A EFICÁCIA DOS PROTETORES BUCAIS NA PREVENÇÃO DE LESÕES ORAIS E MAXILOFACIAIS EM ATLETAS: ANÁLISE COMPARATIVA ENTRE OS DIFERENTES TIPOS E SUA ACEITAÇÃO PELOS PRATICANTES

REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/cl10202511191458


Sâmia Priscilla Homem Neres
Natasha Almeida Moniz Barreto
Orientadora: Prof. Dra. Sissy Maria dos Anjos Mendes


1. INTRODUÇÃO:

Com o aumento da busca por práticas esportivas voltadas à melhoria da qualidade de vida, os esportes de maior impacto têm ganhado cada vez mais destaque. No entanto, essa popularização também eleva o risco de traumas orofaciais, especialmente entre os praticantes de modalidades com contato direto, muitos dos quais não utilizam ou não se adaptam ao uso de dispositivos de proteção.

Segundo Fonseca, em 2019, reconhecer e compreender as questões relacionadas ao uso de protetores bucais é fundamental na prática odontológica. Cabe ao cirurgião-dentista identificar e analisar, durante o acompanhamento de atletas, os fatores de risco que podem favorecer o surgimento de lesões orofaciais. Essa atuação preventiva contribui significativamente para a manutenção da saúde bucal e, por consequência, para a melhora do desempenho esportivo.

A ocorrência de traumatismos dentários relacionados à prática esportiva representa uma parcela significativa dos casos registrados, atingindo expressiva parte da população. Esses eventos podem resultar em perdas dentárias permanentes, seja de forma imediata, no momento do impacto, ou tardiamente, em função de complicações como reabsorções radiculares. Estima-se que os traumas decorrentes de atividades esportivas correspondam entre 14% a 39% das etiologias de traumatismos dentários, configurando-se como a terceira principal causa de lesões na região orofacial que demandam atendimento clínico (BASTIDA et al. 2011).

Segundo NETO, 2024, em seu trabalho, afirma que os traumas gerados nas práticas desportivas podem ser prevenidos com o uso do protetor bucal, apontando para o cirurgião-dentista a importância de compreender e atuar na odontologia esportiva conscientizando sobre a prevenção esportiva e sobre o uso e conhecimento de protetores bucais.

As principais injúrias que acometem a cavidade oral dos atletas durante a prática de esportes são: sangramento gengival, corte em tecidos moles adjacentes (lábios, gengiva, bochechas e língua), fraturas dento alveolar e avulsões dentárias (GARCIA, 2024).

A literatura especializada aponta uma redução superior a 50% na incidência de lesões entre os praticantes que fazem uso adequado desses dispositivos. Lima et al. 2013, recomenda a utilização de protetores bucais por crianças e adolescentes envolvidos em atividades esportivas como ginástica, handebol, basquete, futebol, ciclismo, skate, boxe, artes marciais, vôlei, rugby, futsal, entre outras. Essa recomendação estende-se não apenas ao esporte competitivo e federado, mas também às práticas esportivas escolares, devendo o uso desses dispositivos ser incentivado como medida preventiva. 

Os protetores bucais podem ser classificados em três tipos principais: os modelos prontos para uso (pré-fabricados), os moldáveis por calor (termoplásticos) e os confeccionados sob medida (personalizados). De modo geral, tanto atletas profissionais quanto amadores tendem a optar pelos dois primeiros tipos devido ao menor custo e à facilidade de aquisição. No entanto, essas versões apresentam limitações significativas, como o desconforto provocado pelo volume excessivo e a adaptação inadequada à arcada dentária do usuário, uma vez que são produzidas em formatos padronizados, não personalizados, (BITTENCOURT et al. 2021).

Os protetores bucais atuam como barreiras eficazes entre os dentes e os tecidos moles da cavidade oral, contribuindo para a absorção e dissipação das forças geradas por impactos, funcionando como uma espécie de amortecedor. Além desses dispositivos, o uso de equipamentos adicionais de proteção, como capacetes e máscaras faciais, têm se mostrado eficaz na mitigação de lesões orofaciais, bem como na redução da incidência de concussões, hemorragias intracranianas, perda de consciência e outras complicações neurológicas graves, potencialmente fatais. De acordo com dados da Academia Americana de Odontologia do Esporte, a utilização adequada desses dispositivos pode reduzir em até 80% a probabilidade de ocorrência de traumatismos dentários (BASTIDA et. al 2011).

