EPIDEMIOLOGICAL PROFILE OF DENGUE IN THE ZONA DA MATA REGION OF RONDÔNIA FROM 2020 TO 2024
REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/cl10202512111042
DIAS, Anderson1
SANTOS, Letícia Natiele dos2
LAMPIRE, Josiane Rosilene3
RESUMO
A dengue é uma arbovirose de grande relevância para a saúde pública brasileira, com elevada incidência em regiões tropicais e forte influência de fatores climáticos, ambientais e sociais. Na região da Zona da Mata de Rondônia, o cenário epidemiológico da doença ainda é pouco explorado, apesar de suas condições favoráveis à proliferação do Aedes aegypti, vetor do vírus. Este estudo tem como objetivo analisar o perfil epidemiológico da dengue na Zona da Mata de Rondônia entre os anos de 2020 e 2024, considerando variáveis como faixa etária, sexo, incidência e sazonalidade. Trata-se de um estudo descritivo e retrospectivo, com base em dados secundários obtidos de fontes oficiais, como o Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN) e os boletins epidemiológicos da Secretaria de Estado da Saúde de Rondônia (SESAU/RO). Espera-se identificar tendências sazonais e grupos mais afetados pela doença, fornecendo subsídios para o aprimoramento das estratégias de vigilância e controle da dengue na região. Os resultados poderão contribuir para o fortalecimento das políticas públicas de prevenção e o direcionamento de ações mais efetivas no combate à arbovirose no contexto amazônico.
Palavras-chave: Dengue; Epidemiologia; Rondônia; Saúde Pública; Zona da Mata.
ABSTRACT
Dengue is an arbovirus of major relevance to Brazilian public health, characterized by high incidence in tropical regions and strongly influenced by climatic, environmental and social factors. In the Zona da Mata region of Rondônia, the epidemiological scenario of the disease remains insufficiently explored, despite conditions that favor the proliferation of Aedes aegypti, the vector of the virus. This study aims to analyze the epidemiological profile of dengue in the Zona da Mata of Rondônia between 2020 and 2024, considering variables such as age group, sex, incidence, and seasonality. This is a descriptive and retrospective study based on secondary data retrieved from official sources, including the Notifiable Diseases Information System (SINAN) and epidemiological bulletins issued by the State Health Secretariat of Rondônia (SESAU/RO). The study seeks to identify seasonal trends and the population groups most affected by the disease, providing support for improving surveillance and control strategies for dengue in the region. The findings may contribute to strengthening public health policies for prevention and guiding more effective actions to combat this arboviral disease within the Amazonian context.
Palavras-chave: Dengue; Epidemiology; Rondônia; Public Health; Zona da Mata.
INTRODUÇÃO
A dengue é uma das principais doenças infecciosas emergentes e reemergentes no Brasil, representando um grave problema de saúde pública. Causada por um vírus do gênero Flavivírus, transmitido pela picada do mosquito Aedes aegypti, a enfermidade apresenta ampla distribuição geográfica e intensa variabilidade epidemiológica. De acordo com o Ministério da Saúde (2023), o país tem registrado aumento significativo dos casos nos últimos anos, impulsionado por fatores ambientais, climáticos e sociais, que favorecem a proliferação do vetor e dificultam o controle efetivo da doença.
Na região Norte, as condições climáticas e socioambientais são particularmente propícias para a disseminação da dengue. As elevadas temperaturas, o regime de chuvas abundante e a presença de áreas urbanas com infraestrutura precária contribuem para a manutenção do ciclo de transmissão do mosquito (LOPES et al., 2022; SILVA et al., 2021). Rondônia, em especial, apresenta picos sazonais de casos durante os períodos chuvosos, reforçando a necessidade de monitoramento constante e ações de prevenção contínuas.
A região da Zona da Mata de Rondônia, composta por municípios como Cacoal, Rolim de Moura, Alta Floresta d’Oeste, Nova Brasilândia d’Oeste, São Miguel do Guaporé, Castanheiras e Alto Alegre dos Parecis, possui características ambientais e socioeconômicas que favorecem a circulação do vírus. Apesar disso, há escassez de estudos que descrevam de forma detalhada o comportamento epidemiológico da dengue nesse território, o que limita o desenvolvimento de estratégias locais de enfrentamento da doença (SESAU/RO, 2023).
