INCLUSION IN YOUTH AND ADULT EDUCATION: CHALLENGES AND STRATEGIES FOR MEANINGFUL LEARNING
REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/cl10202405301102
Cilene Carneiro Almeida1
Mílvio da Silva Ribeiro2
RESUMO
A Educação de Jovens e Adultos (EJA) é uma ferramenta essencial para a democratização do acesso à educação e a redução das desigualdades sociais. Este artigo analisa a EJA e seus principais sujeitos, enfatizando o papel dos gestores, alunos e professores na construção de um ensino mais inclusivo e significativo. A pesquisa foi realizada na Escola Fundamental Pedro Ferreira, destacando a complexidade dos agentes envolvidos nesse processo educacional. Os gestores são responsáveis pela formulação e implementação de políticas, os alunos buscam oportunidades de aprendizado e transformação, e os professores desempenham um papel fundamental no apoio ao desenvolvimento acadêmico e pessoal dos estudantes. A conclusão ressalta a necessidade de valorizar a diversidade como um elemento enriquecedor da educação, defendendo a adoção de práticas inclusivas que promovam o respeito às diferenças. Assim, a pesquisa reforça a importância de estratégias pedagógicas que garantam o pleno desenvolvimento dos alunos, independentemente de suas características pessoais, contribuindo para uma sociedade mais justa e equitativa.
Palavras – Chaves: Inclusão. Educação de Jovens e Adultos. Gestores. Aprendizagem.
ABSTRACT
Youth and Adult Education (EJA) is an essential tool for the democratization of access to education and the reduction of social inequalities. This article analyzes EJA and its main subjects, emphasizing the role of managers, students, and teachers in the construction of more inclusive and meaningful teaching. The research was carried out at the Pedro Ferreira Elementary School, highlighting the complexity of the agents involved in this educational process. Managers are responsible for formulating and implementing policies, students seek opportunities for learning and transformation, and teachers play a key role in supporting students’ academic and personal development. The conclusion highlights the need to value diversity as an enriching element of education, advocating the adoption of inclusive practices that promote respect for differences. Thus, the research reinforces the importance of pedagogical strategies that ensure the full development of students, regardless of their personal characteristics, contributing to a more just and equitable society.
Keywords: Inclusion. Youth and Adult Education. Managers. Apprenticeship.
Considerações iniciais
A Educação de Jovens e Adultos (EJA) emerge como uma peça-chave na promoção da inclusão social e no avanço do desenvolvimento educacional daqueles que, por diversas razões, não conseguiram concluir seus estudos na idade convencional.
Este artigo propõe uma análise aprofundada sobre a EJA e seus principais sujeitos, destacando a importância do envolvimento dos gestores, alunos e professores nesse contexto educacional, além de uma análise crítica dos desafios e estratégias envolvidos no processo educacional da EJA, destacando o papel de cada sujeito envolvido na Educação de Jovens e Adultos.
No contexto da pesquisa, a Educação de Jovens e Adultos é abordada como uma ferramenta essencial para a democratização do acesso à educação e para a redução das desigualdades sociais. Os sujeitos envolvidos nesse processo são múltiplos e complexos, incluindo gestores educacionais responsáveis pela formulação e implementação de políticas, alunos ávidos por conhecimento e transformação e professores dedicados a orientar e apoiar o desenvolvimento acadêmico e pessoal de seus alunos.
A exploração do papel dos gestores educacionais na formulação de políticas públicas, suas responsabilidades incluem a gestão eficiente de recursos, a criação de um ambiente educacional favorável e a implementação de estratégias que atendam às necessidades específicas dos jovens e adultos em situação de vulnerabilidade educacional.
Devemos analisar a atuação dos professores na EJA, desta forma investigando o papel dos professores que atuam na Educação de Jovens e Adultos, abordando suas práticas pedagógicas, desafios enfrentados e a importância do acolhimento, da adaptação curricular e da personalização do ensino para garantir o sucesso educacional dos alunos.
A EJA é abordada aqui não apenas como um meio de democratização do acesso à educação, mas também como uma ferramenta essencial para a redução das desigualdades sociais. A análise foca em três dimensões principais: a atuação dos gestores educacionais, a experiência dos professores e o envolvimento dos alunos.
Os professores, por sua vez, são essenciais na concretização dos objetivos da EJA. Sua atuação vai além da simples transmissão de conhecimento, englobando práticas pedagógicas adaptadas às necessidades dos alunos. A análise aqui proposta investiga os desafios enfrentados pelos educadores, como a necessidade de adaptação curricular, personalização do ensino e acolhimento dos alunos. Examina-se também a importância dessas práticas na promoção do sucesso educacional dos estudantes.
Os alunos da EJA, por sua vez, são o foco central de todo o processo. Este artigo explora as motivações, desafios e expectativas desses indivíduos, abordando como as estratégias pedagógicas e administrativas impactam seu engajamento e progresso.
Ao explorar essas dimensões, buscamos não apenas identificar e entender os desafios enfrentados pela EJA, mas também destacar as estratégias mais eficazes para superá-los. O objetivo é contribuir para o aprimoramento contínuo da Educação de Jovens e Adultos, promovendo uma educação mais inclusiva, equitativa e de qualidade para todos os sujeitos envolvidos nesse vital segmento educacional.
Contexto e Metodologia da Pesquisa
A presente pesquisa concentra-se na inclusão educativa de jovens e adultos na Escola Fundamental Pedro Ferreira, situada no bairro da Angélica, no município de Abaetetuba. A escola, que atualmente opera com duas turmas da Educação de Jovens e Adultos (EJA), abrangendo a 1ª e a 2ª etapa do ensino, serve como campo de estudo para analisar os processos de inclusão e suporte educacional oferecidos.
