A ATUAÇÃO DO FISIOTERAPEUTA NO MANEJO DE PACIENTES ADULTOS CRÍTICOS EM UNIDADES DE TERAPIA INTENSIVA FRENTE À PANDEMIA DE COVID-19: UMA REVISÃO DE LITERATURA

REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/cl10202511061713


Camille Thaissa de Oliveira Lima1
Daniele Cristiny Nazaré Siqueira2
Janilson da Costa Araújo3
Laura Christine Gonçalves Pantoja4
Lisses Melo de Albuquerque5
Thiago Augusto Dias Sobral Mangueira6
Larissa Espírito Santo Meireles7


RESUMO 

A pandemia de COVID-19, provocada pelo SARS-CoV-2, impôs desafios sem precedentes ao sistema de saúde mundial, sobretudo devido ao acometimento multissistêmico dos pacientes e às complicações associadas à hospitalização prolongada, como a síndrome pós-cuidados intensivos e a fraqueza adquirida na UTI. Nesse cenário, a atuação do fisioterapeuta mostrou-se essencial, abrangendo desde o manejo respiratório na fase aguda até a reabilitação funcional durante e após a internação. Este estudo, desenvolvido por meio de uma Revisão Integrativa da Literatura (RIL) com abordagem qualitativa, teve como objetivo analisar a atuação do fisioterapeuta em Unidades de Terapia Intensiva durante a pandemia de COVID-19, evidenciando suas contribuições no manejo respiratório, na recuperação funcional e na assistência multiprofissional. As buscas foram realizadas nas bases LILACS, SciELO e PubMed, considerando artigos publicados entre 2021 e 2024, nos idiomas português, espanhol ou inglês, com acesso gratuito e texto completo. A coleta de dados utilizou um formulário adaptado do Formulário de Ursi, e a análise seguiu a técnica de Análise de Conteúdo de Bardin. Foram selecionados 17 estudos para análise final. Os resultados demonstraram evidências consistentes sobre a importância do fisioterapeuta na UTI, especialmente no contexto da COVID-19, destacando três categorias temáticas: (1) manejo respiratório e estratégias ventilatórias; (2) reabilitação funcional e mobilização precoce; e (3) avaliação fisioterapêutica e monitoramento clínico. Conclui-se que a atuação fisioterapêutica foi fundamental para a manutenção da função pulmonar, otimização da oxigenação e prevenção de complicações respiratórias, contribuindo significativamente para a qualidade da assistência multiprofissional e para a recuperação integral dos pacientes críticos.

Palavras-chave: Fisioterapia Intensiva; Paciente Adulto Crítico; COVID-19; Unidades de Terapia Intensiva (UTI); Reabilitação Funcional

ABSTRACT

The COVID-19 pandemic, caused by SARS-CoV-2, has posed unprecedented challenges to the global healthcare system, particularly due to the multisystemic involvement of patients and the complications associated with prolonged hospitalization, such as post-intensive care syndrome and ICU-acquired weakness. In this context, the role of physical therapists has proven essential, encompassing everything from respiratory management in the acute phase to functional rehabilitation during and after hospitalization. This study, developed through an Integrative Literature Review (ILR) with a qualitative approach, aimed to analyze the role of physical therapists in Intensive Care Units during the COVID-19 pandemic, highlighting their contributions to respiratory management, functional recovery, and multidisciplinary care. Searches were conducted in the LILACS, SciELO, and PubMed databases, considering articles published between 2021 and 2024, in Portuguese, Spanish, or English, with free access and full text. Data collection used a form adapted from the Ursi Form, and analysis followed the Bardin Content Analysis technique. Seventeen studies were selected for final analysis. The results demonstrated consistent evidence regarding the importance of physical therapists in the ICU, especially in the context of COVID-19, highlighting three thematic categories: (1) respiratory management and ventilatory strategies; (2) functional rehabilitation and early mobilization; and (3) physical therapy assessment and clinical monitoring. It was concluded that physical therapy was essential for maintaining lung function, optimizing oxygenation, and preventing respiratory complications, contributing significantly to the quality of multidisciplinary care and the full recovery of critically ill patients.

