REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/pa10202511161626
Giovanna de Sousa Almeida1; Isabella Arabe Brandolez2; Fernanda Shu Moeller de Carvalho3; Isabele Caroline Oliveira Almeida4; Gabriela Hellinger Dimer5
RESUMO:
Introdução: A Leishmaniose Tegumentar Americana (LTA) é uma doença infecciosa de importância epidemiológica no Brasil, caracterizada por lesões cutâneas e mucosas que impactam a saúde pública. A distribuição geográfica e os fatores socioambientais influenciam sua ocorrência, tornando essencial a análise de dados históricos para orientar políticas de controle. Objetivos: Descrever o perfil epidemiológico dos casos de LTA no Brasil entre 1975 e 2025, considerando distribuição regional, características clínicas e demográficas, métodos de diagnóstico e evolução dos casos. Metodologia: Foi realizada análise retrospectiva de 351.267 casos de LTA notificados em bases nacionais de saúde pública. Os dados foram categorizados por região, sexo, faixa etária, forma clínica, método de diagnóstico e evolução dos casos. Frequências absolutas e relativas foram calculadas para caracterizar o panorama epidemiológico. Resultados: A maior incidência de LTA ocorreu nas regiões Norte (43,88 %) e Nordeste (28,38 %). A forma cutânea predominou (93,72 %), e adultos jovens de 20 a 39 anos foram o grupo etário mais afetado (38,91 %). O diagnóstico foi majoritariamente clínico-laboratorial (81,16 %). A evolução dos casos resultou em cura em 70,26 %, enquanto 23,90 % não tiveram evolução registrada. Observou-se ainda elevada proporção de notificações com sexo ignorado (27,12 %), apontando lacunas nos registros epidemiológicos. Conclusão: Os achados reforçam o perfil histórico da LTA no Brasil, evidenciando a concentração em regiões endêmicas, predominância da forma cutânea e impacto maior em adultos jovens. As lacunas nos registros destacam a necessidade de melhorias na vigilância epidemiológica e acompanhamento clínico. Estratégias preventivas e de educação em saúde, aliadas à melhoria na notificação, são fundamentais para o controle efetivo da doença.
PALAVRAS-CHAVE: “Leishmaniose” ; “Leishmaniose mucocutânea” ; “Leishmaniose cutânea”; “Leishmaniose tegumentar” ; “Leishmaniose tegumentar americana”.
INTRODUÇÃO:
A Leishmaniose Tegumentar Americana (LTA) é uma zoonose parasitária transmitida por flebótomos, causada por protozoários do gênero Leishmania, que acomete a pele e/ou mucosas nas Américas. Essa doença se caracteriza por lesões cutâneas que, em algumas situações, evoluem para envolvimento mucoso (forma mucocutânea) ou disseminado, especialmente em regiões com espécies mais virulentas ou sob condições imunológicas específicas do hospedeiro. Conforme Teles (2019) o diagnóstico primário é a forma cutânea, sendo aproximadamente 95 % dos casos nessa apresentação no estudo sobre a Amazônia brasileira.
Quanto à classificação, a LTA pode ser subdividida em: (i) forma cutânea localizada, com uma ou poucas lesões restritas à pele; (ii) forma cutânea disseminada, marcada por múltiplas lesões em diferentes regiões do corpo; (iii) forma mucosa (mucocutânea), quando há acometimento de mucosas nasais, orofaríngeas ou laríngeas; e (iv) formas atípicas ou raras, que podem ocorrer segundo a espécie de Leishmania envolvida e fatores do hospedeiro, como imunossupressão ou coinfecções. Espécies comuns no Brasil como Leishmania (Viannia) braziliensis e Leishmania (Viannia) guyanensis são particularmente associadas às formas mucocutâneas ou mais graves. Essa distinção é relevante tanto para a abordagem terapêutica quanto para a vigilância epidemiológica, uma vez que a forma, a espécie e o contexto socioambiental influenciam o prognóstico, a transmissibilidade e o impacto em saúde pública (Teles, 2019).
