EFICÁCIA DAS TERAPIAS ATUAIS NA RETINOPATIA DIABÉTICA PROLIFERATIVA: REVISÃO SISTEMÁTICA SOBRE O USO DE ANTI-VEGF, FOTOCOAGULAÇÃO A LASER E VITRECTOMIA

REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/dt10202511290802


Bianca Dória Piovezan1
Camila de Souza dos Santos2


RESUMO 

Introdução: A retinopatia diabética proliferativa é derivada de uma condição vascular que afeta a retina e surge como uma complicação do diabetes mellitus tipo 1 ou 2, atingindo uma grande parte da população afetada com diabetes. O controle  rigoroso da glicemia, aliado a terapias adequadas, tem se mostrado essencial para  frear a progressão da doença e reduzir o risco de complicações visuais graves.  Objetivo geral: revisar de forma sistemática a eficácia das terapias atuais na retinopatia diabética proliferativa, com foco no uso de anti-VEGF, fotocoagulação a laser e vitrectomia, buscando identificar as diferenças nos resultados clínicos, efeitos  adversos e fatores que influenciam a escolha do tratamento mais adequado aos  pacientes. Metodologia: este estudo consistiu em uma revisão sistemática da  literatura, conduzida conforme as diretrizes PRISMA (Preferred Reporting Items for  Systematic Reviews and Meta-Analyses). Foram incluídos estudos publicados entre  2020 e 2025, em português ou inglês, em população adulta com diabetes mellitus  tipo 1 ou 2 que apresentam retinopatia diabética proliferativa (RDP), enquanto  trabalhos com crianças ou adolescentes, duplicados, com dados incompletos ou  publicados há mais de cinco anos foram excluídos. As buscas foram realizadas nas  bases PubMed e BVS utilizando descritores padronizados segundo DeCS e MeSH:  Retinopatia Diabética Proliferativa, adultos; terapia anti-VEGF; fotocoagulação a  laser e vitrectomia. Resultados e Discussão: A retinopatia diabética proliferativa é um desafio significativo na oftalmologia, com opções de tratamento como vitrectomia e anti-VEGF, cada uma apresentando suas complexidades. Embora a terapia anti VEGF seja eficaz na redução da neovascularização, enfrenta questões de custo e necessidade de múltiplas injeções intravítreas. O uso de combinações de tratamento pode melhorar resultados visuais e reduzir complicações. Tecnologias de imagem, como retinografia de campo amplo e inteligência artificial, têm potencial para otimizar diagnóstico e manejo. Entretanto, há uma necessidade urgente de mais pesquisas e desenvolvimento de novas abordagens para melhorar a eficácia do tratamento a longo prazo. Conclusão: Conclui-se que o enfrentamento à retinopatia diabética  proliferativa deve ser uma empreitada multifacetada que combine avanços  tecnológicos com uma abordagem clínica centrada no paciente. 

Palavras-chave: Retinopatia Diabética Proliferativa; complicações oculares; eficácia  das terapias atuais; tratamentos adequados.

ABSTRACT 

Introduction: Proliferative diabetic retinopathy (PDR) arises from a vascular  condition that affects the retina and manifests as a complication of type 1 or type 2  diabetes, impacting a significant portion of the diabetic population. Rigorously  managing blood glucose levels, alongside appropriate therapies, has proven  essential in slowing disease progression and reducing the risk of severe visual  complications. General Objective: This study aims to systematically review the  effectiveness of current therapies for proliferative diabetic retinopathy, focusing on  the use of anti-VEGF, laser photocoagulation and vitrectomy, while identifying  differences in clinical outcomes, adverse effects, and factors influencing the selection  of the most appropriate treatment for patients. Methodology: This study consists of a  systematic literature review conducted according to PRISMA guidelines (Preferred  Reporting Items for Systematic Reviews and Meta-Analyses). Included were studies  published between 2020 and 2025, in Portuguese or English, involving adult  populations with type 1 or type 2 diabetes presenting with proliferative diabetic  retinopathy (PDR). Studies involving children or adolescents, duplicates, those with  incomplete data, or published over five years ago were excluded. Searches were  conducted in the PubMed and BVS databases using standardized descriptors  according to DeCS and MeSH: Proliferative Diabetic Retinopathy, adults; anti-VEGF  therapy; laser photocoagulation; and vitrectomy. Results and Discussion: Proliferative diabetic retinopathy poses a significant challenge in  ophthalmology, with treatment options such as vitrectomy and anti-VEGF, each  presenting its complexities. While anti-VEGF therapy is effective in reducing  neovascularization, it faces issues related to cost and the need for multiple  intravitreal injections. The use of combined treatment strategies can improve visual  outcomes and reduce complications. Imaging technologies such as wide-field fundus  photography and artificial intelligence have the potential to enhance diagnosis and  management. However, there is an urgent need for more research and the  development of new approaches to improve long-term treatment  efficacy. Conclusion: It is concluded that addressing proliferative diabetic  retinopathy should be a multifaceted endeavor that combines technological advances  with a patient-centered clinical approach. 

Keywords: Proliferative Diabetic Retinopathy; ocular complications; effectiveness of  current therapies; appropriate treatments. 

1. INTRODUÇÃO  

A retinopatia diabética proliferativa é derivada de uma condição vascular que afeta a retina e surge como uma complicação do diabetes mellitus tipo 1 ou 2, atingindo uma grande parte da população afetada com diabetes. Esta forma de retinopatia é a principal causa de perda severa da visão entre pacientes diabéticos. Estima-se que cerca de 50% dos olhos com RDP, que não recebem tratamento e apresentam características de alto risco, podem levar à perda significativa da acuidade visual (ALAGORIE et al., 2020). 

