REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/ar10202511121417
Nathalia Eduarda Borges de Paula¹
Michele Alves Londono²
RESUMO
O presente estudo objetiva analisar a importância do acompanhamento odontológico em pacientes entubados. Assim, a pesquisa aborda a relevância da atuação do cirurgião-dentista no contexto hospitalar, especialmente em unidades de terapia intensiva, onde pacientes submetidos à ventilação mecânica estão mais suscetíveis a desenvolver complicações bucais, como lesões na mucosa oral, infecções secundárias e pneumonia associada à ventilação mecânica. Diante desse cenário, o acompanhamento odontológico se mostra essencial para a prevenção e controle dessas complicações, contribuindo para a recuperação clínica e para a redução do tempo de internação hospitalar. O estudo foi desenvolvido a partir de uma metodologia qualitativa, de caráter descritivo e bibliográfico, com base em livros, artigos científicos e diretrizes atuais relacionadas à odontologia hospitalar e ao cuidado de pacientes críticos. Os resultados evidenciam que a presença do cirurgião-dentista na equipe multiprofissional é um fator determinante para a promoção da saúde integral do paciente entubado, reduzindo significativamente os riscos de infecções e melhorando os desfechos clínicos. Observou-se também que a falta de protocolos padronizados e a carência de profissionais especializados ainda representam desafios para a implementação efetiva da assistência odontológica hospitalar. Conclui-se que o acompanhamento odontológico contínuo não apenas previne agravos bucais, mas também contribui para a humanização do cuidado e para o fortalecimento das práticas interdisciplinares em saúde.
Palavras-chave: Odontologia hospitalar; Pacientes entubados; Cuidados bucais; Ventilação mecânica; Prevenção de infecções.
ABSTRACT
This study aims to analyze the importance of dental monitoring in intubated patients. Thus, the research addresses the relevance of the dentist’s role in hospital settings, especially in intensive care units, where patients under mechanical ventilation are more prone to develop oral complications such as mucosal lesions, secondary infections, and ventilator-associated pneumonia. In this context, dental monitoring is essential for preventing and controlling these conditions, contributing to clinical recovery and reducing hospital stay time. The study was conducted using a qualitative, descriptive, and bibliographic methodology, based on books, scientific articles, and current guidelines related to hospital dentistry and the care of critically ill patients. The results show that the inclusion of dentists in multidisciplinary teams is crucial for promoting the overall health of intubated patients, significantly reducing infection risks and improving clinical outcomes. It was also observed that the absence of standardized protocols and the shortage of specialized professionals remain major challenges for effective hospital dental care implementation. It is concluded that continuous dental follow-up not only prevents oral complications but also contributes to the humanization of care and the strengthening of interdisciplinary health practices.
Keywords: Hospital dentistry; Intubated patients; Oral care; Mechanical ventilation; Infection prevention.
1 INTRODUÇÃO
Pacientes em Unidades de Terapia Intensiva (UTI) requerem cuidados contínuos não apenas para tratar as condições que motivaram sua internação, mas também para prevenir complicações em outros sistemas do corpo, evitando infecções que possam prejudicar sua recuperação e prognóstico. Entre os cuidados essenciais, a atenção à cavidade oral se destaca (Almeida; Néri; Dantas, 2021).
Normalmente, a saúde bucal desses pacientes é precária, o que pode impactar negativamente seu estado geral, uma vez que a manutenção de uma boa higiene oral está diretamente relacionada à saúde sistêmica.
Nesse sentido, a atuação do cirurgião-dentista na equipe multiprofissional da UTI é fundamental, pois ele é responsável pelo diagnóstico, prevenção e tratamento de lesões e infecções orais, além de prevenir infecções respiratórias e reduzir complicações sistêmicas. Sua contribuição vai além da prevenção de doenças, também favorecendo a humanização do atendimento, diminuindo o tempo de internação e, consequentemente, os custos hospitalares (Blum et al., 2017).
A prática odontológica desempenha um papel fundamental na manutenção da saúde geral dos pacientes, especialmente em situações críticas como a entubação. A entubação é um procedimento comum em ambientes de terapia intensiva e emergências médicas, onde pacientes são submetidos a ventilação mecânica para garantir a oxigenação adequada dos pulmões (Amaral et al., 2013). No entanto, essa intervenção pode gerar uma série de complicações orais que afetam a saúde bucal do paciente e, por consequência, seu bem-estar geral.