Diante do crescente número de lesões orofaciais relacionadas à prática esportiva, o presente trabalho analisa os fatores que influenciam o uso de protetores bucais entre atletas, sejam eles profissionais ou amadores. Busca-se compreender a relação entre a frequência e a gravidade dos traumas faciais e a adesão ao uso desses dispositivos de proteção, além de avaliar a percepção e aceitação dos praticantes em relação à sua utilização. 

2. REFERENCIAL TEÓRICO

2.1 ODONTOLOGIA DO ESPORTE:

De França et al. (2024) relata em seu trabalho que a odontologia do esporte é uma especialidade considerada multidisciplinar e que atua na prevenção, diagnóstico de patologias bucais, tratamentos de traumatismo orofacial e também na manutenção da saúde bucal do atleta. Além da confecção de protetores bucais como forma de prevenir, existe a preocupação na especialidade em incluir o diagnóstico de doenças que acometem a cavidade bucal e patologias que podem vir a afetar o desempenho do atleta e possui como foco manter o bem-estar, tratando doenças da cavidade oral. 

Mesmo sendo uma área com grande potencial, segundo Faria et al. (2022)., tanto para atendimento clínico quanto para pesquisa, após cinco anos desde seu reconhecimento como especialidade, a odontologia do esporte era a especialidade com menor número de profissionais registrados no Brasil. Sendo em janeiro de 2020 apenas 28 profissionais credenciados como especialistas no CFO, correspondendo apenas a 0,023% do número geral de cirurgiões-dentistas especialistas do país e sem fatores que justifiquem esse fato ocorrido.

Segundo Teixeira (2021) em sua revisão bibliográfica, as enfermidades bucais que mais atingem os atletas são: cárie, problema periodontal, má oclusão, disfunção temporo-mandibular (DTM), erosão dentária, traumatismos orofaciais e terceiros molares inclusos.

Os atletas devem estar informados da forma que a saúde bucal influencia, no bem-estar geral e também no rendimento físico. As patologias bucais geram complicações que vão além de uma dor de dente, podendo diminuir a disposição e capacidade de concentração. Também é ressaltado a importância de implementação de estratégias consideradas preventivas, para orientar sobre higiene oral e dissipar informações sobre hábitos bucais que são considerados deletérios.  

2.2 PROTETORES BUCAIS:

Segundo os autores Sizo et al (2009) e Cardoso (2007) os protetores bucais tem como principais funções:

2.2.1 Funções dos protetores bucais

De acordo com Sizo et al. (2009) e Cardoso (2007), os protetores bucais desempenham diversas funções essenciais para a proteção da cavidade oral durante a prática esportiva. Entre suas principais atribuições, destacam-se:

  • Proteger os tecidos moles — como lábios, bochechas e língua — evitando o contato direto com as estruturas duras e, consequentemente, prevenindo lacerações e equimoses;
  • Reduzir o impacto sobre os dentes anteriores, distribuindo as forças geradas em choques ou colisões por toda a arcada dentária;
  • Impedir o contato direto entre os dentes antagonistas, preservando bordas incisais, cúspides e restaurações;
  • Evitar a aspiração ou deglutição acidental de fragmentos dentários, promovendo estabilização em casos de fraturas ou avulsões;
  • Proteger as articulações temporomandibulares e o sistema craniano, prevenindo deslocamentos dos côndilos e possíveis concussões ou lesões intracranianas;
  • Reduzir a frequência e a gravidade das lesões orofaciais;
  • Contribuir para o desempenho esportivo, proporcionando maior sensação de segurança ao atleta.

2.2.2 Características ideais dos protetores bucais

O desempenho dos protetores bucais pode variar conforme o tipo de material empregado, a geometria do dispositivo, o método de fabricação e a espessura utilizada (CANIÇO, 2016). Considerando esses fatores, a American Dental Association (ADA), em 1984, estabeleceu princípios fundamentais para a confecção adequada do protetor bucal. Segundo essa entidade, o dispositivo deve: recobrir todos os dentes; ser preferencialmente utilizado na arcada superior; interferir o mínimo possível na fala e na respiração; oferecer conforto e boa adaptação às estruturas orais; apresentar resistência a rasgos, deformações e perfurações; ser inodoro e insípido; possuir espessura apropriada; garantir estabilidade, retenção e ajuste adequados; além de permitir fácil higienização e desinfecção.

