REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/cl10202508211320
Janieli Rodrigues do Rego
Marcela Holanda de Assumpção
Naiara Perim Galvani
Rodolfo Rodrigo Benedetti
Rodrigo Ramires Ferreira
RESUMO: O crescimento da população idosa demanda estratégias de cuidado que promovam saúde mental, autonomia e inclusão social. Nesse contexto, este artigo analisa a importância das intervenções psicológicas em um Centro-Dia para idosos, com base em um estágio supervisionado em Psicologia, realizado entre março e novembro de 2024, em uma instituição do interior do Paraná. Trata-se de um relato de experiência de natureza qualitativa e descritiva, fundamentado em encontros semanais com atividades em grupo. As ações abordaram temas como coordenação motora, valorização da cultura e da história, autoestima, manejo das emoções, cognição, vínculos afetivos, arte e lazer. Os resultados indicam que as intervenções favoreceram o envolvimento dos participantes, a partilha de experiências, a valorização da história de vida e o fortalecimento dos laços interpessoais. A escuta sensível e o caráter lúdico das propostas mostraram-se essenciais para o acolhimento emocional. Conclui-se que tais práticas contribuem significativamente para o bem-estar na velhice e para a formação de psicólogos mais preparados para atuar com essa população.
Palavras-chave: Intervenção Psicossocial; Idoso; Psicologia.
Introdução
O aumento expressivo da população idosa em escala mundial tem trazido desafios significativos para as políticas públicas e para os profissionais da saúde, exigindo estratégias que garantam um envelhecimento com dignidade, autonomia e bem-estar. No Brasil, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a população com mais de 60 anos era de 14,9 milhões (7,4%) em 2013, e a previsão é que esse número atinja 58,4 milhões (26,7%) até 2060, acompanhando uma elevação da expectativa de vida de 75 para 81 anos (Simeão et al., 2018). Diante desse cenário, torna-se essencial a criação de serviços que atendam às demandas específicas dessa população, como os Centros-Dia, que oferecem um espaço de atenção especializada para pessoas idosas que apresentam limitações para a realização das atividades da vida diária (AVD) e que, embora convivam com familiares, enfrentam carências funcionais e sociais (Quintana, 2014).
O Centro-Dia é um equipamento pertencente à Proteção Social Especial de Média Complexidade, conforme a Tipificação Nacional dos Serviços Socioassistenciais (2013). Seu objetivo é promover a autonomia, prevenir a institucionalização, estimular a inclusão social e contribuir para a melhoria da qualidade de vida da pessoa idosa e de seus cuidadores (Quintana, 2014). Para isso, deve contar com uma equipe técnica capacitada para desenvolver ações que previnam e combatam situações de vulnerabilidade, exclusão e violações de direitos. A proposta desse serviço se mostra ainda mais relevante quando se considera que, diferentemente das instituições asilares, os idosos que frequentam o Centro-Dia retornam para suas residências ao final do dia, mantendo vínculos familiares e comunitários (Navarro; Marcon, 2006).
Os Centros-Dia oferecem um atendimento multiprofissional e ações de promoção à saúde, incentivando a socialização e a convivência. A rotina inclui atividades de estimulação cognitiva e física, oficinas de culinária, dança sênior, grupos de reflexão, reuniões socioeducativas, além de acompanhamento psicológico, nutricional e de enfermagem (Oliveira et al., 2019). Essas ações têm um impacto direto na autoestima, no bem-estar físico e mental e na qualidade de vida das pessoas idosas, contribuindo também para a diminuição da sobrecarga enfrentada pelos cuidadores (Bonatelli et al., 2018).
É nesse contexto que se destaca a relevância das intervenções psicológicas como recurso fundamental no processo de envelhecimento ativo e saudável. O envelhecimento é um processo multifatorial, com mudanças fisiológicas, psicológicas e sociais que impactam diretamente na vida do sujeito (Santos et al., 2012). A atuação do psicólogo, portanto, vai além do cuidado com o sofrimento psíquico, abrangendo práticas preventivas, de promoção da saúde e fortalecimento de vínculos. As intervenções são voltadas para a escuta, o acolhimento, o fortalecimento da identidade, a ressignificação da velhice e a promoção de autonomia e pertencimento.