Desse modo, surge a questão central desta pesquisa: Como o acompanhamento odontológico pode prevenir as complicações odontológicas enfrentadas por pacientes entubados?
Parte-se da hipótese de que acompanhamento odontológico regular em pacientes entubados reduz significativamente a incidência de complicações bucais, como lesões na mucosa oral e infecções, devido à intervenção precoce e monitoramento contínuo.
Com esse propósito, este trabalho tem como objetivo principal analisar a importância do acompanhamento odontológico em pacientes entubados, buscando identificar as principais complicações odontológicas enfrentadas por pacientes entubados e suas possíveis causas, analisar a eficácia das práticas de higiene oral e das intervenções odontológicas na prevenção de complicações e compreender o impacto do acompanhamento odontológico na redução do tempo de internação e na melhoria da qualidade de vida dos pacientes entubados.
A escolha do tema está vinculada à relevância clínica e científica da saúde bucal em ambientes de terapia intensiva. Este estudo se torna essencial por vários motivos que refletem tanto a necessidade prática quanto o potencial impacto para a área da odontologia e da medicina intensiva.
A justificativa para o presente estudo fundamenta-se na relevância do acompanhamento odontológico em pacientes intubados, uma vez que a intubação é uma prática comum em situações críticas, como em casos de insuficiência respiratória aguda e procedimentos cirúrgicos complexos. Pacientes submetidos à ventilação mecânica prolongada frequentemente desenvolvem complicações bucais, como lesões de mucosa e infecções secundárias, que podem comprometer a recuperação clínica e prolongar o tempo de internação.
Assim, o acompanhamento odontológico torna-se indispensável para a prevenção desses agravos, contribuindo diretamente para a melhoria da qualidade de vida e da eficácia dos cuidados hospitalares. Além disso, a disponibilidade crescente de dados científicos sobre a temática reforça a viabilidade desta pesquisa, que busca não apenas ampliar o conhecimento sobre a atuação odontológica em ambientes críticos, mas também subsidiar a criação de protocolos assistenciais capazes de otimizar a atenção à saúde bucal em unidades hospitalares.
Desse modo, o presente estudo desenvolve-se de forma a possibilitar uma compreensão ampla e sistematizada acerca da importância do acompanhamento odontológico em pacientes intubados, analisando o tema sob diferentes dimensões clínicas, preventivas e institucionais. Inicialmente, busca-se evidenciar os fundamentos metodológicos que orientam a investigação, delimitando o percurso científico adotado e os critérios de seleção das fontes utilizadas.
Em um segundo momento, a pesquisa volta-se à análise das práticas de higiene bucal e das medidas preventivas aplicadas em ambientes hospitalares, ressaltando sua relevância na redução de infecções e complicações sistêmicas. Posteriormente, examinam-se as condições clínicas dos pacientes intubados e as principais complicações orais associadas à ausência de cuidados odontológicos, enfatizando a necessidade de um acompanhamento especializado e contínuo.
O estudo também discute o papel do cirurgião-dentista e da equipe multiprofissional na promoção da saúde bucal no contexto hospitalar, destacando a importância da atuação interdisciplinar na melhoria dos resultados clínicos.
Além disso, são abordados os benefícios do acompanhamento odontológico na recuperação e na qualidade de vida dos pacientes críticos, com ênfase em sua contribuição para a redução do tempo de internação e das taxas de infecção hospitalar. Por fim, a pesquisa analisa as diretrizes e protocolos que regulamentam a odontologia hospitalar, bem como os desafios ainda enfrentados para a consolidação dessa prática, evidenciando a necessidade de políticas públicas e de capacitação contínua dos profissionais de saúde.
2 METODOLOGIA
O método de raciocínio adotado foi o hipotético-dedutivo, possibilitando a formulação de hipóteses com base na literatura científica existente sobre a importância do acompanhamento odontológico em pacientes entubados. As hipóteses foram testadas por meio de uma análise documental de casos e relatos clínicos disponíveis, com o objetivo de validar ou refutar a relação entre saúde bucal e complicações respiratórias em pacientes sob ventilação mecânica.
