A ELEGIBILIDADE X EFICÁCIA DE TESTES PREDITIVOS, COM OBSERVAÇÃO AO CUFF LEAK TESTE NA CONDUÇÃO DA DESCONTINUAÇÃO DA VENTILAÇÃO MECÂNICA INVASIVA.

ELIGIBILITY VS. EFFECTIVENESS OF PREDICTIVE TESTS, WITH OBSERVATION OF THE CUFF LEAK TEST IN GUIDING THE DISCONTINUATION OF INVASIVE MECHANICAL VENTILATION.

REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/cs10202511161603


Júlia Carvalho do Nascimento1
Alex Oliveira2
Vitória Caroline Camargo Rosena3
Anna Carolina Fialho Silva4


RESUMO 

Os testes preditivos são ferramentas imprescindíveis para prever sucesso no  desmame de pacientes que se encontram em uso de ventilação mecânica invasiva  (VMI). É de suma importância que pacientes que estão em VMI sejam descontinuados  do suporte ventilatório assim que o fator causador seja solucionado. O Cuff Leak Test  é uma ferramenta muito utilizada na prática clínica e avalia a possibilidade dos  pacientes entubados desenvolverem estridor laríngeo pós extubação, porém,  apresenta diversas limitações. Essas limitações precisam ser analisadas e  solucionadas, para que os pacientes em uso de suporte ventilatório invasivo sejam  avaliados corretamente e tenham uma extubação bem sucedida, não sendo  necessário reintubação. O objetivo deste trabalho foi fazer uma análise de testes  preditivos, em especial sobre o Cuff Leak Test, buscando encontrar quais são suas  limitações e possíveis alterações em sua aplicação para alcançar um teste mais eficaz e fidedigno, possibilitando ao paciente uma avaliação mais precisa, reduzindo os  riscos advindos de um tempo prolongado de entubação e da reintubação . 

Palavras-chave: teste de vazamento do manguito; estridor laríngeo; falha na  extubação; desmame; edema laríngeo. 

ABSTRACT 

Predictive tests are essential tools for assessing the likelihood of success in weaning  patients from invasive mechanical ventilation (IMV). It is crucial that patients on IMV  are weaned from ventilatory support as soon as the underlying condition is resolved.  The Cuff Leak Test (CLT) is widely used in clinical practice to assess the risk of post extubation laryngeal stridor in intubated patients. However, it has several limitations  that need to be addressed to ensure accurate patient evaluation and successful  extubation, avoiding the need for reintubation. This study aims to analyze predictive  tests, with a focus on the Cuff Leak Test, to identify its limitations and explore potential  modifications in its application. The goal is to improve the effectiveness and reliability  of the test, allowing for more precise patient assessments and reducing the risks  associated with prolonged intubation and reintubation. 

Palavras-chave: cuff leak test; laryngeal stridor; extubation failure; weaning; laryngeal  edema.

INTRODUÇÃO 

A Ventilação Mecânica Invasiva (VMI), é um recurso fundamental no suporte  ao paciente crítico, porém, seu uso está associado ao risco de complicações e custos  graves, muitas vezes ligados à duração do uso do suporte ventilatório 1

O número de pacientes que necessitam de Ventilação Mecânica Prolongada  (VMP), está aumentando a cada dia, no mundo todo, trazendo uma sobrecarga ao  sistema de saúde, no uso de recursos, ocupação de leitos, aumento nos custos e além  disso, traz ao paciente comorbidades associadas como Pneumonia Associada à ventilação Mecânica (PAV) 2, atrofia muscular dos membros, comprometimento do  estado funcional, disfunção do diafragma, aumento na taxa de mortalidade daquele  paciente 3, tudo isso decorrente da VMP. 