Além da elevada incidência, a dengue pode evoluir para formas graves, como a dengue hemorrágica e a síndrome do choque da dengue, que podem levar ao óbito se não houver diagnóstico e manejo clínico adequado. Esses quadros agravados estão associados a fatores como reinfecção por diferentes sorotipos, resposta imunológica exacerbada e atraso no tratamento (GUZMAN; HARRIS, 2015; WHO, 2023). As complicações decorrentes da infecção impactam diretamente o sistema de saúde e a economia local, ampliando a importância do acompanhamento epidemiológico e da vigilância contínua.
Diante desse contexto, este estudo busca responder à seguinte questão: Quais foram as características epidemiológicas da dengue na região da Zona da Mata de Rondônia no período de 2020 a 2024, considerando faixa etária, sexo, incidência e sazonalidade dos casos, bem como suas complicações associadas? A partir dessa análise, esse trabalho teve como objetivo analisar o perfil epidemiológico da dengue na região da Zona da Mata de Rondônia no período de 2020 a 2024.
FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA
A dengue é uma doença infecciosa viral aguda, transmitida pela picada do mosquito Aedes aegypti, vetor altamente adaptado ao ambiente urbano e doméstico. O vírus pertence ao gênero Flavivírus, família Flaviviridae, e possui quatro sorotipos distintos (DENV-1, DENV-2, DENV-3 e DENV-4), que podem causar infecções sucessivas em um mesmo indivíduo (GUZMAN; HARRIS, 2015). A infecção pode variar desde formas assintomáticas até quadros graves, como a dengue hemorrágica e a síndrome do choque da dengue, podendo levar ao óbito (WHO, 2023).
Segundo o Ministério da Saúde (2022), o ciclo de transmissão da dengue envolve o vetor, o vírus e o hospedeiro humano. O Aedes aegypti desenvolve-se em criadouros com água parada, geralmente artificiais, como pneus, caixas d’água, vasos e recipientes domésticos. O processo de urbanização desordenada, aliado ao descarte inadequado de resíduos e às deficiências no saneamento básico, tem favorecido a expansão do vetor em praticamente todas as regiões do país (BRASIL, 2023).
Além dos fatores ambientais, as condições climáticas exercem papel determinante na incidência da dengue. Temperaturas médias entre 25 °C e 30 °C e alta umidade relativa do ar favorecem o ciclo de vida do mosquito e a replicação viral no vetor (SILVA et al., 2021). A variação sazonal observada nos casos de dengue está relacionada à alternância entre períodos chuvosos e secos, com maior incidência nos meses de chuva, quando há aumento dos criadouros disponíveis (LOPES et al., 2022).
Na Região Norte do Brasil, especialmente na Amazônia, o clima equatorial úmido e as elevadas taxas de precipitação anual criam condições propícias para a manutenção do ciclo do Aedes aegypti (TEIXEIRA; BARRETO; GUERRA, 2020). Estudos apontam que os estados da região têm registrado aumento expressivo na ocorrência da doença, principalmente em áreas urbanas de médio porte, como os municípios da Zona da Mata de Rondônia (SESAU/RO, 2023).
Em pesquisa realizada por Silva e Costa (2021), observou-se que o perfil epidemiológico da dengue em municípios do interior de Rondônia apresenta picos de incidência nos primeiros meses do ano, coincidindo com a estação chuvosa, além de predomínio de casos em adultos jovens e discreta predominância do sexo feminino. Esses resultados corroboram estudos nacionais, que associam a exposição ocupacional e as atividades domésticas a uma maior vulnerabilidade desse grupo populacional (TEIXEIRA et al., 2020).
A Organização Mundial da Saúde (WHO, 2023) alerta que a dengue constitui atualmente a arbovirose de maior expansão global, com risco de transmissão em mais de 100 países. Estima-se que metade da população mundial viva em áreas de risco, sendo a América Latina e o Sudeste Asiático as regiões mais afetadas. O Brasil figura entre os países com maior número de casos notificados anualmente, o que demonstra a necessidade de estratégias integradas de controle vetorial, educação em saúde e vigilância epidemiológica.
As consequências da dengue vão além do impacto clínico, refletindo também em dimensões sociais e econômicas. O aumento das internações e afastamentos laborais gera sobrecarga ao sistema de saúde e prejuízos à produtividade (DONALISIO; FREITAS, 2015). Nos casos graves, complicações como sangramentos intensos, choque e falência de múltiplos órgãos podem ocorrer, elevando os índices de mortalidade, principalmente entre crianças, idosos e indivíduos com comorbidades (GUZMAN; HARRIS, 2015; WHO, 2023).
