REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/cs10202511242134
José Lucas de Araujo Mota1
Luiz Felipe de Araujo Vieira2
Thainara Cristina Nascimento Lima3
Orientador: Prof. Me. Marcos André Abensur4
Afrânio Corrêa Lima Júnior5
RESUMO
O presente estudo teve como objetivo geral analisar a preparação dos profissionais de contabilidade para a implementação do novo regime tributário no Brasil, identificando os principais desafios e oportunidades relacionados à Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) e ao Imposto sobre Bens e Serviços (IBS). Trata-se de uma pesquisa com abordagem quanti-qualitativa, construída a partir de revisão bibliográfica e de uma investigação empírica aplicada por meio de questionário estruturado via Google Forms, destinado a profissionais atuantes em diferentes segmentos da Zona Franca de Manaus. A coleta contemplou questões fechadas e abertas, permitindo a mensuração de dados objetivos e a interpretação das percepções dos participantes sobre as mudanças trazidas pela reforma tributária. Os resultados evidenciaram que grande parte dos profissionais apresenta nível de conhecimento apenas intermediário ou inicial sobre a CBS e o IBS, reconhecendo a necessidade de capacitação para compreender as novas regras de apuração, não cumulatividade e repartição das receitas. Observou-se também que a maioria ainda não iniciou processos de adaptação tecnológica ou operacional, apesar de identificar impactos relevantes em áreas como planejamento tributário, obrigações acessórias, sistemas e consultoria especializada. Outro achado foi a percepção de que a reforma tende a intensificar as demandas de trabalho, mas ao mesmo tempo ampliar oportunidades de atuação estratégica e valorização da profissão contábil. Conclui-se que a adoção do IBS e da CBS representa tanto um desafio quanto uma oportunidade para a classe contábil, que deverá aprimorar competências analíticas, tecnológicas e interpretativas para atuar com precisão e segurança no novo cenário fiscal brasileiro.
Palavras-chave: Contabilidade. Contribuição sobre Bens e Serviços. Imposto sobre Bens e Serviços. Regime Tributário.
ABSTRACT
This study aimed to analyze the preparedness of accounting professionals for the implementation of the new tax regime in Brazil, identifying the main challenges and opportunities related to the Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) and the Imposto sobre Bens e Serviços (IBS). The research employed a mixed quantitative–qualitative approach, based on a literature review and an empirical investigation conducted through a structured questionnaire distributed via Google Forms to professionals working in different segments of the Manaus Free Trade Zone. Data collection included both closed and open-ended questions, allowing for the measurement of objective data and the interpretation of participants’ perceptions regarding the changes introduced by the tax reform. The results showed that most professionals possess only an intermediate or initial level of knowledge about CBS and IBS, recognizing the need for further training to understand the new rules on tax calculation, non-cumulativity, and revenue allocation. It was also observed that the majority have not yet begun technological or operational adaptation processes, despite identifying significant impacts in areas such as tax planning, ancillary obligations, systems, and specialized consulting. Another finding indicated the perception that the reform may increase workload demands while simultaneously expanding opportunities for strategic engagement and professional enhancement within the accounting field. It is concluded that the adoption of IBS and CBS represents both a challenge and an opportunity for accounting professionals, who will need to develop stronger analytical, technological, and interpretative skills to operate with precision and confidence within the new Brazilian tax framework.
Keywords: Accounting; Contribuição sobre Bens e Serviços; Imposto sobre Bens e Serviços; Tax Regime.
1. INTRODUÇÃO
A reforma tributária brasileira constitui um dos maiores desafios contemporâneos no campo fiscal e contábil, em razão de sua amplitude, complexidade e potencial de impacto sobre diferentes setores da economia. Como observa Afonso (2022, p. 15), “o sistema tributário brasileiro é um dos mais complexos do mundo, com mais de 90 tributos diferentes, o que gera insegurança jurídica e custos elevados de compliance”.
Nesse cenário, a substituição de tributos como PIS, COFINS e ICMS pela Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) e pelo Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) emerge como proposta para simplificar a arrecadação, aumentar a transparência fiscal e reduzir a burocracia que historicamente compromete a competitividade das empresas. Contudo, para que essa transição ocorra de forma eficiente, deve-se ter uma preparação dos profissionais de contabilidade.
Mais do que lidar com alterações normativas, os contadores precisam readequar processos internos, atualizar sistemas tecnológicos, aprimorar controles de compliance e, sobretudo, orientar gestores e empresários quanto às melhores estratégias de adaptação ao novo regime tributário. De acordo com Bezerra e Lima (2023), a implementação do IBS e da CBS demandará investimentos médios entre 15% e 20% do faturamento anual de pequenas empresas em capacitação, tecnologia da informação e consultoria especializada, evidenciando a relevância da atuação contábil nesse processo.
No caso específico da Zona Franca de Manaus (ZFM), os desafios tendem a ser ainda mais significativos, considerando que a região depende de um conjunto robusto de incentivos fiscais para manter sua atratividade industrial. Costa (2021, p. 72) alerta que “os benefícios fiscais da ZFM, responsáveis por 85% da atratividade da região, poderão ser comprometidos se a reforma não prever mecanismos de compensação adequados”. Nesse contexto, caberá aos profissionais de contabilidade analisar cenários, projetar impactos e propor soluções que equilibrem a preservação dos incentivos locais com a adaptação às novas regras tributárias.
Assim, compreender de que forma os contadores estão se preparando para a implementação do novo regime tributário e quais estratégias estão sendo adotadas pelas organizações torna-se essencial. A questão-problema que orienta esta pesquisa é: De que maneira os profissionais de contabilidade estão se preparando para a implementação do novo regime tributário no Brasil, e quais são os principais desafios e oportunidades decorrentes da CBS e do IBS?
A justificativa desta pesquisa fundamenta-se na carência de estudos voltados à atuação dos profissionais de contabilidade frente à implementação do novo regime tributário no Brasil, com atenção especial às especificidades da Zona Franca de Manaus (ZFM). Embora a reforma tenha sido amplamente debatida em âmbito nacional, pouco se investigou sobre como os contadores locais se prepararão para lidar com os desafios da substituição de tributos pelo IBS e pela CBS, considerando a dependência regional de incentivos fiscais.
Nesse sentido, o estudo torna-se relevante tanto para a produção científica, ao preencher uma lacuna de conhecimento sobre a preparação contábil no contexto da ZFM, quanto para a prática profissional, ao oferecer subsídios técnicos que possam orientar decisões estratégicas e fortalecer políticas públicas voltadas à preservação da competitividade regional diante da reforma tributária.
O presente estudo tem como objetivo geral analisar a preparação dos profissionais de contabilidade para a implementação do novo regime tributário no Brasil, identificando os principais desafios e oportunidades relacionados à CBS e ao IBS. E como objetivos específicos: investigar o nível de conhecimento dos profissionais de contabilidade acerca das mudanças propostas pelo CBS e IBS; identificar os principais desafios enfrentados pelos contadores na adaptação às novas exigências tributárias; avaliar as oportunidades de atuação e de atualização profissional decorrentes da implementação do novo regime tributário.
2. REFERENCIAL TEÓRICO
2.1 Modelo de Tributação Nacional
O modelo tributário brasileiro atual é criticado por sua complexidade institucional e elevada fragmentação, reflexo da coexistência de múltiplos tributos federais, estaduais e municipais com competências sobrepostas. Segundo Pestana (2024), um dos grandes problemas estruturais do sistema vigente é o elevado grau de cumulatividade e a falta de uniformidade normativa entre os entes federados, o que acarreta distorções econômicas e insegurança jurídica.
Buzatto (2022) salienta que, uma característica marcante do modelo tributário nacional é a forte dependência da tributação sobre o consumo, por meio de tributos indiretos como Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), o Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza (ISS), o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), o Programa de Integração Social (PIS) e a Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins). A concentração no consumo implica uma tributação regressiva, na qual o ônus acaba recaindo proporcionalmente mais sobre quem tem menor capacidade contributiva. que essa regressividade é uma das deficiências estruturais do sistema atual, especialmente no contexto de debates sobre reforma tributária.
Nesse sentido, uma das grandes metas das propostas de reforma tributária, como a Emenda Constitucional 132/2023, é a unificação desses tributos de consumo em novos instrumentos como o IBS e a CBS. O novo modelo pretende adotar características típicas de um IVA (imposto sobre valor agregado), com não cumulatividade, neutralidade e regras uniformes de base de cálculo (Guerra, 2024).
No debate teórico contemporâneo, Santi e Coelho (2023) discorrem sobre um conceito que se sobressai é o da neutralidade tributária, entendido como o princípio segundo o qual a tributação não deveria influenciar as decisões econômicas dos agentes. Ou seja, o sistema tributário ideal não induz a distorções setoriais ou incentivos fiscais injustificáveis, logo, a viabilidade de se atingir essa neutralidade no Brasil, em especial no âmbito de um IVA dual e da reforma em curso.
