TRAUMATIC DEGLOVING OF THE SIGMOID COLON – A CASE REPORT
REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/ra10202511061611
Gabriel Coelho Moreira1
Carlos Alberto de Castro Fagundes2
Gabriel Toledo Santos3
Resumo
O estudo objetiva descrever o perfil clínico, manejo e desfecho de um paciente com lesão por desenluvamento do cólon sigmoide após um trauma abdominal fechado. Trata-se de estudo observacional descritivo do tipo transversal, retrospectivo, com coleta de dados de prontuário eletrônico de um paciente vítima de um trauma abdominal fechado com lesão intestinal por desenluvamento, atendido no Pronto Socorro do Hospital Estadual Dr. Jayme Santos Neves, Serra-ES. O paciente, vítima de acidente de trânsito, 30 anos, atendido pelo Samu. No exame físico foi evidenciado vias aéreas pérvias, sem cervicalgia, eupneico em ar ambiente, dor torácica anterior, sem sinais de fratura ou enfisema subcutâneo. Estável hemodinamicamente. Abdome distendido, despressível, doloroso à palpação em abdome inferior, sem defesa ou irritação peritoneal. A tomografia computadorizada evidenciou pequenas opacidades subpleurais com atenuação em vidro fosco nos lobos médio e inferior direito, representando pequenas contusões pulmonares. A indicação cirúrgica ocorreu ao apresentar taquicardia persistente, irritação peritoneal. Em cirurgia, evidenciou-se hemoperitônio moderado, perfuração cerca de 1 cm em delgado, distando 140 cm do ângulo de Treitz, acometendo menos de 25% da circunferência da alça, lesão por desenluvamento traumático do cólon sigmoide. De acordo com a literatura, em trauma abdominal fechado, as investigações preliminares não revelam anormalidades ao realizar os exames físico e de sangue, por isso, tendem a resultar em elevada mortalidade e morbidade. Os exames de imagem (tomografia computadorizada e ultrassonografia) são capazes de visualizar lesões internas e de suma relevância para o diagnóstico inicial. O desafio está na falta de critérios diagnósticos e indicadores clínicos precisos, o que dificulta a tomada de decisão precisa. No caso em questão, o desfecho positivo do paciente se deveu à avaliação e intervenção imediatas, pela técnica cirúrgica realizada, acompanhamento clínico e as orientações de cuidados pós-operatórios.
Palavras-chave: Cólon. Contuso. Trauma abdominal.
1 INTRODUÇÃO
Nos últimos anos, o trauma vem crescendo em significativa quantidade, configurando-se como a terceira causa de morte. Define-se trauma como uma afecção que envolve a troca de energia entre o meio e o corpo causando lesões que podem acometer diferentes sistemas humano (SILVA et al., 2022; BROSKA et al., 2017). Os traumas abdominais estão entre as principais causas de eventos adversos e óbitos em vítimas de acidente, representando um dos mais complexos desafios da cirurgia de emergência. Esse tipo de trauma compromete órgãos abdominais podendo causar severos danos às estruturas sólidas quanto às ocas, como baço, fígado, intestinos e grandes vasos sanguíneos (JAHN et al., 2025).
Os traumas abdominais dividem-se em duas vertentes: aberto e fechado. Os abertos, referem-se a lesões onde há solução de continuidade no caso de serem penetrantes, ou quando há um envolvimento visceral, caracterizando um trauma aberto perfurante. No trauma fechado, de interesse do presente artigo, a pele permanece íntegra, o dano causado é transmitido aos órgãos através da parede abdominal ou dão-se por desaceleração (BROWN et al., 2023; SILVA et al., 2022).
O trauma abdominal fechado é uma das principais causas de morbidade e mortalidade em pacientes vítimas de acidentes, representando um desafio diagnóstico significativo devido à diversidade de lesões que pode ocasionar. Entre as lesões intestinais, o desenluvamento traumático do cólon, especialmente do segmento sigmoide, é uma condição rara e frequentemente subdiagnosticada. Segundo Đat et al. (2024), estudos indicam que lesões isoladas do cólon em trauma abdominal fechado ocorrem em uma taxa de 0,1% a 0,5%, sendo que lesões isoladas do sigmoide representam apenas 34,8% desses casos.
