THE HUMANIZATION OF ELDERLY HEALTHCARE: THE ROLE OF NURSING IN PROMOTING COMPREHENSIVE CARE
REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/fa10202510311909
Marina de Souza1
Gigliane Souza de Freitas2
Silas de Souza Júnior3
RESUMO
O envelhecimento populacional crescente no Brasil traz desafios significativos para os sistemas de saúde, especialmente no atendimento aos idosos. A humanização do cuidado ao idoso, que vai além das práticas técnicas e inclui aspectos emocionais e sociais, se tornou essencial para garantir um envelhecimento saudável e digno. A enfermagem tem um papel crucial nesse contexto, sendo responsável por cuidados diários e contínuos, promovendo a autonomia e oferecendo suporte emocional. Contudo, a implementação efetiva de práticas humanizadas ainda enfrenta barreiras, como a falta de capacitação e a sobrecarga de trabalho dos profissionais. Este estudo teve como objetivo analisar a atuação da enfermagem na promoção da humanização na saúde do idoso, identificando as estratégias utilizadas e os principais desafios encontrados. A pesquisa foi realizada por meio de uma revisão integrativa da literatura, abordando estudos e documentos oficiais, como a Política Nacional de Humanização. Os resultados mostram que, apesar dos avanços em políticas públicas, a efetivação da humanização ainda é dificultada por limitações estruturais e falta de capacitação contínua dos profissionais. As implicações práticas sugerem a importância de uma abordagem integral e a necessidade de estratégias de acolhimento e escuta ativa, além de maior investimento na formação de profissionais capacitados para atender adequadamente às necessidades dos idosos. A pesquisa contribui para o campo ao oferecer um panorama das práticas de humanização e propor recomendações para a melhoria da qualidade de vida na saúde do idoso.
Palavras-chave: Enfermagem Geriátrica. Humanização. Cuidado ao Idoso. Políticas Públicas. Qualidade de Vida.
ABSTRACT
The growing aging population in Brazil presents significant challenges to healthcare systems, particularly in elderly care. Humanization of care for the elderly, which goes beyond technical practices to include emotional and social aspects, has become essential to ensure a healthy and dignified aging process. Nursing plays a crucial role in this context, being responsible for daily and continuous care, promoting autonomy, and providing emotional support. However, the effective implementation of humanized practices still faces barriers, such as lack of training and the overburden of healthcare professionals. This study aimed to analyze the role of nursing in promoting humanization in elderly healthcare, identifying strategies used and key challenges encountered. The research was conducted through an integrative literature review, addressing studies and official documents, such as the National Policy for Humanization. The results show that, despite advances in public policies, the effective implementation of humanization is still hindered by structural limitations and the lack of continuous training for professionals. Practical implications suggest the importance of an integrated approach and the need for strategies of reception and active listening, as well as increased investment in the training of professionals to adequately meet the needs of the elderly. The research contributes to the field by providing an overview of humanization practices and proposing recommendations for improving the quality of life in elderly healthcare.
Keywords: Geriatric nursing. Humanization. Hlderly Care. Public Policies, Quality Of Life.
INTRODUÇÃO
O envelhecimento populacional é um fenômeno global que vem se intensificando nas últimas décadas, trazendo consigo uma série de desafios para os sistemas de saúde, especialmente nos países em desenvolvimento. No Brasil, o aumento da expectativa de vida e a transição demográfica têm gerado uma demanda crescente por cuidados especializados voltados à população idosa. Esse cenário exige não apenas a ampliação da cobertura assistencial, mas também uma mudança de paradigma na forma como o cuidado é concebido e praticado.
Dentre as diversas dimensões que envolvem o cuidado ao idoso, a humanização da assistência se destaca como uma das mais relevantes e urgentes. A humanização não se limita à aplicação de procedimentos técnicos ou ao cumprimento de protocolos clínicos; ela envolve a consideração das necessidades emocionais, sociais, espirituais e psicológicas dos pacientes idosos. Trata-se de uma abordagem que reconhece o idoso como sujeito ativo no processo de cuidado, valorizando sua história de vida, seus vínculos afetivos e sua autonomia. Garantir um envelhecimento digno e saudável passa, portanto, pela construção de práticas que respeitem a integralidade do ser humano.
Nesse contexto, a enfermagem ocupa um papel central. Como principal categoria profissional envolvida diretamente no cuidado diário e contínuo ao idoso, os enfermeiros são responsáveis por mediar as relações entre o paciente e o sistema de saúde, promovendo acolhimento, escuta ativa e vínculos terapêuticos. A atuação da enfermagem vai além da técnica: ela exige sensibilidade, empatia e compromisso ético com a qualidade de vida dos pacientes. No entanto, apesar da existência de políticas públicas como a Política Nacional de Humanização (PNH) e a Política Nacional de Saúde da Pessoa Idosa, a implementação efetiva de práticas humanizadas ainda enfrenta barreiras significativas. A carência de recursos humanos, a sobrecarga de trabalho, a formação técnica fragmentada e a cultura institucional mecanizada comprometem a qualidade do cuidado e tornam a humanização um desafio cotidiano para os profissionais de saúde.
A humanização na saúde do idoso exige, portanto, um olhar integral e sensível, capaz de reconhecer a singularidade de cada paciente e de adaptar o cuidado às suas necessidades específicas. O enfermeiro, por estar presente de forma constante na rotina do idoso, tem a responsabilidade de garantir não apenas a assistência clínica, mas também o conforto emocional e psicológico, elementos fundamentais para a recuperação e o bem-estar. A escuta qualificada, o respeito à autonomia e a valorização da subjetividade são práticas que devem ser incorporadas à rotina assistencial como parte indissociável do cuidado.
Este artigo tem como objetivo analisar a atuação da enfermagem na humanização da assistência ao idoso, identificando os principais desafios enfrentados pelos profissionais e as estratégias utilizadas para promover um atendimento mais qualificado e humanizado. A pesquisa busca compreender como a enfermagem pode contribuir para a construção de um cuidado integral, acolhedor e centrado na pessoa idosa, especialmente em contextos institucionais como unidades básicas de saúde (UBS), hospitais e instituições de longa permanência (ILPIs).
A justificativa para este estudo reside na necessidade urgente de transformar a assistência ao idoso em um processo mais humanizado, considerando os impactos do envelhecimento sobre a saúde pública e a qualidade de vida da população. As políticas públicas brasileiras oferecem diretrizes importantes para a promoção da humanização, mas sua efetivação depende da capacitação dos profissionais, da reestruturação dos serviços e da valorização da enfermagem como agente transformador do cuidado.
