THE NURSE’S ACTION FOR THE PREVENTION OF SEPSIS IN INTENSIVE CARE
EL PAPEL DE LAS ENFERMERAS EN LA PREVENCIÓN DE LA SEPSIS EN CUIDADOS INTENSIVOS
REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/ch10202510260640
Gabrielle Noronha Souza
Raquel da Conceição Ferreira Silva
Rosane Alves de Paula Dias
Vitória Cristina de Oliveira Santos
Orientador: Luís Carlos Leone Junior*
RESUMO
Objetivo: descrever sobre a atuação do enfermeiro para prevenção de sepse em unidade de terapia intensiva adulto (UTI). Metodologia: estudo de revisão integrativa da literatura. Utilizou-se, as bases de dados LILACS; BDENF, SCIELO, REDIB, BVS; através dos DECs: enfermagem, unidades de terapia intensiva, sepse, prevenção, no idioma português e inglês. Critérios de inclusão utilizados: tipo de documento, artigos, bases de dados selecionadas, publicados entre os anos de 2016 e 2022. Resultados: a amostra incluiu 03 artigos nacionais, visto que foram escritos por autores enfermeiros. Conclusão: Considera-se que a pesquisa possibilitou a análise de produções científicas sobre os conhecimentos, práticas e estratégias empregadas na atuação do enfermeiro para prevenção de sepse em UTI. Com a finalidade de obter uma visão holística do papel do enfermeiro frente a pacientes que necessitam de cuidados intensivos, por meio do olhar voltado à integralidade do indivíduo enquanto ser humano.
Descritores: Enfermagem, Unidades de Terapia Intensiva, Sepse, Prevenção
ABSTRACT
Objective: to describe the role of nurses in preventing sepsis in adult intensive care units (ICU). Methodology: integrative literature review study. It was used the databases LILACS, BDENF, SCIELO, REDIB, BVS; through the CEDs: nursing, intensive care units, sepsis, prevention, in Portuguese and English. Inclusion criteria used: document type, articles, selected databases, published between the years 2016 and 2022. Results: the sample included 03 national articles, since they were written by nurse authors. Conclusion: It is considered that the research enabled the analysis of scientific productions about the knowledge, practices and strategies employed in the nurse’s performance for prevention of sepsis in ICU. With the purpose of obtaining a holistic view of the role of nurses facing patients who require intensive care, through a look at the completeness of the individual as a human being.
Descriptors: Nursing, Intensive Care Units, Sepsis, Prevention.
RESUMEN
Objetivo: Describir el rol del personal de enfermería en la prevención de la sepsis en unidades de cuidados intensivos (UCI) para adultos. Metodologia: Revisión integrativa de la literatura. Se utilizaron las bases de datos LILACS, BDENF, SCIELO, REDIB y BVS, a través de las DEC: enfermería, unidades de cuidados intensivos, sepsis, prevención, en portugués e inglés. Criterios de inclusión: tipo de documento, artículos y bases de datos seleccionadas, publicados entre 2016 y 2022. Resultados: La muestra incluyó tres artículos nacionales, escritos por enfermeros. Conclusión: La investigación permitió el análisis de la producción científica sobre los conocimientos, las prácticas y las estrategias empleadas en el rol del personal de enfermería en la prevención de la sepsis en UCI. El objetivo fue obtener una visión holística del rol del personal de enfermería en pacientes que requieren cuidados intensivos, a través de un enfoque en la integralidad del individuo como ser humano.
Descriptores: Enfermería, Unidades de Cuidados Intensivos, Sepsis, Prevención
1 INTRODUÇÃO
Atualmente, a septicemia é reconhecida como uma ameaça significativa à segurança do paciente e à saúde global, exigindo medidas efetivas para prevenção, diagnóstico e tratamento (Organização Mundial da Saúde, 2021). Segundo as novas diretrizes publicadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS) em 2024, a sepse continua sendo uma das principais causas de mortalidade hospitalar, com estimativa de cerca de 49 milhões de casos e 11 milhões de mortes anuais no mundo, o que representa aproximadamente 20% de todos os óbitos globais. A OMS (2024) reforça a importância do diagnóstico precoce, do manejo adequado e da prevenção em todos os níveis de atenção à saúde, destacando o papel essencial dos profissionais de enfermagem na vigilância e intervenção imediata.