Na Escola Fundamental Pedro Ferreira, a inclusão dos alunos começa no momento de sua chegada à instituição, um acolhimento estruturado é realizado com o aluno e sua família, com o objetivo de orientá-los sobre os diversos tipos de suporte e atendimentos disponíveis para facilitar o processo de aprendizagem, este acolhimento é um esforço colaborativo que envolve todos os profissionais da escola, garantindo uma abordagem integrada para a inclusão.
Quando dificuldades são identificadas entre os alunos da EJA, a equipe pedagógica e a gestão escolar são prontamente informadas, isso permite a implementação de medidas adequadas e direcionadas para fornecer o suporte necessário e auxiliar esses alunos em seu processo educativo, a abordagem colaborativa visa criar um ambiente de aprendizado que atenda às necessidades específicas de cada estudante.
A pesquisa foi conduzida na Escola Fundamental Pedro Ferreira, e os profissionais entrevistados incluem: Élcio Aldrin Pantoja da Costa, Gestor Escolar da instituição, que contribui para a formulação e execução das políticas de inclusão e gestão dos recursos. Janete Cardoso Miranda, professora do Atendimento Educacional Especializado (AEE), responsável por oferecer suporte especializado e estratégias pedagógicas adaptadas às necessidades dos alunos. Silene André Barreto, professora da 2ª etapa da EJA, que atua diretamente com os alunos e participa da implementação das práticas pedagógicas inclusivas.
Esses profissionais são essenciais no processo de inclusão educativa na Escola Pedro Ferreira, responsáveis para promover um ambiente acolhedor e propício ao aprendizado, identificar e atender às necessidades específicas dos alunos e garantir a efetiva participação e progresso dos estudantes. Através de suas práticas e contribuições, eles ajudam a moldar um modelo de inclusão que busca assegurar que todos os alunos, independentemente de suas características individuais, tenham acesso a uma educação de qualidade.
Caminhos para a Inclusão, Desafios e Práticas na Educação de Jovens e Adultos
Durante a pesquisa realizada na Escola Pedro Ferreira Costa, localizada no bairro da Angélica, foi possível analisar o processo de matrícula dos estudantes. Anteriormente, o financiamento era feito por meio do FUNDF (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério). Com o término do Fundef e a implementação do Fundeb, conforme estabelecido pela Emenda Constitucional (EC) 53/2006, que vigora até o final de 2020, constatou-se que o Fundeb mantém um funcionamento semelhante ao de seu antecessor. A principal diferença reside na sua abrangência, especialmente no que diz respeito à inclusão da educação de jovens e adultos.
O Fundeb (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica) é essencial para a educação no Brasil, pois trabalha na garantia de recursos para escolas públicas de educação infantil, ensino fundamental e ensino médio. Sua importância pode ser destacada em alguns aspectos principais, o Fundeb assegura um financiamento mais robusto para a educação básica, aumentando o investimento por aluno e promovendo a melhoria da infraestrutura e da qualidade do ensino. (Brasil, 1998)
Moreira (2019) destaca que, ao contrário do Fundef, o Fundeb inclui explicitamente a educação de jovens e adultos, reconhecendo a necessidade de atender esse público e promovendo a formação contínua. O fundo busca reduzir desigualdades regionais e sociais, destinando recursos de forma a atender prioritariamente os municípios e estados com menos arrecadação, garantindo que todos tenham acesso a uma educação de qualidade.
Com o aumento dos recursos, há um potencial maior para investimentos em formação e valorização dos profissionais da educação, essencial para a melhoria da qualidade do ensino. O Fundeb incentiva a implementação de políticas que visam não apenas a inclusão, mas também a qualidade da educação, promovendo ações que garantam o aprendizado efetivo dos alunos.
Segundo Julião (2019) o fundo estabelece mecanismos que possibilitam o acompanhamento e a transparência na aplicação dos recursos, permitindo uma participação mais ativa da sociedade civil no processo educacional. Desta forma, o Fundeb é um pilar essencial para garantir uma educação básica de qualidade, inclusiva e equitativa em todo o Brasil.
No Brasil, diversos programas têm se destacado na promoção da educação de jovens e adultos, refletindo um compromisso com a inclusão social e a transformação cultural. Entre os mais relevantes, podemos citar o Movimento de Educação de Base da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, que teve início em 1961 com o apoio do governo federal. Esse movimento visava à formação de comunidades por meio da educação, enfatizando a conscientização social e a mobilização popular. (Brasil, 1998)
Outro exemplo importante é o Movimento de Cultura Popular, que surgiu no Recife em 1961, trazendo à tona a valorização da cultura local e a importância da educação como ferramenta de resistência e emancipação. Além disso, os Centros Populares de Cultura, vinculados à União Nacional dos Estudantes (UNE), também desempenharam um papel crucial na articulação de atividades culturais e educacionais, promovendo o debate e a reflexão sobre questões sociais relevantes.
No Pará, a Campanha “De Pé no Chão Também se Mova” é um exemplo de como a educação pode ser um motor de mudança, incentivando a participação ativa da população em busca de seus direitos e na construção de uma sociedade mais justa. Esses movimentos e campanhas refletem a diversidade de abordagens e metodologias utilizadas na educação popular, sempre com o objetivo de promover a inclusão e a conscientização. (Di Pierro, 2019)
Para Saviani (2017) a Educação de Jovens e Adultos (EJA) tem uma longa história no Brasil, remontando aos tempos coloniais, quando os Jesuítas se dedicavam à alfabetização e catequização de indígenas, tanto crianças quanto adultos. Essa intensa ação cultural e educacional visava não apenas a disseminação da fé católica, mas também a introdução de conhecimentos básicos que poderiam ajudar na adaptação ao novo contexto colonial.