Aproximadamente 5-13% dos pacientes com insuficiência respiratória aguda  necessitam de VMP e existe uma tendência de aumento dessa porcentagem. Nos  Estados Unidos, o número de pacientes que necessitam de VMP foi estimado em  aproximadamente 625.000 em 2020. No Canadá, aproximadamente 11% dos leitos  com capacidade para ventiladores em unidades de terapia intensiva (UTI) são para  pacientes que necessitam de VMP e, em Taiwan, a taxa de incidência aumentou de  50.481 pacientes recebendo VMP entre 1197 e 2007 para 94.324 pacientes entre  2015 e 2019 no total 3

Levando em consideração os riscos e incidência do uso prolongado da VMI, é  de suma importância a identificação da prontidão dos pacientes para descontinuação  do uso do suporte ventilatório. O desmame deve ser considerado assim que o fator  causador da insuficiência respiratória começa a melhorar. Entretanto, para que o  desmame seja bem sucedido, não causando reintubação, é preciso que seja realizada  uma avaliação precisa e assertiva do estado atual do paciente, para isso, temos  disponíveis na literatura testes preditivos que ajudam a prever e identificar possíveis  riscos e a alcançar o sucesso no desmame do paciente. Dentre os testes disponíveis  podemos citar o Teste de Respiração Espontânea (TRE), Índice de Respiração  Rápida e Superficial (IRRS), Ventilação de Suporte de Pressão (PSV),  Pressão Inspiratória Máxima (PImáx) e Cuff Leak Test (CLT) 4

O TRE é uma ferramenta simples e eficaz para identificar possível sucesso no desmame. É executado permitindo-se que o paciente ventile espontaneamente por meio do tubo endotraqueal, conectado a uma peça em forma de “T”, com uma fonte  enriquecida de oxigênio, ou recebendo pressão positiva contínua em vias aéreas  (CPAP) de 5cm H2O [5]. Pacientes que obtiverem sucesso no TRE devem ser  avaliados quanto a indicação de retirada da via aérea artificial 5

Entre os índices de previsões de sucesso de desmame, o IRRS, está incluso,  também referido na literatura como a razão da frequência respiratória (FR) sobre o  volume corrente (f/Vt). Descrito inicialmente por Yang e Tobin em 1991, esse índice  avalia a mecânica da respiração. Ele foi idealizado para ser mensurado em respiração  espontânea durante um período de 60seg, com um ventilômetro conectado à via  aérea artificial antes do TRE. Valores inferiores a 105 ciclos/L preveem sucesso no  processo de desmame 6

A PImáx é o método mais utilizado para medir a força inspiratória em pacientes  com suspeita de fraqueza ventilatória. Baseia-se na medida da pressão nas vias  aéreas superiores durante uma inspiração máxima voluntária. A pressão medida é  uma composição da pressão gerada pelos músculos inspiratórios com a pressão de  recolhimento elástico do pulmão e caixa torácica 7

Todos os testes citados acima são utilizados para avaliar o paciente para  extubação, buscando atingir um desfecho de sucesso, porém, para completo êxito no  desmame do paciente, precisamos de ferramentas mais específicas e precisas  possíveis, então rastreamos dentre os testes, qual poderia trazer mais benefício ao  paciente, diminuindo os riscos de complicações, com isso, identificamos além destes  testes preditivos, o uso do CLT, que é indicado quando necessário. 

O CLT, é um dos principais testes utilizado em pacientes que atendem aos  critérios de desmame da VM, recomendado pelas Diretrizes de Prática Clínica,  publicada pelo American College of Chest Physicans, em 2017. Esse teste é utilizado  para rastrear pacientes com alto risco de desenvolver estridor pós extubação8

O edema laríngeo e a obstrução das vias aéreas após extubação é uma das  principais causas de falha na extubação. Os fatores de risco para edema laríngeo pós  extubação incluem sexo feminino, tamanho grande do tubo, entubação prolongada 9 e entubação traumática. Pacientes que apresentem condições de risco para edema  laríngeo, recebem indicação de aplicação do CLT.