A sepse é definida como uma infecção suspeita ou confirmada associada à disfunção orgânica desencadeada por fatores endógenos, que ameaça a vida do paciente devido a uma resposta desregulada à infecção (Instituto Latino-Americano de Sepse [ILAS], 2022). Em sua atualização de 2023, o ILAS ampliou as recomendações da Campanha de Sobrevivência à Sepse, enfatizando o uso de protocolos institucionais baseados nas diretrizes internacionais de 2021 e incluindo novas estratégias de rastreamento rápido, capacitação de equipes e auditorias clínicas, que têm mostrado redução significativa da mortalidade hospitalar.
Clinicamente, a sepse é polimórfica e sua evolução depende de fatores como a etiologia da infecção, as comorbidades do indivíduo e o tempo de início. Dessa forma, o prognóstico está diretamente relacionado ao diagnóstico precoce e à intervenção terapêutica adequada (Branco et al., 2020; Pant; Mackraj; Govender, 2021). Estudos mais recentes, como o de Vieira et al. (2024), apontam que a implementação de protocolos de reconhecimento precoce da sepse em unidades críticas reduziu em até 25% a mortalidade em pacientes adultos. Além disso, pesquisas internacionais (Kumar et al., 2023; Lin et al., 2024) demonstram que o atraso superior a 1 hora na administração do antibiótico inicial aumenta substancialmente o risco de óbito, reforçando a urgência de intervenções rápidas.
De acordo com o ILAS (2020), a sepse representa um grave problema de saúde pública, com alta taxa de mortalidade. No Brasil, o instituto aponta que a mortalidade por sepse grave e choque séptico pode ultrapassar 50%, especialmente em pacientes hospitalizados em unidades de terapia intensiva (UTI). Dados mais atuais do DataSUS (2024) indicam que a taxa de mortalidade por sepse no Brasil ainda se mantém elevada, com cerca de 46% dos casos hospitalares evoluindo para óbito, principalmente em instituições públicas e em regiões com menor disponibilidade de leitos de UTI.
Grande parte dos pacientes acometidos encontra-se em UTIs, ambientes destinados à assistência integral e continuada, com uso de recursos tecnológicos como monitores cardíacos, ventiladores mecânicos e drogas vasoativas. Além disso, esses setores contam com equipes especializadas para o atendimento às urgências e emergências (Castro et al., 2021). Segundo um levantamento multicêntrico realizado por Silva et al. (2023), aproximadamente 70% dos casos de sepse grave atendidos em UTIs brasileiras envolvem pacientes com comorbidades crônicas e tempo de internação superior a 10 dias, o que demonstra a complexidade do manejo nesses ambientes.
Algumas condições aumentam a suscetibilidade à sepse, entre elas: idade acima de 65 anos, tempo prolongado de internação, presença de comorbidades e realização de procedimentos invasivos (Barros; Maia; Monteiro, 2016). Atualmente, incluem-se também fatores como resistência antimicrobiana, falhas no controle de infecção e imunossupressão terapêutica (Oliveira et al., 2023). A literatura recente aponta que pacientes oncológicos, transplantados e imunodeprimidos apresentam risco 3 vezes maior de desenvolver sepse grave.
Nesse cenário, o papel do enfermeiro é essencial. Além de suas funções assistenciais, gerenciais e educativas, cabe a ele monitorar sinais vitais, realizar balanço hídrico, administrar medicamentos, manejar drogas vasopressoras e auxiliar em procedimentos invasivos, sempre em parceria com a equipe multiprofissional (Castro et al., 2021). As diretrizes internacionais de 2024 reforçam que a capacitação do enfermeiro em protocolos de triagem e resposta rápida é uma das estratégias mais eficazes para reduzir a mortalidade por sepse. A atuação do enfermeiro na educação continuada da equipe e na adesão aos bundles de sepse é considerada determinante para a melhoria dos desfechos clínicos (WHO, 2024; ILAS, 2023).