A evolução da RDP é marcada pelo crescimento anormal de vasos sanguíneos, em um processo denominado angiogênese, que afeta a retina e a mácula, podendo resultar em comprometimento visual. Este processo angiogênico é regulado pelo fator de crescimento endotelial vascular (VEGF), cuja liberação estimula a formação de novos vasos sanguíneos e aumenta sua permeabilidade, resultando em acúmulo de fluido na retina e danos à mácula (ALBERTI; ZIMMET,  1998). 

À medida que a retinopatia diabética progride, ocorre uma superexpressão de VEGF que contribui para um mecanismo duplo, envolvendo alterações proliferativas que levam à neovascularização na retina e a indução de edema macular diabético (EM), aumentando a permeabilidade da vasculatura retiniana (HIRANO et al., 2017). 

O VEGF pode acessar os vasos retinianos tanto do lado abluminal, através do fluido intraocular, como do lado intraluminal por meio da circulação sistêmica. Pesquisas indicam que os níveis de VEGF intraocular estão correlacionados com a gravidade do edema macular e da retinopatia diabética (SILVEIRA.V et al., 2018). 

Os métodos de tratamento atualmente aprovados para pacientes com RDP incluem a panfotocoagulação retiniana e a injeção de inibidores de VEGF no vítreo. A panfotocoagulação retiniana tem sido considerada o padrão ouro de tratamento por várias décadas, após estudos de retinopatia diabética mostrarem que essa abordagem reduz a taxa de progressão para perda severa de visão em mais de 50% (ALAGORIE et al., 2020). 

Por sua vez, os inibidores de VEGF se tornaram fundamentais no tratamento de diversas doenças vasculares oculares, pois atuam no mecanismo que provoca a formação de nova vascularização (AVERY et al., 2014). A melhora nos índices da escala de gravidade da retinopatia diabética (DRSS) após a administração de inibidores de VEGF foi primeiramente observada em ensaios clínicos relacionados ao edema macular diabético (EM). 

No Brasil, os principais inibidores de VEGF aprovados para tratar a RDP incluem Aflibercepte, Ranibizumabe e Bevacizumabe. Todos esses medicamentos apresentam propriedades antiangiogênicas e marcaram uma revolução no tratamento de RDP e EM, resultando em melhorias significativas nos desfechos clínicos da doença (AVERY et al., 2014).

Diante do aumento contínuo das complicações associadas ao diabetes mellitus, como a retinopatia diabética proliferativa e o edema macular diabético, é crucial avaliar a eficácia dos inibidores de VEGF disponíveis. Essa questão é particularmente relevante, pois impacta uma porção significativa da população, gerando altos custos com tratamentos que, se não forem adequadamente geridos, poderão levar à perda de acuidade visual ou até a cegueira irreversível, comprometendo a qualidade de vida dos pacientes (AVERY et al., 2014). 

Com base no contexto apresentado, a pergunta central dessa pesquisa foi: Quais são as diferenças na eficácia e nos efeitos adversos das terapias atuais, incluindo anti-VEGF, fotocoagulação a laser e vitrectomia, no tratamento da retinopatia diabética proliferativa, e como os fatores clínicos influenciam a escolha da melhor abordagem terapêutica para os pacientes? 

Diante da relevância do tema, este trabalho teve como objetivo geral: Revisar de forma sistemática a eficácia das terapias atuais na retinopatia diabética proliferativa, com foco no uso de anti-VEGF, fotocoagulação a laser e vitrectomia, buscando identificar as diferenças nos resultados clínicos, efeitos adversos e fatores que influenciam a escolha do tratamento mais adequado aos pacientes. Os objetivos específicos foram: descrever a fisiopatologia e os estágios  clínicos da retinopatia diabética; identificar os principais fatores de risco associados  à progressão da retinopatia diabética, com foco em idade, tempo de diabetes,  hipertensão e níveis de HbA1c ; analisar a relação entre o controle glicêmico  rigoroso e a progressão da retinopatia diabética, com base em evidências da  literatura e comparar o risco de desenvolvimento de retinopatia diabética entre  pacientes com Diabetes Mellitus Tipo 1 e Tipo 2. 

Essa revisão sistemática buscou consolidar as evidências, oferecendo um  panorama atualizado e embasado para clínicos, estudantes da área da saúde e  pesquisadores. Este trabalho poderá orientar a prática clínica no manejo de adultos  com RD, visando não só prevenção de retinopatia diabética, mas também a  promoção da saúde ocular e o melhor prognóstico no enfrentamento das  complicações do diabetes. 

O estudo justifica-se pela necessidade de fornecer uma análise cuidadosa  que possa contribuir para a formulação de diretrizes de tratamento e recomendações  clínicas mais eficazes, fundamentadas em evidências cientificas atualizadas.

2. RETINOPATIA DIABÉTICA: PANORAMA GERAL 

A retinopatia diabética é uma das complicações mais frequentes entre indivíduos com Diabetes Mellitus tipo 1 e tipo 2, especialmente aqueles que apresentam um controle glicêmico inadequado. De acordo com a Organização Mundial da Saúde, cerca de 422 milhões de adultos vivem com diabetes, resultando em aproximadamente 1,6 milhão de mortes anuais em decorrência dessa condição. No Brasil, a diabetes é considerada um dos principais desafios de saúde, figurando entre as dez maiores causas de mortalidade no país, o que gera um impacto socioeconômico significativo (BOSCO et al., 2005). 

A RD (retinopatia diabética) é uma complicação grave ocular que ocorre  normalmente em pessoas com histórico de Diabete mellitus e que pode vir acarretar  na redução da visão e até cegueira se não ocorrer um tratamento adequado desse  quadro (TRICHES et al.2009). 

Com o aumento da prevalência do diabetes em todo o mundo, a RD se tornou  uma preocupação frequente para a saúde pública, afetando cada vez mais pessoas  que têm diabetes. Essa condição se caracteriza por mudanças patológicas na retina,  ocasionadas por mudanças no metabolismo da glicose e, por conseguinte, na  microcirculação da retina (TRICHES et al.2009). 