No contexto da Zona da Mata de Rondônia, a vulnerabilidade é potencializada pela combinação de fatores climáticos, urbanização crescente e deficiências na infraestrutura de saneamento (RONDÔNIA, 2023). A ausência de políticas contínuas de controle vetorial e de educação em saúde favorece a manutenção do ciclo de transmissão, tornando a região suscetível a novos surtos epidêmicos.
Portanto, compreender o comportamento epidemiológico da dengue nessa microrregião é fundamental para subsidiar ações locais de vigilância, orientar campanhas de prevenção e reduzir o impacto da doença sobre a população. Como destaca Teixeira et al. (2020), o sucesso no enfrentamento da dengue depende da integração entre vigilância epidemiológica, controle ambiental e participação comunitária, compondo um modelo de gestão em saúde mais efetivo e sustentável.
METODOLOGIA
O presente estudo caracteriza-se como uma pesquisa de natureza quantitativa e descritiva, com abordagem epidemiológica retrospectiva, fundamentada em dados secundários de domínio público. A investigação foi complementada por uma revisão de literatura narrativa, voltada à contextualização científica da dengue no Brasil e, especialmente, na região Norte. Essa combinação metodológica permite compreender não apenas os números e tendências da doença, mas também os fatores socioambientais e estruturais que influenciam sua ocorrência.
A área de estudo corresponde à região da Zona da Mata de Rondônia, composta pelos municípios de Cacoal, Rolim de Moura, Alta Floresta d’Oeste, Nova Brasilândia d’Oeste, São Miguel do Guaporé, Castanheiras e Alto Alegre dos Parecis. Essa região apresenta características ambientais e climáticas favoráveis à proliferação do vetor Aedes aegypti, com predominância de clima quente e úmido, além de variações sazonais associadas ao regime de chuvas, fatores que impactam diretamente na incidência de arboviroses como a dengue.
Os dados utilizados foram obtidos de fontes oficiais e públicas, como o Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN), os boletins epidemiológicos da Secretaria de Estado da Saúde de Rondônia (SESAU/RO) e relatórios municipais de vigilância em saúde. Foram considerados todos os casos confirmados de dengue no período de 2020 a 2025, identificados por critério laboratorial ou clínico epidemiológico.
Foram incluídos no estudo os registros de casos confirmados de dengue pertencentes aos municípios da Zona da Mata, com informações completas sobre sexo, faixa etária e data do diagnóstico. Foram excluídos os casos descartados, inconclusivos ou pertencentes a residentes de outras regiões. Os dados foram organizados e analisados de forma agrupada, respeitando o sigilo e a anonimidade das informações, conforme estabelecido pela Resolução CNS nº 510/2016, que dispensa apreciação ética de pesquisas que utilizam dados públicos e secundários sem identificação de indivíduos.
A análise dos dados foi conduzida de forma descritiva e comparativa. Inicialmente, as informações foram tabuladas em planilhas eletrônicas do Microsoft Excel, com variáveis referentes ao ano de notificação, município de residência, sexo, faixa etária e mês de ocorrência. Em seguida, foram aplicadas medidas de frequência absoluta e relativa para estimar o comportamento dos casos de dengue ao longo dos anos e entre os diferentes grupos populacionais.
Os resultados foram apresentados em tabelas elaborados com base nas distribuições obtidas, permitindo a identificação de padrões sazonais, flutuações anuais, diferenças entre municípios e perfis demográficos dos casos notificados. Além disso, foi realizada uma análise interpretativa, relacionando os achados aos fatores ambientais e sociais característicos da região Amazônica e às informações obtidas na literatura científica recente sobre a epidemiologia da dengue no Brasil.
Dessa forma, o método adotado possibilita compreender a dinâmica da dengue na Zona da Mata de Rondônia de maneira abrangente, sem necessidade de coleta direta de dados com pacientes, preservando os princípios éticos e garantindo a confiabilidade e a relevância científica dos resultados.