O mecanismo de lesão geralmente envolve forças de desaceleração ou compressão intensa, que podem causar separação da mucosa e submucosa da muscular própria intestinal, resultando em perfuração ou necrose do segmento afetado. A apresentação clínica pode ser insidiosa, com sintomas que evoluem de forma gradual, o que dificulta o diagnóstico precoce. Nesse sentido, o bom prognóstico para essa condição depende de uma abordagem inicial de qualidade, estabelecendo precocemente um diagnóstico e manejando de acordo com este (ARÊDES et al., 2022; SILVA et al., 2022; WILLIAMS; WATTS; KARKRY, 2003).
O tratamento cirúrgico é geralmente necessário, com opções que incluem anastomose colo-retal, ressecção com ou sem anastomose e colostomia de Hartmann, dependendo da gravidade e da localização da lesão. O reconhecimento precoce e o manejo adequado são essenciais para reduzir a morbimortalidade associada a essa condição.
Neste relato, apresenta-se um caso raro de desenluvamento traumático do sigmoide em paciente vítima de trauma abdominal fechado, destacando os aspectos clínicos, diagnósticos e terapêuticos envolvidos.
O estudo objetiva descrever o perfil clínico, manejo e desfecho de um paciente que apresentou uma lesão por desenluvamento do cólon sigmoide após um trauma abdominal fechado, admitido no Pronto Socorro do Hospital Estadual Dr. Jayme Santos Neves (HEJSN).
Os resultados da pesquisa têm potencial para elucidar um caso clínico incomum, com o intuito de ampliar as chances de realizar um diagnóstico precoce, e instituição de tratamento direcionado, com o objetivo de aumentar a sobrevida, com redução da morbimortalidade dos pacientes com diagnóstico tardio deste tipo de lesão. O estudo tem o escopo de servir de aprofundamento de pesquisas e informação de uma patologia rara e de alta morbimortalidade.
2 METODOLOGIA
Trata-se de estudo observacional descritivo do tipo transversal, retrospectivo, com coleta de dados de prontuário eletrônico de um paciente vítima de um trauma abdominal fechado que apresentou uma lesão intestinal por desenluvamento, uma lesão extremamente rara e de alta morbimortalidade caso não tratada, ocorrido no Pronto Socorro do Hospital Estadual Dr. Jayme Santos Neves, situado na cidade da Serra, no Estado do Espírito Santo.
O estudo foi realizado por meio de análise e revisão do prontuário do paciente, e a coleta de dados pelas seguintes variáveis: idade, sexo, mecanismo do trauma, achados clínicos prévios ao ato cirúrgico, achados intraoperatórios, resultados de exames (laboratoriais/imagens) e terapêutica adotada. Todas as informações relacionadas aos achados intraoperatórios documentados, exames radiológicos ou laboratoriais não permitirão a identificação do indivíduo.
O estudo foi encaminhado ao Comitê de Ética para sua aprovação. Foram levadas em consideração as Resoluções nº. 466/2012 e nº. 510/16, além do comprometimento com sigilo e confidencialidade dos dados. Esse estudo apresenta abordagem retrospectiva, não houve contato direto com o paciente, submissão do mesmo a qualquer conduta médica, exposição de sua integridade ou lesão de seus direitos de confidencialidade dos dados. Foram assegurados ainda o compromisso com a privacidade e a confidencialidade dos dados utilizados, preservando integralmente o anonimato e a imagem do sujeito, assim como a sua não estigmatização, sendo proposta a dispensa do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE).
Em relação aos riscos, declara-se a possibilidade mínima de vazamento de dados, portanto, para preservar o anonimato do paciente, todas as informações coletadas neste estudo são estritamente confidenciais, somente aos pesquisadores terão conhecimento dos dados.