Essa complicação ocular é uma das principais causas de cegueira e  deficiência visual atualmente. Quando comparados casos de Diabetes 1 e 2 com  durações iguais, observa-se que o Diabetes do tipo 1 apresenta uma maior  incidência de comprometimento retiniano, devido aos níveis elevados de glicose  que provocam diversas anormalidades bioquímicas e celulares na retina, causando  mudanças vasculares. Assim, a hiperglicemia crônica é identificada como um fator  determinante para o surgimento de microangiopatia, que afeta principalmente  órgãos como os olhos e os rins (BOSCO et al., 2005). 

Assis (2024) define a retinopatia diabética como uma manifestação ocular de  uma microangiopatia sistêmica generalizada, a qual se manifesta através de  edema retiniano, exsudatos e hemorragias. Essa condição pode ser designada em  duas tipologias, a proliferativa e não proliferativa, dependendo da presença ou  ausência de vasos sanguíneos anormais na retina. 

2.1. FISIOPATOLOGIA E ESTÁGIOS CLÍNICOS DA RD

A fisiopatologia da RD envolve uma interação complexa entre processos inflamatórios, angiogênicos e apoptóticos, levando a danos progressivos nos vasos sanguíneos da retina e, por consequência, à deterioração da função visual (WANG; LO, 2018). Um dos principais fatores na fisiopatologia da RD é a inflamação, que desempenha um papel crucial ao intensificar a disfunção endotelial, favorecendo o  acúmulo de mediadores pró-inflamatórios.  

Esses fatores contribuem significativamente para a progressão da doença,  resultando em alterações como edema macular, hemorragias retinianas e formação  de novos vasos sanguíneos anormais (KAŠTELAN et al., 2013). Esses novos vasos,  embora possam inicialmente parecer uma tentativa de reparar a retina, são  frequentemente frágeis e permeáveis, levando a complicações adicionais e à  progressão para estágios mais avançados da doença (KAŠTELAN et al., 2013). 

A RD é classificada em duas etapas principais: a forma não proliferativa e a  forma proliferativa. Na forma não proliferativa, observam-se alterações vasculares  menores, incluindo microaneurismas, exsudatos duros e algodoados, enquanto na  forma proliferativa, há o surgimento de neovascularização, que pode causar  complicações severas, como hemorragias vítreas e descolamento de retina. O  monitoramento cuidadoso do estágio da doença é crucial para decidir o tratamento  mais apropriado e para guiar intervenções terapêuticas eficazes (BOSCO et al.,  2005). A compreensão da fisiopatologia da Retinopatia Diabética e suas várias  etapas clínicas é fundamental para a implementação de estratégias eficazes de  prevenção e tratamento, especialmente em um contexto de crescente prevalência do  Diabetes Mellitus (BOSCO et al., 2005). 

2.2. FATORES DE RISCO ASSOCIADOS AO DESENVOLVIMENTO DE RD  

A RD é uma das complicações mais frequentes do DM, e vários fatores de  risco contribuem para sua progressão. A hiperglicemia crônica é considerada o  principal fator envolvido no desenvolvimento da RD, pois leva a alterações  estruturais e funcionais nos microvasos da retina. O excesso de glicose sanguínea  induz mudanças bioquímicas, incluindo o aumento do estresse oxidativo e a ativação  da via dos polióis, além da formação de produtos de glicação avançada (SILVA et  al., 2023).

Essas alterações resultam em disfunção endotelial, espessamento da  membrana basal dos capilares e perda de pericitos, células que regulam o fluxo  sanguíneo. Essas disfunções contribuem para a formação de microaneurismas,  exsudatos e hemorragias intrarretinianas, característicos das fases iniciais da RD  não proliferativa (SILVA et al., 2023). 

À medida que a doença avança, a isquemia retiniana resultante do  fechamento dos capilares provoca a liberação de fatores pró-angiogênicos, como o  fator de crescimento endotelial vascular (VEGF). Isso leva à formação de novos  vasos sanguíneos frágeis e anômalos, caracterizando a retinopatia diabética  proliferativa. Esses novos vasos têm um risco elevado de rompimento, podendo  causar hemorragias vítreas e descolamento de retina, complicações que podem  resultar em significativa perda visual (GALVÃO et al., 2021). 

Vários fatores de risco estão associados às complicações retinianas decorrentes da retinopatia diabética, incluindo a gravidade da doença, a duração do diabetes, níveis glicêmicos alterados, dislipidemia, obesidade e sobrepeso. (CABELLINO et al., 2024). 

Além desses, o controle inadequado da pressão arterial, o tabagismo e a nefropatia diabética também contribuem para o desenvolvimento da retinopatia. Outros fatores, como a dieta do paciente, a presença de aterosclerose nas artérias carótidas e oftálmicas internas, anemia ferropriva, nível de escolaridade e a prática de atividade física, também desempenham um papel importante nessa condição (PEREIRA J.A et al., 2020). 

Além da hiperglicemia, outros fatores de risco têm um papel crucial na  progressão da RD. O controle inadequado da pressão arterial e dos níveis lipídicos  está associado a um agravamento da condição. Pacientes com diabetes tipo 1 e  aqueles com longa duração do diabetes apresentam maior risco de desenvolver  retinopatia. Outros fatores, como a gravidez, a nefropatia diabética e hábitos como o  tabagismo, também estão relacionados a um aumento na gravidade da RD  (GALVÃO et al.,2021). 

A idade é outro fator importante a ser considerado. Com o envelhecimento, há  uma maior predisposição a complicações diabéticas, incluindo a RD. Estudos  demonstram que o tempo de diabetes e os níveis de hemoglobina glicada (HbA1c)  também estão fortemente ligados à gravidade da retinopatia. Controlar os níveis de  HbA1c próximos do normal é essencial para reduzir o risco de desenvolvimento e progressão da RD (DE CASTRO et al., 2017). A detecção precoce torna-se vital na  abordagem da retinopatia diabética. A realização de avaliações oftalmológicas  regulares, incluindo fundoscopia e exames de imagem como angiografia  fluoresceínica e tomografia de coerência óptica (OCT), é essencial para identificar  alterações nas fases iniciais da doença. Com essa identificação precoce,  intervenções terapêuticas podem ser realizadas a tempo, o que pode prevenir a  progressão da RD e, consequentemente, preservar a qualidade de vida dos  pacientes diabéticos (DE CASTRO et al., 2017). 