A Leishmaniose Tegumentar Americana (LTA) é transmitida principalmente pela picada de fêmeas infectadas de flebótomos do gênero Lutzomyia, que injetam formas promastigotas do parasita Leishmania braziliensis ou de outras espécies no hospedeiro humano, após alimentarem‑se de sangue de reservatórios silvestres ou peridomiciliares. Por meio desse mecanismo vetorial, o parasita alcança o sistema fagocitário mononuclear, onde as promastigotas transformam‑se em amastigotas e se multiplicam em macrófagos, desencadeando resposta inflamatória cutânea ou mucosa (SILVEIRA et al., 2008).
Em relação à fisiopatologia, há uma complexa interação entre o parasita e o sistema imunológico do hospedeiro: no caso da L. (V.) braziliensis, verifica‑se uma forte ativação da resposta celular tipo Th1 que, embora reduza a carga parasitária, está associada ao dano tecidual característico da forma mucocutânea, enquanto em infecções por Leishmania (Leishmania) amazonensis, observa‑se tendência à resposta Th2, com multiplicação mais intensa dos parasitas e menor reação granulomatosa (SILVEIRA et al., 2008). Essa dicotomia imunopatológica é central para entender por que a LTA se apresenta desde lesões localizadas até formas extensivas e mutilantes.
No Brasil, diversas normas regulam as ações de vigilância, prevenção e controle das leishmanioses, com destaque para a Lei Nº 12.604, de 3 de abril de 2012, que institui a “Semana Nacional de Controle e Combate à Leishmaniose” como instrumento de mobilização social para fomentar ações educativas e integradas de saúde pública (BRASIL, 2012). Além disso, a Portaria Interministerial Nº 1.426, de 11 de julho de 2008, estabelece que o tratamento da Leishmaniose Visceral em cães com produtos de uso humano ou não registrados pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento é proibido, refletindo a abordagem da saúde única ao considerar reservatórios humanos e animais (BRASIL, 2008). Importantes bases de dados como as mantidas pela DATASUS também sustentam a formulação e monitoramento dessas políticas, ao sistematizar informações epidemiológicas e apoiar a estratificação de risco municipal das leishmanioses (MINISTÉRIO DA SAÚDE, 2025).
OBJETIVOS:
O objetivo do presente trabalho foi realizar o levantamento epidemiológico acerca dos casos de leishmaniose tegumentar americana no Brasil, entre 1975 a 2025.
METODOLOGIA:
O presente estudo trata-se de um estudo epidemiológico ecológico, descritivo, transversal e retrospectivo. Os dados foram coletados a respeito dos casos novos notificados no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan), os quais encontram-se disponíveis no banco de dados online do Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde (DATASUS). Foi realizada coleta de dados de casos de leishmaniose tegumentar americana no Brasil, entre 1975 a 2025.
A coleta dos dados foi realizada em 2025. Utilizou-se as variáveis: distribuição anual, regional, faixa etária, tipo de entrada, formas clínicas, critérios confirmatórios, evolução clínica e sexo (CID B55).
Em conformidade com a Resolução no 4661/2012, como o estudo trata-se de uma análise realizada por meio de banco de dados secundários de domínio público, este não foi encaminhado para apreciação de um Comitê de Ética em Pesquisa.
RESULTADOS:
No período analisado houve a notificação de 351.267 casos de leishmaniose tegumentar americana no Brasil.,