No entanto, o princípio da neutralidade enfrenta desafios práticos e políticos. Mesmo as propostas de IBS/CBS precisam lidar com exceções, tratamentos diferenciados setoriais e possíveis incentivos fiscais transitórios. Assim, o dilema entre ideal teórico e real político é destacado por autores que questionam até que ponto a neutralidade poderá ser efetivamente aplicada sem criar desequilíbrios regionais ou setoriais (Oliveira; Lucena, 2024).
Conforme Yamamoto, Silveira e Ciabatari (2024), outra dimensão importante do modelo é o federalismo fiscal, pois a reforma tributária brasileira, ao propor uniformização de regras e bases de tributação sobre bens e serviços, coloca em tensão a autonomia dos estados e municípios. Conforme os autores, a mudança pode provocar disputas pela repartição de receitas, perdas de autonomia e necessidade de mecanismos compensatórios entre os entes federados.
Assim, Guerra (2024) discorre que, esse novo modelo tributário nacional busca, além da simplificação e neutralidade, maior transparência e previsibilidade para contribuintes e para a administração fiscal. Em especial para os profissionais de contabilidade, isso implica a necessidade de adaptação nas práticas contábeis, reestruturação de sistemas e controles internos, de modo que o novo regime possa ser aplicado de forma coerente e eficiente.
2.2 Imposto sobre Bens e Serviços (IBS)
O IBS surge no contexto da reforma tributária brasileira como um tributo de natureza semelhante ao Imposto sobre Valor Agregado (IVA), amplamente adotado em economias desenvolvidas. Sua proposta consiste na unificação de tributos sobre o consumo, como ICMS, ISS e IPI, em uma estrutura única, de base ampla, não cumulativa e com incidência no destino, ou seja, no local de consumo final (Diniz; Nabhan, 2024).
Sendo previsto na Emenda Constitucional nº 132, de 20 de dezembro de 2023, que instituiu a Reforma Tributária do Consumo. De modo que, a emenda alterou dispositivos da Constituição Federal de 1988 e estabeleceu as bases para a substituição de tributos sobre consumo por dois novos, sendo o IBS de competência compartilhada entre União, Estados, Distrito Federal e Municípios (Brasil, 1988; 2023).
Segundo Pestana (2024), a criação do IBS busca enfrentar a fragmentação normativa do sistema atual e reduzir a complexidade que marca a tributação sobre o consumo no Brasil. Um dos principais objetivos do IBS é eliminar a cumulatividade dos tributos incidentes em diferentes fases da cadeia de produção e comercialização.
De acordo com Guerra (2024), a cumulatividade presente no modelo atual gera distorções de preços, aumenta os custos de produção e compromete a competitividade das empresas brasileiras, tanto no mercado interno quanto no externo. A implementação do IBS, nesse sentido, pretende assegurar maior neutralidade econômica, simplificando o processo de arrecadação e reduzindo os litígios tributários.
Buzatto e Cavalcante (2022) destacam que a regressividade da tributação sobre o consumo é uma das principais críticas ao sistema vigente. O IBS, ao adotar uma base de incidência mais ampla e uniforme, tende a reduzir distorções regressivas, embora não resolva integralmente o problema. Os autores salientam que, para atingir maior justiça fiscal, será necessário complementar o IBS com políticas compensatórias e mecanismos de devolução de créditos tributários às famílias de baixa renda.
No âmbito federal, Yamamoto, Silveira e Ciabatari (2024) enfatizam que a substituição de tributos de competência estadual e municipal por um imposto de base nacional exige a construção de um novo arranjo de repartição de receitas. Assim, implica a definição de regras para compensação de perdas e a manutenção da autonomia financeira dos entes federados, o que demanda intenso debate político e institucional.
Oliveira e Lucena (2024) analisam se a neutralidade no contexto da reforma representa uma regra aplicável ou uma utopia, considerando as exceções e os tratamentos diferenciados que tendem a surgir no processo legislativo. Já Santi e Coelho (2023) defendem que, embora a neutralidade absoluta seja difícil de alcançar, a adoção do IBS aproxima o sistema tributário brasileiro dos padrões internacionais, reduzindo incentivos distorcivos e promovendo maior equidade competitiva entre setores.
A transição para o IBS exigirá também uma reestruturação no papel dos profissionais de contabilidade, uma vez que o tributo afetará diretamente os procedimentos de escrituração e apuração. Como destaca Guerra (2024), caberá aos contadores não apenas compreender a nova legislação, mas também orientar empresas em processos de adaptação tecnológica e gerencial, assegurando o correto aproveitamento de créditos e a mitigação de riscos fiscais.
Assim, o IBS não deve ser compreendido apenas como uma mudança normativa, mas como um novo paradigma para a tributação do consumo no Brasil. Sua efetividade dependerá da capacidade de conciliar simplicidade e neutralidade com a preservação do equilíbrio federativo e da justiça fiscal. Nesse contexto, os estudos contemporâneos apontam que o sucesso do IBS estará condicionado a uma transição gradual, bem estruturada e acompanhada de políticas complementares que garantam tanto a competitividade empresarial quanto a proteção social (Vasconcelos; Lima; Rodrigues, 2022).
2.3 Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS)
A CBS foi instituída pela Emenda Constitucional nº 132, de 20 de dezembro de 2023, como parte central da reforma tributária do consumo no Brasil. Trata-se de um tributo federal que substituiu as contribuições incidentes sobre a receita e o faturamento das empresas especialmente PIS/Pasep e Cofins, com o objetivo de simplificar a tributação, reduzir distorções econômicas e aproximar o sistema brasileiro do modelo internacional de Imposto sobre Valor Agregado (IVA). Segundo a legislação, a CBS possuirá base ampla de incidência, contemplando operações com bens, serviços e direitos, além de incidir sobre importações, em alinhamento aos princípios de neutralidade e não cumulatividade (EC 132/2023).
A CBS adota o princípio da não cumulatividade plena, prevendo a compensação integral dos créditos gerados nas etapas anteriores da cadeia produtiva. Diferentemente do regime atual do PIS/Cofins, marcado por exceções, regimes diferenciados e regras fragmentadas, a CBS pretende estabelecer um sistema uniforme de creditamento, reduzindo litígios e aumentando a previsibilidade jurídica. A contribuição também será cobrada pelo critério do destino, o que significa que a arrecadação será vinculada ao local de consumo final, seguindo o padrão adotado pelos IVAs modernos, o que busca promover maior eficiência econômica e eliminar distorções associadas à tributação na origem, tradicionalmente problemáticas no federalismo fiscal brasileiro.
De acordo com a EC 132/2023, a CBS terá sua alíquota definida por lei complementar, com previsão de um percentual único nacional, ressalvadas hipóteses específicas de alíquotas reduzidas, isenções ou regimes diferenciados previstos na própria Emenda. A legislação estabelece ainda mecanismos de devolução de tributos às famílias de baixa renda, como forma de mitigar a regressividade própria da tributação sobre o consumo. Tal medida visa reduzir o impacto proporcional do tributo sobre a população mais vulnerável, promovendo maior justiça fiscal no novo arranjo tributário.
Ademais, a CBS integrará o IVA dual brasileiro, em conjunto com o IBS, de competência compartilhada entre estados e municípios. Enquanto o IBS possui caráter subnacional, a CBS concentra a arrecadação no âmbito federal, mantendo, entretanto, lógica semelhante de incidência, regras de creditamento e estrutura normativa. Esse modelo dual busca conciliar as necessidades do federalismo brasileiro com os benefícios de uma tributação simplificada e harmônica (EC 132/2023).
A transição para a CBS será gradual, com um período de convivência entre os tributos atuais e o novo modelo. A EC 132/2023 estabelece um cronograma progressivo, no qual a CBS começará a ser aplicada parcialmente antes da extinção definitiva do PIS e da Cofins. Para os profissionais de contabilidade, tal período exigirá atenção redobrada, capacitação contínua e adequação de sistemas, uma vez que coexistirão diferentes regimes de apuração.
3. METODOLOGIA
O presente estudo adotou uma abordagem quanti-qualitativa, por buscar tanto a mensuração de dados objetivos quanto a interpretação de significados atribuídos pelos participantes. A pesquisa foi estruturada em duas etapas: (i) revisão bibliográfica, fundamentada em artigos científicos, livros e documentos oficiais que tratam da reforma tributária e de seus impactos na contabilidade; e (ii) pesquisa de campo, realizada por meio de questionário encaminhado via Google Forms a profissionais de contabilidade atuantes em diferentes segmentos da Zona Franca de Manaus (ZFM). O instrumento contemplou perguntas fechadas e abertas, permitindo a coleta de informações numéricas e discursivas.
Para o tratamento dos dados, empregou-se a estatística descritiva na análise quantitativa, com a finalidade de identificar frequências, distribuições e tendências nas respostas. Já as questões abertas foram examinadas por meio da análise descritiva das percepções dos contadores sobre os desafios e oportunidades relacionados à implementação da CBS e do IBS.
4. RESULTADOS E DISCUSSÃO
4.1 Caracterização dos Participantes
Com o objetivo de compreender o perfil dos profissionais que integram a amostra e identificar possíveis relações entre suas características individuais e seu nível de conhecimento sobre a reforma tributária. O Gráfico 1 apresenta a distribuição dos participantes segundo a faixa etária, com um total de 20 respondentes.
Gráfico 1 – Faixa etária dos participantes

