THE IMPORTANCE OF PHYSIOTHERAPY IN THE QUALITY OF LIFE OF THE ELDERLY
REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/ra10202510242130
Orientador Bruno Silva Lomazzi1, Orientadora: Marya Karolynna Ostachuk Andrade2, André Gonçalves Silva Santos3, Antônia da Conceição Martins4, Janaína da Silva Vila Nova5, Natácia Joana Bernardo Alves6, Vanessa Alves da Silva7.
RESUMO:
O estudo teve como objetivo analisar a importância da fisioterapia na qualidade de vida dos idosos, com ênfase nas ações preventivas e reabilitativas que contribuem para o envelhecimento ativo e saudável. Foi realizada uma revisão bibliográfica de natureza qualitativa, descritiva e exploratória, com base em publicações entre 2014 e 2024, disponíveis nas bases SciELO, PubMed, LILACS e Google Acadêmico. Foram selecionados dez estudos que abordaram desde práticas de psicomotricidade em instituições até programas domiciliares, como o Programa Melhor em Casa. Os resultados evidenciaram que a fisioterapia atua de forma significativa na manutenção da autonomia funcional, na prevenção de quedas e na melhora do bem-estar físico e emocional dos idosos, além de promover o fortalecimento muscular e retardar os efeitos de doenças degenerativas. Verificou-se também que a atenção domiciliar e o trabalho multiprofissional potencializam os resultados terapêuticos, oferecendo um cuidado mais humanizado e integrado. Mediante o exposto, constatou-se que a fisioterapia é uma ferramenta essencial na promoção da saúde e da dignidade da pessoa idosa, sendo fundamental o fortalecimento de políticas públicas que ampliem o acesso a esses serviços e valorizem o papel do fisioterapeuta no contexto do envelhecimento populacional.
PALAVRAS-CHAVE: Fisioterapia. Idoso. Qualidade de vida. Envelhecimento ativo. Reabilitação.
ABSTRACT
The study aimed to analyze the importance of physiotherapy in improving the quality of life of elderly people, with an emphasis on preventive and rehabilitative actions that contribute to active and healthy aging. A qualitative, descriptive, and exploratory literature review was carried out, based on publications from 2014 to 2024, available in the SciELO, PubMed, LILACS, and Google Scholar databases. Ten studies were selected, addressing topics ranging from psychomotor practices in institutions to homebased programs such as the “Better at Home” initiative. The results showed that physiotherapy plays a key role in maintaining functional autonomy, preventing falls, and improving the physical and emotional well-being of older adults, while also promoting muscle strengthening and delaying the effects of degenerative diseases. It was also found that home care and multidisciplinary teamwork enhance therapeutic outcomes by providing more humanized and integrated care. Therefore, physiotherapy is considered an essential tool in promoting health and dignity among the elderly, reinforcing the importance of strengthening public policies that expand access to these services and value the role of physiotherapists in the context of population aging.
Keywords: Physiotherapy. Elderly. Quality of life. Active aging. Rehabilitation.
INTRODUÇÃO
O envelhecimento populacional tem se tornado um fenômeno global, impulsionado pelo aumento da expectativa de vida e pela transição demográfica, segundo os autores Silva et al. (2019) no Brasil, estima-se que até 2025 o número de idosos ultrapasse 30 milhões, correspondendo a aproximadamente 13% da população total.
Esse crescimento impõe desafios significativos para a saúde pública, exigindo estratégias eficazes para a promoção da qualidade de vida dessa parcela da população. Nesse contexto, a fisioterapia surge como uma prática fundamental para a preservação da funcionalidade, autonomia e independência dos idosos, sendo um elemento-chave na prevenção e reabilitação das limitações impostas pelo processo de envelhecimento (Sofiatti et al., 2021).
O envelhecimento provoca alterações no corpo que afetam músculos, articulações e o sistema nervoso, comprometendo a funcionalidade e aumentando riscos de quedas e dores (Silva; Pinheiro, 2024). A OMS (2018) destaca o “envelhecimento ativo”, que envolve saúde, participação social e segurança para garantir autonomia ao idoso. Nesse contexto, a fisioterapia é fundamental para manter força, equilíbrio e mobilidade, prevenindo limitações e favorecendo uma velhice mais saudável e independente (Ferreira et al., 2023).