O conhecimento adequado acerca da sepse é fundamental para que o enfermeiro possa identificar precocemente suas manifestações clínicas e contribuir para o manejo adequado, reduzindo complicações e mortalidade (Cebriano et al., 2021). Conforme estudo de Mendes et al. (2024), profissionais de enfermagem treinados em protocolos de identificação precoce apresentaram aumento de 40% na acurácia diagnóstica e diminuição de 30% na incidência de choque séptico em pacientes críticos.
Diante disso, o presente estudo tem como objetivo analisar o desempenho do enfermeiro na prevenção da sepse em unidades de terapia intensiva, a partir das evidências disponíveis na literatura.
A relevância deste trabalho justifica-se pelo elevado número de mortes e complicações associadas à sepse em UTIs e pela escassez de estudos que abordam de forma específica o papel do enfermeiro na sua prevenção. Espera-se que os achados possam contribuir para a implementação de estratégias mais efetivas de cuidado, resultando em melhor qualidade da assistência, maior sobrevida dos pacientes e maior tranquilidade para seus familiares. Assim, reforça-se a necessidade de incorporar continuamente as evidências científicas recentes e de investir na formação e atualização dos enfermeiros para o enfrentamento dessa síndrome complexa e potencialmente fatal.
2 METODOLOGIA
Trata-se de uma revisão integrativa da literatura (RI), que permite ao pesquisador dimensionar e compreender o conhecimento referente a um determinado assunto ou tema, incluindo pesquisas que já foram feitas a partir de bases sólidas para o seu desenvolvimento (MENDES KDS, 2019).
Conforme estabelecido, foram seguidas as seis etapas. Na primeira delas, foi identificado e definido o tema, que se refere à atuação do enfermeiro para a prevenção de sepse na terapia intensiva. Em seguida, os artigos foram selecionados em bases de dados, tais como a Rede Ibero-americana de Inovação e Conhecimento Científico (REDIB), Pubmed, Recien e Scientific Electronic Library Online (Scielo), por meio dos descritores em saúde (Decs): enfermagem, unidades de terapia intensiva, sepse e prevenção.
Como critérios de inclusão, foram considerados artigos publicados nos idiomas português e inglês, que se encontravam disponíveis na íntegra, de acesso gratuito, que retratavam a temática da pesquisa, publicados nos últimos seis anos. Foram excluídos artigos que se encontravam duplicados nas bases consultadas e que não abordavam o tema em questão. Inicialmente, foram encontradas 197 em seguida foram desconsiderados 61 por estarem em duplicidade e 48 não retratavam a temática escolhida. Dos 88 artigos restantes, 78 não respondiam à pergunta norteadora. Sendo assim, a mostra final contou com 10 artigos, que deles, 7 foram excluídos por serem revisões integrativas, restando assim 3 artigos que foram lidos na íntegra para o desenvolvimento do trabalho, conforme mostrado na figura
1.Figura 1: Fluxograma de busca, identificação, seleção e exclusão de artigos.

A interpretação e síntese dos resultados apresentados ocorreu por meio de leitura, análise e discussão dos artigos, visando responder à pergunta norteadora. Os resultados foram divididos em 3 categorias: 1/conhecimento dos enfermeiros sobre sepse, 2/Fatores de risco associados ao agravamento da sepse na terapia intensiva e 3/medidas preventivas utilizadas pelos enfermeiros.
3 RESULTADOS
A amostra final desta revisão sistemática foi constituída por 03 publicações, que tiveram suas principais informações sintetizadas, conforme mostrado no quadro 1.
Quadro 1: Quadro sinóptico – Síntese dos estudos (Título do artigo, autor principal, ano de publicação, Periódico, nível de evidência (NE), método, resultados, Belo Horizonte, 2022.

Quadro 1 – fonte: dados de pesquisa
Conforme mostrado no Quadro 1, o número de publicações é bem reduzido. Há um espaço longo, de cinco anos entre as publicações.
Falar aqui sobre a classificação do Qualis e do nível de evidência.
