EXPERIMENTAL PRACTICE AND ENTREPRENEURSHIP IN CHEMISTRY TEACHING; AN APPROACH TO TEACHING CHEMISTRY
REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/cl10202512101934
Priscila Pedrosa Finicelli1
RESUMO
Este trabalho teve como base principal as atividades práticas experimentais buscando diminuir as dificuldades dos alunos em compreender os conteúdos de Química. Dentro da temática desta pesquisa, presente no cotidiano dos alunos, abordou-se o processo químico da produção de: sabão em barra reciclado, perfumes, óleo corporal, aromatizantes de carros e água sanitária. Trabalhou-se também conceitos como empreendedorismo e sustentabilidade, essas atividades desenvolveram-se com 29 alunos da terceira série do ensino médio da Escola Estadual de Tempo Integral Maria do Céu Vaz D’Oliveira, no Município de Manaus Amazonas, para a apresentação da I Feira do Jovem Empreendedor. As atividades experimentais começaram a partir de recursos próprios e com materiais reciclados, criando um ambiente saudável e desenvolvendo no aluno o lado empreendedor e trabalhando o conceito de uma Química Sustentável. O projeto rompe com a forma tradicional, assim pode-se observar a formação do cidadão capaz de contribuir com a sociedade.
Palavras-chave: Química, Prática Experimental, Empreendedorismo, Sustentável.
ABSTRACT
This study was based mainly on experimental practical activities, seeking to reduce the students’ difficulties in understanding the contents of Chemistry. Within the theme of this research, present in the students’ daily lives, the chemical process of production of: recycled bar soap, perfumes, body oil, car flavorings and bleach was approached. Concepts such as entrepreneurship and sustainability were also worked on, these activities were developed with 29 students from the third year of high school at the Escola Estadual de Tempo Integral Maria do Céu Vaz D’Oliveira, in the Municipality of Manaus Amazonas, for the presentation of the I Feira of the Young Entrepreneur. The experimental activities started with own resources and with recycled materials, creating a healthy environment and developing the entrepreneurial side in the student and working on the concept of Sustainable Chemistry. The project breaks with the traditional way, so one can observe the formation of citizens capable of contributing to society.
Keywords: Chemistry, Experimental Practice, Entrepreneurship, Sustainable.
INTRODUÇÃO
O ato de ensinar ciências nas escolas está além de um mero mensageiro transmissor de conteúdos nas salas de aula. Envolve atrair, incitar e encantar através de metodologias que despertem no educando a curiosidade para o descobrimento do conhecimento, este, repleto de experimentos e fenômenos não apenas ao nosso redor, ou naquilo que realizou-se, e sim também dentro de nós, pois essa é uma das realidades em especial do ensino de química, uma ciência natural capaz de explicar todas as reações presentes nos seres vivos e no mundo. A química é um componente curricular tão importante quanto outros, por isso deve estar referenciada também nas contextualização sociocultural do conhecimento através de práticas que induzam a pesquisa, a investigação dos temas abordados no currículo a fim de dar um real sentido ao processo de ensino. Por isso, repensar a prática educativa desta disciplina é um caso de reflexão imprescindível, esse processo de ensino começa na mera interpretação do aprendizado até a consolidação de sua aplicação, então perguntas como: o que devo fazer? Como irei desenvolver este assunto? E tantas mais necessitam ser otimizadas para uma única direção. É preciso lembrar que dentro do processo de ensino-aprendizagem os papeis do professor e aluno são distintos, todavia se completam o professor buscando inovações e o aluno como indivíduo se transformando em um cidadão diariamente através de seu crescimento intelectual.
UMA PERSPECTIVA DO ENSINO DA QUÍMICA
O ensino de Química é de extrema importância para o desenvolvimento da sociedade, onde é aplicada em diversos campos da sociedade, na educação, tecnologia, saúde, agricultura, é tão ampla a aplicação, pois todas as substâncias existentes no universo há presença. È impresumível a introdução do Ensino de Química nas propostas curriculares das escolas, tudo que há no universo é formado por átomos, e união de átomos formam moléculas, a união de moléculas formam substâncias, enfim tudo com exceção do vácuo tem Química presente, tornando essencial na formação do cidadão. O Ensino de Química é uma ciência que estuda as reações e as transformações da matéria, observando diferentes propriedades como cor, cheiro e estado de agregação da matéria, a partir dessa surgiram a construção das teorias e leis (BUONFIGLIO, 2011).
A química está na base do desenvolvimento econômico e tecnológico. Da siderurgia à indústria da informática, das artes à construção civil, da agricultura à indústria aeroespacial, não há área ou setor que não utilize em seus processos ou produtos algum insumo que não seja de origem química. (SILVA MARQUES, 2011, p. 7)
A ciência como um todo consegue melhorar a qualidade de vida da sociedade, e o Ensino de Química faz parte desse contexto, a sociedade vem a cada ano sofrendo grandes transformações e a educação é crucial para essas mudanças (SILVA, 2011, p. 7).
Uma ciência a ser apreciada pelos alunos, a manipulação de materiais, a elaboração de projetos, o lado exploratório das descobertas, a discussão de resultados, desenvolve e constrói a cognição daqueles envolvidos no ensino experimental. O ensino da química precisa e deve ser relacionado com as situações cotidianas sempre contextualizadas, mas o conhecimento para resolução estas situações precisa estar inserido na estrutura de cognição do aluno, porém para que este conhecimento revestido de aprendizagem ocorra, os métodos tradicionais de memorização utilizados como estratégias de transmissão de conteúdos devem ser esquecidos. A prática da experimentação do ensino de química não está associada exclusivamente ao uso de laboratórios modernos equipados com os mais diversos materiais e substâncias, observa-se que por meio de materiais de baixo custo e materiais muitas vezes de uso caseiro, como por exemplo sal e vinagre presentes em toda cozinha, podem ser utilizados para esta prática em sala de aula. A promoção de exposições científicas para que os alunos apresentem seus trabalhos e suas pesquisas também funcionam como um ambiente para criação de experimentos e observação de todo conhecimento adquirido pelo aluno e sua habilidade de demonstrá-lo (MELO, 2011).
Um método baseado no ensino a partir de um problema, uma alternativa para conferir sentido ao ensino. Ela pode favorecer a participação ativa e constante dos estudantes, bem como a interação e troca de informações entre eles durante o processo de ensino-aprendizagem (SANTOS, 2010, p. 12).
A prática da experimentação das aulas de química é uma prática experimental que aborda a ABP, aprendizagem baseada em problemas, esta dificilmente utilizada no ensino médio. Nesta pesquisa como parte de fundamentação da utilização das atividades experimentais, além do discorrido anteriormente tomamos como base os teóricos da área de educação John Dewey e Jerome Bruner com o intuito de compreender a metodologia ABP.
Figura 01 – John Dewey (à esquerda) e Jerome Bruner (à direita).