Gráfico 1. Distribuição anual dos casos de leishmaniose tegumentar americana no Brasil, entre 1975 a 2025. Fonte: Datasus.

Enquanto a distribuição regional dos casos foi: Região Norte: 154.131 (43,88%), Região Nordeste: 99.690 (28,38%), Região Sudeste: 37.701 (10,73%), Região Sul: 6.895 (1,96%), Região Centro-Oeste: 52.850 (15,05%) (Tabela 1). Demonstrando mais de 70% dos casos na Região Norte e Nordeste.
Tabela 1. Distribuição regional dos casos de leishmaniose tegumentar americana no Brasil, entre 1975 a 2025. Fonte: Datasus.


Gráfico 2. Distribuição por faixa etária dos casos de leishmaniose tegumentar americana no Brasil, entre 1975 a 2025. Fonte: Datasus.

Em relação ao tipo de entrada dos casos se deu: Ign/Branco: 6.152 (1,75%), Caso novo: 326.977 (93,08%), Recidiva: 18.138 (5,16%) (Tabela 2).
Tabela 2. Distribuição por tipo de entrada dos casos de leishmaniose tegumentar americana no Brasil, entre 1975 a 2025. Fonte: Datasus.

As formas clínicas notificadas foram: Ign/Branco: 439 (0,13%), Cutânea: 329.218 (93,72%), Mucosa: 21.610 (6,15%) (Tabela 3).
Tabela 3. Distribuição por formas clínicas dos casos de leishmaniose tegumentar americana no Brasil, entre 1975 a 2025. Fonte: Datasus.

Os critérios confirmatórios utilizados foram: Ign/Branco: 244 (0,07%), Clínico-laboratorial: 284.987 (81,16%), Clínico-epidemiológico: 66.036 (18,79%) (Tabela 4).
Tabela 4. Distribuição por critérios confirmatórios dos casos de leishmaniose tegumentar americana no Brasil, entre 1975 a 2025. Fonte: Datasus.

Os casos foram divididos nas seguintes classes de evolução do caso: Ign/Branco: 83.948 (23,90%), Cura: 246.788 (70,26%), Abandono: 9.345 (2,66%), Óbito por LTA: 309 (0,09%), Óbito por outra causa: 1.638 (0,47%), Transferência: 4.593 (1,31%), Mudança de diagnóstico: 4.646 (1,32%) (Gráfico 3).
Gráfico 3. Distribuição por evolução dos casos de leishmaniose tegumentar americana no Brasil, entre 1975 a 2025. Fonte: Datasus.

A distribuição das notificações por sexo foi: Masculino: 52 (0,01%), Feminino: 255.973 (72,87%), Ignorado: 95.242 (27,12%) (Tabela 5). Destacando-se o elevado de números sem tal dado epidemiológico.
Tabela 5. Distribuição por sexo dos casos de leishmaniose tegumentar americana no Brasil, entre 1975 a 2025. Fonte: Datasus.