Os materiais mais utilizados para a fabricação desses dispositivos incluem borrachas, silicones e diferentes tipos de etileno-vinil-acetato (EVA). A escolha da espessura está diretamente relacionada ao nível de proteção desejado e à modalidade esportiva praticada (SOUSA, 2015).

2.2.3 Tipos de protetores bucais

De acordo com (FONSECA et al. 2019), os protetores bucais possuem 4 tipos de classificações:

Tipo I – Pronto para uso (universal):

São feitos em tamanhos padrão (P, M e G), de látex ou PVC, vendidos em lojas de esportes. Têm baixo custo e várias cores. Não se ajustam bem na boca, saem com facilidade, atrapalham a fala e a respiração. Só ficam no lugar quando o atleta morde, o que pode causar desconforto e risco de engasgo.

Fonte: *

Tipo II – Termomoldavel:

Também vendidos prontos, mas permitem certo ajuste. Devem ser colocados em água quente e moldados na boca com os dedos. São feitos de EVA e silicone. Apesar de serem mais confortáveis que o tipo I, podem causar queimaduras se usados incorretamente. São comuns em esportes como boxe e MMA.

Fonte: *

Tipo III – Personalizado:

Feito sob medida por dentistas, a partir de um molde da boca do atleta. Se ajusta perfeitamente, garantindo maior conforto e proteção. Pode ser feito de vários materiais, sendo o EVA o mais usado para absorver bem os impactos e ter um custo acessível.

Fonte: *

Tipo IV – Multilaminado:

Também personalizado, é feito com várias camadas de EVA, moldadas com máquinas de vácuo e pressão. Permite diferentes espessuras para aumentar a proteção. É considerado o mais seguro e eficiente entre todos os tipos.

Para que desempenhem adequadamente sua função protetiva, é essencial que os protetores bucais apresentem características específicas. Eles devem oferecer uma adaptação adequada à arcada dentária do usuário, ser confeccionados com materiais que promovam a absorção eficiente de energia e permitir a distribuição das forças geradas por impactos. Além disso, a espessura recomendada situa-se entre 3 e 4 mm, especialmente nas áreas de maior exposição, como cúspides e margens dentárias. É importante ressaltar que o aumento excessivo da espessura não resulta necessariamente em maior proteção, podendo inclusive prejudicar a fala, a respiração e o conforto durante o uso (RAPOSO et al. 2023).

Fonte: *

2.2.4 Higiene dos protetores bucais

De acordo com Rodrigues (2016), a durabilidade dos protetores bucais está diretamente relacionada aos cuidados de higienização e armazenamento adotados pelo usuário. O autor apresenta diversas orientações que contribuem para a conservação e a eficácia do dispositivo, tais como:

  • Realizar a limpeza sob água corrente, utilizando escova e sabão neutro ou uma pasta dental não abrasiva, a fim de prevenir a proliferação de microrganismos patogênicos e oportunistas;
  • Armazenar o protetor em uma caixa ventilada ou, alternativamente, em um saco plástico contendo uma pequena bola de algodão úmida, permitindo que o dispositivo seque naturalmente;
  • Evitar qualquer tipo de dobra, prevenindo deformações e possíveis rasgos no material;
  • Não expor o protetor diretamente à luz solar ou deixá-lo dentro de veículos, pois o calor excessivo pode causar ressecamento e deformação do equipamento;
  • Umedecer o protetor antes de colocá-lo na boca, facilitando o encaixe e aumentando o conforto durante o uso;
  • Manter o uso individual do dispositivo, não o compartilhando com outras pessoas;
  • Procurar o cirurgião-dentista caso sejam observados danos, desconfortos ou alterações no protetor.

