AN ANALYSIS OF THE MULTIPROFESSIONAL TEAM WORKING IN THE ICU: UNDERSTANDING INSTITUTIONAL WELCOMING AND CARE PRACTICES
REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/cl10202601281014
Ivalda Ribeiro da Silva1
Rafaela da Conceição Paes Monteiro da Silva2
Orientadora: Diala Alves de Sousa3
RESUMO
Esse estudo teve como objetivo identificar a implementação da política nacional de humanização nas ações de acolhimento dos profissionais de saúde em unidade de terapia intensiva. O método utilizado neste artigo abordou a relevância da humanização no atendimento a pacientes internados em Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) e o papel fundamental da família nesse contexto. O ambiente da UTI, caracterizado por cuidados de alta complexidade e intensivos, gera um impacto emocional significativo tanto no paciente quanto para seus familiares, tornando essencial uma abordagem que integre técnicas de humanização. O estudo teve como resultado a participação ativa da família durante a internação hospitalar não apenas melhora a experiência do paciente, como também contribui para o processo de recuperação. Foi concluído a exploração de práticas humanizadoras e seus impactos, evidenciando a necessidade de um cuidado que respeite a dignidade e o bem-estar dos envolvidos.
Palavras-chaves: Humanização. UTI. Estrutura Familiar. Cuidados de Saúde.
ABSTRACT
This study aimed to identify the implementation of the national humanization policy in the welcoming actions of healthcare professionals in intensive care units. The method used in this article addressed the relevance of humanization in the care of patients admitted to Intensive Care Units (ICUs) and the fundamental role of the family in this context. The ICU environment, characterized by highly complex and intensive care, generates a significant emotional impact on both the patient and their family, making an approach that integrates humanization techniques essential. The study concluded that the active participation of the family during hospitalization not only improves the patient’s experience but also contributes to the recovery process. The study concluded by exploring humanizing practices and their impacts, highlighting the need for care that respects the dignity and well-being of those involved.
Keywords: Humanization. ICU. Family Structure. Healthcare.
1. INTRODUÇÃO
De acordo com a Constituição Federal de 1988, no seu artigo 196, a saúde é direito de todos e o Estado tem como dever garantir através das políticas sociais e econômicas a redução do risco de doença e de outros agravos, bem como promover o acesso universal e igualitário as ações e serviços (promoção, proteção e recuperação) da saúde (BRUM, 2022).
A Política Nacional de Humanização -PNH, criada em 2003, visa promover mudanças na forma como as pessoas são cuidadas e apoiadas. Portanto, está sujeita a uma constante renovação, seja por meio da reestruturação do equilíbrio de poder no sistema de saúde ou pelos inúmeros êxitos alcançados pelo Sistema Único de Saúde – SUS. A PNH acredita na mudança, entende que os indivíduos moldam o mundo através das suas ações. Além disso, a PNH concentra-se em relações humanizadas, desde rotinas até instâncias e estratégias de gestão, incentivando trocas solidárias, em redes multiprofissionais e interdisciplinares; implicando gestores, profissionais e usuários em processos humanizados de produção dos serviços, a partir de novas formas de pensar e cuidar da saúde, e lidar com seus problemas (SOUZA, 2020). No entanto, os diversos indivíduos e grupos envolvidos nesta discussão apresentam diferentes perspectivas acerca do “como proceder”, em relação ao objetivo em comum de aprimorar a qualidade do cuidado integral e equitativo (CAMPOS, 2021).
A humanização é definida como a valorização dos processos de alteração dos sujeitos na realização da saúde. Assim, a humanização necessita ser realizada no exercício dos serviços de saúde, tanto com os profissionais quanto com os usuários, onde se envolva o diálogo, com o objetivo de construir novos caminhos com capacidade de proporcionar um novo padrão de gestão de saúde pública para todos (CAMPONOGAR, 2021).
A UTI é um local que exige a complexidade do conhecimento biomédico, a gestão do progresso tecnológico e a qualificação da assistência à saúde. As ações de educação permanente em saúde envolvem a articulação entre educação e trabalho (MARTINS, 2020). Visando à produção de mudanças na formação dos profissionais que trabalham em UTIs, é fundamental a oferta de formação qualificada, por meio de cursos e oficinas priorizando a discussão dos processos de trabalho, as diretrizes e políticas de humanização e cuidado relacionadas às disposições da Política Nacional de Humanização (PNH) ressignificando a atuação nos serviços de saúde (SOUZA, 2020).