4. DISCUSSÃO
Categoria 1/ Medidas preventivas e conhecimento do enfermeiro sobre a sepse
A pesquisa demonstra através do embasamento de autores como Castro (2021) e Rocha (2021) que o conhecimento dos enfermeiros e atuação a prevenção de sepse é o ponto principal para uma boa assistência ao paciente, como enfermeiros, é necessário estar em posição de impactar diretamente a morbimortalidade relacionada à sepse. A identificação
e o tratamento precoces são a base do manejo da sepse, mas a prevenção é a principal tática. O enfermeiro está na linha de frente no atendimento ao paciente hospitalizado. Estar ciente das mudanças clínicas sutis indicativas de declínio clínico iminente é fundamental para intervenções oportunas e para evitar resultados clínicos negativos.
No que se refere a maneira que o indivíduo se infecta Castro (2021) relata que possíveis fatores explicativos incluem idosos, padrões alterados de comorbidade e imunidade, aumento do uso de drogas imunomoduladoras, procedimentos invasivos e patógenos multirresistentes emergentes. Complementando, a OMS (2021) traz a informação que a demografia e as comorbidades em pacientes com sepse incluem maioria do sexo masculino, idade avançada, cardiopatia, doença pulmonar obstrutiva crônica, diabetes e câncer.
No estudo de Renata Lacerda, após uma análise feita em um grande hospital de Belo Horizonte com 123 enfermeiros, observa-se que 76,1% dos participantes apresentaram conhecimento satisfatório. Apesar do resultado acima da média é necessária diligência quanto à interpretação dos números da apuração.
Enquanto Garrido, realiza uma análise menor, com 24 enfermeiros e divide seu estudo entre os prováveis sinais da sepse e a utilização de protocolos para o manejo do paciente séptico. No que tange aos parâmetros e sinais, 8% dos enfermeiros conseguiram realizar análise de hemograma, 60% atentaram para leucocitose, 96% consideraram a temperatura, 68% para frequência cardíaca, 52% atentaram a frequência respiratória, 84% para alteração de padrão respiratório, 56% saturação, 60% para aspecto e quantidade de secreção traqueal, 92% compreendem a relevância e citaram a avaliação neurológica e alteração de consciência. No que refere a função renal 84% percebem a oligúria como indicação de perda ou diminuição da mesma levando a sinais de sepse, 44% avaliaram os níveis de uréia e 48% os níveis de creatinina, 24% levaram o balanço hídrico positivo como indicador de falência renal. No que refere a nutrição 36% observaram que níveis glicêmicos devem estar menores de 150mg/dL, 56% identificaram a necessidade de iniciar precocemente o aporte nutricional. Observa-se que a maioria dos entrevistados sequer domina a relação entre o aporte calórico e o paciente séptico. Quanto aos protocolos, pôde-se observar que 52% dos enfermeiros participantes não dispõe de protocolos em seu serviço de saúde e 48% apresentam domínio dos mesmos.
Categoria 2/ Sinais e sintomas da sepse e fatores de risco associados ao agravamento de sepse
Alguns pontos importantes referentes aos sintomas e agravamento da sepse foram mencionados por Barros (2016):
Embora qualquer tipo de infecção – bacteriana, viral ou fúngica – possa levar à sepse, as infecções que mais comumente resultam em sepse incluem infecções de:
- Pulmões, como pneumonia
- Rim, bexiga e outras partes do sistema urinário
- Sistema digestivo
- Corrente sanguínea (bacteremia)
- Locais de cateter
- Feridas ou queimaduras
Os sinais e sintomas da sepse podem incluir uma combinação de qualquer um dos seguintes:
- confusão ou desorientação,
- falta de ar,
- alta frequência cardíaca,
- febre, calafrios ou sensação de muito frio,
- extrema dor ou desconforto, e.
- pele úmida ou suada
À medida que a sepse piora, o fluxo sanguíneo para órgãos vitais, como cérebro, coração e rins, fica prejudicado. A sepse pode causar coagulação sanguínea anormal que resulta em pequenos coágulos ou vasos sanguíneos estourados que danificam ou destroem os tecidos.
A maioria das pessoas se recupera de sepse leve, mas a taxa de mortalidade por choque séptico é de cerca de 40%. Além disso, um episódio de sepse grave coloca você em maior risco de infecções futuras.
Os fatores de risco relacionados a mortalidade são discutidos por Rocha (2021), é considerado que as taxas de mortalidade permanecem altas para sepse e choque séptico, apesar do aumento da atenção e conscientização. A identificação de pacientes em risco de sepse e prognóstico é de extrema importância para a melhoria significativa dos resultados.
