa. Esse enfoque representa avanço relevante, pois visa interromper o ciclo inflamatório antes que ocorra remodelamento tecidual. 

Outra perspectiva inovadora inclui terapias direcionadas aos eosinófilos e suas proteínas citotóxicas. Souza et al. (2019) investigam o potencial terapêutico de bloqueadores de proteínas catiônicas, que desempenham papel central na lesão epitelial. A inibição dessas moléculas poderia reduzir a agressividade do processo inflamatório, preservando a integridade tecidual. Embora ainda em fase experimental, essa abordagem abre novas possibilidades para manejo farmacológico da EoE. 

Considerando esses avanços, observa-se que o campo terapêutico da EoE encontra-se em expansão, com alternativas inovadoras voltadas para mediação imunológica e personalização do tratamento. As inovações científicas permitem intervenções mais eficazes e seguras, reduzindo complicações e melhorando a qualidade de vida dos pacientes. Assim, as perspectivas terapêuticas emergentes representam transformação significativa no manejo clínico da EoE. 

4 CONSIDERAÇÕES FINAIS  

A esofagite eosinofílica consolidou-se como importante doença inflamatória crônica do esôfago, exigindo atenção clínica especializada e abordagem terapêutica estruturada. Os resultados da presente revisão sistemática evidenciam avanços significativos no diagnóstico e no tratamento da EoE, especialmente após consensos internacionais que padronizaram critérios clínicos e histológicos. O reconhecimento crescente da doença permitiu identificar padrões epidemiológicos, fisiopatológicos e terapêuticos mais bem estabelecidos. Dessa forma, a EoE deixou de ser condição negligenciada para tornar-se área central da gastroenterologia moderna. 

O manejo clínico integra dietas, medicamentos e intervenções endoscópicas, com eficácia comprovada na redução da inflamação e na melhora dos sintomas. Contudo, ainda existem desafios relacionados à adesão, heterogeneidade dos fenótipos e risco de progressão estrutural. A complexidade da doença evidencia a necessidade de acompanhamento contínuo e individualizado, considerando que a EoE tende a se cronificar e pode gerar complicações significativas quando não controlada adequadamente. A literatura reforça que intervenções precoces são fundamentais para evitar remodelamento tecidual. 

As novas terapias biológicas representam avanço promissor e tendem a transformar o tratamento da doença nos próximos anos. Ao atuar diretamente nas vias inflamatórias Th2, esses agentes permitem uma abordagem mais precisa e eficaz, especialmente em casos refratários. As pesquisas em marcadores imunológicos e endótipos também apontam para futuro mais personalizado, permitindo terapias específicas para diferentes perfis inflamatórios. Essa evolução científica amplia as possibilidades de controle clínico em longo prazo. 

Apesar dos avanços, ainda há lacunas importantes relacionadas a custos, acesso, disponibilidade de especialistas e padronização de protocolos. A integração entre gastroenterologistas, alergistas, nutricionistas e patologistas é essencial para manejo completo da doença. Além disso, o desenvolvimento de estudos multicêntricos e de biomarcadores confiáveis contribuirá para fortalecer a precisão diagnóstica e terapêutica. Assim, a interdisciplinaridade é peça-chave para aperfeiçoar o cuidado ao paciente com EoE. 

Por fim, evidencia-se que a EoE continua sendo campo em expansão, com constante renovação de abordagens diagnósticas e terapêuticas. A revisão apresentada reforça a importância de atualizações frequentes para profissionais de saúde, dada a velocidade dos avanços científicos na área. O conhecimento integrado e atualizado permite melhorar a qualidade de vida dos pacientes e reduzir complicações a longo prazo. Desse modo, a abordagem clínico-terapêutica da EoE representa área dinâmica e promissora dentro da prática gastroenterológica. 

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1Médico residente em clínica médica pela UNIFAP
Email: nan.mesquita@hotmail.com

2Orientadora – Email: amanda@unifap.br