3 RELATO DE CASO
Paciente sexo masculino, 30, atendido pelo Samu, vítima de acidente de trânsito, nega perda de consciência ou traumatismo craniano. No atendimento da emergência, alega dor no abdome e tórax, nega comorbidades e alergias. O exame físico evidenciou: vias aéreas pérvias, sem cervicalgia, eupneico em ar ambiente, dor torácica anterior, sem sinais de fratura ou enfisema subcutâneo. Estável hemodinamicamente. Abdome distendido, despressível, doloroso à palpação em abdome inferior, sem defesa ou irritação peritoneal.
A Tomografia Computadorizada (TC) do tórax com mínima lâmina de pneumotórax na base pulmonar direita, apresentou pequenas opacidades subpleurais com atenuação em vidro fosco nos lobos médio e inferior direito, representando pequenas contusões pulmonares. No abdome superior e pelve, foi evidenciado espessamento/irregularidade da parede abdominal no flanco direito, com densificação do subcutâneo adjacente; espessamento perietal mal definido do sigmoide distal em região hipogástrica, com borramento e lâmina hemáticas no mesentério em adjacência.
O paciente apresentou taquicardia persistente, irritação peritoneal. Indicação cirúrgica. A cirurgia foi realizada, evidenciando, hemoperitônio moderado (aproximadamente 1l de sangue), perfuração cerca de 1 cm em delgado, distando 140 cm do ângulo de Treitz, acometendo menos de 25% da circunferência da alça, lesão por desenluvamento traumático do cólon sigmoide, com perda de camada muscular e serosa, restando apenas a mucosa, sem violação do lúmen, discreto sangramento em zona II retroperitoneal, a esquerda, contido após hemostasia, ausência de lesões em estômago, baço, fígado ou demais órgãos/vasos.
Paciente manteve-se estável no pós-operatório. Com abdome indolor a palpação, sem sinais de IP, sem drenagem ou sangramento. Manutenção da dieta pastosa, antibioticoterapia (ceftriaxone e metrinidazol), acompanhamento em conjunto com a cirurgia torácica e cuidados intensivos. Recebeu alta hospitalar com retorno ambulatorial programado, com orientações de cuidados pós-operatórios e retorno em caso de intercorrências.
4 RESULTADOS E DISCUSSÕES
A ocorrência de lesão no colón causada por trauma fechado é relatada como inferior a 1,1% na literatura. A causa mais comum nesse tipo de lesão é devido a acidentes automobilísticos, embora lesões por golpes diretos, traumas ocupacionais e quedas também são relatadas (AMMAR et al., 2020; THAKUR; GOGNA; GOYAL, 2016; RICCIARDI et al., 2004). Corroboram autores, que a maioria dos traumas fechados são causados por acidentes automobilísticos (cerca de 70%) (ARÊDES et al., 2022; SILVA et al., 2022; SMITH et al., 2022; SHARPE et al., 2017; CECI et al., 2006). O trauma abdominal fechado tem maior probabilidade de lesar órgãos sólidos como fígado, baço, pâncreas e rins; são lesões graves e frequentemente associadas a outros órgãos, dificultando o diagnóstico (YADOLLAHI et al., 2025; THAKUR; GOGNA; GOYAL, 2015; CHOI, 2011).
O estudo conduzido por Özutürk et al. (2016) com 64 pacientes com lesão no cólon, verificou que 32 (50%) dos pacientes apresentaram este tipo de lesão por acidente automobilístico; 13 (20,3%) com relato de queda de altura e 7 (10,9%) pacientes, agressão. As lesões no cólon ocorrem com maior frequência após trauma abdominal penetrante, enquanto os traumas fechados, a incidência é relativamente baixa. Ammar et al. (2020) cita um estudo com apresentação de um caso de um paciente com perfuração isolada do cólon envolvendo acidente com touro, que o atingiu de frente; Ciftci, Benek e Kezer (2016), descreveram uma perfuração do cólon devido a um acidente automobilístico.
Em relação à gravidade da lesão determinada pelo trauma abdominal fechado depende de quais órgãos ou estruturas estão sendo acometidas, extensão das lesões, além da presença de associação com outras lesões, em especial as torácicas e craniocefálicas (ARÊDES et al., 2022; SILVA et al., 2022).