Para que essa nova proposta se efetive dentro da saúde a política apresenta o acolhimento como uma diretriz, um caminho que é propício para remodelar o processo de trabalho em saúde, inserindo o usuário como centro deste processo. A proposta do acolhimento, articulada a outras propostas de mudanças no processo de trabalho é um mecanismo de extrema importância no processo de humanização da saúde, principalmente na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) (SOUZA, 2020).
A humanização dos serviços de saúde é uma proposta de política pública que tem entre seus dispositivos o Acolhimento com a avaliação e classificação de risco que traz no bojo de suas definições uma postura ética, que implica no compartilhamento de saberes e angústias, tomando para si a responsabilidade de acolher o outro em suas demandas, com responsabilidade e resolutividade (SANTOS, 2021).
Nesse contexto o Enfermeiro possui um papel importante na promoção da implementação da Política Nacional de Humanização principalmente o Acolhimento, onde no contexto hospitalar observa se que a equipe de Enfermagem é as pessoas que possuem maior tempo ao lado dos pacientes em unidades de saúde.diante disso surge o questionamento: Como anda a implementação da política nacional de humanização nas ações do acolhimento dos profissionais de saúde em unidade de terapia intensiva? (MARTINS, 2020).
O enfermeiro é um dos profissionais responsáveis por mediar o cuidado e o acolhimento de familiares e pacientes, Nessa perspectiva, é importante que o enfermeiro atue como líder de sua equipe e estabeleça um vínculo de confiança com a família e o paciente, seja empático, estabeleça uma escuta atenta e cuidadosa, acolha as particularidade de cada família e seja humano, valorizando todos os sujeitos envolvidos (SANTOS, 2021). aspectos estes atribuídos aos princípios da Política Nacional de Atenção Hospitalar, a qual considera o acolhimento o principal método para o desenvolvimento de ações de promoção, proteção e recuperação da saúde e como líder (LEITE, 2020).
A humanização na UTI é fundamental para melhorar a experiência tanto dos pacientes quanto de seus familiares, promovendo um cuidado que vai além da técnica e se dedica ao acolhimento emocional e psicológico (CAMPOS, 2021).
2. OBJETIVOS
2.1 GERAL
- Identificar a implementação da política nacional de humanização nas ações de acolhimento dos profissionais de saúde em unidade de terapia intensiva.
3. METODOLOGIA
A revisão foi realizada de forma narrativa, permitindo uma análise ampla e integradora dos estudos encontrados. Foram analisados os principais achados relacionados às práticas de humanização, como a importância da comunicação com a família, o impacto psicológico no paciente e a melhoria na qualidade do cuidado intensivo. A coleta de artigos foi realizada através do PubMed e SciELO, foram encontrados 15 arquivos (2020 – 2025) de relevância temática sendo excluídos 5 por se tratarem de artigos que não se adequavam ao tema proposto, onde os mesmos estavam anteriores ao ano de 2020. Para a realização da caracterização dos dados, após a leitura dos artigos, levou-se em consideração o autor, ano de publicação, periódico e metodologia de acordo com o objetivo de cada pesquisa. Partindo dessas variáveis, foi possível destacar um resumo geral dos artigos do estudo por autor, ano, periódico, metodologia e objetivo do artigo.
Critério de inclusão: publicados na íntegra em português, inglês e espanhol e incluiu estudos originais, revisões e artigos que abordam a humanização na UTI. Critério de exclusão: Conteúdos fora do objetivo do trabalho, e fora do ambiente de UTI, antigos anteriores ao ano de 2020. O conteúdo dos artigos foi submetido à análise e leitura prévia, buscando viabilizar uma melhor organização do conteúdo de acordo com os objetivos do trabalho, visando uma melhor compreensão do processo presente no que tange, não apenas do paciente, mas também do trabalhador da saúde.
4. RESULTADO / REVISÃO LITERÁRIA
A comunicação é inerente ao comportamento humano e permeia todas as suas ações no desempenho das suas funções (RIBEIRO, 2020).
A ausência de compreensão frente à doença permaneceu estática durante muito tempo e o movimento médico para aliviar os pesares dos afetados, era nulo e a estes, restava o sofrimento, a exclusão social dada o medo de contágio, e a morte (WANG, 2023).