Com o passar dos anos, a EJA evoluiu, buscando atender às necessidades de diferentes grupos sociais marginalizados, refletindo as mudanças políticas e sociais do país. Hoje, ela se configura como uma alternativa essencial para aqueles que não tiveram acesso à educação formal na idade adequada, oferecendo oportunidades para o desenvolvimento pessoal e profissional.
A EJA, portanto, é mais do que um simples processo de alfabetização; é um caminho para a cidadania, a inclusão e a construção de uma sociedade mais equitativa, onde todos têm a chance de se desenvolver e participar ativamente da vida comunitária.
Saviani (2017) ressalta que a Educação de Jovens e Adultos (EJA) é uma modalidade de ensino destinada a pessoas que não tiveram a oportunidade de terminarem seus estudos na idade certa. Paulo Freire, precursor da alfabetização de jovens e adultos, menciona que o educador é aquele que necessita construir o conhecimento com seus alunos.
O ingresso de alunos na instituição é um processo individualizado, no qual a gestão escolar se empenha em divulgar informações sobre matrículas. Avisos são afixados na frente do prédio, e anúncios são feitos por meio de meios de comunicação e plataformas digitais, com o objetivo de encorajar os interessados a se apresentarem e realizarem suas inscrições.
Atualmente, a escola conta com duas turmas em funcionamento: uma para a 1ª etapa e outra para a 2ª etapa, com aulas ocorrendo das 18h às 22h. Embora a inclusão de jovens e adultos tenha avançado, ainda existem amplas oportunidades para melhorias significativas nesse processo.
Um ponto crucial que merece destaque é a inclusão de alunos com deficiência, atualmente, os alunos que frequentam o turno noturno e possuem alguma deficiência são encaminhados para a sala de Atendimento Educacional Especializado (AEE). Este serviço é fundamental para assegurar que esses estudantes recebam o suporte necessário para seu desenvolvimento. A oferta do AEE deve estar claramente delineada no Projeto Pedagógico da escola de ensino regular, integrando o atendimento especializado na sua estrutura organizacional.
A legislação brasileira estabelece que os sistemas de ensino devem matricular alunos com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades/superdotação em escolas regulares, além de garantir a oferta do AEE. Isso é vital para assegurar que todos os estudantes tenham acesso a uma educação de qualidade, que atenda às suas necessidades específicas e promova um ambiente inclusivo.
Além disso, a lei garante que alunos com deficiência tenham direito a um acompanhante, que deve ser providenciado pela secretaria de educação. Este apoio é essencial para facilitar a participação plena dos alunos nas atividades escolares. No entanto, é evidente que ainda há muito a ser feito para promover uma verdadeira inclusão nos espaços escolares. A atual prática de manter os espaços fechados à noite pode ser vista como uma forma de exclusão, especialmente para os alunos da Educação de Jovens e Adultos, que muitas vezes já enfrentam barreiras significativas para acessar a educação.
De acordo com Arroyo (2017) para que a inclusão seja efetiva, é necessário promover um ambiente escolar mais acolhedor e acessível. Isso pode incluir a abertura dos espaços durante a noite para que todos os alunos possam usufruir de recursos e atividades disponíveis, além de proporcionar formações para educadores sobre práticas inclusivas. É fundamental que a escola se torne um espaço de aprendizado para todos, onde cada aluno, independentemente de suas condições, possa se sentir valorizado e apoiado em sua jornada educacional.
Além disso, é importante destacar que esses alunos também são beneficiados pelo Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb), o que lhes confere os mesmos direitos. Anteriormente, quando o programa era administrado pelo município local, o recurso era repassado diretamente para a escola por meio do PDDE INTERATIVO (Programa Dinheiro Direto na Escola).
No decorrer da pesquisa, foi possível observar que os direitos dos alunos não estão sendo plenamente atendidos, como a falta de merenda no período noturno e a ausência de espaços pedagógicos adequados, levou à reflexão sobre a necessidade de mudanças na instituição.
Ao identificar a falta de apoio aos alunos e professores, incluindo a inoperância de serviços essenciais durante o turno da noite, a ausência de recursos pedagógicos e as condições precárias da infraestrutura da escola, tornou-se evidente a urgência de ações para melhorar a qualidade da educação oferecida. Questões como a falta de iluminação, a escassez de materiais pedagógicos e as dificuldades de visão dos alunos destacaram a necessidade de intervenções que promovam um ambiente mais propício ao aprendizado.
A ausência de um suporte adequado para atender às necessidades dos alunos, como exames oftalmológicos e fornecimento de óculos, demonstra uma lacuna na prestação de serviços essenciais que poderiam contribuir significativamente para o desenvolvimento educacional desses indivíduos. A implementação de ações voltadas para a saúde visual dos estudantes, em conjunto com o apoio da comunidade municipal e escolar, poderia resultar em melhorias significativas no desempenho acadêmico e na redução do analfabetismo e da evasão escolar no município de Abaetetuba.
Desta forma a análise realizada na escola destaca a necessidade de medidas concretas para garantir a igualdade de direitos e oportunidades no âmbito educacional, visando proporcionar um ambiente inclusivo e propício ao desenvolvimento pleno dos alunos, contribuindo para a melhoria da qualidade da educação oferecida e para a redução dos obstáculos que impedem o pleno exercício do direito à educação.