Estudos apontam que programas de fisioterapia voltados para a população idosa são eficazes na melhoria da qualidade de vida, pois auxiliam na redução da dor, no fortalecimento muscular e na prevenção de patologias associadas à idade, como osteoporose, artrite e doenças neurodegenerativas (Sofiatti et al., 2021). Além disso, Silva e Pinheiro (2024) ponderam que a fisioterapia não se limita apenas à reabilitação de pacientes acometidos por doenças crônicas, mas também se configura como uma estratégia preventiva para minimizar os impactos do envelhecimento e proporcionar maior autonomia aos idosos.
A pesquisa proposta teve como intuito investigar a importância da fisioterapia na qualidade de vida dos idosos, destacando suas contribuições na prevenção e tratamento de incapacidades. Para isso, foi realizada uma revisão bibliográfica com base em estudos recentes, buscando compreender os benefícios da fisioterapia para a manutenção da funcionalidade e autonomia dos idosos. Espera-se que os resultados evidenciem a relevância da atuação fisioterapêutica na promoção de um envelhecimento ativo e saudável, contribuindo para a formulação de estratégias de intervenção mais eficazes na área da saúde do idoso.
PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS
O presente estudo foi desenvolvido por meio de uma revisão bibliográfica de caráter qualitativo, descritivo e exploratório, com o objetivo de analisar a importância da fisioterapia na qualidade de vida dos idosos. A pesquisa foi realizada no primeiro semestre de 2025, utilizando as bases de dados SciELO, PubMed, LILACS e Google Acadêmico, além de repositórios institucionais. Foram incluídos artigos publicados em português entre 2014 e 2024, disponíveis na íntegra e que abordassem a relação entre fisioterapia e envelhecimento, sendo excluídos os estudos fora desse período ou que não tratassem especificamente da população idosa.
A metodologia seguiu os princípios da revisão integrativa, reconhecida por permitir a combinação de dados teóricos e empíricos, provenientes de diferentes abordagens metodológicas, possibilitando uma compreensão ampla e aprofundada do fenômeno estudado (Whittemore; Knafl, 2005). Esse tipo de revisão requer rigor e sistematicidade em todas as etapas, desde a formulação da questão de pesquisa até a interpretação dos resultados, assegurando a validade científica das evidências reunidas.
De forma complementar, Soares et al. (2014) destacam que a revisão integrativa é um método abrangente que reúne e analisa estudos quantitativos e qualitativos, promovendo a integração do conhecimento e a identificação de lacunas na literatura científica. Neste estudo, foram seguidas as etapas propostas pelos autores citados, incluindo a definição do problema, a seleção criteriosa das fontes, a análise crítica dos estudos e a síntese interpretativa dos resultados. Após a triagem, dez artigos atenderam aos critérios de inclusão, abordando programas preventivos, intervenções reabilitativas, estratégias domiciliares como o Programa Melhor em Casa e diretrizes da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia.
Os dados foram analisados de forma qualitativa, com base em leitura crítica e interpretativa, identificando benefícios, limitações e contribuições da fisioterapia para a autonomia funcional e o envelhecimento ativo, seguindo o rigor metodológico (Whittemore; Knafl, 2005).
RESULTADOS
Os estudos selecionados para esta revisão foram analisados de forma crítica, buscando identificar as principais contribuições da fisioterapia na promoção da qualidade de vida da população idosa. A partir da leitura sistemática dos artigos, observou-se que as pesquisas contemplam diferentes delineamentos, desde estudos de caso e investigações qualitativas até revisões de literatura, permitindo uma visão abrangente sobre o tema. Os dez estudos analisados abordaram diferentes perspectivas sobre a importância da fisioterapia na qualidade de vida dos idosos, contemplando desde práticas de psicomotricidade em instituições até programas domiciliares como o “Melhor em Casa”. A tabela 1 a seguir sintetiza as informações essenciais de cada produção, destacando os autores, tipo de estudo, objetivos, metodologia utilizada e os principais resultados alcançados.
Tabela 1 – Caracterização dos estudos selecionados sobre fisioterapia e qualidade de vida de idosos




Fonte: Elaborado pelos autores (2025).
O primeiro estudo analisado investigou a efetividade da fisioterapia por meio da psicomotricidade em 19 idosos institucionalizados em Fortaleza-CE. As entrevistas semiestruturadas revelaram categorias como percepção dos benefícios, sensação após a prática, relevância da fisioterapia e contribuição da psicomotricidade para o aspecto emocional (Banzatto et al., 2015).