A questão central que orienta esta pesquisa é: como os profissionais de enfermagem contribuem para a humanização do atendimento aos idosos em instituições de saúde? Quais são os principais obstáculos enfrentados para implementar práticas de cuidado integral e acolhedor? A partir dessas perguntas, o estudo propõe uma reflexão crítica sobre o papel da enfermagem na promoção de um envelhecimento ativo, digno e saudável.
Este artigo está estruturado em cinco eixos temáticos que organizam a análise dos dados obtidos na revisão integrativa da literatura: A Humanização como Base da Assistência ao Idoso: discute os fundamentos éticos e relacionais da humanização, com foco na escuta ativa, espiritualidade e valorização do idoso como sujeito. O Papel da Enfermagem na Atenção Básica e Institucional: analisa a atuação da enfermagem em diferentes níveis de atenção, destacando práticas humanizadas na APS e nas ILPIs. Barreiras Estruturais e Desafios na Implementação: identifica os principais obstáculos enfrentados pelos profissionais, como sobrecarga, escassez de recursos e cultura institucional rígida. Cuidados Paliativos e Integralidade no Fim da Vida: reflete sobre a importância da humanização nos cuidados paliativos, com foco no respeito à autonomia e no suporte emocional. Políticas Públicas e Formação Profissional: avalia como as diretrizes oficiais e a formação dos profissionais influenciam a prática humanizada.
Ao final, são apresentadas as considerações finais, com recomendações para a melhoria da assistência ao idoso e sugestões para futuras pesquisas. A metodologia adotada foi a revisão integrativa da literatura, com análise de estudos publicados entre 2021 e 2025, além de documentos oficiais como a PNH e a Política Nacional de Saúde da Pessoa Idosa.
1 – FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA
O envelhecimento populacional no Brasil e em diversas partes do mundo tem provocado transformações profundas nos sistemas de saúde, exigindo adaptações estruturais, políticas e profissionais para atender às demandas específicas da população idosa. O aumento da expectativa de vida, aliado à redução das taxas de natalidade, tem gerado uma inversão na pirâmide etária, tornando os idosos um grupo cada vez mais numeroso e vulnerável. Esse cenário impõe desafios complexos à assistência, especialmente no que diz respeito à promoção de um cuidado que respeite a dignidade, a autonomia e a subjetividade dos indivíduos Lima, (2023).
A humanização no atendimento ao idoso surge como um dos pilares fundamentais para garantir um envelhecimento saudável e digno. Trata-se de uma abordagem que ultrapassa os limites da técnica e da racionalidade biomédica, incorporando dimensões emocionais, sociais, espirituais e éticas ao processo de cuidado. A enfermagem, como profissão que atua diretamente na linha de frente da assistência, tem papel estratégico na implementação de práticas humanizadas, sendo responsável por mediar as relações entre o paciente e o sistema de saúde, construir vínculos terapêuticos e promover ambientes acolhedores Ribeiro et al., (2023).
Estudos recentes têm destacado a centralidade da humanização na prática da enfermagem geriátrica, evidenciando que o acolhimento, o respeito às necessidades individuais e a escuta ativa são elementos essenciais para o bem-estar dos idosos. A atuação do enfermeiro não se limita à execução de procedimentos clínicos, mas envolve uma postura empática, sensível e comprometida com a integralidade do cuidado Silva et al., (2025). Essa perspectiva exige que o profissional desenvolva competências relacionais, saiba lidar com as emoções dos pacientes e esteja preparado para enfrentar situações de fragilidade, sofrimento e perda.
A humanização do cuidado ao idoso deve ser compreendida como um processo contínuo e multidimensional, que se manifesta em diferentes contextos assistenciais. No ambiente hospitalar, por exemplo, é fundamental que o enfermeiro esteja atento às necessidades emocionais dos pacientes, respeite seus tempos e ritmos, e promova um atendimento que valorize sua história de vida. Já nas unidades básicas de saúde (UBS), que representam a porta de entrada para o Sistema Único de Saúde (SUS), a humanização se expressa por meio de ações educativas, visitas domiciliares, grupos de convivência e estratégias de prevenção que envolvam a comunidade e fortaleçam os vínculos sociais Costa et al., (2025).
A Política Nacional de Humanização (PNH), instituída pelo Ministério da Saúde, estabelece diretrizes importantes para a promoção do cuidado humanizado, com ênfase na valorização do sujeito, na ampliação do acesso e na democratização das relações nos serviços de saúde. No entanto, a efetivação dessas diretrizes ainda enfrenta obstáculos significativos, como a carência de profissionais capacitados, a sobrecarga de trabalho, a fragmentação dos serviços e a cultura institucional mecanizada (Nascimento et al., 2025). Muitos profissionais relatam dificuldades para aplicar os princípios da humanização no cotidiano, seja por falta de tempo, seja por ausência de apoio institucional.
A formação profissional é outro fator que influencia diretamente a qualidade do cuidado prestado aos idosos. A maioria dos cursos de graduação em enfermagem ainda privilegia conteúdos técnicos e biomédicos, deixando em segundo plano as disciplinas voltadas à gerontologia, à comunicação terapêutica e à ética do cuidado. Essa lacuna na formação compromete a capacidade dos enfermeiros de lidar com as complexidades do envelhecimento e de oferecer um atendimento sensível e centrado na pessoa. A educação permanente, nesse sentido, torna-se uma estratégia indispensável para atualizar conhecimentos, desenvolver habilidades interpessoais e fortalecer a prática humanizada Bastos et al., (2022).
Em instituições de longa permanência para idosos (ILPIs), os desafios são ainda mais evidentes. O ambiente institucionalizado, muitas vezes marcado pela rotina rígida e pela escassez de recursos, pode gerar sentimentos de isolamento, abandono e perda de identidade entre os residentes. A enfermagem, ao atuar nesses espaços, deve buscar estratégias que promovam a interação social, o estímulo ao autocuidado e a valorização da subjetividade dos idosos. Atividades lúdicas, terapias ocupacionais, rodas de conversa e ações educativas são exemplos de práticas que contribuem para a construção de um cuidado mais humanizado e eficaz Ataíde, 2023; Barbosa, (2025).
Além disso, é importante considerar a dimensão espiritual como parte integrante do cuidado ao idoso. A espiritualidade, entendida como fonte de sentido, conexão e resiliência, pode desempenhar um papel relevante na promoção da saúde emocional e na superação de adversidades. Em contextos de cuidados paliativos, por exemplo, a atenção às crenças, valores e práticas espirituais dos pacientes pode contribuir para o alívio do sofrimento e para a construção de um fim de vida mais digno e sereno. A enfermagem, ao reconhecer e respeitar essa dimensão, amplia sua capacidade de oferecer um cuidado integral e humanizado (Furtado et al., 2025; Leite Pereira, 2024).