RESULTADOS E DISCUSSÃO
Entre os anos de 2020 e 2024, os municípios que compõem a Zona da Mata de Rondônia apresentaram variação expressiva na incidência de casos de dengue. A Tabela 1 apresenta o número total de casos confirmados e as respectivas taxas de incidência (por 100 mil habitantes).
| Tabela 1 – Casos confirmados e taxa de incidência da dengue na Zona da Mata de Rondônia (2020–2024) | ||
| Ano | Casos confirmados | Taxa de incidência(por 100 mil hab.) |
| 2020 | 606 | 177 |
| 2021 | 274 | 113 |
| 2022 | 378 | 190 |
| 2023 | 1720 | 621 |
| 2024 | 36 | 15 |
| Total confirmados: 3014 | ||
Fonte: SESAU/RO, 2025.
Observa-se que o período analisado exibiu importante variação na magnitude dos registros, refletindo oscilações características da dinâmica epidemiológica da dengue no Brasil. O ano de 2020 registrou 606 casos, com taxa de incidência de 177 por 100 mil habitantes, valor compatível com o padrão moderado observado em diferentes regiões amazônicas naquele período (BRASIL, 2021). Em 2021, verificou-se redução para 274 casos (113/100 mil hab.), possivelmente associada à diminuição da mobilidade urbana durante parte da pandemia de COVID-19, fenômeno também relatado em estudos nacionais (TEIXEIRA et al., 2022).
Em 2022, a microrregião voltou a apresentar crescimento, atingindo 378 casos (190/100 mil hab.), o que coincide com o reestabelecimento das rotinas de circulação urbana e a intensificação das chuvas naquele ano, fatores amplamente associados ao aumento da infestação por Aedes aegypti (LOPES et al., 2022). Contudo, o maior pico ocorreu em 2023, com 1720 casos e incidência de 621 por 100 mil habitantes, configurando um cenário de alta transmissão — padrão compatível com os surtos registrados em várias regiões do país no mesmo período (WHO, 2023). Estudos como o de Silva e Costa (2023) apontam que os múltiplos sorotipos circulantes e a insuficiência das ações permanentes de controle vetorial contribuem para a formação de ciclos epidêmicos intensos, especialmente em municípios de médio porte.
No ano de 2024, os casos reduziram para 36 (15/100 mil hab.), possivelmente em virtude da intensificação das ações de vigilância e campanhas educativas implementadas após o surto do ano anterior. Reduções semelhantes também foram observadas em estudos conduzidos em ambientes urbanos amazônicos após intervenções de controle (SOUZA et al., 2023). No total do período, foram registrados 3014 casos confirmados na Zona da Mata, reforçando a importância do monitoramento epidemiológico contínuo na região.
Os dados evidenciam que a dengue permanece como agravo prioritário de saúde pública na Zona da Mata de Rondônia, com surtos marcados por forte variação sazonal e impactos diretos sobre a demanda dos serviços de saúde. Além disso, demonstram a necessidade de estratégias que integrem vigilância, educação em saúde e ações estruturais de saneamento básico, conforme recomendado pela Organização Mundial da Saúde (WHO, 2023)
A Tabela 2 apresenta a distribuição dos casos confirmados por município. Nota-se que Rolim de Moura e Cacoal concentram a maior parte dos registros, refletindo suas maiores populações e maior densidade urbana.
| Tabela 2 – Distribuição dos casos de dengue por município da Zona da Mata de Rondônia (2020–2024) | ||
| Municípios | Casos confirmados | % do Total Regional |
| Cacoal | 667 | 22,13% |
| Rolim de Moura | 872 | 28,93% |
| Alta Floresta d’Oeste | 621 | 20,6% |
| Nova Brasilândia d’Oeste | 503 | 16,7% |
| São Miguel do Guaporé | 139 | 4,61% |
| Castanheiras | 11 | 0,36% |
| Alto Alegre dos Parecis | 201 | 6,67% |
| Total | 3014 | 100% |
Fonte: SESAU/RO, 2025.
A análise da distribuição dos casos de dengue entre os municípios da Zona da Mata de Rondônia evidencia importantes disparidades na magnitude da transmissão, sugerindo diferenças estruturais, demográficas e ambientais que influenciam diretamente o comportamento epidemiológico da doença. Conforme apresentado na Tabela 2, Rolim de Moura concentrou o maior número de casos confirmados no período analisado (872; 28,93%), seguido por Cacoal (667; 22,13%), Alta Floresta d’Oeste (621; 20,6%) e Nova Brasilândia d’Oeste (503; 16,7%). Os demais municípios apresentaram menor contribuição relativa, destacando-se Alto Alegre dos Parecis com 6,67%, enquanto Castanheiras registrou a menor frequência (0,36%).
