A IMPORTÂNCIA DA VACINAÇÃO NA PREVENÇÃO DE DOENÇAS INFANTIS: CONTRIBUIÇÕES DO ENFERMEIRO

THE IMPORTANCE OF VACCINATION IN THE PREVENTION OF CHILDHOOD DISEASES: CONTRIBUTIONS OF THE NURSE

REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/cl10202511291325


Eriane da Silva Aviz1
Gabriel Furtado da Costa2
Luciele da Silva e Silva3
Milena dos Reis Ribeiro4
Norma do Socorro Ferreira Brito5
Orientadora: Jamilly Karoliny da Silva Miranda6


Resumo 

Introdução: A vacinação infantil é uma das medidas mais eficazes na prevenção de doenças e na promoção da saúde pública, sendo considerada um dos maiores avanços da medicina moderna. Por meio da imunização, é possível reduzir significativamente a incidência de enfermidades como poliomielite, sarampo, coqueluche, tétano e difteria, que no passado eram responsáveis por altas taxas de morbimortalidade infantil. No Brasil, o Programa Nacional de Imunizações (PNI) desempenha papel fundamental nesse processo, garantindo o acesso universal e gratuito às vacinas. Objetivo: Destacar a importância da vacinação na prevenção de doenças infantis. Metodologia: Pesquisa de revisão da literatura. As obras para construção da pesquisa foram retiradas das plataformas de dados: (SciELO), (CAPES) e (BVS). Resultados: Observou-se que nos últimos anos houve uma queda na cobertura vacinal, motivada por fatores como desinformação, movimentos antivacina e barreiras de acesso, o que ameaça conquistas históricas da saúde pública. Nesse cenário, o papel dos profissionais de saúde, especialmente dos enfermeiros, é essencial para promover a adesão ao calendário vacinal por meio da educação em saúde, acolhimento e vigilância epidemiológica. 

Palavras-chaves: Vacinação. Crianças. Enfermagem. Prevenção.

1. INTRODUÇÃO 

O processo de imunização visa desenvolver a produção de uma resposta imunológica, para a proteção contra doenças, sendo está uma das principais conquistas da humanidade, que proporciona uma redução do número de internações, custos financeiros e sociais e a erradicação de doenças com alto índice de mortalidade (Araújo et al., 2024).  

O Ministério da Saúde, através do Programa Nacional de Imunização (PNI), criado na primeira metade da década de 1970, vem, desde então, contribuindo significativamente para a mudança no perfil da imunização no país. O PNI tem a função de manter sob controle as doenças imunopreveníveis no Brasil, definindo prioridades para a imunização e provendo os estados e municípios com estes imunobiológicos (Sousa et al., 2024).  

A imunização representa uma das medidas mais efetivas na prevenção de doenças. O perfil das doenças no Brasil apresentou uma mudança marcante nas últimas décadas, principalmente em relação às doenças infecciosas e parasitárias, decorrente de medidas de controle, dentre elas a vacinação (Silva et al., 2024).  

As vacinas protegem o corpo humano contra vírus e bactérias que provocam vários tipos de doenças graves, que podem afetar seriamente a saúde das pessoas e inclusive levá-las à morte. A criação de calendários vacinais específicos para cada faixa etária tem possibilitado o acesso universal às vacinas, sendo o Sistema Único de Saúde (SUS) no Brasil uma das referências mundiais na oferta gratuita e abrangente desses imunizantes (Santos e Silva, 2025).  

Em contrapartida, a diminuição das taxas de vacinação, resulta no aumento do risco de reincidência dessas doenças, pois é transmitida por contato direto. Nesse contexto, faz-se necessário que os profissionais realizem uma assistência de qualidade, visando o reestabelecimento das metas de imunização. Na sala de vacinação, as atividades devem ser desenvolvidas por uma equipe de enfermagem devidamente treinada e capacitada para realizar o manuseio, conservação e administração do imunobiológico (Nunes, 2025). 

Além disso, notou-se que o movimento de hesitação vacinal, impulsionado por informações falsas e pela falta de conscientização, tem se tornado um desafio para as autoridades de saúde. Esse cenário evidencia a necessidade de fortalecer ações educativas, ampliar o acesso às vacinas e reforçar a confiança da população na ciência, de modo a assegurar a continuidade das conquistas alcançadas (Nascimento et al., 2025).  