Fonte: Disponível em: URL. (2) https://www.nature.com/articles/535232a Acesso em: 03/04/2018
As concepções da estrutura do desenvolvimento da aprendizagem de John Dewey e Jerome Bruner estão fundadas na ABP. Para Dewey qualquer indivíduo é capaz de atingir seus propósitos a partir de suas próprias habilidades naturais dentro de uma comunidade contribuindo para esta com seus conhecidos pois de fato esta é a meta da aprendizagem de um conhecimento, formar cidadãos capazes de contribuir e ajudar plenamente. Assim, Dewey cria uma concepção na qual se o objetivo é o aprendizado do aluno.
Acerca de Dewey, temos as cinco fases do desdobramento da experiência, sendo eles: (1) Perplexidade frente a uma situação problema; (2) Tentativa de interpretação desta situação; (3) Exploração e análise dos componentes da situação com o intuito de defini-la e esclarece-la; (4) Refinamento e reelaboração de hipóteses levantadas inicialmente; (5) Aplicação e verificação destas hipóteses por meio da ação na realidade para verificar suas consequências (PENAFORTE, 2001, apud RIBEIRO, 2008, p. 28).
De acordo com Bruner, quando existem várias opções de alternativas que levam a solução de um problema, de forma natural aquele que demande melhor conhecimento será trabalhado pois não há sentido percorrer o caminho que ofereça maior resistência. Assim, o papel do professor é essencial para determinar a qualidade do que será abordado na produção do conhecimento observando sempre as questões do ambiente e suas opções, a proposta de estudo em espiral, abordagem adequada quanto ao conhecimento científico e o sistema de premiação. O professor será aquele personagem no qual saberá o exato momento de ser ator principal junto ao aluno ou ator coadjuvante permitindo neste hora que o aluno aprender por si só.
Aprender um assunto parece envolver três processos quase simultâneos. Primeiro, é a aquisição de nova informação – informação que muitas vezes contraria ou substitui o que a pessoa anteriormente sabia, implícita ou explicitamente. Quando menos, será um refinamento de um conhecimento anterior […] Um segundo aspecto da aprendizagem pode ser chamado de transformação – o processo de manipular o conhecimento de modo a adaptá-lo a novas tarefas. […] A transformação compreende os meios pelos quais lidamos com a informação, de modo a irmos além dela. […] Um terceiro aspecto da aprendizagem é a avaliação (crítica): verificar se o modo pelo qual manipulamos a informação é adequado (BRUNER, 1987, p. 44- 45).
A ideia central da metodologia da ABP é criar um ambiente no qual o aluno seja o protagonista do seu próprio aprendizado, ou seja, crie autonomia, aprenda fazendo. Com isso, espera-se que haja por parte do aluno uma maturidade já desenvolvida a fim de que o este seja proativo. Assim o aluno vivenciará com esta aprendizagem uma experiência educativa na qual seus pensamentos e conhecimentos serão transformados e refeitos. E como diz a terceira Lei de Isaac Newton, toda ação gera uma reação e assim o aluno será modificado pelo experimento que praticou.
EDUCAÇÃO AMBIENTAL
[…] a presença da educação ambiental no currículo da educação básica, como componente permanente e continuado, não tem sido uma realidade constatada. O que tem se observado é apenas a promoção de eventos e atividades pontuais que, muitas vezes, não se caracteriza como uma ação efetiva de ensino e aprendizagem. (CAVALCANTE et al, 2017, p. 75)
Neste estudo de pesquisa o tema da Educação Ambiental precisou também ser amplamente discutido pois a preservação do meio ambiente é essencial para todos, um ambiente preservado melhora nossa qualidade de vida. Com um tema de tanta relevância, tornou-se necessário trabalhar em um espaço essencial, a escola nos proporciona um lugar de reflexão, construção de conhecimento e desenvolvimento intelectual. A educação é um instrumento muito poderoso, na construção de uma sociedade mais responsável com o meio ambiente e o uso de seus recursos naturais.
