A MASSAGEM TERAPÊUTICA NO ALÍVIO DA DOR MUSCULAR EM MULHERES COM FIBROMIALGIA

THERAPEUTIC MASSAGE FOR MUSCLE PAIN RELIEF IN WOMEN WITH FIBROMYALGIA

REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/fa10202511180101


Ilza Batista dos Santos1
Orientador: Prof. Ms. Ronaldo Nunes Lima2


RESUMO:

A fibromialgia é uma síndrome crônica caracterizada por dor difusa no sistema musculoesquelético, fadiga, distúrbios do sono e alterações emocionais, afetando negativamente a qualidade de vida, principalmente em mulheres. A massagem terapêutica tem sido utilizada como recurso complementar no manejo da dor muscular, promovendo relaxamento, redução da rigidez muscular e melhoria da funcionalidade. Este estudo teve como objetivo analisar os efeitos da massagem terapêutica no alívio da dor muscular em mulheres com fibromialgia, identificar as técnicas mais aplicadas e avaliar seus impactos na qualidade de vida e em sintomas associados, como fadiga, ansiedade e distúrbios do sono. Trata-se de uma revisão bibliográfica qualitativa, com análise crítica de nove artigos publicados entre 2021 e 2025, selecionados nas bases SciELO, LILACS, PubMed e Google Acadêmico. Os resultados indicam que técnicas como massagem de pressão moderada, massagem sueca, liberação miofascial e deslizamento profundo promovem alívio da dor, aumento da amplitude de movimento, melhora da flexibilidade muscular, do sono e do bem-estar emocional. A combinação da massagem com exercícios leves potencializa seus efeitos, favorecendo a adesão ao tratamento e maior independência funcional. Conclui-se que a massagem terapêutica é uma intervenção segura, eficaz e de baixo custo, representando um recurso complementar importante no tratamento da fibromialgia em mulheres, contribuindo para a melhoria da qualidade de vida e do bem-estar físico e emocional.

Palavras-chave: Dor Muscular. Fibromialgia. Massagem. Mulheres

ABSTRACT:

Fibromyalgia is a chronic syndrome characterized by widespread musculoskeletal pain, fatigue, sleep disturbances, and emotional changes, significantly affecting quality of life, especially in women. Therapeutic massage has been used as a complementary approach to manage muscle pain, promoting relaxation, reducing muscle stiffness, and improving functionality. This study aimed to analyze the effects of therapeutic massage on muscle pain relief in women with fibromyalgia, identify the most commonly applied techniques, and assess their impact on quality of life and associated symptoms such as fatigue, anxiety, and sleep disorders. A qualitative literature review was conducted, critically analyzing nine articles published between 2021 and 2025, selected from SciELO, LILACS, PubMed, and Google Scholar. Results show that techniques such as moderate-pressure massage, Swedish massage, myofascial release, and deep gliding provide pain relief, increased range of motion, improved muscle flexibility, better sleep quality, and enhanced emotional well-being. Combining massage with light exercises enhances its effects, promoting treatment adherence and greater functional independence. In conclusion, therapeutic massage is a safe, effective, and low-cost intervention, representing an important complementary strategy in managing fibromyalgia in women, contributing to improvements in physical and emotional well-being and overall quality of life.

Keywords: Massage. Fibromyalgia. Muscle pain. Women

1. INTRODUÇÃO

A fibromialgia é uma síndrome reumática de evolução crônica e causa ainda não totalmente esclarecida, caracterizada por dor difusa no sistema musculoesquelético e pela presença de pontos dolorosos específicos à palpação, conhecidos como tender points. Essa condição frequentemente se associa a fadiga, dificuldades no sono, rigidez matinal e pode desencadear impactos psicológicos, como ansiedade e depressão, comprometendo de forma relevante a qualidade de vida dos indivíduos afetados (Trevisan et al., 2022).