Keywords: Intensive Physical Therapy; Critically Ill Adult Patient; COVID-19; Intensive Care Units (ICU); Functional Rehabilitation

RESUMEN

La pandemia de COVID-19, causada por el SARS-CoV-2, ha planteado desafíos sin precedentes al sistema sanitario mundial, en particular debido a la afectación multisistémica de los pacientes y las complicaciones asociadas a la hospitalización prolongada, como el síndrome post-cuidados intensivos y la debilidad adquirida en la UCI. En este contexto, el papel de los fisioterapeutas ha resultado esencial, abarcando desde el manejo respiratorio en la fase aguda hasta la rehabilitación funcional durante y después de la hospitalización. Este estudio, desarrollado mediante una Revisión Integrativa de la Literatura (RIL) con un enfoque cualitativo, tuvo como objetivo analizar el papel de los fisioterapeutas en las Unidades de Cuidados Intensivos durante la pandemia de COVID-19, destacando sus contribuciones al manejo respiratorio, la recuperación funcional y la atención multidisciplinaria. Se realizaron búsquedas en las bases de datos LILACS, SciELO y PubMed, considerando artículos publicados entre 2021 y 2024, en portugués, español o inglés, con acceso gratuito y texto completo. La recopilación de datos se realizó mediante un formulario adaptado del Formulario Ursi, y el análisis siguió la técnica de Análisis de Contenido de Bardin. Se seleccionaron diecisiete estudios para el análisis final. Los resultados demostraron evidencia consistente sobre la importancia de los fisioterapeutas en la UCI, especialmente en el contexto de la COVID-19, destacando tres categorías temáticas: (1) manejo respiratorio y estrategias ventilatorias; (2) rehabilitación funcional y movilización temprana; y (3) evaluación y seguimiento clínico mediante fisioterapia. Se concluyó que la fisioterapia es esencial para mantener la función pulmonar, optimizar la oxigenación y prevenir complicaciones respiratorias, contribuyendo significativamente a la calidad de la atención multidisciplinaria y a la recuperación completa de los pacientes críticos.

Palabras-clave: Fisioterapia intensiva; paciente adulto en estado crítico; COVID-19; Unidades de cuidados intensivos (UCI); Rehabilitación funcional.

INTRODUÇÃO

A pandemia de COVID-19, causada pelo vírus SARS-CoV-2, foi identificada inicialmente na China em dezembro de 2019 e declarada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) em março de 2020 (OPAS, 2022). O agente etiológico pertence à família Coronaviridae e representa o sétimo coronavírus capaz de infectar humanos, apresentando semelhanças com o SARS-CoV (2002) e o MERS-CoV (2012) (ALMEIDA et al., 2022).

A fisiopatologia da COVID-19 envolve a ligação da proteína S viral ao receptor da enzima conversora de angiotensina 2 (ECA2), presente em células do trato respiratório e de outros sistemas, desencadeando intensa resposta imunológica e inflamação sistêmica (KATZ-AGRANOV; ZANDMAN-GODDARD, 2021). Essa reação inflamatória resulta em comprometimentos multissistêmicos, sobretudo respiratórios, com sintomas como tosse seca, dispneia e hipoxemia (ROLIN et al., 2022).

O quadro clínico é agravado pela hospitalização prolongada e pelo imobilismo, fatores que favorecem o surgimento de disfunção muscular, polineuropatia, miopatia, contraturas e úlceras por pressão. Nesse contexto, a intervenção multiprofissional torna-se essencial, destacando-se a fisioterapia, que atua na prevenção, tratamento e reabilitação de agravos pulmonares e musculoesqueléticos (COSTA, 2022; COUTINHO et al., 2022).

Na fase aguda, especialmente em Unidades de Terapia Intensiva (UTI), o fisioterapeuta exerce papel fundamental no manejo do suporte ventilatório, na mobilização precoce e, quando indicado, na aplicação de técnicas de higiene brônquica para reduzir secreções e aliviar o desconforto respiratório (SORIA et al., 2024).

Pacientes submetidos à ventilação mecânica podem desenvolver a síndrome pós-cuidados intensivos, caracterizada por fraqueza muscular, dor, fadiga e dispneia, impactando significativamente a recuperação funcional (ALMEIDA et al., 2022). Tais complicações reforçam a importância da atuação fisioterapêutica ainda durante a internação, visando a recuperação precoce e a melhora dos desfechos clínicos.

Além disso, a síndrome pós-COVID-19, definida pela persistência de sintomas por mais de quatro semanas, manifesta-se com fadiga, dor torácica, dispneia, alterações cognitivas e distúrbios psicológicos, comprometendo a qualidade de vida dos sobreviventes (COUTINHO et al., 2022). Nesses casos, a reabilitação fisioterapêutica é indispensável para restaurar a funcionalidade e prevenir sequelas (LIMA et al., 2021; OLIVEIRA et al., 2024).