2.3 ACEITAÇÃO\ ADAPTAÇÃO DOS ATLETAS: 

Apesar da alta exposição a impactos durante a prática do esporte, (Stein et al. 2020) afirma sobre o uso do protetor bucal ainda ser amplamente subestimado, seja pela falta de informação sobre sua importância, seja pelo desconforto relatado durante o uso. Esse desconforto, em grande parte, está associado à má adaptação dos protetores bucais dos tipos I e II, que, embora mais acessíveis financeiramente, apresentam menor capacidade de ajuste anatômico. Em contrapartida, os modelos personalizados têm demonstrado alta eficácia na prevenção de lesões orofaciais, além de representarem um investimento economicamente viável, já que seu custo pode ser até 26 vezes inferior ao valor necessário para o tratamento de traumas decorrentes da ausência de proteção adequada.

LIMA RAMOS, 2024, afirma em seu trabalho que as artes marciais, em particular, apresentam uma alta prevalência de lesões dentárias, com aproximadamente 42% dos praticantes relatando algum tipo de trauma orofacial ao longo de suas carreiras. Sendo esse um número elevado devido ao contato direto, que se faz presente nas modalidades. No entanto, o uso de protetores bucais entre os atletas de artes marciais é muito baixo, variando entre 10% e 20%. O autor, também reforça que muitos esportistas afirmaram que o uso de protetores bucais interferem em sua capacidade de respirar e falar, os levando a evitar sua utilização durante as práticas esportivas, principalmente em modalidades nas quais a fala e a comunicação são requeridas. O desconforto e a falta de cultura no meio esportivo que promova o uso e os benefícios de forma sistemática também influenciam de forma negativa a adesão.

Araújo et al (2021) avaliaram, através de questionário estruturado, os atletas da seleção brasileira de judô, masculina e feminina, referentes ao uso de protetores bucais. Os resultados sugeriram que a maioria dos atletas já sofreu algum tipo de traumatismo orofacial durante a prática do judô e a maior parte dos atletas não utiliza o protetor bucal, por diversos fatores. Os traumas orofaciais que mostraram alta prevalência foram as lacerações de lábio, língua e mucosa jugal e o nível de conhecimento dos mesmos sobre o uso de protetores bucais se mostrou baixo, apontando a necessidade de ações informativas aos atletas.

Ao realizarem um projeto de extensão universitária, com o objetivo de verificar o conhecimento de atletas sobre traumas dentários, a prevalência e os tipos de traumas ocorridos no esporte, uso prévio do protetor bucal e avaliar o impacto das ações educativas/preventivas implementadas nesta população. Os autores observaram que os atletas demonstraram pouco conhecimento sobre trauma dentário, a prevalência de trauma e uso prévio ao protetor, foram maiores nos atletas da categoria de esportes de luta, e após as palestras, os atletas apresentaram melhora no conhecimento sobre o trauma e alta adesão ao uso de protetores bucais personalizados. Ribeiro et al (2021)

3. OBJETIVOS 

3.1 OBJETIVO GERAL:

Analisar a eficácia dos diferentes tipos de protetores bucais na prevenção de lesões orais e maxilofaciais em atletas, bem como a aceitação desses dispositivos pelos praticantes de esportes.

3.2 OBJETIVOS ESPECÍFICOS: 

  • Comparar a eficiência protetiva entre os tipos de protetores bucais (pré-fabricados, termoplásticos e personalizados);
  • Avaliar a relação entre o tipo de protetor utilizado e a ocorrência de lesões orofaciais;
  • Identificar as percepções e o nível de conforto relatados pelos praticantes em relação ao uso dos diferentes modelos de protetores bucais.

4. METODOLOGIA

Este estudo adota uma abordagem metodológica de revisão bibliográfica, com o objetivo de investigar a eficácia e a adaptação das diferentes classificações de protetores bucais (tipos I, II, III e IV) em atletas que praticam modalidades esportivas de contato.

Para embasar a pesquisa, realiza-se uma ampla revisão da literatura científica disponível em bases renomadas, incluindo PubMed, Scientific Electronic Library Online (SciELO), Lilacs – BVS e Google Acadêmico. A estratégia de busca estrutura-se com os termos protetor bucal, lesões faciais e mouthguard, combinados pelo operador booleano AND. Além disso, utilizam-se os Descritores em Ciências da Saúde (DeCS): clinical protocol, athletic injuries e tooth injuries. A busca considera os idiomas inglês e português, assegurando um escopo internacional à análise.