No Brasil, essa enfermidade ocupa a segunda posição entre as doenças reumatológicas mais comuns, afetando cerca de 2,5% da população. Embora possa surgir em qualquer faixa etária, é mais frequente em adultos com faixa etária acima dos 40 anos. Observa-se ainda uma predominância no sexo feminino, com uma proporção aproximada de 7,5 mulheres para cada homem. De maneira geral, a incidência tende a ser mais elevada entre idosos, o que representa um desafio clínico relevante devido à complexidade de seus sintomas e à necessidade de estratégias terapêuticas mais amplas e específicas (Oliveira et al., 2024).

No manejo da fibromialgia, a atuação do fisioterapeuta é essencial, pois envolve uma abordagem ampla voltada para o controle da dor e para a promoção da qualidade de vida dos indivíduos. O tratamento pode englobar recursos como a terapia manual, alongamentos, mobilizações articulares e orientações relacionadas à postura. Além disso, a intervenção fisioterapêutica pode favorecer a melhora do sono, diminuir a sensação de fadiga, ampliar a capacidade funcional e auxiliar no enfrentamento do estresse, fatores que contribuem para a redução dos sintomas e para o bem-estar geral das pessoas com fibromialgia (Fernandes et al,. 2023).

Embora o exercício físico regular seja reconhecidamente benéfico para pacientes com fibromialgia, muitos ainda apresentam receio em relação à prática de atividades físicas e esforço intenso. Nesse contexto, a fisioterapia oferece diversos recursos que podem ser empregados no tratamento da fibromialgia, incluindo a massagem terapêutica, técnicas de alongamento, mobilizações articulares e exercícios leves, com o objetivo de reduzir a dor, aliviar a tensão muscular, melhorar o condicionamento cardiorrespiratório e as habilidades funcionais. Essas abordagens contribuem para o alívio geral dos sintomas, especialmente quando o tratamento farmacológico isolado não é suficiente para promover melhorias significativas (Junior et al., 2021).

O objetivo desse artigo é analisar os efeitos da massagem terapêutica no alívio da dor muscular em mulheres diagnosticadas com fibromialgia. De forma específica, busca-se identificar as principais técnicas de massagem terapêutica aplicadas nesse contexto, investigar os impactos dessas intervenções na melhoria da qualidade de vida das pacientes e analisar seus efeitos sobre outros sintomas frequentemente associados à fibromialgia, tais como fadiga, ansiedade e distúrbios do sono.

2 MARCO TEÓRICO
2.1. Fibromialgia

A fibromialgia corresponde a uma condição crônica marcada por dor generalizada no sistema musculoesquelético, acompanhada de cansaço constante e alterações no padrão de sono, fatores que comprometem de forma expressiva o bem-estar e as atividades diárias dos indivíduos. Considerando que não existe tratamento curativo, alternativas terapêuticas complementares, como a massagem com foco no relaxamento, vêm sendo investigadas como recurso auxiliar no controle dos sintomas. A patogênese da fibromialgia envolve mecanismos complexos, incluindo disfunção do sistema nervoso central e alterações neuroendócrinas que amplificam a sensibilidade à dor (Duarte et al., 2025). 

2.2. Características clínicas e manifestações da fibromialgia

A fibromialgia manifesta-se frequentemente por dor crônica difusa, que pode apresentar características típicas de dor neuropática, como sensação de queimação e formigamento ou dormência (parestesia). Essa dor é acompanhada por hiperalgesia, ou seja, aumento da sensibilidade a estímulos dolorosos, e alodínia, que é a percepção de dor em resposta a estímulos que normalmente não provocariam desconforto. Além disso, os pacientes podem apresentar fadiga generalizada, rigidez nas articulações, distúrbios do sono (como insônia ou sono não restaurador), alterações cognitivas (dificuldades de memória e concentração), maior sensibilidade à luz, sons, odores e sabores, bem como sintomas de ansiedade e depressão. A dor característica da fibromialgia costuma se localizar em tendões, ligamentos e músculos, principalmente em pontos dolorosos simétricos conhecidos como “tender points”, que não seguem a distribuição dos dermátomos. Geralmente, essas regiões incluem pescoço, ombros, região dorsal, glúteos e membros inferiores, podendo afetar de forma generalizada o corpo (Castro et al., 2023). 