A pesquisa teve caráter exploratório e descritivo, sendo exploratória ao mapear a relevância e o impacto do acompanhamento odontológico nesses pacientes e descritiva ao detalhar benefícios, limitações e resultados das intervenções odontológicas no contexto hospitalar. Foi realizada pesquisa documental por meio da análise de prontuários médicos, registros de acompanhamento odontológico e dados sobre complicações respiratórias em pacientes entubados.
Para embasar o estudo, foram utilizados os repositórios CAPES e SciELO, com palavras-chave como “acompanhamento odontológico”, “pacientes entubados”, “ventilação mecânica”, “saúde bucal em UTIs”, “complicações respiratórias” e “odontologia hospitalar”.
Como proposto por Gil (2008) e Lakatos e Marconi (2017), a utilização de uma abordagem documental é adequada para a análise de fenômenos que envolvem práticas já consolidadas na literatura e podem ser verificados por meio da observação de registros já existentes.
Com base nos dados analisados, a pesquisa buscou concluir sobre a importância do acompanhamento odontológico na prevenção de complicações respiratórias em pacientes entubados, contribuindo para a melhoria das práticas clínicas e para a otimização dos cuidados multidisciplinares em UTIs.
3 HIGIENE BUCAL E PREVENÇÃO DE INFECÇÕES EM AMBIENTE HOSPITALAR
Conforme Almeida (2021), a saúde bucal desempenha um papel essencial no bem-estar geral, especialmente em pacientes submetidos à ventilação mecânica, como os que se encontram em Unidades de Terapia Intensiva (UTIs). Esses pacientes geralmente sofrem com uma série de complicações, tanto sistêmicas quanto bucais, que podem comprometer significativamente sua recuperação. Dentre essas complicações, destaca-se a Pneumonia Associada à Ventilação Mecânica (PAVM), uma condição que agrava o quadro clínico e pode prolongar o tempo de internação.
Conforme Blum et al. (2017), em muitos casos, a origem dessa infecção está diretamente relacionada à higienização inadequada da cavidade bucal, o que facilita a proliferação de patógenos, aumentando os riscos de complicações sistêmicas.
Pacientes entubados frequentemente enfrentam dificuldades relacionadas à higienização da cavidade oral, o que resulta em uma série de problemas odontológicos. Canzi e Colacite (2016) ressaltam que essas lesões na mucosa, como úlceras de pressão, são comuns nesses indivíduos, causadas pelo contato contínuo do tubo endotraqueal com os tecidos moles da boca. Além disso, a xerostomia, ou boca seca, é uma complicação comum, já que muitos pacientes apresentam uma redução significativa no fluxo salivar devido ao uso de medicações e à própria condição de entubação. A ausência de saliva, que naturalmente possui propriedades antimicrobianas, cria um ambiente propício para a proliferação de bactérias, fungos e outros microrganismos, resultando em infecções que afetam não só a cavidade bucal, mas também outros sistemas do corpo, como o respiratório (Almeida, 2021).
A saúde bucal de pacientes em UTI muitas vezes é negligenciada devido ao foco dos profissionais de saúde nas condições críticas que motivaram a internação. No entanto, o controle adequado das condições bucais é fundamental para a recuperação dos pacientes.
De acordo com Dias, Ferreira e Barros (2021), a má higiene oral pode contribuir significativamente para o desenvolvimento de infecções respiratórias, como a PAVM, que ocorre quando bactérias presentes na cavidade bucal são aspiradas para o trato respiratório inferior. Esse processo é facilitado pela presença do tubo endotraqueal, que pode servir como um canal para a migração de microrganismos patogênicos. Além disso, a ventilação mecânica pode alterar a microbiota oral, tornando-a mais suscetível à colonização por patógenos que, em pacientes saudáveis, são mantidos sob controle pelas defesas naturais do corpo.
4 CONDIÇÕES CLÍNICAS E COMPLICAÇÕES ORAIS EM PACIENTES ENTUBADOS
A intubação orotraqueal e a ventilação mecânica prolongada estão associadas a uma série de alterações na cavidade bucal, que podem comprometer significativamente a saúde geral do paciente. De acordo com Gómez et al. (2025), pacientes internados em unidades de terapia intensiva (UTI) apresentam alta prevalência de complicações orais, como gengivite, xerostomia, lesões ulceradas, candidíase e periodontite, frequentemente relacionadas à presença do tubo orotraqueal, à dificuldade de higienização e à imunossupressão decorrente do estado clínico.