A seleção dos estudos segue critérios rigorosos de inclusão, abrangendo artigos publicados entre 2009 e 2025, que abordem diretamente a temática proposta. Consideram-se apenas trabalhos científicos de acesso gratuito, incluindo revisões de literatura, desde que apresentem relevância metodológica e sejam selecionados com base na análise dos resumos.

Os critérios de exclusão englobam artigos sem resumo disponível, estudos que não tratem da temática em questão, documentos duplicados ou que não apresentem embasamento em evidências científicas.

Dessa forma, busca-se garantir que os resultados obtidos se fundamentam em pesquisas sólidas e confiáveis, promovendo uma análise crítica e consistente sobre o impacto dos diferentes tipos de protetores bucais na prática de esportes de contato

5. RESULTADOS 

Espera-se que, através desta pesquisa, haja contribuição de forma significativa durante o atendimento clínico do cirurgião-dentista que lida com pacientes praticantes de esportes, acerca do uso e dos benefícios do protetor bucal, para a compreensão dos impactos positivos que o dispositivo carrega em relação à prevenção de traumas orofaciais durante as práticas esportivas. 

Assim como, é esperado que o profissional esteja mais preparado ao orientar o paciente, incentivando o bem-estar e saúde bucal de forma preventiva e inserindo o uso dos protetores bucais como medida de rotina dos seus pacientes, durante suas práticas no esporte.

O estudo oferece uma revisão de forma rica, criteriosa e ética que ajuda a identificar qual a melhor escolha do protetor e o tipo de material a ser utilizado, conforme a pesquisa, têm-se quatro tipos de protetores, onde se destaca o personalizado pela sua adaptação, segurança e duração.

Por fim, os resultados esperados do presente estudo é que ajudem no dia a dia clínico do cirurgião-dentista, para que ele consiga ampliar as discussões sobre os benefícios dos protetores bucais, assim como dar visibilidade a temática e contribuindo para o incentivo de novas discussões científicas que estimulem pesquisas voltadas à inovação do dispositivo utilizado, expandindo o conhecimento sobre sua eficácia e promovendo sua utilização.

6. DISCUSSÃO

A utilização de protetores bucais durante a prática esportiva tem se consolidado como uma medida essencial para a prevenção de traumas orofaciais, sendo considerada um componente importante da odontologia do esporte moderno. A literatura evidencia que a frequência e a gravidade das lesões bucais variam conforme o tipo de esporte e o modelo de protetor utilizado, demonstrando que a escolha adequada do dispositivo influencia diretamente na eficácia da proteção e na adesão dos atletas ao seu uso (Araújo et al., 2021; Bittencourt et al., 2021). A discussão sobre os diferentes tipos de protetores bucais – pré-fabricados, termoplásticos e personalizados – permite compreender as vantagens e limitações de cada um, considerando aspectos de segurança, conforto e aceitação pelos praticantes, elementos fundamentais para o sucesso da sua utilização preventiva (Fonseca e Labuto, 2019).

Diversos autores apontam que os protetores bucais personalizados, confeccionados sob medida a partir do molde da arcada dentária do atleta, apresentam superioridade na absorção e dissipação dos impactos quando comparados aos modelos pré-fabricados e termoplásticos (Stein et al., 2020; Raposo et al., 2023). Essa eficácia se deve à adaptação anatômica precisa e à estabilidade durante o uso, reduzindo significativamente o risco de deslocamentos e, consequentemente, de lesões dentárias e maxilofaciais. Além disso, o conforto e a capacidade respiratória preservada são fatores que contribuem para a adesão a esse tipo de protetor, uma vez que modelos mal adaptados tendem a gerar desconforto e dificultar a ventilação durante a prática esportiva (Rodrigues, 2016). Em contrapartida, os protetores pré-fabricados, por serem adquiridos prontos, apresentam baixa retenção e adaptação, o que compromete sua eficácia e leva muitos atletas a abandonarem o uso, apesar do menor custo (Lima, 2013; Bastida et al., 2011).