Esse padrão de distribuição acompanha tendências já observadas em estudos anteriores na Região Norte, em que municípios de médio porte, com maior densidade populacional, maior fluxo urbano e maior concentração de áreas habitadas, tendem a registrar maior número de casos (SILVA; COSTA, 2021; TEIXEIRA et al., 2020). Rolim de Moura e Cacoal, por serem centros regionais com intensa circulação de pessoas, ampla oferta de serviços e maior urbanização, configuram ambientes mais favoráveis à proliferação do Aedes aegypti, conforme apontado pelo Ministério da Saúde (BRASIL, 2023). A urbanização acelerada, associada à presença de criadouros artificiais e deficiências no manejo de resíduos sólidos, desempenha papel determinante nesse processo (DONALISIO; FREITAS, 2015).
Alta Floresta d’Oeste e Nova Brasilândia d’Oeste também apresentaram importantes cargas de transmissão, representando juntos 37,3% dos casos regionais. Esses municípios possuem áreas urbanas em expansão, mas ainda enfrentam desafios estruturais relacionados ao saneamento básico e ao abastecimento irregular de água, fatores amplamente reconhecidos como determinantes para o aumento dos criadouros do vetor (LOPES et al., 2022; GUZMAN; HARRIS, 2015). A manutenção de níveis elevados de transmissão nesses territórios sugere uma combinação de fatores ambientais e comportamentais que favorecem a persistência do ciclo viral.
Em contraste, municípios menores, como Castanheiras (0,36%) e São Miguel do Guaporé (4,61%), registraram proporções significativamente menores. Essa diferença pode ser explicada tanto pela menor densidade populacional quanto pela possibilidade de subnotificação, frequentemente relatada em localidades com menor estrutura de vigilância epidemiológica (WHO, 2023). Além disso, cidades pequenas apresentam menor circulação intermunicipal, o que pode reduzir a velocidade de disseminação do vírus, ainda que não elimine o risco de surtos sazonais.
Outro aspecto relevante é a coexistência de fatores climáticos favoráveis ao vetor em todo o território da Zona da Mata, caracterizado por elevadas temperaturas médias anuais e regimes intensos de precipitação (TEIXEIRA; BARRETO; GUERRA, 2020). Contudo, os municípios com maior peso na composição dos casos também concentram a maior parcela de áreas urbanizadas, onde o Aedes aegypti encontra mais criadouros artificiais. Assim, a interação entre clima propício e fatores antrópicos potencializa os índices de infestação e contribui para a distribuição desigual observada nos dados.
A análise conjunta dos indicadores reforça a necessidade de estratégias diferenciadas para controle da dengue na região. Municípios como Rolim de Moura e Cacoal demandam ações contínuas de combate ao vetor, com reforço de vigilância, gerenciamento de resíduos, limpeza urbana e educação comunitária. Por outro lado, áreas menores e menos afetadas, como Castanheiras, exigem fortalecimento da vigilância e ampliação da capacidade diagnóstica para evitar subnotificação e garantir diagnóstico oportuno em períodos de maior risco.
Assim, os dados atualizados confirmam que a dengue na Zona da Mata de Rondônia apresenta um padrão epidemiológico multifatorial, influenciado por densidade populacional, mobilidade humana, urbanização, clima e capacidade municipal de resposta. Esses achados são consistentes com estudos nacionais e internacionais que apontam a necessidade de intervenções integradas e territorialidades para reduzir a circulação viral e prevenir novos surtos (BRASIL, 2023; WHO, 2023; SILVA et al., 2021).
A Tabela 3 apresenta a distribuição dos casos por sexo. Observa-se distribuição equilibrada entre homens e mulheres, com discreta predominância do sexo feminino (52,3%).
| Tabela 3 – Casos de dengue segundo sexo por municípios da Zona da Mata de Rondônia (2020–2024) | ||||
| Municípios | Masculino | Feminino | Total | % |
| Cacoal | 302 | 328 | 630 | 20,37% |
| Rolim de Moura | 572 | 521 | 1093 | 35,34% |
| Alta Floresta d’Oeste | 274 | 291 | 565 | 18,27% |
| Nova Brasilândia d’Oeste | 194 | 244 | 438 | 14,16% |
| São Miguel do Guaporé | 65 | 52 | 117 | 3,78% |
| Castanheiras | 1 | 0 | 1 | 0,03% |
| Alto Alegre dos Parecis | 120 | 129 | 249 | 8,05% |
| Total | 1528 | 1565 | 3093 | 100% |
Fonte: DATASUS, 2025.