O CLT pode ser aplicado de forma quantitativa ou qualitativa. O teste  quantitativo mede o volume de vazamento de ar com o manguito esvaziado e julga  obstrução das vias aéreas com base em seu volume ou proporção absoluta em  comparação com o volume maré expiratório contra um certo limite 10. A ausência de  ar expirado indica obstrução de via aérea, tornando necessário o uso de medidas que  revertam o estado do paciente, e para isso, é indicado fazer uso de corticosteroides sistêmicos antes da extubação para prevenir complicações pós-extubação 8

Apesar do CLT ter o objetivo de identificar a presença de edema laríngeo, ainda  não é um teste absolutamente confiável para pacientes de alto risco 8

O objetivo deste trabalho foi observar as fragilidades do CLT quando mal eleito  para teste preditivo, buscando maior precisão e assertividade com consequente maior  eficácia da extubação, alcançando assim maiores chances de sucesso no desmame  da ventilação mecânica, sobretudo naqueles indivíduos que apresentam maior  chance de falha, diminuindo a taxa de mortalidade advinda das suas complicações e  consequente redução dos custos causados pelo uso prolongado do  suporte ventilatório.

MÉTODOS 

Esta revisão sistemática foi desenvolvida por meio da análise de artigos  científicos, utilizando para extração as plataformas Pubmed, Scielo e Pedro. Foram  selecionadas revisões sistemáticas com e sem meta-análise, ensaios  clínicos randomizados e diretrizes clínicas para a construção deste trabalho, no  período de 10 anos. Os termos utilizados para identificação dos artigos para a  pesquisa foram: “cuff leak test”, “laryngeal stridor”, “extubation failure”, “weaning”,  “laryngeal edema”. Foram selecionados estudos que pontuassem as características  positivas e negativas do teste CLT, e estudos que avaliassem o desempenho de  outros testes preditivos de desmame da ventilação mecânica invasiva. Excluímos  aqueles com tempo de publicação maior que 10 anos e que não apresentassem  relevância para o tema.

RESULTADOS 

TABELA 1 

A tabela 1 contém informações de três artigos científicos que avaliaram o  desempenho de três tipos de intervenções utilizadas na prática clínica para identificar  a prontidão do paciente em ser realizado o desmame da ventilação mecânica.

AutorTipo de estudoN° de pacientesO que foi avaliadoIntervençãoResultados
Varón-
Veja F., et al (2024)11
Estudo
analítico
observacional
367Capacidade de
medição
objetiva da
tosse para
prever o
sucesso do
teste de
respiração
espontânea e
da extubação
Realizada a
medição objetiva
da tosse em
pacientes
internados em UTI, associada ao teste
de respiração
espontânea, com acompanhamento de 48h após
extubação
Baixa capacidade
preditiva para o
sucesso do TRE e da extubação.
Lewis K.,
et al. (2021)12
Ensaio clínico controlado
randomizado piloto
100 (56 intervenção 44
controle)
Desempenho
do Cuff Leak
Test em
pacientes
mecanicamente ventilados em
Unidade de
Terapia
Intensiva.
Adultos em UTI
aptos a extubação
realizaram o CLT
quantitativo e
qualitativo. O
resultado
qualitativo foi
comunicado
apenas ao grupo
intervenção; o
quantitativo não foi comunicado à nenhum grupo. A extubação ocorreu
independente dos resultados
Quatro pacientes em
cada braço do
estudo necessitaram
de reintubação. Não houve diferença
significativa entre os grupos.
Tokunaga
K., et al.
(2022)13
Estudo
observacional
25Possibilidade
de substituição
do CLT pela
pressão acima
do manguito
A pressão acima
do manguito foi
medida, seguida da aplicação do CLT.
Foi avaliada a
relação entre a
pressão acima do manguito e o
volume de
vazamento. Esse
procedimento foi realizado 27 vezes
A assincronia entre paciente e ventilador
ocorreu em 37% das medições do CLT, mas não durante a
pressão acima do manguito, sugerindo
ser uma alternativa
mais simples ao CLT
Fonte: desenvolvida pelo próprio autor.

TABELA 2 

A tabela 2 distribui o número de pacientes estudados por sexo.

Fonte: desenvolvida pelo próprio autor.

Nas amostras dos estudos identificados, foram avaliados no total 492 pacientes. Sendo 292 do sexo masculino e 200 pacientes do sexo feminino. 

GRÁFICO 1 

O gráfico 1 apresenta a relação do gênero sexual do total de 492 pacientes dos  três estudos analisados. Fonte: desenvolvido pelo próprio autor.