Estudos comparativos indicam que a taxa de lesões orofaciais é significativamente menor entre os atletas que utilizam protetores bucais personalizados. Araújo et al. (2021) observaram que, em uma equipe brasileira de judô, a prevalência de traumas dentários foi mais elevada entre os praticantes que não faziam uso do protetor ou que utilizavam modelos genéricos. De modo semelhante, Ribeiro et al. (2021) destacam que ações educativas associadas à confecção de protetores personalizados reduziram substancialmente a incidência de traumas e aumentaram o conhecimento sobre a importância da proteção bucal. Essa correlação reforça o papel fundamental da educação preventiva e da atuação do cirurgião-dentista do esporte na conscientização dos atletas, promovendo não apenas o uso, mas a escolha do tipo mais adequado para cada modalidade (Teixeira et al., 2021).

A relação entre o tipo de protetor bucal e a ocorrência de lesões orofaciais também é discutida sob o ponto de vista biomecânico. Raposo et al. (2023) descrevem que os protetores multilaminados tipo IV, confeccionados com diferentes camadas de materiais termoplásticos, proporcionam absorção de impacto superior e maior resistência à deformação. Essa tecnologia melhora a eficiência protetiva sem comprometer o conforto, tornando-se uma opção preferencial em esportes de contato intenso, como artes marciais e esportes coletivos. Corroborando essa visão, Neto et al. (2024) ressaltam que a prática de esportes de alto impacto está associada a uma maior frequência de fraturas dentárias, lacerações labiais e lesões ósseas, e que o uso de protetores bucais de qualidade é determinante para minimizar esses danos.

Além do aspecto protetivo, a literatura enfatiza o papel dos protetores bucais na melhoria da performance e do bem-estar psicológico dos atletas. O uso de dispositivos mal adaptados pode gerar desconforto, afetar a respiração e até interferir na oxigenação, comprometendo o rendimento físico (Rodrigues, 2016). Já os modelos personalizados, ao proporcionarem conforto e ajuste preciso, favorecem o equilíbrio oclusal e reduzem a fadiga muscular, o que, segundo Bittencourt et al. (2021), contribui para o desempenho esportivo. A Odontologia do Esporte, portanto, atua não apenas na prevenção de traumas, mas também na promoção da saúde integral do atleta, abrangendo fatores funcionais e psicológicos (Faria et al., 2022).

A aceitação dos diferentes tipos de protetores bucais pelos praticantes de esportes tem relação direta com fatores como conforto, facilidade de fala e respiração, estética e sensação de segurança durante o uso. Diversos estudos apontam que, embora os atletas reconheçam a importância do protetor bucal, muitos optam por não utilizá-lo regularmente devido ao desconforto e à interferência na comunicação durante a prática esportiva (Araújo et al., 2021; Bastida et al., 2011). Essa resistência é mais acentuada entre usuários de protetores pré-fabricados, que apresentam adaptação limitada e maior espessura, o que prejudica a articulação da fala e causa desconforto na mucosa (Fonseca e Labuto, 2019).

Os protetores termoplásticos, por sua vez, oferecem uma adaptação intermediária e custo acessível, sendo moldados por aquecimento em água quente e posterior mordida do atleta. Apesar de apresentarem melhor retenção que os modelos pré-fabricados, ainda não alcançam o mesmo nível de estabilidade e proteção dos personalizados (Lima Ramos, 2024). Em contrapartida, estudos como o de Stein et al. (2020) e Garcia (2024) reforçam que os protetores personalizados, confeccionados a partir de moldagens laboratoriais precisas, garantem maior conforto, adaptação anatômica e aceitação, tornando-se o modelo de escolha entre atletas profissionais. Essa aceitação é um fator determinante para o uso contínuo, o que, por consequência, aumenta a proteção efetiva contra traumas orofaciais.

O desconforto e a falta de orientação profissional ainda são barreiras importantes para o uso correto dos protetores. Araújo et al. (2021) destacam que, em equipes de judô analisadas, a maioria dos atletas desconhecia as diferenças entre os tipos de protetores e suas indicações clínicas. A ausência de acompanhamento odontológico durante o treinamento e a falta de campanhas educativas refletem uma lacuna na integração entre a odontologia e as ciências do esporte. Essa realidade é confirmada por Faria et al. (2022), que demonstraram a baixa inserção da Odontologia do Esporte nas matrizes curriculares dos cursos de graduação em Odontologia, limitando o preparo dos futuros profissionais para atuar na prevenção de lesões desportivas.