O aluno Odorico Correa Serão matriculado na 1ª etapa da Educação de Jovens e Adultos (EJA), relatou que sua principal dificuldade para manter-se estudando é a deficiência visual, resultando em dificuldades para enxergar as letras no quadro. A falta de apoio e incentivo por parte dos governantes e da comunidade escolar tem contribuído para a exclusão direta ou indireta dos alunos da EJA, o que tem levado à evasão escolar.
No início do ano letivo, é realizado um teste avaliativo para diagnosticar o nível de conhecimento dos alunos e identificar as adaptações necessárias para o progresso ao longo do ano. As professoras atuais estão empenhadas em promover a inclusão, incluindo os alunos em atividades como eventos comemorativos, excursões a Belém, caminhadas no bairro, visitas à biblioteca pública de Abaetetuba, passeios à praia de Beja com apresentação de trabalhos e exposições, desfiles, entre outras iniciativas.
Com base nessas informações, foi possível observar que houve avanços e conquistas significativas na inclusão da Educação de Jovens e Adultos na Escola Pedro Ferreira Costa. No entanto, ainda há muito a ser feito, e o processo de melhoria está em andamento, com esforços contínuos em busca de uma educação de qualidade para esse público que tanto necessita.
A inclusão da Educação de Jovens e Adultos (EJA) é um tema de extrema importância no contexto educacional, pois se trata de garantir o acesso à educação para aqueles que, por diversos motivos, não puderam completar seus estudos na idade regular. A EJA visa proporcionar oportunidades de aprendizado e desenvolvimento pessoal para indivíduos que buscam melhorar suas qualificações, ampliar seus horizontes e participar mais plenamente da sociedade.
No entanto, como observado no caso da Escola Pedro Ferreira Costa, a efetiva inclusão dos alunos da EJA enfrenta desafios significativos, como a falta de apoio governamental, de recursos adequados e de sensibilização por parte da comunidade escolar. A deficiência visual mencionada pelo aluno Odorico Correa Serão ilustra uma das muitas barreiras que os estudantes da EJA podem enfrentar em seu processo de aprendizagem, destacando a importância de oferecer suporte e recursos específicos para atender às necessidades individuais desses alunos.
Para o autor Gomes (2023) é fundamental que as políticas educacionais e as práticas pedagógicas estejam alinhadas com os princípios da inclusão, promovendo um ambiente acolhedor, acessível e estimulante para todos os alunos, independentemente de sua idade, origem ou condições pessoais. Iniciativas como testes avaliativos iniciais, adaptações curriculares e atividades inclusivas são essenciais para garantir que os alunos da EJA tenham a oportunidade de progredir em seus estudos e alcançar seus objetivos educacionais.
A jornada rumo a uma educação de qualidade para os alunos da EJA envolve não apenas melhorias nas estruturas e nos recursos das escolas, mas também um compromisso contínuo com a igualdade de oportunidades, a valorização da diversidade e o apoio integral aos estudantes. Como afirma Haddad (2017) através de esforços colaborativos entre gestores, professores, alunos e a comunidade em geral, é possível avançar na construção de um sistema educacional mais inclusivo, equitativo e eficaz, capaz de atender às necessidades e potenciais de todos os aprendizes, independentemente de sua idade ou trajetória educacional.
Dificuldades e desafios na Inclusão do Sujeito com Deficiência na EJA
A promoção da inclusão e igualdade de oportunidades na Educação de Jovens e Adultos (EJA) é fundamental para assegurar que todos os alunos tenham acesso a uma educação de qualidade, independentemente de suas particularidades e necessidades. Nesse cenário, a adoção de práticas pedagógicas inclusivas voltadas para estudantes com deficiência é essencial para criar um ambiente educacional mais acolhedor, diversificado e enriquecedor. Para compreender melhor essas questões, foi realizada uma entrevista com o diretor da Escola Pedro Ferreira Costa, na qual foram analisadas as abordagens e diretrizes da gestão em relação à EJA.
Durante a entrevista, o gestor abordou a recepção dos alunos no processo de matrícula para aqueles que possuem deficiência. Ele explicou os procedimentos padrão que devem ser seguidos, destacando que: “conforme as normas estabelecidas para todas as matrículas, os estudantes ou seus responsáveis legais devem apresentar os documentos necessários, tanto pessoais quanto escolares. No ato da matrícula, é questionado se a pessoa possui alguma deficiência, a fim de que essa informação seja devidamente registrada na ficha de matrícula e no cadastro realizado no Sistema Gestor Escolar Web”.
Posteriormente foi informado pela gestão, “ao identificar um estudante com deficiência, a escola encaminha-o para avaliação em horário diferente ao de sua matrícula, garantindo assim uma atenção especializada. No caso dos estudantes matriculados no turno da noite, são realocados para o turno em que haja maior disponibilidade para atendimento, seja pela manhã ou à tarde. Após a avaliação, o estudante pode continuar a receber acompanhamento na própria instituição de ensino, ou ser encaminhado para atendimento em outra unidade, dependendo das necessidades individuais.”
De acordo com a direção da Escola Pedro Ferreira, o diretor relatou que “as práticas pedagógicas e inclusivas adotadas para os estudantes da EJA são personalizadas de acordo com as necessidades de cada indivíduo. Por exemplo, para alunos com baixa visão, os materiais são ampliados, enquanto para os estudantes cegos é utilizado o sistema braille. Para aqueles com Transtorno do Espectro Autista (TEA), é criada uma rotina de trabalho pedagógico específica. Todas as ações pedagógicas são adaptadas de forma a atender às especificidades de cada deficiência, buscando garantir uma educação inclusiva e de qualidade para todos os estudantes da EJA.”