A Psicologia compreende o envelhecimento não apenas como declínio, mas como uma fase de possibilidades, de reconstrução de vínculos e significados. Nesse sentido, as técnicas grupais, como o grupo operativo, tornam-se ferramentas eficazes para o trabalho com pessoas idosas. Segundo Bastos (2010), essa técnica, desenvolvida por Pichon-Rivière, propõe a aprendizagem como processo de mudança, promovendo a reflexão crítica da realidade e a construção coletiva do saber. Rosa, Alves e Enetério (2020) acrescentam que, por se tratar de um instrumento terapêutico e educativo, o grupo operativo contribui para a quebra de estereótipos relacionados à velhice, estimula o protagonismo e favorece a saúde mental.
Correa (2013) enfatiza que a memória e a troca de experiências desempenham um papel fundamental no combate ao isolamento e ao sentimento de inutilidade social. Assim, durante a velhice, é essencial que a pessoa idosa esteja inserida em atividades significativas, que valorizem sua história de vida e promovam o senso de pertencimento. As intervenções psicológicas, ao proporcionar espaços de escuta e expressão, favorecem a reelaboração dos vínculos afetivos, sociais e familiares. Além disso, estimulam a autoestima, promovem o reconhecimento das capacidades individuais e coletivas, e fortalecem os direitos das pessoas idosas enquanto sujeitos sociais (Saldanha; Nascimento; Raupp, 2019).
Nesse contexto, este trabalho apresenta um relato de experiência baseado em um estágio supervisionado em Psicologia, realizado em um Centro-Dia para idosos. O objetivo principal é investigar a importância das intervenções psicológicas nesse espaço, destacando o papel do psicólogo na promoção do bem-estar, na prevenção de doenças emocionais e no estímulo à convivência social. Considerando que o envelhecimento é uma fase marcada por diversas transições e desafios, as ações psicossociais tornam-se imprescindíveis para garantir qualidade de vida, reconhecimento da subjetividade e inclusão das pessoas idosas na dinâmica social contemporânea.
Método
Este trabalho é um relato de experiência de natureza qualitativa e descritiva, fundamentado na vivência de estágio supervisionado em Psicologia com pessoas idosas, em uma instituição do tipo Centro-Dia. Segundo Minayo (2001), a abordagem qualitativa é apropriada para compreender contextos humanos complexos e os significados atribuídos pelas pessoas às suas experiências. A escolha por esse método se justifica pela proposta do trabalho, que busca refletir sobre a atuação do psicólogo junto ao público idoso a partir da prática vivenciada. O tema central da pesquisa: “a importância das intervenções psicológicas no contexto de centro-dia para idosos” visa destacar o papel estratégico e necessário das ações psicológicas no cuidado à saúde mental e no fortalecimento das relações sociais dessa população.
O estágio foi realizado no ano letivo de 2024, entre os meses de março a novembro, totalizando uma carga horária de 160 horas. As atividades ocorreram semanalmente, às quintas-feiras, no período da tarde, das 13h30min às 17h30min, em uma instituição sem fins lucrativos localizada em uma cidade do interior do Paraná, conveniada com o poder público e com instituições de ensino superior.
A instituição acolhe, em média, 26 idosos de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h. Durante esse período, os idosos participam de uma rotina diária com diversas atividades, retornando ao seu ambiente familiar ao final do dia. O serviço é voltado para pessoas com 60 anos ou mais, prioritariamente contemplados pelo Benefício de Prestação Continuada (BPC), participantes de programas de transferência de renda, ou que apresentam histórico de isolamento social e ausência de apoio familiar. A finalidade do serviço é promover uma rotina mais significativa para os usuários, por meio de atividades terapêuticas, culturais, físicas e recreativas, buscando prevenir o isolamento social e fortalecer os vínculos afetivos e comunitários.