A Tabela 3 apresenta a distribuição dos casos de dengue por sexo na Zona da Mata de Rondônia entre 2020 e 2024, revelando um total de 3.093 casos, dos quais 1.565 (50,6%) ocorreram em mulheres e 1.528 (49,4%) em homens. Embora a diferença seja pequena, observa-se uma discreta predominância do sexo feminino, padrão que já foi identificado em outros estudos epidemiológicos sobre dengue no Brasil.
A predominância feminina pode estar associada a fatores comportamentais e sociais, como maior busca por atendimento em serviços de saúde, resultando em maior notificação, aspecto amplamente discutido na literatura (SOUZA et al., 2020; LIMA et al., 2021). Assim, parte desse diferencial pode refletir viés de notificação, e não necessariamente maior risco biológico de infecção.
No recorte municipal, observa-se que municípios com maiores populações, como Rolim de Moura (35,34%) e Cacoal (20,37%), concentram a maior parcela dos casos, mantendo o padrão observado nas análises anteriores. No entanto, é relevante destacar que, dentro de cada município, a distribuição entre homens e mulheres permanece equilibrada. Por exemplo, em Cacoal, os casos foram 302 masculinos e 328 femininos, enquanto em Alta Floresta d’Oeste foram 274 masculinos e 291 femininos, reforçando a tendência regional.
Estudos brasileiros corroboram esse comportamento, indicando que a exposição ambiental ao vetor é semelhante entre os sexos, mas que mulheres geralmente apresentam maior adesão à procura por diagnóstico, o que resulta em maior registro nos sistemas de vigilância (SANTOS et al., 2022; BORTOLI; TEIXEIRA, 2023). Outros trabalhos também destacam que o ambiente doméstico, onde a presença de criadouros é frequente, pode impactar os padrões de adoecimento, já que mulheres tradicionalmente passam mais tempo no domicílio em algumas regiões do país (BRAGA & VALLE, 2020).
Apesar disso, a diferença observada na Zona da Mata de Rondônia é pequena e não sugere um padrão de vulnerabilidade marcante entre os sexos. Os dados analisados reforçam que a distribuição por sexo na região é equilibrada, e que a ligeira predominância feminina provavelmente reflete fatores comportamentais e de notificação, mais do que diferenças intrínsecas de exposição ou suscetibilidade ao vírus.
A Tabela 4 apresenta a distribuição dos casos por idade.
| Tabela 4 – Casos de dengue segundo idade por municípios da Zona da Mata de Rondônia (2020–2024) | |||||||
| Municípios | < 1 ano | 1-9 anos | 10-19 anos | 20-59 anos | 60-69 anos | 70-80+ anos | TOTAL |
| Cacoal | 13 | 95 | 105 | 333 | 52 | 32 | 630 |
| Rolim de Moura | 25 | 91 | 174 | 708 | 63 | 32 | 1093 |
| Alta Floresta d’Oeste | 5 | 59 | 112 | 338 | 33 | 18 | 565 |
| Nova Brasilândia d’Oeste | 1 | 23 | 63 | 307 | 31 | 13 | 438 |
| São Miguel do Guaporé | 1 | 9 | 19 | 80 | 4 | 4 | 117 |
| Castanheiras | 0 | 0 | 0 | 0 | 1 | 0 | 1 |
| Alto Alegre dos Parecis | 2 | 12 | 44 | 167 | 15 | 9 | 249 |
| Total geral: 3093 | |||||||
Fonte: DATASUS, 2025.
A análise da distribuição dos casos de dengue segundo faixa etária, apresentada na Tabela 4, revela que a maior parte das notificações na Zona da Mata de Rondônia entre 2020 e 2024 ocorreu na população adulta de 20 a 59 anos, que representou a maioria absoluta dos casos em todos os municípios. Esse padrão é consistente com achados nacionais, nos quais adultos economicamente ativos tendem a apresentar maior exposição ao vetor devido às atividades laborais e circulação diária em ambientes externos (BRAGA & VALLE, 2020; MINISTÉRIO DA SAÚDE, 2024).
Em números absolutos, destacam-se os municípios mais populosos. Em Rolim de Moura, foram registrados 708 casos nessa faixa etária, enquanto em Cacoal contabilizaram-se 333 casos e em Alta Floresta d’Oeste, 338 casos. Esses dados sugerem que ambientes urbanos com maior densidade populacional e circulação de pessoas proporcionam condições propícias para a proliferação do Aedes aegypti, favorecendo a transmissão viral.