O paciente descrito no relado de caso, do sexo masculino, 30 anos de idade, está em concordância com a literatura, conforme descrição do perfil epidemiológico do trauma abdominal, ou seja, a maior incidência associa-se ao público jovem, sexo masculino (SOUSA et al., 2025; YADOLLAHI et al., 2025; TAŞ; YIĞIT, 2023; ARÊDES et al., 2022).
No atendimento de emergência o paciente relatou dor abdominal e no tórax. Em exame físico foi evidenciado vias aéreas pérvias, sem cervicalgia, eupneico em ar ambiente, dor torácica anterior, sem sinais de fratura ou enfisema subcutâneo; estabilidade hemodinâmica; abdome distendido, despressível, doloroso à palpação em abdome inferior, sem defesa ou irritação peritoneal.
De acordo com a literatura, rotineiramente, os pacientes acometidos por esse tipo de trauma, apresentam sintomas vagos; a ultrassonografia abdominal não deve ser o único método diagnóstico (ĐAT et al, 2024). No caso de pacientes assintomáticos ou sintomas vagos, é importante enquadrá-lo no grupo de trauma contuso, apesar disso, é imperativo que se realize uma investigação com o objetivo de identificar possíveis lesões intra-abdominais, tendo em vista que estas podem estar presentes mesmo nesses pacientes (SILVA et al., 2022).
O Focused Assessment Sonography for Trauma (FAST) é o método mais utilizado atualmente, é uma ultrassonografia que detecta líquido na cavidade abdominal, identifica lesões viscerais, ainda há possibilidade de realizar uma TC, por apresentar uma boa sensibilidade (SILVA et al., 2022; THAKUR; GOGNA; GOYAL, 2015). A TC revela a gravidade da lesão, facilitando a precoce identificação da lesão resultando em melhoria da morbidade e mortalidade (MALKOC et al., 2024; SILVA et al., 2022; GREER; GILLERN; VERTRESS, 2013); contudo, a TC não se disponibiliza em todas as situações, essa condição dificulta a sua execução. No caso de pacientes instáveis, o lavado peritoneal é o exame mais indicado (SILVA et al., 2022).
No caso clínico em questão, na TC do tórax com mínima lâmina de pneumotórax na base pulmonar direita, evidenciou pequenas opacidades subpleurais com atenuação em vidro fosco nos lobos médio e inferior direito, representando pequenas contusões pulmonares. No abdome superior e pelve espessamento/irregularidade da parede abdominal no flanco direito foi evidenciada densificação do subcutâneo adjacente; com espessamento perietal mal definido do sigmoide distal em região hipogástrica, com borramento e lâmina hemáticas no mesentério em adjacência.
A TC com contraste apresenta sensibilidade de 64% e acurácia de 82% na predição de lesão intestinal (ERTUGRUL et al., 2012); a acurácia diagnóstica para trauma do colón sigmoide é controversa, em torno de 20% (ĐAT et al, 2024). Contudo, a TC com contraste é expressivamente melhor em comparação ao exame clínico e outros métodos (lavagem peritoneal diagnóstica e ultrassonografia), que comumente levam a explorações abdominais negativas em casos de trauma (ĐAT et al, 2024; CHENG et al., 2020).
Estudos enfatizam a importância do exame físico abdominal e a observação para o diagnóstico da lesão as primeiras 6 horas, período em que os sinais de peritonite comumente aparecem. O exame retal desempenha também um importante papel no diagnóstico, pois a presença de sangue e a sensibilidade abdominal, são fortes indícios de lesão do cólon (AMMAR et al., 2020), aumento na contagem de leucócitos pode ser indicativo de patologia, as radiografias abdominais geralmente não fornecem conclusões definitivas. O espessamento da parede intestinal e líquido livre na ultrassonografia podem sugerir lesão intestinal (ĐAT et al, 2024).