Portanto, a importância da vacinação na infância vai além da proteção individual. Quando uma grande parcela da população está devidamente imunizada, cria-se a chamada imunidade coletiva, que dificulta a circulação dos microrganismos e protege, inclusive, aqueles que não podem ser vacinados por motivos de saúde. Dessa forma, a vacinação desempenha papel social, ético e de responsabilidade coletiva, ao contribuir para a redução de surtos e epidemias (Domingos et al, 2024).  

Diante disso, o objetivo deste estudo tem como propósito destacar a importância da contribuição do enfermeiro para a vacinação na prevenção de doenças infantis, ressaltando seus benefícios para a saúde individual e coletiva, bem como a relevância de políticas públicas e estratégias de conscientização que promovam a adesão à imunização. 

2. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA 

2.1 PROGRAMA NACIONAL DE IMUNIZAÇÃO (PNI)  

O surgimento do PNI ocorreu em um período marcado por altas taxas de mortalidade infantil e pela ocorrência frequente de surtos de doenças infectocontagiosas, como poliomielite, sarampo, tétano, difteria e coqueluche. Com sua implantação, foi possível estruturar campanhas de vacinação em larga escala e estabelecer um calendário nacional de imunização, garantindo maior alcance populacional e impacto positivo nos indicadores de saúde (Oliveira, 2025). 

Entre os grandes marcos do programa, destacam-se a erradicação da varíola em 1980, a eliminação da poliomielite no Brasil em 1994 e a expressiva redução dos casos de sarampo, rubéola, difteria e coqueluche. Atualmente, o calendário vacinal brasileiro é considerado um dos mais completos do mundo, disponibilizando vacinas que protegem contra mais de vinte doenças, o que reforça o compromisso do país com a saúde coletiva. (Nunes, 2025).  

Outro ponto relevante do PNI é a sua capilaridade, uma vez que consegue alcançar desde grandes centros urbanos até populações em áreas de difícil acesso, como comunidades indígenas, ribeirinhas e zonas rurais. Esse aspecto garante a universalidade da imunização e contribui para a equidade em saúde, tornando a vacinação um direito de todos e um dever do Estado (Vara et al, 2024).  

Além da oferta de imunizantes, o PNI também atua na vigilância epidemiológica, no monitoramento de eventos adversos pós-vacinação e na implementação de campanhas educativas que buscam conscientizar a população sobre a importância de manter o calendário vacinal atualizado. Essas ações fortalecem o vínculo entre a ciência e a sociedade, garantindo maior adesão e confiança da população nas vacinas (Nunes, 2025).  

Contudo, o programa enfrenta desafios nos últimos anos, especialmente com a queda da cobertura vacinal em várias regiões do país. A disseminação de notícias falsas, o movimento antivacina e as dificuldades logísticas em alguns territórios têm prejudicado as metas de imunização. Esse cenário demanda maior investimento em campanhas informativas, fortalecimento da atenção primária em saúde e ações intersetoriais que garantam a continuidade das conquistas históricas do PNI (Santos e Silva, 2025).  

Percebe-se que o Programa Nacional de Imunizações representa um pilar essencial para a saúde pública brasileira, responsável por salvar milhões de vidas e reduzir drasticamente a incidência de doenças preveníveis. Sua manutenção e fortalecimento são fundamentais para assegurar que o Brasil continue sendo referência mundial em imunização e para preservar os avanços obtidos ao longo de sua trajetória.  

2.2 A IMPORTÂNCIA DA IMUNIZAÇÃO INFANTIL  

O Programa Nacional de Imunização organiza a política nacional de vacinação da população brasileira, sua principal missão é o controle, erradicação e eliminação das doenças imunopreveníveis. Para a efetivação desse programa, as secretarias estaduais e municipais de saúde tornaram-se de suma importância, de forma, que essas parcerias possibilitam a redução do impacto dessas doenças, na população (Oliveira et al, 2021).  

O processo de vacinação consiste na administração de agentes imunobiológicos que estimulam o sistema imunológico a produzir defesas contra vírus e bactérias. Assim, a criança desenvolve uma memória imunológica capaz de responder rapidamente caso entre em contato com esses microrganismos. Dessa forma, a imunização reduz não apenas o risco de adoecimento, mas também a gravidade das manifestações clínicas e a necessidade de hospitalização (Gugel et al., 2021).  