A proposta do Sistema Único de Saúde, através da PNH destina-se a promover inovações na gestão e nas práticas de produção de saúde, ou seja, no cuidado com o usuário atendido no sistema de saúde. Para que essa nova proposta se efetive dentro da saúde a política apresenta o acolhimento como uma diretriz, um caminho que é propício para remodelar o processo de trabalho em saúde, inserindo o usuário como centro deste processo (BRUM, 2022).
Quando se fala em processo de humanização na enfermagem dentro de uma UTI, cabe citar um instrumento de trabalho no qual estabelece uma relação de auxílio e empatia com o paciente durante a assistência de enfermagem, por meio da relação Inter-humana. Os cuidados de enfermagem humanizada devem envolver o paciente por um todo, no qual a enfermagem deve zelar pela imagem do paciente, vontades e emoções, que o paciente vive diariamente (SOUZA,2020).
A rotina da UTI é complexa e todos os profissionais que atuam neste setor realizam uma prática de assistência afastada da aproximação e do afeto, do ouvir e falar com o paciente que carece de atenção, a UTI se concentra no cuidado aos pacientes graves, equipamento sofisticado e equipe qualificada para lidar com estrutura de cuidado específica. Por conta de a UTI ser um lugar que carece de atitudes, às vezes particulares, contra todo um sistema tecnológico dominador, a humanização se torna um trabalho difícil, tendo em vista que os profissionais que vivem o dia a dia dentro das UTI’s avigoram-se para realizar atuações com o objetivo de harmonizar a assistência da equipe multiprofissional (RIBEIRO,2020).
O momento da internação de um paciente em uma UTI frequentemente leva a todos os sujeitos envolvidos diversos e complexos sentimentos. Muitas vezes, nem o paciente tampouco sua família compreende com clareza o que está acontecendo. Nesse sentido, a UTI é um ambiente estressante onde o paciente é submetido a procedimentos invasivos, que causam dor e/ou desconforto, permanece conectada a cabos, fios, equipamentos e dispositivos de monitoramento que gera medo e ansiedade (SANTOS, 2021).
A Lei Orgânica da Saúde nº 8.080 de 1990 no seu artigo 2º apresenta a saúde como direito fundamental do ser humano, direito inerente, ou seja, essencial à vida (SANTOS, 2021). O Sistema Único de Saúde (SUS) também está estabelecido na Constituição Federal de 1988 como uma nova reordenação dos serviços de saúde, ele é único no sentido de seguir doutrinas e princípios organizacionais iguais em todo território brasileiro (SOUZA, 2020).
Nessa nova reorganização do sistema de saúde passa-se a entender que ter saúde não é ausência de doença, é buscar a qualidade de vida dos usuários, é entender o usuário na sua totalidade, entendendo o processo saúde-doença (WANG, 2023).
A humanização é uma política pública, e como política ela deve propiciar, através de atitudes coletivas e/ou em grupos, formas de elaborar alternativas, propostas e ações que venham atender aos interesses da sociedade como um todo (CAMPOS, 2021).
Como foi falado antes, a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) é um ambiente caracterizado por alta complexidade, onde os pacientes enfrentam condições de saúde críticas, e os profissionais lidam com rotinas estressantes e de alta rotatividade. Esse cenário exige abordagens que integrem não apenas cuidados técnicos, mas também de humanização, promovendo o bem-estar físico e psicológico para os pacientes e seus familiares (SANTOS,2021). A alta rotatividade de pacientes e o estresse dos profissionais de saúde são desafios que tornam a humanização ainda mais relevante nesse contexto (RIBEIRO,2020).
No contexto da humanização, o acolhimento surge como uma temática merecedora da atenção de todos os envolvidos, profissionais e usuários uma vez que permeia as expectativas e sentimentos vivenciados pelos usuários em busca do atendimento eficaz. O estudo da temática humanização no atendimento em saúde em Unidade de Terapia Intensiva é de grande relevância, uma vez que a constituição de um atendimento é calcada em princípios como integralidade da assistência, a equidade, a participação social do usuário, dentre outros aspectos, demanda a revisão das práticas cotidianas, de modo a valorizar a dignidade do profissional e do usuário (BRUM, 2022).