GRÁFICO 2 

Os três estudos apresentam os motivos pelos quais os pacientes foram  submetidos à ventilação mecânica invasiva. Agrupamos através da análise dos 492  pacientes abordados nos três estudos, quais as características mais frequentes que  levaram os pacientes de cada estudo ao uso da VNI. Tais informações estão  descritas no gráfico 2.

Fonte: Desenvolvido pelo próprio autor.

TABELA 3

A tabela 3 apresenta o número de pacientes que cursaram com sucesso na  extubação e aqueles que tiveram insucesso.

Fonte: desenvolvida pelo próprio autor.

GRÁFICO 3 

O gráfico 3 apresenta quantos indivíduos obtiveram sucesso com a extubação  e quantos indivíduos cursaram com insucesso. As informações descritas neste gráfico  correspondem aos estudos de Varón-Veja F., et al. 11, e Lewis K., et al. 12

Fonte: desenvolvido pelo próprio autor.

Varón-Veja F,,et al., estudou a capacidade de medição objetiva da tosse para  prever o sucesso do TRE e da extubação. Lewis K., et al., avaliou o desempenho do  CLT em pacientes mecanicamente ventilados em unidade de terapia intensiva. 

DISCUSSÃO 

A análise total das amostras dos três estudos abordados (11,12,13) resultou em  um número total de 492 pacientes, dentre eles 200 do sexo feminino (40%) (gráfico1).  Embora a avaliação do gênero das amostras não seja o objetivo principal deste  trabalho, é importante destacar que o sexo feminino possui um maior risco de  desenvolver estridor pós extubação 14 . Segundo Liliestein et al. 14 este fato pode ser  explicado pela anatomia fisiológica do gênero feminino, possuindo na maioria das  vezes um diâmetro menor da traqueia e laringe em relação aos homens. O CLT é uma  ferramenta útil para pacientes que possuem risco de desenvolver edema laringeo pós  extubação, porém, segundo Kuriyama 8 , este teste não é perfeitamente eficaz para  identificar possíveis riscos em todos os tipos de pacientes, como em todos os gêneros,  por exemplo. 

Com relação a causa mais frequente que levou os pacientes ao uso da VMI  (gráfico 2), podemos destacar a insuficiência respiratória (IR) hipoxêmica. Etiologias  graves como a IR hipoxêmica, segundo Miwa, et al. 15 apresentam desfechos piores como possível reintubação, sendo classificada como insucesso no desmame. Diante  disso, podemos ressaltar a importância de um teste preditivo que identifique com  precisão a possibilidade de desenvolver IR hipoxêmica pós extubação, pois este é um  fator considerável que leva a falha no desmame 15. O CLT analisa a possibilidade de  desenvolver edema laríngeo pós extubação e a IR pode ser consequência do edema  laríngeo, porém este teste não analisa a possibilidade da IR diretamente. Seria  interessante abordar em futuras pesquisas, testes que abordem este tema, pois isso  poderá diminuir a quantidade de pacientes que precisam ser reintubados. A  importância de diminuir a quantidade de pacientes que necessitam de reintubação se  justifica pelos riscos advindos dela, como o aumento no índice de mortalidade desses  pacientes. 

O objetivo deste trabalho é analisar a eficácia do CLT em comparação a outros  testes preditivos de sucesso no desmame da VM, buscando diminuir o uso da VMP e  da reintubação. Ao analisarmos os estudos de Varón Veja F., et al. e Lewis K., et al.,  podemos avaliar a quantidade de pacientes extubados com sucesso em cada uma  das amostras. Varón-Veja et al. 11 avaliou a capacidade preditiva da tosse associada  ao TRE para o sucesso da extubação, Lewis et al. 12 avaliou o desempenho do CLT  também mensurando o sucesso da extubação. Porém, Tokunaga et al. 13 avaliou a  viabilidade técnica da medição da pressão acima do manguito como alternativa ao  CLT, enfatizando a assincronia entre paciente e ventilador, ou seja, este estudo não  avaliou diretamente o sucesso na extubação, tais informações estão descritas na  tabela 3. 