A humanização também se relaciona com a estrutura dos serviços de saúde e com as políticas públicas voltadas à população idosa. A Política Nacional de Saúde da Pessoa Idosa propõe ações que visam à promoção da autonomia, à prevenção de agravos e à garantia de direitos. No entanto, sua implementação depende da articulação entre gestores, profissionais e comunidade, além de investimentos em infraestrutura, capacitação e gestão participativa. A enfermagem, como categoria que atua em todos os níveis de atenção, tem potencial para liderar processos de mudança e para promover práticas que estejam alinhadas com os princípios da humanização e da integralidade.
Diante desse panorama, é possível afirmar que a humanização do cuidado ao idoso não é uma tarefa simples, mas uma construção coletiva que exige compromisso ético, sensibilidade profissional e transformação institucional. Os estudos analisados apontam que, embora haja avanços nas políticas públicas e nas práticas assistenciais, ainda existem lacunas que precisam ser enfrentadas com seriedade e responsabilidade. A valorização da enfermagem, o fortalecimento da formação humanística e a criação de ambientes de trabalho saudáveis são caminhos possíveis para consolidar uma assistência que respeite a dignidade e promova a qualidade de vida dos idosos.
Portanto, a humanização deve ser compreendida como um princípio orientador da prática de enfermagem, especialmente no cuidado à população idosa. Ela representa uma resposta ética e técnica aos desafios do envelhecimento, exigindo dos profissionais uma postura comprometida com o bem-estar, a autonomia e a subjetividade dos pacientes. Ao reconhecer o idoso como sujeito de direitos e protagonista de sua própria Se quiser, posso seguir com a ampliação da metodologia ou da seção de resultados e discussão. Me avisa como prefere continuar!
Conforme apontado por Furtado et al. (2025), a espiritualidade desempenha um papel importante no bem-estar do idoso, sendo um aspecto frequentemente negligenciado nos cuidados formais. “A espiritualidade tem um papel importante na saúde dos idosos, pois proporciona um sentido de resiliência diante das adversidades, contribuindo para o equilíbrio emocional e psicológico dos pacientes” Furtado et al., (2025, p. 75). A integração da espiritualidade ao cuidado humanizado, como um componente adicional à atenção integral, pode ajudar na promoção da saúde mental e emocional do idoso, principalmente em cenários de cuidados paliativos, onde o foco é o alívio do sofrimento e a qualidade de vida (Leite Pereira, 2024).
Por fim, é importante destacar o impacto da formação contínua dos profissionais de enfermagem na implementação de práticas humanizadas. A constante capacitação dos enfermeiros é essencial para que possam lidar de forma mais eficaz com as demandas emocionais e sociais dos idosos, promovendo um envelhecimento mais saudável e com maior qualidade de vida. De acordo com Medeiros et al. (2025, p.80), “a capacitação contínua dos profissionais de enfermagem é imprescindível para que a prática humanizada seja efetiva e alcance os resultados desejados, tanto para o idoso quanto para os profissionais” . Portanto, a humanização deve ser vista não apenas como um conceito ético, mas como uma necessidade prática dentro da atuação da enfermagem no cuidado ao idoso.
2 METODOLOGIA ADOTADA
A pesquisa foi conduzida por meio de uma revisão integrativa da literatura, com o objetivo de investigar o papel da enfermagem na humanização do atendimento ao idoso. A análise explorou as práticas de acolhimento, comunicação e promoção do bem-estar dentro do contexto da assistência geriátrica, destacando as estratégias e desafios enfrentados pelos profissionais de enfermagem. Para realizar essa investigação, foi feita uma busca sistemática nas principais bases de dados acadêmicas, incluindo PubMed, SciELO, LILACS e Google Scholar.
Inicialmente, foi realizada uma busca utilizando as palavras-chave: “Humanização no atendimento ao idoso”, “Humanização da saúde do idoso”, “Enfermagem geriátrica”, e “Cuidado humanizado em instituições de saúde”. A pesquisa foi focada em artigos, dissertações, teses e outros textos relevantes, publicados entre os anos de 2021 e 2025. A escolha desses anos visou garantir a atualidade e relevância dos estudos, considerando as mais recentes práticas e políticas públicas relacionadas à humanização no atendimento ao idoso.
Após a busca inicial, foi realizada a remoção de duplicatas entre as bases de dados, o que permitiu uma análise mais precisa dos artigos disponíveis. Em seguida, os títulos e resumos foram avaliados de forma a selecionar aqueles que atendiam aos critérios da pesquisa, excluindo os artigos que não abordavam diretamente a humanização no atendimento ao idoso ou que tratavam de temas fora do escopo da enfermagem geriátrica.
Foram incluídos na análise apenas os artigos publicados entre 2021 e 2025 que estavam disponíveis nas bases de dados selecionadas e que tratavam especificamente da humanização no cuidado ao idoso e das práticas de enfermagem geriátrica. Isso garantiu que a revisão integrativa contemplasse a produção científica mais recente sobre o tema e seus impactos no atendimento geriátrico Souza (2024).
A qualidade metodológica dos estudos selecionados foi cuidadosamente avaliada. Foram analisados aspectos como validade dos dados, confiabilidade e rigor científico. Artigos que apresentaram falhas metodológicas significativas, como a ausência de dados consistentes, escopo inadequado ou falta de rigor científico, foram excluídos da revisão.
Além da análise dos artigos acadêmicos, foi realizada também uma análise de documentos oficiais, com ênfase na Política Nacional de Humanização (PNH) e na Política Nacional de Saúde da Pessoa Idosa. A análise desses documentos permitiu compreender como as diretrizes governamentais influenciam as práticas de enfermagem no atendimento ao idoso e identificar os principais desafios enfrentados pelos profissionais na implementação das políticas de humanização.
A partir da triagem e análise dos artigos selecionados, foi possível identificar os melhores estudos sobre as práticas humanizadas no atendimento aos idosos e os obstáculos enfrentados pelos profissionais de enfermagem. A pesquisa buscou compreender como os desafios estruturais, como a falta de recursos humanos e a sobrecarga de trabalho, afetaram a implementação de práticas humanizadas e, ao mesmo tempo, refletir sobre as melhores estratégias adotadas para promover um atendimento mais acolhedor e de maior qualidade.
Os dados encontrados foram organizados em tabelas, facilitando a comparação entre os estudos selecionados. As tabelas incluíram informações essenciais, como autor(es), ano de publicação, objetivo do estudo e estratégias de humanização adotadas. Essa organização permitiu uma visão clara sobre as abordagens de cuidado e os desafios na implementação da humanização, bem como uma análise crítica sobre as políticas públicas e práticas de enfermagem voltadas para o cuidado do idoso.