Diante desse cenário, a atuação do fisioterapeuta durante a pandemia mostrou-se essencial tanto na fase aguda quanto no processo de reabilitação. Assim, emerge o seguinte questionamento: de que maneira a atuação do fisioterapeuta em unidades de terapia intensiva contribuiu para a recuperação funcional, a otimização da ventilação mecânica e a melhoria dos desfechos clínicos de pacientes adultos críticos com COVID-19?

O objetivo do estudo é analisar a atuação do fisioterapeuta em Unidades de Terapia Intensiva no contexto da pandemia de COVID-19, com ênfase em pacientes adultos críticos, destacando suas contribuições para o manejo respiratório, funcional e para a qualidade da assistência multiprofissional.

METODOLOGIA

A presente pesquisa baseia-se em um estudo do tipo Revisão Integrativa da Literatura (RIL), com abordagem qualitativa. A RIL constitui um método de pesquisa científica completo, pois envolve a definição de objetivos, problema de pesquisa, metodologia, resultados e conclusões, distinguindo-se de uma simples revisão narrativa de conveniência. Sua elaboração requer rigor metodológico e clareza na apresentação dos resultados, permitindo ao leitor identificar as características reais dos estudos incluídos (MENDES et al., 2020).

A pesquisa qualitativa apresenta caráter essencialmente interpretativo, em que o pesquisador analisa os dados a partir de uma perspectiva holística dos fenômenos sociais. Quanto mais complexa, interativa e abrangente for a narrativa, maior será a profundidade e validade do estudo qualitativo (CESÁRIO et al., 2021).

Para o desenvolvimento deste trabalho, seguiram-se as seis fases do processo de Revisão Integrativa da Literatura: Identificação do tema e formulação da hipótese ou questão de pesquisa; Busca da melhor evidência disponível; Avaliação crítica das evidências encontradas; Integração das evidências; Discussão dos resultados; e Apresentação da síntese do conhecimento produzido (MENDES et al., 2020).

A questão norteadora que orientou o estudo foi: “Quais ações o fisioterapeuta realiza no cuidado ao paciente adulto crítico com diagnóstico de COVID-19, conforme evidenciado na literatura científica publicada entre 2021 e 2024? ”

As buscas foram realizadas nas bases eletrônicas LILACS, SciELO (via Biblioteca Virtual em Saúde – BVS) e PubMed. Foram incluídos artigos científicos disponíveis nas bases de dados mencionadas, publicados entre 2021 e 2024, em português, espanhol ou inglês, com acesso gratuito e texto completo. Consideraram-se os descritores Fisioterapia Intensiva, Paciente Adulto Crítico, COVID-19, Unidades de Terapia Intensiva (UTI) e Reabilitação Funcional (DeCS). Incluíram-se apenas estudos originais que abordassem diretamente a questão norteadora. Excluíram-se trabalhos de conclusão de curso, dissertações, teses, relatórios técnicos, resumos de eventos, resenhas, editoriais, livros, capítulos de livros, publicações governamentais e boletins informativos, bem como estudos fora do recorte temporal (2021–2024).

A coleta de dados foi realizada por meio de um formulário adaptado do Formulário de Ursi, instrumento validado para levantamento de informações em bases bibliográficas. O instrumento contemplou dados de identificação dos artigos (título, autores, base de dados e ano de publicação) e aspectos metodológicos (objetivo, método e síntese dos resultados).

A análise dos dados seguiu a técnica de Análise de Conteúdo proposta por Bardin (2020), que utiliza procedimentos sistemáticos e objetivos de categorização de mensagens, permitindo a inferência de significados e conhecimentos acerca da produção científica analisada. Complementarmente, procedeu-se à análise descritiva qualitativa, considerando o contexto e a consistência dos resultados. Os artigos selecionados foram lidos de forma minuciosa, com o intuito de responder à questão norteadora e comparar os achados com a literatura científica existente, possibilitando a confirmação ou refutação dos objetivos da pesquisa (URQUIZA, 2020).

Por se tratar de uma Revisão Integrativa da Literatura, o estudo apresentou riscos mínimos, uma vez que não envolveu contato direto com seres humanos. Os possíveis riscos, como interpretações equivocadas ou plágio, foram mitigados mediante o rigor metodológico adotado e a observância da fidedignidade das fontes consultadas.