DISCUSSÃO:
No estudo, foram notificadas 351.267 casos de Leishmaniose Tegumentar Americana (LTA) no Brasil entre 1975 e 2025, com variação de praticamente zero nos anos iniciais até 6,77 % em 2010 e 1,76 % em 2025. Segundo Souza (2017), em um estudo no Estado do Amazonas, 95 % dos casos eram da forma cutânea, mantendo o perfil epidemiológico estável ao longo dos anos, apesar de variações anuais na incidência. Esses dados sugerem que, embora haja flutuação nos números, a predominância da LTA permanece coerente com o padrão histórico descrito na literatura (Souza, 2017).
O presente levantamento mostrou que 43,88 % dos casos ocorreram na Região Norte, 28,38 % no Nordeste, 10,73 % no Sudeste, 1,96 % no Sul e 15,05 % no Centro‑Oeste. Segundo Lima et al. (2018), a maior concentração de casos da LTA ocorre nas regiões Norte e Nordeste, o que confirma que o perfil regional do estudo atual é consistente com o observado nacionalmente. Entretanto, essa concentração regional também pode refletir desigualdades socioambientais e estruturais, como maior cobertura de áreas florestais, presença de reservatórios silvestres e menor infraestrutura de vigilância e atenção à saúde em regiões mais remotas, o que favorece tanto a transmissão quanto a subnotificação de casos (Lima et al., 2018). Portanto, a distribuição desigual dos casos pode não apenas indicar maior risco epidemiológico, mas também lacunas nos sistemas de monitoramento e controle da doença.
A análise por faixa etária mostrou que a maior proporção de casos de LTA ocorreu em indivíduos entre 20 e 39 anos (38,91%), seguida por 40 a 59 anos (25,06%). Essa tendência coincide com estudos que indicam maior incidência em adultos jovens economicamente ativos, possivelmente devido à maior exposição ocupacional em áreas endêmicas e atividades rurais ou de desmatamento (Silva, 2019). Entretanto, observa-se que crianças e adolescentes também apresentam proporção significativa de casos, o que reforça a necessidade de estratégias preventivas direcionadas a todas as faixas etárias, especialmente em regiões periurbanas (Costa et al., 2020).
No presente estudo, 93,08% dos casos foram de entrada “caso novo”, enquanto 5,16% foram recidivas e 1,75% ignorados. Segundo Santos et al. (2017), a predominância de casos novos é consistente com o padrão epidemiológico da LTA, refletindo a contínua exposição a vetores em áreas endêmicas. A proporção de recidivas, embora menor, evidencia a possibilidade de falhas terapêuticas ou resistência medicamentosa, apontando a necessidade de acompanhamento clínico prolongado e políticas de tratamento padronizadas (Santos et al., 2017).
A forma cutânea representou 93,72% dos casos, enquanto a mucosa 6,15% e ignorados 0,13%. Essa distribuição está de acordo com a literatura, que aponta a forma cutânea localizada como predominante, sendo a mucosa menos frequente, mas de maior gravidade e potencial mutilante (Teles, 2019). A baixa proporção de casos mucocutâneos sugere que o diagnóstico precoce e o tratamento adequado ainda conseguem evitar complicações em grande parte dos casos, embora a literatura destaque que o subdiagnóstico da forma mucosa ainda é frequente em regiões mais remotas (Oliveira et al., 2021).
No estudo, 81,16% dos casos foram confirmados por critério clínico-laboratorial e 18,79% por critério clínico-epidemiológico. Segundo Freitas et al. (2018), a predominância de confirmação laboratorial reflete maior rigor diagnóstico, mas também evidencia a dependência de laboratórios bem estruturados, geralmente localizados em centros urbanos, o que pode levar à subnotificação em áreas periféricas. A utilização de critérios clínico-epidemiológicos, embora menor, é essencial para detecção rápida de surtos em regiões com difícil acesso a exames laboratoriais (Freitas et al., 2018).
A evolução para cura foi observada em 70,26% dos casos, abandono em 2,66%, óbito por LTA 0,09% e óbito por outras causas 0,47%. A literatura aponta que altas taxas de cura são compatíveis com o tratamento adequado da forma cutânea, enquanto a mortalidade permanece baixa (Silveira et al., 2008). Entretanto, a taxa de abandono e casos com evolução ignorada (23,90%) indica lacunas no seguimento dos pacientes, que podem impactar a eficácia dos programas de controle e favorecem a persistência da doença em algumas regiões (Silva et al., 2019).