A abordagem inclusiva na Educação de Jovens e Adultos (EJA) para alunos com deficiência é crucial para promover a igualdade de oportunidades e garantir o acesso a uma educação de qualidade, independentemente das condições físicas, sensoriais ou cognitivas dos estudantes.
De acordo com Gomes (2023), a implementação de práticas pedagógicas que considerem as necessidades individuais de cada aluno permite que a gestão escolar crie um ambiente acolhedor e adaptado, facilitando o aprendizado e o desenvolvimento de todos os estudantes. A identificação precoce das necessidades especiais, a avaliação adequada e a aplicação de estratégias personalizadas são passos essenciais para o sucesso educacional e o bem-estar dos alunos com deficiência na EJA.
A criação de Salas de Recursos Multifuncionais para Atendimento Educacional Especializado (AEE) e a realização de avaliações específicas são práticas fundamentais para atender às demandas individuais desses estudantes. Além disso, a formação contínua dos profissionais da educação é vital para que consigam implementar estratégias pedagógicas inclusivas de maneira eficaz, atendendo às diversas necessidades dos alunos (Di Pierro, 2017).
A diversidade é um elemento enriquecedor no ambiente escolar, e a valorização das diferenças, juntamente com a promoção da inclusão, contribui para a construção de uma sociedade mais justa e igualitária. Portanto, investir em práticas pedagógicas inclusivas na EJA para estudantes com deficiência é essencial para fomentar a equidade educacional e o respeito à diversidade, preparando os alunos para uma participação ativa e plena na sociedade (Haddad, 2017).
A inclusão de estudantes com deficiências nas escolas tornou-se um tema central na discussão sobre educação e igualdade de oportunidades. Nesse contexto, a pesquisa realizada buscou compreender as práticas adotadas pela escola visando a inserção desses estudantes em todas as atividades escolares, independentemente de sua condição física ou mental. O princípio norteador dessas ações é a equidade, que consiste em proporcionar acesso igualitário a todas as oportunidades educacionais, respeitando as individualidades de cada estudante.
Um dos aspectos abordados na pesquisa foi o atendimento oferecido aos estudantes da Educação de Jovens e Adultos (EJA) com deficiência. De acordo com o relato do gestor, “a escola disponibiliza recursos como a Sala de Recursos Multifuncionais, onde é oferecido o Atendimento Educacional Especializado (AEE). Esse apoio especializado visa atender às necessidades específicas de cada aluno, auxiliando em seu desenvolvimento educacional e social.”
Foi informado pela direção que “a escola também atua de forma proativa ao identificar necessidades de saúde que vão além do âmbito educacional, quando necessário, os estudantes são encaminhados para instituições de saúde do município, garantindo que recebam o suporte adequado para seu bem-estar físico e emocional. Da mesma forma, em casos que envolvem questões sociais, a escola promove encaminhamentos para a Secretaria de Assistência Social do município via CRAS ou CREAS, assegurando que o estudante receba o suporte necessário para lidar com desafios extracurriculares.”
Para Alves (2019) essas práticas evidenciam um compromisso genuíno com a inclusão e a valorização da diversidade na educação, ao criar um ambiente acolhedor e acessível a todos os alunos, a escola não apenas cumpre sua função educacional, mas também contribui para a construção de uma sociedade mais justa e equitativa. A valorização da individualidade de cada estudante e o respeito às suas diferenças são fundamentais para promover uma educação inclusiva e de qualidade.
A gestão escolar desempenha um papel crucial na inclusão de alunos na Educação de Jovens e Adultos (EJA). Segundo Durham (2003), a EJA é voltada para pessoas que não tiveram acesso ou não completaram os estudos na idade apropriada, sendo essencial para promover a equidade e a educação ao longo da vida. Nesse cenário, a gestão escolar é responsável por garantir que a escola seja um espaço acolhedor e inclusivo, capaz de atender às necessidades específicas desses alunos.
O gestor escolar deve planejar e organizar as atividades educacionais para atender a essas demandas. Isso envolve definir estratégias pedagógicas, selecionar materiais didáticos adequados, oferecer horários flexíveis e criar um ambiente que estimule a aprendizagem. Além disso, a direção precisa investir na formação contínua dos professores que atuam com alunos da EJA, capacitando-os para lidar com as particularidades desse público, como a diversidade de experiências de vida, as dificuldades de aprendizagem e a necessidade de abordagens pedagógicas diferenciadas (Saviani, 2017).
De acordo com Gomes (2023), os gestores devem monitorar de perto o desempenho dos alunos da EJA, identificando eventuais dificuldades e implementando ações que garantam o sucesso acadêmico. É igualmente importante realizar avaliações regulares para verificar a eficácia das estratégias adotadas em prol da inclusão desses alunos.
A gestão escolar pode estabelecer parcerias com instituições e organizações locais para oferecer suporte adicional aos estudantes da EJA, como atendimento psicopedagógico, orientação vocacional e encaminhamentos para serviços de assistência social. Além disso, é fundamental articular iniciativas com a comunidade para promover a integração dos alunos e combater preconceitos e a exclusão.
Os gestores devem também incentivar a permanência dos alunos da EJA na escola, assegurando que tenham condições para concluir seus estudos com êxito. Isso pode incluir a oferta de atividades extracurriculares, acompanhamento individualizado, reconhecimento das conquistas dos alunos e a criação de um ambiente escolar acolhedor e motivador. Em resumo, a gestão escolar desempenha um papel essencial na inclusão dos alunos da EJA, garantindo que a escola seja um espaço de aprendizagem acessível, acolhedor e que atenda às necessidades específicas desse público (Di Pierro, 2017).