Outro aspecto essencial da vacinação infantil é a contribuição para a imunidade coletiva, que ocorre quando grande parte da população está vacinada, dificultando a circulação do agente infeccioso e protegendo inclusive pessoas que, por condições médicas, não podem ser vacinadas. Esse fenômeno reforça o papel social da vacinação como medida de responsabilidade coletiva e solidariedade. A importância da imunização também se reflete no impacto socioeconômico. Crianças vacinadas adoecem menos, o que reduz custos com internações, consultas médicas e tratamentos prolongados, além de diminuir o absenteísmo escolar e laboral dos pais. Esse benefício reforça a vacinação como investimento de alto retorno para a saúde pública e para a qualidade de vida da população (Viana, Pinto e Santos, 2022).  

Portanto, a imunização infantil não deve ser vista apenas como um ato de proteção individual, mas como uma ação coletiva capaz de salvar vidas, promover bem-estar e consolidar conquistas históricas no campo da saúde. A manutenção do calendário vacinal atualizado é um compromisso de pais, responsáveis e profissionais de saúde para garantir um futuro mais saudável e seguro às crianças (Diniz et al, 2024).  

2.3 ATUAÇÃO DO ENFERMEIRO NA PROMOÇÃO DA VACINAÇÃO INFANTIL  

Os profissionais de enfermagem estão inseridos diretamente nas Unidades Básicas de Saúde (UBS), nas equipes de Estratégia Saúde da Família (ESF), e são responsáveis por múltiplas atividades, que vão desde a administração das vacinas até o acompanhamento do desenvolvimento infantil. A proximidade da enfermagem com a comunidade e sua atuação contínua permitem o desenvolvimento de estratégias de enfrentamento à hesitação vacinal e à não adesão ao calendário básico de vacinação (América et al., 2025). 

Os enfermeiros desempenham um papel fundamental na educação dos pais sobre a importância da vacinação infantil, eles fornecem informações precisas sobre os benefícios das vacinas, esclarecem equívocos comuns e respondem a perguntas e preocupações dos responsáveis. Eles garantem que as crianças recebam as doses necessárias no momento adequado, de acordo com o calendário de vacinação. Os enfermeiros trabalham para aumentar a conscientização sobre a importância da vacinação infantil na comunidade, organizando campanhas de conscientização, eventos educacionais e atividades de engajamento para destacar os benefícios das vacinas e combater a desinformação (Almeida et al., 2024).   

Além das funções práticas, o enfermeiro também exerce um papel importante na prevenção de doenças evitáveis por vacinas.  Ele não se limita à aplicação de imunizantes, atuando igualmente como educador em saúde.  Por meio de ações educativas, amplia o conhecimento da população, incentiva a participação comunitária e conscientiza sobre a relevância da imunização.  Ao esclarecer dúvidas e divulgar os benefícios das vacinas, o profissional contribui para o aumento da adesão e para o cumprimento das metas de saúde pública (Oliveira et al., 2025). 

Ainda, a atuação do enfermeiro na promoção da vacinação infantil também se dá através do fortalecimento de redes de apoio e de ações comunitárias que sensibilizem a população sobre a importância da imunização. Projetos de educação em saúde, rodas de conversa e parcerias com escolas e organizações sociais potencializam o alcance das mensagens e estimulam a adesão. Dessa maneira, o enfermeiro contribui para a construção de um ambiente favorável à vacinação, combatendo a disseminação de informações falsas e fortalecendo a cultura de prevenção (Soares, 2025). 

3. METODOLOGIA  

Este estudo caracteriza-se como uma revisão de literatura integrativa, cuja finalidade é reunir, analisar e sintetizar publicações científicas recentes que abordam a importância da vacina na prevenção de doenças infantis. A abordagem metodológica adotada permitiu uma análise ampla e sistemática da produção acadêmica sobre o tema, possibilitando o levantamento de evidências relevantes para subsidiar a discussão e compreensão da problemática.  

A coleta de dados foi realizada nas principais plataformas de dados como, Scientific Electronic Library Online (SciELO), Periódicos da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) e Biblioteca Virtual em Saúde (BVS). Essas bases foram selecionadas por sua relevância na área da saúde, abrangência de publicações em língua portuguesa e acesso gratuito à artigos completos.  