2.3. Impacto da fibromialgia em mulheres

A fibromialgia apresenta uma incidência significativamente maior entre mulheres, com uma proporção que pode chegar a nove casos femininos para cada homem acometido. Entre pessoas de 40 a 50 anos, aproximadamente 4,2% das mulheres são afetadas, em contraste com apenas 0,2% dos homens, sendo que grande parte das mulheres afetadas apresenta menor nível educacional. Além disso, indivíduos com menos de 60,6 anos costumam manifestar sintomas mais intensos da doença. As mulheres têm 1,5 vez mais probabilidade de experimentar dor crônica generalizada e apresentam dez vezes mais chance de possuírem 11 ou mais pontos sensíveis à dor (tender points) durante avaliação clínica, o que contribui para a explicação da maior prevalência da fibromialgia no sexo feminino (Costa et al., 2024).

Mulheres com fibromialgia enfrentam limitações funcionais significativas, com dificuldades em atividades diárias, sono de qualidade inferior e níveis elevados de estresse. A qualidade de vida dessas mulheres é frequentemente comprometida, especialmente nos domínios de capacidade funcional, aspectos emocionais e sociais (Lima et al., 2023).

2.4. O tratamento da fibromialgia 

O tratamento da fibromialgia deve ser contínuo e personalizado, visando a redução dos sintomas por meio de intervenções farmacológicas, orientações educativas, cinesioterapia, quiropraxia e terapia cognitivo-comportamental. Nesse contexto, a fisioterapia tem se destacado como recurso essencial no manejo da doença, apresentando resultados positivos em diferentes abordagens terapêuticas. A condução do tratamento requer dedicação e deve ser adaptada às necessidades individuais de cada paciente. O fisioterapeuta atua na avaliação e na melhora do movimento e da postura, utilizando recursos como exercícios físicos, atividades aeróbicas, hidroterapia, alongamentos, técnicas manuais e eletroterapia. Esses procedimentos podem proporcionar benefícios psicofisiológicos, incluindo aumento da disposição e da tolerância para a prática de atividades físicas, fortalecimento muscular, maior resistência à fadiga, melhora da função cardiorrespiratória, ampliação da amplitude de movimento, relaxamento e efeito analgésico (Marques et al., 2023).

Além disso, é fundamental reconhecer a diversidade existente entre os pacientes com fibromialgia e desenvolver estratégias terapêuticas personalizadas, com o objetivo de alcançar melhores resultados clínicos e promover maior qualidade de vida aos indivíduos acometidos por essa condição complexa. Contudo, ainda existem lacunas quanto à comprovação de sua eficácia quando comparada a outras intervenções, uma vez que a terapia manual pode apresentar efeitos inespecíficos, como o placebo. Apesar de alguns estudos apontarem melhorias nos sintomas, os resultados ainda não são totalmente conclusivos (Priego et al., 2024)

2.5 A fibromialgia no SUS

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou a Lei 14.705, de 2023, que regulamenta o tratamento de fibromialgia e fadiga crônica no Sistema Único de Saúde (SUS). A matéria, de autoria da deputada federal Erika Kokay (PT-DF), foi aprovada no Senado em março, com relatoria do senador Sérgio Petecão (PSD-AC). De acordo com o texto, será legalmente constituído o direito de as pessoas com fibromialgia ou fadiga crônica receberem atendimento integral pelo SUS (incluindo tratamento multidisciplinar nas áreas de medicina, psicologia e fisioterapia) e acesso a exames complementares e a terapias reconhecidas, entre elas fisioterapia e atividade física. Esses atendimentos já estão previstos em portaria do Ministério da Saúde. A lei prevê ainda acompanhamento nutricional e fornecimento de medicamentos (Agência Senado).

3. MATERIAL E MÉTODO

O presente trabalho consiste em uma revisão bibliográfica de natureza qualitativa, com enfoque descritivo e exploratório, cujo propósito foi investigar os efeitos da massagem terapêutica no alívio da dor muscular em mulheres diagnosticadas com fibromialgia.