Em relação aos aspectos éticos, por se tratar de uma revisão bibliográfica baseada exclusivamente em fontes secundárias, a pesquisa não envolveu a interação direta com sujeitos humanos. Portanto, de acordo com a Resolução nº 466/2012 do Conselho Nacional de Saúde (CONEP/MS), o estudo não foi submetido ao Comitê de Ética em Pesquisa (CEP), respeitando as diretrizes éticas para revisões integrativas e o uso de dados disponíveis publicamente.

3 RESULTADOS E DISCUSSÃO
O cuidado humanizado ao idoso tem se consolidado como um aspecto essencial da prática de enfermagem, especialmente diante do envelhecimento populacional crescente. A literatura científica tem explorado diferentes abordagens e metodologias para promover uma assistência que respeite a dignidade, autonomia e as necessidades individuais dos idosos, buscando melhorar sua qualidade de vida e proporcionar um envelhecimento saudável. O quadro a seguir apresenta uma seleção de estudos recentes sobre a humanização no cuidado de idosos, destacando as contribuições da enfermagem nesse contexto.
Cada estudo foi analisado quanto ao seu objetivo, delineamento e principais desfechos, com ênfase nas estratégias de humanização utilizadas e nos desafios enfrentados pelos profissionais da área. As pesquisas incluídas são de 2021 a 2025, e buscam refletir sobre as melhores práticas, as lacunas existentes na formação e nos serviços de saúde, bem como as políticas públicas que influenciam a assistência ao idoso Lima (2023). Esse levantamento oferece um panorama sobre os avanços e as barreiras na implementação de cuidados humanizados, fornecendo informações cruciais para aprimorar a formação de profissionais e otimizar os serviços de saúde voltados para a população idosa.
Quadro 01: Sumarização dos artigos encontrados.




3.1 A Humanização como Princípio Ético e Técnico
A humanização da assistência ao idoso é uma abordagem que, mais do que ser um princípio ético, reflete um compromisso do profissional de enfermagem com a valorização do ser humano em todas as suas dimensões. Além da aplicação técnica das intervenções, é necessário que o enfermeiro se coloque de forma sensível diante das necessidades emocionais, sociais e espirituais do idoso, entendendo-o como um sujeito ativo no processo de seu cuidado. Ribeiro et al. (2023) reforçam a ideia de que a humanização se concretiza em práticas que promovem o acolhimento, o respeito às singularidades e a construção de vínculos terapêuticos. O idoso, ao ser respeitado em sua individualidade, sente-se mais seguro e confortável para participar ativamente das decisões que envolvem sua saúde, promovendo a sua autonomia e autoestima.
Essa escuta ativa, de acordo com Silva et al. (2025), não se limita a ouvir as queixas físicas, mas também envolve dar espaço para que o idoso compartilhe suas angústias, medos e expectativas. O enfermeiro, como facilitador do processo de diálogo, contribui para a redução da ansiedade, melhora da adesão ao tratamento e fortalecimento da autoestima. É essencial compreender que o cuidado humanizado vai além do tratamento técnico, englobando um atendimento integral que envolve a pessoa como um todo. A criação de um ambiente de confiança, onde o idoso se sinta ouvido e acolhido, favorece o vínculo terapêutico e contribui para o sucesso do tratamento e para o bem-estar geral do paciente.
Outro ponto importante que amplia a discussão sobre a humanização no cuidado ao idoso é a integração da espiritualidade, conforme sugerido por Furtado et al. (2025). Em situações de fragilidade, como doenças crônicas ou no contexto de cuidados paliativos, a espiritualidade tem um papel fundamental no enfrentamento das dificuldades do processo de envelhecimento. A espiritualidade oferece ao idoso um ponto de resiliência, ajudando-o a lidar com as adversidades e o sofrimento físico e emocional. A enfermagem, ao respeitar e reconhecer as crenças espirituais do paciente, fortalece sua saúde emocional e oferece uma abordagem de cuidado mais holística, que contribui para o alívio do sofrimento e para o bem-estar do idoso.
Leite Pereira (2024) acrescenta que, no âmbito dos cuidados paliativos, a humanização se torna ainda mais crucial. O fim da vida do idoso, muitas vezes marcado por sofrimento físico e emocional, exige que o cuidado seja conduzido de forma a respeitar a dignidade do paciente e suas escolhas. O cuidado paliativo humanizado não se limita à gestão da dor, mas inclui o suporte emocional, a escuta empática e o respeito às decisões do paciente sobre como deseja viver seus últimos momentos. Este cuidado integral, que abrange todas as dimensões do ser humano, é fundamental para proporcionar uma morte digna e serena, respeitando a subjetividade e os desejos do idoso.
Esses aspectos reforçam a importância da humanização como um princípio central na prática de enfermagem com idosos. A humanização não é apenas um conjunto de práticas, mas uma filosofia de cuidado que exige sensibilidade, ética e comprometimento com a integralidade do paciente. Valorizar o idoso, respeitar sua autonomia e integrar todas as dimensões de sua existência – física, emocional, social e espiritual – são práticas que fortalecem a assistência e contribuem para uma vida mais digna e com melhor qualidade de vida, mesmo nas fases mais frágeis e complexas do envelhecimento.
3.2 O Papel da Enfermagem na Atenção Básica e Institucional
A atuação da enfermagem na promoção da saúde do idoso, abrangendo desde a Atenção Primária até os cuidados em instituições de longa permanência, reflete um compromisso contínuo com a humanização e a qualidade do cuidado. Essa jornada de cuidado envolve o reconhecimento de que o envelhecimento é um processo singular, repleto de desafios emocionais, sociais e físicos, e que a enfermagem desempenha um papel crucial na construção de práticas que respeitam a individualidade e autonomia do idoso. Costa et al. (2025) ressaltam que, na Atenção Básica, o enfermeiro deve se posicionar como um profissional de referência, sendo responsável por criar vínculos de confiança com os idosos, identificar suas necessidades específicas e implementar ações educativas para promover um envelhecimento saudável. A escuta ativa e a valorização da história de vida do paciente são a base dessa relação, promovendo um ambiente no qual o idoso se sinta acolhido e compreendido.
Além disso, a humanização no contexto da atenção básica exige que o enfermeiro não atue apenas na dimensão clínica, mas também que se envolva de forma integral com o idoso, considerando suas necessidades emocionais, sociais e espirituais. De Castro et al. (2023) reforçam que a enfermagem deve buscar interações que estimulem o autocuidado e a participação ativa do idoso no cuidado à sua saúde. A promoção da interação social, o estímulo a atividades comunitárias e o respeito à subjetividade do paciente são essenciais para fortalecer a rede de apoio e prevenir agravos à saúde. Esse tipo de atuação é particularmente relevante em comunidades vulneráveis, onde a solidão e o isolamento social podem acentuar as condições de saúde do idoso, tornando ainda mais necessário o cuidado humanizado e a construção de redes de apoio social.