Na visão de Araújo (2007) apud BATTEZZATI E FRANCINE (2012, p. 03) “a Educação Ambiental (EA) surge como resposta à preocupação da sociedade com o futuro da vida” e De acordo com a A Lei 9795/1999, Política Nacional de Educação Ambiental, define Educação Ambiental em seu artigo 1º como:
Educação ambiental são os processos por meio dos quais o indivíduo e a coletividade constroem valores sociais, conhecimentos, habilidades, atitudes e competências voltadas para a conservação do meio ambiente, bem como de uso comum do povo, essencial à sadia qualidade de vida e sua sustentabilidade.
EMPREENDEDORISMO
Esta pesquisa abordou também um caráter de empreendedorismo buscando incitar aos alunos o lado empreendedor durante o processo de desenvolvimento dos mesmos, pois este processo ajuda a criar oportunidades de aplicar o que é ensinado em sala de aula, na sua vida e em prol da sociedade, orientando, organizando e tomando decisões que irão precisar para ser inserido na economia do país, será um dos motores para gerar riquezas.
O empreendedor é uma pessoa criativa, marcada pela capacidade de estabelecer e atingir objetivos e que mantém alto nível de consciência do ambiente em que vive, usando-a para detectar oportunidades de negócios. Um empreendedor que continua a aprender a respeito de possíveis oportunidades de negócios e a tomar decisões moderadamente arriscadas que objetivam a inovação continuará a desempenhar um papel empreendedor. (p. 19).
SUSTENTABILIDADE
Ao contrário da grande maioria dos resíduos, os óleos exauridos, tanto de origem vegetal quanto animal (gorduras), possuem valor econômico positivo, por poderem ser aproveitados em seu potencial mássico e energético. Os principais aproveitamentos de tais óleos são (1) saponificação, com aproveitamento do subproduto da reação, a glicerina, (2) padronização para a composição de tintas (óleos vegetais insaturados – secativos), (3) produção de massa de vidraceiro, (4) produção de farinha básica para ração animal, (5) queima em caldeira, (6) produção de biodiesel, obtendo-se glicerina como subproduto. (REIS, 2007).
Neste trabalho de pesquisa devido as diversas manipulações como a reciclagem do óleo para a saponificação, ou seja, produção de sabão caseiro para uso diário. Necessitou-se introduzir noções de sustentabilidade aos alunos.
METODOLOGIA
Nessa pesquisa trabalhou abordagem mista, quantificou e analisou os resultados da pesquisa de campo com estudantes, além das aulas experimentais realizadas na Escola Estadual de Tempo Integral Maria do Céu Vaz D’Oliveira, na cidade de Manaus, AM. Abordagem quantitativa e qualitativa trata-se de observar reações, opiniões, posturas, atribuindo contextos reais e contextualizando números.
O enfoque da pesquisa consistiu em montar um experimento, realizá-lo e medir os resultados. Em sua forma pura, os experimentos devem ser organizados de modo que todas as variáveis sejam controladas, exceto a que se pretende medir, para que seja possível provar a causalidade. (SOMEKH;LEWIN, 2015).
O método experimental, é o estudo de um fenômeno provocado artificialmente no sentido de se verificar uma hipótese. Ao contrário do observador, que não deve ter ideias preconcebidas do fato observado. Pois tem um papel passivo no processo, p experimentador será acima de tudo o elemento ativo, agindo conforme a hipótese. ( SANTOS, PARRA FILHO, 2017)
O projeto teve como base aula experimental para desenvolver o aprendizado do aluno, o objetivo principal foi o exploratório, levando em conta a interação do aluno parte deste. As atividades experimentais começaram a partir de recursos próprios e com materiais reciclados, criando um ambiente saudável e desenvolvendo no aluno o lado empreendedor e trabalhando o conceito de uma Química Sustentável. A única turma de terceiro ano com um total de 29 alunos foi dividida em equipes, gerando 05 (cinco) equipes dando uma estrutura de uma empresa simulada, tendo um presidente, um vice-presidente, um gerente e 6 equipe de execução.
Figura 2: Estrutura da Empresa Simulada