Portanto, um manejo adequado e a gestão de fatores de risco, combinados com a vigilância oftalmológica, são fundamentais para prevenir a progressão da  retinopatia diabética e garantir melhores resultados na saúde ocular e geral dos  indivíduos afetados pelo diabetes mellitus. 

3. CONTROLE GLICÊMICO E PROGRESSÃO DA RD 

Pesquisas como o Diabetes Control and Complications Trial (DCCT) de 1983 e o United Kingdom Prospective Diabetes Study (UKPDS) do ano de 1970 identificaram que a hiperglicemia crônica é o principal fator de risco inicial para a ocorrência de RD. Além disso, fatores genéticos e condições associadas, como hipertensão, podem acelerar o processo de degeneração retiniana. É fundamental que a triagem para retinopatia ocorra cinco anos após o diagnóstico de diabetes tipo 1 e imediatamente após o diagnóstico de diabetes tipo 2 (GRUPO DE PESQUISA CCT,1986). 

O controle eficaz da glicemia e da pressão arterial é crucial para evitar a progressão da doença e proteger a visão. Entre os principais fatores de risco relacionados à RD, destacam-se o tempo de evolução do diabetes mellitus (DM) e o controle glicêmico inadequado (PEREIRA et al., 2020). 

A medição dos níveis de HbA1c é considerada a melhor alternativa para avaliar o controle glicêmico ao longo de períodos medianos e longos. A hemoglobina glicada deve ser frequentemente medida em todos os pacientes diabéticos para avaliar o controle glicêmico (BANDARA, T.; KILPATRICK, E. S.; SATHYAPALAN, T. 2024). 

O controle glicêmico não se resume apenas aos níveis de hemoglobina  glicada (HbA1c). A variabilidade nos níveis de glicose ao longo do dia também influencia o risco de complicações. Pacientes com flutuações significativas podem  estar em risco elevado de desenvolvimento de complicações, mesmo com uma  HbA1c dentro das metas (BANDARA, T.; KILPATRICK, E. S.; SATHYAPALAN, T.  2024). 

A American Diabetes Association (ADA) começou a recomendar oficialmente o uso da HbA1c como critérios diagnósticos para diabetes em 2010. Segundo a ADA, valores de HbA1c iguais ou superiores a 6,5% indicam a presença da doença, enquanto níveis entre 5,7% e 6,4% são considerados sinal de pré-diabetes (LITTLE; ROHLFIN.; SACKS, 2011). 

Essa orientação se fundamenta em pesquisas que destacam a forte associação entre elevadas taxas de HbA1c e o aumento do risco de complicações micro e macrovasculares, como retinopatia diabética, nefropatia e problemas cardiovasculares (JHA, 2017). 

A HbA1c é altamente reprodutível e não sofre influência de variações agudas na glicemia, tornando-se uma ferramenta confiável para monitorar o controle glicêmico em pacientes já diagnosticados com diabetes. O exame de HbA1c deve ser realizado, no mínimo, duas vezes ao ano para todos os diabéticos, e quatro vezes ao ano para aqueles que sofrem alterações no tratamento ou que não atingem as metas terapêuticas estipuladas (PASSOS et al., 2025). 

Vários estudos clínicos, incluindo o Diabetes Control and Complications Trial (DCCT) e o United Kingdom Prospective Diabetes Study (UKPDS), evidenciaram que a redução dos níveis de HbA1c está relacionada à diminuição do risco de complicações crônicas, como retinopatia, nefropatia e neuropatia. É comumente recomendado que a HbA1c seja mantida abaixo de 7% para a maioria dos pacientes com diabetes, a fim de reduzir o risco dessas complicações. No entanto, as metas terapêuticas devem ser ajustadas de acordo com características individuais, como idade, tempo de doença e presença de comorbidade (PASSOS et al., 2025). 

O teste de HbA1c é, portanto, vital para o monitoramento dos pacientes diabéticos, influenciando diretamente as decisões clínicas. É considerado o exame mais útil disponível para prevenir complicações crônicas e controlar o diabetes mellitus (JHA, 2017). 

3.1. COMPARAÇÃO DA DM1 E DM2 NO RISCO RD

A RD é uma das complicações crônicas microvasculares mais comuns e a principal causa de cegueira em novas ocorrências entre pessoas de 20 a 74 anos. Esse problema é mais frequente em pacientes com diabetes tipo 1 (DM1), afetando cerca de 25% desses indivíduos após cinco anos do diagnóstico, com esse número podendo aumentar para 60%, 80% e 100% após 10, 15 e 20 anos, respectivamente (TSCHIEDEL, 2014). 

No caso do diabetes tipo 2 (DM2), a RD está presente em 21% dos pacientes no momento do diagnóstico, podendo chegar a 60% após 20 anos. Dada a alta proporção de pessoas com diabetes que desenvolvem essa complicação microvascular, é importante aprofundar o conhecimento sobre a Retinopatia Diabética (TSCHIEDEL, 2014). 

A retinopatia diabética não proliferativa pode ser classificada em leve, moderada ou grave, e é caracterizada pela presença de microaneurismas, micro hemorragias, exsudatos duros e exsudatos algodonosos. Com a evolução da doença, ocorre uma diminuição na perfusão capilar, resultando em diversas hemorragias intrarretinianas, alterações no calibre das veias e anomalias microvasculares na retina (TRICHES, C. et al., 2009). 