Conforme o Gráfico 1, a maioria é composta por profissionais jovens, especialmente aqueles entre 26 e 35 anos (40%) e até 25 anos (35%). As faixas etárias mais elevadas, 36 a 45 anos e 46 a 55 anos, representam juntas apenas 20% da amostra, enquanto profissionais acima de 55 anos somam 5%.
No que tange o gênero dos participantes, observa-se que a maioria dos respondentes se identifica como do gênero masculino (55%), enquanto 45% pertencem ao gênero feminino.
Gráfico 2 – Gênero dos Participantes

No que tange o tempo de experiência na área contábil, os resultados mostram que 44,4% dos participantes possuem menos de um ano de atuação, seguido por 27,8% com experiência entre 1 e 5 anos. Já os profissionais mais experientes representam parcela menor, sendo 16,7% com 6 a 10 anos de atuação e 11,1% com mais de 10 anos.
Gráfico 3 – Tempo de experiência na área contábil

No que tange o nível de formação acadêmica, observa-se que a maior parcela dos participantes, correspondendo a 57,9%, está com a graduação em andamento, o que evidencia uma predominância de estudantes ou recém-ingressantes na área contábil. Em seguida, 21,1% possuem graduação completa, demonstrando a presença de profissionais já habilitados para o exercício pleno da contabilidade e, portanto, com potencial maior de experiência prática no mercado.
Gráfico 4 – Nível de formação acadêmica

Além desses grupos, 15,8% dos respondentes possuem pós-graduação lato sensu, indicando um contingente que buscou especialização e aperfeiçoamento técnico. Apenas 5,2% possuem mestrado, enquanto não houve participação de profissionais com doutorado ou apenas ensino médio/técnico.
Quanto à área principal de atuação, conforme o Gráfico 5, observa-se que a maior parte dos participantes está vinculada à contabilidade empresarial, representando 57,9% dos respondentes. Ou seja, a amostra é composta majoritariamente por profissionais inseridos no ambiente corporativo, onde os impactos da implementação da CBS e do IBS tendem a ser mais diretamente percebidos, especialmente no que diz respeito à gestão fiscal, ao cumprimento de obrigações acessórias e à adaptação de processos internos.
Gráfico 5 – Área Principal de Atuação

As demais áreas apresentam distribuição mais fragmentada: consultoria tributária, auditoria, setor público, ensino/pesquisa, atuação em sindicatos, bem como participantes vinculados à docência em Letras e ao setor fiscal.
Conforme Ribeiro (2025), é justamente no ambiente corporativo que os efeitos da reforma tributária se manifestam com maior intensidade, sobretudo pela necessidade de reestruturação dos processos fiscais, adequação dos sistemas internos e reorganização das rotinas de escrituração para atender às exigências do IBS e da CBS. Empresas inseridas nesse contexto serão as primeiras a sentir os impactos da substituição dos tributos atuais pelo novo IVA dual, uma vez que dependem da gestão eficiente de créditos, do cumprimento rigoroso das obrigações acessórias e da estabilidade normativa para manter a competitividade no mercado
4.2 Nível de conhecimento dos profissionais de contabilidade acerca das mudanças propostas pelo CBS e IBS
Para investigar o nível de conhecimento dos profissionais de contabilidade acerca das mudanças previstas na reforma tributária foi analisada a participação dos respondentes em cursos, palestras ou treinamentos relacionados ao novo regime. O gráfico 6 apresentado demonstra que 55% dos participantes afirmaram já ter participado de algum tipo de capacitação sobre o tema, enquanto 45% informaram não ter buscado esse tipo de formação até o momento.
Gráfico 6 – Você já participou de cursos, palestras ou treinamentos sobre o novo regime tributário (CBS e IBS)?