Participaram da experiência cinco estagiários do curso de Psicologia, que atuaram em conjunto na realização das atividades. As intervenções psicológicas foram realizadas em grupo, com duração aproximada de duas horas por encontro. As atividades foram organizadas e desenvolvidas em torno de temas com objetivos específicos, tais como: coordenação motora, valorização da cultura e da história, autoestima, manejo das emoções, estimulação cognitiva, vínculos afetivos, arte e lazer. Cada proposta visava promover aspectos subjetivos e relacionais importantes para o bem-estar e a qualidade de vida dos participantes.
Resultados e Discussão
As atividades foram organizadas com base em sete eixos temáticos previamente definidos: coordenação motora, valorização da cultura e da história, autoestima, manejo das emoções, cognição, vínculos afetivos, arte e lazer. Esses pilares nortearam as ações em grupo com os idosos, possibilitando a observação tanto dos efeitos subjetivos quanto das formas de engajamento da população atendida.
No campo, os estagiários propuseram intervenções alinhadas às demandas e necessidades dos idosos, considerando o contexto institucional, os objetivos do serviço e as possibilidades da atuação psicológica. A experiência prática foi registrada semanalmente e analisada nas supervisões conduzidas pela professora orientadora, realizadas após os encontros presenciais. Essas supervisões ocorreram em três etapas principais: inicialmente, a discussão de textos teóricos relacionados à prática da Psicologia e às políticas públicas, abordando temas como o envelhecimento humano, a Tipificação Nacional dos Serviços Socioassistenciais e as particularidades do Centro-Dia enquanto equipamento da rede de proteção social, em seguida, o compartilhamento das principais observações sobre os encontros com o grupo, refletindo sobre o vínculo com os usuários, a condução das atividades e os aspectos subjetivos emergentes, por fim, o planejamento coletivo das intervenções da semana seguinte, construindo propostas que respeitassem a singularidade dos participantes e o propósito terapêutico do estágio.
Intervenção e análise das atividades
No decorrer do estágio, as intervenções semanais envolveram atividades planejadas de forma coletiva e estruturadas em torno dos eixos temáticos previamente definidos. Cada encontro foi elaborado com o objetivo de promover um espaço acolhedor, de escuta ativa e de valorização das trajetórias de vida dos idosos, favorecendo tanto o desenvolvimento subjetivo quanto a interação grupal.
Nos encontros iniciais, as dinâmicas buscaram aproximar os estagiários dos participantes, fortalecendo a confiança mútua. A atividade “batata quente de apresentação”, por exemplo, teve papel importante na quebra do gelo e na integração do grupo. Posteriormente, foram introduzidas ações voltadas à memória afetiva e à valorização da história de vida, como a proposta com imagens antigas, que evocaram lembranças, e a dinâmica “meu primeiro…”, na qual os idosos compartilharam marcos significativos de sua juventude, como o primeiro emprego, o primeiro professor ou o primeiro baile.
As propostas voltadas à estimulação cognitiva também se destacaram. Atividades como “qual é a música?”, “quem sou eu?” e o tradicional jogo da memória incentivaram a atenção, a lógica e a recordação, tudo de forma lúdica e interativa. A dinâmica “qual é o objeto?”, por sua vez, estimulou a percepção tátil ao propor o reconhecimento de itens com os olhos vendados. Nessas experiências, notou-se engajamento ativo, momentos de descontração e colaboração entre os participantes.
As ações voltadas à expressão emocional e autoestima também tiveram papel relevante. O “jogo das emoções”, utilizando um tabuleiro com perguntas reflexivas, proporcionou espaço para partilha de sentimentos e experiências afetivas. Na intervenção com placas de “sim” e “não”, questões sobre orgulho e trajetória pessoal foram abordadas, sendo finalizadas com elogios em duplas, prática que reforçou o vínculo entre os idosos e valorizou suas histórias individuais.