O surgimento de neovasos, provocado pela isquemia retiniana, classifica a retinopatia diabética como proliferativa. O edema macular diabético (EMD), que é outra complicação relevante do diabetes, ocorre com maior frequência em pacientes com DM2 do que em aqueles com DM1. Nesta fase, a pessoa ainda consegue enxergar bem, mas a visão já corre um risco significativo (TRICHES, C. et al.,2009). 

Devido à alta incidência de DM2, o EMD é a principal causa de comprometimento da acuidade visual em diabéticos. Ademais, o EMD está quase sempre presente quando a retinopatia diabética é diagnosticada em pacientes com DM2 (TSCHIEDEL, 2014). 

4. METODOLOGIA 

A metodologia utilizada para a realização do levantamento bibliográfico foi  estruturada em etapas sistemáticas, visando garantir a consistência e a relevância  dos dados coletados. Inicialmente, foi delineada uma estratégia de busca rigorosa e específica, que orientou todo o processo de levantamento bibliográfico. De acordo com Marconi e Lakatos (2011), essa atividade consiste em um levantamento  abrangente de todos os materiais existentes, como livros, artigos científicos,  trabalhos acadêmicos, revistas e periódicos, com a finalidade de conectar o  pesquisador a toda a produção escrita relacionada a um determinado tema.  

A Pesquisa primária foi realizada por categorias pré-definidas, que incluem:

1. Retinopatia diabética: panorama geral 

2. Fisiopatologia e estágios clínicos da RD 

3. Impacto do controle glicêmico rigoroso e suas limitações 

4. Comparação da DM1 E DM2 no risco RD 

Este estudo consistiu em uma revisão sistemática da literatura, conduzida  conforme as diretrizes PRISMA (Preferred Reporting Items for Systematic Reviews  and Meta-Analyses). Foram incluídos estudos publicados entre 2020 e 2025, em  português ou inglês, em população adulta com diabetes mellitus tipo 1 ou 2 que apresentam retinopatia diabética proliferativa (PDR), enquanto trabalhos com  crianças ou adolescentes, duplicados, com dados incompletos ou publicados há  mais de cinco anos foram excluídos. Essa delimitação temporal e linguística visou  assegurar que a revisão sistemática refletisse as tendências atuais e as discussões  contemporâneas sobre o tema. 

As buscas foram realizadas nas bases PubMed e BVS utilizando descritores  padronizados segundo DeCS e MeSH: Retinopatia Diabética Proliferativa, terapia  anti-VEGF; fotocoagulação a laser e vitrectomia. 

Complementarmente, após a coleta inicial de estudos através das bases de  dados PubMed e BVS, foi realizada uma busca manual em fragmentos das  referências bibliográficas dos artigos selecionados. Essa etapa visou ampliar o  levantamento, permitindo a identificação de outros trabalhos relevantes que  pudessem não ter sido capturados na busca inicial. 

Os estudos selecionados foram analisados de forma qualitativa para extrair informações relevantes sobre a eficácia das terapias atuais na retinopatia diabética  proliferativa. Essa análise permitiu identificar tendências, lacunas e contribuições  significativas na literatura sobre o tema. 

5. RESULTADOS E DISCUSSÃO

As buscas foram realizadas nas bases PubMed e BVS utilizando descritores  padronizados segundo DeCS e MeSH: Retinopatia diabética proliferativa; terapia  anti-VEGF; fotocoagulação a laser e vitrectomia. Foram considerados os estudos  publicados nos últimos 5 anos e publicados no idioma português e inglês. Os filtros  aplicados nas referidas bases de dados são apresentados a seguir, no Quadro 1. 

Quadro 1: Filtros de buscas bibliográficas nas bases PubMED e BVS

Palavras ChavesData da publicaçãoTipo  de 
publicação
Língua Parte da publicação
Retinopatia Diabética Proliferativa2020 a 2025 Artigos Português e InglêsEm qualquer parte  do texto
Terapia anti VEGF2020 a 2025 Artigos Português e InglêsEm qualquer parte  do texto
Fotocoagulação  a laserDe 2020 a  2025Artigos Português e InglêsEm qualquer parte  do texto
Vitrectomia De 2020 a  2025Artigos Português e InglêsEm qualquer parte  do texto
Fonte: Autoral, 2025.

Como mostra o Quadro 1, além do campo de palavras-chave, alguns filtros  foram aplicados para as buscas dos dados. O primeiro deles é a data de  publicação, estipulada entre 2020 e 2025 (considerando que a realização das  buscas ocorreu de Outubro de 2025 a Novembro de 2025, os resultados do ano de  2025 só constam com as publicações efetuadas até o mês de novembro). Esse  período foi estipulado porque a pesquisa busca mapear os estudos mais recentes  desenvolvidos sobre a eficácia das terapias atuais na retinopatia diabética  proliferativa. 

O segundo filtro é o tipo de publicação, estipulado com interesse em  contemplar todas as modalidades de publicação, sendo considerados artigos  publicados em periódicos, em livros e em anais de eventos acadêmicos. O terceiro filtro é a língua, no qual foi estipulado o português e inglês. O quarto filtro é a parte  da publicação, onde foi estipulado que as palavras-chave poderiam estar presentes  em qualquer parte do texto. 

Após a busca nas bases de dados PubMed e BVS, foi encontrado um total de  311 estudos, onde foi feita uma triagem com a leitura de títulos e resumos, sendo  238 excluídos por não abordarem a temática, resultando em 73 estudos que foram  analisados na íntegra. Logo após foi realizada a identificação e exclusão manual de 

duplicatas, assegurando que cada artigo fosse avaliado apenas uma vez. Ao término desse procedimento, verificou-se que os artigos selecionados estavam isentos de artigos repetidos e procedeu-se a exclusão por não responderem a problemática onde foram excluídos 66 artigos, restando assim, um total de 7 estudos considerados úteis para composição dessa revisão sistemática.  A compilação sintética dos 7 estudos selecionados para o desenvolvimento  da pesquisa consta no Quadro 2.  

Quadro 2: Número de estudos encontrados nas bases de dados no PubMed e  BVS.