Um dos aspectos que ajuda a compreender esse cenário é o apontado por Luciano (2024), ao destacar que a adoção do IBS e da CBS exige dos profissionais de contabilidade uma fase intensa de atualização técnica e capacitação contínua, dada a complexidade das mudanças estruturais introduzidas pelo novo modelo tributário. Logo, a transição para o IVA dual demanda domínio conceitual e operacional para interpretar corretamente as regras de incidência, creditamento e apuração, o que torna indispensável a participação em cursos, treinamentos e eventos especializados como forma de reduzir incertezas e qualificar a prática contábil diante das novas exigências legais
No que se refere ao nível de conhecimento atual sobre a CBS, os resultados demonstram que a maior parte dos participantes avaliou seu conhecimento em um nível intermediário. A escala utilizada variou de 1 (nenhum conhecimento) a 5 (conhecimento avançado), e 40% dos respondentes atribuíram nota 3, indicando compreensão moderada sobre o tema. Outros 25% classificaram-se no nível 2, enquanto 20% posicionaram-se no nível 1, evidenciando que quase metade da amostra reconhece possuir conhecimento limitado ou inicial sobre a Contribuição sobre Bens e Serviços.
Gráfico 7 – Em uma escala de 1 a 5, como você avalia seu nível de conhecimento atual sobre o CBS?

Por outro lado, apenas 10% atribuíram nota 4 e 5% avaliaram-se no nível 5, revelando que poucos participantes se consideram altamente preparados para lidar com as nuances e exigências desse novo tributo.
A predominância de níveis baixos e intermediários de conhecimento sobre a CBS entre os participantes encontra respaldo nas análises de Ávila (2024), que enfatiza a elevada complexidade normativa envolvida na instituição do novo tributo. A CBS, apesar de inspirada na lógica dos IVAs modernos, incorpora uma série de limites constitucionais formais e materiais, cuja correta compreensão exige leitura sistemática da Emenda Constitucional nº 132/2023 e domínio técnico sobre temas como não cumulatividade plena, base de incidência e harmonização com outros tributos. Assim, sem capacitação específica, é natural que os profissionais apresentem apenas conhecimento parcial, dada a profundidade das mudanças e os desafios interpretativos que o novo modelo impõe ao exercício contábil.
No que se refere ao nível de conhecimento atual sobre o IBS, Gráfico 8, observa-se que a maior parte dos participantes se posiciona no nível 3 da escala, correspondendo a 45% dos respondentes. Além disso, 25% dos participantes avaliaram-se no nível 1, enquanto 15% atribuíram nota 2, reforçando que uma parcela significativa da amostra apresenta conhecimento baixo ou inicial sobre o IBS. Em contrapartida, apenas 10% indicaram nível 4, e 5% afirmaram ter conhecimento avançado (nível 5).
Gráfico 8 – Em uma escala de 1 a 5, como você avalia seu nível de conhecimento atual sobre o IBS?

O predomínio de conhecimentos iniciais ou intermediários sobre o IBS entre os participantes é coerente com as análises de Diniz e Nabhan (2024), que destacam que o Imposto sobre Bens e Serviços representa uma das mudanças mais profundas já propostas no sistema tributário brasileiro, especialmente por unificar tributos heterogêneos em um modelo único semelhante ao IVA. Os autores afirmam que a compreensão plena do IBS demanda familiaridade com conceitos como incidência no destino, base ampla, creditamento integral e harmonização federativa, aspectos que ainda geram dúvidas mesmo entre profissionais experientes. Assim, o fato de grande parte dos respondentes se posicionar nos níveis mais baixos da escala é compatível com a complexidade técnica e com o estágio inicial de discussão normativa sobre o novo tributo, o que dificulta a formação de um conhecimento sólido na classe contábil
No que se refere às fontes de informação utilizadas para atualização sobre o novo regime tributário, conforme o Gráfico 9, observa-se que a maioria dos participantes recorre a materiais online (45%), como artigos, vídeos, plataformas digitais e conteúdos especializados. Em segundo lugar aparecem as leis e normas, utilizadas por 30% dos respondentes, evidenciando um grupo que prioriza o acesso direto às bases legais para compreender as novas diretrizes. Ademais, 15% dos participantes informaram buscar atualização por meio de eventos e seminários, enquanto apenas 10% utilizam cursos como principal fonte de aprendizado.
Gráfico 9 – Quais fontes de informação você mais utiliza para se atualizar sobre o novo regime tributário?

A preferência dos participantes por materiais online e pela consulta direta à legislação pode ser compreendida a partir da análise de Harzheim (2024). A autora destaca que a Reforma Tributária (EC 132/2023) introduziu um extenso conjunto de normas e atualizações que exigem acompanhamento constante, com o próprio Ministério da Fazenda divulgando sucessivas cartilhas e documentos oficiais. Esse cenário reforça a necessidade de o profissional buscar atualização contínua em plataformas digitais e repositórios normativos
Nesse contexto, os dados da pesquisa se mostram totalmente alinhados a essa dinâmica. O fato de 45% dos respondentes utilizarem materiais digitais e 30% recorrerem diretamente às leis demonstra que o acesso rápido às fontes oficiais se tornou indispensável para acompanhar a complexa implementação do IBS e da CBS.
No que se refere à clareza e suficiência das informações disponíveis sobre o novo regime tributário, observa-se que 60% dos participantes consideram que os conteúdos atualmente divulgados não são claros nem suficientes para subsidiar adequadamente sua prática profissional. Por outro lado, 40% dos respondentes afirmam que as informações disponíveis são satisfatórias para seu exercício profissional, demonstrando que parte dos profissionais consegue compreender o material divulgado ou tem acesso a fontes mais completas de atualização.
Gráfico 10 – Você acredita que as informações disponíveis atualmente são claras e suficientes para sua prática profissional?