Nesse sentido, a ampliação do conhecimento e a atuação de cirurgiões-dentistas especializados são essenciais para promover o uso correto e consciente dos protetores bucais. A literatura recente reforça que a presença de odontólogos em equipes esportivas contribui diretamente para a redução de traumas e para a adesão dos atletas às medidas preventivas (Teixeira et al., 2021; Bittencourt et al., 2021). O acompanhamento contínuo possibilita a personalização do dispositivo conforme o tipo de esporte, o perfil do atleta e suas demandas fisiológicas, otimizando a proteção e o conforto.

A percepção subjetiva de conforto e segurança também tem impacto relevante na escolha do tipo de protetor. Lima (2013) e Raposo et al. (2023) ressaltam que os atletas que utilizam modelos personalizados relatam menor interferência na fala e respiração, além de uma sensação de proteção mais consistente, o que aumenta a confiança durante as atividades esportivas. Já nos modelos pré-fabricados, é comum o relato de desconforto e irritação em tecidos moles, levando à interrupção do uso. Essa diferença perceptiva está diretamente ligada à qualidade do ajuste e à uniformidade da espessura do material protetor, fatores que influenciam tanto a biomecânica quanto a adesão psicológica do usuário.

Outro aspecto importante é a relação entre conforto, proteção e desempenho físico. Rodrigues (2016) observou que protetores mal adaptados podem afetar a capacidade aeróbica de atletas com aparelhos ortodônticos fixos, onde na confecção do protetor bucal para este tipo é necessário a realização de um alívio na região vestibular dos dentes e braquetes. Nessa etapa é muito importante levar em conta o planejamento ortodôntico e movimentação de cada elemento,  sugerindo que a escolha e a confecção adequadas do protetor são determinantes não apenas para a prevenção de traumas, mas também para a manutenção da eficiência respiratória. Assim, o uso de protetores bucais personalizados, quando corretamente confeccionados, além de proteger contra impactos, preserva o equilíbrio funcional e contribui para o desempenho esportivo ideal.

Além da questão física, o componente psicológico também deve ser considerado. Segundo Teixeira et al. (2021), a sensação de segurança proporcionada pelo uso de um protetor de boa qualidade gera confiança ao atleta, reduzindo o medo de lesões e favorecendo uma postura mais confiante durante o treinamento e as competições. Esse aspecto é especialmente relevante em esportes de contato, como artes marciais, rugby e boxe, nos quais o risco de trauma orofacial é constante e o impacto psicológico da lesão pode comprometer o desempenho e a motivação.

Por outro lado, estudos como o de Bastida et al. (2011) e Ribeiro et al. (2021) demonstram que, mesmo com o reconhecimento da importância dos protetores, a adesão ainda é baixa entre atletas amadores, o que pode estar relacionado tanto à falta de informação quanto ao custo dos modelos personalizados. Entretanto, a longo prazo, o custo-benefício se mostra positivo, uma vez que a prevenção de traumas dentários evita tratamentos restauradores complexos e onerosos (Garcia, 2024).

A comparação entre os diferentes tipos de protetores bucais evidencia, portanto, uma hierarquia clara em termos de eficiência, conforto e aceitação. Os modelos personalizados permanecem como a opção mais eficaz e segura, tanto sob o ponto de vista biomecânico quanto funcional. Sua confecção individualizada permite uma adaptação precisa à arcada dentária, o que melhora a distribuição das forças de impacto e reduz o risco de deslocamentos e fraturas (Stein et al., 2020; Raposo et al., 2023). Esses dispositivos também se destacam pela durabilidade e pela possibilidade de ajustes periódicos, o que os torna ideais para atletas de alto rendimento, que necessitam de estabilidade e conforto durante longos períodos de uso (Garcia, 2024).

Em contrapartida, os protetores termoplásticos, embora mais acessíveis economicamente, ainda apresentam limitações relacionadas à adaptação e à durabilidade. Lima Ramos (2024) ressalta que o processo de moldagem por imersão em água quente e mordida pode gerar espessuras irregulares, comprometendo a proteção em áreas críticas. Já os modelos pré-fabricados demonstram menor eficácia protetiva, devido à ausência de adaptação individual e à maior mobilidade dentro da cavidade bucal, aumentando o risco de lesões durante impactos diretos (Fonseca e Labuto, 2019; Bastida et al., 2011). Essa diferença de desempenho reforça a importância de uma avaliação odontológica criteriosa na escolha do protetor mais adequado a cada modalidade e atleta.