As atividades motoras e recreativas apresentaram significativa adesão. Jogos como boliche, argolas e circuitos com obstáculos promoveram a coordenação motora, o trabalho em equipe e a socialização. Eventos como o bingo, a festa junina e o dia da beleza também se destacaram por envolverem expressiva participação e despertarem entusiasmo, além de resgatarem elementos culturais e reforçarem o sentimento de pertencimento ao grupo. A proposta do “mural dos afetos” foi outro momento marcante, pois incentivou os idosos a refletirem sobre vínculos significativos, fortalecendo laços e estimulando memórias emocionais positivas.
O encerramento do estágio foi marcado por uma atividade simbólica de valorização pessoal: cada idoso recebeu uma fotografia sua com mensagens de colegas destacando duas qualidades percebidas. A ação despertou afeto, reconhecimento e deixou um registro positivo do percurso vivido em grupo.
De modo geral, observou-se que as atividades que envolviam movimento corporal, leve competitividade e interação geraram maior adesão e entusiasmo.
Dinâmicas como o “jogo da argola” e o boliche adaptado incentivaram o envolvimento ativo dos participantes e promoveram vínculos interpessoais. O caráter lúdico e cooperativo das propostas foi essencial para estimular a espontaneidade e a motivação do grupo, em consonância com estudos que destacam a importância das atividades motoras recreativas na terceira idade, associadas a uma vida com maior autoestima e autoconfiança. Quando realizadas em grupo, essas práticas contribuem para uma vida mais saudável, promovendo maior independência funcional, melhora das relações sociais e maior autonomia nas tomadas de decisão à medida que os idosos envelhecem (Souza et al., 2023).
As intervenções relacionadas ao lazer também se destacaram ao longo do estágio. Atividades como o bingo, o dia da beleza e as festas comemorativas criaram um ambiente descontraído, propício à partilha e ao afeto, favorecendo tanto a expressão criativa quanto o fortalecimento da autoestima dos participantes. De acordo com Mori e Silva (2010), o lazer exerce um papel fundamental na vida dos idosos, pois contribui para uma vivência mais leve e socialmente integrada. Por meio dessas experiências, os idosos ampliam suas possibilidades de interação, trocam vivências com outras pessoas e culturas, e se envolvem de forma criativa e enriquecedora com o contexto sociocultural ao qual pertencem.
Do ponto de vista cognitivo, atividades como “qual é a música?”, “jogo da memória” e “qual é o objeto?” mostraram-se eficazes para estimular habilidades como a memória, a atenção e a percepção sensorial. A facilidade com que os idosos responderam aos desafios propostos evidenciou o potencial dessas dinâmicas lúdicas para contribuir com a preservação das funções cognitivas de forma prazerosa e significativa. Nesse sentido, Mariano et al. (2020) ressaltam que manter a cognição ativa na pessoa idosa é essencial para prevenir o comprometimento cognitivo, retardar o surgimento de quadros demenciais, reduzir a dependência e preservar a capacidade de autocuidado, fatores que, em conjunto, promovem uma melhor qualidade de vida e favorecem um envelhecimento ativo.
Em relação ao manejo emocional, intervenções como o “jogo das emoções” e o “mural dos afetos” favoreceram a expressão de sentimentos e a escuta empática entre os participantes. A partilha de experiências relacionadas a momentos felizes ou desafiadores contribuiu para a construção de um espaço simbólico de acolhimento emocional, aspecto central na atuação da psicologia com pessoas idosas.
Dinâmicas voltadas à autoestima, como os elogios entre pares e as reflexões sobre conquistas de vida, contribuíram significativamente para o reconhecimento individual e o fortalecimento dos vínculos interpessoais. Ainda que alguns participantes tenham se mostrado reservados no início, foi possível observar, ao longo das intervenções, uma crescente abertura para compartilhar vivências e afetos, fortalecendo a identidade pessoal e coletiva do grupo. Nesse contexto, Figueira et al. (2024) destacam que todo ser humano possui uma identidade narrativa construída a partir de sua trajetória, experiências e do tempo vivido. Compreender uma pessoa implica compreender sua história e seus relatos de vida, pois esses elementos revelam sua forma de perceber o mundo, seu contexto e sua condição atual. Assim, as marcas do envelhecimento são, na verdade, expressões dessas vivências acumuladas.