A presença de dispositivos invasivos, como o tubo de intubação, favorece microtraumas na mucosa oral e lábios, facilitando a colonização bacteriana e fúngica (Zinzoni et al., 2024).
Entre as complicações mais observadas destacam-se as lesões de pressão causadas pelo contato e fixação do tubo orotraqueal. Ozdemir et al. (2025) relatam que o aparecimento de lesões orais ocorre, em média, entre o segundo e o décimo terceiro dia de intubação, sendo influenciado pelo tipo de fixação, pela instabilidade do tubo e pelo tempo de ventilação mecânica. Essas lesões, também denominadas de oral mucosal pressure injuries, são agravadas pelo uso de sedativos, pela desnutrição e pela redução da circulação sanguínea local (Li et al., 2025).
Outro fator clínico relevante é a alteração da microbiota bucal, consequência da diminuição do fluxo salivar e da utilização de antibióticos de amplo espectro. Segundo Zhao et al. (2020), pacientes entubados apresentam um aumento expressivo na colonização por microrganismos patogênicos, como Staphylococcus aureus e bacilos gram-negativos, que são associados ao desenvolvimento da pneumonia associada à ventilação mecânica (PAV). O acúmulo de biofilme dental e o descuido com a higiene oral agravam o quadro, tornando a cavidade bucal um importante reservatório de patógenos respiratórios (Pinto et al., 2021).
Estudos também indicam que a ausência de cuidados odontológicos regulares e de protocolos padronizados de higiene bucal contribui diretamente para o agravamento das condições orais. Gómez et al. (2025) ressaltam que a escovação mecânica, associada ao uso de antissépticos bucais como a clorexidina, é eficaz na redução da carga microbiana e na prevenção de infecções respiratórias. A literatura aponta ainda que pacientes que recebem acompanhamento odontológico apresentam menor incidência de pneumonia, menor tempo de internação e melhor conforto durante o período de ventilação mecânica (Mohammad et al., 2024).
Por fim, Hocková et al. (2021) e Chen et al. (2024) destacam que, além das infecções bacterianas, há uma crescente ocorrência de infecções fúngicas, como candidíase oral, em pacientes entubados, especialmente em contextos de imunossupressão, antibioticoterapia prolongada e nutrição enteral. Esses achados reforçam a necessidade de uma atuação multiprofissional que inclua o cirurgião-dentista na rotina hospitalar, com protocolos específicos de prevenção e manejo de complicações orais (Secretaria de Saúde do Distrito Federal, 2022).
4.1 O papel do cirurgião-dentista no ambiente hospitalar
A atuação do cirurgião-dentista no ambiente hospitalar constitui componente essencial da assistência integral ao paciente, especialmente em Unidades de Terapia Intensiva (UTI), onde a saúde bucal pode influir diretamente em desfechos sistêmicos.
Autores apontam que a presença do dentista na equipe multiprofissional atua tanto na prevenção quanto na detecção precoce de alterações orais que podem evoluir para complicações respiratórias e sistêmicas, reduzindo, assim, riscos como a broncoaspiração e a pneumonia associada à ventilação mecânica (Lima, 2022; Macedo et al., 2023).
Como membro da equipe multiprofissional, o cirurgião-dentista contribui com avaliações de triagem bucal, planejamento de intervenções mínimas e protocolos de higiene oral adaptados ao paciente crítico, além de orientar e capacitar a equipe de enfermagem para a manutenção diária da cavidade oral (Sampaio; Cerneiro Júnior, 2023).
O estudo de Macedo et al. (2023) descreve que a padronização de procedimentos (checklists de avaliação bucal, frequência de escovação/aspiração, uso criterioso de antissépticos) facilita a integração do cirurgião-dentista com médicos, enfermeiros e fisioterapeutas, promovendo maior efetividade nas medidas preventivas.
A avaliação odontológica prévia à intubação e o acompanhamento durante o período de internação representam ações-chave. Avaliações odontológicas realizadas antes de procedimentos que impliquem risco de aspiração ou intubação permitem identificar e, quando possível, mitigar focos infecciosos (ex.: abscessos, cáries extensas) e remover fatores que favoreçam a colonização microbiana (Lima, 2022).