Os achados mostraram que as atividades psicomotoras proporcionaram melhora na qualidade de vida, auxiliando na manutenção da autonomia e independência funcional dos participantes (Banzatto et al., 2015).
Além disso, observaram-se efeitos positivos no bem-estar físico e mental. A psicomotricidade foi apontada como ferramenta eficaz não apenas para a funcionalidade, mas também para o equilíbrio emocional, minimizando limitações impostas pelo envelhecimento (Banzatto et al., 2015).
Já o segundo estudo analisado foi o de Guimarães de Araújo et al. (2018) caracterizou o processo de trabalho da equipe multiprofissional do Programa Melhor em Casa em município do sudoeste goiano. O estudo qualitativo evidenciou predominância de mulheres jovens (25–35 anos) na equipe.
A análise mostrou que a atenção domiciliar garante a continuidade do cuidado, exigindo integração profissional e corresponsabilização dos familiares/cuidadores. O serviço foi descrito como substitutivo ao hospitalar, permitindo atendimento humanizado e individualizado (Guimarães de Araújo et al., 2018). O estudo concluiu que a atuação da equipe multiprofissional é fundamental para assegurar aintegralidade da assistência no domicílio, reforçando a importância da fisioterapia nesse contexto.
O terceiro estudo de Figueira et al. (2024) trata-se de uma revisão de literatura sobre os desafios e estratégias do atendimento fisioterapêutico domiciliar no Programa Melhor em Casa. Dos 43 artigos inicialmente levantados, 8 foram analisados em profundidade. Os resultados destacaram a percepção positiva dos usuários em relação ao cuidado no domicílio, ressaltando o fortalecimento de vínculos familiares e o conforto proporcionado (Figueira et al., 2024).
Por outro lado, foram identificadas dificuldades relacionadas à infraestrutura, transporte e remuneração dos profissionais, bem como ao desgaste físico e mental das equipes.
O quarto estudo analisado foi a pesquisa de Gonçalves et al. (2024) a revisão integrativa analisou 11 estudos sobre fisioterapia em idosos com Alzheimer, publicados entre 2008 e 2023. A maioria era composta por revisões de literatura (n=9) e estudos clínicos (n=2).
Os resultados evidenciaram que a fisioterapia contribui para retardar a progressão da doença, reduzindo impactos motores e cognitivos. Houve melhora significativa na mobilidade, no equilíbrio e na interação social dos idosos atendidos (Gonçalves et al., 2024). O estudo apontou ainda a necessidade de ampliar pesquisas clínicas que comprovem a eficácia das intervenções fisioterapêuticas, principalmente em fases avançadas da doença (Gonçalves et al., 2024).
O estudo de Matos et al. (2017) revisou sete artigos sobre os efeitos dos exercícios fisioterapêuticos na qualidade de vida de idosos. Foram investigadas variáveis como musculatura cardíaca, capacidade pulmonar e função musculoesquelética.
Os resultados mostraram que exercícios orientados melhoraram significativamente força, flexibilidade, potência aeróbica e equilíbrio, prevenindo quedas (Matos et al., 2017). Além disso, foi identificada melhora nas atividades da vida diária, com redução da fadiga e de riscos de acidentes, favorecendo um envelhecimento mais saudável.
A sexta pesquisa analisada foi o de Ramos (2022) que analisou os benefícios da fisioterapia domiciliar na prevenção de quedas em idosos. Foram incluídos estudos que abordavam a relação entre atendimento domiciliar, autonomia e bem-estar.
Os resultados demonstraram que a fisioterapia em casa contribui para maior segurança do idoso, ao trabalhar o equilíbrio e reduzir o risco de quedas. O estudo concluiu que o acompanhamento domiciliar favorece tanto os aspectos funcionais quanto a independência dos idosos (Ramos, 2022).
Já o estudo de Silva et al. (2021) buscou demonstrar o papel do fisioterapeuta na avaliação funcional e na promoção da qualidade de vida de idosos. Foram consultadas bases como PubMed, LILACS, SciELO e Google Acadêmico.
Os resultados mostraram que a fisioterapia promoveu autonomia, independência e envelhecimento saudável. O profissional foi apontado como essencial no monitoramento da capacidade funcional (Silva et al., 2021). O estudo destacou ainda que avaliações periódicas são fundamentais para a elaboração de intervenções personalizadas.