Por outro lado, algumas atividades apresentaram limitações. A dinâmica com o espelho, que visava estimular a autorreflexão por meio da própria imagem, não teve a receptividade esperada. A proposta exigia um grau de introspecção que gerou desconforto e inibição. Situação semelhante ocorreu com a atividade das placas de “sim” e “não”, cuja estrutura de perguntas fechadas limitou o aprofundamento e a troca entre os participantes. Já a intervenção de estímulo olfativo, baseada no reconhecimento de aromas de ervas e temperos, mostrou-se complexa para o grupo, gerando frustração diante da dificuldade em identificar os elementos. Tais experiências reforçam a importância de adaptar o nível de complexidade das propostas, bem como priorizar abordagens abertas e dialógicas, que favoreçam o envolvimento emocional e a construção de narrativas pessoais.
A análise global das intervenções evidencia que a atuação psicológica em Centros-Dia pode contribuir significativamente para a promoção da saúde mental, do fortalecimento de vínculos sociais e da valorização da subjetividade na velhice. A escuta sensível, o respeito ao ritmo dos idosos e o uso de estratégias lúdicas e significativas são elementos fundamentais para criar um ambiente terapêutico, acolhedor e transformador. Ainda que o estágio tenha ocorrido em tempo limitado e sem instrumentos quantitativos de avaliação, os registros de campo e as observações realizadas apontam para efeitos subjetivos relevantes ao longo do processo.
Considerações finais
A experiência de estágio supervisionado no Centro-Dia para idosos possibilitou uma imersão significativa na prática da Psicologia em contextos de atenção psicossocial ao envelhecimento. Por meio das intervenções planejadas e executadas, foi possível compreender, de forma concreta, a importância de um espaço que acolhe, escuta e valoriza a trajetória de vida de cada idoso, respeitando suas subjetividades e necessidades emocionais.
As atividades desenvolvidas ao longo do estágio, estruturadas em eixos temáticos como coordenação motora, valorização da cultura e da história, autoestima, manejo das emoções, cognição, vínculos afetivos, arte e lazer, permitiram não apenas a estimulação de habilidades específicas, mas também a criação de um ambiente relacional pautado pelo afeto, pela confiança e pelo pertencimento grupal. Observou-se que as intervenções lúdicas, sensíveis e adaptadas à realidade dos participantes geraram envolvimento, promoveram a expressão de sentimentos e fortaleceram vínculos interpessoais. Tais aspectos destacam o valor das práticas psicológicas como ferramentas de promoção de saúde mental e de enfrentamento dos desafios do envelhecimento.
Além disso, as vivências práticas contribuíram para uma compreensão mais ampla do papel do psicólogo no Centro-Dia, que vai além da escuta clínica individual, atuando como facilitador de processos grupais, mediador de conflitos, articulador de vínculos sociais e agente de promoção de autonomia e bem-estar. A experiência reforça a relevância de intervenções coletivas que respeitam o tempo, a história e a singularidade dos idosos, favorecendo o desenvolvimento de uma velhice mais ativa, significativa e socialmente integrada.
No entanto, também foi possível reconhecer limitações e desafios. Algumas atividades demandaram ajustes metodológicos e maior sensibilidade quanto à complexidade das propostas. Esse aspecto evidencia a importância de uma escuta constante e de uma postura flexível e crítica por parte dos profissionais em formação.
Diante disso, conclui-se que as intervenções psicológicas em Centros-Dia são fundamentais para ampliar o cuidado com a saúde mental da população idosa, promovendo qualidade de vida, fortalecimento de vínculos e reconhecimento de trajetórias de vida. O estágio supervisionado revelou-se, portanto, uma oportunidade valiosa de formação ética, técnica e humana, reforçando a importância de práticas comprometidas com o envelhecimento digno, participativo e respeitoso.
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