Medeiros et al. (2021) abordam a importância de uma abordagem mais próxima e afetiva no contexto da Atenção Básica. A pesquisa destaca que a presença constante do enfermeiro, por meio de visitas domiciliares e atividades de convivência, é crucial para o fortalecimento dos vínculos e para a promoção do bem-estar dos idosos. Estratégias como rodas de conversa e grupos de convivência têm um impacto positivo, pois permitem que o idoso compartilhe suas vivências, expresse suas angústias e, assim, se sinta parte de uma comunidade. Essas práticas também são eficazes na prevenção de agravos à saúde e no estímulo ao cuidado com a própria saúde, criando um ambiente em que o idoso se sente valorizado e motivado a adotar comportamentos saudáveis. Além disso, a escuta empática durante essas interações favorece a construção de uma relação de confiança, essencial para que o idoso se sinta seguro e disposto a seguir as orientações de saúde.
No contexto das Instituições de Longa Permanência para Idosos (ILPIs), a humanização do cuidado assume uma dimensão ainda mais delicada, considerando o fato de muitos idosos estarem institucionalizados devido a condições de saúde crônicas ou limitações funcionais. Barbosa (2025) aponta que, nessas instituições, a implementação de práticas lúdico-terapêuticas e educativas pode transformar significativamente a experiência do idoso. Atividades voltadas à promoção da mobilidade, autoestima e expressão emocional são fundamentais para a qualidade de vida dos idosos institucionalizados. Essas práticas não só proporcionam um ambiente mais acolhedor e menos institucionalizado, mas também favorecem a integração dos idosos no cotidiano das instituições, oferecendo oportunidades para o fortalecimento de laços afetivos e sociais. A formação humanística dos profissionais, segundo Barbosa, é um fator decisivo para o sucesso dessas práticas, pois permite que o enfermeiro e outros membros da equipe de saúde desenvolvam habilidades para lidar com as complexidades emocionais e psicossociais dos idosos, oferecendo cuidados que vão além das necessidades físicas.
Portanto, os estudos analisados evidenciam que, seja na Atenção Primária ou em instituições de longa permanência, a humanização é um princípio essencial para a promoção da saúde do idoso. A enfermagem, ao estabelecer vínculos de confiança, proporcionar acolhimento e atuar com sensibilidade e empatia, contribui para uma abordagem integral que considera todas as dimensões do envelhecimento. A promoção de um envelhecimento saudável, com a valorização da autonomia, da participação ativa e do bem-estar emocional, é um reflexo da prática humanizada, que deve ser a base do cuidado ao idoso. Assim, a capacitação contínua dos profissionais e a incorporação de práticas integrativas e de cuidado integral são fundamentais para garantir uma assistência qualificada, centrada no paciente, e para melhorar a qualidade de vida do idoso em todos os contextos de atendimento.
3.3 Barreiras Estruturais e Desafios na Implementação
Outro ponto importante levantado pelos estudos é a necessidade de uma abordagem interprofissional no cuidado ao idoso, onde as equipes de saúde, incluindo médicos, enfermeiros, fisioterapeutas e assistentes sociais, trabalhem de maneira integrada. Quando cada profissional atua de forma isolada, o cuidado se torna fragmentado, dificultando a construção de um atendimento holístico e humanizado. A colaboração entre os profissionais é fundamental para garantir que todas as necessidades do idoso sejam atendidas de forma coordenada. A criação de espaços de trabalho interdisciplinares, nos quais as equipes possam compartilhar informações e discutir casos de forma colaborativa, facilita a identificação das necessidades do paciente e assegura que todas as esferas do cuidado – física, emocional, social e espiritual – sejam consideradas de maneira integrada. Isso não só fortalece a qualidade do atendimento, mas também promove um ambiente de trabalho mais cooperativo e harmonioso.
Além disso, a promoção de espaços de reflexão e apoio psicológico para os profissionais de enfermagem é essencial para lidar com os desafios emocionais decorrentes da prática com idosos. A complexidade do cuidado ao idoso muitas vezes exige que os profissionais lidem com questões como sofrimento crônico, perda de autonomia e até mesmo a morte, o que pode ser emocionalmente desgastante. A criação de ambientes que proporcionem apoio psicológico e espaços de discussão, nos quais os profissionais possam expressar suas angústias, aprender estratégias para lidar com o sofrimento emocional e obter orientação, é crucial para o bem-estar da equipe de enfermagem. Esse suporte não apenas fortalece a resiliência dos profissionais, mas também impacta diretamente na qualidade do cuidado prestado, uma vez que enfermeiros emocionalmente saudáveis são mais eficazes em suas práticas humanizadas.
Por fim, a humanização do cuidado ao idoso também implica em uma revisão das práticas de comunicação dentro das instituições de saúde. O modo como a comunicação é conduzida entre os profissionais de saúde e os familiares do idoso tem um papel central na construção de uma relação de confiança e respeito. A implementação de estratégias que favoreçam a comunicação clara e eficaz, além de estabelecer um diálogo constante com a família sobre as necessidades e escolhas do idoso, contribui para um cuidado mais centrado no paciente. Quando a família se sente parte ativa do processo, o idoso também se sente mais acolhido e respaldado, o que reforça a sua confiança nos cuidados recebidos e sua sensação de segurança.
A humanização no cuidado ao idoso também deve ser vista como um processo contínuo de adaptação às mudanças nas necessidades dessa população. À medida que a população idosa envelhece, surgem novos desafios, como o aumento das comorbidades, a perda de mobilidade e as questões emocionais associadas à solidão e ao envelhecimento. A prática de enfermagem, portanto, deve estar em constante evolução, acompanhando essas mudanças e ajustando-se para garantir que os cuidados continuem a ser adequados às novas exigências. Isso exige uma atualização constante dos conhecimentos dos profissionais, além de uma revisão contínua das políticas e práticas institucionais, para que possam se alinhar com as melhores abordagens de cuidado humanizado.
Assim, a efetivação da humanização no cuidado ao idoso depende de uma transformação tanto nas práticas diárias de enfermagem quanto nas estruturas organizacionais das instituições de saúde. A promoção de ambientes que favoreçam a escuta ativa, a capacitação contínua dos profissionais e a implementação de práticas integradas e interdisciplinares são fundamentais para superar as barreiras estruturais e culturais que muitas vezes limitam a aplicação de uma assistência verdadeiramente humanizada. Só através dessa transformação será possível proporcionar ao idoso um cuidado de qualidade que respeite sua dignidade e promova sua autonomia em todas as fases do envelhecimento.