As Forças e desafios quanto a contribuição dos professores no ensino de jovens na EJA.
A participação dos professores no processo educativo dos jovens no Ensino de Jovens e Adultos (EJA) desempenha um papel fundamental na promoção da aprendizagem e no desenvolvimento desses alunos. Os educadores do EJA enfrentam uma série de desafios únicos, mas também possuem pontos fortes que podem impactar positivamente a trajetória educacional e pessoal de seus estudantes. Neste contexto, é essencial compreender a importância do papel dos professores e explorar tanto os aspectos positivos quanto os obstáculos que enfrentam ao atuar nessa modalidade de ensino.
Vamos analisar mais profundamente os pontos fortes e os desafios que os professores enfrentam ao educar jovens no EJA. Foram realizadas duas entrevistas com professoras da turma de EJA, os relatos serão divididos entre a “Professora 1” e “Professora 2”.
Foi feito o questionamento para a Professora 1, quais as metodologias utilizadas em sala de aula para os alunos de educação de jovens e adultos com deficiência? De acordo com seu relato ela afirmou que “Costuma-se fazer uma avaliação para poder identificar o nível de aprendizagem que o aluno está, quais as dificuldades ele tem, quais são as potencialidades que ele desenvolve e a partir dessa avaliação será feito as adaptações do conteúdo conforme a série dele. Com isso será usado para a aula imagens, material mais lúdicos, matérias pedagógicas para que ele possa desenvolver as atividades. ”
A professora 2 ressaltou seus pontos “As metodologias de trabalho são pautadas em cima do PDI (PLANO DE DESENVOLVIMENTO INDIVIDUAL) de cada aluno, quando esse aluno chega para ser atendido é feita uma avaliação diagnóstica para ver como está o nível de aprendizagem desse aluno, é feita a conversa com os professores são lidos os relatórios que são elaborados pelos professores desses alunos e é iniciado o atendimento já tendo um conhecimento geral desse aluno, além disso é feita a conversa com a família ressaltando a importância desse atendimento no desenvolvimento do aluno”.
A profissional continua seu relato informando que : “Montamos um cronograma de atendimento por que nosso público é extenso e temos uma quantidade bem grande de aluno, público alvo da educação especial no atendimento educacional especializado e fazemos o diálogo com a família, além disso compete hoje a sala de recurso multifuncional fazer a avaliação educacional desse aluno independente se ele tem laudo médico ou não é feita a avaliação educacional onde no primeiro momento é feito a anamnese para conhecer esse aluno.”
O acompanhamento especializado para a inclusão de alunos com deficiência na Educação de Jovens e Adultos (EJA) é fundamental para promover uma educação mais equitativa e acessível. Nas escolas, o atendimento educacional especializado é frequentemente oferecido no contraturno, proporcionando suporte individualizado que atende às necessidades específicas de cada aluno.
Esse acompanhamento traz benefícios não apenas para os estudantes, mas também para os professores, que recebem orientações sobre como adaptar as atividades, compreender as particularidades de cada aluno, monitorar seu progresso, identificar as dificuldades mais relevantes e ajustar os métodos de ensino conforme necessário. A colaboração entre os profissionais do atendimento educacional especializado e os educadores do ensino regular é crucial para assegurar a inclusão efetiva e a aprendizagem de todos os alunos (Julião, 2019).
Podemos perceber essa realidade no relato da professora 1 “ A escola dispõe do atendimento educacional especializado e é realizado no contra-turno para os alunos com deficiência, esse acompanhamento é feito tanto com o aluno quanto com os professores, os professores recebem as orientações profissionais do atendimento educacional especializado sobre como adaptar as atividades, informações sobre as características do aluno, como ele está evoluindo quais são as dificuldades mais acentuadas que ele apresenta, orientações com relação a avaliação e o atendimento educacional especializado é um suporte que temos para os alunos que apresentam deficiência no ensino regular.”
A colaboração entre os profissionais do atendimento educacional especializado e os professores do ensino regular é essencial para garantir a inclusão efetiva e a aprendizagem de todos os estudantes.
De acordo com o relato da Professora 2, podemos perceber os passos da escola para a inserção desse aluno no ambiente escolar:
Para que essa inclusão aconteça é feito um acolhimento com esse aluno juntamente com a família no momento da sua matrícula, informar a família quais os serviços e os atendimentos que a escola oferece para dar um suporte melhor para o aluno no processo de aprendizagem para que ele consiga se desenvolver e realizar o acolhimento de uma forma bem humanizada, tentando sensibilizar as pessoas para que elas tenham um conhecimento das limitações do aluno e para que ele possa ser incluído em todos os sentidos, pelos profissionais da escola pelos colegas que estão com ele com todos os professores para que ele se sinta realmente incluído na parte do processo de aprendizagem e com essa inclusão acabamos quebrando as barreiras atitudinais que são as barreiras mais difíceis a serem quebradas para que essa inclusão venha acontecer é difícil porém não é impossível. Então precisamos sensibilizar toda a comunidade escolar para que esse aluno se sinta parte desse processo porque não é ele que tem que adequar a escola e sim a escola que tem que se adequar a ele e as suas necessidades as suas especificidades.
O relato da Professora destaca a importância do acolhimento do aluno com necessidades especiais e de sua família no momento da matrícula, com o objetivo de informar sobre os serviços e atendimentos oferecidos pela escola para apoiar o desenvolvimento do aluno.
Moreira (2019) destaca a importância de uma inclusão humanizada, que busca sensibilizar toda a comunidade escolar para as limitações dos alunos e para a relevância de sua participação em todos os aspectos do ambiente educacional. Com isso, barreiras atitudinais são superadas, facilitando a inclusão do aluno no processo de aprendizagem. O foco está em adaptar a escola às necessidades do aluno, assegurando que ele se torne um membro ativo do processo educacional.