Dentre os tópicos de conhecimento testados, os autores citados nos parágrafos acima concordam que a maior parte dos participantes possuem conhecimento insuficiente sobre conceito atualizado de sepse, manejo do paciente séptico, reconhecimento e análise dos parâmetros pé fusionais e identificação precoce dos sinais e sintomas da sepse. Reforçando a importância e necessidade de novos estudos, protocolos, cursos e treinamentos a respeito das atualizações de diretrizes internacionais, bem como, especialização dos profissionais em terapia intensiva para que essas lacunas que impactam de maneira abrupta no prognóstico do paciente com sepse sejam preenchidas.
Fatores como tempo de formação da graduação, qualidade da especialização e tempo de experiência na atuação assistencial em terapia intensiva se mostraram importantes para um conhecimento eficiente a respeito do tema.
Categoria 3/Medidas preventivas utilizadas pelos enfermeiros.
As medidas preventivas são mencionadas por Rocha (2021) como práticas que podem ser utilizadas pelos enfermeiros na terapia intensiva, podem incluir diversas estratégias. Antes que a sepse possa invadir o corpo de um paciente, é melhor prevenir sua ocorrência, seguir os requisitos de controle de infecção (por exemplo, higiene das mãos) e garantir que os pacientes recebam as vacinas recomendadas (por exemplo, gripe e pneumocócica). Educar os pacientes e suas famílias. Enfatizar a necessidade de prevenir infecções, gerenciar condições crônicas e procurar atendimento se houver sinais de infecção grave ou sepse.
Os autores do estudo concordam que é necessário que exista um melhor preparo da equipe para colocar as medidas preventivas em prática. Nos estudos é possível compreender que existem cinco principais passos:
- Prevenir infecções. Seguir os requisitos de controle de infecção (por exemplo, higiene das mãos) e garanta que os pacientes recebam as vacinas recomendadas (por exemplo, gripe e pneumocócica).
- Educar os pacientes e suas famílias. Enfatizar a necessidade de prevenir infecções, gerenciar condições crônicas e procurar atendimento se houver sinais de infecção grave ou sepse.
- Pense em sepse. Conhecer os sinais e sintomas da sepse para identificar e tratar os pacientes precocemente.
- Aja rápido. Se houver suspeita de sepse, solicitar exames para determinar se uma infecção está presente, onde está e o que a causou. Inicie antibióticos e outros cuidados médicos imediatamente. Documentar a dose, duração e finalidade do antibiótico.
- Reavaliar o manejo do paciente. Verificar o progresso do paciente com frequência. Reavaliar a antibioticoterapia 24 a 48 horas ou antes para alterar a terapia, conforme necessário. Certifique-se de que o tipo, a dose e a duração do antibiótico estejam corretas.
A sepse é uma condição complexa e multifatorial que pode progredir rapidamente. Recomendações atualizadas para o manejo da sepse surgiram para ajudar a equipe de saúde a tratar e cuidar de pacientes sépticos de forma mais eficaz.
5. CONSIDEREÇÕES FINAIS
Através do embasamento científico o estudo detalhou a respeito da atuação do enfermeiro na prevenção de sepse na UTI, conclui-se que se torna essencial que os enfermeiros estejam bem-informados sobre as recomendações baseadas na literatura mais recente sobre sepse com foco no que é mais pertinente à prática como enfermeiros. As intervenções de enfermagem estão centradas na criação/implementação de protocolos para o reconhecimento precoce da sepse, na capacitação das equipes para garantir uma abordagem segura e eficaz e na adoção de medidas de prevenção e controle de infecção como forma de prevenção da sepse.
O enfermeiro tem papel fundamental na detecção de alterações nas observações fisiológicas que possam indicar o início da sepse. Além disso, o conhecimento da fisiopatologia da sepse permite ao enfermeiro compreender melhor como a intervenção rápida previne o aparecimento do choque séptico.
A sepse é uma emergência médica e deve ser tratada como tal. A identificação precoce e o manejo da sepse melhoram os resultados dos pacientes. Os enfermeiros têm a capacidade de fazer a diferença tanto clinicamente quanto em todo o sistema.
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*https://orcid.org/0000-0003-2863-8375