Segundo Krinsley et al. 16 a taxa ideal de falha na extubação de um teste  preditivo está entre 5 a 10%. A tabela 3 informa a taxa de falha na extubação nos  estudos de Varón-Veja et al. 11 que é de 8,45% e de Lewis et al. 12 , que é de 8,0%.  Os valores destes dois estudos estão dentro da taxa de falha ideal descrita por  Krinsley, porém, a eficácia do uso do CLT (abordada no estudo do Lewis) ocorre  somente quando aplicado para a sua função específica, que é em pacientes que  possuem risco de desenvolver estridor pós extubação.

Quanto ao estudo de Varón-Veja que aborda a medição objetiva da tosse para  prever o sucesso do TRE e da extubação, como informado no parágrafo anterior,  também está dentro da taxa de falha ideal. A baixa taxa de falha deste teste indica  que a combinação da avaliação objetiva da tosse com o TRE demonstrou ser um  preditor de alta eficácia, resultando em extubação bem sucedida em 92% dos  pacientes. 

O estudo de Tokunaga et al. 13 embora não avalie a taxa de sucesso ou  insucesso na extubação, contribui para o aprimoramento do CLT ou como uma  alternativa mais simples, visto que o CLT apresentou assincronia entre paciente ventilador em 37% dos pacientes submetidos ao teste, diferentemente da medição da  pressão acima do manguito. A assincronia paciente-ventilador, segundo Holanda et  al. 17 , causa uma série de efeitos clínicos adversos e se associa a desfechos clínicos  indesejados, como dispneia, desconforto, piora da troca gasosa, aumento do trabalho  respiratório, lesão muscular diafragmática, entre outros prejuízos. Diante disso, é de  suma importância elaborarmos o aprimoramento da aplicabilidade do CLT ou  considerarmos alternativas que não causem assincronia.  

O CLT, possui eficácia, entretanto, sua efetividade se apresenta apenas em  pacientes que possuem risco de desenvolver estridor laríngeo pós- extubação, já em  pacientes que não apresentam risco de estridor laríngeo, como aqueles que não  tiveram uma entubação traumática ou que o tamanho do tubo não é grande o  suficiente para causar complicações, o CLT não possui tamanha competência. 

Portanto, o CLT apresenta sua eficácia quando bem eleito mas não é aplicável a todos  os tipos de pacientes. 

CONCLUSÃO  

Este trabalho conclui que ferramentas como o CLT são úteis para prever  sucesso na extubação, porém, não se enquadra a todos os tipos de pacientes, logo,  é necessário que haja uma seleção adequada de qual teste aplicar. Foi observado  também a necessidade de uma ferramenta que analise as etiologias que causam  reintubação frequentemente, como a IR hipoxêmica. Concluímos também que a  combinação de testes preditivos para prever sucesso no desmame pode ser útil,  trazendo uma maior eficácia na avaliação dos pacientes. Além disso, uma possível alternativa ao CLT deve ser considerada, levando em consideração as suas  restrições. 

Este trabalho limitou-se em seus resultados, um baixo número de pacientes  em suas amostras, o que causa certa heterogeneidade nos resultados obtidos.  Portanto, é necessário o desenvolvimento de mais pesquisas que avaliem e discutam  o desempenho dos testes preditivos, sobretudo do CLT, para que alcancemos maior  eficácia nos desfechos clínicos dos pacientes, reduzindo os prejuízos advindos da  VMP e da reintubação. 

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1Graduanda do Curso de Fisioterapia da Universidade Paulista
2Doutor em Ciências da Saúde, Mestre em Terapia Intensiva, Especialista em Reabilitação Cardiorrespiratória, Especialista em Fisioterapia Hospitalar, Professor Titular na Universidade Paulista, Professor na Faculdade de Medicina de Jundiaí, Coordenador do Programa de Residência Multiprofissional – FMJ, Coordenador do Programa de Aprimoramento em Fisioterapia Hospitalar Respiratória – HU-FMJ, Coordenador do Serviço de Fisioterapia Hospital Universitário de Jundiaí, Coordenador do Serviço de Fisioterapia, I.R.S.Sirio Libanes- HRJ.
3Graduanda do Curso de Fisioterapia da Universidade Paulista
4Graduanda do Curso de Fisioterapia da Universidade Paulista