As faixas etárias 10–19 anos e 1–9 anos também representam uma parcela significativa dos casos, refletindo o avanço histórico da dengue sobre populações jovens nas últimas décadas. Estudos indicam que crianças e adolescentes podem apresentar maior susceptibilidade imunológica, especialmente em áreas de circulação multisserotípica, como observado em diversas regiões do Brasil (TEIXEIRA et al., 2023).
Por outro lado, observa-se que os extremos etários — menores de 1 ano e idosos acima de 70 anos — apresentam números absolutos menores. Em toda a região, foram apenas 47 casos em menores de 1 ano e 108 casos entre indivíduos com 70 anos ou mais. Apesar da menor incidência, esses grupos são conhecidos por maior vulnerabilidade clínica, com maior risco de desenvolvimento de formas graves e complicações, conforme evidenciado por estudos de Vigilância Epidemiológica (SOUZA et al., 2022; WHO, 2023). Assim, mesmo que representem menor proporção do total, constituem grupos prioritários para ações preventivas.
A faixa etária de 60–69 anos apresentou também proporção reduzida, mas com distribuição relativamente homogênea entre os municípios. Esse perfil pode estar relacionado tanto a padrões comportamentais — menor exposição laboral e mobilidade — quanto a aspectos do acesso aos serviços de saúde, que podem influenciar a notificação.
É importante destacar que os padrões observados na Zona da Mata de Rondônia são semelhantes aos verificados em levantamentos nacionais, que apontam maior incidência em adultos jovens, incidência intermediária em crianças e adolescentes, e menor frequência em idosos. Entretanto, ainda que a incidência seja menor nos idosos, a literatura reforça que este grupo apresenta maior taxa de hospitalização e mortalidade por dengue, o que reforça a necessidade de vigilância e ações específicas (PEREIRA et al., 2023).
De forma geral, os dados atualizados confirmam que a dengue na região afeta principalmente adultos em idade produtiva, com impacto significativo na força de trabalho local, além de comprometer a dinâmica socioeconômica dos municípios. Essas informações reforçam a importância de estratégias de prevenção integradas, considerando fatores ambientais, comportamentais e demográficos da população.
| Tabela 4 – Distribuição mensal média dos casos de dengue (2020–2024) | |
| Mês | % médio dos casos |
| Janeiro | 13,49% |
| Fevereiro | 16,92% |
| Março | 19,87% |
| Abril | 13,51% |
| Maio | 8,94% |
| Junho | 4,94% |
| Julho | 3,43% |
| Agosto | 2,34% |
| Setembro | 1,66% |
| Outubro | 2,12% |
| Novembro | 4,18% |
| Dezembro | 8,60% |
Fonte: DATASUS, 2025
A análise da distribuição mensal média dos casos de dengue na Zona da Mata de Rondônia entre 2020 e 2024 revela um padrão sazonal bem definido, caracterizado por maior concentração de casos nos primeiros meses do ano, especialmente entre Janeiro e Abril, quando se observa o período de chuvas mais intensas na região. Os dados demonstram que Março representa o pico da transmissão, concentrando 19,87% dos casos, seguido por Fevereiro (16,92%) e Abril (13,51%). Esse comportamento reforça a forte influência das condições climáticas sobre a dinâmica de proliferação do vetor Aedes aegypti, cujo ciclo reprodutivo é diretamente favorecido por ambientes quentes e úmidos (BRAGA & VALLE, 2020; SILVA et al., 2021).
O acúmulo de água proveniente das chuvas nesse período amplia a disponibilidade de criadouros, fator amplamente descrito na literatura como determinante para surtos sazonais da doença, especialmente em regiões de clima tropical úmido como Rondônia (LOPES et al., 2022; TEIXEIRA et al., 2020). A média elevada nos meses de Janeiro (13,49%) e Dezembro (8,60%) também indica que a transmissão começa a se intensificar ainda no final do ano anterior, sugerindo que ações de controle vetorial devem ser intensificadas antes do início do ciclo chuvoso, para reduzir o impacto durante o pico epidêmico.