O adoecer, na vida dos usuários, é um momento que traz muitas inquietações e angústias, que exige as mesmas aceitações, conhecimento, estímulo e entendimento para que estes consigam conduzir e receber com tranquilidade os cuidados e orientações a eles dispensados. Porém, quando nos referíamos aos usuários, não podemos deixar de evidenciar que fazem parte deste rol os profissionais aí envolvidos indistintamente (SOUZA,2020).
A humanização pode também ser compreendida como a democratização das relações entre os trabalhadores, usuários e gestores. Um modelo de produção do cuidado mais resolutivo, centrado na comunicação, na troca de informações e saberes. Humanizar visa o processo de envolver na assistência para produzir cuidados em saúde combatendo a despersonalização, assegurando o reconhecimento e respeito ao “outro” com distinção cultural (CAMPONOGAR,2021).
A família é vista como um grande auxiliador na redução de sintomas de estresse, ansiedade e depressão provocados pela enfermidade crítica e períodos de internação prolongada na UTI. Uma boa interação entre o familiar e a equipe de saúde traz grandes resultados para o cliente. Desse modo, é primordial que a família esteja totalmente incluída no processo de cuidar de seu ente querido (RIBEIRO,2020).
Nesse sentido é importante que a equipe multiprofissional de saúde oferte momentos para esclarecer as dúvidas dos familiares, preferencialmente antes da entrada na UTI, pois acolher as emoções, tensões, medos e incertezas antes da visita ao seu familiar hospitalizado, pode proporcionar um melhor entendimento do cuidado prestado ao seu ente querido (LEITE,2020).
A flexibilização dos horários de visita em UTIs tem sido apontada como uma prática humanizadora essencial. Permitir que familiares passem mais tempo com os pacientes oferece suporte emocional significativo e contribui para uma experiência menos traumática, tanto para os pacientes quanto para seus entes queridos. Segundo estudos recentes, as visitas estendidas favorecem uma relação mais colaborativa entre a família e a equipe de saúde, promovendo maior adesão ao tratamento e redução de complicações psicológicas, como ansiedade e depressão (CAMPOS, 2021).
Estudos demonstram que a humanização tem impactos positivos mensuráveis na recuperação e na redução da mortalidade, Além disso, a comunicação efetiva entre a equipe de saúde e os familiares desempenha um papel fundamental (WANG, 2023).
No ponto de vista do ser humano, o cuidado de enfermagem com evidências é um dos mais dificultosos e trabalhosos de serem implementados, pois a prática diária nas UTIs é muito complexa e faz com que os integrantes da equipe de enfermagem, na maior parte do tempo, esqueçam-se de dialogar e criar um vínculo com o paciente (SOUZA, 2020). O ambiente da UTI é bastante instável, só pode ser humanizado começando pela própria humanização da equipe. Os profissionais não podem humanizar o cuidado ao paciente grave até que aprendam a ser íntegros/integrados consigo mesmos e com a equipe de trabalho. Ademais, o encontro com um paciente nunca é neutro, carregamos sempre conosco preconceitos, valores, atitudes, enfim, nosso sistema de significados culturais. Portanto, cuidar de quem cuida é essencial para poder cuidar terapeuticamente dos outros (WANG,2023).
5. RESULTADOS E DISCUSSÕES
Após a coleta dos artigos nas bases de dados escolhidas, foram analisados obedecendo os critérios de inclusão e exclusão estabelecidos.
Foram utilizados 10 artigos científicos no idioma português, dos anos de 2020 a 2025 para a amostra final desta revisão.
Quadro 1 – Quadro síntese da revisão integrativa.