3.4 Cuidados Paliativos e Integralidade no Fim da Vida
A humanização nos cuidados paliativos representa um dos aspectos mais sensíveis e complexos da prática de enfermagem, especialmente no contexto do envelhecimento. O fim da vida exige uma abordagem que vá além do controle de sintomas físicos, incorporando dimensões emocionais, espirituais e éticas do cuidado. Nesse cenário, a escuta empática, o respeito à autonomia e o acolhimento tornam-se pilares fundamentais para garantir dignidade e conforto ao idoso.
Ladislau et al. (2025) destacam que a humanização no cuidado paliativo geriátrico é essencial para proporcionar um fim de vida digno. O estudo enfatiza que o enfermeiro deve atuar com sensibilidade e respeito às escolhas do paciente, reconhecendo sua história, valores e desejos. A escuta empática é apontada como ferramenta terapêutica que permite compreender o sofrimento do idoso e oferecer suporte emocional adequado, fortalecendo o vínculo entre profissional e paciente.
Leite Pereira (2024) reforça essa perspectiva ao afirmar que o cuidado paliativo humanizado não se limita ao alívio da dor física, mas deve contemplar o sofrimento existencial e emocional. O estudo propõe que práticas como o diálogo aberto, o respeito à espiritualidade e a presença ativa do profissional são estratégias que promovem conforto e serenidade no processo de finitude. A autonomia do paciente é valorizada como elemento central, permitindo que ele participe das decisões sobre seu tratamento e vivencie o fim da vida com mais controle e dignidade.
Lobato et al. (2025) abordam o impacto emocional que os cuidados paliativos geram sobre os profissionais de enfermagem. O estudo revela que lidar com o sofrimento e a morte diariamente exige preparo psicológico e suporte institucional. A ausência de espaços para acolhimento da equipe pode gerar desgaste, sofrimento moral e sentimentos de impotência. Os autores defendem que a humanização deve se estender também aos profissionais, por meio de estratégias de apoio emocional, formação continuada e valorização do trabalho da enfermagem.
Dessa forma, os estudos analisados convergem para a compreensão de que os cuidados paliativos exigem uma abordagem integral, centrada no paciente e sustentada por práticas humanizadas. A escuta empática, o respeito à autonomia e o cuidado que considera todas as dimensões do ser humano são essenciais para garantir um fim de vida digno. Além disso, é necessário reconhecer e cuidar dos profissionais que atuam nesse contexto, promovendo ambientes de trabalho saudáveis e emocionalmente sustentáveis.
3.5 Políticas Públicas e Formação Profissional
A humanização nos cuidados paliativos representa um dos aspectos mais sensíveis e complexos da prática de enfermagem, especialmente no contexto do envelhecimento. O fim da vida exige uma abordagem que vá além do controle de sintomas físicos, incorporando dimensões emocionais, espirituais e éticas do cuidado. Nesse cenário, a escuta empática, o respeito à autonomia e o acolhimento tornam-se pilares fundamentais para garantir dignidade e conforto ao idoso. Ao se deparar com a transição da vida para a morte, o enfermeiro precisa adotar uma postura cuidadosa e empática, que respeite a subjetividade e a autonomia do paciente, promovendo um fim de vida o mais tranquilo e digno possível.
Os cuidados paliativos, por sua natureza, têm como objetivo aliviar o sofrimento e promover conforto, mas isso vai além do controle de sintomas físicos, como dor e dificuldades respiratórias. Os aspectos emocionais, como o medo da morte, a tristeza pela perda da autonomia e a sensação de solidão, são igualmente importantes e devem ser abordados. Nesse contexto, a escuta empática é vista como uma ferramenta terapêutica essencial. Através dela, o enfermeiro tem a oportunidade de compreender a experiência do idoso de forma mais profunda, oferecendo o apoio necessário para que ele possa expressar seus medos, angústias e desejos. Ao fazer isso, o profissional fortalece o vínculo com o paciente e consegue proporcionar um cuidado mais humano e centrado na pessoa.
Ladislau et al. (2025) destacam que a humanização no cuidado paliativo geriátrico é essencial para proporcionar um fim de vida digno. O estudo enfatiza que o enfermeiro deve atuar com sensibilidade e respeito às escolhas do paciente, reconhecendo sua história, valores e desejos. A escuta empática é apontada como ferramenta terapêutica que permite compreender o sofrimento do idoso e oferecer suporte emocional adequado, fortalecendo o vínculo entre profissional e paciente. Ao estar presente de forma constante e atenta, o enfermeiro pode identificar as necessidades mais profundas do idoso, muitas vezes não expressas verbalmente, e intervir de maneira a proporcionar mais conforto e dignidade.
Neste contexto, a humanização no cuidado paliativo implica a criação de um ambiente seguro, onde o idoso se sinta confortável para expressar suas preocupações e medos, sem medo de julgamento ou de ser incompreendido. A relação de confiança construída ao longo do tempo permite que o idoso, muitas vezes fragilizado pela doença, possa tomar decisões sobre seu próprio cuidado. Isso se reflete na autonomia do paciente, que deve ser respeitada durante todo o processo de cuidados paliativos. O papel do enfermeiro, portanto, é o de um facilitador, ajudando o paciente a compreender suas opções e a tomar decisões informadas que respeitem seus valores e preferências.
Leite Pereira (2024) reforça essa perspectiva ao afirmar que o cuidado paliativo humanizado não se limita ao alívio da dor física, mas deve contemplar o sofrimento existencial e emocional. O estudo propõe que práticas como o diálogo aberto, o respeito à espiritualidade e a presença ativa do profissional são estratégias que promovem conforto e serenidade no processo de finitude. A autonomia do paciente é valorizada como elemento central, permitindo que ele participe das decisões sobre seu tratamento e vivencie o fim da vida com mais controle e dignidade. A morte, nesse contexto, é entendida não como uma falha no tratamento, mas como uma parte natural da vida, que deve ser vivida com o maior grau de conforto possível.
Em muitas culturas, a morte é um tabu, um tema evitado tanto por pacientes quanto por profissionais de saúde. Porém, a abordagem humanizada no cuidado paliativo envolve, acima de tudo, a quebra desse tabu. Discutir a morte abertamente com o paciente e seus familiares, respeitando suas crenças e valores, é uma maneira de proporcionar um cuidado mais completo e consciente. O enfermeiro deve ser capaz de criar um espaço seguro onde o idoso possa expressar seus medos sobre a morte, seus desejos sobre como gostaria de ser tratado e sua visão sobre o que é importante para ele nesse momento de sua vida. A espiritualidade, muitas vezes negligenciada, desempenha um papel crucial nesse processo. Respeitar as crenças espirituais do paciente é um aspecto importante da humanização no cuidado paliativo, pois muitas pessoas encontram conforto e sentido em sua fé durante a fase final da vida.