A percepção de que as informações sobre a Reforma Tributária são insuficientes e pouco claras encontra respaldo na análise de Oliveira (2025). Segundo o autor, a reforma introduziu um sistema legislativo complexo, que depende da leitura conjunta da EC 132/2023, da Lei Complementar nº 214/2025 e de diversos documentos do Ministério da Fazenda.
Oliveira enfatiza que, para uma real compreensão do novo sistema, são necessários materiais explicativos robustos e orientação técnica qualificada. No entanto, ele pondera que esses recursos ainda não estão igualmente acessíveis ou assimilados por todos os profissionais da área, criando uma lacuna de conhecimento.
Esse cenário explica os resultados da pesquisa: os 60% que consideram as informações insuficientes refletem justamente essa fase de transição e a necessidade de uma comunicação institucional mais eficaz. Por outro lado, o grupo de 40% que se sente seguro com o conteúdo provavelmente possui maior experiência com a leitura de leis ou acesso a fontes de informação mais especializadas.
Quando indagados sobre qual aspecto do novo regime tributário consideram mais difícil de compreender, foram mencionados principalmente a aplicação prática da CBS e do IBS, especialmente no que diz respeito ao cálculo dos tributos, ao funcionamento da não cumulatividade e à forma de operacionalizar os créditos fiscais. Também foram citadas dificuldades relacionadas à transição entre o sistema atual e o novo modelo, incluindo o impacto nas rotinas contábeis, a necessidade de adaptação das empresas e a incerteza quanto ao efeito final sobre a carga tributária.
Além disso, os participantes destacaram como pontos críticos a partilha das receitas entre estados e municípios, a unificação e repartição dos tributos entre os entes federativos e a compreensão de mecanismos específicos, como o split payment. Questões como a interpretação das novas leis, a instabilidade percebida no cronograma de implementação e os desafios de lidar com definições ainda em construção também foram citadas, reforçando a percepção de que o novo regime tributário exige aprofundamento técnico e maior clareza normativa para uma compreensão plena e segura.
As dificuldades apontadas pelos participantes encontram fundamento nas análises de Ávila (2024), que demonstra que tanto o IBS quanto a CBS possuem limites constitucionais formais e materiais complexos, cuja compreensão exige domínio técnico avançado. Segundo o autor, a aplicação prática desses tributos envolve interpretar corretamente mecanismos como não cumulatividade plena, definição de base econômica, identificação do sujeito passivo, regras de creditamento e repartição federativa, todos condicionados a dispositivos constitucionais expressos, implícitos ou pressupostos.
Ávila (2024) ressalta que a transição entre modelos, a coexistência temporária de regimes e a ausência de regulamentação definitiva ampliam a incerteza operacional, o que torna mais difícil para os profissionais compreenderem aspectos como cálculo, partilha das receitas, operacionalização do split payment e impactos efetivos nas rotinas contábeis. Assim, as dificuldades relatadas pelos participantes refletem a própria sofisticação e densidade normativa presentes na estrutura jurídica que sustenta o IBS e a CBS, exigindo aprofundamento interpretativo e contínua atualização técnica
No que se refere à percepção sobre o apoio oferecido pelos órgãos de classe, observa-se que a maioria dos participantes (55%) considera que entidades como CRC e CFC não têm disponibilizado suporte suficiente para a atualização dos profissionais diante das mudanças trazidas pelo novo regime tributário. Por outro lado, 45% dos respondentes afirmam perceber um apoio satisfatório por parte dessas instituições, o que demonstra que, embora haja iniciativas de formação e divulgação, elas ainda não alcançam de maneira uniforme toda a categoria.
Gráfico 11 – Em sua percepção, os órgãos de classe (ex.: CRC, CFC) têm oferecido apoio suficiente para atualização dos contadores?

A percepção dos participantes sobre a insuficiência de apoio dos órgãos de classe encontra paralelo direto nas observações de Ribeiro (2025), que evidencia que a Reforma Tributária, ao introduzir o IBS e a CBS, e apesar de iniciativas pontuais promovidas por entidades como CRCs e CFC, ainda existe uma assimetria significativa no alcance, profundidade e frequência das ações de capacitação, o que gera uma sensação de desamparo entre muitos profissionais. Logo, o ritmo acelerado das mudanças, aliado à necessidade de atualização contínua e ao caráter ainda incompleto da regulamentação, torna essencial que os conselhos intensifiquem a oferta de materiais claros, eventos formativos e instrumentos práticos de apoio, reforçando a importância de um protagonismo mais efetivo dessas instituições no processo de transição tributária .
No que se refere ao grau de preparo dos profissionais para aplicar o CBS e o IBS na prática contábil, observa-se que a grande maioria dos respondentes avalia seu nível de prontidão como baixo, básico ou insuficiente. Termos como “nenhum”, “baixo”, “bem baixo”, “baixíssimo” e “básico” foram recorrentes, indicando percepção generalizada de que ainda falta domínio técnico sobre a aplicação prática dos novos tributos. Muitos participantes afirmam sentir-se “perdidos”, inseguros e carentes de orientações mais claras, reforçando que o aprendizado atual ainda é predominantemente teórico e distante da realidade operacional das empresas.
Por outro lado, alguns respondentes classificaram seu preparo como regular, médio ou moderado, reconhecendo possuir noções iniciais, mas ainda insuficientes para uma aplicação segura. Apenas um participante afirmou sentir-se plenamente preparado, destacando experiência prévia com consultoria tributária e estudos de projeção da reforma tributária. De modo geral, os resultados evidenciam que a categoria ainda necessita de uma capacitação mais sólida e direcionada, sobretudo no que diz respeito aos impactos práticos da CBS e do IBS na rotina contábil.
4.3 Principais desafios enfrentados pelos contadores na adaptação às novas exigências tributárias
Para identificar os principais desafios enfrentados pelos contadores na adaptação às novas exigências tributárias, foi indagado se os profissionais já haviam iniciado a adequação dos processos internos de contabilidade com vistas à implementação da CBS e do IBS. Conforme demonstra o gráfico 12, 75% dos participantes afirmaram não ter iniciado qualquer processo de adaptação, enquanto apenas 25% já começaram a ajustar procedimentos, sistemas ou rotinas operacionais.
Gráfico 12 – Você já começou a adaptar processos internos de contabilidade para o novo regime?

A baixa taxa de adaptação ao novo regime tributário, conforme o Gráfico 12, pode ser explicada pelas constatações de Luciano (2024). Ele destaca que a transição para o IBS e a CBS é uma tarefa complexa, que vai além da simples compreensão da lei e exige investimentos estruturais em processos, tecnologia e, principalmente, na capacitação das equipes.
Segundo o autor, a principal razão para o adiamento dessas mudanças é a combinação de três fatores: a incerteza regulatória, a complexidade técnica e a ausência de um suporte institucional padronizado. Juntos, esses elementos criam um clima de hesitação que desacelera a preparação prática das empresas e dos profissionais.
Assim, o dado de que 75% dos entrevistados ainda não iniciaram as adaptações é um reflexo direto desse cenário. Conforme aponta Luciano, a superação desse desafio exigirá um esforço proativo de planejamento, treinamento contínuo e reorganização operacional para garantir a conformidade quando as novas regras entrarem em vigor. No que se refere às áreas que os profissionais acreditam que serão mais impactadas com a implantação do CBS e do IBS, conforme o Gráfico 13 observa-se predominância da percepção de que o planejamento tributário será o setor mais afetado, representando 42,1% das respostas. Além disso, obrigações acessórias e tecnologia/sistemas aparecem empatadas, cada uma com 21,1% das indicações, evidenciando que os profissionais preveem impactos significativos tanto na adaptação das rotinas formais de entrega de informações quanto na atualização de softwares e infraestrutura tecnológica. A escrituração contábil foi apontada por 10,5% dos respondentes, enquanto uma parcela menor destacou que todas as áreas serão impactadas, enfatizando que as mudanças exigirão ajustes simultâneos em registros, cálculos, sistemas e controles internos.
Gráfico 13 – Quais áreas você acredita que terão maior impacto com a implantação do CBS e IBS?