Dando continuidade em sua perspectiva a professora 2 informou como ocorre a assistência do estudante no âmbito escolar “No atendimento educacional especializado quando esse aluno está no atendimento recebendo suporte para seu desenvolvimento e para sua aprendizagem é utilizado vários recursos pedagógicos que ajudam a auxiliar a direcionar esse aprendizado, são utilizados jogos pedagógicos, atividades pedagógicas para trabalhar a atenção, concentração, raciocínio lógico, matemática, coordenação motora e várias outras atividades que irão estimular a aprendizagem desse aluno e fazer com que ele consiga ir avançando tudo no tempo dele e respeitando esse tempo por que cada aluno tem seu tempo de aprender. “
De acordo com Soares (2023), a assistência educacional especializada é crucial para a inclusão e o desenvolvimento de estudantes com necessidades específicas no ambiente escolar. Durante essas sessões, é fundamental utilizar uma variedade de recursos pedagógicos para direcionar o aprendizado dos alunos. Jogos e atividades específicas são empregados para desenvolver habilidades essenciais, como atenção, concentração, raciocínio lógico, matemática e coordenação motora, ajudando os alunos a avançarem no seu próprio ritmo e respeitando suas individualidades.
Conforme destaca Arroyo (2017), é importante reconhecer que cada aluno tem seu próprio tempo de aprendizado, e respeitar essa singularidade é vital. Ao oferecer suporte educacional personalizado, a escola contribui para o desenvolvimento integral e inclusivo de todos os seus alunos.
Em um contexto educacional inclusivo, a assistência especializada é fundamental para promover a igualdade de oportunidades e incentivar o pleno desenvolvimento de cada estudante. Portanto, investir em práticas pedagógicas inclusivas e em profissionais qualificados é essencial para atender às necessidades específicas dos alunos, criando assim um ambiente escolar acolhedor e propício ao aprendizado de todos (Saviani, 2017).
A professora 2 ressaltou que:
Na sala de recursos são utilizados todos os recursos pedagógicos, são feitos os relatórios trimestrais, anuais para que possamos acompanhar a evolução desse aluno, são feitos os registros diários das atividades que foram realizadas e além de tudo todo esse trabalho ele é direcionado pelo PDI que é o Plano de desenvolvimento individual do aluno onde são traçadas as metas as estratégias e os objetivos de trabalho para aquele aluno, ao longo do ano letivo é trabalhado em cima do PDI que é elaborado para cada aluno de acordo com as suas especificidades, e dentro da sala de aula os professores são orientados para que possam estar fazendo adaptações curriculares necessárias para que esse aluno consiga acompanhar as aulas as atividades que estão sendo realizadas de acordo com suas dificuldades.
Para o autor, Julião (2019) a individualização do ensino por meio do Plano de Desenvolvimento Individual do Aluno é garante que cada estudante receba a atenção e o suporte necessários para seu progresso acadêmico e desenvolvimento pessoal. Esse plano personalizado permite a identificação das necessidades específicas de cada aluno, possibilitando a criação de metas, estratégias e objetivos direcionados para atender às suas particularidades. Ao ser implementado de forma eficaz, o PDI ajuda a promover a inclusão e a equidade no ambiente escolar, contribuindo para a valorização da diversidade e para a maximização do potencial de cada estudante.
O acompanhamento contínuo do progresso do aluno por meio de relatórios trimestrais e anuais, juntamente com os registros diários das atividades, permite uma avaliação mais precisa de seu desenvolvimento e a tomada de decisões embasadas em dados concretos. O PDI e a sala de recursos desempenham um papel fundamental no apoio aos alunos com necessidades especiais, garantindo que recebam uma educação personalizada e adequada para alcançar seu pleno desenvolvimento acadêmico e social. (Di Pierro, 2017)
A professora 1 relatou sobre os desafios
Nós profissionais que somos da educação de jovens e adultos temos uma larga demanda muitas vezes dos alunos com deficiência devido eles ficarem no ensino regular vão ficando reprovados, a idade vai avançando então quando essa idade ultrapassar eles passam para a modalidade da EJA, então já exige uma necessidade de adaptação devido serem alunos que muitas vezes deixaram de estudar enquanto mais jovens e retornam à escola com mais dificuldades de aprendizado. Com isso as atividades serão adaptadas para que eles acompanhem conforme suas potencialidades fazer com que ele possa desenvolver suas habilidades para ser incluído na escola para participar em todas as outras atividades e assim percebemos que a um envolvimento maior quando o aluno já e na faixa etária de jovens e adultos devido ele se sentir compatível com sua idade, quando ele é tratado com idade inferior à dele é possível ver que não há um avanço com relação a isso. Porém os desafios são muitos, desde a falta de recursos a suportes melhores.
A educação de jovens e adultos, especialmente para alunos com deficiência, apresenta desafios significativos para os profissionais envolvidos. Esses alunos frequentemente enfrentam dificuldades de aprendizado, muitas vezes devido a reprovações no ensino regular, resultando em um ingresso tardio na EJA. O retorno à escola após um longo período sem estudar pode gerar lacunas no conhecimento e nas habilidades, o que exige adaptações nas atividades para atender às suas necessidades específicas (Haddad, 2017).
Segundo Gomes (2023), a adaptação das atividades educacionais é crucial para que esses alunos desenvolvam suas habilidades e sejam incluídos efetivamente no ambiente escolar. Ao levar em conta suas potencialidades individuais e promover um espaço de aprendizado inclusivo, é possível ajudá-los a superar dificuldades e acompanhar o ritmo das aulas.