Para a seleção dos materiais foram utilizados os seguintes Descritores em Ciências da Saúde (DeCS): Vacinação, Crianças, Enfermagem e Prevenção. Os descritores foram combinados com os operadores AND e OR, a fim de refinar os resultados e garantir a inclusão de artigos que abordassem especificamente a temática proposta. A estratégia de busca foi aplicada individualmente em cada base, respeitando suas particularidades e filtros de pesquisa.  

Os critérios de inclusão estabelecidos para a seleção dos artigos foram: (1) publicações no idioma português; (2) artigos disponíveis na íntegra; (3) estudos publicados no período de 2019 a 2025; e (4) artigos classificados como pesquisas originais, revisões de literatura ou revisões sistemáticas.  

Foram excluídos da pesquisa: (1) artigos repetidos nas bases de dados; (2) trabalhos que não tratassem exclusivamente do tema em questão; (3) editoriais, cartas ao leitor, resumos de eventos científicos, dissertações, teses e monografias. Após a aplicação dos critérios de elegibilidade, 19 publicações foram utilizadas para construção da pesquisa.  

4. RESULTADOS E DISCUSSÕES 

A vacinação infantil apresenta resultados que são amplamente documentados na literatura científica e nas estatísticas de saúde pública, demonstrando sua eficácia na prevenção de doenças infecciosas e na redução das taxas de mortalidade infantil. Desde a implantação do Programa Nacional de Imunizações (PNI) no Brasil, em 1973, observou-se um avanço expressivo nos índices de cobertura vacinal e, consequentemente, um declínio significativo na incidência de doenças que antes eram consideradas endêmicas e responsáveis por elevados números de óbitos em crianças (Santos e silva, 2025).  

Entre os resultados mais relevantes, destaca-se o de Oliveira et al., (2025), que fala sobre a erradicação da varíola em 1980 e a eliminação da poliomielite no Brasil em 1994, conquistas que somente foram possíveis graças à ampla adesão da população às campanhas de vacinação. Além disso, houve uma queda considerável nos casos de sarampo, rubéola, tétano neonatal, difteria e coqueluche, evidenciando que a imunização representa um dos pilares mais sólidos da saúde pública. Esses resultados demonstram não apenas a proteção individual das crianças vacinadas, mas também o impacto coletivo da imunidade de rebanho, que impede a circulação de microrganismos e protege os indivíduos não vacinados.  

É necessário salientar nos estudos de América et al., (2025), que a imunização infantil não se restringe à prevenção direta de doenças, mas também contribui para a diminuição de complicações graves, sequelas neurológicas e mortes evitáveis. Crianças vacinadas adoecem menos, necessitam de menos internações e têm menores custos assistenciais, beneficiando tanto as famílias quanto o sistema de saúde. Dessa forma, a vacinação deve ser entendida como investimento estratégico em saúde, com efeitos positivos a curto, médio e longo prazo.  

Contudo, segundo Santana (2025), nos últimos anos, o Brasil vem enfrentando um cenário preocupante de queda nas coberturas vacinais, o que ameaça comprometer os resultados conquistados ao longo de décadas. Fatores como a disseminação de notícias falsas, a hesitação vacinal, a desinformação de pais e responsáveis e a dificuldade de acesso em algumas regiões têm contribuído para esse retrocesso. Essa realidade já se reflete no aumento do número de casos de sarampo e de outras doenças preveníveis, demonstrando que a falta de adesão ao calendário vacinal representa além disso, é importante discutir o papel do enfermeiro e das equipes de atenção primária na manutenção da confiança da população nas vacinas.  

A atuação desses profissionais vai além da aplicação de imunizantes, incluindo ações educativas, monitoramento de cadernetas de vacinação e acolhimento das famílias. Segundo Prado et al., (2025), a humanização no atendimento e a clareza das informações transmitidas são fundamentais para reduzir o medo, esclarecer dúvidas e combater informações incorretas que circulam principalmente nas redes sociais.  