O oitavo estudo analisado foi o de Silva, Santana e Rodrigues (2019) que analisou 14 artigos publicados entre 2012 e 2018 sobre envelhecimento ativo e fisioterapia. Os resultados indicaram que a fisioterapia contribui para conservar funções motoras e cognitivas, prevenindo incapacidades decorrentes da idade. As práticas fisioterapêuticas foram consideradas essenciais tanto na prevenção quanto na reabilitação, promovendo maior participação social e autonomia do idoso (Silva; Santana e Rodrigues, 2019).
Já a revisão narrativa de Sofiatti et al. (2021) analisou 42 artigos e 4 obras clássicas publicados entre 2010 e 2020 sobre prevenção e tratamento de quedas. Os resultados apontaram a fisioterapia como fundamental na redução dos riscos de quedas, ao atuar na força muscular, equilíbrio e capacidade funcional. O estudo ressaltou ainda a importância da orientação aos familiares e cuidadores, consolidando o papel do fisioterapeuta como agente preventivo (Sofiatti et al., 2021).
Por fim, procedeu-se a análise do último estudo dos autores Sousa, Ribeiro e Ribeiro (2018) onde a pesquisa qualitativa entrevistou fisioterapeutas atuantes no Programa Melhor em Casa em Sobral-CE, buscando caracterizar sua prática e perfil profissional.
Os resultados mostraram avaliação positiva do programa pelos profissionais, apesar de dificuldades como infraestrutura limitada e insegurança pública (Sousa; Ribeiro e Ribeiro, 2018). Foi destacada ainda a importância da fisioterapia na reabilitação e prevenção de incapacidades, confirmando sua necessidade no atendimento domiciliar.
DISCUSSÃO
A análise dos dez estudos confirma uma convergência quanto à função da fisioterapia na promoção da autonomia funcional e da qualidade de vida dos idosos. Os trabalhos ressaltam tanto práticas preventivas (Matos et al., 2017; Ramos, 2022; Sofiatti et al., 2021) quanto ações reabilitativas (Gonçalves et al., 2024; Silva et al., 2021), além de estratégias domiciliares como o Programa Melhor em Casa (Araújo et al., 2018; Figueira et al., 2024; Sousa, Ribeiro e Ribeiro, 2018). Além disso, essas pesquisas reforçam que a fisioterapia deve ser entendida como uma prática ampla e integrada, que ultrapassa os limites da clínica tradicional, alcançando dimensões sociais, emocionais e familiares do cuidado.
Observa-se que a prevenção de quedas constitui um dos principais eixos temáticos dos estudos analisados, os estudos analisados apontam que quedas representam não apenas um risco físico, mas também um impacto psicológico importante, pois geram medo, insegurança e perda de confiança por parte do idoso (Ramos, 2022). Nesse sentido, as intervenções fisioterapêuticas, ao trabalharem força, equilíbrio e coordenação, contribuem para a redução desses episódios e, consequentemente, preservam a independência funcional. Esse aspecto mostra como a fisioterapia dialoga diretamente com a noção de envelhecimento ativo defendida pela Organização Mundial da Saúde (OMS, 2018).
Outro ponto recorrente é a valorização da atenção domiciliar, abordada em estudos como os de Araújo et al. (2018), Figueira et al. (2024) e Sousa, Ribeiro e Ribeiro (2018). O cuidado no domicílio representa uma alternativa efetiva para aproximar o atendimento da realidade do paciente, respeitando seu contexto social e familiar. Essa modalidade de cuidado permite que o idoso permaneça em seu ambiente, cercado de vínculos afetivos, o que fortalece o processo terapêutico. No entanto, os estudos também apontam desafios relacionados à infraestrutura, transporte e condições de trabalho das equipes, aspectos que precisam ser considerados em políticas públicas mais consistentes e eficazes.
Nos casos de doenças neurodegenerativas, como a Doença de Alzheimer, a fisioterapia se mostra igualmente essencial. O estudo de Gonçalves et al. (2024) revela que, embora a fisioterapia não seja capaz de reverter o quadro clínico, pode retardar a progressão dos sintomas e preservar, na medida do possível, funções motoras e cognitivas. Essa atuação reafirma a importância da intervenção fisioterapêutica não apenas como suporte físico, mas também como ferramenta para promover bem-estar e dignidade ao paciente e sua família. É um campo em que a reabilitação se entrelaça com a humanização do cuidado.