A percepção de que o planejamento tributário será a área mais impactada pela reforma encontra forte respaldo na análise de Macêdo (2024). O autor explica que a transição para o IBS e a CBS modifica profundamente a lógica de apuração, compensação de créditos e formação de preços, exigindo uma reestruturação completa das estratégias fiscais das empresas. Essa mudança afeta diretamente rotinas práticas, como obrigações acessórias, escrituração e parametrização de sistemas.
Além disso, Macêdo destaca que o impacto é transversal, não se limitando apenas ao setor fiscal. A consolidação do novo regime demanda uma revisão simultânea de processos internos e uma integração muito maior entre as áreas contábil, fiscal e de tecnologia. Isso reforça a ideia de que a adaptação é um desafio organizacional amplo e complexo.
No que se refere ao nível de dificuldade previsto na adaptação da prática contábil ao CBS e ao IBS, observa-se que a maioria dos participantes (45%) classificou a dificuldade no nível 3, indicando expectativa de um desafio moderado, porém significativo, na transição para o novo regime tributário.
Gráfico 14 – Em uma escala de 1 a 5, qual o nível de dificuldade que você prevê na adaptação da sua prática contábil ao CBS e IBS?

Além disso, 20% dos respondentes atribuíram nota 2, e outros 20% classificaram a dificuldade no nível 4, demonstrando que há uma divisão entre aqueles que esperam impacto relativamente baixo e aqueles que preveem desafios mais elevados. Apenas 15% indicaram o nível máximo de dificuldade (5), enquanto nenhum participante selecionou a nota 1, o que evidencia que todos reconhecem, em algum grau, a necessidade de esforço adicional para adaptação.
A percepção de dificuldade na adaptação ao CBS e ao IBS, apontada pelos participantes, dialoga diretamente com a análise de Abreu (2024). Segundo o autor, a transição para o novo modelo é inerentemente complexa, pois é marcada por incertezas operacionais e pela necessidade de reconstruir por completo as rotinas contábeis.
Essa dificuldade não se resume a entender a legislação. Abreu detalha que o processo envolve a reinterpretação de procedimentos, o ajuste de sistemas, a revisão de controles internos e, fundamentalmente, a capacitação contínua das equipes. São esses múltiplos esforços práticos que elevam a complexidade da tarefa.
No que se refere à preparação da infraestrutura tecnológica dos escritórios ou empresas para lidar com as mudanças propostas pelo novo regime tributário, os resultados indicam um cenário equilibrado, porém preocupante. Embora 52,6% dos participantes afirmam que suas organizações já dispõem de estrutura tecnológica adequada, 47,4% consideram que ainda não estão preparadas para implementar as adaptações necessárias (Gráfico 15).
Gráfico 15 – A infraestrutura tecnológica do seu escritório ou empresa está preparada para as mudanças do novo regime tributário?

Esse cenário é coerente com as observações de Santos e Jurubeba (2025), que destacam que a adoção do IBS e da CBS exige modernização tecnológica imediata, sobretudo para garantir conformidade nas novas rotinas de apuração e escrituração. Os autores apontam que muitas organizações ainda enfrentam limitações estruturais e dependem de atualizações de sistemas e integração de dados, o que explica por que quase metade dos participantes não se considera preparada para a transição .
No que se refere aos principais obstáculos percebidos na implementação do CBS e do IBS, os participantes destacam, de maneira recorrente, a complexidade das novas regras e as dificuldades inerentes à transição entre o sistema tributário atual e o modelo proposto. As respostas apontam preocupação com o período de coexistência entre os tributos vigentes (PIS, Cofins, ICMS, ISS e IPI) e os novos impostos, o que tende a gerar insegurança jurídica, aumento da carga operacional e desafios interpretativos. Muitos também mencionam a necessidade de compreender como ocorrerá a divisão e o cálculo correto dos tributos entre União, estados e municípios, revelando dúvidas quanto à operacionalização prática do novo regime.
As respostas dos participantes também destacaram um conjunto de desafios práticos, principalmente ligados à adequação tecnológica. Foram citados problemas como ajustes em sistemas, parametrização de softwares e atualizações estruturais para processar as novas informações fiscais. Além disso, mencionaram-se dificuldades na atualização de obrigações acessórias, na adaptação de procedimentos internos e na obtenção de informações claras e consolidadas.
De forma mais específica, participantes de zonas incentivadas apontaram obstáculos adicionais, como a necessidade de uma parametrização diferenciada e os possíveis impactos sobre os benefícios fiscais regionais. Em resumo, as respostas evidenciam que os maiores desafios se concentram na complexidade normativa, na estrutura tecnológica e no longo período de transição entre os regimes.
No que se refere à percepção sobre o aumento da carga de trabalho do contador com a implantação do novo regime tributário (Gráfico 16), observa-se que a maioria expressiva dos respondentes (68,4%) acredita que haverá intensificação das demandas profissionais. Por outro lado, 31,6% dos participantes consideram que não haverá aumento significativo na carga de trabalho.
Gráfico 16 – Você acredita que haverá aumento na carga de trabalho do contador com a implantação do novo regime?

Essa percepção é compatível com as análises de Harzheim (2024), que aponta que a implantação do IBS e da CBS tende a elevar significativamente a carga operacional dos profissionais de contabilidade durante a fase de transição. A autora destaca que o período inicial exigirá dupla apuração, atualização constante, revisão de procedimentos e adaptação simultânea a normas ainda em evolução, fatores que naturalmente ampliam o volume de trabalho, embora parte dos profissionais perceba que essa sobrecarga tende a diminuir à medida que o novo sistema se estabiliza .
No que se refere às competências profissionais que precisarão ser mais desenvolvidas para lidar com o CBS e o IBS, Gráfico 17, observa-se que a habilidade mais mencionada foi a capacidade de interpretação e análise da legislação, indicada por 70% dos participantes.
Gráfico 17 – Quais competências profissionais você acredita que precisarão ser mais desenvolvidas para lidar com o CBS e IBS?

Além disso, competências como planejamento tributário (50%), raciocínio lógico e crítico (55%) e habilidade em análise de dados (45%) foram igualmente valorizadas, mostrando que o novo regime exigirá visão estratégica, precisão analítica e capacidade de projetar cenários fiscais. Competências complementares, como atualização contínua, gestão de riscos e compliance, trabalho interdisciplinar e uso de tecnologias emergentes, também foram mencionadas, ainda que por percentuais menores, indicando que os profissionais reconhecem a necessidade de desenvolver um conjunto amplo e integrado de habilidades.
Essa necessidade de desenvolvimento de novas competências está alinhada às análises de Diniz e Nabhan (2024), que destacam que a implantação do IBS e da CBS exige dos profissionais uma capacidade ampliada de interpretação normativa, raciocínio crítico e domínio técnico para compreender a lógica do novo IVA dual. Os autores enfatizam que a leitura sistêmica da legislação e a habilidade de analisar dados fiscais tornam-se essenciais para projetar cenários, revisar planejamentos e garantir conformidade, reforçando a importância das competências apontadas pelos participantes .
No que se refere às medidas que poderiam facilitar a adaptação dos profissionais de contabilidade ao novo regime tributário, Gráfico 18, observa-se que a opção mais destacada pelos participantes foi a realização de treinamentos e capacitações contínuas, apontada por 85% dos respondentes. Além disso, manuais e guias práticos foram mencionados por 60% dos participantes, reforçando a necessidade de materiais didáticos simplificados que auxiliem na compreensão e aplicação das novas regras.
Gráfico 18 – Quais medidas poderiam facilitar a adaptação dos profissionais de contabilidade a esse novo regime?