O paciente no presente relato, apresentou taquicardia persistente, irritação peritoneal, assim, ocorreu a decisão cirúrgica. Taş e Yiğit (2023) citam a necessidade de intervenção cirúrgica nas primeiras heoras após uma lesão de trauma fechado; o estudo conduzido por Williams, Watts e Karkry (2003) concluiu que o trauma abdominal fechado,é raro e de difícil diagnóstico, e a maioria dos pacientes com este tipo de lesão são conduzidos ao centro cirúrgico em até 24 horas.
Mesmo com cirurgia relativamente rápida, pacientes com trauma abdominal fechada apresentaram risco significativamente maior de complicações graves e maior tempo de internação. Ao contrário da perfuração do intestino delgado, o atraso na intervenção cirúrgica parece ser menos comum, mas ainda está associado à morbidade grave (WILLIAMS; WATTS; KARKRY, 2003).
A cirurgia foi realizada, evidenciando, hemoperitonio moderado, perfuração cerca de 1 cm em delgado, distando 140 cm do ângulo de Treitz, acometendo menos de 25% da circunferência da alça, lesão por desenluvamento traumático do cólon sigmoide (Figuras 1 e 2).
Figura 1 – Imagem intraoperatória

Fonte: Arquivo do autor (2025).
A desenluvamento traumático do cólon sigmoide apresentou perda de camada muscular e serosa, restando a mucosa, sem violação do lumen, discreto sangramento em zona II retroperitoneal, a esquerda, contido após hemostasia, ausência de lesões em estômago, baço, fígado ou demais órgãos/vasos.
Figura 2. Lesão por descolamento do cólon

Fonte: Arquivo do autor (2025).
O desfecho do paciente foi positivo, estável. Foi mantida a dieta pastosa, antibioticoterapia (ceftriaxone e metrinidazol), acompanhamento em conjunto com a cirurgia torácica e cuidados intensivos. Recebeu alta hospitalar, com orientações de cuidados pós-operatórios e, em caso de intercorrência, retornar ao hospital.
5 CONCLUSÃO
Os casos de lesão por desenluvamento do cólon sigmoide após trauma abdominal fechado não dispõem de um método clinicamente preciso. Comumente, o diagnóstico é desafiador, devido a multiorgânicas lesões associadas e os mínimos sinais que exigem cirurgia abdominal de emergência. O diagnóstico preciso e precoce é categórico nos casos de lesões abdominais, por ser um trauma que se desenvolve silenciosamente que, com o decorrer do tempo, pode se agravar, sobretudo em situações de sangramentos internos em órgãos essenciais.
Em pacientes acometidos por trauma abdominal fechado, as investigações preliminares não revelam anormalidades ao realizar os exames físico e de sangue, por isso, tendem a resultar em elevada mortalidade e morbidade. Assim, exames de imagem (tomografia computadorizada e ultrassonografia) capazes de visualizar lesões internas, são de suma relevância no diagnóstico inicial.
O tratamento deve considerar os diversos fatores de risco da lesão, ou seja, o mecanismo e a gravidade da lesão do colón, o estado geral do paciente, intervalo entre a lesão e a cirurgia, estabilidade dos sinais vitais, necessidade de transfusão excessiva, nível de contaminação fecal e lesões em órgãos associados. O tratamento deve ser individualizado.
O desafio está na falta de critérios diagnósticos e indicadores clínicos precisos, o que dificulta a tomada de decisão precisa. No caso em questão, o desfecho positivo do paciente se deveu à avaliação e intervenção imediatas, pela técnica cirúrgica realizada, acompanhamento clínico e as orientações de cuidados pós-operatórios.
REFERÊNCIAS
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1 Residente de Cirurgia Geral – Hospital Estadual Dr. Jayme dos Santos Neves – AEBES. Serra/ES. E-mail: moreiragabrielc@gmail.com
2 Supervisor do Programa de Residência Médica em Cirurgia Geral – Hospital Estadual Dr. Jayme dos Santos Neves – AEBES. Serra/ES. E-mail: drcafagundes@gmail.com
3 Cirurgião Geral e Preceptor da Residência Médica do Hospital Estadual Dr. Jayme dos Santos Neves – AEBES. Serra/ES. E-mail: gabrieltoledosantos@hotmail.com