BASE ESTRATÉGIA DE BUSCA RESULTADOSTRABALHOS 
CONSIDERADOS PARA REVISÃO
PubMED ‘Retinopatia Diabética  Proliferativa’and ‘terapia  anti- VEGF’and  ‘fotocoagulação a laser’ and  ‘vitrectomia’260 5
BVS ‘Retinopatia Diabética  Proliferativa’and ‘terapia  anti- VEGF’and  ‘fotocoagulação a laser’ and  ‘vitrectomia’51 2
TOTAL 311 7
Fonte: Autoral, 2025.

No quadro 3 abaixo, encontra-se a listagem dos trabalhos analisados  segundo ano, autores, base de dados , título e resumo.

Quadro 3: Listagens de trabalhos analisados segundo ano, autores, base de  dados, título e resumo.

N° ANO AUTORES BASE DE DADOSTÍTULO RESUMO
2025 Ke et al., PubMED Inteligência artificial na retinopatia diabética proliferativa: avanços no diagnóstico, cirurgia de precisão e otimização da terapia anti-VEGEsta revisão explora os avanços da inteligência artificial (IA) no diagnóstico e tratamento da RDP, destacando seu potencial para melhorar a precisão na análise de imagens e otimizar a terapia anti-VEGF. Embora a IA traga benefícios notáveis, a implementação eficaz nos fluxos clínicos requer uma colaboração interdisciplinar para superar desafios. As diretrizes estabelecidas nesta revisão visam orientar pesquisas futuras na área.
2025 Simmonds  et al.,PubMED Comparação entre medicamentos anti-VEGF e 
fotocoagulação a laser para o tratamento da retinopatia diabética proliferativa: uma revisão sistemática e metanálise de dados individuais de participantes.
Está revisão buscou investigar a eficácia clínica e a relação custo-efetividade do uso de anti-VEGF para prevenir a progressão da retinopatia em comparação com a fotocoagulação panretiniana ou sem tratamento. Foi realizada uma revisão sistemática com meta-análise de rede de ensaios clínicos randomizados sobre o uso de anti-VEGF (isoladamente ou em combinação com fotocoagulação panretiniana) para tratar a retinopatia. As buscas nas bases de dados foram atualizadas em maio de 2023 e dados de participantes de ensaios maiores foram coletados.
32025Onsten BVS Aplicação intravítrea de bevacizumabe no tratamento de proliferação fibrovascular em paciente com retinopatia diabética proliferativa: relato de casoEste artigo objetivou relatar um caso de proliferação fibrovascular persistente no disco óptico de um paciente com retinopatia diabética proliferativa, que possui apenas um olho, tratado com injeção intravítrea de bevacizumabe. A injeção intravítrea de bevacizumabe mostrou-se eficaz, resultando na regressão da proliferação 
fibrovascular, reduzindo o risco de hemorragias vítreas e evitando a necessidade de intervenções mais invasivas.
42023Dervenis et  al.,PubMEDAgentes anti-VEGF em combinação com vitrectomia para complicações da retinopatia diabética proliferativa.Este estudo avaliou a eficácia do uso perioperatório de anti-VEGF em pacientes com retinopatia diabética proliferativa submetidos a vitrectomia. A análise de 28 ensaios clínicos randomizados com 1914 olhos mostrou que o uso de anti-VEGF melhorou a acuidade visual corrigida, reduziu significativamente a incidência de hemorragia pós operatória precoce e tardia, além de diminuir complicações como roturas retinianas e a necessidade de óleo de silicone. Contudo, a evidência varia em certeza, e foram identificados problemas metodológicos nos estudos incluídos.
2025 Liu; Han; Li PubMEDGestão Integrativa da Retinopatia 
Diabética 
Proliferativa de Alto Risco: Diagnóstico de Precisão por meio de Imagens de Campo 
Ultralargo
e Estratégias 
Terapêuticas
Esta revisão oferece uma visão abrangente sobre o diagnóstico e tratamento da retinopatia diabética proliferativa de alto risco (RDP-AR), focando na utilização da tecnologia de imagem de campo amplo (UWF) para identificar características 
patológicas da doença. Além de avaliar a eficácia dos tratamentos atuais e suas implicações clínicas, a revisão também aborda as lacunas de pesquisa e sugere direções para estudos futuros. O uso combinado da retinografia de campo amplo com angiografia por tomografia de coerência óptica pode melhorar diagnósticos e monitoramento. Terapeutas, como injeções anti-VEGF e fotocoagulação a laser, demonstram benefícios duradouros, enquanto a vitrectomia precoce pode ser útil em casos selecionados.
2025 Song et al., PubMED Agentes anti-VEGF intravítreos como 
adjuvantes na retinopatia diabética proliferativa: uma revisão sistemática e meta-análise.
O estudo avaliou a eficácia dos agentes anti-VEGF intravítreos como adjuvantes antes da vitrectomia via pars plana em pacientes com retinopatia diabética proliferativa. A análise de 91 ensaios clínicos randomizados indicou redução significativa em complicações intra e pós-operatórias, além de melhorar a acuidade visual corrigida. Os resultados sugerem que o uso desses agentes facilita a cirurgia e diminui o risco de reintervenção. Novos estudos com amostras maiores e acompanha
mento prolongado são recomendados para fortalecer as evidências.
2025Araujo
et  al.,
BVSRetinopatia diabética: uma revisão integrativa sobre fisiopatologia, diagnóstico e avanços terapêuticosA retinopatia diabética (RD) é a complicação 
microvascular mais comum do diabetes e uma das principais causas de cegueira evitável. Este estudo revisa a fisiopatologia, diagnóstico e terapias da RD, destacando a importância do diagnóstico precoce e os avanços no tratamento com anti-VEGF. Embora essas terapias tenham melhorado os resultados, desafios como custos e necessidade de múltiplas injeções permanecem. Novas abordagens são essenciais para otimizar o manejo da doença e reduzir a carga de tratamento a longo prazo.