Lobato et al. (2025) abordam o impacto emocional que os cuidados paliativos geram sobre os profissionais de enfermagem. O estudo revela que lidar com o sofrimento e a morte diariamente exige preparo psicológico e suporte institucional. A ausência de espaços para acolhimento da equipe pode gerar desgaste, sofrimento moral e sentimento de impotência. Os enfermeiros frequentemente se veem em situações emocionalmente desafiadoras, onde a constante presença do sofrimento e a morte dos pacientes podem gerar sentimentos de esgotamento emocional. Este desgaste não é apenas físico, mas psicológico, refletindo-se na capacidade do enfermeiro de manter a qualidade do cuidado oferecido.
É fundamental que as instituições de saúde reconheçam as necessidades emocionais dos profissionais que lidam com cuidados paliativos. O apoio psicológico e a criação de espaços de acolhimento para a equipe de enfermagem são medidas importantes para ajudar os profissionais a lidarem com os desafios emocionais do trabalho. Além disso, a formação continuada é crucial para garantir que os enfermeiros estejam bem preparados não apenas para lidar com os aspectos técnicos dos cuidados paliativos, mas também para se engajar com as necessidades emocionais e espirituais dos pacientes e suas famílias. O apoio institucional, portanto, não deve se limitar ao cuidado do paciente, mas também incluir o cuidado da equipe de saúde.
A valorização do trabalho da enfermagem é uma parte essencial desse processo. Profissionais que se sentem valorizados e apoiados tendem a ter uma maior satisfação no trabalho e, consequentemente, oferecem um cuidado mais eficaz e empático aos seus pacientes. Estratégias de apoio emocional para os profissionais de saúde, como grupos de apoio e sessões de supervisão, podem ajudar a aliviar o sofrimento moral e a prevenir o esgotamento. Isso não só melhora o bem-estar dos enfermeiros, mas também impacta positivamente na qualidade do cuidado prestado aos pacientes.
Dessa forma, os estudos analisados convergem para a compreensão de que os cuidados paliativos exigem uma abordagem integral, centrada no paciente e sustentada por práticas humanizadas. A escuta empática, o respeito à autonomia e o cuidado que considera todas as dimensões do ser humano são essenciais para garantir um fim de vida digno. A abordagem humanizada no cuidado paliativo também significa que cada paciente é tratado como um ser único, com uma história, crenças, desejos e medos que devem ser levados em consideração ao planejar e prestar cuidados. É um processo que envolve não apenas o alívio dos sintomas, mas também o suporte emocional, psicológico e espiritual, considerando a totalidade do paciente.
A equipe de enfermagem, nesse contexto, deve ser multidisciplinar, contando com profissionais que possam atuar nas diversas áreas do cuidado, como médicos, psicólogos, assistentes sociais e capelães. Juntos, esses profissionais podem oferecer um cuidado que seja verdadeiramente holístico e centrado no paciente. A comunicação aberta entre os membros da equipe e com os familiares do paciente é essencial para garantir que todas as necessidades sejam atendidas de maneira integrada e que o idoso tenha a possibilidade de participar ativamente nas decisões sobre seu próprio cuidado.
Além disso, é necessário que as políticas de saúde e as práticas de gestão institucional reconheçam a importância do cuidado paliativo humanizado e garantam recursos adequados para que ele seja efetivamente implementado. Isso inclui não apenas o investimento em treinamento e educação contínua para os profissionais de saúde, mas também a criação de ambientes de trabalho que apoiem os enfermeiros emocional e psicologicamente, permitindo que eles cuidem dos pacientes com empatia e sem o desgaste excessivo que pode comprometer a qualidade do atendimento.
Outro aspecto importante da humanização nos cuidados paliativos é o reconhecimento da necessidade de cuidar dos próprios profissionais de saúde. O cuidado paliativo, por ser uma área emocionalmente desafiadora, pode gerar desgaste e sofrimento emocional nos enfermeiros e outros membros da equipe de saúde. É fundamental que as instituições de saúde criem ambientes de trabalho que ofereçam suporte emocional aos profissionais, para que possam lidar com a carga emocional e moral desse tipo de cuidado.
O sofrimento moral, muitas vezes, ocorre quando os enfermeiros se veem em situações em que não podem oferecer o cuidado que gostariam devido a limitações de recursos ou políticas institucionais. Esse tipo de sofrimento pode afetar a capacidade do profissional de manter a qualidade do cuidado e impactar negativamente sua saúde mental. Portanto, proporcionar apoio psicológico e supervisionar regularmente os profissionais que lidam com cuidados paliativos é uma estratégia essencial para garantir que esses profissionais permaneçam emocionalmente saudáveis e eficazes no cuidado de seus pacientes.
Em suma, a humanização no cuidado paliativo não deve ser vista apenas como uma prática clínica, mas como uma filosofia de cuidado que envolve tanto o paciente quanto os profissionais de saúde. A escuta empática, o respeito à autonomia e a atenção às dimensões emocionais e espirituais do paciente são essenciais para garantir que o idoso tenha um fim de vida digno e confortável. Além disso, é crucial reconhecer o impacto emocional desse tipo de cuidado sobre os profissionais e garantir que eles recebam o apoio necessário para oferecer um atendimento de alta qualidade. Só assim será possível alcançar um cuidado paliativo verdadeiramente humanizado e eficaz.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
O envelhecimento populacional no Brasil apresenta desafios significativos para os sistemas de saúde, especialmente no que se refere ao cuidado integral e humanizado dos idosos. A importância da humanização no cuidado à saúde do idoso, especialmente no contexto da enfermagem, é evidente, pois envolve não apenas a aplicação de técnicas e protocolos clínicos, mas também a consideração das dimensões emocionais, sociais e espirituais do paciente. A atuação da enfermagem, sendo a principal categoria envolvida no cuidado contínuo e diário ao idoso, é um pilar essencial para garantir que este cuidado seja completo e respeite a dignidade e a autonomia dos pacientes. No entanto, a implementação efetiva de práticas humanizadas ainda enfrenta barreiras estruturais e culturais que comprometem a qualidade desse cuidado.