| ESTUDO | AUTORIA | TÍTULO | OBJETIVO | RESULTADOS |
| 1 | BRUM, C. N. et al., (2022). | Aspectos conceituais e metodológicos na construção do conhecimento da enfermagem. | Averiguou-se que os implementadores, diante da falta de treinamento nos marcos da política, da percepção de carência de recursos e do baixo grau de apoio, forjaram um entendimento peculiar dos objetivos e das estratégias da política pública. Eles criaram uma visão do que seria “humanizar” os serviços ajustada às preferências e necessidades locais. | Os resultados indicaram que: os dois periódicos com maior número de publicações sobre o tema foram Cadernos de Saúde Pública e Ciência & Saúde Coletiva (25,0 e 22,5%, respectivamente); nos anos de 2004 a 2010, foram publicados sete artigos sobre o tema, e, em 2011, seis artigos foram encontrados. As áreas predominantes foram Saúde Pública/Coletiva (57,6%) e Enfermagem (39,4%). |
| 2 | CAMPOS, C.M. (2021). | A comunicação terapêutica enquanto ferramenta profissional nos cuidados de enfermagem. | Pretendo com este artigo analisar a comunicação como um processo na humanização do cuidar e como instrumento terapêutico essencial do cuidado, com as suas características específicas. | Pretendo com este artigo analisar a comunicação como um processo na humanização do cuidar e como instrumento terapêutico essencial do cuidado, com as suas características específicas. |
| 3 | CAMPONOGAR,A,S. et al., (2021). | O cuidado humanizado em unidade de terapia intensiva: uma revisão bibliográfica | O propósito é proporcionar, de forma humanizada, acolhimento ao paciente e também àsua família nesses ambientes. Para o desenvolvimento do tema foi escolhida como forma de trabalho de revisão bibliográfica sistemática. | Os fatores encontrados estavam relacionados ao paciente e seus familiares, a questões da equipe de enfermagem e a questões estruturais das instituições de saúde, revelando o caráter multidimensional da humanização. Conclui-se que a humanização é um aspecto fundamental aos seres humanos. |
| 4 | LEITE, M.A.; VILA, V. D. S. C. ( 2020). | Dificuldades vivenciadas pela equipe multiprofissional na unidade de terapia intensiva. | objetivo foi identificar as dificuldades vivenciadas pela equipe multiprofissional que atua na Unidade de Terapia Intensiva. | Os resultados evidenciaram a necessidade de que a equipe promova momentos para reflexão e discussão acerca dos aspectos técnicos, científicos e éticos referentes ao cuidado tanto dos pacientes críticos quanto de seus familiares, tendo em vista a melhoria da qualidade do atendimento e do relacionamento interpessoal. |
| 5 | MARTINS, J. F.; et al., (2020). | A importância do suporte familiar na recuperação de pacientes em UTI: uma revisão integrativa | A revisão teve como objetivo sintetizar as abordagens e diretrizes de cuidados humanizados no contexto da UTI, além de identificar as principais implicações psicológicas e sociais tanto para os pacientes quanto para seus familiares | A análise dos dados revelou que a humanização no atendimento na UTI é um processo complexo que integra as dimensões técnicas e emocionais do cuidado. |
| 6 | Resolução nº 7, de 24 de fevereiro, (2022). | Dispõe sobre os requisitos mínimos para funcionamento de Unidades deTerapia Intensiva e dá outras providências. | … | … |
| 7 | SANTOS T. O. et al., (2021). | Comunicação efetiva da equipe multiprofissional na promoção da segurança do paciente em ambiente hospitalar. ID online | Observou-se, que os artigos descrevem resultados similares, visto que explicam a necessidade e a relevância da comunicação efetiva não só na qualidade do atendimento, mas também na segurança do paciente durante a assistência multiprofissional. | A efetiva comunicação da equipe gera benefícios mútuos, através da melhora na assistência e na segurança, e para os profissionais, uma vez que melhora a qualidade do ambiente no trabalho. |
| 8 | SOUZA, Y. V. et al; (2020). | Percepción de los pacientes sobre su relación con los médicos. | o objetivo deste estudo foi conhecer a percepção de 200 pacientes na cidade de Aracaju/SE sobre sua relação com os médicos. | . Os dados foram tratados mediante a análise temática de conteúdo, construindo-se categorias temáticas numa perspectiva da história do processo de implantação da Política Nacional de Humanização |
| 9 | RIBEIRO C. J.;, M.; ALMEIDA, J. R. A.; (2020). | A comunicação como ferramenta de humanização na UTI: desafios e estratégias para a equipe de saúde. | Este artigo explora práticas humanizadoras e seus impactos, evidenciando a necessidade de um cuidado que respeite a dignidade e o bem-estar dos envolvidos. | A análise dos dados revelou que a humanização no atendimento na UTI é um processo complexo que integra as dimensões técnicas e emocionais do cuidado |
| 10 | WANG, M. et al., (2023). | Impacto daintervenção centrada na família no cuidado de pacientes críticos: uma revisão sistemática. | visa estimar o efeito das Intervenções de Cuidados Centrados no Paciente e na Família em resultados específicos em pacientes adultos internados em Unidades de Terapia Intensiva (UTIs). | Um total de 11 estudos foram incluídos em nossa revisão sistemática e meta-análise, com um tamanho de amostra combinado de 3352 pacientes (grupo CCPF, n = 1681; grupo de cuidados habituais, n = 1671). |
FONTE: (AUTORAS,2026).