Fonte: Autoral, 2025

A retinopatia diabética proliferativa (RDP) é caracterizada pelo crescimento anormal de vasos sanguíneos e tecido fibroso na retina, especialmente na região posterior, levando a complicações como hemorragias vítreas e descolamento de retina. O tratamento da RDP é desafiador e muitas vezes envolve cirurgias como a vitrectomia, que, embora eficaz, pode acarretar riscos sérios como infecções e descolamento de retina. Alternativas menos invasivas, como o uso de medicamentos anti-VEGF, têm mostrado eficácia na redução da neovascularização (ONSTEN, 2025). 

A terapia anti-VEGF pode ser mais segura e evitar complicações, especialmente em pacientes com um olho funcional, enquanto a vitrectomia é mais indicada para casos mais graves. A escolha do tratamento deve ser cuidadosamente avaliada, considerando a gravidade da doença e os impactos na qualidade de vida (ONSTEN, 2025). 

Segundo Dervenis et al. (2023) a aplicação de anti-VEGF intravítreo, associada à vitrectomia via pars plana, resultou em melhor acuidade visual corrigida após seis meses, em contraste com os pacientes que apenas realizaram a vitrectomia. A administração de anti-VEGF, tanto antes quanto durante a cirurgia, reduziu a ocorrência de hemorragias pós-operatórias precoces (12% em comparação a 31%) e também diminuiu as hemorragias tardias. 

Além disso, houve menor necessidade de cirurgias de revisão para hemorragia subcapsular posterior no grupo que recebeu o tratamento. O uso de anti VEGF é efetivo na diminuição de complicações como hemorragias retinianas e rupturas intraoperatórias. Apesar dos benefícios, a incerteza quanto ao impacto desse tratamento na necessidade de tamponamento com óleo de silicone persiste, e as complicações são consideradas raras. Há uma necessidade de padronização nas variáveis e resultados em pesquisas sobre vitrectomia para retinopatia diabética proliferativa (DERVENIS et al., 2023); 

Já Simmonds et al (2025) relataram que o uso de anti-VEGF não demonstra um benefício clinicamente relevante quando em comparação com a fotocoagulação panretiniana no que diz respeito à preservação da acuidade visual, embora possa ajudar a retardar ou evitar a progressão para edema macular e hemorragia vítrea. A eficácia e segurança do tratamento com anti-VEGF a longo prazo permanecem questionáveis, principalmente porque serão necessárias sessões adicionais de fotocoagulação panretiniana e tratamentos com anti-VEGF ao longo do tempo. 

Assim, é pouco provável que o tratamento com anti-VEGF seja uma alternativa custo-efetiva para a retinopatia proliferativa inicial em comparação com a fotocoagulação panretiniana. Esse tratamento frequentemente envolve custos mais altos e resultados de saúde similares em diferentes circunstâncias. A avaliação da custo-efetividade do uso de anti-VEGF a longo prazo é incerta, em grande parte devido à escassez de evidências clínicas prolongadas (SIMMONDS et al, 2025). 

Com os avanços nas tecnologias de imagem de campo ultralargo (UWF) a identificação abrangente de lesões periféricas tornou o diagnóstico da RDP de alto risco mais preciso. Entretanto, ainda há uma carência de biomarcadores quantitativos padronizados que ajudem a prever a evolução da doença. Os tratamentos atualmente disponíveis, como a fotocoagulação pan-retiniana (PRP), os agentes anti-fator de crescimento endotelial vascular (anti-VEGF) e a vitrectomia via pars plana (VPP), apresentam eficácia variável (LIU; HAN; LI ,2025). 

Segundo Song et al. (2025) o uso de agentes anti-VEGF administrados intravítreos como complemento à vitrectomia pars plana (VPP) em pacientes com retinopatia diabética proliferativa (RDP) pode tornar a cirurgia mais fácil, encurtar o tempo operatório, melhorar a acuidade visual corrigida (AVCC) após o procedimento e reduzir a espessura da retina (EMR) subsequentemente. Esse tratamento também ajuda a diminuir a ocorrência de complicações durante e após a cirurgia, além de reduzir a necessidade de reintervenções. No entanto, é fundamental realizar mais ensaios clínicos randomizados (ECR) com um melhor desenho, grupos maiores e um acompanhamento prolongado para fortalecer as evidências existentes. 

A combinação da retinografia colorida de campo amplo (UWF CFP) com a angiografia por tomografia de coerência óptica de varredura de fonte (WF-SS-OCTA) pode aprimorar os diagnósticos e o monitoramento da RDP-AR. Além disso, o uso de injeções anti-VEGF seguido de PRP pode oferecer efeitos protetores duradouros, enquanto a vitrectomia pars plana (VPP) realizada precocemente pode beneficiar alguns casos específicos (LIU; HAN; LI ,2025). 

Ke et al., (2025) destacaram que a inteligência artificial (IA) tem se mostrado extremamente valiosa no diagnóstico e no tratamento da retinopatia diabética proliferativa (RDP), permitindo análises eficientes de imagens da retina e orientando procedimentos cirúrgicos com precisão. Contudo, enfrentam-se desafios como a qualidade dos dados, a complexidade dos algoritmos e a desigualdade no acesso. Essas inovações têm elevado significativamente a precisão e a eficiência dos diagnósticos. Ademais, os modelos que utilizam IA demonstram grande potencial para otimizar a terapia anti-VEGF, melhorando os resultados dos tratamentos e diminuindo despesas desnecessárias na área da saúde. 

Ke et al., (2025) alertam que para superar esses obstáculos, é necessário aprimorar a privacidade dos dados e estabelecer regulamentações adequadas. Segundo os autores futuramente, a IA poderá integrar diversos dados para prever riscos e personalizar tratamentos, além de facilitar a triagem em regiões com recursos escassos através de telemedicina. Sistemas de navegação guiados por IA também podem melhorar a precisão cirúrgica, enquanto novas tecnologias ajudam a garantir a equidade no acesso ao cuidado. Essas inovações podem transformar a abordagem da saúde, promovendo uma gestão proativa, especialmente para a população idosa. 