Moreira (2019) ressalta a importância de tratar esses alunos de acordo com sua faixa etária e nível de maturidade, evitando subestimar suas capacidades. Quando os alunos se sentem respeitados e em igualdade com seus pares, há uma maior probabilidade de engajamento e desenvolvimento positivo.
Entretanto, os desafios persistem, incluindo a falta de recursos adequados e apoio especializado para atender às necessidades dos alunos com deficiência na EJA. Superar esses obstáculos requer um esforço conjunto de educadores, gestores escolares, famílias e a comunidade, a fim de garantir uma educação de qualidade e inclusiva para todos, independentemente de suas diferenças e desafios individuais.
Consideração Final
A pesquisa em questão explora a evolução da educação de jovens e adultos ao longo do tempo, destacando sua função na transição do paradigma da exclusão para a promoção da inclusão, especialmente para indivíduos com deficiência. Nos capítulos, são discutidos os desafios e progressos nessa área, enfatizando a necessidade de atender às demandas educacionais de todos, independentemente de suas diferenças e limitações.
Atualmente, a inclusão é um princípio fundamental na educação, visando garantir que todos tenham acesso a oportunidades educacionais de qualidade. Isso abrange não apenas a acessibilidade física, mas também a adaptação das práticas pedagógicas e curriculares para atender às necessidades específicas de cada aluno, respeitando sua diversidade e singularidade.
Os estudantes de educação de jovens e adultos desempenham um papel crucial nesse processo transformador, atuando como protagonistas na construção de uma sociedade mais inclusiva e equitativa. Por meio de políticas e práticas educacionais que valorizam a equidade, a diversidade e o respeito mútuo, é possível fomentar a participação efetiva de todos os indivíduos, contribuindo para o desenvolvimento de uma sociedade mais justa e democrática.
Em uma perspectiva mais ampla, a crescente preocupação com a inclusão, especialmente no contexto educacional brasileiro, revela que a inclusão se tornou um imperativo estatal. Isso se traduz em uma obrigação de garantir a universalização dos direitos individuais, particularmente no que se refere à educação para todos. Esse caráter imperativo significa que nenhuma instituição ou órgão público pode ignorar a inclusão, que deve ser aplicada a todos, independentemente da vontade dos indivíduos.
Atualmente, a inclusão também é vista como uma alternativa econômica que possibilita a efetivação de processos de formação e normalização, além de abrir espaço para novas formas de vida, como empreendedorismo e autossustentação, visando mitigar os efeitos prejudiciais de práticas discriminatórias históricas.
Além disso, existem diversas interpretações e significados relacionados à inclusão no campo da educação brasileira, o que pode dificultar uma abordagem analítica clara. Portanto, a pesquisa opta por apresentar interpretações mais amplas, com um enfoque sociológico, político e filosófico, que ajudam a entender as diversas dimensões da inclusão na educação contemporânea.
Por fim, a conclusão da pesquisa destaca a importância de reconhecer e valorizar a diversidade como um aspecto enriquecedor da educação, defendendo a adoção de práticas inclusivas que promovam o respeito às diferenças e o pleno desenvolvimento de cada indivíduo, independentemente de suas características pessoais.
REFERÊNCIAS
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ARROYO, M. G. Passageiros da noite: do trabalho para a EJA. Itinerários pelo direito a uma vida justa. Petrópolis: Vozes, 2017. 294p.
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DI PIERRO, M. C. Educação de Jovens e Adultos no Brasil: questões face às políticas públicas recentes. Em Aberto, Brasília, ano 11, nº 56, out./dez. 2017.
DURHAM, E. R. O ensino superior no Brasil: público e privado. São Paulo: Edusp, 2003.
HADDAD, S. Educação de pessoas Jovens e Adultas. 30ª REUNIÃO DA ANPEd, 2017.
GOMES, M. A Educação de Jovens e Adultos no Brasil e o contexto social dos alunos dessa modalidade. Revista Educação Pública, Rio de Janeiro, v. 23, nº 17, 9 de maio de 2023. Disponível https://educacaopublica.cecierj.edu.br/artigos/23/17/a-educacao-de-jovens-e adultos-no-brasil-e-o-contexto-social-dos-alunos-dessa-modalidade
JULIÃO, E. F. A diversidade dos sujeitos da EJA. In: MEDEIROS, Cecília. Educação de Jovens, Adultos e Idosos na Diversidade: saberes, sujeitos e práticas. Niterói, RJ, CEAD/UFF, 2019, p.157-170.
MOREIRA, C. O Direito de Educação para Jovens e Adultos com Deficiência. Espírito Santo. 2019 Disponível em: https://cmoreira2.jusbrasil.com.br/artigos /113639657/o-direito-de-educacao-para jovens-e-adultos-com-deficiencia Acesso em 05 de abril de 2024
SAVIANI, D. História das ideias pedagógicas no Brasil. 3ª reimpr. Campinas: Autores Associados, 2017. (Col. Memória da Educação).
1Mestra em Educação pelo Programa de Pós-Graduação Stricto Sensus – Mestrado em Ciências da Educação -, da Faculdad Interamericana de Ciências Sociales – FICS, 2024
2Doutor em Geografia pelo Programa de Pós-Graduação em Geografia da Universidade Federal do Pará – PPGEO/UFPA. Professor na Faculdade de Teologia, Filosofia e Ciências Humanas Gamaliel – FATEFIG, Pedagogo; Geógrafo, E-mail: milvio.geo@gmail.com, Orcid: https://orcid.org/0000-0002-1118-7152