A pesquisa foi realizada nas bases de dados Scientific Electronic Library Online (SciELO), Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde (LILACS), PubMed e Google Acadêmico. Para o processo de seleção, utilizaram-se os descritores em português: “Dor Muscular”, “Fibromialgia”, “Massagem”. “Mulheres”, combinados entre si com os operadores booleanos AND e OR.

No levantamento inicial foram encontrados 18 artigos relacionados ao tema. Após a análise dos títulos e resumos, 12 estudos permaneceram para leitura integral. Destes, 8 artigos atenderam aos critérios de inclusão e compuseram a base de dados para a elaboração dos resultados e da discussão.

Foram incluídos artigos publicados entre os anos de 2021 a 2025, disponíveis em texto completo, escritos em português e que tratassem diretamente da utilização da massagem terapêutica como intervenção para dor muscular em mulheres com fibromialgia. Foram excluídos trabalhos duplicados, dissertações, teses, materiais indisponíveis na íntegra, artigos em outros idiomas e estudos sem relação direta com o tema proposto.

Os artigos selecionados foram lidos integralmente e analisados criticamente, buscando identificar evidências quanto à eficácia, benefícios, limitações e recomendações do uso da massagem terapêutica nessa população. Os achados foram organizados de forma temática, a fim de possibilitar uma análise coerente e fundamentada com os objetivos deste estudo.

4. RESULTADOS E DISCUSSÃO

A análise dos artigos selecionados evidenciou que a massagem terapêutica apresenta efeitos positivos consistentes no manejo da dor muscular em mulheres com fibromialgia. Os resultados convergem ao demonstrar que essa intervenção contribui para a redução da intensidade da dor, melhora da qualidade do sono, diminuição da fadiga e impacto positivo sobre aspectos emocionais, como ansiedade e depressão, confirmando o objetivo deste estudo de avaliar a eficácia da massagem terapêutica no tratamento da síndrome.

De acordo com Simão et al. (2021), técnicas de massagem de pressão moderada aplicadas duas vezes por semana durante um período de oito semanas resultaram em melhora significativa na sensibilidade dos tender points e na percepção geral de bem-estar das participantes. Esses achados reforçam que a estimulação manual favorece a modulação da dor, possivelmente por mecanismos relacionados à liberação de endorfinas e à melhora da circulação sanguínea.

De forma complementar, Pereira et al. (2023) identificaram que a massagem terapêutica contribuiu para a melhora da amplitude de movimento e da flexibilidade muscular, aspectos que repercutem diretamente na funcionalidade. Além disso, observou-se redução da rigidez matinal, sintoma recorrente em mulheres com fibromialgia, o que possibilitou maior disposição para atividades cotidianas.

Outro ponto relevante foi apresentado por Gomes et al. (2024), que analisaram os efeitos da massagem terapêutica associada a exercícios leves. Os autores verificaram que a combinação das duas estratégias potencializou os benefícios, reduzindo significativamente a fadiga e melhorando o condicionamento físico geral. Isso demonstra que a massagem pode ser utilizada tanto de forma isolada quanto como recurso complementar em programas fisioterapêuticos mais amplos.

Estudos nacionais recentes corroboram esses achados, Gondim e Almeida (2023), observaram que a massagem terapêutica manual promoveu melhora significativa da dor, da qualidade do sono, da rigidez e do humor em pacientes com fibromialgia, principalmente as mulheres. Os autores ressaltam, contudo, a importância de padronizar os protocolos de aplicação, visto que a frequência e intensidade das sessões variam amplamente entre os estudos, o que dificulta a comparação dos resultados.

De forma semelhante, Chaves et al., (2023) analisaram diferentes abordagens fisioterapêuticas em pacientes com fibromialgia e destacaram que as terapias manuais, incluindo a massagem terapêutica, apresentam resultados mais consistentes no alívio da dor e melhora funcional, quando comparadas a técnicas exclusivamente passivas. Apesar disso, os autores reforçam que ainda há necessidade de pesquisas controladas e com amostras maiores para fortalecer as evidências científicas e orientar protocolos clínicos mais uniformes.