Fonte: Elaborado pela autora (2018)
Todas as equipes tiveram como ponto de partida uma única prática experimental que se iniciou com a parte da Química Orgânica tendo como base o conteúdo de Saponificação, sob a temática “A química sustentável, empreendedorismo e suas inovações”, com o objetivo de ensinar o conteúdo e trabalhar uma metodologia diferente. A abordagem tinha como meta unificar o conhecimento científico com a estrutura de uma sociedade, a vida cotidiana do discente, demonstrando que toda pesquisa leva ao desenvolvimento social, que os conceitos químicos estão no dia-a-dia de nossas vidas.
Figura 3: Correlação da Temática

Fonte: Própria Autora
A elaboração e estruturação do projeto, seguimos as seguintes etapas:
- Definição do Tema e dos Conteúdos;
- Seleção de materiais pedagógicos para auxiliar o projeto;
- Coleta dos Materiais;
- Elaboração dos Roteiros de Experimentos;
- Organização dos materiais para as aulas práticas;
- Aulas práticas;
- Avaliação da Proposta;
- Montagem da empresa simulada;
- Exposição do Projeto.
Amostra foi realizada com o valor total da população durante as práticas experimentais.
Técnicas e instrumentos de coletas de dados
Nesta pesquisa construiu-se uma série de questionários para verificação do aprendizado e conhecimentos que foram adquiridos pelos alunos durante o projeto. Também foram criados roteiros para orientação dos alunos durante as práticas e, solicitou-se aos mesmo que seguissem as etapas descritas pela pesquisadora do projeto. A aplicação dos questionários de pesquisa foi realizada no início e ao final do projeto com os alunos, além dos questionários aplicados após cada atividade prática, para mensurar o conhecimento adquirido pelos alunos, sendo estes questionários de âmbito fechado.
Procedimentos de Aplicação de Instrumentos
Os instrumentos de coleta de dados desta pesquisa foram aplicados pela professora da desta pesquisa a cada aluno participante após a realização das atividades práticas em sala de aula.
ANÁLISE DE RESULTADOS
Organização e avaliação dos resultados
A discussão dos dados é crucial para a validação do projeto, nele podemos verificar ponto onde podemos melhorar e sugerir alternativas para uma nova metodologia no processo de ensino aprendizagem.
O segundo questionário aplicado para coleta de dados foi para sondagem sobre temas de empreendedorismo, sustentabilidade, reciclagem e sobre a metodologia das aulas de química.
Gráfico 01: Resultado obtido do questionário 02.