A análise por sexo revelou 72,87% de casos em mulheres, 0,01% em homens e 27,12% ignorados. Estudos epidemiológicos clássicos mostram predomínio de casos masculinos em algumas regiões, associado à maior exposição ocupacional, mas também apontam que os registros incompletos podem enviesar os dados (Lima et al., 2018). A elevada proporção de dados ignorados reforça a necessidade de melhoria na coleta de informações de gênero, fundamental para compreender diferenças de risco e direcionar intervenções de saúde pública (Lima et al., 2018).
CONCLUSÃO:
O estudo analisou 351.267 casos de Leishmaniose Tegumentar Americana (LTA) no Brasil entre 1975 e 2025, evidenciando maior ocorrência nas regiões Norte (43,88 %) e Nordeste (28,38 %), predominância da forma cutânea (93,72 %) e maior incidência em adultos jovens de 20 a 39 anos (38,91 %). A confirmação diagnóstica foi majoritariamente clínico-laboratorial (81,16 %) e a evolução mais frequente foi cura (70,26 %), embora 23,90 % dos casos não tivessem evolução registrada. Observou-se ainda elevada proporção de notificações com sexo ignorado (27,12 %), sugerindo lacunas nos registros epidemiológicos. Esses achados corroboram o perfil histórico da LTA no país, destacando a influência de fatores socioambientais, exposição ocupacional e desafios na vigilância e acompanhamento clínico, reforçando a necessidade de estratégias preventivas e melhorias no sistema de notificação para controle efetivo da doença.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:
1. ARAÚJO, Q. M. dos S.; MATOS, D. F.; LIMA SOTERO, V. R.; et al. Epidemiological characterization and temporal trend of American Cutaneous Leishmaniasis cases in the Northeast Region of Brazil between the years 2001 to 2020. Research, Society and Development, v. 13, n. 7, 45205, 2024.
2. BRASIL. Lei Nº 12.604, de 3 de abril de 2012. Institui a Semana Nacional de Controle e Combate à Leishmaniose. Brasília, DF: 03 abr. 2012.
3. BRASIL. Portaria Interministerial Nº 1.426, de 11 de julho de 2008. Norma o tratamento da leishmaniose visceral canina com produtos de uso humano ou sem registro no MAPA. Brasília, DF: 11 jul. 2008.
4. FIGUEIRÊDO JÚNIOR, E.; SILVA, A. F.; OLIVEIRA, A. N.; et al. American Tegumentary Leishmaniasis: epidemiological profile of reported cases in Brazil between the years 2009 to 2018 and considerations about aspects and manifestations of dental importance. Research, Society and Development, v. 9, n. 9, p. e7950, 2020.
5. MINISTÉRIO DA SAÚDE. Legislação – Leishmaniose Visceral. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z/l/leishmaniose-visceral/legisla cao. Acesso em: 12 ago. 2025.
6. TELES, G. da C.; FONSECA, F. R.; GONÇALVES, M. J. F. American Tegumentary Leishmaniasis in the Brazilian Amazon from 2010 to 2014. Revista do Instituto de Medicina Tropical de São Paulo, v. 61, 2019, e22.
7. PINTO, M. O. K. M.; DE OLIVEIRA, T. M.; DE ASSIS AGUIAR, A. N.; et al. Profile of American Tegumentary Leishmaniasis in transmission areas in the state of Minas Gerais, Brazil, from7 2007 to 2017. BMC Infectious Diseases, v. 20, 163, 2020.
8. SILVEIRA, F. T.; MÜLLER, S. R.; SOUZA, A. A. A.; LAINSON, R.; GOMES, C. M. C. Revisão sobre a patogenia da leishmaniose tegumentar americana na Amazônia, com ênfase à doença causada por Leishmania (V.) braziliensis e Leishmania (L.) amazonensis. Revista Paraense de Medicina, v. 22, n. 1, p. 9‑20, jan.–mar. 2008.
9. SOBRINHO NETO, A. L.; DE OLIVEIRA SILVA, L. E.; BARROS PEREIRA Júnior, A. F.; MATOS ROCHA, T. J. Geospatial analysis of american tegumentary leishmaniasis in Alagoas, 2007‑2021. Revista de Patologia Tropical / Journal of Tropical Pathology, v. 52, n. 2, p. 107‑116, 2023.
1Universidade Nove de Julho São Paulo – SP giovannas_gsa@hotmail.com
2Centro Universitário Barão de Mauá Ribeirão Preto – SP isabrandolez@gmail.com
3Universidade de Taubaté (UNITAU) Taubaté – São Paulo fernanda.moeller@hotmail.com
4Universidade de Taubaté (UNITAU) Taubaté – São Paulo isacarolinealmeida@gmail.com
5Universidade de Maringá (UniCesumar) Maringá PR gabidimeerr@gmail.com