No paciente já entubado, o cirurgião-dentista realiza monitorização de lesões por pressão, manejo de mucosite, orientação sobre medidas paliativas e indicação de tratamentos locais que não interfiram na estabilidade clínica, o que contribui para diminuir o acúmulo de biofilme e a transmissão de patógenos respiratórios (Sampaio; Cerneiro Júnior, 2023).
Quanto às contribuições diretas na prevenção de infecções e lesões orais, pesquisadores têm demonstrado que intervenções odontológicas sistemáticas (higienização programada, remoção de placas e tártaro quando possível, aplicação de antissépticos em protocolos seguros, manejo de próteses e proteção da mucosa durante a fixação de tubos) reduzem indicadores de complicações orais e ajudam a controlar a carga microbiana que pode migrar para o trato respiratório. A participação do dentista, portanto, não é apenas corretiva, mas sobretudo preventiva e educativa, atuando também na elaboração e revisão de protocolos institucionais (Cardoso, 2024).
No Brasil, o reconhecimento institucional e normativo da Odontologia Hospitalar tem avançado na última década e ganhou contorno regulatório mais detalhado em 2024, com resoluções e anexos do Conselho Federal de Odontologia (CFO) que definem requisitos de atuação, formação e atuação institucional para a especialidade e para a organização das ações de saúde bucal em serviços (CFO, Resoluções 2024).
Essas normas reforçam a necessidade de critérios formais para inserção do cirurgião-dentista em ambientes hospitalares e para a adoção de protocolos que articulem atenção primária, atenção ao internamento e atenção especializada, fortalecendo legalmente a atuação multiprofissional (CFO, 2024).
Dessa forma, desafios práticos persistem como limitação de recursos humanos, ausência ou heterogeneidade de protocolos locais e necessidade de capacitação contínua da equipe, mas as evidências acumuladas entre 2020 e 2025 demonstram que a incorporação estruturada do cirurgião-dentista na rotina hospitalar melhora indicadores de saúde bucal e pode contribuir para melhores desfechos clínicos e redução de tempo de internação, quando integrada a políticas institucionais e fluxos assistenciais bem definidos (Macedo et al., 2023; Lima, 2022; Sampaio; Cerneiro Júnior, 2023).
5 IMPACTO DO ACOMPANHAMENTO ODONTOLÓGICO NA RECUPERAÇÃO E QUALIDADE DE VIDA
O acompanhamento odontológico sistemático de pacientes internados, especialmente aqueles em ventilação mecânica, tem sido descrito como estratégia que vai além do cuidado oral local, influenciando desfechos clínicos e indicadores organizacionais. Moura Costa (2024) enfatiza que a inserção contínua do cirurgião-dentista na rotina hospitalar reduz a prevalência de complicações orais e atua diretamente na prevenção de eventos infecciosos secundários, o que repercute positivamente no quadro clínico geral do paciente.
Da mesma forma, Silva (2023) relata que a supervisão odontológica contribui para a identificação precoce de focos infecciosos e para intervenções rápidas que evitam a progressão de processos locais para agravos sistêmicos (Moura Costa, 2024; Silva, 2023).
Os benefícios clínicos e sistêmicos do acompanhamento odontológico incluem redução da carga microbiana bucal, menor incidência de mucosite, diminuição de lesões por pressão e controle de infecções oportunistas (Alves e Magalhães, 2023). Estudos integrativos e revisões brasileiras ressaltam que protocolos de higiene bucal realizados por equipes com supervisão odontológica melhoram parâmetros locais como redução de biofilme e estabilização da mucosa e, associados a isso, há potencial redução de eventos respiratórios relacionados à colonização oral (Soares et al., 2025).
Quanto à redução do tempo de internação e das taxas de infecção hospitalar, trabalhos de revisão e relatos de experiência em hospitais universitários brasileiros mostram associação entre a implementação de programas de odontologia hospitalar e diminuição de dias de permanência e de custos assistenciais.
Silva (2023) relata que hospitais que instituíram rotinas de avaliação e intervenção odontológica apresentaram tendência à redução do tempo médio de internação, atribuída à menor ocorrência de complicações infecciosas e melhor controle dos focos orais. Estudos observacionais compilados por Silva (2024) reforçam essa tendência, embora ressaltem a necessidade de ensaios controlados randomizados para quantificar de forma mais precisa o efeito causal.