Fonte: Dados da Pesquisa 2016
O questionário constava 07 (sete) questões, o primeiro questionamento percebe-se que por mais que a palavra seja amplamente divulgada, os alunos ainda ligam o termo empreendedor, a empresário e financiadores num total de 55,17%, contra 34,48% que acreditam que qualquer pessoa possa ser um empreendedor, e 10,43% responderem nada coerente. O mais intrigante que no segundo questionamento sobre se produziu ou vendeu algum produto um total de 65,51%, responderam sim, dos produtos mais citados foram dindin (picolé sem pauzinho, congelado dentro de um saquinho plástico), brigadeiro e café da manhã, o que se percebeu o que acontece em sala de aula, o aluno tem a prática a vivência, mas não sabe definir e conectar a definição.
Na 2ª questão quando se pergunta: Para ser um empreendedor é preciso?. O percentual de 17,24% acredita que para ser o empreendedor é necessário ter dinheiro e um nível superior e 44,82% assinalaram todas as opções, analisando a somatória das duas respostas, observa que está próxima do percentual da resposta da primeira questão, portanto para eles é algo que não está próximo ao seu alcance, mesmo eles vivenciando ações pessoas que se enquadram com o perfil de um empreendedor.
Analisando a 4ª questão: O que é sustentabilidade, permeia a mesma situação das primeiras questões, a somatória do item (a) e (b) gerando um total de 72,41% das resposta, observa-se eles conhecem a palavra, mas sabem definir o conceito corretamente, apenas 27,58% assinalaram a resposta correta.
Na 5ª questão: Você já reciclou algum material, se positivo a resposta qual?, Observou que um total de 96,55% dos alunos não reciclou e apenas 3,44% já tinham reciclado algum material, entre os materiais o que se destacou foi garrafa pet.
Na 6ª e 7ª questão sobre a disciplina Química observou-se que os professores acreditam que com aulas práticas melhoram na compreensão do conteúdo de Química.
Os dados do 2º gráfico sobre a sondagem de material reciclado e como é intenção dos alunos quanto à utilização de materiais reciclados na práticas experimentais, perguntas fechadas e especificamente sobre o óleo de cozinha e seus impactos ambientais.
Gráfico 02: Resultado obtido do questionário 03.

Fonte: Dados da Pesquisa 2016
Analisando o 2º gráfico, observou-se que os apenas 10,34% dos alunos doam óleo de cozinha usado para reciclagem e um total de 89,65% dos alunos apenas descartam, na questão 02 foi perguntado a forma de descarte, 58,52% jogam na pia, 27,58% responderam no quintal e apenas 13,79 em garrafa pet, analisando os dados das duas questões com a terceira que faz questionamento da participação de palestra e curso sobre coleta seletiva, o dados são bem coerentes pois apenas um percentual de 6,8% dos alunos já participaram de alguma palestra. Os alunos se mostraram interessados em participar da coleta de óleo para fabricação de sabão em barra, 100% deles mostraram interesse em doar o óleo.
Durante os meses de Maio/2019 a outubro/2019 foram coletados 201 litro de óleo, conforme a tabela abaixo:
Tabela 1: Coleta de óleo de cozinha usado
| Mês | Litros |
| Maio | 14 |
| Junho | 48 |
| Julho | 39 |
| Agosto | 32 |
| Setembro | 47 |
| Outubro | 21 |
Fonte: Planilha de coleta de óleo.
Durante os meses de Maio/2019 a outubro/2019 foram coletados 96 potes de margarina de 250 g, conforme a tabela abaixo:
Tabela 2: Coleta de pote de margarina
| Mês | Potes |
| Maio | 10 |
| Junho | 21 |
| Julho | 23 |
| Agosto | 07 |
| Setembro | 12 |
| Outubro | 23 |
Fonte: Planilha de coleta de pote de margarina
Gráfico 03: Resultado obtido do questionário 04.

Fonte: Dados da Pesquisa 2019
Observa-se que no 3º gráfico, os alunos obtiveram um grau satisfatório de aprendizagem, analisando a questão 1ª e 2ª, a semelhança no aspecto quantitativo é observada nas respostas, cujas temáticas guardam uma estreita relação. Na 1ª questão obteve-se 86,20% de acertos e na 2ª Questão 82,75%, as questões precisavam do conteúdo de Cinética, quanto à velocidade da reação, e os alunos puderam observar que a temperatura e sua influência sobre a reação. Na 4ª o acerto 82,75%, sobre outro fator que interfere na reação, que é a quantidade do reagente.
Na 3ª questão, perguntou-se sobre os processos envolvidos no experimento, observou-se que mesmos os alunos tendo em mãos o roteiro durante toda a prática e nele estando escrito o nome do processo os resultados foram dentro do esperado com um percentual de 72,41% de acerto. Os alunos verificaram na prática a reação de saponificação, velocidade da reação relembrando conceitos de misturas de substâncias e concentrações. Foram produzidos 503 (quinhentos e três) barras de sabões ecológicos de 250 g, além das aulas programadas foi utilizado tempo extracurricular para poder reciclar a quantidade de óleo coletada.
Figura 04: Alunos produzindo sabão ecológico (à esquerda) e produtos finalizados expostos na estante (à direita)