No campo teórico, a noção de envelhecimento ativo (Silva; Santana e Rodrigues, 2019) aparece como um eixo norteador das práticas de saúde voltadas para idosos. A fisioterapia é entendida, nesse contexto, como instrumento de valorização da autonomia, da participação social e da preservação da funcionalidade.
Ao enfatizar o envelhecimento ativo, os estudos demonstram que o idoso não deve ser visto apenas como alguém em processo de perdas, mas como sujeito capaz de manter sua independência e protagonismo social quando recebe suporte adequado.
Cabe destacar que os estudos analisados também reforçam a importância da atuação multiprofissional, onde a fisioterapia, inserida em equipes de atenção domiciliar ou institucional, integra-se a outras áreas da saúde para oferecer um cuidado mais completo. Araújo et al. (2018) e Sousa, Ribeiro e Ribeiro (2018) demonstram que a corresponsabilização de familiares e cuidadores é elemento-chave para o sucesso das intervenções. Essa integração amplia os efeitos terapêuticos e assegura maior continuidade no cuidado, algo essencial diante do envelhecimento populacional e da sobrecarga dos sistemas de saúde.
Outro aspecto que surgiu da revisão é a necessidade de melhorias estruturais e políticas para sustentar o trabalho fisioterapêutico junto aos idosos. Questões como falta de recursos, infraestrutura precária e desvalorização da profissão foram apontadas como barreiras por Figueira et al. (2024). Tais limitações reduzem a efetividade das intervenções e reforçam a urgência de políticas públicas que garantam condições dignas de trabalho aos profissionais e acesso ampliado aos serviços para a população idosa.
Por fim, a síntese dos dez estudos confirma que a fisioterapia é uma prática que deve ser fortalecida tanto no âmbito preventivo quanto reabilitativo. A atuação do fisioterapeuta promove não apenas ganhos físicos, mas também melhora emocional, social e funcional, aspectos indispensáveis para um envelhecimento saudável e ativo. O conjunto das evidências analisadas demonstra que investir na fisioterapia para idosos não é apenas uma necessidade clínica, mas também uma estratégia de promoção de saúde pública, de valorização da cidadania e de respeito à dignidade da pessoa idosa.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Por meio deste estudo foi possível perceber que a pesquisa possibilitou uma compreensão sólida sobre a importância da fisioterapia na melhoria da qualidade de vida dos idosos, onde os estudos analisados corroboraram que a prática fisioterapêutica cumpre uma função determinante na preservação da autonomia, na prevenção de quedas e no fortalecimento físico e emocional dessa população, favorecendo um envelhecimento mais ativo e saudável. Assim sendo, a fisioterapia se consolida como uma aliada indispensável na promoção do bem-estar do idoso, ao unir estratégias preventivas e reabilitadoras que valorizam a dimensão humana do cuidado, oferecendo suporte integral às suas necessidades físicas, mentais e sociais.
Dessa forma, conclui-se que investir em políticas públicas e programas de atenção à saúde que contemplem a fisioterapia é uma estratégia indispensável para garantir dignidade, independência e bem-estar à população idosa. A valorização do profissional fisioterapeuta e a ampliação do acesso a esses serviços representam um avanço necessário para que o envelhecimento no Brasil seja vivido com mais saúde, autonomia e respeito à condição humana
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1 Orientador Docente do Curso de Fisioterapia da Universidade Paulista Planalto (UNIPLAN).
2 Orientadora Docente do Curso de Fisioterapia da Universidade Paulista Planalto (UNIPLAN).
3 Graduando em Fisioterapia do Curso de Fisioterapia da Universidade Paulista Planalto (UNIPLAN).
4 Graduanda em Fisioterapia do Curso de Fisioterapia da Universidade Paulista Planalto (UNIPLAN).
5 Graduanda em Fisioterapia do Curso de Fisioterapia da Universidade Paulista Planalto (UNIPLAN).
6 Graduanda em Fisioterapia do Curso de Fisioterapia da Universidade Paulista Planalto (UNIPLAN)
7 Graduanda em Fisioterapia do Curso de Fisioterapia da Universidade Paulista Planalto (UNIPLAN).