A melhoria da qualidade de vida e do conforto dos pacientes críticos é outro impacto salientado pela literatura: acompanhamento odontológico reduz dor orofacial, melhora capacidade de deglutição quando aplicável e aumenta bem-estar subjetivo após a extubação. Antônio et al. (2025) apontam que pacientes que receberam cuidados odontológicos durante a internação relatam menor desconforto oral e apresentam melhores escores em medidas de qualidade de vida relacionadas à boca e alimentação no período pós-alta, evidenciando o papel reabilitador e paliativo do cirurgião-dentista no contexto hospitalar.
Finalmente, dados comparativos entre unidades com e sem acompanhamento odontológico mostram padrões consistentes: unidades com programas estruturados apresentam menores taxas de pneumonia associada à ventilação mecânica, menor uso prolongado de antimicrobianos e melhor recuperação de função oral após alta.
Alves e Magalhães (2023) e Soares (2025) apresentam revisões que sintetizam estudos observacionais e séries temporais apontando benefícios, mas também enfatizam lacunas metodológicas (como heterogeneidade de intervenções e ausência de randomização em muitos estudos).
Portanto, apesar das evidências apontarem efeitos positivos relevantes do acompanhamento odontológico sobre desfechos clínicos, econômicos e de qualidade de vida, é necessário ampliar a pesquisa com desenhos robustos para consolidar medidas de impacto e recomendações operacionais.
6 DIRETRIZES, PROTOCOLOS E DESAFIOS DA ODONTOLOGIA HOSPITALAR
A presença do cirurgião-dentista nas Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) e em outros setores hospitalares está amparada por políticas públicas e normativas recentes que reconhecem a odontologia hospitalar como parte integrante do cuidado multiprofissional.
O Ministério da Saúde (2024), por meio da Portaria nº 6.213, reforça a importância da Rede de Atenção à Saúde Bucal (RASB) e determina que os serviços hospitalares incorporem ações de saúde bucal voltadas à prevenção e controle de infecções, especialmente em pacientes críticos. Essa diretriz estabelece o respaldo legal e técnico para a inclusão do cirurgião-dentista nas equipes hospitalares, promovendo a integralidade do cuidado e a melhoria dos desfechos clínicos.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (2024), ao atualizar suas orientações sobre práticas de segurança do paciente em unidades com UTI, também reconhece a importância dos cuidados odontológicos como parte das medidas de prevenção de infecções relacionadas à ventilação mecânica. O documento da Anvisa destaca que o controle da microbiota oral é um componente essencial dos protocolos de segurança hospitalar, sendo necessária a implementação de rotinas padronizadas e a presença de profissionais qualificados para garantir a execução adequada dessas práticas. A instituição ressalta ainda a necessidade de monitoramento contínuo e registro sistemático dos cuidados orais prestados aos pacientes internados.
Apesar do avanço normativo, a efetivação da odontologia hospitalar enfrenta barreiras institucionais e estruturais. O Conselho Regional de Odontologia do Paraná (2023) aponta que muitos hospitais ainda não dispõem de estrutura física adequada para o atendimento odontológico, além de enfrentarem escassez de recursos humanos e financeiros. Essas limitações dificultam a consolidação de uma rotina assistencial odontológica nas UTIs e comprometem a integração efetiva entre o cirurgião-dentista e os demais profissionais da equipe multiprofissional. O conselho defende que a gestão hospitalar inclua a odontologia nos planos institucionais e nos programas de humanização da assistência.
Outro desafio relevante é a capacitação das equipes de saúde sobre os cuidados orais em pacientes críticos. Oliveira et al. (2022) ressaltam que a execução adequada da higiene oral por enfermeiros e técnicos de enfermagem depende de treinamento contínuo e de protocolos bem definidos. A ausência de capacitação reduz a eficácia dos procedimentos e aumenta o risco de complicações, como a pneumonia associada à ventilação mecânica. As autoras defendem a necessidade de integração entre odontologia, enfermagem e medicina intensiva para a construção de práticas seguras e eficazes no ambiente hospitalar.
Assim, Carlquist (2024) destaca que o futuro da odontologia hospitalar depende da consolidação de uma atuação interdisciplinar e da adoção de modelos colaborativos, como protocolos operacionais padronizados e participação ativa do cirurgião-dentista nos rounds clínicos. O autor argumenta que a integração entre profissionais de diferentes áreas amplia a efetividade do tratamento e fortalece o cuidado centrado no paciente. Essa perspectiva aponta para um cenário em que a odontologia hospitalar passa a ser entendida não apenas como suporte técnico, mas como parte estratégica na recuperação e na segurança do paciente internado.