Os benefícios destacam-se pela disponibilização de informações atualizadas à sociedade, profissionais, docentes e acadêmicos da área da saúde, acerca da atuação do fisioterapeuta na avaliação e tratamento de pacientes adultos críticos acometidos pela COVID-19. Além disso, o estudo contribui para reflexões sobre as barreiras enfrentadas por esses profissionais e para o fortalecimento das discussões sobre a valorização e qualificação da prática fisioterapêutica.

A relevância da pesquisa evidencia-se pelo potencial de sensibilizar a sociedade sobre a importância do fisioterapeuta em contextos críticos, especialmente em situações de emergência sanitária, como a pandemia de COVID-19.

A investigação foi conduzida conforme os preceitos éticos estabelecidos pela Resolução nº 466/2012 do Conselho Nacional de Saúde (CNS), que orienta princípios como autonomia, beneficência, justiça e equidade nas pesquisas científicas. Por se tratar de uma revisão integrativa, não houve necessidade de submissão ao Comitê de Ética em Pesquisa, visto que não envolveu coleta de dados com seres humanos.

Durante todo o processo investigativo, foram respeitados os direitos autorais das obras consultadas, seguindo-se rigorosamente as normas da ABNT para citações e referências, bem como às disposições da Resolução nº 510/2016 do CNS, que regulamenta pesquisas em Ciências Humanas e Sociais.

RESULTADOS 

A síntese dos resultados foi confrontada com o referencial teórico, permitindo a identificação de evidências relacionadas ao objeto de estudo. A busca bibliográfica foi realizada nas bases de dados LILACS, SciELO (via Biblioteca Virtual em Saúde – BVS) e PubMed, por meio do cruzamento dos descritores previamente definidos. Inicialmente, foram identificados 329 estudos. Após a aplicação dos critérios de inclusão, 191 estudos foram excluídos, restando 138 estudos elegíveis. Posteriormente, a aplicação dos critérios de exclusão resultou na eliminação de 66 estudos, mantendo 72 artigos. Após a retirada de 55 artigos duplicados, 17 estudos foram selecionados para a análise final.

Figura 1: Para evidenciar esse processo foi utilizado o fluxograma PRISMA

Fonte: Prisma adaptado pelos autores, 2025. 

A análise conjunta dos estudos revelou evidências consistentes sobre a atuação do fisioterapeuta em Unidades de Terapia Intensiva durante a pandemia de COVID-19, com ênfase em pacientes adultos críticos, destacando suas contribuições para o manejo respiratório, funcional e para a qualidade da assistência multiprofissional.

Para cumprir as etapas finais da revisão integrativa, referentes à interpretação e síntese dos resultados, os dados foram organizados e discutidos de forma qualitativa, permitindo a identificação de três categorias temáticas principais, que serão detalhadas a seguir:

Categoria 1 – Manejo respiratório e estratégias ventilatórias na fisioterapia intensiva

O manejo respiratório em unidades de terapia intensiva (UTI) é um componente essencial da atuação do fisioterapeuta intensivo, sobretudo no contexto da pandemia de COVID-19, em que pacientes apresentam alto risco de insuficiência respiratória aguda (Guimarães, 2020). A intervenção fisioterapêutica visa otimizar a oxigenação, reduzir complicações pulmonares e promover a recuperação funcional precoce.

Pacientes internados em UTI por COVID-19 frequentemente apresentam quadros de pneumonia viral grave, síndromes de dificuldade respiratória e hipoxemia persistente. Nessas condições, a fisioterapia respiratória desempenha papel crucial na manutenção da função pulmonar, prevenindo atelectasias e melhorando a mecânica ventilatória (Schujmann & Annoni, 2020).

Entre os recursos utilizados, destacam-se técnicas de desobstrução brônquica, reexpansão pulmonar e higiene brônquica. Estas técnicas incluem drenagem postural, percussão torácica, vibração manual e uso de dispositivos de pressão positiva expiratória, contribuindo para a melhoria do transporte mucociliar e da ventilação alveolar (Musumeci et al., 2020).

A ventilação mecânica invasiva é frequentemente necessária em pacientes com COVID-19 em estado crítico. O fisioterapeuta participa do manejo ventilatório, realizando ajustes de posição, monitoramento da complacência pulmonar e estratégias de recrutamento alveolar, sempre em colaboração com a equipe multiprofissional (Silva et al., 2020).

Uma abordagem estratégica adotada é a mobilização precoce, que inclui exercícios passivos, ativos-assistidos e ativos, mesmo em pacientes sedados ou em ventilação mecânica. A mobilização precoce está associada à redução de complicações respiratórias, diminuição do tempo de ventilação e melhora da função muscular respiratória (Martinez & Andrade, 2020).