O tratamento da retinopatia diabética avançou consideravelmente nas últimas décadas, com os anti-VEGF sendo a principal forma de terapia para o edema macular diabético e as variantes proliferativas da doença. Embora essas terapias apresentem benefícios, elas também enfrentam desafios, como a necessidade de múltiplas injeções intravítreas e os altos custos envolvidos (ARAUJO et al., 2025). A utilização de diferentes estratégias de tratamento pode ser uma forma eficaz de melhorar os resultados visuais em pacientes que não respondem adequadamente ao tratamento convencional. Em suma, a retinopatia diabética continua a representar um desafio significativo em nível global, demandando métodos efetivos para rastreamento, diagnóstico e terapia. Embora as terapias anti-VEGF tenham revolucionado o tratamento da condição, há uma demanda por novas abordagens que ajudem a aliviar o fardo do tratamento e melhorem os resultados a longo prazo (ARAUJO et al., 2025) 

A retinopatia diabética proliferativa representa um desafio significativo no campo da oftalmologia. Apesar das opções de tratamento, incluindo a vitrectomia e a administração de anti-VEGF, cada abordagem apresenta suas complexidades e limitações. A terapia anti-VEGF, embora efetiva na redução da neovascularização e complicações como aponta Onsten (2025), enfrenta questões de custo e a necessidade de múltiplas injeções intravítreas. 

A combinação de diferentes estratégias de tratamento, como a utilização de agentes anti-VEGF além da vitrectomia, pode melhorar os resultados visuais e reduzir o risco de complicações. Além disso, inovações em tecnologias de imagem, como a retinografia de campo amplo e a inteligência artificial, têm potencial para aprimorar o diagnóstico e o manejo da doença. 

No entanto, é evidente que há uma necessidade urgente de mais pesquisas, padronização de protocolos e desenvolvimento de novas abordagens terapêuticas que possam aliviar a carga do tratamento e proporcionar melhores resultados a longo prazo.

6. CONSIDERAÇÕES FINAIS 

Inicialmente realizou-se uma pesquisa primária que ficou em 4 categorias  específicas, como: retinopatia diabética: panorama geral; fisiopatologia e estágios  clínicos da RD; impacto do controle glicêmico rigoroso e suas limitações e  comparação da DM1 E DM2 no risco RD. A pesquisa permitiu não apenas uma  compreensão profunda da fisiopatologia da doença, mas também a identificação dos  principais fatores de risco associados à sua progressão.  

Fatores como a duração do diabetes, a idade do paciente, a presença de  hipertensão e os níveis de HbA1c demonstraram ter um impacto considerável na  evolução da retinopatia. A evidência literária confirma que a monitorização e a  gestão adequadas desses aspectos são cruciais para prevenir a perda de visão  severa, o que sublinha a necessidade de intervenções precoces e personalizadas  nos pacientes. Os avanços tecnológicos, como a utilização de fundoscopia digital e  inteligência artificial para o rastreamento e diagnóstico precoce, foram igualmente  enfatizados. 

Após a pesquisa primária sucedeu-se a revisão sistemática que tinha como  objetivo analisar a eficácia das terapias atuais na retinopatia diabética proliferativa, com foco no uso de anti-VEGF, fotocoagulação a laser e vitrectomia, buscando identificar as diferenças nos resultados clínicos, efeitos adversos e fatores que  influenciam a escolha do tratamento mais adequado aos pacientes. Esta  revisão sistemática revelou que, apesar dos significativos avanços na terapia anti VEGF, que se destaca como uma das principais intervenções para o edema macular  diabético e outras manifestações da RDP, há inúmeras considerações a serem  feitas.  

Os fármacos anti-VEGF por sua vez têm apresentado eficácia na redução da  neovascularização e na melhora da acuidade visual, principalmente quando  utilizados em conjunto com a vitrectomia via pars plana (VPP). Essa combinação  parece facilitar o procedimento cirúrgico e reduzir complicações pós-operatórias.  Entretanto, os benefícios precisam ser ponderados diante dos custos elevados e da  necessidade de múltiplas injeções, o que limita a sua viabilidade como solução a  um período a longo prazo. 

A fotocoagulação panretiniana contínua destaca-se como uma abordagem  valiosa, especialmente por ser mais custo-efetiva e por oferecer resultados comparáveis em termos de preservação da acuidade visual sem a complexidade das  injeções intravítreas. Desta forma, a escolha do tratamento deve ser contextualizada  às particularidades de cada paciente, levando em conta fatores como evolução da  doença, condições gerais de saúde e risco de complicações. 

Concomitante a essas considerações, a tecnologia, especialmente a  inteligência artificial e os novos métodos de imagem, estão desempenhando um  papel crucial na melhoria da precisão diagnóstica e da gestão da RDP. A capacidade  de integrar diversos dados para prever riscos e personalizar tratamentos promete  revolucionar o manejo da doença, tornando-o não só mais eficaz. No entanto, a  padronização das variáveis e a necessidade de mais pesquisas de longo prazo são  fundamentais para fortalecer essas novas abordagens. 

Conclui-se que o enfrentamento à retinopatia diabética proliferativa deve ser  uma empreitada multifacetada que combine avanços tecnológicos com uma  abordagem clínica centrada no paciente. A continuidade nos estudos e o  desenvolvimento de novos protocolos terapêuticos são essenciais para garantir que  os pacientes recebam o tratamento mais adequado, ajudando a atenuar a carga da  condição e a melhorar suas perspectivas visuais e qualidade de vida a longo prazo. 

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1Graduanda em Medicina pela Universidade do Estado de Mato Grosso- UNEMAT.

2Orientadora e Professora de Medicina pela Universidade do Estado de Mato Grosso- UNEMAT.