O estudo de Araújo et al. (2021) destacou que a prevalência de lesões orofaciais é significativamente maior entre atletas que não utilizam protetores ou que utilizam modelos inadequados. Essa relação direta entre o tipo de protetor e a ocorrência de traumas também foi evidenciada por Ribeiro et al. (2021), que observaram reduções expressivas nas taxas de lesões após intervenções educativas e distribuição de protetores personalizados. Tais achados demonstram que a prevenção não depende apenas da disponibilidade dos dispositivos, mas principalmente da orientação e acompanhamento profissional, fatores determinantes para o uso correto e constante.

A integração da odontologia ao contexto esportivo é outro ponto amplamente discutido na literatura. Teixeira et al. (2021) e Bittencourt et al. (2021) enfatizam que a presença de um cirurgião-dentista nas equipes multidisciplinares proporciona um suporte mais completo ao atleta, abrangendo não só a prevenção de traumas, mas também o monitoramento das funções orais e o impacto do equilíbrio oclusal no desempenho físico. Essa atuação é reforçada pela necessidade de que a Odontologia do Esporte esteja mais presente na formação acadêmica dos profissionais da área, como ressalta Faria et al. (2022), o que favoreceria a disseminação de práticas preventivas e a consolidação de políticas educativas voltadas à proteção orofacial.

O conforto e a aceitação relatados pelos praticantes confirmam que o fator psicológico é tão relevante quanto o mecânico. Atletas que se sentem seguros e confortáveis tendem a manter o uso contínuo do protetor, enquanto experiências negativas com modelos inadequados frequentemente resultam em abandono (Lima, 2013; Raposo et al., 2023). O conforto é, portanto, uma variável determinante para a adesão. Além disso, a evolução tecnológica dos materiais e técnicas de confecção tem permitido a produção de protetores mais finos, resistentes e anatômicos, o que melhora tanto o desempenho quanto a aceitação entre os usuários (Neto et al., 2024).

É importante destacar também o papel da educação preventiva como estratégia complementar à proteção mecânica. Iniciativas de conscientização sobre o uso correto e a importância dos protetores bucais têm mostrado resultados positivos na redução da incidência de lesões e na mudança de comportamento dos atletas (Ribeiro et al., 2021). Tais ações devem ser incorporadas de forma sistemática nos clubes, academias e instituições esportivas, promovendo a cultura da prevenção e reforçando a responsabilidade compartilhada entre atletas, treinadores e profissionais de saúde.

7. CONCLUSÃO

Em síntese, os achados da literatura analisada indicam que a eficácia dos protetores bucais na prevenção de lesões orofaciais está diretamente relacionada à adequação do modelo escolhido e à adesão do atleta ao seu uso. Os protetores personalizados se destacam como a opção mais segura e confortável, capazes de associar proteção superior, estabilidade e alta aceitação. A escolha de modelos inadequados, por outro lado, compromete tanto a proteção quanto o desempenho, evidenciando a necessidade de orientação odontológica especializada. A odontologia do esporte desempenha, assim, papel fundamental na promoção da saúde bucal e na manutenção do rendimento atlético, reforçando que a prevenção deve ser vista como parte integrante do treinamento e da performance.

Portanto, o sucesso das medidas preventivas depende da integração entre tecnologia adaptada, educação e acompanhamento profissional contínuo. Somente por meio dessa abordagem multidisciplinar será possível ampliar a conscientização dos atletas, reduzir a incidência de traumas e consolidar o uso de protetores bucais como um elemento indispensável à prática esportiva segura e saudável.

8. REFERÊNCIAS:

  1. ALMEIDA, Delfim Cristiano Rodrigues de. Protetores bucais, lesões e performance. Repositório CESPU, 2018.
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* FONTE DAS IMAGENS: OPENAI. Imagem gerada por Inteligência Artificial (ChatGPT – modelo GPT-5): protetor bucal personalizado. [Imagem]. São Francisco, CA: OpenAI, 2025. Disponível em: https://chat.openai.com. Acesso em: 23 out. 2025.