7 CONSIDERAÇÕES FINAIS
A análise desenvolvida ao longo deste estudo permitiu compreender, de forma ampla e fundamentada, a relevância do acompanhamento odontológico em pacientes intubados, confirmando que a atuação do cirurgião-dentista no ambiente hospitalar constitui um elemento essencial para a prevenção de complicações orais e sistêmicas.
A questão central que norteou a pesquisa como o acompanhamento odontológico pode prevenir as complicações enfrentadas por pacientes intubados foi respondida de modo consistente, evidenciando que a intervenção especializada contribui significativamente para o controle de infecções, a preservação dos tecidos bucais e a melhoria dos indicadores clínicos durante a internação.
A investigação demonstrou que as práticas de higiene bucal e as medidas preventivas adotadas em ambiente hospitalar são determinantes para reduzir a carga microbiana e prevenir a ocorrência de pneumonia associada à ventilação mecânica, além de assegurar maior conforto e segurança ao paciente crítico. As condições clínicas e complicações orais analisadas revelaram os efeitos adversos decorrentes da ausência de cuidados odontológicos, como o acúmulo de biofilme, a xerostomia e as lesões traumáticas, os quais interferem negativamente na recuperação e na estabilidade sistêmica do indivíduo.
No âmbito da atuação profissional, o estudo evidenciou que o cirurgião-dentista desempenha papel estratégico na equipe multiprofissional, participando ativamente das ações de prevenção, diagnóstico e manejo das complicações orais, fortalecendo a integração entre as diversas áreas da saúde. Essa inserção efetiva contribui para a qualidade da assistência hospitalar, reforçando o caráter interdisciplinar e humanizado do cuidado.
Ao examinar o impacto do acompanhamento odontológico na recuperação e na qualidade de vida, observou-se que a presença do cirurgião-dentista está associada à diminuição do tempo de internação, à redução das taxas de infecção hospitalar e ao aumento do bem-estar físico e emocional dos pacientes. Essa constatação evidencia que a saúde bucal influencia diretamente a saúde geral, tornando imprescindível a atenção odontológica como parte integrante do tratamento intensivo.
A discussão sobre as diretrizes, protocolos e desafios da odontologia hospitalar revelou avanços significativos no reconhecimento institucional dessa prática, ainda que persistam obstáculos estruturais, administrativos e educacionais que limitam sua consolidação plena. A necessidade de formação continuada, de políticas públicas eficazes e de investimentos específicos permanece como um dos principais desafios para a expansão da odontologia hospitalar no Brasil.
Assim, os resultados deste trabalho reforçam a importância de consolidar uma visão integrada da assistência à saúde, na qual o cuidado odontológico seja reconhecido como componente indissociável da recuperação e da qualidade de vida dos pacientes internados. A pesquisa contribui, portanto, para o fortalecimento da odontologia hospitalar enquanto campo científico e prático, capaz de promover não apenas benefícios clínicos, mas também transformações no modo como se concebe o cuidado em saúde.
Ademais, a integração de cuidados odontológicos nas equipes multidisciplinares de terapia intensiva pode contribuir para uma abordagem mais holística do tratamento do paciente entubado. É importante ressaltar que, o acompanhamento odontológico contribui para o bem-estar geral do paciente, prevenindo lesões orais, como úlceras de pressão causadas pelo tubo endotraqueal, xerostomia (boca seca), e outras complicações associadas à entubação prolongada.
Dessa maneira, compreender o papel do cirurgião-dentista nesse contexto é reconhecer que o cuidado com a cavidade oral transcende a dimensão técnica e se projeta como um compromisso ético com a vida, a dignidade e o bem-estar do paciente.
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¹Acadêmica de odontologia. Artigo apresentado à Faculdade Fimca de Porto Velho como requisito para obtenção título de bacharel em odontologia. E-mail: nathaliametro24@gmail.com
²Professora orientadora. Especialista Ortodontia. Especialista Harmonização e atualização em cirurgia oral menor e pós em metodologia do ensino superior. E-mail: tacia_mariana@hotmail.com