Entre Maio e Agosto, observa-se expressiva redução dos casos, refletida nos percentuais de 8,94%, 4,94%, 3,43% e 2,34%, respectivamente. Esses meses coincidem com o período de estiagem regional, quando a menor precipitação reduz a formação de criadouros e, consequentemente, a taxa de proliferação do mosquito. Estudos nacionais corroboram esse comportamento, demonstrando que a queda da umidade e as temperaturas mais amenas reduzem a sobrevivência e a capacidade infectante do vetor (SOUZA et al., 2022; WHO, 2023).
Os menores índices são observados entre Setembro (1,66%) e Outubro (2,12%), marcando o período de menor risco de transmissão. Contudo, a literatura alerta que o Aedes aegypti pode manter populações residuais mesmo na estação seca, permitindo rápida recuperação populacional quando as chuvas retornam, o que reforça a necessidade de vigilância contínua (DONALISIO & FREITAS, 2015).
Por fim, o aumento gradual observado em Novembro (4,18%) e sustentado em Dezembro (8,60%) indica o início de um novo ciclo sazonal de transmissão, alinhado ao padrão epidemiológico registrado em diversos estados da Região Norte. Esses resultados sugerem que campanhas educativas e ações de controle vetorial devem ser planejadas de forma estratégica, iniciando-se no final do período seco, de modo a evitar o acúmulo de criadouros logo no começo das chuvas.
De forma geral, os dados confirmam que a dengue na Zona da Mata de Rondônia apresenta marcada sazonalidade, similar ao padrão observado em outras regiões tropicais do país, destacando a importância da integração entre vigilância epidemiológica, monitoramento climático e ações preventivas contínuas.
CONCLUSÃO
O presente estudo permitiu uma análise abrangente do comportamento epidemiológico da dengue na Zona da Mata de Rondônia no período de 2020 a 2024, evidenciando padrões consistentes de incidência, distribuição populacional e sazonalidade. Os resultados demonstraram que a região apresenta um perfil epidemiológico alinhado ao observado em outras áreas tropicais do Brasil, onde fatores ambientais, climáticos e socioeconômicos contribuem diretamente para a persistência da transmissão do vírus.
Os dados apontam que a dengue mantém elevada circulação na região, com variações anuais significativas e aumento expressivo em determinados períodos, refletindo a complexidade do controle do Aedes aegypti. A análise por municípios revelou concentração importante de casos nos polos urbanos de Rolim de Moura, Cacoal e Alta Floresta d’Oeste, sugerindo que a urbanização acelerada, associada a deficiências estruturais e ao manejo inadequado de resíduos, permanece como um dos principais desafios para o controle vetorial. A distribuição por sexo e idade mostrou padrão compatível com achados nacionais, com discreto predomínio de casos entre mulheres e maior incidência em adultos jovens, faixa etária associada a maior exposição ocupacional e mobilidade.
A sazonalidade observada reforça a forte dependência da dengue em relação ao regime climático regional. A concentração de casos entre Janeiro e Abril, período de maior precipitação, confirma que o ciclo reprodutivo do vetor é diretamente favorecido pelas chuvas e temperaturas elevadas. Tal achado reforça a necessidade de estratégias preventivas antecipadas, especialmente antes do início da estação chuvosa, para minimizar a proliferação de criadouros.
Além disso, os achados discutidos reafirmam que o enfrentamento da dengue exige ações intersetoriais contínuas e sustentáveis, envolvendo vigilância epidemiológica, controle ambiental, educação em saúde e participação comunitária. Os impactos sociais e econômicos associados à doença, amplamente documentados na literatura, reforçam a relevância de políticas públicas eficazes, capazes de reduzir internações, custos assistenciais e afastamentos laborais.
Dessa forma, compreende-se que a análise epidemiológica realizada neste estudo constitui ferramenta essencial para subsidiar o planejamento e a tomada de decisões em saúde pública na região da Zona da Mata de Rondônia. Espera-se que os resultados apresentados contribuam para o fortalecimento das estratégias locais de prevenção, monitoramento e controle da dengue, além de estimular novas investigações que ampliem o entendimento sobre os determinantes sociais e ambientais que influenciam a dinâmica da doença.
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1Bacharelando em Biomedicina pelo Centro Universitário Maurício de Nassau – UNINASSAU CACOAL, E-mail: andyngui891@gmail.com
2Bacharelando em Biomedicina pelo Centro Universitário Maurício de Nassau – UNINASSAU CACOAL, E-mail: natielee.letycya@gmail.com
3Especialista em Farmacologia e toxicologia forense; Graduada em Farmácia. E-mail: josianelampire@hotmail.com