A fisioterapia respiratória também engloba estratégias de posicionamento, como decúbito prono, que se mostrou eficaz na melhora da oxigenação em pacientes com síndrome do desconforto respiratório agudo (SDRA) causada por COVID-19. O fisioterapeuta intensivo participa da execução segura do proning, garantindo a integridade do paciente e a eficácia do procedimento (Pires & Telles, 2020).

A avaliação contínua da função respiratória é outro ponto central. Utilizam-se espirometria, medida de volumes pulmonares, ausculta e monitoramento de saturação de oxigênio, permitindo identificar alterações precoces e ajustar intervenções conforme a evolução clínica (Musumeci et al., 2020).

A fisioterapia baseada em evidências é essencial para a tomada de decisão em UTI, sobretudo no manejo de pacientes pediátricos e adultos com COVID-19. Protocolos padronizados de ventilação, mobilização e exercícios terapêuticos contribuem para a segurança e eficácia das intervenções (Silva et al., 2020).

Técnicas de recrutamento alveolar e ajustes ventilatórios realizados pelo fisioterapeuta visam aumentar a capacidade funcional dos pulmões, prevenindo colapso alveolar e melhorando a troca gasosa. Essas estratégias devem ser individualizadas, considerando a gravidade da doença, a comorbidade do paciente e a resposta ventilatória (Guimarães, 2020).

O uso de dispositivos de pressão positiva expiratória, como o PEP e o CPAP não invasivo, permite a manutenção de vias aéreas abertas, diminuição do trabalho respiratório e melhoria da oxigenação, sendo fundamentais para pacientes com hipóxia persistente sem indicação imediata de intubação (Schujmann & Annoni, 2020).

A educação do paciente, quando possível, também faz parte do manejo respiratório. Ensinar exercícios respiratórios ativos, técnicas de tosse eficaz e controle da respiração contribui para a recuperação funcional e reduz o risco de complicações pós-UTI, como a síndrome pós-COVID-19 (Pires & Telles, 2020).

A atuação do fisioterapeuta em UTI inclui ainda a adaptação de protocolos de ventilação mecânica para minimizar lesões pulmonares induzidas pelo ventilador (VILI) e otimizar a troca gasosa. Isso envolve ajustes de volumes correntes, pressões inspiratórias e tempos de insuflação, sempre de forma individualizada (Martinez & Andrade, 2020).

Durante a pandemia, o uso de recursos fisioterapêuticos como ventilação mecânica não invasiva, técnicas de higienização brônquica e exercícios respiratórios guiados por biofeedback mostrou-se decisivo para reduzir complicações respiratórias e acelerar a recuperação de pacientes críticos (Musumeci et al., 2020).

A integração entre fisioterapia respiratória e estratégias ventilatórias avançadas é um diferencial no cuidado intensivo. A abordagem combinada melhora a função pulmonar, reduz o tempo de internação e contribui para melhores desfechos clínicos em pacientes graves de COVID-19 (Silva et al., 2020).

Em síntese, o manejo respiratório em UTI, aliado a estratégias ventilatórias individualizadas e mobilização precoce, é essencial na atuação do fisioterapeuta intensivista. A aplicação de técnicas baseadas em evidências, monitoramento contínuo e colaboração multiprofissional garante o suporte respiratório adequado, promovendo a recuperação funcional e a segurança do paciente crítico (Guimarães, 2020; Schujmann & Annoni, 2020; Musumeci et al., 2020; Silva et al., 2020; Martinez & Andrade, 2020; Pires & Telles, 2020).

Categoria 2 – Reabilitação funcional e mobilização precoce em pacientes adultos críticos com COVID-19

A pandemia de COVID-19 trouxe à luz a necessidade de intervenções fisioterapêuticas especializadas em pacientes adultos críticos, não apenas no manejo respiratório, mas também na reabilitação funcional e mobilização precoce, visando minimizar complicações decorrentes da imobilidade prolongada em UTI. Estudos iniciais ressaltam que a fisioterapia desempenha papel essencial na manutenção da funcionalidade motora, prevenindo atrofias musculares e promovendo a independência funcional dos pacientes (Pires; Telles, 2020; Silva; Sousa, 2020).

O comprometimento musculoesquelético é uma consequência frequente da internação prolongada em pacientes críticos com COVID-19, incluindo fraqueza muscular generalizada, neuropatias e disfunções posturais. Essas alterações comprometem significativamente a capacidade funcional do paciente após a alta hospitalar, tornando a mobilização precoce uma estratégia indispensável para a preservação da autonomia (Silva; Sousa, 2020; Gastaldi, 2021).