A pesquisa aponta um forte consenso sobre as medidas prioritárias para a adaptação. A disponibilização de softwares fiscais atualizados (55%), a oferta de workshops com especialistas (45%) e a produção de legislação mais clara (45%) foram as mais citadas, mostrando que os profissionais veem a combinação entre tecnologia, debates qualificados e simplificação normativa como fundamental.
Em um segundo nível de importância, foram mencionadas outras ações de apoio. Entre elas, destacam-se os cursos de curta duração e certificações (35%), a criação de canais de comunicação direta com órgãos oficiais (25%), o suporte técnico de empresas de software (25%) e parcerias com instituições de ensino (10%).
Analisando o conjunto, percebe-se uma mensagem clara: a implementação eficaz do novo regime tributário depende de um esforço coordenado. Os profissionais reconhecem a necessidade de ações colaborativas, recursos acessíveis e investimentos robustos em capacitação para superar os desafios da transição.
4.4 Oportunidades de atuação e de atualização profissional decorrentes da implementação do novo regime tributário
Para avaliar as oportunidades de atuação e de atualização profissional decorrentes da implementação do novo regime tributário, buscou-se compreender como os participantes percebem a chegada da CBS e do IBS enquanto elementos de transformação na área contábil. Quando indagados sobre como enxergam a implementação da CBS e do IBS, os respondentes evidenciaram que:
Gráfico 19 – Você enxerga a implementação do CBS e IBS como

Conforme o Gráfico 19, observa-se que a maioria dos participantes considera o novo regime uma oportunidade (45%). Além disso, 40% dos respondentes afirmam enxergar o novo regime como ambos, desafio e oportunidade. Apenas 10% percebem a implementação como uma ameaça. Por fim, 5% associam a reforma a um meio de rastreamento mais rápido de sonegadores, percepção que reforça o entendimento de que a modernização do sistema tributário tende a aumentar a transparência e o controle fiscal.
Oliveira (2025), que argumenta que a reforma tributária, ao instituir o IBS e a CBS, cria um ambiente simultâneo de desafio e oportunidade, pois exige reestruturação das rotinas fiscais, mas também amplia a atuação estratégica do contador. Segundo o autor, a modernização do modelo, associada ao aumento da transparência e ao fortalecimento dos mecanismos de controle, tende a gerar novas demandas profissionais e a valorizar competências analíticas e consultivas, o que explica por que a maioria dos participantes enxerga o novo regime como uma oportunidade, ao passo que apenas uma minoria o percebe como ameaça .
No que se refere à percepção sobre a valorização da atuação contábil decorrente da adoção do novo regime tributário, os resultados demonstram, conforme o gráfico 20, 90% dos respondentes acreditam que a implementação da CBS e do IBS poderá fortalecer a importância do contador no mercado, indicando uma visão amplamente positiva sobre o papel estratégico que a classe profissional tende a assumir nesse novo cenário. Apenas 10% dos participantes afirmam não acreditar nessa valorização, o que pode estar associado a expectativas de automatização dos processos, percepção de sobrecarga profissional ou falta de clareza quanto às mudanças práticas que o novo modelo trará.
Gráfico 20 – Em sua opinião, a adoção do novo regime tributário poderá valorizar a atuação do contador no mercado?

A percepção de valorização profissional identificada no Gráfico 20 dialoga com as análises de Macêdo (2024), para quem a Reforma Tributária reposiciona o contador como figura essencial na interpretação e na condução das adaptações exigidas pelo IBS e pela CBS, dada a complexidade técnica do novo modelo fiscal demanda profissionais capazes de revisar processos, orientar decisões estratégicas, ajustar sistemas e monitorar a conformidade tributária, ampliando o espaço de atuação e a relevância da contabilidade no ambiente corporativo.
No que se refere à possibilidade de surgimento de novas demandas de consultoria tributária com a implantação do CBS e do IBS, Gráfico 21, observa-se que a maior parte dos participantes (75%) acredita que o novo regime tributário abrirá espaço para a ampliação desse tipo de serviço. Além disso, 20% dos respondentes afirmaram que talvez haja aumento da demanda, e apenas 5% discordam dessa tendência, entendendo que o novo regime pode não alterar de forma significativa o volume de consultorias.
Gráfico 21 – Você acredita que o CBS e IBS trarão novas demandas de consultoria tributária?

A expectativa dos participantes de que haverá um aumento na demanda por consultoria tributária dialoga diretamente com a análise de Santos e Jurubeba (2025). Segundo os autores, a implementação do IBS e da CBS tende a estimular a busca por especialistas.
A razão para esse crescimento está nas mudanças estruturais que a reforma impõe. As empresas precisarão de ajuda para revisar sistemas, redefinir rotinas internas e interpretar uma legislação em constante evolução. Isso cria um vasto campo de atuação consultiva, especialmente para profissionais que dominam o novo modelo de IVA dual.
Nesse contexto, a percepção majoritária dos entrevistados confirma a tese dos autores. A resposta do mercado, com uma maior procura por orientação qualificada, é uma consequência natural do aumento da complexidade técnica gerada por uma transição tributária dessa magnitude.No que se refere às áreas da contabilidade que podem se beneficiar com o novo regime tributário, Gráfico 22, observa-se que a maior parte dos participantes (50%) identifica o planejamento tributário como o segmento mais favorecido.
Gráfico 22 – Quais áreas da contabilidade podem se beneficiar do novo regime tributário?

Além disso, 25% dos respondentes apontaram a consultoria como área potencialmente beneficiada, indicando que a complexidade da reforma tributária tende a ampliar a procura por orientação técnica especializada. As áreas de auditoria/contabilidade (15%) e de tecnologia aplicada à contabilidade (10%) também foram mencionadas, demonstrando que a necessidade de validação de processos, conformidade fiscal e atualização de sistemas pode gerar oportunidades adicionais de crescimento nesses segmentos.
A identificação do planejamento tributário como a área mais beneficiada pelo novo regime encontra respaldo em Ribeiro (2025), que analisa como a adoção do IBS e da CBS ampliará o espaço para estratégias fiscais mais transparentes, padronizadas e orientadas por critérios de neutralidade. O autor destaca que a reorganização das bases de incidência, a eliminação de cumulatividade e a redefinição das regras de creditamento fortalecem o papel analítico do contador, criando oportunidades para atuação consultiva, revisão de modelos operacionais e aprimoramento das práticas de conformidade tributária. Tais elementos justificam a percepção predominante dos participantes sobre os benefícios para o planejamento e para áreas correlatas .
No que se refere às oportunidades de capacitação consideradas mais relevantes para a preparação dos profissionais frente ao novo regime tributário, Gráfico 23, observa-se que 40% dos participantes apontam os cursos online como a alternativa mais adequada. Em seguida, 35% dos respondentes destacaram os cursos presenciais, indicando que a modalidade tradicional ainda é vista como um meio eficaz para aprofundamento técnico, troca de experiências e acompanhamento mais direto de especialistas.
Gráfico 23 – Quais oportunidades de capacitação profissional você considera mais relevantes para se preparar para o novo regime?