Outro ponto relevante é a contribuição da vacinação para a equidade em saúde, segundo Nunes (2025), o PNI, por meio da gratuidade e da capilaridade de suas ações, garante acesso universal às vacinas, alcançando populações em áreas de difícil acesso, como comunidades rurais, ribeirinhas e indígenas. Isso reforça o caráter democrático da imunização, assegurando que a prevenção chegue a todos, independentemente da condição social ou localização geográfica.  

Dessa forma, os resultados comprovam que a vacinação infantil é uma estratégia indispensável para a proteção da infância. Por outro lado, Silva et al., (2024) apontam para a necessidade de contínuo fortalecimento das políticas públicas de imunização. A queda nos índices de cobertura evidencia um desafio que requer respostas rápidas e eficazes, com o fortalecimento das campanhas de conscientização, ampliação da cobertura da atenção primária e enfrentamento da desinformação que representa um risco real à saúde coletiva.  

Evidenciou-se, portanto, que a vacinação infantil além de salvar vidas e prevenir o surgimento de doenças, também representa uma conquista histórica que precisa ser constantemente defendida e preservada. Segundo Diniz (2024), a manutenção do calendário vacinal atualizado é responsabilidade compartilhada entre o Estado, os profissionais de saúde e a sociedade, garantindo que as futuras gerações cresçam mais seguras, saudáveis e protegidas contra doenças que podem ser prevenidas.  

5. CONCLUSÃO 

A vacinação infantil configura-se como uma das mais importantes estratégias de saúde pública, sendo responsável pela redução significativa da morbimortalidade infantil e pela erradicação ou controle de diversas doenças infecciosas ao longo da história. Sua eficácia está amplamente comprovada, uma vez que protege não apenas o indivíduo vacinado, mas também a coletividade, por meio da imunidade de rebanho, contribuindo para a diminuição da circulação de agentes patogênicos e evitando surtos e epidemias.  

No contexto brasileiro, o Programa Nacional de Imunizações (PNI) tem papel central na garantia do acesso universal e gratuito às vacinas, consolidando avanços expressivos em saúde e tornando o país referência internacional em imunização. O calendário vacinal brasileiro é um dos mais completos do mundo, contemplando imunizantes que previnem diversas doenças graves que, em décadas passadas, representavam ameaças constantes à infância.  

Entretanto, apesar dos avanços alcançados, a queda da cobertura vacinal nos últimos anos tem se configurado como um grave desafio para a saúde pública, ameaçando comprometer conquistas históricas. A disseminação de informações falsas, a hesitação vacinal e barreiras de acesso em algumas localidades têm contribuído para esse cenário, reforçando a necessidade de campanhas educativas eficazes, investimento em comunicação clara e fortalecimento da confiança da população na ciência e nos serviços de saúde.  

Nesse sentido, o papel dos profissionais de saúde, e da assistência de enfermagem, em especial dos enfermeiros, mostra-se fundamental. Além da aplicação das vacinas, esses profissionais desempenham funções de orientação, acolhimento, educação em saúde e vigilância epidemiológica, fortalecendo o vínculo com a comunidade e garantindo a adesão ao calendário vacinal.  

Portanto a vacinação infantil é indispensável para assegurar um futuro mais saudável e protegido para as novas gerações. A manutenção das altas coberturas vacinais é responsabilidade compartilhada entre o Estado, os profissionais de saúde e a sociedade, sendo imprescindível para preservar os avanços conquistados, evitar o retorno de doenças já controladas e promover qualidade de vida às crianças e à coletividade. 

6. REFERÊNCIAS 

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1Discente do Curso Superior de Enfermagem do Instituto UNIPLAN Campus Bragança/Pa. E-mail: avizeriane@gmail.com
2Discente do Curso Superior de Enfermagem do Instituto UNIPLAN Campus Bragança/Pa. E-mail: furtadogabriel2002@gmail.com
3Discente do Curso Superior de Enfermagem do Instituto UNIPLAN Campus Bragança/Pa. E-mail: lucielesilva198@gmail.com
4Discente do Curso Superior de Enfermagem do Instituto UNIPLAN Campus Bragança/Pa. E-mail: milenaribeiroreis1607@gmail.com
5Discente do Curso Superior de Enfermagem do Instituto UNIPLAN Campus Bragança/Pa. E-mail: normabrito2419@gmail.com
6Docente do Curso Superior de Enfermagem do Instituto UNIPLAN Campus Bragança/Pa. E-mail: jamillymiranda854@gmail.com