A literatura destaca que a mobilização precoce deve ser planejada de forma individualizada, considerando o estado clínico, estabilidade hemodinâmica, ventilatória e a presença de comorbidades. Protocolos estruturados, envolvendo exercícios ativos, passivos e resistidos, são recomendados para reduzir o risco de complicações associadas à imobilidade, como trombose venosa profunda, úlceras de pressão e perda funcional (Ribeiro; Oliveira; Yamauchi, 2021).

Estudos de caso demonstram que intervenções fisioterapêuticas precoces, mesmo em pacientes em ventilação mecânica, são seguras e viáveis quando conduzidas por equipe especializada, promovendo melhora progressiva da força muscular e mobilidade funcional. Eggmann et al. (2020) evidenciam que exercícios de mobilização diária, incluindo sentar na cama, transferência para cadeira e marcha assistida, contribuem significativamente para a recuperação funcional.

A adaptação do ambiente de UTI para permitir a mobilização precoce tornou-se um desafio durante a pandemia. Gaspari et al. (2020) relataram experiências em centros neurocirúrgicos convertidos em unidades de COVID-19, mostrando que ajustes logísticos, protocolos de segurança e treinamento da equipe são fundamentais para viabilizar a reabilitação funcional segura.

O acompanhamento fisioterapêutico contínuo é fundamental, especialmente durante a fase crônica da COVID-19, quando disfunções musculoesqueléticas podem persistir ou se intensificar. Silva e Sousa (2020) enfatizam que exercícios de fortalecimento progressivo e alongamentos direcionados são eficazes na melhora da função motora e na redução da incapacidade funcional pós-alta.

A utilização de ventilação protetora durante a mobilização de pacientes críticos é outro aspecto relevante. Fernandes et al. (2023) destacam que a integração entre fisioterapia e estratégias ventilatórias adequadas permite que a mobilização seja realizada sem comprometer a oxigenação ou provocar instabilidade hemodinâmica.

Em termos de protocolos clínicos, a literatura indica que a mobilização precoce deve ser iniciada assim que o paciente apresenta estabilidade clínica mínima, com progressão gradual da posição supina para sentada, ortostase e, posteriormente, deambulação assistida. Esse processo é essencial para prevenir complicações de longo prazo, como síndrome pós-UCI e fraqueza adquirida em UTI (Bottura et al., 2021).

Além dos benefícios físicos, a reabilitação funcional precoce impacta positivamente o bem-estar psicológico, contribuindo para redução da ansiedade, depressão e sensação de impotência comuns em pacientes críticos. A presença ativa do fisioterapeuta no cuidado diário também fortalece a comunicação entre equipe e paciente, promovendo adesão ao tratamento (Batista, 2022; Oliveira, 2021).

A atuação do fisioterapeuta em contextos hospitalares durante a pandemia mostrou-se multifacetada, englobando avaliação funcional, implementação de exercícios terapêuticos, orientação à equipe e familiares, além de monitoramento constante da tolerância à mobilização (Silva; Leão; Paranhos, 2021; Carvalho; Kundsin, 2021).

Reabilitação funcional e mobilização precoce também são determinantes na redução do tempo de internação em UTI e hospitalar, minimizando complicações secundárias à imobilidade e promovendo retorno mais rápido às atividades de vida diária. Estudos nacionais indicam que pacientes submetidos a protocolos estruturados de fisioterapia funcional apresentam menor incidência de fraqueza generalizada e maior independência funcional ao alta (Gastaldi, 2021; Pires; Telles, 2020).

A implementação desses protocolos requer treinamento especializado, monitoramento contínuo e registro detalhado da evolução funcional do paciente. A equipe multiprofissional deve trabalhar de forma integrada, garantindo segurança, eficácia e adaptação às condições individuais de cada paciente crítico (Assunção de Oliveira, 2021).

Outro aspecto crucial é o acompanhamento pós-alta, considerando que sequelas funcionais podem persistir por semanas ou meses. A fisioterapia domiciliar ou ambulatorial tem papel relevante na manutenção da mobilidade, força muscular e qualidade de vida do paciente que enfrentou COVID-19 em estado crítico (Silva; Sousa, 2020; Gastaldi, 2021).

A literatura também evidencia a importância de protocolos de mobilização progressiva com objetivos mensuráveis, como alcance de determinados níveis de mobilidade na escala funcional, força muscular mínima e capacidade de deambulação assistida. Isso permite avaliação objetiva do progresso e ajustes individualizados no plano terapêutico (Eggmann et al., 2020; Gaspari et al., 2020).