Além disso, 15% consideram palestras e eventos como oportunidades relevantes de capacitação, reforçando a importância do diálogo com especialistas, debates acadêmicos e compartilhamento de práticas profissionais. Por fim, 10% dos participantes ressaltaram a utilidade de materiais escritos, como manuais, guias e estudos técnicos, demonstrando que conteúdos estruturados e de consulta permanente também são valorizados no processo de preparação. De modo geral, os dados indicam que os profissionais reconhecem a necessidade de múltiplas formas de capacitação, combinando práticas presenciais, recursos digitais e materiais de apoio para enfrentar de maneira qualificada a implementação da CBS e do IBS.
As preferências por cursos online, presenciais, eventos e materiais escritos refletem a necessidade de formação contínua apontada por Harzheim (2024), que destaca que a reforma tributária demanda atualização permanente devido ao volume de normas transitórias, documentos interpretativos e orientações técnicas ainda em construção. A autora ressalta que diferentes formatos de capacitação atendem a demandas distintas da prática contábil, especialmente em um contexto que combina mudanças rápidas, exigências tecnológicas e necessidade de compreensão detalhada das novas estruturas tributárias. A distribuição observada no Gráfico 23 acompanha exatamente esse movimento de busca multidimensional por qualificação profissional .
No que se refere às percepções sobre como o CBS e o IBS podem contribuir para modernizar a prática contábil, observa-se que os participantes apontam principalmente a simplificação e a transparência do sistema tributário como fatores centrais desse processo. A unificação de tributos, a redução da guerra fiscal entre estados e a menor propensão a interpretações divergentes tendem a fortalecer a segurança jurídica, facilitando a apuração e reduzindo ambiguidades na aplicação das normas. Parte dos respondentes também destaca que o novo regime pode contribuir para diminuir conflitos fiscais e tornar os cálculos mais objetivos, o que representa um avanço na dinâmica operacional da contabilidade.
Além disso, os participantes enfatizam que o CBS e o IBS podem estimular a modernização tecnológica da prática contábil ao demandar processos mais estruturados, sistemas atualizados, integração de dados e uso intensivo de ferramentas digitais. Essa transformação, associada ao potencial da apuração assistida, tende a tornar a atividade contábil mais estratégica, eficiente e voltada à tomada de decisões, reduzindo o retrabalho e ampliando a precisão analítica. Embora alguns respondentes indiquem não ter opinião formada, as respostas predominantes revelam uma percepção favorável de que o novo regime pode impulsionar uma contabilidade mais moderna, tecnológica e orientada por dados.
5. CONSIDERAÇÕES FINAIS
O presente estudo teve como objetivo analisar a preparação dos profissionais de contabilidade para a implementação do novo regime tributário no Brasil, com foco na CBS e no IBS.
Os resultados demonstraram que, embora a categoria reconheça a importância e o impacto da reforma, o processo de adaptação ainda está em sua fase inicial. Este cenário é marcado por dúvidas, desconhecimento parcial e uma clara necessidade de maior capacitação técnica para enfrentar os novos desafios.
A predominância de profissionais jovens e em formação, aliada à percepção de insuficiência nas informações atuais, sinaliza que a transição exigirá esforços conjuntos entre profissionais, instituições de ensino, órgãos reguladores e empresas de tecnologia.
Ao investigar o nível de conhecimento sobre a CBS e o IBS, observou-se que a maioria dos respondentes se avalia em níveis iniciais ou intermediários, com compreensão limitada sobre o cálculo, a operacionalização e os mecanismos de não cumulatividade. Apesar de parte considerar ter participado de cursos e treinamentos, os dados apontam que os conteúdos disponíveis ainda são insuficientes ou pouco claros, resultando em um déficit de segurança técnica. Essa lacuna se reflete também na baixa proporção de profissionais que iniciaram a adaptação de processos internos, confirmando que o conhecimento teórico ainda não se converteu em prática consolidada.
No tocante aos desafios enfrentados pelos contadores, os resultados evidenciam preocupações relacionadas principalmente à complexidade normativa, ao longo período de transição entre os regimes, à coexistência de diferentes tributos e à necessidade de adequação tecnológica. Destacam-se também dificuldades relativas à parametrização de sistemas, atualização de obrigações acessórias e incertezas quanto aos impactos em áreas incentivadas. A percepção geral é de que a adaptação exigirá tempo, investimento e apoio institucional, especialmente diante da expectativa de aumento da carga de trabalho no período inicial da reforma.
Apesar dos desafios, o estudo constatou que a maioria dos participantes enxerga o novo regime tributário como um campo fértil para a expansão de serviços e a valorização da profissão. Essa percepção positiva indica que o CBS e o IBS podem fortalecer áreas como planejamento tributário, consultoria especializada e integração tecnológica, ampliando a relevância estratégica do contador no ambiente de negócios.
Para aproveitar esse cenário promissor, no entanto, os profissionais reconhecem que a qualificação contínua é indispensável. Eles apontam treinamentos, cursos (especialmente online) e materiais técnicos como ferramentas essenciais para a adaptação, reforçando a ideia de que a atualização profissional será o fator determinante para capitalizar as oportunidades emergentes.
Dessa forma, conclui-se que a implementação da CBS e do IBS representa simultaneamente um conjunto de desafios estruturais e uma oportunidade significativa de evolução para a prática contábil. A modernização do sistema tributário tende a exigir novas competências, maior domínio tecnológico, capacidade interpretativa e postura consultiva. Assim, o sucesso na adaptação ao novo regime dependerá da articulação entre capacitação permanente, investimento em sistemas e fortalecimento do papel do contador como agente essencial na transição e consolidação do modelo tributário brasileiro.
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1Graduando do curso de Ciências Contábeis do Centro Universitário Fametro. Manaus – Amazonas. E-mail: joselucasam18@gmail.com
2Graduando do curso de Ciências Contábeis do Centro Universitário Fametro. Manaus – Amazonas. E-mail: Felipearaujo4344@gmail.com
3Graduanda do curso de Ciências Contábeis do Centro Universitário Fametro. Manaus – Amazonas. E-mail: thainaralima.contabilidadeam@gmail.com
4MBA Gestão Financeira, Contabilidade e Auditoria pela Fundação Getúlio Vargas. Manaus – Amazonas. abensurmanaus@gmail.com
5Economista, Mestre em Contabilidade e Controladoria pela Universidade Federal do Amazonas (UFAM). Manaus – Amazonas