Fonte: Fotografia realizada pela autora (2019).
Na prática experimental de produção de sabonete artesanal, os alunos verificaram na prática a reação de saponificação, relembrando conceitos de misturas de substâncias, estado físico da matéria. Foram produzidas 62 (sessenta e duas) barras de sabonetes e 70 (setenta) frascos de 30 mL de sabonetes líquidos.
Figura 05: Sabonete artesanal (à esquerda)e na estante com potes sabonetes líquidos (à direita)

Fonte: Fotografia realizada pela autora (2019).
Gráfico 04: Resultado obtido do questionário 05.

Fonte: Dados da Pesquisa 2019
Observa-se que no 4º gráfico, os alunos obtiveram um grau satisfatório de aprendizagem, analisando a questão 1ª, 2ª e 3ª, a semelhança no aspecto quantitativo é observada nas respostas, cujas temáticas guardam uma estreita relação. Na 1ª questão obteve-se 86,2% de acertos, na 2ª Questão 82,75% e na 3ª 89,65%, relacionada com o tema de Misturas Homogênea e Heterogênea. Na 4ª um percentual de acertos de 72,41% e 5ª questão 65,51%, sendo a mesma temática de oxidação, apenas questionada de maneira diferente, o resultado ficou dentro do esperado e coerente pelo percentual de acertos.
Os alunos verificaram na prática conceitos de misturas de substâncias, concentrações e reação de oxidação. Foram produzidas 10 (dez) garrafas de 1 (Um) litro de água sanitária e 18 frascos de 30 mL de óleo corporal de aromas diferentes.
Figura 06: água sanitária (à esquerda) e embalagens de óleo corporal (à direita)

Fonte: Fotografia realizada pela autora (2019).
Gráfico 05: Resultado obtido do questionário 06.

Fonte: Dados da Pesquisa 2019
Observa-se que no 5º gráfico, os alunos obtiveram um grau satisfatório de aprendizagem, a semelhança no aspecto quantitativo é observada nas respostas.
Os alunos verificaram na prática conceitos de misturas de substâncias, concentrações e reação de oxidação. Foram produzidos 10(dez) frascos de 100 mL de perfume amadeirado e 20 frascos de 30 mL de aromatizante para carro.
Figura 07: Produção de aromatizante para carro

CONSIDERAÇÕES FINAIS
O projeto de pesquisa de dissertação de Química galgou êxito, pois a proposta dessa dissertação de mestrado desenvolveu as principais características de um empreendedor em sala de aula. A junção de atividade práticas e a criação de empresas simuladas aguçaram o estímulo e o interesse dos alunos na disciplina de química, a ação do ato de empreender desenvolveu assim o lado empreendedor de cada aluno durante as suas participações. As práticas experimentais durante as aulas de química mudaram a atitude e interesse dos alunos em relação ao aprendizado de química em sala de aula. Os alunos foram capazes de compreender os conceitos científicos e aplicar em soluções para uso de uma sociedade. A ideia trabalhada da preservação do meio ambiente através da sustentabilidade por meio da produção de sabão em barra para uso doméstico através da reciclagem do óleo de cozinha abriu novos horizontes para compreensão da importância dessa prática tanto para comunidade como para o lado do empreendedorismo para formação da estrutura do conhecimento de um cidadão consciente. Assim, desmistificando o ensino da Química, colocando como uma disciplina de fácil compreensão.
O Desfecho da pesquisa consolidou-se durante a exposição deste projeto para comunidade escolar, onde ganhou notoriedade tanto na comunidade escolar como na comunidade. É importante ressaltar que o projeto desta dissertação além de constatar a hipótese desta, devido a notoriedade durante a exposição da mesma, participou de uma entrevista para uma rede de televisão local. Além de ganhar uma matéria de destaque na Secretaria de Estado de Educação e Qualidade de Ensino do Amazonas – SEDUC – Amazonas.
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1Graduada no Curso Superior de Licenciatura em Química da Universidade Federal do Amazonas/UFAM – Instituto de Ciências e Terra, Discente na EETI Maria do Céu Vaz D’Oliveira (SEDUC/AM) e-mail: priscila.finicelli@prof.am.gov.br