5. CONSIDERAÇÕES FINAIS
A assistência da enfermagem na UTI humanizada vem mostrando o quanto é importante que o profissional tenha conhecimento e que seja humanizadamente treinado para atender com qualidade os usuários do setor saúde, para proporcionar o fortalecimento de laços de empatia, credibilidade e confiabilidade. Em relação às atividades desenvolvidas pelo enfermeiro na efetividade do cuidado humanizado, entende-se que o escutar e olhar atentamente tornam-se instrumentos imprescindíveis para que esse profissional aprenda a compreender o paciente e sua família quando estes mais precisam, sobretudo, ouvir suas queixas e angústias em relação à situação vivida, como lidar com a doença, medicação e o cuidado.
Considerando a PNH como uma política de gestão colaborativa centrada no acolhimento, é possível notar o desconforto em admitir uma relação de proximidade com os pacientes e a preocupação, por parte dos profissionais, em não ultrapassar as fronteiras éticas e emocionais. Além da necessidade de incluir a família através da comunicação terapêutica diante das ações de tratamento frente à possibilidade da finitude.
REFERÊNCIA
BRUM, C. N. (Org.). Revisão narrativa: aspectos conceituais e metodológicos na construção do conhecimento da enfermagem. In:COSTENARO, R.; LACERDA, M. R. Metodologia da pesquisa para a enfermagem e saúde. Porto Alegre: Moriá, 2022.
CAMPOS, C. M. A comunicação terapêutica enquanto ferramenta profissional nos cuidados de enfermagem.Psicólogos, Revista de Psicologia, São Paulo, 2021.
CAMPONOGARA, S. (Org.). O cuidado humanizado em unidade de terapia intensiva: uma revisão bibliográfica. Revista de Enfermagem da Universidade Federal de Santa Maria, Santa Maria, 2021.
LEITE, M. A.; VILA, V. D. S. C. Dificuldades vivenciadas pela equipe multiprofissional na unidade de terapia intensiva. Revista Latino-Americana de Enfermagem, Hospital Santa Lúcia, Brasília, 2020.
MARTINS, J. F.; PEREIRA, L. A.; CAVALCANTE, L. F. A importância do suporte familiar na recuperação de pacientes em UTI: uma revisão integrativa. Enfermeira Global, Maceió: INNS, 2020.
Resolução nº 7 de 24 de fevereiro de 2022. Dispõe sobre os requisitos mínimos para funcionamento de Unidades de Terapia Intensiva e dá outras providências. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Brasília, 2022.
RIBEIRO, C. J. M.; ALMEIDA, J. R. A comunicação como ferramenta de humanização na UTI: desafios e estratégias para a equipe de saúde. Revista de Saúde Pública, São Paulo, 2020.
SANTOS T. O. (Org.). Comunicação efetiva da equipe multiprofissional na promoção da segurança do paciente em ambiente hospitalar.ID on line. Revista de psicologia, Aracaju: Idonline, 2021.
SOUZA, Y. V. (Org.). Percepción de los pacientes sobre su relación con los médicos. Revista Bioética, Aracaju: Scielo, 2020.
WANG, M. (Org.). Impacto da intervenção centrada na família no cuidado de pacientes críticos: uma revisão sistemática. Journal of Intensive Care, Brasília: review article, 2023.
1Enfermeira Pós Graduada em Auditoria, Nefrologia, Enfermagem do Trabalho e PSF na Agência de Cursos. Mestranda em Urgência e Emergência pela Instituição e Centro de Ensino em Saúde.
2Enfermeira formada pela UNIFG, Mestranda em Urgência e Emergência pela Instituição e Centro de Ensino em Saúde, atuando no Hospital da Restauração.
3Enfermeira especialista em Terapia Intensiva, UVA-CE; Docência em Ensino Superior, FAK-CE; Saúde da Família, UVA-CE; Qualidade e Segurança no Cuidado do Paciente, I, Sírio Libanês, Mestre em Terapia Intensiva – IBRATI-SP; Doutora em Terapia Intensiva – SOBRATI-SP; Docente da UNIFAMEC. CRATO – CE; Docente do Centro de Ensino em Saúde, SP.