Complementando essas evidências, Priego et al. (2024) enfatizam a necessidade de abordagens multidisciplinares e individualizadas, destacando que a fibromialgia é uma condição heterogênea que exige integração entre fisioterapia, farmacoterapia e suporte psicossocial. Os autores ressaltam que, embora as terapias manuais apresentem resultados positivos sobre a sintomatologia, ainda existem lacunas quanto à sua eficácia quando comparadas a outras intervenções terapêuticas. Essa observação reforça a importância de protocolos mais específicos e fundamentados em evidências clínicas para potencializar os resultados.

Em relação aos aspectos psicossociais, Almeida et al. (2021) apontaram que pacientes submetidas a sessões regulares de massagem terapêutica relataram melhora na qualidade do sono e redução dos níveis de ansiedade. Essa resposta sugere que, além dos efeitos físicos, a massagem exerce influência sobre o sistema nervoso autônomo, promovendo relaxamento e equilíbrio emocional, fatores fundamentais para o enfrentamento da fibromialgia.

Outro achado importante foi destacado por Duarte et al. (2025), que observaram que a adesão ao tratamento com massagem terapêutica foi superior quando comparada a outras modalidades fisioterapêuticas, devido à percepção imediata de alívio e conforto relatada pelas pacientes. Essa característica torna a técnica atrativa e facilita sua aplicação em protocolos clínicos de médio e longo prazo.

De forma geral, observou-se que técnicas como a massagem de pressão moderada, a massagem sueca, a liberação miofascial e as técnicas de deslizamento profundo foram as mais empregadas nos estudos analisados. Cada uma dessas abordagens apresentou benefícios específicos: a pressão moderada demonstrou maior eficácia na redução da sensibilidade dos tender points, enquanto a liberação miofascial contribuiu para diminuir a rigidez muscular e ampliar a amplitude de movimento, favorecendo a funcionalidade e o conforto dos pacientes.

De maneira consistente com esses achados, a literatura aponta que a massagem terapêutica constitui uma intervenção eficaz, segura e de baixo custo, capaz de promover alívio da dor muscular, melhora da qualidade do sono e do bem-estar geral, além de potencializar os cuidados fisioterapêuticos oferecidos a mulheres com fibromialgia. Tais evidências corroboram a proposta central deste estudo e reforçam a relevância da inclusão da massagem terapêutica como recurso complementar nos programas de tratamento da síndrome, contribuindo para uma melhor qualidade de vida e maior autonomia nas atividades diárias dessas pacientes.

Quadro – Estudos sobre a aplicação da massagem terapêutica em pacientes com fibromialgia
Autor (Ano)Tipo de IntervençãoPrincipais ResultadosConclusões / Observações Relevantes
Almeida et al. (2021)Sessões regulares de massagem terapêuticaMelhora na qualidade do sono; redução dos níveis de ansiedadeEfeitos psicossociais indicam que a massagem atua também sobre o sistema nervoso autônomo; importância da massagem no manejo integral da fibromialgia, não apenas na dor física; sugere componente relaxante e modulador do estresse.
Chaves (2023)Abordagens fisioterapêuticas, com ênfase em terapias manuais / massagem terapêuticaResultados mais consistentes no alívio da dor e melhora funcional em comparação com técnicas passivasDemonstra que a massagem terapêutica (ativa/manipulativa) tem vantagem sobre intervenções puramente passivas; sugere que interação, pressão e envolvimento ativo do paciente são importantes para eficácia.
Duarte et al. (2025)Massagem terapêutica como modalidade de tratamento contínuoAlta adesão ao tratamento; percepção imediata de alívio e conforto pelas pacientesA aderência elevada sugere viabilidade prática em clínicas; impacto motivacional importante para continuidade do tratamento; percepção de benefício pode evitar abandono terapêutico.
Gomes et al. (2024)Massagem terapêutica + exercícios leves associadosDiminuição significativa da fadiga; melhorias no condicionamento físico geralA combinação potencializa benefícios; sugere que a massagem reduz dor/fadiga e facilita a prática de exercícios; destaca potencial para protocolos integrados em fisioterapia.
Gondim et al. (2023)Revisão de estudos nacionais com massagem manualMelhora da dor, qualidade do sono, rigidez e humor em pacientes com fibromialgiaConfirma consistência dos efeitos em contextos brasileiros; destaca lacuna na padronização (frequência, intensidade, duração), o que dificulta comparações entre estudos; necessidade de protocolos mais uniformes.
Junior et al. (2021)Massagem terapêutica em combinação com outros recursos fisioterapêuticosRedução da dor e tensão muscular; melhora da funcionalidadeComprova efeito complementar da massagem; reforça seu uso em programas integrados de tratamento fisioterapêutico.
Jurado-Priego et al. (2024)Revisão dos mecanismos fisiopatológicos e estratégias de tratamento multidisciplinarÊnfase na abordagem integrada com foco em fisioterapia, farmacoterapia e manejo psicossocialDestaca a importância de planos terapêuticos individualizados para melhorar resultados clínicos e qualidade de vida; reconhece lacunas na eficácia das terapias manuais em relação a outros métodos.
Oliveira et al. (2024)Massagem terapêutica (incluindo técnicas sueca / alongamento)Aumento da amplitude de movimento; melhora da flexibilidade muscular; redução da rigidez matinalBenefício funcional relevante: melhora de movimentos cotidianos; menor rigidez matinal pode implicar maior independência e qualidade de vida; destaca influência da técnica (tipo de deslizamento, pressão) nos resultados.
Simão et al. (2021)Massagem de pressão moderada – 2x por semana durante 8 semanasMelhora significativa na sensibilidade dos tender points; percepção geral de bem-estarIndica que pressão moderada é eficaz na redução da dor localizada; sugere liberação de endorfinas e melhor circulação; reforça importância da frequência semanal consistente.
Fonte: Autora, 2025
5 CONSIDERAÇÕES FINAIS