A humanização na saúde do idoso vai muito além da execução de técnicas e cuidados técnicos. Ela envolve a escuta ativa, o respeito à história de vida e a valorização da subjetividade do idoso, sendo considerada um princípio ético fundamental para o cuidado. Como foi abordado ao longo da pesquisa, o papel da enfermagem é crucial nesse processo, pois o enfermeiro está diretamente envolvido na construção de relações de confiança, no estabelecimento de vínculos terapêuticos e na promoção da autonomia do paciente. Ribeiro et al. (2023) ressaltam que a humanização é um processo de reconhecimento do idoso como sujeito ativo, e não como objeto de cuidado, respeitando suas escolhas, sua autonomia e seu direito de participar das decisões que afetam sua saúde e bem-estar. A escuta empática é apontada como uma ferramenta terapêutica eficaz, essencial para que os profissionais de saúde compreendam melhor o sofrimento do idoso e possam agir de maneira mais eficiente na promoção de um cuidado holístico.
Além do apoio técnico, a valorização da espiritualidade, como afirmado por Furtado et al. (2025), deve ser considerada um componente vital do cuidado humanizado ao idoso. Nos cuidados paliativos, por exemplo, a espiritualidade oferece um ponto de resiliência para o idoso, ajudando-o a enfrentar as adversidades e oferecendo uma fonte de alívio emocional e psicológico, especialmente em fases críticas de sua vida. A integração da espiritualidade ao cuidado diário não deve ser subestimada, pois ela pode proporcionar ao paciente uma sensação de paz e conforto, melhorando sua qualidade de vida até o fim.
Contudo, a implementação dessas práticas enfrenta desafios estruturais consideráveis. A sobrecarga de trabalho, a escassez de recursos humanos e a falta de capacitação contínua dos profissionais de enfermagem são barreiras significativas para a aplicação plena da humanização no cuidado ao idoso. A Política Nacional de Humanização (PNH), apesar de suas diretrizes bem estruturadas, encontra obstáculos em sua efetivação devido às limitações institucionais e culturais que permeiam os serviços de saúde. Como destacado por Nascimento et al. (2025), embora as políticas públicas forneçam um norte para o cuidado humanizado, a realidade do campo de trabalho ainda é marcada por escassez de recursos e pela rigidez institucional, o que dificulta a aplicação dessas práticas no dia a dia dos profissionais de saúde.
As Instituições de Longa Permanência para Idosos (ILPIs) são um exemplo claro de como a falta de adequação nas práticas de cuidados pode comprometer a qualidade de vida dos idosos institucionalizados. Barbosa (2025) argumenta que muitas dessas instituições, apesar de proverem cuidados médicos diários, não conseguem promover a humanização necessária para garantir que o idoso se sinta verdadeiramente acolhido. Em ambientes institucionalizados, a promoção da mobilidade, autoestima e da expressão emocional torna-se ainda mais relevante. A aplicação de estratégias lúdicas e terapêuticas pode, de fato, transformar a experiência do idoso nessas instituições, oferecendo-lhes um cuidado mais próximo da sua individualidade e das suas necessidades.
O cuidado humanizado também não deve se limitar ao tratamento físico, mas deve ser um processo integral que engloba todas as dimensões do ser humano: física, emocional, social e espiritual. Para isso, a capacitação dos enfermeiros deve ser contínua, com foco em uma formação que valorize competências interpessoais e emocionais, além do conhecimento técnico. A pesquisa de Medeiros et al. (2025) destaca a importância da formação continuada, evidenciando que a prática humanizada depende do desenvolvimento de habilidades interpessoais, como a empatia, a escuta ativa e a valorização da subjetividade do idoso. Esse tipo de formação é imprescindível para a implementação da humanização de maneira eficaz e para garantir que os profissionais sejam capazes de lidar com os aspectos emocionais e psicológicos do cuidado ao idoso.
O conceito de humanização na enfermagem também envolve um aspecto fundamental de que os profissionais de saúde devem atuar de forma multidisciplinar, principalmente em contextos como cuidados paliativos e ILPIs. Quando enfermeiros, médicos, assistentes sociais, psicólogos e outros profissionais trabalham juntos, a abordagem do cuidado se torna mais completa, pois considera as diversas dimensões do idoso. A equipe de saúde, ao trabalhar de forma coordenada e colaborativa, pode oferecer um cuidado verdadeiramente holístico, onde cada profissional contribui com sua expertise para atender as necessidades físicas, emocionais, sociais e espirituais do paciente. A colaboração interprofissional tem sido uma das maiores recomendações para melhorar a qualidade do cuidado humanizado ao idoso e facilitar a construção de uma rede de apoio integrada.
Diante das dificuldades mencionadas, é crucial que as políticas públicas de saúde promovam reformas estruturais que possibilitem a implementação de práticas humanizadas de maneira eficaz. Isso inclui o aumento do número de profissionais capacitados, o melhoramento da infraestrutura das unidades de saúde, a redução da sobrecarga de trabalho e a criação de um ambiente institucional que favoreça a empatia e o acolhimento. Além disso, a promoção de espaços de apoio psicológico para os profissionais de enfermagem, como grupos de discussão e supervisão, pode ajudar a reduzir o sofrimento moral e emocional causado pela carga de trabalho intensiva e pelo impacto psicológico do cuidado ao idoso.
As políticas públicas, como a Política Nacional de Saúde da Pessoa Idosa e a Política Nacional de Humanização (PNH), devem ser revistas e adaptadas para atender às necessidades emergentes da população idosa. É importante garantir que os profissionais de saúde, especialmente os enfermeiros, sejam formados de maneira contínua, com ênfase na humanização, e que suas condições de trabalho sejam melhoradas. A atuação do enfermeiro, como principal elo entre o idoso e o sistema de saúde, deve ser valorizada, e o seu papel na implementação de práticas humanizadas deve ser reconhecido como essencial para a promoção de um envelhecimento saudável e digno.
Em última análise, o processo de humanização no cuidado ao idoso é mais do que uma diretriz de saúde, é um compromisso ético que transcende a atuação técnica dos profissionais de enfermagem. A humanização envolve a construção de relações de confiança, o respeito pela autonomia do idoso e a promoção do bem-estar em todas as suas dimensões. Esse processo depende, portanto, da educação contínua, da colaboração entre as equipes de saúde e de políticas públicas que reconheçam e atendam às necessidades do idoso de forma integral. Assim, a enfermagem desempenha um papel essencial na promoção da saúde do idoso e na garantia de um envelhecimento digno e saudável.
REFERÊNCIAS
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1Acadêmico (a) do Curso de Graduação Bacharelado em Enfermagem
Faculdade da Amazônia – UNAMA Rio Branco-Acre
2Acadêmico (a) do Curso de Graduação Bacharelado em Enfermagem
Faculdade da Amazônia – UNAMA Rio Branco-Acre
3Acadêmico (a) do Curso de Graduação Bacharelado em Enfermagem
Faculdade da Amazônia – UNAMA Rio Branco-Acre.