Em conclusão, a reabilitação funcional e a mobilização precoce em pacientes adultos críticos com COVID-19 são estratégias essenciais para a prevenção de complicações decorrentes da imobilidade, manutenção da autonomia e melhoria da qualidade de vida. A atuação do fisioterapeuta, aliada a protocolos estruturados e abordagem multiprofissional, mostrou-se segura, eficaz e indispensável para a recuperação funcional desses pacientes (Bottura et al., 2021; Fernandes et al., 2023; Batista, 2022).

Categoria 3 – Avaliação fisioterapêutica e monitoramento clínico do paciente adulto crítico com COVID-19

A avaliação fisioterapêutica e o monitoramento clínico de pacientes adultos críticos com COVID-19 são pilares essenciais para garantir a segurança, a eficácia das intervenções e a progressão funcional desses indivíduos. O fisioterapeuta atua na identificação precoce de disfunções respiratórias, musculoesqueléticas e neurológicas, permitindo intervenções terapêuticas adequadas e personalizadas (Guimarães, 2020; Schujmann; Annoni, 2020).

A avaliação inicial deve contemplar aspectos respiratórios, hemodinâmicos e neuromusculares, considerando que pacientes críticos frequentemente apresentam fraqueza generalizada, diminuição da força respiratória e comprometimento funcional decorrente da imobilidade prolongada (Musumeci et al., 2020; Silva et al., 2020).

A ausculta pulmonar, medição de saturação de oxigênio, análise da mecânica respiratória e monitoramento da ventilação mecânica são etapas fundamentais para o acompanhamento diário do paciente, permitindo ajustes das estratégias ventilatórias e da fisioterapia respiratória (Pires; Telles, 2020; Fernandes et al., 2023).

O registro sistemático de sinais vitais, parâmetros respiratórios e evolução funcional é indispensável para a tomada de decisões clínicas. Estudos destacam que a coleta de dados objetiva a segurança do paciente, evita intercorrências e orienta a progressão das intervenções fisioterapêuticas (Ribeiro; Oliveira; Yamauchi, 2021; Carvalho; Kundsin, 2021).

A avaliação funcional envolve a análise de força muscular periférica, mobilidade articular e capacidade de realizar atividades de vida diária. Essa abordagem permite identificar limitações decorrentes da doença e da imobilidade, facilitando a prescrição de exercícios específicos e mobilização precoce (Silva; Sousa, 2020; Gastaldi, 2021).

O uso de escalas validadas, como Medical Research Council (MRC) e ICU Mobility Scale (IMS), é recomendado para padronizar a avaliação da força muscular e do progresso funcional, possibilitando comparações intra e interpacientes (Eggmann et al., 2020; Gaspari et al., 2020).

A monitorização clínica contínua é essencial em pacientes sob ventilação mecânica, uma vez que a manipulação para mobilização ou exercícios terapêuticos pode impactar parâmetros respiratórios e hemodinâmicos. Fernandes et al. (2023) ressaltam a importância de ventilação protetora associada à mobilização segura.

A avaliação fisioterapêutica também inclui análise da função respiratória pós-extubação, verificando a presença de tosse eficaz, capacidade de deglutição e risco de aspiração. Esses aspectos influenciam diretamente na recuperação funcional e na prevenção de complicações respiratórias (Martinez; Andrade, 2020).

O acompanhamento diário permite ajustar intensidade, frequência e tipo de exercícios, garantindo que os pacientes sejam desafiados funcionalmente sem comprometer sua estabilidade clínica (Bottura et al., 2021; Batista, 2022).

A integração entre equipe multiprofissional e fisioterapia é crucial. Médicos, enfermeiros e terapeutas ocupacionais colaboram para interpretar sinais clínicos e definir metas terapêuticas realistas, aumentando a segurança e a eficácia das intervenções (Silva; Leão; Paranhos, 2021).

A fase crônica da COVID-19 requer atenção especial, pois sequelas respiratórias e musculoesqueléticas podem persistir. Avaliações periódicas garantem que intervenções adaptadas promovam a recuperação da força, mobilidade e resistência (Silva; Sousa, 2020; Gastaldi, 2021).

Protocolos de avaliação estruturados contribuem para padronizar condutas e reduzir variabilidade entre profissionais. Musumeci et al. (2020) descrevem recursos fisioterapêuticos específicos, como monitoramento da pressão inspiratória máxima e testes de função pulmonar, essenciais para orientar o tratamento.