A presente pesquisa teve como objetivo analisar os efeitos da massagem terapêutica no alívio da dor muscular em mulheres com fibromialgia, buscando compreender sua contribuição como recurso complementar nas práticas fisioterapêuticas. Por meio da revisão de literatura realizada, observou-se que a massagem apresenta resultados positivos na redução da dor, na melhora da flexibilidade muscular e da amplitude de movimento, além de proporcionar relaxamento e bem-estar geral às pacientes.

Os estudos analisados destacam que técnicas como a massagem sueca, a pressão moderada, a liberação miofascial e o deslizamento profundo são as mais utilizadas, apresentando benefícios tanto físicos quanto emocionais. Além do alívio da dor e da rigidez, essas técnicas contribuem para o aumento da qualidade do sono, a redução da fadiga e a diminuição do estresse e da ansiedade, aspectos fundamentais para a melhora da qualidade de vida em mulheres com fibromialgia.

Na minha percepção, a massagem terapêutica se mostra uma ferramenta de grande valor no tratamento dessa síndrome. Acredito que, além de atuar sobre os sintomas físicos, ela exerce importante influência emocional, proporcionando acolhimento, conforto e sensação de cuidado, fatores que muitas vezes são negligenciados em tratamentos convencionais. Acredito também que a massagem promove uma conexão entre terapeuta e paciente que favorece a adesão ao tratamento e fortalece o vínculo terapêutico, tornando o processo de reabilitação mais humano e eficaz.

Por ser uma técnica bem mais acessível, de baixo custo e com poucos efeitos adversos, considero que a massagem terapêutica deve ser cada vez mais incentivada e integrada aos programas fisioterapêuticos multidisciplinares destinados a pacientes com fibromialgia. No entanto, reconheço que ainda são necessárias mais pesquisas com metodologia padronizada, a fim de consolidar evidências científicas sobre sua eficácia e definir parâmetros ideais de aplicação.

Dessa forma, concluo que a massagem terapêutica é um recurso de grande potencial para o manejo da fibromialgia, promovendo alívio da dor muscular, relaxamento e melhoria da qualidade de vida. Acredito que seu uso regular e orientado por profissionais qualificados pode representar um avanço significativo na assistência fisioterapêutica, contribuindo para um tratamento mais completo, humanizado e centrado nas necessidades de cada paciente.

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1Ensino Superior Albert Sabin (ESAS)

2Ensino Superior Albert Sabin (ESAS)

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