A documentação detalhada das respostas às intervenções fisioterapêuticas permite rastrear progressos e identificar rapidamente sinais de complicações, como hipotensão, taquicardia ou dessaturação, garantindo segurança durante a reabilitação (Ribeiro; Oliveira; Yamauchi, 2021; Schujmann; Annoni, 2020).

Além de parâmetros físicos, o monitoramento clínico envolve avaliação do estado cognitivo, nível de consciência e capacidade de cooperação do paciente, fatores que influenciam diretamente na execução de exercícios e mobilização precoce (Gastaldi, 2021; Eggmann et al., 2020).

Em conclusão, a avaliação fisioterapêutica e o monitoramento clínico constituem componentes indispensáveis do cuidado ao paciente crítico com COVID-19. A integração de métodos padronizados, acompanhamento diário e abordagem multiprofissional garante intervenções seguras, eficazes e direcionadas à recuperação funcional e respiratória, promovendo melhora da qualidade de vida e redução de complicações associadas à internação prolongada (Guimarães, 2020; Fernandes et al., 2023; Silva et al., 2020).

CONSIDERAÇÕES FINAIS 

A revisão integrativa evidencia que a atuação do fisioterapeuta em Unidades de Terapia Intensiva, especialmente no contexto da pandemia de COVID-19, desempenha papel central no cuidado de pacientes adultos críticos. O manejo respiratório, por meio de técnicas de higiene brônquica, reexpansão pulmonar, estratégias ventilatórias individualizadas e utilização adequada de ventilação mecânica invasiva ou não invasiva, mostrou-se fundamental para a manutenção da função pulmonar, otimização da oxigenação e prevenção de complicações respiratórias.

Além do suporte respiratório, a reabilitação funcional e a mobilização precoce se destacam como estratégias essenciais para a preservação da força muscular, prevenção de atrofias e disfunções posturais decorrentes da imobilidade prolongada, contribuindo para a redução do tempo de internação em UTI e promovendo a qualidade de vida pós-alta. Protocolos estruturados de exercícios ativos, passivos e resistidos, adaptados às condições clínicas do paciente, demonstram segurança e eficácia mesmo em situações de alta complexidade.

A avaliação fisioterapêutica contínua e o monitoramento clínico detalhado são pilares para intervenções seguras e individualizadas. O uso de escalas validadas, registros sistemáticos de parâmetros respiratórios, hemodinâmicos e funcionais, e o acompanhamento diário da evolução do paciente permitem ajustes terapêuticos precisos e detecção precoce de intercorrências. 

A integração entre manejo respiratório, mobilização precoce e monitoramento fisioterapêutico possibilita uma abordagem abrangente, segura e eficaz, promovendo não apenas a função pulmonar e musculoesquelética, mas também o bem-estar psicológico, adesão ao tratamento e recuperação da autonomia funcional.

Em síntese, a fisioterapia intensiva deve ser conduzida de forma individualizada, contínua e coordenada com a equipe multiprofissional, com base em protocolos estruturados e evidências científicas. Essa prática se consolida como elemento indispensável na otimização dos desfechos clínicos, prevenção de complicações associadas à imobilidade e promoção da recuperação global de pacientes críticos, especialmente em cenários de alta complexidade, como a pandemia de COVID-19.

REFERÊNCIAS

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1E-mail: Camille.73lima@gmail.com – Orcid: https://orcid.org/0009-0002-5628-5570. Acadêmica de fisioterapia – UNIPLAN.
2E-mail: dcristiny@yahoo.com.br – Orcid: https://orcid.org/0009-0009-4249-2713. Acadêmica de fisioterapia – UNIPLAN.
3E-mail: Janilsoncosta86@gmail.com – Orcid: https://orcid.org/0009-0002-5320-2784. Acadêmico de fisioterapia – UNIPLAN.
4E-mail: lauraagonc@gmail.com – Orcid: https://orcid.org/0009-0009-5131-2606. Acadêmica de fisioterapia – UNIPLAN.
5E-mail: albuquerquelisses@gmail.com – Orcid: https://orcid.org/0009-0007-5469-4094. Acadêmico de fisioterapia – UNIPLAN.
6Email: thiagosobral20@gmail.com – Orcid: https://orcid.org/0000-0003-1363-9180. Fisioterapeuta pela UFPA – Orientador.
7Email: Contato.larameireles@gmail.com – Orcid: https://orcid.org/0009-0007-3082-5141. Fisioterapeuta – Docente UNIPLAN.